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quarta-feira, 30 de março de 2016

Qual é a relação entre os 144.000 e os 24 anciãos de Apocalipse?


Fonte da ilustração: 
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20060715/reino-de-deus-e-superior/


Os 144.000 de Apocalipse 14:1-5 são os que reinarão com Cristo no céu. O raciocínio abaixo comprova isso:

Apocalipse 14:3: “[Os 144.000 do versículo 1] estavam cantando o que parecia ser um novo cântico, diante do trono e diante das quatro criaturas viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender esse cântico, exceto os 144.000 que foram comprados da terra.”

Visto que somente os 144.000 sabem cantar o “novo cântico”, são eles os que são retratados em Apocalipse 5:9, 10:

E cantam um novo cântico: ‘O senhor é digno de pegar o rolo e de abrir os seus selos, pois foi morto e com o seu sangue comprou pessoas para Deus, de toda tribo, língua, povo e nação, e fez deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra.”

Somente os 144.000 sabem o cântico no sentido de serem os únicos a passar pela experiência das palavras desse “novo cântico”.

Eles também são retratados como sendo “24 anciãos”:

Apocalipse 4:4: “Ao redor do trono havia 24 tronos, e nesses tronos eu vi 24 anciãos sentados, usando vestes brancas e, na cabeça, coroas de ouro.”

Visto que possuem “coroas” na cabeça, são reis. Como estão no céu, na presença de Deus, só podem ser os 144.000 que reinarão com Cristo.

Por que são representados como anciãos?

No antigo Israel, os “anciãos de Israel” representavam a nação inteira e falavam por ela.

Êxodo 3:16, 18: “Agora vá, reúna os anciãos de Israel e diga-lhes: ‘Jeová, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: “Certamente tenho observado vocês e o que estão fazendo com vocês no Egito.”’”

Êxodo 19:7: “Moisés foi então convocar os anciãos do povo, e lhes comunicou todas essas palavras que Jeová lhe havia ordenado.

Similarmente, os “vinte e quatro anciãos” representam o corpo inteiro dos 144.000 israelitas espirituais, reis-sacerdotes celestiais.

O número 24 é explicado pelo fato de Davi ter organizado 24 divisões sacerdotais no antigo Israel. (1 Crônicas 24:5-19) Os que reinarão com Cristo serão também sacerdotes:

1 Pedro 2:9: “Mas vocês são ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulguem as qualidades excelentes’ Daquele que os chamou da escuridão para a Sua maravilhosa luz.

Mas, todo esse entendimento gera um aparente problema:

Como é possível que os 144.000 cantem diante destes anciãos, visto que constituem a mesma classe vista de ângulos diferentes?

O primeiro versículo do livro de Apocalipse fornece a chave para o seu entendimento:

Apocalipse 1:1: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que têm de ocorrer em breve. Ele enviou o seu anjo e, por meio dele, a apresentou em sinais ao seu escravo João.”

Portanto, Apocalipse foi apresentado em “sinais”, ou símbolos.

É possível que o mesmo ser, ou personagem, seja retratado no mesmo quadro por dois símbolos diferentes.

Vejamos um exemplo disso pelo que era realizado no Dia da Expiação:

Levítico 16: 7 “Ele [o sumo sacerdote] pegará então os dois bodes e os fará ficar perante Jeová, à entrada da tenda de reunião. Arão lançará sortes sobre os dois bodes, uma sorte para Jeová e a outra sorte para Azazel. Arão apresentará o bode que for designado por sorte para Jeová e fará dele uma oferta pelo pecado. Mas o bode designado por sorte para Azazel deve ser trazido vivo perante Jeová para se fazer expiação sobre ele, a fim de que possa ser enviado ao deserto, para Azazel.”

