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domingo, 31 de julho de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 18)


Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/perdoa-mulher-imoral/
Jesus janta com Simão, o fariseu
(Luc. 7:36-50)
36 Ora, certo fariseu pedia-lhe que jantasse com ele. Concordemente, entrou na casa do fariseu e recostou-se à mesa. 37 E eis que uma mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que ele estava recostado numa refeição na casa do fariseu e trouxe um vaso de alabastro com óleo perfumado, 38 e, postando-se atrás, aos pés dele, chorava e principiava a molhar os pés dele com as suas lágrimas, e enxugava-os com os cabelos de sua cabeça. Beijava também ternamente os pés dele e untava-os com o óleo perfumado. 39 À vista disso, o fariseu que o convidara dizia no seu íntimo: “Este homem, se fosse profeta, saberia quem e que espécie de mulher é que o toca, que ela é pecadora.” 40 Jesus disse-lhe, porém, em resposta: “Simão, tenho algo para dizer-te.” Ele disse: “Instrutor, dize-o!”
41 “Dois homens eram devedores de certo credor; um devia quinhentos denários[1], mas o outro, cinquenta. 42 Quando não tinham com que [lhe] pagar de volta, perdoou liberalmente a ambos. Portanto, qual deles o amará mais?” 43 Em resposta, Simão disse: “Suponho que seja aquele a quem perdoou liberalmente mais.” Disse-lhe ele: “Julgaste corretamente.” 44 Com isso se voltou para a mulher e disse a Simão: “Observas esta mulher? Entrei na tua casa; tu não me deste água para os meus pés. Mas esta mulher molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45 Tu não me deste nenhum beijo; mas esta mulher, desde a hora em que entrei, não deixou de beijar ternamente os meus pés. 46 Tu não untaste a minha cabeça com óleo; mas esta mulher untou os meus pés com óleo perfumado. 47 Em virtude disso, eu te digo que os pecados dela, embora sejam muitos, estão perdoados, porque ela amou muito; mas aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.” 48 Então disse a ela: “Teus pecados estão perdoados.” 49 Em vista disso, os que se recostavam com ele à mesa principiaram a dizer no seu íntimo: “Quem é este homem que até mesmo perdoa pecados?” 50 Mas ele disse à mulher: “Tua fé te salvou; vai em paz.”

Explicação de sigla usada:
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.


Nota:
[1] Moeda romana de prata, que pesava cerca de 3,85 g, e assim teria um valor atual de uns US$ 0,74. Levava a imagem da cabeça de César e era a “moeda do imposto por cabeça”, que os romanos exigiam dos judeus. (Mat. 22:19-21) Nos dias do ministério terrestre de Jesus, os lavradores recebiam em geral um denário por um dia de 12 horas de trabalho. (Mat. 20:2) – It-1, p. 683.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jesus se chama Jeová baseado em João 17:11?

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20150415/sua-relacao-com-jeova-e-real/

Contribuído por O Servo do Reino.

“Não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como nós somos um.” – João 17:11.

Baseado neste versículo, muitos trinitários dizem que Jesus é Jeová, visto o texto diz que Jeová “deu” esse nome para seu Filho, da mesma forma que muitos pais humanos dão o seu mesmo nome para seu filho.

O objetivo desse artigo é analisar a expressão “me deste” em todo o capítulo 17 de João, e assim chegaremos à conclusão correta do texto.

Analisando o contexto

Antes de tudo, se fosse o caso de Jesus também se chamar Jeová, ainda sim não se provaria a Trindade. Muitos filhos de fato têm o mesmo nome de seu pai, mas isso não implica igualdade. Trinitários ainda teriam que provar que Jesus é eterno, onipotente e onisciente da mesma forma que o Pai Jeová é, ou seja, coiguais.

Mas, analisando todo o capítulo 17 de João, vemos que a expressão “me deste” é muito usada por Jesus e em todos os casos significa uma incumbência ou ordem recebida pelo Pai, Jeová, com um objetivo nobre.

