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terça-feira, 31 de maio de 2016

“Deus unigênito” em João 1:18 – um dilema para os trinitaristas! (Parte 4)


Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/en/publications/magazines/ws20120915/peace-for-a-thousand-years/ 


Genes – derivado de genos ou de gennáo?

Os trinitaristas atuais tendem a afirmar que em monogenés o elemento de composição genes não é derivado de gennáo (“gerar”) e sim de genos (“raça”).

Visando demonstrar que isso não é verdade, Harris alista, a partir da página 192, todos os versos que contêm a palavra genos como registrado no “Novo Testamento” citando a King James Version:

“Mais uma vez, o reino dos céus é semelhante a uma rede que, lançada para o mar, apanha toda espécie (genos).” – Mateus 13:47.

“A mulher era grega, uma siro-fenícia de nação (genos) e rogava-lhe que ele expulsasse o demônio de sua filha.” – Marcos 7:26.

“E disse-lhes: Esta casta (genos) não pode sair com nada, mas por oração e jejum.” – Marcos 9:29.

“E Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre, e todos quantos eram da linhagem (genos) do sumo sacerdote, estavam reunidos juntos em Jerusalém.” – Atos 4: 6.

“E José, a quem os apóstolos chamavam Barnabé (que é, sendo interpretado, filho de consolação), levita, do país (genos) de Chipre.” – Atos 4:36.

“E na segunda vez foi José conhecido por seus irmãos; e afins [a família] (genos) de José foi dado a conhecer a Faraó.” – Atos 7:13.

“Usando esse de astúcia contra a nossa raça (genos) maltratou nossos pais, para que eles enjeitassem seus filhos, para o efeito de não poderem viver.” – Atos 7:19.

“Homens irmãos, filhos da geração (genos) de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação.” – Atos 13:26.

“Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua prole (genos).” – Atos 17:28.

“Sendo nós, pois, os descendentes (genos) de Deus, não deveríamos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou prata, ou à pedra esculpida por arte e imaginação do homem.” – Atos 17:29.

“E encontrou um judeu chamado Áquila, nascido (genos) no Ponto, que pouco antes viera da Itália, com sua esposa Priscila; (porque Cláudio tinha ordenado que todos os judeus saíssem de Roma); e foi ter com eles.” – Atos 18: 2.

“E um certo judeu chamado Apolo, nascido (genos) de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras, chegou a Éfeso.” – Atos 18:24.

“A outro a operação de milagres; a outro a profecia; para outro discernimento de espíritos; para mais diversos tipos (genos) de línguas; para outro a interpretação de línguas.” – 1 Cor. 12:10.

“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo profetas, em terceiro mestres, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades (genos) de línguas.” – 1 Cor. 12:28.

“Há, tantos tipos (genos) de vozes [idiomas] no mundo, e nenhum deles é sem significação.” – 1 Cor. 14:10.

“Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação (genos), em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos.” – 2 Cor. 11:26.

“E progredia no judaísmo mais do muitos iguais [em anos] da minha própria nação (genos), sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.” – Gál. 1:14.

“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem (genos) de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; no tocante à lei, fariseu.” – Fil. 3: 5.

“Mas vós sois a geração eleita (genos), um sacerdócio real, uma santa nação, um povo peculiar; para que publiqueis os louvores daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” – 1 Pedro 2: 9.

“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração (genos) de Davi, a brilhante e estrela da manhã.” – Apocalipse 22:16.

Após tecer essa lista, Harris argumenta:

Observe que genos é entendido como descendência em versos como Atos 17:28; Atos 17:29; e Apocalipse 22:16.

Se genes, em monogenēs, deve ser entendido por genos e não gennáo, como estamos sendo informados [pelos neotrinitários], e nos versos listados acima é claro que genos significa descendência, por que, então, os neotrinitários não traduzem monogenés como “unigênito”?

