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quarta-feira, 27 de abril de 2016

A expressão “Deus Poderoso” prova que Jesus é Jeová?



Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20121215/residentes-temporarios-unidos-na-adoracao-verdadeira/

Na tentativa de identifica Jeová com Jesus Cristo, os trinitários procuram associar expressões semelhantes usadas para com ambos como alegada prova de que os dois são o mesmo ser.[1]
Um dos exemplos dessa tentativa é a expressão “Deus Poderoso” (Hebraico: El Gibor; “Deus forte”, Almeida Revista e Corrigida), usada tanto para Jeová como para Jesus Cristo. Veja os textos abaixo:
Uso da expressão para Jesus Cristo:
Isaías 9:6: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; e o reinado estará sobre os seus ombros. Ele receberá o nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.
Uso da expressão para Jeová Deus:
Isaías 10:21: “Apenas um restante voltará, o restante de Jacó, ao Deus Poderoso.”
Jeremias 32:18: “Aquele que demonstra amor leal a milhares, mas traz a retribuição dos erros dos pais sobre os filhos. Tu és o verdadeiro Deus, o Grande e Poderoso, cujo nome é Jeová dos exércitos.
Com base nos textos acima, os trinitaristas afirmam que Jeová e Jesus Cristo são o mesmo ser. Mas, será que o uso bíblico dessa expressão para ambos prova mesmo que sejam o mesmo ser?

Uma mesma expressão não pode ser aplicada a pessoas diferentes?
1.  O termo “apóstolo” foi aplicado tanto a cada um dos 12 discípulos escolhidos por Cristo como ao próprio Jesus:
 Marcos 3:14: “Formou então um grupo de 12, a quem deu o nome de apóstolos, aqueles que o acompanhariam e que ele enviaria para pregar.”
 Hebreus 3:1: “Portanto, santos irmãos, articipantes da chamada celestial, considerem aquele que reconhecemos como apóstolo … — Jesus.

2.  O termo “sumo sacerdote” foi aplicado a Arão e a seus descendentes, mas também a Jesus Cristo:
Hebreus 3:1: “Portanto, santos irmãos, participantes da chamada celestial, considerem aquele que reconhecemos como apóstolo e sumo sacerdote — Jesus.
2 Reis 22:4:  “Vá a Hilquias, o sumo sacerdote, e que ele recolha todo o dinheiro trazido à casa de Jeová, que os porteiros recolheram do povo.
Neemias 3:1: “Eliasibe, o sumo sacerdote, e seus irmãos, os sacerdotes, começaram a reconstruir o Portão das Ovelhas. Eles o santificaram e colocaram suas portas; santificaram o trecho até a Torre de Meá e até a Torre de Hananel.
Ageu 1:12: “O sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque.”

3.  Tanto Jesus como seus discípulos foram chamados de “a luz do mundo”:
Mateus 5:14: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.
João 8:12: “Então Jesus se dirigiu novamente a eles e disse: ‘Eu sou a luz do mundo. Quem me segue de modo algum andará na escuridão, mas terá a luz da vida.’” 

Portanto, a princípio já podemos afirmar com fundamentação bíblica que o fato de a Bíblia usar a mesma expressão ou termo para com personagens distintos não faz com que eles sejam a mesma pessoa, ou o mesmo ser.

A expressão “Deus Poderoso” não prova que Jeová e Jesus Cristo sejam o mesmo ser

O título “Deus”, num sentido positivo, além de identificar o Criador, Jeová Deus, foi usado para Jesus, para os anjos, e para Moisés.
 Salmo 8:5: “Tu o fizeste um pouco menor que os seres divinos, [Ou: “os anjos”, nota] e o coroaste de glória e esplendor.
 Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e de honra o coroaste. Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira.

“Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. Nova Versão Internacional.

“Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

Êxodo 4:16: “E ele [Arão] falará por ti ao povo; e acontecerá que ele [Arão] te será por boca, e tu [Moisés] lhe serás por Deus.ACRF.

Êxodo 7:1: Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta. IBB.

