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sábado, 31 de janeiro de 2015

Refutação de argumento da volta visível de Cristo


Fonte das três figuras de Cristo: jw.org                           
               Como Cristo vai voltar?                                

Um leitor assim se expressou:

Bom dia. Li seus artigos da volta de Cristo, e realmente são muito bons, ótimos. Entendi muitas coisas de ângulos diferentes; porém, tenho um estudante que ainda acredita na futura volta de Cristo visível, pois ele afirma que em Revelação (não me recordo o texto agora) João, ao ver Jesus, descreve tudo sobre ele – o que está vestindo e usando, e o estudante argumenta: ‘Como não será visível, se João descreve em pormenores esse acontecimento?’ Bom, se você tiver alguma ideia para explicação, fico no aguardo. Obrigado.
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Resposta do Apologista:

Prezado leitor:

Obrigado pelo apreço. Quanto à argumentação de seu estudante, considere o seguinte:

1) a Bíblia não se contradiz.

Jesus afirmou:

Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais.” – João 14:19, Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

E o apóstolo Paulo escreveu sobre o glorificado Senhor Jesus Cristo:

“Para que observes o mandamento dum modo imaculado e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta manifestação, o feliz e único Potentado mostrará nos seus próprios tempos designados, ele, o Rei dos que reinam e Senhor dos que dominam, o único que tem imortalidade, que mora em luz inacessível, a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver. A ele seja honra e poderio eterno. Amém.” – 1 Timóteo 6:14-16.

Muitos aplicam essa passagem ao Pai mas ela realmente se refere a Jesus Cristo. Para um estudo desse texto, veja o artigo JESUS VOLTARÁ EM FORMA HUMANA?

2) A expressão em Rev. 1:7 ("todo olho o verá") está num contexto de simbolismo.

Revelação 1:1 declara:

Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que têm de ocorrer em breve. E ele enviou o seu anjo e a apresentou por intermédio dele em sinais ao seu escravo João.”

Muitas traduções omitem a expressão “em sinais”, mas ela ocorre no texto grego na forma ἐσήμανεν (esémanen), do verbo σημαίνω (semaíno), que significa, primariamente, “dar um sinal, para significar, ou indicar [algo]”. (Para mais informações, veja o artigo “Dúvida de Leitores: Foi Revelação dada ‘emsinais’ simbólicos?” no blog Tradução do Novo Mundo Defendida!)

Os versículos 12-17 mostram evidentemente uma descrição simbólica, diferente de outras descrições simbólicas. (Compare com cap. 5; 17:14; 19:11-16).

Revelação 1:12-16:

“E eu me voltei para ver a voz que falava comigo, e, tendo-me voltado, vi sete candelabros de ouro, e no meio dos candelabros alguém semelhante a um filho de homem, vestido duma roupa que chegava até os pés e cingido pelo peito com um cinto de ouro. Além disso, sua cabeça e seus cabelos eram brancos como lã branca, como neve, e os seus olhos como chama ardente; e os seus pés eram semelhantes a cobre excelente quando se escandesce na fornalha; e a sua voz era como o som de muitas águas. E ele tinha na sua mão direita sete estrelas, e da sua boca se estendia uma longa espada afiada de dois gumes, e o seu semblante era como o sol quando brilha no seu poder.”

Veja abaixo as diversas descrições de Cristo vindo executar o julgamento contra os ímpios:

Revelação 1:7: “Eis que ele vem com as nuvens.”

Revelação 17:14: “Estes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá.”

Revelação 19:11: “E eu vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. E o sentado nele chama-se Fiel e Verdadeiro, e ele julga e guerreia em justiça.”

Diante disso, se tais textos fossem tomados ao pé da letra, perguntamos: Jesus vem nas nuvens (1:7) ou num cavalo branco (19:11) vem em forma aparentemente humana (1:12-17) ou em forma de animal (17:14)?

Estas são apenas pequenas observações que mostram a veracidade do que o próprio Jesus disse: "O mundo não me observará mais, mas vós me observareis, porque eu vivo e vós VIVEREIS." Note que não disse: "Viveis" (presente) mas "VIVEREIS" (futuro). Ou seja, somente quando seus discípulos com esperança celestial fossem para o céu é que poderiam ver Jesus, uma vez que ele é invisível.


Artigos relacionados:






  
A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Os ímpios sofrerão antes de ser destruídos?

Fonte: publicação das Testemunhas de Jeová.

