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domingo, 26 de julho de 2015

Elias foi para o céu ou foi transferido para outra região na terra? - Parte 02


O profeta Elias
Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/verdadeira-fe/profeta-elias-defendeu-a-adoracao-pura/


Fonte: A Serviço do Reino


A primeira parte desse artigo mostrou, através da análise da cronologia bíblica, que Elias ainda estava na terra após o seu suposto "arrebatamento" aos céus; mostrou também que Jeová transportava seus servos através de milagres como os vendavais, por exemplo, para eles chegarem mais rápido em suas novas designações. A segunda parte desse artigo irá analisar o contexto bíblico e veremos se realmente antes de Jesus alguém poderia ter subido aos céus. 

O artigo "Para onde foi Enoque?" no blog Tradução do Novo Mundo Defendida[1] nos ajuda a entender um pouco mais esse assunto. Seguem abaixo partes do artigo:

Será que o escritor de Gênesis transmitiu apenas a ideia de que Enoque não estava mais presente entre nós podendo estar em outro lugar, como por exemplo, nos céus?

A Bíblia mostra claramente que isso não é possível. A condição dos mortos é esclarecida em  Eclesiastes 9:5, 10, onde lemos: “Os mortos não sabem coisa nenhuma . . . Na sepultura . . . não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Almeida, Edição Contemporânea) Portanto, a morte é uma condição de não-existência. … Este e muitos outros textos são simplesmente descartados ou ignorados pelos teólogos das Cristandade. Riscam fora outros textos também, como se estes fossem “não inspirados”. …

Paulo, sob inspiração de Jeová Deus, escreveu em Hebreus 6:20 que Cristo foi o “precursor” a entrar no domínio celestial. 

Ou seja, ele foi o primeiro que nasceu como humano e que ao morrer entrou no domínio celestial. Ninguém mais, antes de Cristo, havia “ascendido aos céus”, de fato lemos em João 3:13 que antes de Cristo “ninguém ascendeu ao céus”. Se disséssemos que Enoque foi para o céu estaríamos assumindo que Jesus estava errado em falar em João 3:13 que ninguém ascendeu aos céus”. Romanos 5:12 diz que “a morte se espalhou a todos os homens”incluindo Enoque. Nem mesmo Davi foi para o céu. Atos 2:34 diz: “Davi não ascendeu ao céus.” Ninguém tinha perspectiva de vida no céus antes da ceia realizada por Cristo. Foi nesta ocasião que  Cristo falou pela primeira vez a apenas 11 de seus seguidores fiéis a respeito deste privilégio concedido aos que “reinarão” ou “governarão” desde os céus. …

Hebreus 9:8 nos dá um esclarecimento divino sobre o assunto: “O espírito santo esclarece assim que o caminho para o lugar santo ainda não fora manifestado enquanto a primeira tenda estava de pé.”

Que “lugar santo” é este? Hebreus 9:24 diz que “Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos…mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. Agora leia com atenção Hebreus 10:19, 20:

“Portanto, irmãos, visto que temos denodo para com o caminho de entrada no lugar santo, pelo sangue de Jesus, que ele inaugurou para nós como caminho novo e vivente …” Ou seja, Cristo foi o “precursor” e aquele que “inaugurou” a entrada para o céus. Tais textos se harmonizam com João 3:13 perfeitamente! Sem falar que não se choca com Eclesiastes 9:5 e 10 onde lemos que os “mortos não estão cônscios de absolutamente nada”.

Isto explica por que Jesus disse que Lázaro estava “dormindo”. Na verdade Lázaro estava morto e não em um domínio celestial. Caso estivesse no céus, será que Jesus iria trazê-lo de volta a vida para morrer como homem imperfeito novamente se ele estivesse na bem aventurança celestial?

As Escrituras mostram que Cristo Jesus foi o primeiro a ascender da terra aos céus na presença de Deus. (1Co 15:20) Em plena consonância com Atos 26:23 onde o medico Lucas escreveu que  Cristo foi “o primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos”, obviamente para a vida celestial.