Sobre esse ritual, a obra Estudo Perspicaz das Escrituras comenta o seguinte:

Azazel [Bode Que Desaparece].
Dois bodes (cabritinhos) eram obtidos da assembleia dos filhos de Israel pelo sumo sacerdote para uso no anual Dia da Expiação.
[…]
Depois de sacrificar o bode para Jeová, o sumo sacerdote punha as mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessava os pecados do povo sobre ele. Este bode era então mandado embora, sendo levado ao ermo por “um homem preparado”. (Le 16:20-22) Deste modo, o bode para Azazel simbolicamente levava embora os pecados do povo, do ano que passou, desaparecendo com eles no ermo.
Os dois bodes eram classificados como uma só oferta pelo pecado. (Le 16:5)
[…]
Conforme explicou o apóstolo Paulo, por Jesus oferecer a sua própria vida humana perfeita pelos pecados da humanidade, ele realizou muito mais do que se conseguira com “o sangue de touros e de bodes”. (He 10:4, 11, 12) Ele serviu assim de “bode expiatório”, carregando “as nossas doenças”, “sendo traspassado pela nossa transgressão”. (Is 53:4, 5; Mt 8:17; 1Pe 2:24) Ele “carregou” os pecados de todos os que exercem fé no valor do seu sacrifício. Demonstrou a provisão de Deus, de acabar completamente com a pecaminosidade. – it-1, pp. 283-284, verbete “Azazel”.

Cristo teria tanto que morrer como sacrifício pelos pecados da humanidade como também ‘levar embora’ tais pecados. Isaías 53:4, 5 descreve esses dois atos:

Na verdade, ele mesmo carregou as nossas doenças e levou sobre si as nossas dores [como o bode para Azazel]. Mas nós o considerávamos afligido, golpeado por Deus e atribulado. No entanto, ele foi traspassado pelas nossas transgressões [como o bode sacrificado], foi esmagado pelos nossos erros. Ele sofreu punição para que tivéssemos paz; e, por causa das suas feridas, fomos curados.”

Não seria possível retratar as duas coisas com apenas um bode. Seriam necessários dois deles: um para ser sacrificado e outro para simbolicamente levar embora os pecados do povo.

Isso comprova que um mesmo personagem pode ser descrito por dois símbolos dentro do mesmo quadro representativo.

E foi o que ocorreu com a classe celestial: visto que atuarão tanto como reis e sacerdotes, eles foram retratados como 144.000 e também como 24 anciãos. E a ocorrência no mesmo quadro simbólico mostra que sua atuação nas duas funções será simultânea, no Reinado Milenar de Cristo.

Apocalipse 20:6:    “Feliz e santo é todo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre eles a segunda morte não tem autoridade, mas serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.”

Veja também a revista A Sentinela de 15 de setembro de 1973, p. 575, seção Perguntas dos Leitores.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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segunda-feira, 28 de março de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado



Prezados leitores deste site:


É com imenso prazer que anuncio a publicação de um estudo que reúne os quatro evangelhos em um texto único, que procura incluir todos os detalhes de cada evangelista. Esse estudo, fruto de árdua pesquisa e de cuidadosa comparação dos Evangelhos, contém a vida de Jesus em ordem cronológica. Além disso, apresenta informações adicionais sobre o relato em notas de rodapé.

Obviamente, tal estudo não substitui a leitura e o estudo de cada um dos quatro Evangelhos. Ao invés disso, apenas serve de ajuda didática para o leitor, permitindo-lhe, em apenas uma leitura, observar detalhes de todos os Evangelhos que descrevem o mesmo relato.

Este estudo será apresentado neste site em artigos semanais, todos os domingos, de modo a permitir que o leitor possa iniciar sua semana meditando na vida e no ministério de nosso Senhor Jesus Cristo.  

O primeiro artigo será postado no site no próximo domingo, dia 2 de abril de 2016.

Devido a isso, os artigos semanais relacionados a doutrinas serão postados nas quartas-feiras.

Certamente, o estudo da vida e da obra do Filho de Deus é o melhor modo de conhecer seu Pai, o nosso majestoso Deus e Criador, Jeová. Pois a Bíblia diz a respeito do Filho, Jesus Cristo: “Ele é o reflexo da glória de Deus e a representação exata do seu ser.” – Hebreus 1:3.

Assim, meu sincero desejo é que esse estudo possa servir de ajuda ao leitor no sentido de que o aproxime mais da pessoa de Deus, por meio de Cristo.


Atenciosamente,

O apologista da verdade.

sábado, 26 de março de 2016

Jeremias 23:24 prova a pessoalidade do espírito santo?

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20141115/agora-povo-de-deus/


Oi, Apologista! Em uma palestra que tive com um trinitário, ele usou o seguinte argumento: citou Jeremias 23:24b, onde diz que Jeová ENCHE. Ele perguntou se o fato de ele encher atentava contra sua personalidade. Esse raciocínio trinitário tem como objetivo personificar o espírito santo.

