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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Destaques da Leitura da Bíblia: 1 Crônicas 5-7


O pecado pode levar a perdas inestimáveis

1 Crônicas 5:1, 2: “Estes são os filhos de Rubem, primogênito de Israel. (Ele era o primogênito, mas, por desonrar o leito do seu pai, o seu direito de primogênito foi dado aos filhos de José, filho de Israel, de modo que ele não foi alistado nos registros genealógicos como tendo o direito de primogênito. Embora Judá fosse superior aos seus irmãos, e dele tenha vindo aquele que se tornou líder, o direito de primogênito era de José.)” 

5:1, 2 — O que significou para José receber o direito de primogenitura? Significou que ele recebeu uma porção dupla da herança. (Deuteronômio 21:17) Portanto, ele se tornou o patriarca de duas tribos: Efraim e Manassés. Os outros filhos de Israel se tornaram o patriarca de apenas uma tribo cada um. (w05 1/10 p. 9)

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras (vol. 2, p. 451, verbete “Israel”) explica:

Havia também a questão dos direitos do primogênito. Rubem, primogênito de Jacó, tinha direito a uma porção dupla da herança (veja De 21:17), mas perdeu esse direito porque cometeu imoralidade incestuosa com a concubina de seu pai. (Gên 35:22; 49:3, 4) Tais vagas, a vaga de Levi entre as 12, bem como a ausência daquele que tinha os direitos de primogênito, tinham de ser preenchidas.
De forma relativamente simples, Jeová ajustou ambos os assuntos por meio de um único ato. Efraim e Manassés, os dois filhos de José, foram promovidos à condição plena de cabeças tribais. (Gên 48:1-6; 1Cr 5:1, 2) Novamente se podiam contar 12 tribos, excluindo-se a de Levi, e também uma porção dupla das terras fora representativamente consignada a José, pai de Efraim e de Manassés. Assim, os direitos do primogênito foram retirados de Rubem, o primogênito de Léia, e dados a José, o primogênito de Raquel. (Gên 29:31, 32; 30:22-24) Assim, com tais ajustes, os nomes das 12 tribos (não-levitas) de Israel eram: Rubem, Simeão, Judá, Issacar, Zebulão, Efraim, Manassés, Benjamim, Dã, Aser, Gade e Naftali. — Núm 1:4-15. (Grifo acrescentado.)

Eclesiastes 10:1: “Assim como moscas mortas fazem o óleo do perfumista estragar e cheirar mal, assim também uma pequena tolice pesa mais do que a sabedoria e a glória.”

A infidelidade afasta a pessoa da  proteção de Jeová 

1 Crônicas 5:6, 24-26: “E Beerá, seu filho, que foi levado para o exílio por Tilgate-Pilneser, rei da Assíria. Beerá era maioral dos rubenitas. Estes foram os cabeças das suas casas paternas: Efer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel. Eles eram guerreiros valentes, homens de fama e cabeças das suas casas paternas.  Mas eles foram infiéis ao Deus dos seus antepassados e cometeram prostituição com os deuses dos povos do país, os quais Deus tinha exterminado de diante deles. Por isso, o Deus de Israel instigou contra eles o espírito de Pul, rei da Assíria (isto é, Tilgate-Pilneser, rei da Assíria), de modo que ele levou para o exílio os rubenitas, os gaditas e os da meia tribo de Manassés. Ele os levou para Hala, para Habor, para Hara e para a região do rio Gozã, onde permanecem até hoje.”

Foi “levado ao exílio pelo rei assírio Tiglate-Pileser III, aparentemente durante o reinado de Peca (c. 778-759 AEC). — 1Cr 5:6”. (it-1 p. 324, verbete “Beerá”.)

Anteriormente, em seu reinado, Tiglate-Pileser III tinha iniciado a política de trasladar as populações das áreas conquistadas, para assim reduzir a possibilidade de futuras insurreições, e então passou a deportar alguns dos israelitas. (1Cr 5:6, 26) – it-1 p. 257, verbete “Assíria”.

Explicação de certas passagens

1 Crônicas 5:9: “Ao leste, ele ocupou o território que se estendia até o início do deserto que fica junto ao rio Eufrates, pois os seus rebanhos haviam aumentado muito na terra de Gileade.”

Primeiro Crônicas 5:9 declara que certos descendentes de Rubem, no período anterior ao reinado de Davi, estenderam sua morada “até onde se entra no ermo junto ao rio Eufrates”. Todavia, visto que o Eufrates dista uns 800 km, quando se viaja “ao leste de Gileade” (1Cr 5:10), isto talvez simplesmente signifique que os rubenitas estenderam seu território ao L de Gileade até a beira do deserto Sírio, que prossegue até o Eufrates. (CBC reza: “até à entrada do deserto, que vai até o Eufrates”; BJ: “atingia a beira do deserto que o Eufrates limita”.) – it-2 p. 61, verbete  “Eufrates”; grifo acrescentado.