Um leitor escreveu:

Tenho uma questão que pode render um bom tópico:
Mateus 13:40-43 declara:
“Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes. Naquele tempo, os justos brilharão tão claramente como o sol, no reino de seu Pai. Escute aquele que tem ouvidos.”
Este "Ali" – seria possível, gramaticalmente falando, que se refira à "terminação do sistema de coisas" ou à "naquele tempo", e não a um lugar tal como "fornalha"?
 A Tradução do Novo Mundo coloca como referências os seguintes textos: 
Salmos 112:9-10:
“O JUSTO . . . permanece de pé para todo o sempre. Seu próprio chifre será exaltado com glória. O próprio iníquo o verá e certamente ficará vexado. Rangerá os próprios dentes e realmente se derreterá. O desejo dos iníquos perecerá.”
Mateus 8:12:
“Ao passo que os filhos do reino serão lançados na escuridão lá fora. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.”
Lucas 13:24-28:
“Muitos buscarão entrar, mas não poderão, uma vez que o dono de casa se tiver levantado e fechado a porta à chave, e vós principiardes a ficar de fora e a bater na porta, dizendo: ‘Senhor, abre-nos.’ [...] Mas ele falará e vos dirá: ‘Não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos vós obreiros da injustiça!’ Ali é que haverá o vosso choro e o ranger de vossos dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus, mas vós mesmos lançados fora.”
Em Lucas 13, que é um texto paralelo, o "ALI" parece se referir claramente ao TEMPO em que "muitos tentarão entrar". E não a qualquer lugar que seja.

Resposta do Apologista:

O advérbio “ali” em português significa, gramaticalmente, “naquele lugar” e “naquele tempo”. O Dicionário Michaelis assim o define:

1 Naquele lugar, em lugar diferente ou distante do em que está a pessoa que fala. 2 Então, naquele tempo, naquela ocasião.

Em grego, ekeí (ali) é usado nas Escrituras Gregas Cristãs (NT) como significando “lá, naquele lugar”. (Mt 2:13,15, 22; 26:71; Mr 5:11; Lu 12:34; 21:2; Jo 11:8; Ro 15:24) Em sentido interpretativo, o “lugar” pode representar uma condição ou situação. (Re 12:6, 14) Nesse caso, “ali”, hermeneuticamente, denota a situação ou condição específica apontada pelo referido advérbio.

Em Mateus 8:12, o advérbio ekeí (“ali”) se refere a um lugar e a uma condição: “escuridão lá fora”. De modo similar, em Lucas, capítulo 13, se refere ao lado “de fora” da casa, numa condição desaprovada

No caso de Mateus 13:42, o advérbio ekeí (“ali”) refere-se à “fornalha ardente”, expressão que o antecede imediatamente. Ademais, isso estaria em harmonia com o uso predominante desse advérbio. Contextualmente, nos versículos 42 e 43, o tema desenvolvido por Jesus atinge o clímax dos respectivos resultados para os iníquos e para os justos. Portanto, referir-se tal advérbio ao período da “terminação do sistema de coisas” (que é um período amplo, e não é sinônimo de “fim”, embora o inclua como clímax) pareceria redundante, desfocando do tema em pauta.[1]

Também o advérbio não significaria “naquele tempo”, expressão usada no versículo 43 como tradução de tóte. O versículo 42 enfoca o sofrimento dos iníquos por ocasião de sua destruição, simbolizada pela “fornalha ardente”. O advérbio “ali” enfatiza que tal sofrimento é resultado do julgamento adverso de Deus. – Sal. 112:9, 10.



  
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ilustrações falaciosas sobre a Trindade



Um leitor dos artigos deste site fez a seguinte colocação:

Olá Apologista.

Vi um vídeo dum programa em que um pastor compara a trindade com o casamento, onde formam "uma só carne" (2 em 1 e 1 em 2). Claro que não acredito na trindade, mas peço a sua ajuda para refutar esse argumento de forma eficaz. Agradeço sinceramente a atenção.


Fonte: jw.org
Adão e Eva formavam "uma só carne". Um terceiro elemento corromperia essa união. Como isso poderia ilustrar uma trindade?

Resposta do Apologista:

Os defensores da Trindade buscam analogias (comparações) para tentar explicar esse inexplicável e antibíblico ensino. O ponto é que uma analogia, para ser aceitável nesse caso, tem que estar em harmonia com a Bíblia, o que não ocorre, pois a referida doutrina não é bíblica. Ou seja, não é você que precisa refutar, e sim o proponente da analogia que precisa demonstrar uma fundamentação bíblica – o que não é possível, porque tal doutrina não é bíblica.