Além do nome, Jesus diz que lhe foi dado por Jeová:

(1) Autoridade sobre as pessoas. João 17:2 diz: “Assim como lhe deste autoridade sobre todas as pessoas”.

(2) Homens. João 17:6 diz: “Tornei o teu nome conhecido aos homens que me deste do mundo.”

(3) Declarações. João 17:8 diz: “Porque eu lhes transmiti as declarações que me deste.”

(4) Glória. João 17:22 diz: “Eu lhes dei a glória que tu me deste.”

Conclusão 1: Jeová deu várias coisas para Jesus, além do nome. Todas essas coisas lhe foram dadas, ou seja, não era da alçada inerente do próprio Jesus. Por isso ele diz: “Agora eles sabem que todas as coisas que me deste vêm de ti.” – João 17:7.

Quais foram os objetivos de Jeová ao dar essas coisas pra Jesus? O Filho de Jeová explica:

“...para que ele dê vida eterna a todos aqueles que lhe deste”. – João 17:2.

“Tornei o teu nome conhecido aos homens que me deste do mundo... e eles obedeceram à tua palavra.” – João 17:6.

“… as aceitaram e certamente sabem que vim como teu representante, e acreditam que tu me enviaste.” – João 17:8.

“Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo.” – João 17:18.

“E eu me santifico em benefício deles, para que eles também sejam santificados por meio da verdade.” – João 17:19.

“Eu lhes dei a glória que tu me deste, a fim de que eles sejam um, assim como nós somos um.” – João 17:22.

Conclusão 2: Vemos assim que a expressão “me deste” nestes versos não implica em Jesus querer provar igualdade com Jeová, mas sim tem a ver com AS OBRAS A SEREM FEITAS por Jesus, obras essas dadas por Jeová a Jesus como ordem.

Tudo o que Jeová deu para Jesus, citado nos versos acima, foi em benefício da humanidade, visando à salvação do homem. Crendo que Jesus era o enviado de Jeová, os humanos poderiam depositar fé em Jesus e assim ter uma esperança de salvação.

Analisando a questão do nome recebido

Com esse entendimento, baseado no contexto do capítulo, agora vamos entender sobre o “nome” recebido por Jesus da parte de Jeová. A cristandade não entende que a vindicação e a soberania do nome de Jeová também é parte da vinda de Jesus à Terra. Cristo veio santificar, ou limpar, o nome de seu Pai aqui na terra.

Jeová Deus foi acusado por Satanás de ser um mau governante e que não cuida bem de  seus filhos humanos, até mentindo para eles! (Gênesis 3:1-5) Jesus veio “com o nome” de seu Pai, ou com a incumbência de limpar o nome de seu Pai e provar sim que Jeová se importa com a humanidade, sendo o melhor Pai. Veja como Jesus esclarece o assunto:

Tornei o teu nome conhecido aos homens que me deste do mundo. Eles eram teus, e tu os deste a mim, e eles obedeceram à tua palavra.”  – João 17:6.

“Quando eu estava com eles, vigiava sobre eles por causa do teu nome, o nome que me deste; e eu os protegi, e nenhum deles foi perdido.” – João 17:12.

Eu tornei o teu nome conhecido a eles, e o tornarei conhecido, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu em união com eles.” – João 17:26.

Conclusão 3: Assim como nos casos estudados acima, receber Jesus o nome de seu Pai significa a incumbência que Jesus recebeu de santificar e cuidar do nome de seu Pai, Jeová, da mesma forma que cuidou dos apóstolos recebidos, das declarações recebidas etc.

CONCLUSÃO FINAL

Entendemos que as coisas recebidas por Jesus têm a ver com as ordens que ele recebeu. Sendo assim, Jesus podia dizer com propriedade:

Eu te glorifiquei na terra e terminei a obra que me deste para fazer.” – João 17:4.