Resposta do apologista:

Os textos das referências marginais de Jeremias 23:24 usadas na Tradução do Novo Mundo são estes:

Para onde eu iria, para escapar do teu espírito, e para onde eu fugiria da tua face?” – Salmo 139:7.

 “Assim diz Jeová:’Os céus são o meu trono, e a terra é o apoio para os meus pés. Então, que casa vocês poderiam construir para mim, e onde seria o meu lugar de descanso?” – Isaías 66:1.

Então, parece que a ideia de Jeremias 23:24 é a de que a dimensão de Jeová (de seu corpo)  é tão grande, que tal dimensão enche (preenche) o inteiro espaço físico do Universo.

Como disse Salomão: "Eis que os próprios céus, sim, o céu dos céus, não te podem conter." – 1 Reis 8:27.

Mas o texto de Jeremias 23:24 NÃO DIZ que Jeová enche algo sólido, como é o caso do espírito santo, que enche pessoas – várias delas – ao mesmo tempo. (Atos 1:15; 2:4) Ou seja, um ser espiritual pode preencher um espaço vazio, mantendo seu corpo espiritual. Mas o espírito santo – uma energia – não tem definição corporal e preenche espaços cheios.

Espero que esses comentários sejam de ajuda.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



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sexta-feira, 18 de março de 2016

Comentários de trinitaristas acerca da Trindade (Parte final)

Fonte da ilustração: 
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/wp20091101/mito-deus-e-uma-trindade/


A Trindade e a mente humana

Como vimos no artigo anterior, na saída pela tangente do “mistério”, alguns trinitaristas fazem afirmações sobre Deus que beiram à blasfêmia! Primeiro, afirmar que Deus discorda da lógica humana é se colocar totalmente contra o texto de Romanos 12:1: “Portanto, eu lhes suplico, irmãos, pelas compaixões de Deus, que apresentem o seu corpo como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, prestando assim um serviço sagrado com a sua faculdade de raciocínio.” A Almeida Corrigida e Revisada Fiel traduz por “culto racional”.

Só é possível realizar um “culto racional” se a capacidade humana puder entender Deus. Em conformidade com isso, o próprio Jesus Cristo declarou:

Isto significa vida eterna: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo.

O problema para os trinitaristas é que conhecer o “único Deus verdadeiro” derruba a doutrina da Trindade, pois destrói a fórmula trinitária. O texto de João 17:3 é cristalino em mostrar que somente o Pai é o “único Deus verdadeiro”. O Filho é colocado com seu ‘enviado’, e o “Espírito Santo” nem é mencionado.

Um trinitário declarou: ‘As palavras de Jesus são incompreensivas até para doutores. Lemos em João 3:10-12 (ACRF): “Jesus respondeu [a Nicodemos, membro do Sinédrio, o Supremo Tribunal judaico], e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” Você acha que a identidade de Deus é limitada ao conhecimento humano?’

Esse argumento é conveniente aos defensores da Trindade, pois essa doutrina sem lógica realmente impede que se conheça a identidade de Deus.

Mas, o que esse argumento trinitarista deixa de lado é que os membros do Sinédrio não conseguiam entender assuntos espirituais porque, como Jesus explicou nessa passagem, eles não acreditavam em Jesus e não o aceitavam. (João 3:11, 12) Por isso Jesus disse aos que o aceitavam e criam nele: “A vocês é concedido entender os segredos sagrados do Reino dos céus, mas a eles não é concedido.” – Mateus 13:11.

O problema é que a teoria do “mistério” impede as pessoas de conhecer o “único Deus verdadeiro” – o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Analogia da tricotomia

Um trinitário afirmou: ‘Deus nos fez semelhantes a Ele. Nós temos corpo, alma e espírito (na visão cristã). Porém, espírito, alma e corpo são distintos, mas formam um único ser humano. Assim é o Deus que nos fez semelhantes a Ele.’

Mas, assim como outras analogias para tentar explicar a Trindade, esta também não colhe. Na Trindade, as alegadas três Pessoas não são somente distintas entre si, mas também conseguem existir separadamente, o que não acontece com corpo, alma e espírito.  Tiago 2:26 declara: “O corpo sem espírito está morto.” E o Salmo 146:4 afirma: “Seu espírito sai, e eles voltam ao solo; nesse mesmo dia os seus pensamentos se acabam.”