Certo trinitário tenta conjugar a ideia presente em Mateus 19:5 (“os dois serão uma só carne”) com o conceito de Eclesiastes 4:12 (“um cordão tríplice” – Deus, o marido e a esposa). Afirma que:

1+1 é igual a 1 (Marido e esposa formam uma só carne).
1+1 é igual a 2 (Marido e esposa mantêm sua individualidade).
1+1 é igual a 3 (Marido e esposa se unem na presença de Deus).

O que tal argumentador deixa de considerar (consciente ou inconscientemente) é que, para a terceira proposição (1+1 é igual a 3) ter validade, Deus teria de tornar-se “uma só carne” com o casal, visto que é ESTA CARACTERÍSTICA que faz o casal tornar-se UM em Mateus 19:5 e em Gênesis 2:24. Mas Deus é Espírito. (João 4:24) Portanto, toda essa manobra mirabolante não leva ao objetivo pretendido pelos trinitaristas. Ao invés disso, apenas atesta a fragilidade da doutrina da Trindade e, por consequência, dos argumentos de seus defensores.

Como exemplo de analogia falaciosa, temos o fato de que, no passado, os evolucionistas costumavam comparar a evolução orgânica com o processo de evolução do feto no ventre da mãe, que de uma célula se torna um ser vivo, uma pessoa. Contudo, essa analogia não tem fundamentação científica nenhuma. Primeiro, porque a evolução ocorrida no ventre é de uma única espécie, e não de uma espécie em outra (como apregoa a teoria da evolução orgânica, também chamada macroevolução). Ou seja, a célula não passa pelos supostos e míticos estágios de peixe em anfíbio, depois em répteis e finalmente num mamífero). Todo o inteiro processo é HUMANO.

Sobre isso, a revista A Sentinela de 1.º/4/80 relatou:

Antigamente, uma das ideias prevalecentes dos evolucionistas era a ‘teoria da repetição’. Segundo ela, o bebê em desenvolvimento, no ventre da mãe, passa pela história evolucionária da humanidade. Embora esta teoria tenha sido rejeitada pela maioria dos evolucionistas, quaisquer dúvidas que talvez restassem quanto à sua validade devem ser resolvidas pelos achados de novos dispositivos de controle pré-natal, tais como os examinadores ultrassônicos e os minúsculos microscópios inseridos no ventre, para registrar o desenvolvimento do bebê. Estes, conforme noticiou a United Press International, “dissiparam muitos mitos sobre o desenvolvimento humano”.

O serviço noticioso declarou: “Os métodos que usam monitores tais como o fetoscópio e os examinadores ultrassônicos, que reproduzem a figura do feto por nascer, têm demonstrado que o homem não passa pela evolução completa da vida — desde o primitivo organismo unicelular até a criatura aquática semelhante ao peixe, e até o homem. . . . Cada passo no processo do desenvolvimento do feto é especificamente humano.”

Fonte: http://www.portalpower.com.br/saude
A ignorância dos evolucionistas os levou a usar a gestação para tentar provar a teoria da evolução

Outra ilustração inventada na tentativa de explicar a Trindade é compará-la a três velas acesas que dizem formar uma única luz. Novamente, não há nenhuma base bíblica para fundamentar essa premissa. A Bíblia não afirma que os três são da mesma substância (o que foi discutido no Concílio de Niceia sobre o Pai e o Filho, na proposição do termo homooúsios), não afirma (pelo contrário: nega) a personalidade do espírito santo, o que já desmonta a teoria trinitária, nem afirma (mas sim nega) a coigualdade dos três em poder, autoridade e eternidade.

Assim, tais ilustrações são totalmente sem procedência e de nenhum valor em provar tal doutrina que não existe na Palavra de Deus.

Em relação a falácias assim, é importante seguir o sábio conselho dado em 1 Timóteo 6:20:

“Ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, desviando-te dos falatórios vãos, que violam o que é santo, e das contradições do falsamente chamado ‘conhecimento.’”


Tais comparações sem base bíblica não passam de “contradições do falsamente chamado ‘conhecimento’”, uma vez que contradizem o claro ensino bíblico de que somente Jeová, o Pai, é o Deus Todo-Poderoso; de que Jesus é o Filho de Deus, não Deus-Filho (expressão que nem aparece na Bíblia, somente na cabeça dos trinitaristas), e que o espírito santo é a energia que procede de Deus, ou seja, Sua força ativa.

Tais ilustrações estão inclusas nas “histórias falsas, engenhosamente inventadas” para tentar sem sucesso provar biblicamente uma doutrina que não é bíblica e, portanto, não é cristã.  – 2 Pedro 1:16.

Tais trinitaristas seguem o mal exemplo de Bildade, o suíta e falso consolador de Jó.