Deixe-me dar outro exemplo. Apocalipse 22:16 diz: Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a prole (genos) de Davi, a brilhante estrela da manhã.” Como é que o nosso Senhor usa a palavra “genos”? Será que ele a usa como tipo sem nenhum senso de derivação? Não, Ele a usa no sentido de derivação, ou geração. Ele chama a si mesmo de o “Genos” (Filho) de Davi. Cristo, de acordo com as Escrituras, era literalmente descendente de Davi (Rom. 1: 3; II Timóteo 2: 8). Portanto, se Cristo usa a palavra genos com uma conotação de geração, por que eles [os neotrinitários] rejeitam essa conotação da palavra quando o Espírito Santo usa essa mesma palavra-fonte em monogenés, quando se fala da geração do Filho de Deus Pai … ?

Assim, Harris mostra que os neotrinitários são tendenciosos em sua tradução de João 1:18.

Agora, demonstrando como os neotrinitários são contraditórios, Harris compara a tradução que fazem monogenés em João 1:18 (“único”) com a tradução que geralmente fazem de monogenés em João 1:14 (“unigênito”), e comenta:

Mesmo que aceitemos sua pressuposição quanto à origem de genes, em monogenés, o Espírito Santo ainda está dizendo ao mundo que o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito (monogenés) do Pai”. Genos, na mente do Senhor e na Mente do Espírito Santo, ocorre no sentido de derivação e geração. Por que não falam os neotrinitários disso? – p. 195.

Tomando por base a tradução de genos como nascido em Atos 18:2 e em Atos 18:24, Harris discorre: ‘Poderia se dizer, então, que ele [Jesus] deve ser entendido como o único Filho nascido”?Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu (monogenés) filho.”’

A palavra genos está associada a nascimento, geração e derivação, conforme Harris prossegue demonstrando:

E entende-se como linhagem [geração] em Atos 13:26 e Fil. 3: 5. Todos estes usos dão a ideia de nascimento, geração ou derivação.

Ou tomemos esses versos como Atos 4:6; Atos 7:13, e Atos 7:19, que traduzem a palavra como parentela. Ela também carrega a ideia de geração, ou Derivação. Não se pode ser de os próprios parentes a menos que tenham procedido, tenham sido gerados, ou nascidos de um ancestral comum. Porque é que estes exemplos não são trazidos por neotrinitários?

A resposta simples para ambas as perguntas é: porque o significado primário de genos, no Novo Testamento, não é tipo ou classe, mas sim descendente, Nação, ou descendência.


Genos como “classe” ou “tipo”  – uso minoritário

Embora os neotrinitários adotem como definição primária para genos a tradução “tipo” ou “classe”, os exemplos bíblicos provam que em apenas dois versos (Mat. 13:47; Marcos 9:29) é traduzido como espécie, sendo apenas que no último verso (Marcos 9:29) ela é usada com o sentido de tipo ou classe sem qualquer sentido óbvio de derivação .

Assim, tendo essa clara evidência da predominância de genes como geração, linhagem, prole, tendo o sentido de derivação, Harris pontua:

O que estamos a negar é a afirmação dos neotrinitários de que este significado minoritário é o significado primário e exclusivo da palavra! Não é.

Mesmo no … exemplo … no Novo Testamento, onde é traduzido por tipo – Mat. 13:47 – o sentido de derivação pode ser claramente visto. Surpreendente!

Mat. 13:47 fala de cada tipo de peixes que estão sendo reunidos em uma rede. Diferentes espécies de peixes são do mesmo tipo porque eles têm descendentes da primeira espécie que Deus criou há muito tempo, que disse: ‘sejam fecundos e multiplicai e enchei as águas’ (Gn 1: 21-22). Deus criou tudo depois de seu próprio tipo”. Tudo foi gerado a partir dessas primeiras criaturas. “Tipos” neste versículo refere-se a espécies, e se não é da mesma espécie, não se pode procriar. Este … uso de tipo, obviamente, é entendido através do conceito de geração. Os peixes não podem ser deste tipo, a menos que tenham sido gerados!