[…]

A respeito de Hebreus 11:5

O texto na Almeida Revisada corrigida e fiel diz assim: Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. (Hebreus 11:5)

Certa página de um teólogo opositor das TJ no Brasil afirma:

“Mas, uma pergunta é pertinente aqui: Como sabemos que Enoque foi estar com Deus e não foi morto por Ele?”

Em primeiro lugar por que o texto não diz que Enoque tenha morrido”. (O grifo é meu.)

Será que estes “teólogos” e eruditos bajulados pelo mundo estão estudando este assunto com uma equipe responsável assim como fazem os que eles tanto criticam? Ou pesquisam eles sozinhos e de modo apressado sem apoio ou organização alguma de seus irmãos de fé?

Em Hebreus capítulo 11 após enumerar uma longa lista de testemunhas fiéis de Jeová que incluiu Enoque (veja verso  5 e também Hebreus 12:1) lemos no final do capítulo 11 no verso 39:

Todos estes morreram em fé, embora não recebessem o [cumprimento das] promessas, mas viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país”.

Ou seja, nenhum deles receberam o cumprimento das promessas, uma vez que não foram para o domínio celestial, nem mesmo Enoque. “Todos estes morreram” diz o texto. Ele também “não viu o cumprimento da promessa”. Ou devemos imaginar que ele era melhor que Davi que “não ascendeu aos céus”? ( Atos 2:24) Mateus 11:11 mostra claramente que o maior profeta que viveu antes de Cristo, não foi para o céu, a saber, João Batista. Todos estes textos lançam luz neste assunto e demonstram que a vida celestial não era uma realidade para os servos de Deus dos tempos pré-cristãos.

A palavra “tomou” (heb. lakakh) usada em Gên. 5:24 quando diz sobre Enoque que “Deus o tomou” é usada com referência a morte também nas Escrituras. Por exemplo em Ezequiel 33:6 onde lemos sobre alguém vir e “tirar” (lakakh) a vida do povo.

Quando levamos a Bíblia, levamos seu contexto a sério e paramos de forçar teologia tradicional ou pessoal no texto, a única conclusão lógica e razoável é a de que Enoque morreu. A obra Estudo Perspicaz das Escrituras, produzida pelas Testemunhas de Jeová falando sobre Enoque faz a seguinte declaração:

“Enoque foi ‘transferido para não ver a morte’, o que talvez signifique que Deus o pôs num transe profético e então terminou a vida de Enoque enquanto estava no transe, de modo que não sofreu as agonias da morte." (Gên 5:24; He 11:5, 13) Observe a palavra “talvez”. Isto implica no seguinte, as TJ não afirmam de modo categórico que tal transe realmente ocorreu com 100% de certeza. São cautelosas em suas afirmações. É realmente isso que se espera de quem faz pesquisa responsável. Ao lermos que Enoque foi “trasladado”, que é o mesmo que “transferido ou transportado” segundo o dicionário Aulette, poderíamos concluir apressadamente que Enoque foi para outro lugar. Contudo, os textos citados acima não podem ser ignorados. 

Certa página escrita por Judeus comenta:

Enoque, Moisés e Elias … onde estão?

“E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” (Hb 9:27)

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rom 5:12).

“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptividade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.” (1Co 15:22,51-53)
FONTE: http://www.israelitas.com.br/estudos/estudosVer.php?id=9

Em vista do exposto acima, os que aceitam a proposição de que Enoque foi para o céu rejeitam vários textos bíblicos e procuram harmonizar até mesmo palavras hebraicas e gregas para que se conforme a teologias tradicionais. 