Tentando argumentar que as provações de Jó eram resultado de pecados seus e de sua família, Bildade perguntou:

“Acaso o papiro cresce alto sem brejo? Acaso a cana se torna grande sem água?” – Jó 8:11.

Para o papiro e a cana crescerem, existe uma causa: a necessidade de umidade. Assim, argumentava Bildade, os problemas de Jó também tinham uma causa, que Bildade afirmava ser o pecado oculto de Jó e de seus filhos. – Jó 8:4, 6.

Após isso, usando a mesma analogia, argumentou que a breve vida da cana ilustra “as veredas de todos os que se esquecem de Deus”.  – Jó 8:13.

As declarações acerca da cana e do papiro são verdadeiras, mas não se aplicava a Jó. A aplicação era falaciosa, falsa.


Tanto que o relato do livro bíblico de Jó registra que “Jeová passou a dizer a Elifaz, o temanita: ‘Minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois companheiros, pois não falastes a verdade a meu respeito assim como fez meu servo Jó.” – Jó 42:7.

Fonte: jw.org
Jó também foi vítima de ilustrações falaciosas

O mesmo se dá a respeito de ilustrações propostas pelos trinitaristas tiradas da realidade – elas podem até ser verdadeiras, mas a aplicação à Trindade é falaciosa, uma vez que não há base na Bíblia para confirmar a relação entre tais analogias e a Trindade, pelo simples motivo de que a doutrina da Trindade não existe na Bíblia.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org








quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Debate sobre a Trindade – Parte Final





Como última argumentação, o aludido José Raimundo tece os comentários abaixo [o texto foi reproduzido como ele mesmo escreveu]:

“Tiago 1:13 DEUS não pode ser tentado pelo mal, concordo com você,mas JESUS foi tentado como Homem como Homem Ele foi tentado,mas como DEUS Ele deu ordem a natureza,dizendo cala-te vento,aquieta-te mar,os discípulos ficaram espantados dizendo uns para o outro,quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem;
como Homem,Ele teve fome,mas como DEUS Ele disse Eu sou o Pão da vida Jo 6:35
como Homem Ele teve sede,mas como DEUS Ele disse quem tem sede vem a mim e beba Jo 7:37
como Homem Ele perdeu a vida no calvário, mas como DEUS Ele ressuscitou a si mesmo
como DEUS Ele olhou para o paralítico de Cafarnaum e disse perdoado são os teus pecados
como DEUS Ele recebeu a oração de Estevão e recebeu o espírito de Estevão
como filho de Maria Ele foi obediente,como DEUS e SENHOR de Maria Ele disse o que Eu tenho contigo mulher não é chegada a minha hora
como DEUS Ele é SENHOR do sábado,tanto sábado lei como espaço de tempo
como DEUS quando os Oficiais vieram o prender Ele disse SOU EU,eles caíram por terra Jo 18:6”

Resposta do Apologista:

Esse ensino de que Jesus, quando na Terra, era Deus-Homem vai diretamente contra o ensino bíblico do RESGATE.

No artigo “A Cristandade e a Doutrina da Redenção”, expliquei isso desta forma:

A cristandade ensina que, quando Jesus Cristo estava na Terra, ele era Deus-Homem. A cristandade traz essa crença desde o ano de 451 d.C, quando o Concílio de Calcedônia decidiu que Cristo tinha na Terra duas naturezas – uma humana e uma divina. Mas essa doutrina nega a doutrina da Redenção, ou Resgate. Veja por quê:

A necessidade de uma redenção, remissão ou resgate surgiu quando o primeiro homem, Adão, pecou, e após isso, transmitiu o pecado aos seus descendentes. (Ro 5:12, 18) Uma vez que foi um homem perfeito quem pecou, seria necessário outro humano perfeito para pagar o preço do resgate, de acordo com o princípio bíblico de se dar “vida por vida”. (Êx 21:23, Versão Almeida Revista e Corrigida) Trata-se do princípio da equivalência, para equilibrar a balança da justiça. Em razão disso, nenhum humano imperfeito poderia pagar o resgate pelos pecados nem de um irmão. Como diz o Salmo 49:7, 8 (Almeida Revista e Atualizada):

“Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (Pois a redenção da alma [vida] deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.)

Pela mesma razão, um anjo não poderia pagar o preço do resgate, uma vez que é superior a um homem perfeito, não havendo assim equivalência. (Sal 8:4, 5) A respeito de Jesus, a Bíblia declara: “Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca.” (1Pe 2:22) Portanto, ele tinha o preço do resgate – a vida humana perfeita. Mas, se Jesus fosse Deus-Homem, não haveria equivalência, pois Adão não era Deus-Homem. Assim, a doutrina da Trindade nega o resgate.

