Image Map











sábado, 5 de novembro de 2011

“Novos céus e uma nova terra” – o que significam?

Fonte da ilustração: 
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/despertai-n1-fevereiro-2016/o-que-a-biblia-diz-sobre-o-ceu/




Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” – 2 Pedro 3:13.


As religiões da cristandade, que desconsideram a esperança bíblica de viver para sempre no Paraíso na Terra, tendem a encarar a expressão “novos céus e uma nova terra” como se referindo ao céu. Mas, o que a Bíblia tem a dizer sobre isso?


Céus e terra citados em conjunto na Bíblia

Assim como os céus e a Terra literais são distintos entre si, o mesmo se dá, coerentemente, com o uso figurativo desses termos. Às vezes, a referência é aos habitantes dos literais céus e Terra. Por exemplo, quando os céus e a Terra são convocados como testemunhas de algo, obviamente a alusão é aos habitantes inteligentes dos céus e da Terra. (Deuteronômio 4:25, 26; 30:19; 32:1; Isaías 1:1, 2) Pois, para algo inanimado servir de testemunha, esse tem de vir a existir ou sofrer uma mudança a partir da ocorrência daquilo de que será testemunha. Para ilustrar: o pacto, ou acordo, entre Jacó e Labão foi confirmado por se erigir um monte de pedras, que serviriam de testemunhas desse acordo. (Gênesis 31:43-53) Outro exemplo: o sábado, como lei, foi instituído após a saída dos israelitas do Egito, como lembrança, ou celebração, desse momentoso acontecimento. (Deuteronômio 5:15) No entanto, os céus e Terra físicos já existem muito antes do surgimento da humanidade, e não sofreram nenhuma mudança na ocasião em que foram chamados quais testemunhas, de modo a poderem servir como tais. Assim, a lógica aponta para os habitantes dos céus e da Terra como sendo convocados como testemunhas.

Os habitantes dos céus, naturalmente, também são distintos dos habitantes da Terra. Confirmando isso, note o contraste feito entre o homem Adão e o Senhor Jesus Cristo após ter sido ressuscitado como pessoa espiritual: “Até mesmo está escrito assim: ‘O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente.’ O último Adão [Jesus Cristo] tornou-se espírito vivificante. Não obstante, o primeiro é, não o que é espiritual, mas o que é físico, depois [o outro é] aquilo que é espiritual. O primeiro homem é da terra e feito de pó; o segundo homem é [ou: origina-se] do céu.” (1 Coríntios 15:45-47) Assim, quer a Bíblia faça referência aos literais céus e Terra, quer aos seus respectivos habitantes, existe uma clara distinção entre os dois lugares e seus respectivos habitantes. Isso serve como parâmetro para entendermos os ‘novos céus e a nova terra’, como sendo também distintos entre si, e não a mesma coisa.

Ademais, os “novos céus e uma nova terra” irão substituir “os céus e a terra que agora existem”. (2 Pedro 3:7, 13) O artigo “2 Pedro 3:7-12 se refere à destruição dos céus e da Terra literais?” apresentou evidência bíblica de que os “céus e a terra” de 2 Pedro 3:7 são simbólicos e representam o sistema de coisas que passou a existir após o Dilúvio, constituído de poderes governamentais e de uma sociedade humana corrupta. Logicamente, então, os ‘novos céus e terra’ representam o novo sistema de coisas, constituído do governo do Reino de Deus e de uma sociedade humana obediente a esse governo. A simples lógica seria suficiente para esse entendimento. Contudo, dispomos, além disso, de embasamento bíblico. Vejamos isso agora.


“Segundo a sua promessa” – qual?