A conclusão a que chegamos, depois de considerar cuidadosamente todos os textos relacionados, sem ignorar nenhum deles, é a de que Enoque mui provavelmente, enquanto estava vendo algo em visão, da mesma forma que o apóstolo João, que disse que “por inspiração vim a estar no dia do Senhor” (um evento futuro), Enoque deve ter entrado em um estado de visão, e neste momento Jeová Deus se agradava tanto dele que o fez desaparecer. Ele foi provavelmente desmaterializado como se tivesse entrado numa cápsula do tempo, por assim dizer, e voltará quando a Terra estiver em condições melhores no reinado milenar de Cristo, no futuro próximo, após Jeová Deus eliminar a maldade da terra e transformá-la num lar paradisíaco. (Salmo 37:29; Mateus 5:5; Apocalipse 21:3,4) (Fim do artigo do blog Tradução do Novo Mundo Defendida.)

Além do já exposto acima, temos motivos bíblicos claros para indicar que os servos de Deus pré-cristãos não poderiam ter ido nem irão para o céu.

Isso será abordado na terceira e última parte desta série, com o subtema:

Porque nenhum servo de Deus do "Antigo Testamento" poderia ter ido aos céus?



Nota:
[1] Fonte do artigo:             https://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2013/07/30/para-onde-realmente-foi-enoque-a-biblia-responde/



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: 
o site oapologistadaverdade.org






sábado, 25 de julho de 2015

Destaques da Leitura da Bíblia: 1 Reis 15-17


A importância de um coração pleno para com Jeová
Abião (Abias ou Abijão) reinou apenas 3 anos, ao passo que seu sucessor, Asa, reinou 41 anos. Por quê? Compare 1 Reis 15:2, 3 com 1 Reis 15:9-11, 15.
1 Reis 15:2, 3: “Ele [Abião] reinou por três anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Maacá, neta de Absalão. Abião cometeu os mesmos pecados que o seu pai cometeu antes dele e seu coração não era pleno para com Jeová, seu Deus, assim como era o coração de Davi, seu antepassado.
1 Reis 15:9-11, 15: “No vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, Asa começou a reinar em Judá. Ele reinou por 41 anos em Jerusalém. O nome da sua avó era Maacá, neta de Absalão. Asa fez o que era certo aos olhos de Jeová, assim como Davi, seu antepassado. Mas os altos sagrados não foram removidos. No entanto, o coração de Asa foi pleno para com Jeová durante toda a sua vida.”
Para que nossa adoração a Jeová seja aceitável, ela precisa ser “de todo o coração”. – Marcos 12:33.

Por que Asa não removeu os altos (locais de adoração)? – 1 Reis 15:14.
Parece que se refere aos altos nos quais as pessoas se empenhavam na adoração de Jeová. (2 Crônicas 14:5; 1 Samuel 9:11-19; 1 Reis 18:20, 30, 40). Incorretas formas de adoração eram também feitas no nome de Jeová. (Êxodo 32:5) E é possível que tenham continuado em certos lugares elevados apesar da remoção dos altos pagãos. Ou é possível que Asa tenha efetuado a remoção total dos altos, mas que tais tivessem surgido de novo com o tempo e não fossem removidos durante o término do seu reinado. – it1, p. 102.

Cuidado com os apóstatas!
“Baasa, rei de Israel, veio contra Judá e começou a fortificar Ramá, para não deixar ninguém sair nem entrar no território de Asa, rei de Judá.” – 1 Reis 15:17.
Baasa, do reino apóstata das 10 tribos de Israel, fez isso para impedir comunicação e expressões de lealdade para com o reino meridional (sul), onde havia um rei da linhagem de Davi, aprovado por Jeová. De modo similar, os atuais apóstatas buscam separar os fiéis servos de Jeová de sua comunicação e lealdade à organização que leva o nome de Jeová. – Atos 15:14, 17.