Como Jesus se sentiu por ter obedecido ao Pai Jeová tão fielmente? Jesus responde:

“Mas agora eu vou para ti e estou falando essas coisas no mundo, para que eles sintam plenamente a minha alegria”. – João 17:15.

O antigo ditado que diz “texto sem contexto é pretexto para heresia” é justamente o que fazem os trinitários nesse verso ao afirmarem que Jesus é Jeová.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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terça-feira, 26 de julho de 2016

Isaías 6:1 identifica Jeová com Jesus Cristo?




Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/ws201401/adore-jeova-rei-eternidade/

Um leitor escreveu o seguinte:

Me tira uma dúvida. Na tnm [Tradução do Novo Mundo] em João 12:41, no fim, tem uma referência (f) a Isaías 6:1. Acho que a tnm deu um equívoco em fazer isso. O que você acha? 

Resposta:

No capítulo 12 de seu Evangelho, versículos 37 a 43, o apóstolo João explica que a incredulidade dos judeus foi profetizada por Isaías, o qual é citado na seguinte ordem: Isaías 53:1; 6:10, 1, 8. Assim, não houve equívoco por parte da Comissão de Tradução do Novo Mundo ao remeter o leitor para Isaías 6:1 na nota de rodapé.

Os trinitários se apressam a usar Isaías 6:1 em associação com João 12:41 para tentar provar equivocadamente que Jeová no “Velho Testamento” é Jesus no “Novo Testamento”[1]. Baseiam-se superficialmente na declaração de João:

Isaías disse isso porque viu a glória dele e falou sobre ele.”

Tais trinitários raciocinam assim: ‘João diz que Isaías viu a glória de Jesus ao passo que a passagem de Isaías diz que Isaías viu a glória de Jeová! Pois é o que lemos em Isaías 6:1.’

Isaías 6:1 declara: “No ano em que o rei Uzias morreu, vi Jeová sentado num trono enaltecido e elevado, e as abas da sua veste enchiam o templo.

‘Assim’, raciocinam apressadamente os trinitaristas, ‘Jeová é Jesus’. No entanto, uma leitura mais ponderada e sem ideias preconcebidas mostra que não é assim.

Lemos em Isaías 6:8:

Então ouvi a voz de Jeová, dizendo: ‘A quem enviarei e quem irá por nós?’ E eu [Isaías] disse: ‘Aqui estou! Envia-me!’”

Observe que Jeová não fala usando o pronome pessoal oblíquo MIM, como ele usou quando o assunto era sua adoração:

“Eu sou Jeová, seu Deus, que o tirou da terra do Egito, a terra da escravidão. Não tenha outros deuses além de mim.” – Êxodo 20:2, 3.

Quando Jeová usa o pronome NÓS, ele está também se referindo ao Lógos (a “Palavra, ou o Verbo”) – Jesus na sua existência pré-humana. (Gênesis 1:26; 3:22; 11:7) O próprio Jesus falou a respeito da ‘glória que ele teve junto do Pai antes de o mundo existir’. – João 17:5.[2]

Portanto, o contexto de Isaías, capítulo 6, mostra que Isaías não viu somente a glória de Jeová, mas também daquele que estava ao lado de Jeová, o amado Filho unigênito Dele. É por isso que o evangelista João afirmou que Isaías “viu a glória dele [a de Jesus em sua existência pré-humana] e falou sobre ele [em várias de suas profecias, como em Isaías capítulo 53]”.

O contexto de João capítulo 12

Outro fator a considerar é que, no próprio capítulo 12 de seu Evangelho, João faz clara distinção entre Jesus e Jeová. Observe o que João disse:

“No entanto, Jesus disse bem alto: ‘Quem deposita fé em mim deposita fé não somente em mim, mas também naquele que me enviou; e quem me vê, vê também Aquele que me enviou. Pois não falei de minha própria iniciativa, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo me deu um mandamento sobre o que dizer e o que falar. E eu sei que o seu mandamento significa vida eterna. Portanto, tudo o que eu falo, falo assim como o Pai me disse.’” – João 12:44, 45, 49, 50.