Com relação aos textos de 1 Coríntios 12:10, 1 Coríntios 12:28 e 1 Coríntios. 14:10 que dizem respeito a tipos de línguas, ou idiomas, Harris comenta:

No entanto, mesmo nestes três versos alguns ainda podem argumentar que o sentido subjacente de derivação é encontrado, uma vez que línguas são divididas de acordo com nascimento [da pessoa]. Cada um fala a linguagem do próprio tipo ou de parentes de modo que ainda se encontra algum sentido de derivação dentro da palavra. Tipos de línguas significariam línguas com base em uma determinada parentela. Seria indicar as diferentes línguas do seu nascimento. Línguas são usadas com essa ideia em Apocalipse 7:9.

Existem diferentes nações, tribos e povos com base no nascimento, de modo que existem diferentes línguas com base em uma de tipo ou de nascimento.

[…]

Isto é tanto mais significativo quando percebemos que todas as línguas são derivadas daquelas poucas línguas criadas por Deus na Torre de Babel (Gênesis 11:1-7). E, em certo sentido, dependendo de como se define a palavra confundir em Gênesis 11:7, elas são todas descendentes de uma linguagem comum da terra no início da nossa história (Gênesis 11:1). De fato, a LXX [Septuaginta] usa a mesma palavra em Gen. 11:1 que é utilizado por Paulo em I Coríntios 14:10, a palavra φωνή [foné].

Assim, nestes últimos casos restantes, onde genos é traduzido em Inglês por Tipos, podemos ainda ver a conotação de derivação!

O artigo que segue dará continuidade às provas cumulativas do sentido bíblico de genes, com o tema:

Genes – sentido de derivação, procedência


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org



domingo, 29 de maio de 2016

A Vida de Jesus - o Evangelho Unificado


Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102009467

(Parte 9)
Grande Ministério na Galileia
(Mar. 1:14b, 15; João 4:44, 45) 

Então, Jesus entrou na Galileia, pregando as boas novas de Deus e dizendo: “Tem-se cumprido o tempo designado e o reino de Deus se tem aproximado. Arrependei-vos e tende fé nas boas novas.” O próprio Jesus, porém, dava testemunho de que um profeta não tem honra na sua própria pátria. Portanto, ao chegar à Galileia, os galileus receberam-no porque tinham visto todas as coisas que ele fizera em Jerusalém, na festividade, pois eles também tinham ido à festividade.

Fonte das ilustrações:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/segundo-milagre-cana/

O Segundo Milagre em Caná
(João 4:46-54)

46 Por conseguinte, ele veio novamente à Caná da Galileia, onde transformara a água em vinho. Havia então ali certo assistente do rei[1], cujo filho estava doente em Cafarnaum.[2] 47 Quando este homem ouviu que Jesus saíra da Judeia para a Galileia, foi ter com ele e começou a pedir-lhe que descesse e sarasse seu filho, pois estava às portas da morte. 48 Jesus, porém, disse-lhe: “A menos que vós vejais sinais e prodígios, de modo algum acreditareis.” 49 O assistente do rei disse-lhe: “Senhor, desce antes de minha criancinha morrer.” 50 Jesus disse-lhe: “Vai; teu filho vive.” O homem acreditou na palavra que Jesus lhe falou e foi embora. 51 Mas, enquanto ainda estava descendo, vieram ao encontro dele seus escravos para dizer que seu menino estava vivo. 52 Começou assim a indagar deles a hora em que ficou melhor de saúde. Concordemente lhe disseram: “Ontem, na sétima hora,[3] a febre o abandonou.” 53 Portanto, o pai sabia que fora naquela mesma hora que Jesus lhe dissera: “Teu filho vive.” E ele e toda a sua família creram. 54 Demais, este foi o segundo sinal que Jesus realizou depois de sair da Judeia para a Galileia.

Fonte das ilustrações:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/sinagoga-nazare/

Jesus visita Nazaré
(Luc. 4:14b-31a)

E a boa fama dele espalhou-se por toda a região circunvizinha. 15 Começou também a ensinar nas sinagogas deles, sendo tido em honra por todos.