Obviamente, nem Moisés nem os anjos podem ser identificados com Jeová, nem podemos reputar a eles qualquer coigualdade com Jeová. São chamados de “Deus”, ou Elohim, por serem representantes de Deus, por terem recebido poder e autoridade da parte de Deus e, no caso dos anjos, por possuírem natureza divina. Jesus Cristo é o maior representante de Deus e possui natureza divina. Por isso, ele pode, com muito mais propriedade, ser chamado de Deus na Bíblia, SEM SER, CONTUDO, o Deus Criador e Todo-Poderoso, Jeová.[2]
Além de tudo isso, somente Jeová é chamado de “Deus TODO-PODEROSO” (Hebraico: El Shadday). – Gênesis 17:1.

Mas por que ambos são chamados de “Deus Poderoso”?
Um exemplo bíblico poderá ajudar a entendermos isso. No tabernáculo construído no deserto pelos israelitas às ordens de Jeová, havia dois compartimentos interiores – o “Santo” e o “Santíssimo”:
Hebreus 9:3, 4, 6, 7: “Pois construiu-se um primeiro compartimento de tenda, em que havia o candelabro, a mesa e os pães da apresentação; esse é chamado Lugar Santo. Mas atrás da segunda cortina havia o compartimento de tenda chamado Santíssimo. Estando essas coisas construídas desse modo, os sacerdotes entram regularmente no primeiro compartimento da tenda para realizar os serviços sagrados; mas no segundo compartimento [o Santíssimo] só o sumo sacerdote entra, uma vez por ano, não sem levar sangue, que ele oferece por si mesmo e pelos pecados que o povo cometeu em ignorância.
 Um fator interessante é que o Santíssimo foi chamado de “lugar santo”:
 Hebreus 9:24, 25: “Pois Cristo não entrou num lugar santo feito por mãos humanas, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, de modo que agora comparece perante Deus em nosso favor. O objetivo não era que ele se oferecesse muitas vezes, como o sumo sacerdote entra de ano em ano no lugar santo com sangue que não é o seu próprio.
Será que o fato de tanto o “Santo” como o “Santíssimo” terem sido chamados de “lugar santo” prova que ambos eram um só lugar – que eram o mesmo compartimento? Obviamente que não.
Então, por que o escritor de Hebreus chama o Santíssimo de “lugar santo”?
Embora possa parecer algo enigmático, é simples de se explicar. Santíssimo significa “muito santo”, “extremamente santo”. Gramaticalmente, “santíssimo” é superlativo absoluto sintético de “santo” (santo + íssimo). Assim, santíssimo engloba a ideia de santo. Um lugar santíssimo é, primeiramente, um lugar santo. O contrário não é verdadeiro: um lugar santo não é, necessariamente, santíssimo.
No caso de Jeová ser chamado de “Deus Poderoso”: ele pode assim ser chamado; pois, sendo o “Deus TODO-PODEROSO”, ele é, a princípio, “Poderoso”, pois a palavra “Todo-Poderoso” engloba a palavra “Poderoso”. O contrário não é, necessariamente, verdadeiro: alguém “poderoso” não é, em si mesmo, Todo-Poderoso. É o caso do Filho de Deus, o nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é um “Deus Poderoso”, mas não é o “Deus Todo-Poderoso”, Jeová.


Veja também o artigo: 

[1] Para comprovar que essa regra não tem respaldo bíblico, veja o artigo neste site “Duas regras – uma falsa e uma verdadeira”.
[2] Veja o artigo Destaques da Leitura da Bíblia: 2 Crônicas 6-9”, no subtópico “O conceito de divindade na Bíblia”. 