Observamos nas palavras de Jesus acima uma clara distinção entre o Filho (Jesus Cristo) e seu Pai, que o enviou, algo que os trinitaristas também aceitam. Mas, perguntamos: quem é o Pai?

Jesus afirmou: É o meu Pai quem me glorifica, aquele que vocês dizem ser o seu Deus.” – João 8:54.

Quem é que os judeus diziam ser o Deus deles? Se você ler as Escrituras Hebraicas (“Velho Testamento”) verá que os judeus fiéis reconheciam SOMENTE a JEOVÁ como sendo o Deus supremo.[3]

No texto supracitado de Êxodo 20:2, lemos que o próprio Jeová disse a eles: “Eu sou Jeová, seu Deus.”

lemos no Salmo 83:18:

Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Jeováés o Altíssimo sobre toda a terra.” – Almeida Revista e Corrigida.

E lemos em Lucas 2:32:

“Este [Jesus] será grande e será chamado Filho do Altíssimo.” Almeida Revista e Corrigida.

Assim, ao fazer distinção entre o Pai e o Filho, também está implícita a distinção entre Jeová e o Filho, pois o Pai é Jeová.

Portanto, Isaías, capítulo 6, não identifica Jeová com Jesus Cristo. De fato, a Bíblia inteira faz distinção entre os dois.


Notas:
[2] Para uma consideração de João 17:5, veja o artigo “Jesus tem a mesma glória que seu Pai?”.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 24 de julho de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 17)


Resultado de imagem para Cura do servo do oficial do exército jw
Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/grande-fe-de-centuriao/
Cura do servo do oficial do exército
(Mat. 8:5-13; Luc. 7:1-10)
Tendo completado todas as suas declarações aos ouvidos do povo, entrou em Cafarnaum. Ora, o escravo de certo oficial do exército,[1] estimado por este, estava adoentado e quase à morte. Quando ele ouviu falar de Jesus, enviou-lhe anciãos dos judeus [para suplicar e dizer por ele]: “Senhor, meu servo está de cama em casa, com paralisia, sendo terrivelmente atormentado”, [e] para lhe pedirem que viesse e fizesse seu escravo passar por isso a salvo.
Os que se chegaram a Jesus começaram então a suplicar-lhe seriamente, dizendo: “Ele é digno de lhe concederes isso, porque ama a nossa nação e ele mesmo construiu para nós a sinagoga.”[2] Disse-lhe ele: “Quando eu chegar lá, irei curá-lo.” Jesus ia, pois, com eles. Mas, quando já não estava longe da casa, o oficial do exército já lhe enviara amigos para dizer-lhe: “Senhor, não te incomodes, pois não sou apto para entrares debaixo do meu teto. Por esta razão não me considerei digno de ir a ti. Mas, dize apenas a palavra e meu servo estará curado. Pois eu também sou homem sujeito à autoridade, tendo soldados sob as minhas ordens, e digo a este: ‘Vai!’ e ele vai, e a outro: ‘Vem!’ e ele vem, e ao meu escravo: ‘Faze isto!’ e ele o faz.”
Pois bem, quando Jesus ouviu estas coisas, maravilhou-se dele [e] ficou pasmado; e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: “Em verdade vos digo: Nem mesmo em Israel tenho encontrado tamanha fé. Mas, eu vos digo que muitos virão das regiões orientais e das regiões ocidentais e se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; ao passo que os filhos do reino serão lançados na escuridão lá fora. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.” Jesus [mandou dizer] então ao oficial do exército: “Assim como tem sido a tua fé, assim aconteça para ti.” E o servo sarou naquela hora. E os que tinham sido enviados, voltando para a casa, encontraram o escravo de boa saúde.