16 E ele chegou a Nazaré, onde tinha sido criado; e, segundo o seu costume no dia de sábado, entrou na sinagoga e levantou-se para ler. 17 Foi-lhe assim entregue o rolo do profeta Isaías, e ele abriu o rolo e achou o lugar onde estava escrito: 18 “O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento, 19 para pregar o ano aceitável de Jeová.”[4] 20 Com isto enrolou o rolo, entregou-o de volta ao assistente e se assentou; e os olhos de todos na sinagoga estavam atentamente fixos nele. 21 Principiou então a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.”

22 E todos começaram a dar-lhe testemunho favorável e a maravilhar-se das palavras cativantes que saíam de sua boca, e diziam: “Não é este um filho de José?” 23 A isto lhes disse: “Sem dúvida aplicareis a mim a seguinte ilustração: ‘Médico, cura-te a ti mesmo; as coisas que ouvimos acontecer em Cafarnaum faze também aqui no teu próprio território.’” 24 Mas ele disse: “Deveras, eu vos digo que nenhum profeta é aceito no seu próprio território. 25 Por exemplo, em verdade vos digo: Havia muitas viúvas em Israel nos dias de Elias, quando o céu ficou fechado por três anos e seis meses, de modo que sobreveio grande fome a toda a terra, 26 contudo, Elias não foi enviado a nenhuma destas mulheres, mas apenas a Sarefá,[5] na terra de Sídon,[6] a uma viúva.[7] 27 Havia também muitos leprosos em Israel, no tempo de Eliseu, o profeta, contudo, nenhum deles foi purificado, a não ser Naamã,[8] o homem da Síria.”[9] 28 Ora, todos os que ouviam estas coisas na sinagoga ficaram cheios de ira; 29 e levantaram-se e o conduziram às pressas para fora da cidade, e o levaram à beirada do monte em que se situava a sua cidade,[10] a fim de o lançarem de cabeça para baixo. 30 Mas ele passou pelo seu meio e seguiu caminho.

31 E desceu a Cafarnaum, uma cidade da Galileia.


Fonte da ilustação:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/biblia-ensina/quem-e-jesus-cristo/

Cumpre-se a profecia de Isaías 9:1, 2
(Mat. 4:13-17)

13 Além disso, depois de deixar Nazaré, veio morar em Cafarnaum, à beira do mar, nos distritos de Zebulão[11] e Naftali,[12] 14 para que se cumprisse o que fora falado por intermédio de Isaías, o profeta, dizendo: 15 “Ó terra de Zebulão e terra de Naftali, ao longo da estrada do mar, além do Jordão, Galileia das nações! 16 O povo sentado na escuridão viu uma grande luz, e quanto aos sentados numa região de sombra mortífera, levantou-se sobre eles uma luz.” 17 Daquele tempo em diante, Jesus principiou a pregar e a dizer: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.”

Explicação das siglas usadas:
 AEC: Antes de nossa Era Comum.
EC: Era Comum
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.


Notas:
[1] Herodes Ântipas. – It-1, p. 395.
[2] A uns 26 km de Caná. – It-1, p. 395.
[3] Das 12-13 horas.
[4] Isa. 61:1, 2a.
[5] [Possivelmente duma raiz que significa “refinar”]. Cidade fenícia, ‘pertencente a’, ou, pelo visto, dependente de Sídon, nos dias de Elias. – It-3, p. 540.
[6] Cidade da Fenícia. A Fenícia era a região demarcada pela faixa litorânea ao longo da margem oriental do Mediterrâneo entre a Síria e Israel, limitada ao L pelos montes do Líbano. Correspondia aproximadamente ao atual país do Líbano. Durante muitos anos, a principal cidade da antiga Fenícia era Sídon, mas ela foi mais tarde suplantada em importância por Tiro, cidade fundada por colonos de Sídon. – It-2, p. 114.
[7] 1 Reis 17:8-16; 18:1.
[8] [Duma raiz que significa “ser agradável”]. Um chefe do exército sírio do décimo século AEC, durante os reinados de Jeorão, de Israel, e de Ben-Hadade II, da Síria. – It-3, p. 48.
[9] 2 Reis 5:1-14.
[10] Isto não quer dizer que Nazaré ficava à própria borda ou beira do monte, mas ficava num que tinha uma borda da qual queriam lançar Jesus. Alguns o identificaram com um penhasco de uns 12 m de altura ao SO da cidade. – It-3, p. 70.
[11] [Tolerância; ou, possivelmente: Moradia (Habitação) Elevada]. Sexto filho de Léia, esposa de Jacó. A região designada à tribo de Zebulão ficava entre o mar da Galileia ao L e o Mediterrâneo ao O. – It-3, p. 814.
[12] [Minhas Lutas]. Segundo filho de Bila, serva de Raquel. O território designado à tribo de Naftali ficava na parte setentrional da Terra da Promessa. (Deut. 34:1, 2) Ao L, ela confinava com o mar da Galileia e o rio Jordão. A região designada a Zebulão confinava com Naftali tanto ao O como ao S. – It-3, p. 58.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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quinta-feira, 26 de maio de 2016

