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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Echad e Yachid – o que realmente diz o hebraico em Deuteronômio 6:4 ? (Parte 2)


Fonte desta série de artigos: blog Tradução do Novo Mundo Defendida.



Isaías 45:18 diz: “Eu sou Jeová e NÃO HÁ OUTRO.” 1 Reis 8:60 diz que “Jeová é o verdadeiro Deus” e “NÃO HÁ OUTRO”. Em Isaías 46:9, Jeová, o Deus de Israel, diz sobre si que “nem há outro SEMELHANTE A MIM”. Tais textos descartam o fantasioso argumento dos que não conhecem nem hebraico nem as Escrituras.

Não se deve traduzir yachid como “um só”, mas, antes, como “único”; visto que, ao se dizer “Jeová nosso Deus”, já temos implícita a frase “um só”.

A palavra yachid é usada com referencia a Isaque, nas Escrituras. Contudo, mesmo sendo usado yachid no original hebraico, Isaque não era, absolutamente, o único. Abraão tinha outros filhos: Ismael, por exemplo. (Gênesis. 16:15) Ao avaliarmos o fato de Isaque ser chamado de ÚNICO, entendemos o porquê de a ideia de uma unidade absoluta não ser o conceito da palavra יָחִיד (yachid).

יָחִיד (yachid) contextualmente é usada nas Escrituras Sagradas como uma palavra que ressalta o indivíduo, não uma individualidade. Tanto que a Septuaginta, em Deuteronômio 6:4, traz a palavra εἷς (“um” masculino) como equivalente de “echad”.

Deuteronômio 17:6: “Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá”.

Pela boca de uma só testemunha ninguém deveria ser condenado. “Uma só” ali é אֶחָד (echad). Sem dúvida, essa única testemunha não é uma composição de várias testemunhas em uma só. Pelo contrário, a ideia do contraste numérico é evidente se lermos o texto com cuidado e sem ideias preconcebidas. No texto em questão, a palavra hebraica echad significa simplesmente “UM”. Vemos em Deuteronômio 6:4 um contraste entre a adoração verdadeira dos do antigo Israel e a quantidade de deuses que fazia parte do politeísmo pagão das nações circunvizinhas.  Claro que seria mesmo contrário ao bom senso informar que a pluralidade divina das nações pagãs era além de errada e um pecado e em seguida ensinar que aquele que inspirou isso é também um Deus pluralizado.

Concluímos, portanto, que o argumento da “unidade composta” ou pluralidade em um Deus, à base de echad e yachid é um argumento enganoso e sem lógica. Devemos atentar para o que o texto quer dizer em seu contexto. E, no caso de Deuteronômio 6:4, se considerarmos a nação rodeada por nações politeístas, Deus não daria a Israel uma informação que causasse mais confusão que esclarecimento. Deus não ordenaria aos israelitas que não cressem nos deuses das nações para revelar a si mesmo como sendo mais de um. Não há lógica nisso. É nítida a ideia do contraste entre a quantidade de entes “divinos” das nações pagãs e o um e único Deus de Israel. O Salmo 83:18, escrito sob inspiração de Deus, reza:

“Para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.”

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org



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