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domingo, 1 de maio de 2016

A Vida de Jesus - o Evangelho Unificado (Parte 5)

Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102014614

Surge o Preparador do caminho (29 EC)
(Mateus 3:1-12; Marcos 1:1-8; Lucas 3:1-18; João 1:6-8, 15-28)

O princípio das boas novas a respeito de Jesus Cristo: No décimo quinto ano do reinado de Tibério César[1], quando Pôncio Pilatos[2] era governador da Judeia e Herodes[3] era governante distrital da Galileia, mas Filipe[4], seu irmão, era governante distrital do país da Itureia[5] e de Traconítis[6], e Lisânias[7] era governante distrital de Abilene,[8] nos dias do principal sacerdote Anás[9] e de Caifás[10], surgiu um homem enviado como representante de Deus: seu nome era João. Veio a declaração de Deus a João, filho de Zacarias, no ermo da Judeia. Este homem veio em testemunho, a fim de dar testemunho da luz, para que pessoas de toda sorte cressem por intermédio dele. Ele não era essa luz, mas havia de dar testemunho dessa luz.
Naqueles dias veio João Batista pregar no ermo da Judeia.  Ele percorreu assim toda a região em volta do Jordão, pregando o batismo em símbolo de arrependimento para o perdão de pecados, dizendo: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” Este, de fato, é aquele de quem se falou por intermédio de Isaías, o profeta, conforme está escrito nestas palavras: “(Eis que eu envio o meu mensageiro diante da tua face, o qual preparará o teu caminho.)[11] Escutai! Alguém está clamando no ermo: ‘Preparai o caminho de Jeová, fazei retas as suas estradas. Cada vala tem de ser enchida e cada monte e colina têm de ser nivelados, e as curvas têm de tornar-se caminhos retos, e os lugares escabrosos, caminhos planos; e toda a carne verá o meio salvador de Deus.’”[12] Ora, João usava roupa de pelos de camelo e um cinto de couro em volta dos seus lombos; seu alimento, também, era gafanhotos e mel silvestre.
Então saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judeia e toda a região em volta do Jordão, e as pessoas eram batizadas por ele no rio Jordão, confessando abertamente os seus pecados.  Portanto, começou a dizer às multidões que vinham para ser batizadas por ele, quando viu os muitos fariseus[13] e saduceus[14] que vinham ao batismo: “Descendência de víboras, quem vos insinuou fugir do vindouro furor? Produzi, pois, fruto próprio do arrependimento; e não presumais dizer a vós mesmos: ‘Temos por pai a Abraão.’ Pois eu vos digo que Deus é capaz de suscitar destas pedras filhos a Abraão. Deveras, o machado já está em posição na raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produzir fruto excelente, há de ser cortada e lançada no fogo.”
(Lucas 3:10-16a)
10 E as multidões perguntavam-lhe: “Que devemos fazer, então?” 11 Em resposta, ele lhes dizia: “Aquele que tiver duas peças de roupa interior partilhe com aquele que não tiver nenhuma, e aquele que tiver coisas para comer, faça o mesmo.” 12 Vinham, porém, até mesmo cobradores de impostos para ser batizados, e disseram-lhe: “Instrutor, que devemos fazer?” 13 Ele lhes disse: “Não reclameis mais do que a taxa do imposto.” 14 Também os em serviço militar[15] perguntavam-lhe: “Também nós, que devemos fazer?” E ele lhes disse: “Não hostilizeis a ninguém e não acuseis a ninguém falsamente, mas contentai-vos com o vosso soldo.”[16] 15 Ora, visto que o povo estava em expectativa e todos raciocinavam nos seus corações a respeito de João: “Será este o Cristo?” 16 João deu a resposta, dizendo a todos:
“Eu, da minha parte, batizo-vos com água, por causa do vosso arrependimento. O que vem depois de mim é mais forte do que eu; não sou nem apto para me abaixar e desatar os cordões de suas sandálias. Ele vos batizará com espírito santo e com fogo. Tem na mão a sua pá de joeirar, e limpará completamente a sua eira, ajuntando seu trigo no seu celeiro, mas a palha ele queimará em fogo inextinguível.” Dava assim também muitas outras exortações e declarava as boas novas ao povo.
(João 1:15-28)
 15 (João deu testemunho dele, sim, ele realmente clamou — este era aquele que [o] disse — dizendo: “Aquele que vem atrás de mim avançou na minha frente, porque existiu antes de mim.”) 16 Pois todos nós recebemos de sua plenitude, sim, benignidade imerecida sobre benignidade imerecida. 17 Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés, a benignidade imerecida e a verdade vieram à existência por intermédio de Jesus Cristo. 18 Nenhum homem jamais viu a Deus; o deus unigênito, que está [na posição] junto ao seio do Pai, é quem o tem explicado. 19 Ora, este é o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram sacerdotes e levitas de Jerusalém para perguntar-lhe: “Quem és?” 20 E ele confessou e não negou, mas confessou: “Eu não sou o Cristo.” 21 E perguntaram-lhe: “O que, então? És tu Elias?” E ele disse: “Não sou.” “És tu O Profeta?” E ele respondeu: “Não!” 22 Disseram-lhe, portanto: “Quem és? para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes a respeito de ti mesmo?” 23 Ele disse: “Eu sou a voz de alguém clamando no ermo: ‘Fazei reto o caminho de Jeová’, assim como disse Isaías, o profeta.” 24 Ora, os que tinham sido enviados eram dos fariseus. 25 De modo que o interrogaram e lhe disseram: “Então, por que batizas, se tu mesmo não és o Cristo, nem Elias, nem O Profeta?” 26 João respondeu-lhes, dizendo: “Eu batizo em água. No meio de vós está parado um a quem não conheceis, 27 o que vem atrás de mim, não sendo eu nem digno de desatar o cordão de suas sandálias.” 28 Estas coisas ocorreram em Betânia,[17] do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.