A vitória pertence a Jeová; é necessário confiar nele

1 Crônicas 5:9, 10, 18-22: “Ao leste, ele ocupou o território que se estendia até o início do deserto que fica junto ao rio Eufrates, pois os seus rebanhos haviam aumentado muito na terra de Gileade. Nos dias de Saul eles travaram guerra contra os agarenos e os derrotaram, passando a morar nas tendas que eram deles em todo o território ao leste de Gileade. Os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés tinham 44.760 guerreiros valentes no seu exército, que portavam escudos e espadas e estavam armados com arcos; eles eram treinados para a guerra. Eles guerrearam contra os agarenos, Jetur, Nafis e Nodabe. Visto que clamaram a Deus por socorro nessa guerra e confiaram nele, ele atendeu às suas súplicas e eles foram ajudados na batalha, de modo que os agarenos e todos os que estavam com eles foram entregues nas suas mãos. Eles capturaram os seus rebanhos — 50.000 camelos, 250.000 ovelhas e 2.000 jumentos — além de 100.000 pessoas. Muitos foram mortos, pois a guerra era do verdadeiro Deus. Depois eles passaram a morar no território que era daquele povo, até o tempo do exílio.”

Nos dias do Rei Saul, os israelitas que moravam na terra de Gileade… prosseguiam vigorosamente a expandir seu território para além da terra de Gileade, em direção ao rio Eufrates. Fizeram isso em harmonia com a promessa de Deus ao seu antepassado Abraão. — Gên. 15:18; 1 Crô. 5:10.
Por isso, passaram a entrar em conflito com os agarenos … Os gileaditas estavam em enorme inferioridade. Somavam 44.760. Mas no conflito resultante tomaram 100.000 cativos vivos. Estes de modo algum constituíam toda a força dos agarenos, porque a Bíblia relata que “muitos haviam caído mortos”. É evidente que os gileaditas não podiam ter obtido a vitória na sua própria força, e não a obtiveram assim. Esperavam que Jeová Deus os ajudasse. “Clamaram a Deus por socorro na guerra”, diz o relato bíblico, “e ele se deixou suplicar a seu favor por confiaram nele”. — 1 Crô. 5:18-22. (w74 1/9 p. 544; grifo acrescentado.)

Em nossa guerra espiritual também nos encontramos em grande inferioridade. Mas podemos ser igualmente vitoriosos por confiar plenamente em Jeová. — Efésios 6:10-17.

A importância da música na adoração de Jeová

1 Crônicas 6:31-33: “Estes foram os homens que Davi designou para dirigir os cânticos na casa de Jeová, depois que a Arca foi colocada ali. Eles eram responsáveis pelos cânticos junto ao tabernáculo, a tenda de reunião, até que Salomão construiu a casa de Jeová em Jerusalém. Eles realizavam o seu serviço conforme estabelecido para eles. Estes eram os que serviam junto com seus filhos: dos coatitas havia Hemã, o cantor, filho de Joel, filho de Samuel.”

Efésios 5:18-20: “Também, não se embriaguem com vinho, em que há devassidão, mas fiquem cheios de espírito. Falem uns aos outros com salmos, louvores a Deus e cânticos espirituais, cantando e acompanhando a si mesmos com música no coração, para Jeová, dando sempre graças por todas as coisas ao nosso Deus e Pai, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo.

Os sacrifícios eram leis de Moises?

1 Crônicas 6:49: “Eles realizavam as tarefas relacionadas com as coisas santíssimas, para fazer expiação por Israel, de acordo com tudo o que Moisés, o servo do verdadeiro Deus, havia ordenado.

1 Crônicas 16:40: “Para oferecerem holocaustos [sacrifícios] ao Senhor continuamente, pela manhã e à tarde, sobre o altar dos holocaustos; e isto segundo tudo o que está escrito na lei do Senhor que tinha prescrito a Israel.” – ACRF.

Portanto, os sacrifícios (que alguns chamam de “lei cerimonial”) também faziam parte da “lei do Senhor”. Moisés apenas transmitiu a Lei ao povo de Israel.


É necessário ser corajoso ao travar a luta teocrática

1 Crônicas 7:2, 5, 11, 40: “Entre os descendentes de Tola havia guerreiros valentes que nos dias de Davi somavam 22.600. Seus irmãos, de todas as famílias de Issacar, eram guerreiros valentes. … Os filhos de Bela foram Esbom, Uzi, Uziel, Jerimote e Iri, cinco. Eles eram cabeças das suas casas paternas e guerreiros valentes. … Havia 17.200 guerreiros valentes preparados para servir no exército numa guerra. Todos esses foram filhos de Aser, cabeças das suas casas paternas, guerreiros valentes, de elite, chefes dos maiorais.