Além disso, corpo, alma e espírito formam uma pessoa, ao passo que, na Trindade, são três pessoas. Mais uma tentativa frustrada de tentar explicar o inexplicável.

Mas, lembre-se: se Deus fosse inexplicável, seria impossível conhecê-lo e, por consequência, seria impossível ter a vida eterna, conforme as palavras de Jesus em João 17:3.

E o uso de matemática e analogias para tentar explicar a Trindade contraria a teoria do “mistério”, de que lógica humana, ou raciocínios ou formulas matemáticas não podem explicar a Deus.

Pode-se ver, a partir daí, que os trinitaristas são bastante heterogêneos e contraditórios.

A Trindade e João 17:3

Observe o seguinte comentário de um trinitarista: ‘Quanto a João 17:3, ali o conhecimento é na verdade um reconhecimento de que não existe nenhuma divindade verdadeira igual ou menor que o Pai, além dele mesmo.’

Se a doutrina trinitária fosse verdadeira, a afirmação deveria ser de que ‘não existe nenhuma divindade verdadeira igual ou menor que a Trindade’. Mas essa afirmação colidiria com João 17:3, que afirma que somente o Pai é o “único Deus verdadeiro”. E a afirmação acima, do referido trinitarista, é uma clara admissão de que somente o Pai é Deus num sentido absoluto, pois a expressão “único Deus verdadeiro” não é usada para o Filho e nem para o “Espírito Santo”. Como o texto bíblico torna claríssimo – e o citado trinitarista admitiu – somente um Ser, apenas uma Pessoa é descrita na expressão “único Deus verdadeiro”. Assim, a Trindade caiu por terra!



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



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sexta-feira, 11 de março de 2016

Comentários de trinitaristas acerca da Trindade (Parte 2)

Fonte da ilustração: 
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/g201308/trindade/


Argumento do “mistério”

É notório que, quando os trinitaristas não conseguem explicar a sua doutrina, apelem para o argumento de que a Trindade é um “mistério”.

Observe as tentativas de fundamentar a teoria do “mistério”:

Um trinitarista afirmou: “Direi o meu ponto de vista comum entre nós crentes: ‘Independente da forma que a Bíblia nos apresente Deus, eu aceitarei, pois, independente da Bíblia discordar da lógica humana, raciocínios ou fórmulas matemáticas, para nós, sempre irá prevalecer a palavra de Deus.’ Por que você acha que a Bíblia diz que sem FÉ é impossível o homem se aproximar de Deus? Resposta: Por que ele é o Deus que transcende TODO o raciocínio humano e limitado! Deus fez milhares de coisas contrárias à matemática e à lógica. Exemplos: (1) Uma virgem ter um Filho sem espermatozoide humano (contrariando a ciência); (2) cinco pães e dois peixinhos alimentando mais de 5 mil pessoas (contrariando a matemática); (3) Um mar se abrindo e um povo passando a pé enxuto (contrário a natureza) etc, etc, etc.”

A Trindade e a ciência

A afirmação do referido trinitarista de que “Deus fez milhares de coisas contrárias à matemática e à lógica” também não procede. Isso tornaria Deus um Ser contraditório: uma vez que ele criou a matemática e a lógica, porque iria atuar contra elas?

Os exemplos que o trinitário citou – o nascimento virginal, a multiplicação dos pães e peixes e a abertura do Mar Vermelho não contrariam de forma alguma a ciência, a matemática e a natureza. Afinal, como já foi declarado, Deus não é contraditório.

Na realidade, os milagres envolvem uma interrupção da ordem natural, mas não uma violação das leis naturais. Para ilustrar isso: em 1994 dois físicos da Universidade de Tóquio pegaram um tubo horizontal com água pela metade e aplicaram um campo magnético extremamente forte neste tubo. A revista New Scientist publicou que a água foi forçada para as extremidades do tubo, foi para o canto do tubo, deixando seca a parte do meio. O fenômeno acontece porque a água é ligeiramente diamagnética, ou seja, um ímã a repele.