Explicação das abreviações usadas:

AEC: Antes de nossa Era Comum.
EC: Era Comum
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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[1] Segundo imperador de Roma. Nasceu em 42 AEC. Augusto morreu em 17 de agosto de 14 EC (calendário gregoriano); Tibério foi nomeado imperador pelo Senado romano em 15 de setembro. O 15.º ano de Tibério, contando-se a partir da morte de Augusto, se estendeu de agosto de 28 EC a agosto de 29 EC. Contando-se a partir de quando ele foi oficialmente nomeado imperador, o ano transcorreu de setembro de 28 EC a setembro de 29 EC. Tibério viveu até março de 37 EC. – It-3, p. 709.
[2] O 5.º governador romano da Judeia. Tibério nomeou-o em 26 EC, e seu governo durou dez anos. Josefo relata que Pilatos foi posteriormente removido do cargo em resultado de queixas apresentadas pelos samaritanos ao superior imediato de Pilatos, o governador da Síria, Vitélio. Eusébio, de fins do terceiro e início do quarto século, diz que Pilatos viu-se obrigado a suicidar-se durante o reinado de Caio (Calígula), sucessor de Tibério. – It-3, pp. 267-70.
[3] Herodes Ântipas, filho de Herodes, o Grande, com Maltace, uma samaritana. Augusto César deu a Ântipas a tetrarquia da Galileia e da Pereia. “Tetrarca”, que significa ‘governante de uma quarta parte’ duma província, era o termo aplicado ao governante dum distrito menor ou a um príncipe territorial. No entanto, popularmente, ele talvez tenha sido chamado de Rei, assim como Arquelau. (Mateus14:9; Mar. 6:14, 22, 25-27) – It-2, p. 322.
[4] Tetrarca. Filho de Herodes, o Grande, com sua esposa Cleópatra, de Jerusalém. Quando seu pai faleceu, Augusto César dividiu o reino, dando a Filipe a tetrarquia de Itureia, Traconítis e outros distritos vizinhos. Governou por mais de 30 anos. – It-2, p. 326.
[5] Pequeno território com limites variáveis e indefinidos, situado ao NE do mar da Galileia. Pensa-se que o nome “Itureia” derive de Jetur, filho de Ismael, cujos descendentes, que residiam a L do Jordão, foram derrotados pelos israelitas. (Gên. 25:15, 16; 1 Crô. 1:31; 5:18-23) – It-2, p. 460.
[6] [Duma raiz grega que significa “escabroso”, provavelmente uma região escabrosa, pedregosa]. Os limites norte de Traconítis situavam-se a uns 40 km ao SE de Damasco, na parte nordeste de Basã. Quanto ao tamanho, abrangia uma área piriforme de cerca de 900 km2. – It-3, p. 732.
[7] [Duma raiz que significa “solto; soltar”]. A tetrarquia romana de Abilene tinha por capital Abila, perto de Damasco da Síria. – It-2 p. 708.
[8] Distrito romano, ou tetrarquia, na região das montanhas do Antilíbano, ao norte do monte Hermom. Foi assim chamado segundo sua capital, Abila, cidade situada numa garganta pitoresca à margem do rio Abana (moderno Barada). – It-1, p. 20.
[9] [Do hebr., significa “Mostrando Favor; Benévolo (Gracioso)”]. Designado sumo sacerdote por volta de 6 ou 7 EC por Quirino, governador romano da Síria, serviu até cerca de 15 EC, (Luc. 2:2) sendo então removido do cargo pelo procurador Valério Grato. Contudo, continuou a exercer grande poder e influência. Cinco de seus filhos, bem como seu genro, Caifás, ocuparam, cada um por sua vez, o cargo de sumo sacerdote. – It-1, p. 128.
[10] José Caifás foi designado sumo sacerdote pelo antecessor de Pôncio Pilatos, Valério Grato, por volta de 18 EC (ou 26 EC, segundo alguns). Por volta de 36 EC, Vitélio, o legado romano na Síria, removeu Caifás do cargo. – It-1, p. 396.
[11] Mal. 3:1.
[12] Isa. 40:3-5.
[13] “Separados; Separatistas”. Desde antes de 150 AEC, já constituíam uma seita influente. Acreditavam na imortalidade da alma, na punição eterna, no destino. Eram autojustos e desprezavam o povo comum. – It-2, pp. 107-8.
[14] Seita judaica associada com o sacerdócio. (Atos 5:17) Eles não criam nem na ressurreição, nem em anjos. (Atos 23:8) Rejeitavam as muitas tradições orais observadas pelos fariseus e também a crença farisaica na imortalidade da alma e em punições ou recompensas após a morte. Também não criam no destino. – It-3, p. 491.
[15] Eram soldados judeus, que possivelmente estavam empenhados num tipo de fiscalização policial, em especial relacionada com a alfândega ou a coleta de impostos. – It-3, p. 623.
[16] Remuneração de militar. – Dicionário Aurélio.
[17] Não a Betânia perto de Jerusalém. (NM, nota.) O registro em João 1:29, 35, 43; 2:1 parece indicar um lugar a uma distância de não mais de um dia de Caná da Galileia; ao passo que o de João 10:40 e 11:3, 6, 17 talvez sugira que se encontrava a dois dias de distância de Betânia, onde morava Lázaro. Portanto, um lugar um pouco ao S do mar da Galileia parece mais provável, mas não é possível fazer uma identificação positiva. – It-1, p. 345.

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