Portanto, em hipótese alguma Jesus era tanto Deus quanto homem. Ele era o “último Adão”, tão e unicamente humano quanto o primeiro Adão. (1 Coríntios 15:45) Os milagres que ele fez não provaram que ele era Deus, nem era esse o objetivo.

A Bíblia é clara quanto a isso:

Atos 10:38:

“Jesus, que era de Nazaré, como Deus o ungiu com espírito santo e poder, e ele percorria o país, fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos pelo Diabo; porque Deus estava com ele.”

O texto não diz que ele fez o bem e sarou por que ele era Deus, mas sim PORQUE DEUS ESTAVA COM ELE.

Os milagres provaram que Deus estava com ele, que ele era o enviado de Deus, o Cristo (Messias) – o Filho de Deus.

Quanto a ele perdoar pecados, já foi explicado biblicamente que isso não fez dele o Deus Todo-Poderoso.

JESUS NÃO RESSUSCITOU A SI MESMO:

Atos 2:32:

“A este Jesus Deus ressuscitou.”

Atos 10:40:

Deus ressuscitou a Este no terceiro dia e lhe concedeu tornar-se manifesto.”

Hebreus 13:20:

Agora, o Deus de paz, que com o sangue dum pacto eterno tirou dentre os mortos o grande pastor das ovelhas, o nosso Senhor Jesus.”

Romanos 8:11:

“Então, se morar em vós o espírito daquele que levantou a Jesus dentre os mortos, aquele que levantou a Cristo Jesus dentre os mortos também vivificará os vossos corpos mortais por intermédio do seu espírito que reside em vós.”

Gálatas 1:1:

“Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por intermédio dum homem, mas por intermédio de Jesus Cristo e de Deus, o Pai, que o levantou dentre os mortos.”

você deve ter baseado sua afirmação na interpretação errônea de João 2:19-22:

19 Em resposta, Jesus disse-lhes: “Demoli este templo, e em três dias o levantarei.” 20 Os judeus disseram, portanto: “Este templo foi construído em quarenta e seis anos, e tu o levantarás em três dias?” 21 Mas ele estava falando do templo do seu corpo. 22 Quando, porém, foi levantado dentre os mortos, seus discípulos lembraram-se de que costumava dizer isso; e eles acreditaram na Escritura e na palavra que Jesus dissera.

Mas, observe que o próprio texto diz: “Quando, porém, foi levantado dentre os mortos”. O texto não diz: “Quando, porém, SE LEVANTOU dentre os mortos.”

Qual é então o significado de João 2:19-22?

O livro Raciocínios à base das Escrituras[1], (p. 415, parágrafo 6) esclarece:

Mediante uma expressão similar, em Lucas 8:48, Jesus é citado dizendo a uma mulher: “A tua fé te salvou.” Curou ela a si própria? Não; foi o poder de Deus, por intermédio de Cristo, que a curou porque ela tinha fé. (Luc. 8:46; Atos 10:38) Da mesma forma, Jesus, pela sua perfeita obediência como homem, proveu a base moral para que o Pai o ressuscitasse dentre os mortos, reconhecendo assim a Jesus como Filho de Deus. Por causa de seu proceder fiel na vida, podia-se dizer corretamente que Jesus foi ele próprio responsável pela sua ressurreição.

Quanto à petição de Estêvão, NÃO SE TRATAVA DE UMA ORAÇÃO.

Veja este comentário muito bem fundamentado biblicamente da revista A SENTINELA de 15/5/2008 p. 31:

Estêvão estava orando a Jesus? Não. A adoração da pessoa, o que inclui suas orações, deve ser dirigida apenas a Jeová Deus. (Luc. 4:8; 6:12) Em circunstâncias normais, Estêvão suplicaria a Jeová em nome de Jesus. (João 15:16) Nesse caso, porém, Estêvão teve uma visão do “Filho do homem em pé à direita de Deus”. (Atos 7:56) Com pleno conhecimento de que Jesus tinha recebido poder para ressuscitar pessoas, Estêvão falou, mas não orou, diretamente a Jesus, pedindo-lhe que protegesse seu espírito. — João 5:27-29.

João 15:16

“Não importa o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dê.”

Em visão, o apóstolo João falou com um dos 24 anciãos no céu, mas isso não era oração. – Apocalipse 7:13, 14.

Prezado José Raimundo:

Ajude a si mesmo por se desligar da doutrina antibíblica da Trindade, que os evangélicos herdaram do catolicismo romano, e que o catolicismo herdou do paganismo.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org









[1] Publicado pelas Testemunhas de Jeová.


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