O confirmado fenômeno de a água deslocar-se de onde um campo magnético é muito forte para onde ele é mais fraco foi apelidado de “Efeito Moisés”. A New Scientist observou que é possível deslocar uma grande quantidade de água — se houver um ímã suficientemente grande. Isto por certo é uma interrupção da ordem natural, pois o natural é que a água continue repousando sobre o seu leito, mas não é uma violação das leis naturais, pois as próprias leis naturais foram usadas para provocar essa alteração. Não sabemos que processo Deus usou quando partiu o mar Vermelho para os israelitas. Mas o Criador conhece nos mínimos detalhes todas as leis da natureza. Ele poderia facilmente controlar certos aspectos de uma lei empregando outra lei dentre as que ele criou. (Fonte: livro “Existe um Criador Que Se Importa com Você?”, 2011, publicado pelas Testemunhas de Jeová.)



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sexta-feira, 4 de março de 2016

Comentários de trinitaristas acerca da Trindade (Parte 1)

Fonte da ilustração: www.jw.org

Esta série de artigos traz a lume diversos conceitos e argumentos de diversos trinitaristas sobre a doutrina da Trindade.

O objetivo é demonstrar ao leitor que a doutrina da Trindade não é uniforme entre os seus apoiadores: cada defensor tem um conceito diferente sobre ela, que foge ao credo oficial dela.

Isso explica – e justifica – porque unitários como as Testemunhas de Jeová muitas vezes usam argumentos que não focam o conceito oficial da doutrina trinitarista, mas os conceitos paralelos que muitos defensores da Trindade mantêm.

Observe, portanto, como certos trinitaristas conceituam a doutrina da Trindade à luz dos  temas abaixo.

Jeová é Jesus?

Fonte: http://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20150415/sua-relacao-com-jeova-e-real/

Comecemos por analisar o seguinte comentário de um trinitarista:

“Vocês acham que nós pregamos que Jesus e Jeová são a mesma pessoa, mas isso é uma mentira inventada. … Nós, crentes, cremos que o Pai e o Filho são pessoas DISTINTAS.”

Esse trinitarista segue o credo oficial da Trindade no quesito da distinção entre o Pai e o Filho. Mas, diferente da universalidade dos trinitaristas, ele afirma que Jeová e Jesus Cristo não são os mesmos.


O “Espírito Santo” é Deus?

Fonte:http://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/historias-biblicas/6/joao-batiza-jesus/

O Credo Atanasiano, que contém a crença oficial da Trindade, afirma que sim. Mesmo assim, isso não é ponto pacífico entre os defensores da Trindade.

Por exemplo, no livro “Pneumatologia - doutrina do Espírito Santo” (página 28, Curso de Teologia pelo Instituto Alpha), a Assembleia de Deus declara:



Devo orar ao Espírito Santo? Devo ou posso adorá-lo?
1.  A. Resposta:
Por mais estranho que possa parecer, e por mais que muitas tendências atuais concordem com isso, a resposta é não.
Simplesmente porque não podemos ir contra os ensinos que a Bíblia nos recomenda.
[…]
c. Devemos adorar somente a Deus.

Mas, perguntamos: o “Espírito Santo” não é Deus?

A Trindade e a matemática


A doutrina causa embaraço a seus defensores porque afirma (1) que as supostas três Pessoas – Pai, Filho e “Espírito Santo” – constituem um só Deus; e, ao mesmo tempo, (2) que cada um deles é inteiramente Deus.

Para que a primeira afirmação seja verdadeira, cada Pessoa teria de ser um terço de Deus. A segunda afirmação contradiz esse pressuposto, quando afirma que cada Pessoa é 100 por cento Deus.

Para tentar explicar essa incoerência, certos trinitários usam a conta de que 1x1x1 é igual a 1. Contudo, não param para raciocinar que, nessa conta, todos os números "1" multiplicados não passam do mesmo número "1"! Porém, na visão da Trindade não se está falando sempre da mesma pessoa, mas de TRÊS pessoas distintas.  A conta seria, portanto, de adição, e não de multiplicação. E, na adição, teríamos três deuses, e não um só.

Trata-se de uma doutrina indefensável a qual todas as analogias, contas e ilustrações não conseguem explicar. Quando percebem ser impossível usar a lógica para explicar a Trindade, recorrem ao argumento do “mistério”, como veremos no próximo artigo.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.




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