1 Crônicas é confirmado pela arqueologia

1 Crônicas 5:26: “Por isso, o Deus de Israel instigou contra eles o espírito de Pul, rei da Assíria (isto é, Tilgate-Pilneser, rei da Assíria), de modo que ele levou para o exílio os rubenitas, os gaditas e os da meia tribo de Manassés. Ele os levou para Hala, para Habor, para Hara e para a região do rio Gozã, onde permanecem até hoje.

O primeiro rei assírio a ser mencionado nominalmente na Bíblia é Tiglate-Pileser III (2Rs 15:29; 16:7, 10), também chamado “Pul” em 2 Reis 15:19. Em 1 Crônicas 5:26 são usados ambos os nomes, e isto levou alguns no passado a encará-los como reis distintos. No entanto, a Lista de Reis A, babilônica, menciona “Pulu”, indicando que ambos os nomes se aplicam à mesma pessoa. Alguns sugerem que este rei era originalmente conhecido como Pul e que assumiu o nome de Tiglate-Pileser ao ascender ao trono assírio. – it-1 p. 256, verbete “Assíria”; grifo acrescentado.

1 Crônicas esclarece outras passagens e a maneira correta de traduzir

1 Crônicas 5:26: “Ele [o rei da Assíria] os levou para Hala, para Habor, para Hara e para a região do rio Gozã, onde permanecem até hoje.

Em 2 Reis 17:6 e 18:11, algumas traduções rezam “Habor, o rio de Gozã” (IBB, BJ), em vez de “Habor, junto ao [ou: perto do] rio Gozã” (NM, So), tornando assim Gozã um lugar, nestes textos. Mas a versão “Habor, o rio de Gozã”, não se harmoniza com 1 Crônicas 5:26. Nesta passagem, Habor é alistada entre Hala e Hara; e Hara, não Habor, é alistada antes de Gozã. Isto indica que Habor e o “rio de Gozã” (IBB) não são sinônimos. Portanto, aqueles que identificam Gozã sempre como lugar se vêem obrigados a rejeitar a referência de Crônicas. No entanto, visto que o hebraico permite uma tradução coerente de “rio Gozã” em todos os três textos, há motivos para se crer que foi na vizinhança de um rio chamado Gozã que o rei da Assíria fixou alguns dos israelitas exilados do reino setentrional. O Qezel Owzan, do NO do Irã, tem sido sugerido como possível identificação do “rio Gozã”. Ele nasce nos montes ao SE do lago Urmia (no que costumava ser a terra dos medos), e por fim desemboca como o Sefid Rud, ou rio Branco (nome aplicado ao seu curso inferior), na parte SO do mar Cáspio. Segundo outro ponto de vista, o Gozã é um rio da Mesopotâmia. – it-2 p. 250, verbete “Gozã”; grifo acrescentado.


1 Crônicas ajuda a entender termos bíblicos

1 Crônicas 6:22-24: “Os filhos de Coate foram Aminadabe, seu filho; Corá, seu filho; Assir, seu filho; Elcana, seu filho; Ebiasafe, seu filho; Assir, seu filho; Taate, seu filho; Uriel, seu filho; Uzias, seu filho; e Saul, seu filho.

Identificação dos Parentescos. Na determinação dos parentescos, freqüentemente é necessário verificar o contexto ou fazer um confronto de listas paralelas ou de textos de partes diferentes da Bíblia. Por exemplo, “filho” pode na realidade significar neto, ou apenas descendente. (Mt 1:1) Novamente, uma lista de nomes pode parecer ser o registro de irmãos, filhos do mesmo homem. Um exame mais detido e a comparação com outros textos, porém, pode mostrar que é o registro duma linhagem genealógica, dando os nomes de alguns filhos, e também de alguns netos ou descendentes posteriores. Gênesis 46:21, evidentemente, alista tanto os filhos como os netos de Benjamim como “filhos”, conforme se pode ver na comparação com Números 26:38-40.

A mesma situação é encontrada até nas genealogias de algumas das famílias principais. Por exemplo, 1 Crônicas 6:22-24 alista dez “filhos de Coate”. Mas, no versículo 18, e em Êxodo 6:18, encontramos apenas quatro filhos atribuídos a Coate. E o exame do contexto mostra que a lista dos “filhos de Coate”, em 1 Crônicas 6:22-24, é na realidade parte duma genealogia de famílias da linhagem de Coate, que tinham membros representativos presentes para serem designados por Davi para certos deveres no templo. – it-2 p. 192, verbete “Genealogia”; grifo acrescentado.

Explicação das siglas usadas:

ACRF: Tradução Almeida Corrigida e Revisada Fiel. 
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org



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