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domingo, 28 de dezembro de 2014

Daniel 12:2 prova que haverá “tormento eterno”?



Certo leitor solicitou o seguinte esclarecimento:

"Eu entendo perfeitamente que a alma morre e que os mortos estão inconscientes. Lendo o cap. 12 de Daniel isso fica mais claro ainda, principalmente no vers.13, que declara que Daniel descansaria e apenas após a ressurreição receberia sua recompensa, o que significa que ele está inconsciente e ainda não recebeu recompensa nenhuma, certo? A minha dúvida está no vers. 2 do mesmo cap. 12, que diz que muitos ressucitados terão vida de duração indefinida e outros terão vitupérios de duração indefinida. Esse texto não dá a entender que alguns ressucitados passariam a viver, já que estavam mortos, e outros seriam punidos com tormentos eternos? Isso seria possível se entendermos 1Co 15:44 como mostrando que a ressurreição de todos será em um corpo espiritual? Por favor, me ajude a esclarecer isso."

Resposta:

     A doutrina do tormento eterno é um subproduto da doutrina da imortalidade da alma, e depende dessa doutrina. Contudo, as Escrituras são claras em mostrar que a alma é física, tangível e mortal. (Gn 1:20; 2:7; Ez 18:4) Ademais, o espírito que existe nas criaturas físicas (animais e humanos) é uma força impessoal sem individualidade. (Ec 3:19, 20; Sal 146:4)[1] Assim, o espírito, ou força de vida, também não pode sofrer tormento. Isso por si só prova que nenhum ressuscitado para a vida terrestre estará sujeito a um tormento eterno.


     Com respeito à ressurreição física, como ser humano, temos o fato de que, das nove ressurreições relatadas na Bíblia, oito foram físicas. (1 Rs 17:17-24; 2 Rs 4:32-37; 13:20, 21; Mt 28:5-7; Lu 7:11-17; 8:40-56; At 9:36-42 e 20:7-12) Apenas a ressurreição de Jesus Cristo foi como ser espiritual, tendo em vista que ele já havia sido um ser espiritual no céu antes de ter vindo à Terra. (1Pe 3:18; Jo 3:13) Assim, a ressurreição é predominantemente terrestre. Apenas os chamados para governar com Cristo terão uma ressurreição celestial, espiritual. (2Ti 2:12; Re 20:4) A respeito dos ressuscitados para a vida espiritual, a Bíblia diz: “Sobre estes a segunda morte não tem autoridade.” (Re 20:6) Isso indica que não haverá punição para os que recebem tal ressurreição. Não serão submetidos à “segunda morte” (a destruição eterna), muito menos a um tormento eterno. Em outras palavras, não haverá injustos na ressurreição espiritual.



    Também, para haver um tormento eterno, TODOS os que já morreram teriam de ser ressuscitados – uns para a salvação e outros para o tormento eterno. Mas não é isso o que a Bíblia ensina. A Palavra de Deus diz o seguinte a respeito daqueles que são ímpios incorrigíveis: “Morrendo eles, NÃO TORNARÃO A VIVER; falecendo, NÃO RESSUSCITARÃO; por isso os visitaste e destruíste, e apagaste toda a sua memória.” (Is 26:14, Almeida Corrigida e Revisada Fiel) Por isso é que Jesus falou dos “CONTADOS DIGNOS DE GANHAR aquele sistema de coisas e A RESSURREIÇÃO dentre os mortos”. (Lu 20:35) Não seria assim se todos os que morrem fossem ressuscitados. 


     Mas que dizer de Daniel 12:2? Prova esse texto que TODOS serão ressuscitados? Não! Note a fraseologia usada no texto: “E MUITOS [não diz “todos”] dos adormecidos no solo de pó acordarão, estes para a vida de duração indefinida e aqueles para vitupérios e para abominação de duração indefinida.”


     Uma vez que a ressurreição é para os que têm oportunidade de se corrigir (Is 26:14; Lu 20:35), e uma vez que a vida eterna dos ressuscitados dependerá do que FIZEREM após sua ressurreição (Ro 6:7, 23; Re 20:12), esses “MUITOS” só podem ser pessoas com potencial de herdar a vida eterna na Terra. Então por que é que se diz que alguns “acordarão … para vitupérios e para abominação de duração indefinida”? 

    Uma pergunta que faz refletir ...
     
     Evidentemente porque não aproveitarão a oportunidade que lhes será concedida. Mesmo nas melhores das condições, decidirão se rebelar contra a Soberania de Jeová. Como diz Isaías 26:10: “Ainda que se mostre favor ao iníquo, ele simplesmente não aprenderá a justiça. Na terra da direiteza ele agirá injustamente e não verá a alteza de Jeová.” Assim, a ressurreição de tais mostrará ter sido “para vitupérios e para abominação de duração indefinida”, uma vez que serão submetidos à “segunda morte” – a morte eterna. – Re 20:14, 15.



[1] ; veja o artigo, neste blog, intitulado “Estudo sobre Pneumatologia – Parte 1”, no link http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/08/estudo-sobre-pneumatologia-parte-1.html



Os artigos deste blog podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com


Um comentário:

  1. É o vitupério, a vergonha e abominação que é por tempo indefinido e não a pessoa envergonhada, isso quer dizer que a vergonha -vexame, vitupério- deles será eterna, quer dizer que serão amaldiçoados diante de Deus, os seus nomes não serão benditos para todo o sempre, ao contrário, ter sido ressuscitado durante o reinado milenar e terminar sendo destruído junto com Satanás e seus demônios de fato é um vitupério eterno. Era considerado um vitupério para o nome da pessoa ser indigno de um enterro, pois bem, aí entra a figura de linguagem da Geena, que antigamente incluia criminosos que não tinham direito a um túmulo honroso, em vez disso eram cremados junto com LIXO no Vale de Hinom!

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