A “palavra de Jeová” sempre se cumpre!
1 Reis 15:27, 29, 30: “Baasa, filho de Aías, da casa de Issacar, conspirou contra Nadabe, e Baasa o matou em Gibetom, que pertencia aos filisteus, enquanto Nadabe e todo o Israel cercavam Gibetom. E, assim que ele se tornou rei, matou todos os da casa de Jeroboão. Não deixou ninguém da casa de Jeroboão escapar; eliminou a todos, segundo a palavra que Jeová tinha falado por meio do seu servo Aías, o silonita. Isso aconteceu por causa dos pecados que Jeroboão havia cometido e levado Israel a cometer, e porque tinha ofendido muito a Jeová, o Deus de Israel.
1 Reis 14:10: “Por essa razão, estou trazendo uma calamidade sobre a casa de Jeroboão; eliminarei em Israel todos os do sexo masculino da casa de Jeroboão, incluindo o desamparado e o fraco, e vou varrer a casa de Jeroboão, assim como se varre o esterco até não sobrar nada!

1 Reis 16:34: “Foi nos dias dele que Hiel, o betelita, reconstruiu Jericó. Ele lançou os alicerces dela pagando com a perda de Abirão, seu primogênito, e colocou as suas portas pagando com a perda de Segube, seu filho mais novo, segundo a palavra que Jeová havia falado por meio de Josué, filho de Num.” (Essa maldição profética havia sido proferida mais de 500 anos antes: Josué 6:26.)
Josué 6:26: “Naquela ocasião, Josué fez o seguinte juramento: ‘Maldito seja perante Jeová o homem que se empenhar em reconstruir esta cidade, Jericó. Ele lançará os alicerces dela pagando com a perda do seu primogênito, e colocará as suas portas pagando com a perda do seu filho mais novo.’”

Assim, podemos confiar em todas as profecias bíblicas ainda por se cumprir.

A ambição irrestrita pode ter resultados trágicos.
1 Reis 16:18: “Quando Zinri [quinto rei do reino de dez tribos de Israel] viu que a cidade tinha sido tomada, entrou na torre fortificada da casa do rei e a incendiou, morrendo nas chamas.”

Casar-se com descrentes é errado:
1 Reis 16:30, 31: “Acabe, filho de Onri, foi pior aos olhos de Jeová do que todos os que reinaram antes dele. Como se não bastasse cometer os mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, cometeu, ele também tomou como esposa Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e começou a servir a Baal e a curvar-se diante dele.
Acabe entrou numa aliança matrimonial com a filha do rei de Tiro, chamado Etbaal (que significa: ‘Com Baal’). Isto resultou em a filha de Etbaal, Jezabel, introduzir em Israel este culto mais viril, com muitos sacerdotes e ajudantes.” (it-1, p. 289) Melcar era um dos deuses de Tiro, sua principal deidade. – ip-1, p. 256.

Jeová é o Deus Supremo e Todo-poderoso:
1 Reis 17:1: “E Elias, o tisbita, habitante de Gileade, disse a Acabe: ‘Tão certo como vive Jeová, o Deus de Israel, a quem sirvo, não haverá nem orvalho nem chuva durante estes anos, a não ser que eu ordene!’”
Isso ocorreu provavelmente por Baal ser tido por seus adoradores como dador da chuva e de fertilidade e dono do céu. Assim, Jeová demonstrou que é o único Deus verdadeiro. – it1, p. 289; João 17:3.

O maravilhoso exemplo do profeta Elias (A Sentinela de 1/04/92, pp. 16-19)
Manifestou fé, seguindo as instruções de Jeová. – 1 Reis 17:2-5, 8-10.
Teve que confiar que a carne trazida por corvos (avefs impuras segundo a Lei mosaica) estava devidamente sangrada. – 1 Reis 17:4, 6.
Deve ter-se perguntado sobre o que iria acontecer ao acabar a água, mas fielmente permaneceu onde estava. – 1 Reis 17:6b, 7.

Exemplo de fé e recompensa de uma viúva não israelita pobre – 1 Reis 17:8-24.
“A maneira de Jeová cuidar de uma viúva pobre no tempo do profeta Elias mostra como ele realmente aprecia os que apóiam a adoração verdadeira por darem de si mesmos e dos seus recursos. … Deveras, Jeová deu à viúva de Sarefá “a recompensa de profeta”, embora ela não fosse israelita. (Mateus 10:41) O Filho de Deus também honrou essa viúva quando a citou como exemplo para os incrédulos da sua cidade, Nazaré. — Lucas 4:24-26.
“Atualmente, muitas cristãs refletem o espírito da viúva de Sarefá. Por exemplo, toda semana, cristãs altruístas — muitas delas pobres e com família para cuidar — demonstram hospitalidade para com o superintendente viajante e sua esposa. Outras oferecem refeições a ministros locais de tempo integral, ajudam os necessitados ou de outro modo dão de si mesmas e de seus recursos para apoiar a obra do Reino. (Lucas 21:4) Será que Jeová observa esses sacrifícios? Claro que sim! “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar.” — Hebreus 6:10.” – A Sentinela de 1/11/03, pp. 12-13.

Explicação de siglas:

It: Estudo Perspicaz das Escrituras (o número em seguida ao símbolo significa o volume. Assim, it-1 significa o  volume 1.), publicado pelas Testemunhas de Jeová.

ip-1: Profecia de Isaías Uma Luz Para Toda a Humanidade, volume 1, publicado pelas Testemunhas de Jeová.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



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domingo, 5 de julho de 2015

O PARADIGMA CRONOLÓGICO BÍBLICO X A CRONOLOGIA SECULAR (Parte final)

Fonte da ilustração:
http://freepages.genealogy.rootsweb.ancestry.com/~royalancestors/book/page8/page8.html

Por: Historiador JW

EXAME DA CRONOLOGIA NEOBABILÔNICA

Opositores da cronologia bíblica apresentaram uma tabela, onde falsificam as datas do rei Neriglissar: colocaram um período de 3 anos para dizer que a Torre de Vigia (associação jurídica usada pelas Testemunhas de Jeová) também acredita em 3 anos do período referido. Mas, na realidade, em nenhuma publicação das Testemunhas de Jeová existe tal afirmação. Vamos refutar cada passo da tabela apóstata. Primeiro, por ela dar informações falsificadas e embriagadas por fontes venenosas e espúrias ao registro bíblico. Segundo, por não conhecerem a possibilidade de Neriglissar ter reinado por 23/4 anos, não permitindo também a cronologia erudita do grande historiador judeu Flávio Josefo, onde se argumenta 40 anos! Terceiro, por se basearem em uma cronologia Hiato, sendo que a ideia de “verdade”, segundo historiadores pós-modernos, é impossível para a referida questão, pois se trata de um passado distante esquecido pelo silêncio.

1-TABELA DOS OPOSITORES DA CRONOLOGIA BÍBLICA



2-TABELA ALTERNATIVA: uma refutação aos apóstatas.

IMPÉRIO NEOBABILÔNICO
TORRE DE VIGIA
Total
NABOPOLASSAR
(645-624 AEC)
21 anos
NABUCODONOSOR II
(624-582 AEC)
43 anos
EVIL-MERODAQUE
(581-580 AEC)
1 ano
NERIGILISSAR
(579- 554 AEC)
24 anos
LABASI-MARDUQUE
(555-AEC)
9 meses
NABONIDO
(556-539 AEC)
17 anos

Essa é uma possibilidade defendida pelo Historiador JW. É digno de nota que essa explicação é pessoal, não dogmatizada. No grifo acima discordo ativamente dos historiadores contemporâneos, assim como o erudito judeu Flavio Josefo dá respectivamente 40 anos para o reinado de Nerigilissar ou Nergalcharra-usur.

Sobretudo, a história dos reis babilônicos é cheia de lacunas ou vazios percebidos frente com a arqueologia. Os antagonistas das Testemunhas de Jeová, numa tentativa frustrada, tentam usar uma cronologia neobabilônica de 604 AEC até 539 AEC. A GRANDE FALÁCIA É O RESULTADO DE APENAS 50 ANOS DE EXÍLIO. Os apóstatas perguntam: ‘Quem governou de 576 a 556? Para onde foram os vinte anos?’ Bem, como já abordado, a teoria levantada é a de que Nerigilissar reinou 24 anos, assim também como Josefo empregou sua hipótese de 40 anos. Outra resposta aos amantes da inverdade é o fato de ter existido outros reis babilônicos do mesmo período referido, como, por exemplo, o Rei Belsazar. Muitos historiadores negam esse fato, que existiu outro rei no tempo de Nabonido, mas existem evidências arqueológicas que trazem à tona a comprovação de Daniel 5:1-30. Veja o comentário da enciclopédia Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1, p. 329:

“É verdade que inscrições oficiais dão a Belsazar o título de ‘príncipe herdeiro’, ao passo que no livro de Daniel seu título é ‘rei’. (Da 5:1-30) Uma descoberta arqueológica na Síria setentrional sugere o possível motivo disso. Em 1979 foi desenterrada uma estátua, em tamanho natural, dum governante da antiga Gozã. Na aba da sua veste havia duas inscrições, uma em assírio e a outra em aramaico — língua do relato sobre Belsazar, em Daniel. As duas inscrições quase idênticas tinham uma notável diferença. O texto na língua imperial assíria diz que a estátua era do ‘governador de Gozã’. O texto em aramaico, a língua do povo local, descreve-o como ‘rei’.”

Portanto, a existência de outros reis durante o período neobabilônico é defendida não só pela Escrituras, mas também pela arqueologia. E esse fator pode responder muito bem à pergunta leiga apóstata acima. Pois, como vimos, a CRONOLOGIA BABILÔNICA É UM VERDADEIRO HIATO, ou vazio, de mãos dadas com as lacunas. Por tudo isso, a cronologia babilônica não é confiável, sendo que os pobres de conhecimento (apóstatas) se baseiam em uma cronologia “tarrafa”, ou seja, cheia de furos e espaços.

Desse modo, quem deve a explicação de 20 anos de diferença na cronologia são vocês, apóstatas, amantes de uma cronologia secular que apresenta apenas 50 anos de exílio! Como explicar os 20 anos que faltam em sua cronologia? (587-539= 48 anos). Essa cronologia, sem dúvida nenhuma, contradiz a Bíblia, que apresenta 70 anos de Exílio. Esse é o melhor método – a metodologia bíblica – para chegarmos em 607 AEC.

Para tristeza dos antagonistas das Testemunhas de Jeová, uma inscrição oficial de Nabonido diz: “[...] Obedeci com todo o meu coração e cumpri meu dever (como suicida) durante os 21 anos em que Nabopolossar, o rei de Babilônia, os 43 anos em que Nabucodonosor, o filho de Nabopolosar, os quatro anos em que Neriglissar, o rei da Babilônia, exerceram sua realeza, (no total) 68 anos. Fiz Nabônido, o filho a quem gerei, servir Nabucodonosor [...]” (Gwendolyn, Leick. Mesopotâmia a invenção da cidade, tradução: Álvaro Cabral. – Rio de Janeiro; Imago Ed., 2003. Pg. 289.)

Mas a pergunta é: por que a cronologia secular soma um total de 86 anos de Nabopolossar a Nabonido? Sendo que o registro oficial acima soma 84 anos?

Apóstatas, como explicar os 22 que faltam na cronologia secular???

                    CRONOLOGIA SECULAR
                   587 AEC                              (587-539= 48 anos)                      539 AEC
____________I____________________________________________________I________ 
Jeremias 25: 11 “SETENTA ANOS de DESOLAÇÃO”.



       
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