Ao falar sobre os ‘novos céus e terra’, Pedro disse que os ‘aguardamos segundo a promessa de Deus’. (2 Pedro 3:13) Onde encontramos tal promessa? Em Isaías 65:17 e 66:22. De que tais textos tratam? Não de uma futura existência de literais céus e Terra, mas sim de uma restauração espiritual entre o povo de Jeová daquele tempo. Isaías 65:18b e 19 declara: “Pois eis que crio Jerusalém como causa para júbilo e seu povo como causa para exultação. E eu vou jubilar em Jerusalém e exultar pelo meu povo; e não se ouvirá mais nela o som de choro, nem o som dum clamor de queixume.” “Jerusalém”, como sede do governo teocrático, e o “povo” – a sociedade que vivia sob tal governo – tornar-se-iam causa para alegria.

Isto se daria porque a situação moral e espiritual da nação israelita estava corrompida. Jeová havia dito a eles: “Ouvi a palavra de Jeová, ditadores de Sodoma. Dai ouvidos à lei de nosso Deus, povo de Gomorra. Lavai-vos; limpai-vos; removei a ruindade das vossas ações de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; endireitai o opressor; fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a causa da viúva.” (Isaías 1:10, 16, 17) Os que compunham a parte governamental foram drasticamente descritos como “ditadores de Sodoma” e a sociedade corrupta foi referida como “povo de Gomorra”. Havia urgente necessidade de reforma naqueles ‘céus e terra’, ou sistema de coisas, judaico. Como isso ocorreria?

Jeová permitiu que o império babilônico, sob o Rei Nabucodonosor, destruísse Jerusalém e levasse o povo judeu ao exílio por setenta anos. (2 Crônicas 36:15-21) Essa forte disciplina divina resultou numa purificação moral e espiritual do povo de Deus daquele tempo. Em consequência, a nação israelita seria tirada do exílio e retornaria à sua pátria. Note as consoladoras palavras de Jeová ao seu povo arrependido: “Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, tu que bebeste da mão de Jeová o copo do seu furor. Assim disse o teu Senhor, Jeová, sim, teu Deus, que contende pelo seu povo: ‘Eis que vou tirar-te da mão o copo que atordoa. O grande cálice, meu copo de furor — não mais repetirás o beber dele.’” (Isaías 51:17a, 22) Jeová faria com que seu povo fosse repatriado.

Sobre isso, lemos o seguinte: “Então retornarão os próprios remidos de Jeová e terão de chegar a Sião com clamor jubilante, e sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido. Alcançarão exultação e alegria. O pesar e o suspiro certamente fugirão.” (Isaías 51:11) Observe agora como esse acontecimento foi descrito em linguagem figurada: “Ponho as minhas palavras na tua boca e te protejo com a sombra da minha mão, para que eu estenda novos céus, funde nova terra e diga a Sião: Tu és o meu povo.” (Isaías 51:16, ALA) De que modo o retorno da nação purificada à sua pátria trouxe à existência “novos céus” e “nova terra”? Em lugar do governo exercido pelos “ditadores de Sodoma”, Jeová assegurou que homens fiéis, como Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué, e posteriormente Esdras e Neemias, atuassem como líderes do povo. (Ageu 1:1, 14; Esdras 7:10; Neemias 8:9; 12:47) Em lugar do anterior “povo de Gomorra”, a então sociedade israelita restaurada constituía uma “nova terra” de pessoas predominantemente obedientes. – Esdras 10:1-3; Neemias 8:12; 9:2, 3.


Os futuros “novos céus e uma nova terra”

Tanto o significado dos “céus e a terra que agora existem” bem como o cumprimento típico nos tempos bíblicos dos “novos céus” e da “nova terra” apontam claramente para um significado figurativo dos futuros “novos céus e uma nova terra”. (2 Pedro 3:7; Isaías 65:17) A lógica e a Bíblia tornam irrefutável que estes últimos constituem, respectivamente, o novo governo teocrático do Reino de Deus nas mãos do Senhor Jesus Cristo e a nova sociedade humana obediente que viverá sob esse maravilhoso governo do “Príncipe da Paz”. – Isaías 9:6.

