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terça-feira, 23 de maio de 2017

A busca inútil pela “fórmula trinitária” na Bíblia


 


Séculos de esforços para definir a doutrina da Trindade resultaram numa fórmula, conhecida como Credo Atanasiano. Embora leve o nome de um defensor da consubstancialidade entre o Filho e o Pai que viveu no quarto século da Era Comum, tal credo, ou declaração de crença, tem sido datado como sendo do oitavo século depois de Cristo.

Em suma, tal “Credo”, ou declaração de crença, resumidamente reza assim:
A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância. Porque uma só é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E, contudo, não são três eternos, mas um só eterno. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso. Da mesma maneira, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente. E, contudo, não são três onipotentes, mas um só onipotente. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. E, contudo, não são três deuses, mas um só Deus. Do mesmo modo, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor. E, contudo, não são três senhores, mas um só Senhor. Porque, assim como a verdade cristã nos manda confessar que cada uma das Pessoas é Deus e Senhor, do mesmo modo a religião católica nos proíbe dizer que são três deuses ou senhores. O Pai não foi feito, nem gerado, nem criado por ninguém. O Filho procede do Pai; não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho. Não há, pois, senão um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos. E nesta Trindade não há nem mais antigo nem menos antigo, nem maior nem menor, mas as três Pessoas são coeternas e iguais entre si. … Mas, para alcançar a salvação, é necessário ainda crer firmemente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. A pureza da nossa fé consiste, pois, em crer ainda e confessar que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado na substância do Pai desde toda a eternidade; é homem porque nasceu, no tempo, da substância da sua Mãe.

Mas, uma coisa é produzir uma declaração de crença por meio de palavras cuidadosamente escolhidas. Outra coisa bem diferente é encontrar tal fórmula na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.

Para início de conversa, não há menção dessa “fórmula” em parte alguma do “Velho Testamento”. Até mesmo trinitaristas reconhecem isso. Isso colocaria o povo de Deus pré-cristão numa situação desmerecida, desprivilegiada, pois significaria que nem mesmo servos íntimos de Deus, como Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Jó e outros fiéis conheceram a Deus. Por que Deus teria ocultado deles sua deidade trina? Eles conheceram apenas um terço de Deus? Isso não seria nem justo nem amoroso.

Por outro lado, Jesus disse: “Nós [judeus] adoramos o que conhecemos, porque a salvação se origina dos judeus.” (João 4:22) Isso contesta a pretensão trinitarista e coloca os defensores da Trindade numa situação indefensável: visto que os judeus conheciam a Deus, mas não conheciam a Trindade, tal doutrina não pode ser verdadeira.

De modo que os trinitaristas precisam desconsiderar essa verdade fundamental, desconsiderar o “Velho Testamento”, e buscar a “fórmula trinitária” no “Novo Testamento”. Ou seja, para a Trindade poder ser avaliada com a possibilidade de ser verdadeira, já é necessário desconsiderar a primeira parte da Bíblia que compreende 39 livros, ou cerca de 60 por cento da Bíblia!

Será que os restantes 40 por cento da Bíblia revelam que Deus é uma Trindade?

Antes de se entrar em uma investigação nesse sentido, analisando os textos propostos pelos trinitaristas, é necessário discernir outra verdade essencial: Se a fórmula trinitária puder realmente ser comprovada no “Novo Testamento”, isso invalidaria as palavras de Jesus Cristo, que afirmou que os judeus conheciam a quem adoravam. Pois, se Deus é uma Trindade, e esta somente foi revelada no “Novo Testamento”, isso significaria que os judeus, que continham apenas o “Velho Testamento”, não conheciam realmente a quem adoravam.

Portanto, para se empenharem em buscar apoio neotestamentário para a “fórmula” trinitarista, os trinitários precisam desconsiderar também essa verdade fundamental. Pois, ao se empenharem nessa busca, estão na realidade buscando provas contra as palavras de Jesus, buscando invalidá-las!

Perceba então o leitor as coisas sérias que os trinitaristas precisam desconsiderar ao se empenharem pelo apoio bíblico da Trindade!

Pelo exposto acima, fica evidente que a “fórmula” trinitária simplesmente não existe na Bíblia; caso contrário, as palavras de Jesus não seriam verdadeiras.

Por isso, é apenas para o benefício de pessoas sinceras, que querem entender corretamente, sob a ótica bíblica, os textos mal empregados pelos trinitaristas, que este site recorrentemente se propõe a analisar tais textos.

Pois já está provado pelas duas verdades fundamentais extraídas das palavras de Jesus que a Trindade não existe nem no “Velho Testamento” nem no “Novo Testamento”.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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