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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Romanos 6:7 atesta contra a doutrina do inferno de fogo?

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/wp20131101/mentira-tornou-deus-cruel-inferno/


“Pois aquele que morreu foi absolvido do seu pecado.” – Romanos 6:7.

 
O contexto de Romanos 6:7 mostra claramente que a aplicação feita por Paulo foi em sentido figurativo. (Romanos 6:1-6) E a própria organização de Jeová reconhece isso. A revista A Sentinela de 1.º de setembro de 1975 comenta:

A consideração dos textos circundantes revela que o apóstolo Paulo estava falando dos cristãos ungidos pelo espírito que viviam naquele tempo. Enquanto ainda vivos, haviam sido batizados em Cristo Jesus e recebido a perspectiva válida da vida celestial. A fim de serem ungidos com espírito santo e aceitos como filhos espirituais de Deus, tinham de morrer para com seu proceder anterior na vida como humanos imperfeitos, tinham de receber o perdão de seus pecados por Deus e a imputação de perfeição humana. – Página 543, sob “Perguntas dos Leitores”; negrito acrescentado.

Contudo, uma ilustração ou uso figurado tem de se harmonizar com a realidade. Podemos ver isso na visão dada a Pedro em Atos 9:10-16. Tal visão dizia respeito a animais impuros sob a Lei mosaica terem sido purificados. Pedro entendeu que a aplicação dizia respeito a ‘não chamar nenhum homem [de outra raça] de aviltado ou impuro’. (At 10:28) Mas, visto que uma ilustração tem de se harmonizar com a realidade, se os animais impuros sob a Lei não tivessem sido realmente purificados, tal ilustração não serviria ao propósito de provar que os gentios haviam sido purificados. O que Pedro entendeu (e nós também devemos entender) é que, uma vez que os animais impuros sob a Lei haviam sido purificados, o mesmo havia ocorrido com os gentios. A Lei, que servia qual “muro” de separação entre judeus e gentios, havia sido ‘abolida’ por meio de Cristo, ‘reconciliando ambos os povos com Deus’. – Efésios 2:11-18.

   Veja outro exemplo: Isaías 11:6-9 tem inicialmente um cumprimento figurado na mudança de condição na personalidade dos israelitas que retornaram do exilio babilônico. Essa mudança de comportamento foi ilustrada pela mudança do comportamento dos animais no Paraíso restabelecido. Entretanto, se isso só tivesse um sentido figurado, não sendo indicação de que os animais serão mansos na Terra restaurada, a ilustração dos animais mansos não serviria ao propósito intencionado. Afinal, se os animais nunca ficarão mansos, não serviriam para ilustrar a mansidão na humanidade. Portanto, uma ilustração tem que se harmonizar com o que está sendo ilustrado.

    O mesmo se dá com relação a Romanos 6:7. A aplicação figurada expressa uma verdade, ou realidade. Ou seja, uma vez que alguém que figuradamente morreu para com seu proceder anterior “foi absolvido do seu pecado”, do mesmo modo uma pessoa que morreu literalmente igualmente foi ‘absolvida do seu pecado’. A referida Sentinela acima diz:

Para fazer este comentário com respeito aos cristãos ungidos, Paulo usou uma ilustração natural e real. Na sua aplicação ampla, poder-se-ia dizer corretamente que aquele que morreu foi absolvido de seu pecado. – Página 543.

Assim, o que Paulo quis dizer é que, uma vez que aquele que morre literalmente é absolvido do seu pecado, o mesmo ocorre em sentido figurado: quem morre para com um comportamento pecaminoso (no sentido de deixar para trás tal comportamento) é absolvido (perdoado) dessa vida pregressa. Igualmente, Romanos 6:23  afirma que “o salário pago pelo pecado é a morte”, um fato tanto em sentido figurado quanto literal.

No entanto, se a pessoa continuasse a ser torturada após a morte física e literal, ela ainda estaria pagando por seus pecados. Portanto, Romanos 6:7, 23 mostra claramente que a doutrina do tormento eterno não é bíblica. Uma vez que a Bíblia é harmoniosa, e a verdade expressa nesses dois versículos não pode ser negada, quaisquer outros textos que superficialmente pareçam sugerir a ideia do inferno de fogo eterno (devido ao conceito preconcebido infundido por séculos de apostasia) precisam ser interpretados em harmonia com Romanos 6:7, 23.

Além disso, esses dois versículos mostram que o chamado “Dia do Juízo”, ou dia do julgamento, não é um período de 24 horas. (Atos 17:31) Os ressuscitados precisarão de um período suficiente para adotar um novo modo de vida, a fim de serem julgados pelo que farão após terem sido ressuscitados. (Apocalipse 20:12) Ademais, o texto também acumula evidência de que a Terra será um Paraíso e que pessoas justas habitarão a Terra eternamente. (Salmo 37:29) Pois, visto que tais ressuscitados terão uma segunda chance de optar por um novo modo de vida, fica claro que tal ressurreição não será no céu, recompensa esta que é oferecida a quem recebe a chamada celestial e mantém até a morte um proceder fiel como cristão, para então no céu atuar como rei junto com Cristo, ‘reinando sobre a terra’. – Apocalipse 2:11; 3:21; 5:10; 2 Timóteo 2:12; Re 1:6.

Assim, diversas verdades podem ser extraídas de Romanos 6:7, 23. Cabe ao leitor que até então tinha um conceito diferente decidir se aceitará tais claras e lógicas verdades ou se continuará a ater-se aos ensinos pagãos e não bíblicos da imortalidade da alma e do tormento eterno. – João 8:32.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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