Jesus entrega o jovem ressuscitado à mãe dele; maravilhada, a multidão observa
Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102014640
Ressurreição do filho da viúva de Naim
(Luc. 7:11-17)
11 Logo depois disso, ele viajou para uma cidade chamada Naim,[3] e seus discípulos e uma grande multidão viajavam com ele. 12 Ao se aproximar do portão da cidade, ora, eis que um morto estava sendo carregado para fora, o filho unigênito de sua mãe. Além disso, ela era viúva. Acompanhava-a também uma multidão considerável da cidade. 13 E, avistando-a o Senhor, teve pena dela e disse-lhe: “Para de chorar.” 14 Com isso se aproximou e tocou no esquife, e os portadores ficaram parados, e ele disse: “Jovem, eu te digo: Levanta-te!” 15 E o morto sentou-se e principiou a falar, e ele o entregou à sua mãe. 16 Todos foram então tomados de temor e começaram a glorificar a Deus, dizendo: “Um grande profeta tem sido levantado em nosso meio”, e: “Deus voltou a sua atenção para seu povo.” 17 E esta notícia a respeito dele espalhou-se em toda a Judeia e em toda a região circunvizinha.

Um homem que era manco e uma mulher que era cega se alegram por Jesus os ter curado
Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/joao-batista-pergunta-se-jesus-messias/
Confirma a João o seu messiado
(Mat. 11:2-19; Luc. 7:18-35)
Ora, os discípulos de João relataram-lhe todas estas coisas. De modo que João, tendo ouvido falar das obras do Cristo, convocou a certos dois dos seus discípulos e os enviou ao Senhor para dizer: “És tu Aquele Que Vem, ou devemos esperar alguém diferente?” Quando se chegaram a ele, os homens disseram: “João Batista nos mandou a ti para dizer: ‘És tu Aquele Que Vem, ou devemos esperar outro?’” Naquela hora, ele curava a muitos de doenças e de moléstias penosas, e de espíritos iníquos, e concedia a muitos cegos o favor de verem. Por isso, Jesus disse-lhes, em resposta: “Ide e relatai a João o que vistes e ouvistes: os cegos estão recebendo visão e os coxos estão andando, os leprosos estão sendo purificados e os surdos estão ouvindo, os mortos estão sendo levantados, e aos pobres estão sendo declaradas as boas novas. E feliz é aquele que não achar em mim nenhuma causa para tropeço.”
Tendo partido os mensageiros de João, enquanto estes estavam em caminho, Jesus principiou a dizer às multidões a respeito de João: “O que fostes ver no ermo? Uma cana jogada pelo vento? O que, pois, fostes ver lá fora? Um homem vestido de macia roupagem exterior? Ora, os que vestem traje esplêndido e vivem em luxo estão nas casas dos reis. Realmente, então, o que fostes ver lá fora? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais do que um profeta. Este é aquele a respeito de quem se escreveu: ‘Eis que eu mesmo envio o meu mensageiro diante da tua face, o qual preparará o teu caminho adiante de ti!’[4] Deveras, eu vos digo: Entre os nascidos de mulheres não se levantou ninguém maior do que João Batista; mas aquele que é menor no reino dos céus é maior do que ele.
“Mas, desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é o alvo para o qual os homens avançam impetuosamente, e os que avançam impetuosamente se apoderam dele. Pois todos, os Profetas e a Lei, profetizaram até João; e, se quiserdes aceitá-lo: Ele mesmo é ‘Elias, que está destinado a vir’.[5] Escute quem tem ouvidos.” (E ouvindo isso todo o povo e os cobradores de impostos, declararam que Deus é justo, tendo eles sido batizados com o batismo de João. Mas os fariseus e os versados na Lei desconsideravam o conselho de Deus para eles, não tendo sido batizados por ele.) “Com quem compararei esta geração? Ela é semelhante às criancinhas sentadas nas feiras, que gritam para seus companheiros de folguedos, dizendo: ‘Nós tocamos flauta para vós, mas não dançastes; lamuriamos, mas não vos batestes em lamento.’ Correspondentemente, João não veio nem comendo nem bebendo, mas vós dizeis: ‘Ele tem demônio’; o Filho do homem veio comendo e bebendo, mas vós dizeis: ‘Eis um homem comilão e dado a beber vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores.’ Não obstante, a sabedoria é provada justa pelas suas obras.”