A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 24 de abril de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 4)

Fonte da ilustração:
http://olharvirtual.blogspot.com.br/2007/12/fuga-para-o-egito-em-dois-tempos.html

Fuga para o Egito
(Mateus 2:13-23; Lucas 2:39, 40)
13 Depois de eles se terem retirado, eis que o anjo de Jeová apareceu a José num sonho, dizendo: “Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, foge para o Egito e fica ali até eu te avisar; porque Herodes está prestes a procurar a criancinha para destruí-la.” 14 Levantou-se, pois, e tomou de noite a criancinha e sua mãe, e retirou-se para o Egito, 15 e lá ficou até o falecimento de Herodes, para que se cumprisse o que fora falado por Jeová por intermédio do seu profeta, dizendo: “Do Egito chamei o meu filho.”[1]
16 Herodes, vendo então que tinha sido logrado pelos astrólogos, foi tomado de grande fúria e mandou eliminar todos os meninos em Belém e em todos os seus distritos, de dois anos de idade para baixo, segundo o tempo que tinha cuidadosamente averiguado dos astrólogos. 17 Cumpriu-se assim o que fora falado por intermédio de Jeremias, o profeta, dizendo: 18 “Ouviu-se uma voz em Ramá[2], choro e muito lamento; era Raquel[3] chorando por seus filhos, não querendo ser consolada, porque eles já não existem.”[4]
19 Tendo Herodes falecido,[5] eis que o anjo de Jeová apareceu a José num sonho, no Egito, 20 e disse: “Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já morreram os que buscavam a alma da criancinha.” 21 Então ele se levantou, tomou a criancinha e sua mãe, e entrou na terra de Israel. 22 Mas, ouvindo que Arquelau[6] reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes, ficou com medo de partir para lá. Além disso, recebendo em sonho um aviso divino, retirou-se para o território da Galileia 23 e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora falado por intermédio dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.”[7]
(Lucas 2:39, 40) 39 Tendo assim executado todas as coisas segundo a lei de Jeová, voltaram à Galileia, à sua própria cidade de Nazaré. 40 E o menino continuava a crescer e a ficar forte, estando cheio de sabedoria, e o favor de Deus continuava com ele.

Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102014613 

Jesus interroga os instrutores (12 EC, Páscoa)
(Lucas 2:41-52)
41 Ora, de ano em ano, seus pais costumavam ir a Jerusalém para a festividade da páscoa. 42 E quando ele atingiu os doze anos de idade, subiram segundo o costume da festividade 43 e completaram os dias. Mas, ao voltarem, o menino Jesus permaneceu em Jerusalém e seus pais não notaram isso. 44 Presumindo que ele estivesse na companhia dos que viajavam juntos, cobriram a distância de um dia e então começaram a ir em busca dele entre os parentes e conhecidos. 45 Mas, não o encontrando, voltaram a Jerusalém, indo diligentemente à procura dele. 46 Bem, depois de três dias, acharam-no no templo, sentado no meio dos instrutores, e escutando-os e interrogando-os. 47 Mas, todos os que o escutavam ficavam constantemente pasmados com o seu entendimento e suas respostas. 48 Ora, quando o viram, ficaram assombrados, e sua mãe disse-lhe: “Filho, por que nos tratas deste modo? Eis que teu pai e eu, em aflição mental, estivemos à tua procura.” 49 Mas ele lhes disse: “Por que tivestes de ir à minha procura? Não sabíeis que eu tenho de estar na [casa] de meu Pai?” 50 No entanto, não compreenderam a declaração que lhes fizera.
51 E ele desceu com eles e chegou a Nazaré, e continuou a estar-lhes sujeito. Sua mãe, também, guardava cuidadosamente todas essas declarações no coração. 52 E Jesus progredia em sabedoria e em desenvolvimento físico, e no favor de Deus e dos homens.


Explicação das siglas usadas:

AEC: Antes de nossa Era Comum.
EC: Era Comum
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.

Notas:

[1] Oseias 11:1.
[2] [Altura]. Cidade do território de Benjamim, situada sobre uma elevação, a uns 8 km ao N de Jerusalém. – It-3, p. 375.
[3] [Ovelha; Cordeira]. – It-3, p. 379.
[4] Jeremias 31:15.
[5] Herodes, possivelmente por levar uma vida licenciosa, por fim padeceu de uma doença repugnante, acompanhada por febre. O historiador judeu Josefo disse que, nos seus últimos dias, ele “sofria horríveis tormentos”. Josefo descreveu assim sua doença: “Ele tinha uma terrível ânsia de se coçar, uma coceira intolerável em toda a pele, contínuas dores nos intestinos, [pois] seus intestinos estavam ulcerados, tumores nos pés, como na hidropisia, inflamação do abdome e gangrena nos órgãos genitais, resultando em vermes, além de asma, com grande dificuldade de respiração, e convulsões em todos os membros”. – It-2, p. 320; w92 15/9 p. 6.
[6] [Governante do Povo]. Filho de Herodes, o Grande, com sua quarta esposa, Maltace. Augusto fez dele um etnarca, um príncipe tributário de categoria superior a um tetrarca. Mateus, porém, refere-se corretamente a ele como ‘reinando’, pois o exército local o havia previamente proclamado rei. Arquelau era um governante cruel e muitíssimo impopular entre os judeus. Foi banido no nono ou no décimo ano de seu reinado. A Judeia, depois disso, ficou sob governadores romanos. – It-1, p. 195.
[7] “Nazareno.” J17,18,22(hebr.): Nots·rí. Gr.: Na·zo·raí·os; provavelmente derivado do hebr. né·tser, significando “rebentão”, portanto, figurativamente “prole; descendente”. Veja Isa. 11:1 e n.: “rebentão”. – NM, nota.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Não existe ligação entre João 8:58 e Êxodo 3:14 – Parte 3

Fonte da foto: 
http://www.bibliacatolica.com.br/septuaginta/exodo/3/


Contribuído por: A Serviço do Reino.

Será que a tradução da Septuaginta apoia a ligação entre os dois versos?

A Septuaginta foi uma tradução do Velho Testamento em hebraico para o idioma grego.  Como ela verteu a passagem de Êxodo 3:14? A expressão hebraica “Ehye asher ehye” (Eu Serei o que Serei) de Êxodo 3:14 foi traduzida em grego na Septuaginta  por:  ἐγώ εἰμί ὁ ὤν (Ego Eimi Ho On). Em português essa expressão seria algo próximo de  "Eu sou (ego eimi) aquele que é (Ho On)".

O texto todo de Êxodo 3:14, segundo a Septuaginta é assim: 

“E disse Deus a Moisés:  Egō eimi ho ōn (Eu sou aquele que é). Assim dirás aos filhos de Israel: Ho ōn apestalken me pros hymas (Aquele que é me enviou a vós).”

Então. meu caro leitor, seja sincero e responda: Deus disse para Moisés que ela era o "Eu Sou" (ego eimi) ou ele disse que ele era "Aquele que é" (Ho on)? Perceba que Deus responde: Ho ōn apestalken me pros hymas (Aquele que é me enviou a vós). Deus não diz “Eu sou o egō eimi”. Antes, Deus diz “Eu sou ho ōn”.

No grego da Septuaginta está escrito egō eimi ho ōn (“Eu sou Aquele que é/o Ser”) e não egō eimi ho egō eimi (“Eu sou o Eu Sou”).

Ou seja, o verso tem a expressão "Eu sou", mas ela não identifica o nome de Deus. A expressão só é usada para Deus complementar dizendo que era HO ON (Aquele que é). Deus diz que é Ho on, não que ele é "Ego eimi".

O que podemos concluir depois dessa análise?

Nós vimos em todo o nosso estudo que:

1) Em João 8:58 Jesus não respondeu com um nome “Eu Sou”, mas sim respondeu sobre sua idade afirmando que já existia antes de Abraão viver.

2) Vimos que a expressão correta em Êxodo 3:14 é “Eu Serei o que Serei”, não “Eu sou o que sou”.

3) Vimos que, embora a Septuaginta tenha mudado a expressão hebraica no imperfeito que se refere ao futuro para o tempo presente no idioma grego – “Ego Eimi Ho On”, mesmo assim Deus não se denomina Ego Eimi (Eu Sou); ele se define com “HO ON” ou “Aquele que é”.

Conclusão: A interpretação trinitária a respeito desses textos não segue as referências que o contexto imediato nos dá, muito menos segue a tradução correta dos textos dos idiomas originais. É sobre essa base frágil que se sustenta a maioria dos argumentos em favor da Trindade. O que acha disso?


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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