As traduções da cristandade – parte 11




Acréscimo de palavras que pervertem o texto bíblico

A NM verte corretamente, de acordo com o texto hebraico, 1 Crônicas 29:20: “Então Davi disse a toda a congregação: ‘Agora louvem a Jeová, seu Deus.’ E toda a congregação louvou a Jeová, o Deus dos seus antepassados, curvou-se e prostrou-se diante de Jeová e diante do rei.”

Por outro lado, a versão Almeida Atualizada verte assim o texto:

“Então, disse Davi a toda a congregação: Agora, louvai o SENHOR, vosso Deus. Então, toda a congregação louvou ao SENHOR, Deus de seus pais; todos inclinaram a cabeça, adoraram o SENHOR e se prostraram perante o rei.”

Como se vê, a ARA acrescenta um verbo – “adoraram”. Na realidade, o verbo “prostrou-se” é empregado em relação a Jeová como ao rei.

A versão Rei Jaime (King James Version) usa o verbo “adorar” inclusive para com o ato dirigido ao rei!

“E disse Davi a toda a congregação: Bendizei ao Senhor vosso Deus. E toda a congregação bendisse ao Senhor Deus de seus pais, e abaixaram a cabeça, e adoraram ao SENHOR, e ao rei.” (O mesmo faz a RSV.)

Contudo, diversas traduções mantêm os dois verbos:

ACRF: “Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao Senhor vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao Senhor Deus de seus pais, e inclinaram-se, e prostraram-se perante o Senhor, e o rei.” (Veja também IBB, NVI, SBB, Ave Maria.)

JB: “Curvando-se em homenagem ao Senhor, e ao rei.”

A palavra hebraica para “curvar-se” nessa passagem é shahháh. Sobre seu significado, lemos na revista A Sentinela:

Shahháh significa basicamente “curvar(-se)”. (Pro. 12:25) Curvar-se assim pode ser um ato de respeito para com outro homem, tal como um rei (1 Sam. 24:8; 2 Sam. 24:20) ou um profeta. (2 Reis 2:15) Abraão se curvou diante dos filhos cananeus de Hete, dos quais procurava comprar uma sepultura. (Gen. 23:7) A bênção de Isaque a Jacó exigia que grupos nacionais e os próprios “irmãos” de Jacó se curvassem diante dele. — Gen. 27:29; compare isso com 49:8.
Os exemplos citados tornam claro que este termo hebraico, em si mesmo, não tem necessariamente um sentido religioso ou significa adoração. – A Sentinela de 1.º/7/71, p. 414, seção “Perguntas dos Leitores”.

Observe o uso dessa palavra nos textos citados pelo artigo acima:

Gênesis 23:7:Então, Abraão se levantou e se curvou diante do povo daquela terra, os filhos de Hete.”

1 Samuel 24:8:Depois, Davi saiu da caverna e gritou para Saul: ‘Ó rei, meu senhor!’ Quando Saul olhou para trás, Davi se curvou e se prostrou com o rosto por terra.”

2 Reis 2:15: “Quando os filhos dos profetas em Jericó o viram de longe, disseram: ‘O espírito de Elias veio sobre Eliseu.’ Então foram ao seu encontro e se curvaram por terra diante dele.”

