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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A apostasia anula a ressurreição




Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2014008

Contribuído.

O homem sempre tem debatido sobre o enigma de sua curta e limitada existência, que finda na morte. Como disse o escritor alemão Gerhard Herm em seu livro Os celtas – O povo que saiu da obscuridade (em inglês):

Religião é, entre outras coisas, uma maneira de fazer as pessoas se resignarem com o fato de que algum dia terão de morrer, seja com a promessa de uma vida melhor no além, seja com renascimento, ou com ambos.

Praticamente toda religião funda-se na crença de que a alma humana é imortal e que, após a morte, ela viaja para viver no além, ou transmigra para outra criatura. Quase todas as religiões da moderna cristandade também aderem a essa crença.

Miguel de Unamuno, destacado erudito espanhol do século 20, escreveu sobre Jesus:

Ele cria na ressurreição da carne (como no caso de Lázaro), a maneira judaica, não na imortalidade da alma, à maneira platônica (grega).... Podem-se ver as provas disso em qualquer livro de interpretação honesto ...  A imortalidade da alma ... é um dogma filosófico pagão. – La Agonia Del Cristianismo.

Esse “dogma filosófico pagão” infiltrou-se nos ensinos da cristandade, embora Cristo obviamente não alimentasse tal ideia. (Mateus 10:28; João 5:28, 29; João 11:23, 24) A sutil influência da filosofia grega foi um fator determinante na apostasia que surgiu à morte dos apóstolos. O ensino grego da alma imortal implica na necessidade de várias destinações para a alma – céu, inferno de fogo, purgatório, limbo, paraíso. Mas, expressões “alma imortal”, “fogo do inferno”, “purgatório” e “limbo” não se encontram em parte alguma da Bíblia nos originais hebraico e grego. Em contraste, a palavra grega para “ressurreição” (a-ná-sta-sis) ocorre 42 vezes.

Manipulando tais ensinos, tornou-se fácil para a classe sacerdotal manter seus rebanhos submissos e no temor do além, e extorquir deles dadivas e doações. – Veja João 8:44; 1 Timóteo 4:1, 2.

Que esperança Jesus tinha?

Vejamos, com base em evidencias:

Talvez o entendimento mais claro que se pode ter da esperança que Jesus pregou seja a base daquilo que ele disse e fez quando seu amigo Lázaro morreu. Como encarou Jesus essa morte? Rumando para a casa de Lázaro, ele disse: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar, mas eu viajo para lá para despertá-lo do sono”. (João 11:11) Jesus comparou o estado de morte de Lázaro ao sono. Quando profundamente adormecidos, não estamos cônscios de nada, o que concorda com a expressão hebraica em Eclesiastes 9:5: “Pois os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.”

Embora Lázaro estivesse morto havia quatro dias, notamos que Jesus nada disse a respeito de a alma de Lázaro estar no céu, no inferno ou no purgatório! Quando Jesus chegou a Betânia, e Marta, irmã de Lázaro, foi ao seu encontro, ele lhe disse: “Teu irmão se levantará.” Como respondeu ela? Disse ela que ele estava no céu? Não. Marta respondeu: “Sei que ele se levantará na ressurreição, no último dia”. Isto mostra claramente que a esperança judaica naquele tempo era a ressurreição, o retorno à vida aqui na Terra. (João 11: 23, 24, 38, 39) Jesus respondeu: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, vivera outra vez; e todo aquele que vive e exerce fé em mim nunca jamais morrerá. Crês isso?” – João 11:25, 26.

Mas, para onde foi Lázaro nos quatro dias em que esteve morto? Para lugar nenhum! Ele estava inconsciente, adormecido no túmulo, aguardando a ressurreição. Jesus abençoou-o por milagrosamente levanta-lo dentre os mortos. Mas, segundo o relato de João, Lázaro nada disse a respeito de ter estado no céu, no inferno ou no purgatório naqueles quatro dias. Por que não? Simplesmente por que ele não tinha uma alma imortal que pudesse seguir para tais lugares.

A expressão “alma imortal” não aparece em lugar algum na Bíblia. As palavras gregas para “imortal” e para “imortalidade” aparecem apenas três vezes e se referem a um novo corpo espiritual que é assumido ou adquirido, não a algo inerente. Aplica-se a Cristo e a cristãos ungidos que se tornarão corregentes de Cristo em seu reino celestial. – 1 Coríntios 15:53, 54; 1 Timóteo 6:16; Romanos 8:17; Efésios 3:6; Apocalipse 7:4; 14:1-15.

Por conseguinte, quando Jesus falava de vida eterna, ele se referia ou a tal vida no céu, qual ser transformado para servir como corregente espiritual imortal com ele em seu Reino, ou a viver para sempre como humano numa Terra paradisíaca sob tal governo do Reino. – Mateus 5:5; Lucas 23:43; João 17:3.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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