A Bíblia relata sobre Jeová, que “é segundo o seu beneplácito, que ele se propôs em si mesmo, para uma administração no pleno limite dos tempos designados, a saber, ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra.” (Efésios 1:9, 10) As “coisas nos céus” não são os anjos fiéis, pois estes não precisam ser ‘ajuntados novamente’ por Deus, uma vez que nunca se desviaram dele. Eles estão plenamente unidos e sujeitos a Cristo. (Mateus 25:31; 26:53) Embora diversas traduções da cristandade vertam por “as coisas que estão nos céus”, o texto grego diz simplesmente “as (coisas) nos céus” (τὰ ἐπὶ τοῖς οὐρανοῖς; tàs epì toîs ouranoîs). É óbvio que a expressão se refere aos que receberão a vida imortal nos céus espirituais. Correspondentemente, as “coisas na terra” (τὰ ἐπὶ τῆς γῆς; tà epi tês gês) são os que herdarão a vida eterna no Paraíso terrestre.

Portanto, tanto a vida sem fim no céu como na Terra são biblicamente inegáveis. A expressão “novos céus e uma nova terra” é uma das muitas evidências desta verdade incontestável e fundamental.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





6 comentários:

  1. ╚»ɑɗʀiɑɳɑ«╝ς੭ς੭
    NOVÍSSIMO E EXCELENTE ARTIGO
    [extraído do orkut]

    ResponderExcluir
  2. Muito bom, caro irmão, muito claro.
    Quando o profeta inspirado declarou: "Ó terra, terra, terra, ouve a palavra de Jeová!",ele estava se referindo às pessoas a quem a mensagem se dirigia.
    Quando Moisés reproduziu a pronunciação de Jeová à nação de Israel, ele disse: "Não deveis fazer assim como faz a terra do Egito, na qual morastes; e não deveis fazer assim como faz a terra de Canaã, na qual vos introduzo..."
    Fica claro em como a Bíblia se refere não ao solo produtivo em si, mas às pessoas que estão sobre ele.

    Continue seu bom trabalho.

    ResponderExcluir
  3. O incentivo do leitor é muito motivador. Também, o texto que o leitor citou de Jeremias 22:29, também citado no artigo "2 Pedro 3:7-12 se refere à destruição dos céus e da Terra literais?" neste blog, bem como o texto que o leitor citou de Levítico 18:3, são muito apropriados para confirmar adicionalmente o uso simbólico da palavra "terra" na Bíblia. Que Jeová seja louvado, mediante Cristo, por tais artigos e pela divulgação feita pelos apreciativos leitores. - Rev. 4:11.

    ResponderExcluir
  4. talvez um dos assuntos mais claro na bíblia seja o fato de que Deus tem sim um proposito para a terra,que esse proposito não é destrui-la não sei como tem pessoas que tem coragem de ainda questionar isso.

    ResponderExcluir
  5. Os céus e terra que agora existem refere-se ao céus e terra dos tempo de Pedro, isto é, o sistema judaico. Este passou no primeiro século 66-70 DC. Os céus e terra presentes [governo de Cristo] jamais passarão.

    ResponderExcluir
  6. Pedro falou dos 'céus e a terra de agora' em contraste com a estrutura de coisas antediluviana. (2 Ped. 3:5-7) O sistema judaico veio à existência mais de 850 anos depois do Dilúvio, nos dias de Moisés. (Êxo. 24:3, 8) Além disso, o contexto de 2 Pedro capítulo 3 mostra que os "céus e a terra que agora existem" acabarão junto com a "destruição dos homens ímpios" e serão substituídos pelos "novos céus e uma nova terra", algo ainda futuro. (2 Ped. 3:7-13) Portanto, os referidos "céus e a terra que agora existem" são, como mostrou este artigo, "o sistema de coisas que passou a existir após o Dilúvio, constituído de poderes governamentais e de uma sociedade humana corrupta".

    ResponderExcluir


Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *