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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Destaques da Leitura da Bíblia: 1 Crônicas 12-15

O abandono da adoração correta leva a normas restritivas

1 Crônicas 12:1a: “Estes são os que se juntaram a Davi em Ziclague, no tempo em que ele não podia ir e vir livremente por causa de Saul, filho de Quis.”

A opressão causada pelo Rei Saul levou à privação de um dos direitos básicos atualmente assegurados em nossa Constituição Federal, no artigo 5.º, inciso XV:

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.

Por ser ‘justa’ e ‘boa’, a Lei dada a Israel garantia esse e outros direitos fundamentais. (Romanos 7:12) Mas, por ter se desviado de Jeová, o governo de Saul se tornou totalitário e opressivo.

Por outro lado, o governo de Cristo assegurará a justiça a todos os seus súditos:

Atos 17:31: “Porque ele [Deus] determinou um dia em que vai julgar a terra habitada com justiça, por meio de um homem [Jesus Cristo] a quem designou. E ele deu garantia disso a todos os homens por ressuscitá-lo dentre os mortos.”

Escolhamos sabiamente o lado certo!

1 Crônicas 12:19-22: “Alguns homens de Manassés também desertaram para o lado de Davi quando ele foi com os filisteus para lutar contra Saul. Mas Davi não ajudou os filisteus, porque os governantes dos filisteus, depois de se aconselharem, mandaram-no embora, dizendo: ‘Ele desertará para o lado de Saul, seu senhor, e isso custará as nossas cabeças.’ Estes foram os homens de Manassés que desertaram para o lado de Davi quando ele chegou a Ziclague: Adná, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú e Ziletai, chefes de mil em Manassés. Eles ajudaram Davi contra o bando de saqueadores, pois todos eles eram guerreiros valentes e corajosos, e se tornaram chefes no exército. Dia após dia chegavam mais homens para ajudar Davi, até que o seu acampamento se tornou grande, como o acampamento de Deus.

Sobre isso, veja o comentário da revista A Sentinela de 1.º de setembro de 1983, pp. 17-18, sob o tema ‘Reunamo-nos em fileira combatente’, subtema A ESCOLHA DUM REINADO — NO PASSADO E NO PRESENTE:

6 Considere a situação no tempo do Rei Davi, o escolhido por Deus como rei de todo o Israel. Após a morte de Saul, os homens de Judá foram os primeiros a reconhecer a escolha de Davi por Deus, como seu rei. As demais tribos escolheram por rei o filho de Saul, Is-Bosete, e isto resultou em uma luta continua. (2 Samuel 2:1-11; 3:1) Quando Is-Bosete foi assassinado uns dois anos mais tarde, abriu-se o caminho para as outras tribos se juntarem a Judá. Por fim, Davi foi devidamente ungido como rei sobre todo o Israel. (2 Samuel 4:5-12; 5:1-3) Mas, no ínterim, muitos tiveram de resolver-se quanto a quem serviriam. Tiveram de considerar as credenciais desse jovem Davi. Era realmente o ungido de Deus? Era ele quem teria a bênção de Jeová, em contraste com a desaprovação divina de Saul? Seria Davi bem sucedido em chefiar os exércitos de Israel contra os inimigos circunvizinhos?
7 Pelo visto, alguns israelitas decidiram-se a favor da condenada casa de Saul. Outros decidiram-se à base de conveniências pessoais. Mais outros ficaram indecisos. Mais cedo ou mais tarde, porém, tinha de haver uma escolha, e felizes foram os que de todo o coração escolheram apoiar o reinado de Davi! Estes não foram egoístas, nem seguiram a lei do menor esforço. Não vacilaram. Antes, o apoio que deram ao rei de Jeová levou-os a assumir um papel ativo como súditos e soldados de Davi. Conforme relata 1 Crônicas 12:22: “Dia a dia chegavam pessoas a Davi para o ajudar, até que era um grande acampamento, como o acampamento de Deus.”
[…]
9 Quão emocionante é observar agora desenrolar-se diante dos nossos olhos um antítipo hodierno de tal situação! O Davi Maior, Cristo Jesus, foi escolhido por Jeová e já governa agora como Rei celestial. As nações do mundo opõem-se ao seu reinado. Ameaçam exterminar os súditos do Rei na terra. (Salmo 2:1-3) Portanto, em todo o mundo, as pessoas estão sendo convocadas a tomar sua posição dum lado da questão ou doutro. A questão em pauta é: São a favor do Reino do filho de Jeová ou são contra ele? Muitos estão indecisos. Outros decidem a sua posição apenas pelo que é conveniente, egoistamente pensando só na sua própria segurança pessoal ou em lucro. — Sofonias 2:2, 3; Joel 3:14.
10 Ao passo que a fama dos representantes reais de Deus, na terra, continua a se espalhar por toda a parte, mais e mais pessoas ficam habilitadas a fazer uma escolha inteligente. (Miquéias 4:1-3; Zacarias 8:23) Muitos estão indecisos só porque lhes falta conhecimento de causa; falta-lhes discernimento do significado destes tempos e da necessidade urgente de tomarem sua posição firmemente a favor do Reino de Deus. Portanto, ainda há multidões de pessoas sob a influência da propaganda satânica e em perigo de ser arrastadas para a destruição junto com Satanás e seus cúmplices. Faz-se assim a exortação urgente que todas as Testemunhas de Jeová se reúnam do lado do Davi Maior, Cristo Jesus, armados e equipados para combater o inimigo. — Veja Mateus 12:30. (Grifo acrescentado.)

Precisamos servir a Deus de todo o coração

1 Crônicas 12:33: “Da tribo de Zebulão havia 50.000 homens que podiam servir no exército em formação de batalha, com todas as suas armas de guerra; todos apoiavam Davi com plena lealdade.

Nota de rodapé: Ou: ‘todos os que apoiavam Davi não tinham coração dúplice’.”

O pleno sentido do que isso significa foi ressaltado na obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

Servir de “Pleno Coração”. O coração literal tem de estar inteiro para funcionar normalmente, mas o coração figurativo pode estar dividido. Davi orou: “Unifica meu coração para temer o teu nome”, o que sugere que o coração da pessoa pode ficar dividido com respeito às suas afeições e aos seus temores. (Sal 86:11) Tais pessoas podem ter “corações divididos” — ser mornas na adoração de Deus. (Sal 119:113, BJ; Re 3:16) Alguém pode também ter “coração dúplice” (literalmente: com um coração e um coração), tentando servir a dois amos, ou dizendo enganosamente uma coisa, ao passo que pensa outra. (1Cr 12:33; Sal 12:2 n.) Jesus denunciou fortemente tal hipocrisia dúplice. — Mt 15:7, 8. (it-1, p. 555, verbete “Coração”.)

Sejamos zelosos combatentes em favor da adoração verdadeira

Assim como os israelitas fiéis no passado eram corajosos, em nossa guerra espiritual hoje devemos igualmente ter coragem e zelo.

1 Crônicas 12:1b: “Eles estavam entre os guerreiros valentes que o ajudavam nas batalhas.”

1 Crônicas 12:21: “Eles ajudaram Davi contra o bando de saqueadores, pois todos eles eram guerreiros valentes e corajosos, e se tornaram chefes no exército.”

1 Crônicas 12:30: “Dos efraimitas havia 20.800 homens valentes e corajosos, homens de fama nas suas casas paternas.”

Efésios 6:12, 13: “Pois temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais malignas nos lugares celestiais. Por essa razão, vistam a armadura completa de Deus, para que possam resistir no dia mau e, depois de terem feito tudo, se manter firmes.

Devemos estar interessados na restauração da adoração verdadeira

1 Crônicas 12:38: “Todos esses eram homens de guerra, que se apresentavam para a linha de batalha. Eles foram a Hebrom com o coração decidido a fazer Davi rei sobre todo o Israel, e todos os outros israelitas também estavam unidos no desejo de fazer Davi rei.”

1 Crônicas 13:3-5: “‘E vamos trazer de volta a Arca do nosso Deus.’ Pois eles não tinham cuidado da Arca nos dias de Saul. Toda a congregação concordou com isso, pois a proposta agradou a todo o povo. Assim, Davi reuniu todo o Israel, desde o rio do Egito até Lebo-Hamate, a fim de trazer de Quiriate-Jearim a Arca do verdadeiro Deus.”

1 Crônicas 13:10: “Então a ira de Jeová se acendeu contra Uzá, e Ele o executou por ter estendido a mão para segurar a Arca, de modo que ele morreu ali, perante Deus.

1 Crônicas 15:1: “E Davi continuou a construir casas para si na Cidade de Davi; ele também preparou um lugar para a Arca do verdadeiro Deus e armou uma tenda para ela.”

Por que Jeová tirou a vida de Uzá?

A Sentinela de 1.º de fevereiro de 2005, pp. 26-27, sob o tema “Jeová sempre faz o que é certo”:

18 Outro assunto que para alguns talvez seja difícil de entender tem a ver com Davi tentar levar a arca do pacto para Jerusalém. A arca havia sido colocada numa carroça conduzida por Uzá e seu irmão. A Bíblia relata: “Por fim chegaram até a eira de Nacom, e Uzá estendeu então a mão à arca do verdadeiro Deus e segurou-a, porque o gado quase causara um transtorno. Nisso se acendeu a ira de Jeová contra Uzá, e o verdadeiro Deus o golpeou ali pelo ato irreverente, de modo que morreu ali perto da arca do verdadeiro Deus.” Alguns meses depois, uma segunda tentativa de transportar a arca foi bem-sucedida, porque os levitas coatitas carregaram-na sobre os ombros, assim como Jeová havia ordenado. (2 Samuel 6:6, 7; Números 4:15; 7:9; 1 Crônicas 15:1-14) Alguns talvez perguntem: ‘Por que Jeová agiu de maneira tão rigorosa? Uzá só queria proteger a arca.’ Para não tirarmos conclusões erradas, é bom considerar alguns pormenores úteis.
19 Temos de nos lembrar que é impossível Jeová agir de modo injusto. (Jó 34:10) Seria desamoroso se ele fizesse isso, mas sabemos, por estudar a Bíblia inteira, que “Deus é amor”. (1 João 4:8) Além disso, as Escrituras nos dizem que ‘justiça e juízo são o lugar estabelecido do trono de Deus’. (Salmo 89:14) Então, como poderia Jeová agir de modo injusto? Se ele fizesse isso estaria arruinando justamente o que constitui a base de sua soberania.
20 Não devemos nos esquecer também que Uzá deveria saber que não era correto agir daquela forma. A arca representava a presença de Jeová. A Lei indicava que pessoas não-autorizadas não deviam tocar nela, deixando claro que os violadores seriam punidos com a morte. (Números 4:18-20; 7:89) Portanto, o transporte daquela arca sagrada não deveria ser tratado como algo sem importância. É evidente que Uzá era um levita (embora não um sacerdote) e, portanto, devia estar familiarizado com a Lei. Além disso, anos antes a arca havia sido levada para a casa de seu pai por motivos de segurança. (1 Samuel 6:20-7:1) Permaneceu ali por cerca de 70 anos, até que Davi decidiu transferi-la. Assim, é provável que desde criança Uzá conhecesse as leis que envolviam a arca.
21 Conforme já mencionado, Jeová pode ler o coração. Visto que sua palavra descreve a atitude de Uzá como “ato irreverente”, Ele deve ter visto nesse homem alguma motivação egoísta que o relato não revela claramente. Será que Uzá era um homem presunçoso, que tinha a tendência de ultrapassar os devidos limites? (Provérbios 11:2) Será que conduzir em público a arca que sua família havia guardado o deixou convencido? (Provérbios 8:13) Será que sua fé era tão fraca a ponto de pensar que a mão de Jeová era curta demais para segurar a arca sagrada que simbolizava Sua presença? Qualquer que tenha sido o caso, podemos ter certeza de que Jeová fez o que era certo. Ele provavelmente viu no coração de Uzá algo que o fez trazer um julgamento rápido. — Provérbios 21:2. (Grifo acrescentado.)

Importância de se consultar-se mutuamente

1 Crônicas 13:1: “Davi consultou os chefes de mil e os chefes de cem, bem como todos os líderes.

Provérbios 13:10: “A presunção só causa briga, mas a sabedoria está com os que buscam conselho.”

Não fique furioso com Jeová!

1 Crônicas 13:11: “Mas Davi ficou indignado porque a ira de Jeová tinha irrompido contra Uzá. E aquele lugar é chamado de Peres-Uzá até hoje.”

Nota de rodapé sobre “Peres-Uzá”: “Que significa ‘brecha contra Uzá’.”

A revista A Sentinela de 1.º de outubro de 2005, p. 11, fez o seguinte comentário:

13:11. Em vez de ficar com raiva de Jeová e culpá-lo quando nossos esforços não dão certo, devemos analisar a situação e tentar ver por que fracassamos. Sem dúvida, Davi fez isso. Ele aprendeu de seus erros e mais tarde conseguiu levar a Arca com sucesso para Jerusalém, usando o método mais adequado.

Façamos as coisas do modo de Jeová

A revista A Sentinela de 15 de agosto de 1979 (p. 30) expressou-se sobre a lição que aprendemos do modo como Davi primeiro tentou transportar a Arca do pacto:

O bom Rei Davi também teve de aprender que, embora fosse excelente que trouxesse a arca do pacto de Jeová a Jerusalém, para agradar a Deus, isso tinha de ser feito “assim como Moisés mandara segundo a palavra de Jeová”. De fato, o próprio Davi admitiu isso, dizendo: “Vós [levitas] . . . tendes de fazer subir a arca de Jeová, o Deus de Israel, ao lugar que preparei para ela Visto que da primeira vez não o fizestes, Jeová, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque não o buscamos segundo o costume.” — 1 Crô. 15:12, 13, 15. (w79 15/8 p. 30, sob o tema: Deus requer que sua obra seja feita “exatamente assim”.)

Sempre busque a orientação divina

1 Crônicas 14:10: “Davi consultou a Deus: ‘Devo ir contra os filisteus? Tu os entregarás nas minhas mãos?’ Jeová respondeu a Davi: ‘Vá, e eu certamente os entregarei nas suas mãos.’”

1 Crônicas 14:13-16: “Mais tarde, os filisteus atacaram novamente o vale. Davi consultou mais uma vez a Deus, mas o verdadeiro Deus lhe disse: ‘Não os ataque pela frente. Dê a volta por trás deles e ataque-os em frente aos balsameiros. Quando você ouvir o som de marcha nas copas dos balsameiros, ataque, pois o verdadeiro Deus terá ido à sua frente para golpear o exército dos filisteus.” Portanto, Davi fez exatamente como o verdadeiro Deus lhe ordenou, e eles golpearam o exército filisteu desde Gibeão até Gezer.”

A revista A Sentinela de 1.º de outubro de 2005, p. 11, declarou:

14:10, 13-16; 22:17-19. Devemos sempre nos achegar a Jeová em oração e pedir sua orientação antes de nos empenhar em qualquer atividade que afete a nossa espiritualidade.

Jeová luta pelo seu povo

1 Crônicas 14:11: “Portanto, Davi foi a Baal-Perazim e os golpeou ali. Por isso Davi disse: ‘Por meio das minhas mãos o verdadeiro Deus rompeu as fileiras dos meus inimigos, como águas que abrem uma brecha.’ É por isso que chamaram aquele lugarde Baal-Perazim [nota: ‘Que significa “senhor das brechas”.’]”

A explicação do que ocorreu foi explicado pela obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

Quando os filisteus souberam que Davi era rei de todo o Israel, vieram para depô-lo. Como no passado (1Sa 23:2, 4, 10-12; 30:8), Davi indagou a Jeová quanto a se devia subir contra eles. “Sobe”, foi a resposta, e Jeová lançou-se com tal sobrepujante destruição sobre o inimigo, que Davi chamou o lugar de Baal-Perazim, que significa “Senhor [Dono] das Rupturas”. Num novo confronto, a estratégia de Jeová mudou, e ele ordenou a Davi contornar os filisteus e golpeá-los pela retaguarda. — 2Sa 5:17-25; 1Cr 14:8-17. (it-1 p. 666, verbete “Davi”.)

Devemos reconhecer a mão de Deus sobre o resultado de nossos esforços

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras comentou:

Atribuindo a vitória a Jeová, Davi disse: “Jeová irrompeu através dos meus inimigos na minha frente, como uma brecha feita por águas”; e, por este motivo, ele “chamou aquele lugar pelo nome de Baal-Perazim”. – it-1 p. 291, verbete “Baal-Perazim”.


Harmonizando passagens bíblicas

2 Samuel 5:21: “Os filisteus abandonaram ali os seus ídolos, e Davi e seus homens os levaram embora.”

1 Crônicas 14:12: “Os filisteus abandonaram ali os seus deuses, que foram queimados no fogo quando Davi deu a ordem.”

Mostrando que tais passagens, assim todas as outras aparentes contradições, são na verdade complementares, a obra Estudo Perspicaz das Escrituras declarou:

O relato em 2 Samuel 5:21 afirma que Davi e seus homens ‘levaram assim embora os ídolos abandonados pelos filisteus’. O relato paralelo em 1 Crônicas 14:12 mostra a ação final tomada, declarando: “Davi disse então a palavra, e eles [os ídolos] foram assim queimados no fogo.” – it-1 p. 291, verbete “Baal-Perazim”.

O “ato estranho” de Jeová

Isaías 28:21, 22: “Porque Jeová se levantará como fez no monte Perazim; ficará agitado como no vale perto de Gibeão, para realizar o seu ato, seu ato estranho, e para executar a sua obra, sua obra incomum. Agora, não zombem, para que as suas correntes não sejam ainda mais apertadas, pois ouvi do Soberano Senhor, Jeová dos exércitos, que um extermínio foi decretado para toda esta terra.

A referência é a 1 Crônicas 14:15: “Quando você ouvir o som de marcha nas copas dos balsameiros, ataque, pois o verdadeiro Deus terá ido à sua frente para golpear o exército dos filisteus.”

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras explica o que ocorreu:

Um balsameiro da família dos choupos (Populus euphratica) é recomendado por alguns botânicos, principalmente pela facilidade com que qualquer brisa agita suas folhas, produzindo um farfalhar. Todavia, a Bíblia não especifica como se produziu “o ruído de marcha” (quer por meio das folhas, dos ramos, quer por alguma outra parte da planta), e ela simplesmente indica que ocorreu “nas copas” das plantas. Pode ter sido um mero farfalhar que serviu de sinal, ou, conforme alguns sugerem, pode ter sido um ruído de certa intensidade, produzido por um vento impetuoso, que serviu para encobrir ou mesmo para simular o ruído dum exército em marcha. — 2Sa 5:24; 1Cr 14:15. (it-1 p. 300, verbete “Baca”.)

Qual seria esse “ato estranho” ou “obra incomum” da parte de Jeová no tempo do fim?

A revista A Sentinela  de 1.º de junho de 1991 (p. 21 pars. 2-3), sob o tema “Continuemos avisando a respeito da obra incomum de Jeová”), disse:

3 Tratava-se de uma obra incomum, um ato estranho, realizado por Jeová contra os filisteus e em favor de seu rei ungido. Este ato notável é de especial interesse porque o profeta Isaías avisou que Jeová faria algo igualmente estranho e poderoso contra os espiritualmente ébrios de Judá. Assim, os líderes religiosos infiéis dos dias de Isaías deviam atentar para este exemplo. Também a cristandade hoje devia atentar para isto, pois o que aconteceu com Judá é uma amostra de qual será o derradeiro destino da cristandade. (Grifo acrescentado.)

Importância da música na adoração

1 Crônicas 13:8: “Davi e todo o Israel festejavam perante o verdadeiro Deus com todas as suas forças, com cânticos, com harpas e outros instrumentos de cordas,com pandeiros, com címbalos e com trombetas.

1 Crônicas 15:20, 21: “Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaseias e Benaia tocavam instrumentos de cordas afinados em alamote; e Matitias, Elifeleu, Micneias, Obede-Edom, Jeiel e Azazias tocavam harpas afinadas em seminite, atuando como regentes.”

Lemos na obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

Alamote [Donzelas; Moças]. Evidentemente um termo referente à execução de música. Refere-se provavelmente às vozes de soprano de moças ou ao falsete de meninos. Em 1 Crônicas 15:20, descreve-se instrumentos de cordas como “afinados segundo Alamote”, termo que é transliterado. Entretanto, no cabeçalho do Salmo 46, ‛ala·móhth é traduzido por “Donzelas”.
Em 1 Crônicas 15:21, no versículo que segue a citação acima, outra expressão musical é transliterada, a saber, shemi·níth, referindo-se a “harpas afinadas segundo Seminite”. Nos cabeçalhos dos Salmos 6 e 12, esta palavra é traduzida por “oitava inferior”. Embora os dois termos, Alamote e Seminite, não necessariamente sejam opostos em sentido, alguns peritos acham que se contrastam entre si. O conteúdo dos respectivos salmos também parece indicar isso: Ambos os salmos (6 e 12), que contêm shemi·níth nos seus cabeçalhos, são um tanto plangentes, portanto, viriam acompanhados por uma escala mais sombria, mais baixa; ao passo que o Salmo 46, que contém ‛ala·móhth no seu cabeçalho, é alegre e razoavelmente teria acompanhamento ou seria cantado numa escala mais elevada. — Veja HARPA; MÚSICA. – it-1 pp. 76-77, verbete “Alamote”.

Por causa da incerteza que cerca a identificação exata do kin·nóhr, e especialmente o né·vel (instrumento de cordas), qualquer tentativa de comparar os dois instrumentos é especulativa. Primeiro Crônicas 15:20, 21, menciona “instrumentos de cordas [neva·lím (plural)] afinados segundo Alamote, . . . harpas [kin·no·róhth (plural)] afinadas segundo Seminite”. Se “Alamote” se referir a uma escala musical mais alta e “Seminite” a uma escala mais baixa, isto poderia dar a entender que o kin·nóhr era o instrumento maior, de tonalidade mais baixa. Por outro lado, também se poderia dar o inverso (segundo o consenso geral), se Alamote e Seminite, deveras, forem aqui mencionados por serem afinações excepcionais destes instrumentos. De qualquer modo, os dois instrumentos eram portáteis. – it-2 p. 288, verbete “Harpa”.

Desenvolvamos perícia no uso das armas teocráticas

1 Crônicas 12:2a: “Eram arqueiros que usavam tanto a mão direita como a esquerda para atirar pedras com a funda e flechas com o arco.”

1 Crônicas 12:14, 15: Esses eram gaditas, chefes do exército. O menor valia por cem e o maior por mil. Eles atravessaram o Jordão no primeiro mês, quando ele transborda as suas margens, e expulsaram todos os que moravam nas baixadas, ao leste e ao oeste.”

1 Crônicas 12:8: “Alguns dos gaditas passaram para o lado de Davi no refúgio, no deserto. Eram guerreiros valentes, soldados treinados para a guerra, armados com o escudo grande e com a lança. O rosto deles era como o de leões, e eles se moviam com a rapidez das gazelas sobre os montes.”

Sobre essa comparação da última parte do texto, observe os comentários abaixo:

12:8 — Em que sentido as faces dos guerreiros gaditas eram como “faces de leões”? Esses homens valentes estavam do lado de Davi no ermo. Seu cabelo havia crescido muito, dando-lhes a aparência de um leão feroz. – w05 1/10, p. 10, Destaques do livro de Primeiro das Crônicas.

Para o percurso veloz por distâncias mais longas, poucos dos grandes mamíferos igualam as gazelas. Tão rápida é a gazela mongólica que ela tem sido observada a correr 96 quilômetros por hora, por cerca de 800 metros. A Bíblia Sagrada faz alusão à notável velocidade da gazela. Por exemplo, certos homens poderosos do Rei Davi foram mencionados como sendo “iguais às gazelas nos montes em velocidade”. — 1 Crô. 12:8; 2 Sam. 2:18. (g74 22/8 p. 12 Os corredores velozes da criação.)

1 Crônicas 12:32: Da tribo de Issacar havia 200 chefes, homens que tinham entendimento dos tempos e que sabiam como Israel devia agir. Todos os seus irmãos estavam sob o comando deles.

A revista A Sentinela de 1.º de setembro de 1983, pp. 17-18, sob o tema ‘Reunamo-nos em fileira combatente’, subtema A ESCOLHA DUM REINADO — NO PASSADO E NO PRESENTE, comentou:

8 Notamos, pelos pormenores do registro, que havia em tais multidões alguns que tinham “conhecimento para discernir os tempos, para saber o que Israel devia fazer”. (1 Crônicas 12:32) Não eram tíbios na sua fidelidade ao rei. Estavam bem armados para se apresentarem prontos para aceitar a liderança de Davi na guerra. Não esperavam levar uma vida fácil. ‘Discerniam os tempos’ e sabiam que o reino estava cercado por inimigos que estavam prontos para eliminar Israel e acabar com a adoração de Jeová. Os procedentes do leste do rio Jordão eram “homens de guerra, reunindo-se em fileira combatente”, prontos para servir sob Davi de “pleno coração”. — 1 Crônicas 12:38. (Grifo acrescentado.)

1 Crônicas 12:34: “Da tribo de Naftali havia 1.000 chefes, com 37.000 homens armados com o escudo grande e com a lança.”

No cristianismo, a qualidade da fé é assemelhada a um escudo:

Efésios 6:16: “Além de tudo isso, usem o grande escudo da fé, com o qual poderão apagar todas as flechas ardentes do Maligno.”

Assim como aqueles zelosos guerreiros do passado, devemos nos empenhar em desenvolver perícia no uso da Palavra de Deus, ‘manejando corretamente a palavra da verdade’. – 2 Timóteo 2:15.

Não devemos permitir que relações familiares ou o parentesco interfiram na lealdade a Jeová

1 Crônicas 12:2b: “Eram irmãos de Saul, benjaminitas.”

1 Crônicas 12:16: “Alguns dos homens de Benjamim e de Judá também foram a Davi, no seu refúgio.

1 Crônicas 12:29: “Dos benjaminitas, irmãos de Saul, havia 3.000 homens, e a maior parte deles anteriormente defendia os interesses da casa de Saul.”


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




domingo, 18 de outubro de 2015

Destaques da Leitura da Bíblia: 1 Crônicas 8-11

É necessário sermos de confiança

1 Crônicas 9:13, 22, 26: “E os irmãos deles, cabeças das casas paternas, 1.760 homens fortes e capazes, prontos para realizar o serviço da casa do verdadeiro Deus. Todos os que foram escolhidos como porteiros das entradas somavam 212. Eles se estabeleceram nos seus povoados segundo o seu registro genealógico. Haviam sido designados para esse cargo de confiança por Davi e Samuel, o vidente. Havia quatro porteiros principais no cargo de confiança. Eles eram levitas, e estavam encarregados das salas e dos tesouros da casa do verdadeiro Deus. Eles passavam a noite nos seus postos ao redor da casa do verdadeiro Deus, pois tinham a responsabilidade de vigiá-la, estavam encarregados da chave e abriam a casa todas as manhãs.”

1 Crônicas 9:26, 27 … diz … respeito [aos] porteiros levitas. ‘Eles tinham uma ímpar função de confiança’ … . Eles tinham a chave — o objeto que simbolizava o próprio poder de controlar o acesso às áreas sagradas do templo. Eram de confiança, abrindo os portões fidedignamente todas as manhãs. … ‘Confiou-se a vocês uma tarefa ímpar e uma chave especial, por assim dizer, com a qual abrir, manhã após manhã, para os que querem entrar nos pátios da verdadeira adoração. Zelem bem por esse encargo e usem fidedignamente aquela chave.’ – w88 1/12 pp. 21-22.

Os porteiros levitas ocupavam um cargo de grande confiança, visto que lhes foi dada a chave da entrada dos lugares santos do templo. Podia-se confiar neles para abrir os portões todos os dias. De maneira similar, fomos encarregados da responsabilidade de contatar as pessoas no nosso território e ajudá-las a adorar a Jeová. Devemos também ser tão confiáveis quanto os porteiros levitas. – w05 1/10 p. 9.

1 Crônicas esclarece Isaías 66:23

1 Crônicas 9:32: “Alguns dos coatitas, seus irmãos, estavam encarregados de preparar os pães da proposição todos os sábados.”

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (Edição de 1986) verte assim a última parte do versículo: “de sábado em sábado”, como também faz a IBB.

Por outro lado, lemos em Isaías 66:23:

“‘E, de lua nova a lua nova e de sábado a sábado, todos os humanos virão para se curvar diante de mim’, diz Jeová.”

Óbvio está que de sábado em sábado” significa “todos os sábados”, ao passo que “de sábado a sábado” significa todos os dias da semana. Isso mostra que na Nova Terra, de que fala o texto, todos os dias serão iguais perante Deus, assim como passou a ser a partir da existência do cristianismo.

A infidelidade resulta na perda da proteção divina

1 Crônicas 9:1: “E Judá foi levado para o exílio em Babilônia por causa da sua infidelidade.”

A exatidão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada

1 Crônicas 8:29: “Jeiel, o pai de Gibeão, morava em Gibeão. O nome da sua esposa era Maacá.”

Outras traduções omitem o nome “Jeiel”:

“E em Gibeão habitou o pai de Gibeão; e era o nome de sua mulher Maaca.” – ACRF.

“E em Gibeão habitaram o pai de Gibeão, cuja mulher se chamava Maacá.” – IBB.

O mesmo faz a SBB, KJ, ARC, ARA, Ave Maria.

O nome é colocado em NVI, ASV (entre colchetes), NAB.

A base para se colocar o nome “Jeiel” se encontra na LXXL (Versão Septuaginta, Paul de Lagarde, Göttingen, Alemanha, 1883) e na seguinte passagem:

1 Crônicas 9:35: “Jeiel, o pai de Gibeão, morava em Gibeão. O nome da sua esposa era Maacá.”

Harmonizando passagens bíblicas

1 Samuel 31:10: “Então puseram a armadura dele na casa de Astorete e penduraram seu cadáver na muralha de Bete-Sã.”

1 Crônicas 10:10: “Então puseram a armadura dele na casa do deus deles e penduraram a sua cabeça na casa de Dagom.”

Primeiro Samuel 31:10 declara que os filisteus colocaram a armadura do Rei Saul “na casa das imagens de Astorete e prenderam seu corpo morto à muralha de Bete-Sã”, ao passo que 1 Crônicas 10:10 afirma que “puseram a armadura dele na casa do seu deus, e o crânio dele prenderam à casa de Dagom”. Dois dos templos escavados eram do mesmo período e um deles fornece evidência de ser o templo de Astorete, ao passo que se acha que o outro seja o de Dagom, assim se harmonizando com os textos acima quanto à existência de dois templos em Bete-Sã. – it-1 p. 199, verbete “Arqueologia”.

A apostasia pode levar ao envolvimento direto com demônios

1 Crônicas 10:13, 14: “Assim Saul morreu por causa da sua infidelidade a Jeová, por não ter obedecido à palavra de Jeová; também porque consultou uma médium espírita em vez de consultar a Jeová. Por isso, Ele o entregou à morte e transferiu o reinado para Davi, filho de Jessé.”

No entanto, quando os homens se desviam de Jeová e se alienam do Único que conhece o fim desde o princípio, facilmente se tornam vítimas da influência demoníaca, espírita. Saul é notável exemplo de alguém que, no início, voltava-se para Jeová em busca de conhecimento dos eventos futuros, mas que, depois de ter sido cortado de todo o contato com Deus, devido à sua infidelidade, voltou-se para os demônios, como substitutos da orientação divina. — 1Sa 28:6, 7; 1Cr 10:13, 14. – it-1 p. 50, verbete “Adivinhação”.

As orações a Jeová precisam ser sinceras, de coração

1 Crônicas 10:13, 14: “Saul … consultou uma médium espírita em vez de consultar a Jeová. Por isso, Ele o entregou à morte e transferiu o reinado para Davi, filho de Jessé.”

Depois de o profeta Samuel dizer ao Rei Saul que tinha sido rejeitado por Deus devido à sua desobediência, Saul prostrou-se diante de Jeová. (1 Samuel 15:30, 31) Mas fez isso apenas como uma formalidade. Saul não desejava ser obediente a Deus, mas ser honrado perante o povo. Mais tarde, quando os filisteus guerrearam contra Israel, Saul indagou de Jeová, porém de forma mecânica. No entanto, quando não recebeu resposta, foi consultar uma médium espírita, embora soubesse que isso era condenado por Jeová. (Deuteronômio 18:10-12; 1 Samuel 28:6, 7) Resumindo o assunto, 1 Crônicas 10:14 diz a respeito de Saul: “Não consultou a Jeová.” Por que se diz isso? Porque faltava fé nas orações de Saul. Por isso, era como se ele não tivesse orado. – w03 1/5 pp. 9-10 par. 8; grifo acrescentado.

Jeová não se esquece da obra dos seus servos fiéis

1 Crônicas 9:20: “No passado, Fineias, filho de Eleazar, tinha sido o líder deles, e Jeová estava com ele.”

Hebreus 6:10: “Pois Deus não é injusto para se esquecer da sua obra e do amor que vocês mostraram ao nome dele, por servirem os santos e continuarem a servi-los.”

Importância da música na adoração de Jeová

1 Crônicas 9:33: “Estes eram os cantores, cabeças das casas paternas dos levitas, que ficavam nas salas e estavam isentos de outros deveres, pois tinham a responsabilidade de estar a serviço dia e noite.

Dava-se considerável importância ao canto no templo. Isto se evidencia em muitas referências bíblicas aos cantores, bem como em que eles estavam ‘livres dos deveres’ comuns aos outros levitas, para se devotarem inteiramente ao seu serviço. – it-3 p. 46 verbete “Música”.

1 Crônicas esclarece passagens bíblicas

1 Samuel 9:1, 2: “Havia um homem de Benjamim que se chamava Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia. Ele era benjaminita e era muito rico. Ele tinha um filho chamado Saul, que era jovem e bonito — entre os israelitas não havia homem que fosse mais bonito do que ele —, e era o mais alto de todos; os outros chegavam apenas aos seus ombros.

1 Sam. 14:50, 51: “O nome da esposa de Saul era Ainoã, filha de Aimaás. O nome do chefe do seu exército era Abner, filho de Ner, tio de Saul. Quis era o pai de Saul; e Ner, pai de Abner, era filho de Abiel.

1 Crônicas 8:29-33: “Jeiel, o pai de Gibeão, morava em Gibeão. O nome da sua esposa era Maacá. Seu filho primogênito foi Abdom; depois vieram Zur, Quis, Baal, Nadabe, Gedor, Aiô e Zequer. Miclote tornou-se pai de Simeá. Todos eles moravam em Jerusalém, perto dos seus irmãos, junto com os seus outros irmãos. Ner tornou-se pai de Quis; Quis tornou-se pai de Saul; Saul tornou-se pai de Jonatã, de Malquisua, de Abinadabee de Esbaal.”

1 Crônicas 9:35-39: “Jeiel, o pai de Gibeão, morava em Gibeão. O nome da sua esposa era Maacá. Seu filho primogênito foi Abdom; depois vieram Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe, Gedor, Aiô, Zacarias e Miclote. Miclote tornou-se pai de Simeão. Todos eles moravam em Jerusalém, perto dos seus irmãos, junto com os seus outros irmãos. Ner tornou-se pai de Quis; Quis tornou-se pai de Saul; Saul tornou-se pai de Jonatã, de Malquisua, de Abinadabe e de Esbaal.

Portanto, ao lermos em 1 Samuel 9:1 que Quis (isto é, o segundo Quis, pai de Saul) era “filho de Abiel”, parece que o sentido é que ele era neto de Abiel, conforme muitas vezes se dá na genealogia bíblica, quando simplesmente se omitem um ou mais elos na genealogia. (Assim, ao passo que se menciona “a família dos matritas” em 1 Samuel 10:21 como incluindo Quis e Saul, o nome de Matri não aparece nos relatos que aqui consideramos, nem no restante da Bíblia.)
O registro em 1 Crônicas (8:33; 9:39) parece bastante específico em apresentar Ner como pai imediato do segundo Quis, e este relato é claramente o mais explícito dos dois. it-1 p. 19, verbete “Abiel”; grifo acrescentado.

Importância da contabilidade correta

1 Crônicas 9:28: “Alguns estavam encarregados dos utensílios usados no serviço; eles os contavam quando eram devolvidos e também quando eram retirados.”

A coragem é uma qualidade apreciada por Deus

1 Crônicas 8:40: “Os filhos de Ulão eram guerreiros valentes, que sabiam usar o arco. Eles tinham muitos filhos e netos, 150 ao todo. Todos esses foram descendentes de Benjamim.”

Membros da grande multidão estão sendo treinados para conduzir o povo de Deus ao novo mundo

1 Crônicas 9:2: “Os primeiros que voltaram a morar nas suas propriedades, nas suas cidades, foram alguns israelitas, os sacerdotes, os levitas e os servos do templo.”

A nota de rodapé diz: “Ou: ‘os netineus’. Lit.: ‘os que foram dados’.”

O que pode muito bem ter sido prefigurado pelos privilégios adicionais de serviço dados aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão ao retornarem do exílio em Babilônia?
Hoje, ao passo que os do restante do Israel espiritual na Terra [cristãos com esperança celestial] estão diminuindo, os que são das outras ovelhas [os que viverão na Terra] estão aumentando. Alguns destes semelhantes a ovelhas, assim como os netineus e os filhos dos servos de Salomão, receberam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante. (Isaías 61:5) — w92 15/4, páginas 16-17.

“Todos” nem sempre significa literalmente “todos”

1 Crônicas 10:6: “Assim Saul e seus três filhos morreram, e todos os da sua casa morreram na mesma ocasião.”

Na realidade, sobrou o filho varão mais novo de Saul, chamado Is-Bosete:

2 Samuel 2:8: “Mas Abner, filho de Ner, chefe do exército de Saul, levou Is-Bosete, filho de Saul, a Maanaim, que fica do outro lado do rio.”

Veja outros exemplos bíblicos do relativismo existente no uso da palavra “todos”:

Juízes 20:1-3: “Portanto, todos os israelitas saíram desde Dã até Berseba, e da terra de Gileade, e toda a assembleia se reuniu de comum acordo diante de Jeová em Mispá. Assim, os chefes do povo e todas as tribos de Israel tomaram sua posição na congregação do povo de Deus, 400.000 soldados, armados com espadas. Os benjaminitas souberam que os homens de Israel haviam subido a Mispá.” (A nação inteira não se reuniu em Mispá. Como o próprio texto se autoexplica, foram guerreiros representantes das tribos israelitas que o fizeram.)

Josué 6:17: “A cidade e tudo o que há nela devem ser entregues à destruição, pois pertencem a Jeová. Somente Raabe, a prostituta, pode continuar a viver, ela e todos os que estiverem com ela na casa, pois ela escondeu os mensageiros que enviamos.” (Portanto, “tudo” não incluía Raabe e os da sua família.)

Essa verdade ajuda a esclarecer diversos textos de cunho doutrinal, envolvendo a divindade de Cristo e o destino do planeta Terra.

Por exemplo, o uso da palavra “todos” (“tudo” ou “todas as coisas”) em Colossenses 1:15-20, e é abordada neste site no artigo Jesus é o Criador ou um Ser criado? – Exame de Colossenses 1:15-20 neste site.

(Um artigo futuro considerará o uso da palavra “todos” sobre o destino do planeta Terra.)

Respeito pela santidade do sangue

1 Crônicas 11:17-19: “Davi expressou este desejo: ‘Quem me dera beber da água da cisterna que fica perto do portão de Belém!’ Então os três invadiram o acampamento dos filisteus, tiraram água da cisterna que fica perto do portão de Belém e a trouxeram a Davi. Mas Davi não quis bebê-la e a derramou para Jeová. Ele disse: ‘Em respeito ao meu Deus, eu jamais faria isso! Como eu poderia beber o sangue dos homens que arriscaram a vida? Pois eles arriscaram a vida para trazê-la.’ Assim, ele não quis bebê-la. Essas são as façanhas dos três guerreiros valentes de Davi.”

Os servos de Deus não inserem sangue em seus corpos porque o sangue representa a vida, algo que pertence a Deus. (Gênesis 9:3, 4; Levítico 17:9-15; Atos 15:28, 29) No caso em questão envolvendo Davi, a água, nas circunstâncias em que foi obtida, passou também a representar a vida daqueles que a  arriscaram para obtê-la.

Há os que argumentam que o sangue só representa a vida do animal porque este é abatido para ser consumido. No entanto, a água nesta circunstância representou a vida de humanos que não morreram, que não foram abatidos. Isso mostra que o sangue representa a vida independente de haver vítimas e independente de a vida pertencer a um animal ou a um humano.

Explicação das siglas usadas:

ACRF: Almeida Corrigida e Revisada Fiel.
ARA: Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
ASV: American Standard Version.
IBB: Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira.
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.
KJ: King James Version.
NAB: The New American Bible.
NVI: Nova Versão Internacional.
SBB: Sociedade Bíblica Britânica.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.


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