Um menino toca flauta na praça, mas as demais crianças não querem dançar
Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/geracao-indiferente/
Censura cidades da Galileia
(Mat. 11:20-24)
20 Principiou então a censurar as cidades nas quais se realizaram a maioria das suas obras poderosas, porque não se arrependeram: 21 “Ai de ti, Corazim![6] Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem ocorrido em Tiro e Sídon as obras poderosas que ocorreram em vós, há muito se teriam arrependido em saco e cinzas. 22 Consequentemente, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para Tiro e Sídon do que para vós. 23 E tu, Cafarnaum, serás por acaso enaltecida ao céu? Até o Hades descerás; porque, se as obras poderosas que ocorreram em ti tivessem ocorrido em Sodoma, ela teria permanecido até o dia de hoje. 24 Consequentemente, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma do que para ti.”

Seguidores de Jesus ouvindo com atenção suas sábias palavras no Sermão do Monte
Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/achegue-se/sabedoria/jesus-revela-a-sabedoria-de-deus/
Verdades reveladas aos humildes; jugo benévolo
(Mat. 11:25-30)
25 Naquela ocasião, Jesus disse, em resposta: “Eu te louvo publicamente, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e dos intelectuais, e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, ó Pai, porque fazer assim veio a ser o modo aprovado por ti. 27 Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece plenamente o Filho, exceto o Pai, tampouco há quem conheça plenamente o Pai, exceto o Filho e todo aquele a quem o Filho estiver disposto a revelá-lo. 28 Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. 30 Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.”

Explicação de sigla usada:
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.


Notas:
[1] É a tradução dos termos gregos he·ka·ton·tár·khes (ou: he·ka·tón·tar·khos) e ken·ty·rí·on, e designa o oficial encarregado de cem soldados, um centurião. A legião romana, não importava seu tamanho, era sempre dividida em 60 centúrias, cada uma sob o comando de um centurião. Se a legião ficasse reduzida a menos de 6.000 homens, ainda assim uma sexagésima parte, mesmo quando fosse inferior a 100, estava sob as ordens dum centurião. O contexto mostra que este oficial do exército em questão era gentio. Se fosse romano, isto seria ainda mais notável, pois os romanos não eram destacados por sua compaixão pelos escravos. – It-3, p. 124.
[2] Em Tell Hum (Kefar Nahum), provável lugar da antiga Cafarnaum, escavações arqueológicas identificaram o local duma sinagoga, que remontava ao primeiro século EC. Ela tinha 24,2 m de comprimento e 18,5 m de largura. – It-3, p. 597.
[3] Cidade galileia identificada com a aldeia de Nein (Na‛im), a uns 10 km ao SSE de Nazaré. Dista de Cafarnaum uns 35 km. O “portão” pode ter sido um simples espaço entre as casas, pelo qual a estrada penetrava em Naim, pois não há nenhuma evidência de que uma muralha alguma vez cercasse a cidade. Provavelmente, foi na entrada oriental de Naim que Jesus e seus discípulos encontraram o cortejo fúnebre, que talvez se dirigisse aos túmulos que havia no morro ao SE da atual Nein. – It-3, p. 59.
[4] Mal. 3:1.
[5] Mal. 4:5.
[6] Cidade situada junto à extremidade N do mar da Galileia, identificada com Khirbet Kerazeh (Korazim), apenas a uns 3 km ao NNO do lugar sugerido para a antiga Cafarnaum. – It-1, p. 559.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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