Assim, infelizmente algumas traduções da Bíblia usadas pela cristandade tomam liberdades em relação ao texto nas línguas originais, resultando numa versão do texto que não condiz com o significado expresso originalmente pelo escritor inspirado.

Ninrode era servo de Deus?
(Contribuído por DREJAH.)

Gênesis 10:9 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) é vertido assim: “Com a ajuda de Deus, o Senhor, ele se tornou um caçador famoso e é por isso que se diz: ‘Seja igual a Ninrode, que com a ajuda do Senhor foi um grande caçador.’”

A NVI traduz de uma maneira similar, inclusive piora na nota que faz.

O anjo de Jeová era neutro em relação a apoiar a adoração de Jeová? (Contribuído por DREJAH.)

A NM verte assim Josué 5:13, 14a:

“Quando Josué estava perto de Jericó, levantou os olhos e viu na sua frente um homem de pé, com uma espada desembainhada na mão. Josué se aproximou dele e perguntou: ‘Você está do nosso lado ou do lado dos nossos adversários?’ Ele respondeu: ‘Eu estou aqui como príncipe do exército de Jeová.’”

Agora note o que a NVI e a NTLH fizeram com a resposta do anjo de Jeová a Josué:

“Não sou nem uma coisa nem outra.”
  
Os tradutores conseguiram colocar o anjo de Jeová em cima do muro! Isto é o cúmulo!


Explicação das abreviações usadas:

ACRF: Almeida Corrigida e Revisada Fiel.
ARA: Almeida Revista e Atualizada.
IBB: Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira.
JP:   The Holy Scriptures According to the Masoretic Text (1917; impressão de 1952), The Jewish Publication Society of America.
KJ: King James Version.
NVI: Nova Versão Internacional.
RSV:Revised Standard Version (Versão Padrão Revisada.)
SBB: Bíblia da Sociedade Bíblica Britânica.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 24 de maio de 2016

“Deus unigênito” em João 1:18 – um dilema para os trinitaristas! (Parte 3)

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/en/bible-teachings/questions/pray-in-jesus-name/ 


Monogenés – único de uma espécie?

Harris demonstra que a definição de monogenés como “único de uma espécie” atenta contra a própria doutrina da Trindade:

Mas, porque há apenas uma substância na Santíssima Trindade, monogenés não poderia ser usado para uma pessoa se isso significasse um de um tipo [espécie]. Ele nunca poderia ser usado para uma pessoa, o que seria destruir a unidade da substância – homoousios, e faria as outras [duas] pessoas ser de um tipo ou substância – homoiousios – diferente. – p. 27.

Monogenés apóia a teoria da geração eterna?

Após demonstrar pela lógica inquestionável a incoerência da tradução “Deus único”, e da interpretação de monogenés como “único de uma espécie” no caso de João 1:18, e que, portanto, a tradução adequada seria “Deus unigênito” (Deus gerado, ou nascido), Harris sustenta sua crença trinitária por afirmar que tal geração é eterna:

No entanto, monogenés, significando unigênito, pode e é usado para uma das Três Pessoas – o Filho, por enquanto; o Pai é um não gerado e é Deus, e o Espírito Santo … é Deus; o Filho é, na verdade, unigênito e é Deus. Todos os três são Deus, não três Deuses, ou seja, três Seres Divinos, há apenas um ser divino, mas três que são chamados de Deus, porque eles todos possuem a uma única e mesma substância – um Ser Divino em quem subsiste Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. O Pai sendo de nenhum, portanto, não-gerado; o Filho sendo gerado eternamente do Pai, assim, unigênito; e o Espírito Santo procede do Pai através do Filho. – p. 27. (Grifo acrescentado.)

Seu conceito está de acordo com a bem conhecida Confissão de Fé Batista, citada por Harris em seu livro:

Neste Ser Divino e infinito há três pessoas (I João v.7; Mateus xxviii, 19; II Cor. X111. 14) o Pai, a Palavra (ou Filho), e o Espírito Espírito, de uma só substância, poder e eternidade, cada um constituindo todo o Divino. (Êx iii 14; João xiv 11; I Cor viii 6) Essencialmente, no entanto, a  essência indivisa: o Pai não é de ninguém, nem gerado, nem procedente; o Filho é (João I. 14,18) eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo (João xv 26;.. Gal Iv. 6) que procede do Pai e do Filho; tudo infinito, sem começo, portanto, um só Deus. 241 (The Philadelphia Confession of Faith (Associated Publishers and Authors, Inc. Grand Rapids, MI)

Ou seja, admite-se que o Filho é Deus unigênito (Deus gerado), mas, contraditoriamente, não se admite que ele teve princípio. Para sustentar essa disparidade, fala-se dele como sendo “eternamente gerado do Pai”.

Mas, onde reside a base BÍBLICA para sustentar essa teoria da geração eterna?

Harris faz alusão a uma passagem bíblica:

Os demônios, em Marcos 5:7, especificamente o chamaram de o Filho do Deus Altíssimo. Lembre-se, uma das primeiras regras de hermenêutica é seguir a planície e o sentido literal do texto, a menos que o contexto indique o contrário. Eles sabiam quem era Jesus. O sentido claro significa que ele era o Filho, em seu estado normal, ou seja, do Deus Altíssimo. Ele era o Filho eterno de Deus pela eterna geração. Todos compreendiam a linguagem normal que significa que ele veio de Deus. Ele foi gerado por Deus. Até os demônios sabiam disso. Eles sabiam que ele era Deus, pois ele era eternamente de Deus. – p. 191.

Com toda a sinceridade, caro leitor, acha mesmo que essa passagem prova a suposta geração eterna do Filho? É certo que os demônios sabiam que Jesus era Filho de Deus; eles até fizeram alusão a isso. Mas, afirmar a partir daí que os demônios achavam que era gerado eternamente por Deus e que era o próprio Deus é fugir drasticamente da mesma hermenêutica em que Harris julga se basear.

Seria esse o texto mais forte que os trinitaristas teriam para tentar sustentar a geração eterna?

Curiosamente, na página 149 de sua obra, Harris cita Provérbios capítulo 8 na versão Septuaginta conforme a versão inglesa de Brenton, onde lemos:

πρ το ρη δρασθναι πρ δ πάντων βουνν γενν με.

“Antes que os montes fossem firmados, e antes de todas as colinas, ele me gera.” – Provérbios 8:25.

O que Harris desconsidera é que o contexto de Provérbios capítulo 8 diz respeito exatamente à geração do Filho dentro do fator tempo!

22 Κριος κτισ με ρχν δν ατο ες ργα ατο, 23 πρ το αἰῶνος θεμελωσ με ν ρχ, πρ το τν γν ποισαι

“Jeová me produziu [“criou”, IBB] como o princípio do seu caminho, a primeira das suas realizações mais antigas. Fui estabelecida nos tempos antigos, no começo, antes de existir a terra.” – Provérbios 8:22, 23.

Neotrinitários não aderem à geração eterna

Outro fator curioso é que não há consenso entre os trinitaristas sobre a teoria da geração eterna do Filho. Harris comenta sobre isso:

A razão é porque a etimologia de monogenés não é o problema real. A verdadeira razão é que eles [os neotrinitários] rejeitam a doutrina da geração eterna, e eles estão tentando desacreditar a doutrina, alterando o significado de monogenés. Como foi mencionado no início deste artigo, há ampla evidência de que monogenés deve ser traduzido como unigênito”. Mas, mesmo, se for concedido o seu ponto de vista [dos neotrinitários], de que ele não deve ser traduzido dessa forma, eles ainda não estão traduzindo a palavra no seu significado majoritário.

A situação trinitária é extremamente embaraçosa: Se ela adere à teoria da geração eterna, colide frontalmente com claros textos bíblicos como Provérbios capítulo 8. Se a rejeita, rejeita também a suposta coigualdade do Filho em relação ao Pai na questão da eternidade. Em linguagem coloquial, isso poderia ser descrito assim: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

O artigo seguinte abordará o tema:

Genes – derivado de genos ou de gennáo?


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



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