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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Por que Jesus é “deus” (em João 1:1) e “Deus” (em Isaías 9:6)?

Jesus e seus anjos montados em cavalos brancos no Armagedom
Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2015807


Um leitor escreveu:

Irmão apologista, preciso de sua ajuda. Você tem algum artigo explicando por que, em João 1:1, Jesus é “um deus” (com "d" minúsculo), ao passo que, em Isaías 9:6, é descrito como “Deus” (com "D" maiúsculo)? Eu procurei algum artigo com essa explicação, mas não encontrei. Fico no aguardo!

Resposta:

É um prazer dar consideração à sua pergunta.

Dito de forma simples e direta, em João 1:1 a palavra "deus" é uma descrição da natureza do Verbo (ou Palavra) ao passo que em Isaías 9:6 a expressão "Deus Poderoso" é um título composto, e geralmente os títulos são expressos com inicial maiúscula, assim como os demais títulos nesse texto: "Maravilhoso Conselheiro", "Pai Eterno" e "Príncipe da Paz".

Quando essas palavras são usadas como descrição e não como título elas são vertidas em minúsculo.

Juízes 13:17, 18: “Manoá disse então ao anjo de Jeová: ‘Qual é o seu nome, para que lhe prestemos homenagem quando a sua palavra se cumprir?’ Mas o anjo de Jeová lhe disse: ‘Por que você pergunta o meu nome, visto que ele é maravilhoso?’”

Josué 5:14, 15: “Ele respondeu: ‘Eu estou aqui como príncipe do exército de Jeová.’ Em vista disso, Josué se prostrou, lançando-se com o rosto por terra, e lhe disse: ‘O que o meu senhor tem a dizer ao seu servo?’ O príncipe do exército de Jeová disse a Josué: ‘Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está pisando é santo.’ Josué fez isso imediatamente.”

Salmo 2:7: “Proclamarei o decreto de Jeová; ele me disse: “Você é meu filho; hoje eu me tornei seu pai.

Efésios 3:11: “Isso está de acordo com o propósito eterno que ele formou com relação ao Cristo, nosso Senhor Jesus.”

Já a primeira palavra "Deus" em João 1:1 não é meramente descritiva, e sim identificadora, pois identifica a pessoa de Deus, que, no caso, é somente o Pai.

Veja o artigo "Quem é o anjo de Jeová?", parágrafo 2.º.


De modo similar, o artigo definido HO ("o") antes da palavra "Deus" quando essa palavra se refere ao Pai, Àquele com quem a Palavra estava, torna tal "Deus" uma identificação, não uma qualidade ou adjetivo, e indica uma Pessoa específica: Jeová Deus.

Espero que esses comentários possam lhe servir de ajuda. Qualquer coisa é só escrever!


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.





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domingo, 28 de agosto de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 22)

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/acalma-tempestade/
Jesus acalma uma tempestade
(Mat. 8:18, 23-27; Mar. 4:35-41; Luc. 8:22-25)
E naquele dia, ao cair a noite, quando Jesus viu uma multidão em volta de si, ele e seus discípulos entraram num barco, e ele deu ordem para que partissem para a outra margem, [dizendo]: “Passemos para o outro lado do lago.”  Assim, depois de terem despedido a multidão, levaram-no, assim como estava, no barco, e havia outros barcos com ele. Assim, fizeram-se à vela. Mas, enquanto velejavam, ele adormeceu. Levantou-se então uma violenta tempestade de vento sobre o lago e as ondas abatiam-se sobre o barco, de modo que o barco estava ficando inundado. E começaram a estar em perigo. Mas ele estava na popa, dormindo sobre um travesseiro.
Por fim se dirigiram a ele e o acordaram, dizendo: “Preceptor, Preceptor, estamos prestes a perecer!” “Instrutor, não te importas que estejamos prestes a perecer?” “Senhor, salva-nos, pois estamos prestes a perecer!” E ele, acordando, disse-lhes: “Por que sois medrosos, vós os de pouca fé?” Levantando-se, então, censurou os ventos e a fúria da água, [dizendo] ao mar: “Silêncio! Cala-te!” E o vento cessou, e deu-se uma grande calmaria. Então lhes disse: “Por que sois medrosos? Não tendes ainda nenhuma fé? Onde está a vossa fé?” Mas eles se maravilhavam, [e] ficaram por isso pasmados; [e] sentiam um temor incomum e diziam um ao outro: “Que sorte de pessoa é este, porque dá ordens até mesmo aos ventos e ao mar, e eles lhe obedecem?”

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/poder-sobre-demonios/
Jesus cura dois possessos; um se torna discípulo
(Mat. 8:28-34; Mar. 5:1-20; Luc. 8:26-39)
E rumaram para a margem no país dos gerasenos[1], que se acha no lado oposto à Galileia. Pois bem, chegaram ao outro lado do mar, ao país dos gadarenos[2]. Mas, assim que ele saiu do barco, ao saltar em terra, vieram-lhe ao encontro dois homens da cidade, possessos de demônios, saindo dentre os túmulos memoriais, extremamente ferozes, de modo que ninguém tinha a coragem de passar por aquela estrada. Por longo tempo os demônios os mantiveram agarrados. E eles não tinham usado roupa por bastante tempo. Seu antro era entre os túmulos; e, até aquele tempo, absolutamente ninguém fora capaz de amarrá-los, nem mesmo com uma cadeia, porque tinham sido repetidas vezes amarrados com grilhões e cadeias, sob guarda; mas as cadeias foram quebradas por eles e os grilhões foram até despedaçados; e ninguém tinha força para subjugá-los. E eram impelidos pelos demônios para os lugares solitários E eles clamavam continuamente, noite e dia, nos túmulos e nos montes, e se cortavam com pedras.
Mas, ao avistarem Jesus de certa distância, gritaram alto, correram e prestaram-lhe homenagem, prostrando-se diante dele, [e] dizendo com voz alta [e] bradando: “Que temos nós contigo, Filho do Deus Altíssimo? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo designado? Eu te peço [e] te ponho sob juramento por Deus, que não me atormentes.” Porque lhe dissera: “Saí dos homens, ó espíritos impuros.” Mas, Jesus começou a perguntar-lhe: “Qual é teu nome?” E [um deles] lhe disse: “Meu nome é Legião, porque há muitos de nós.” E suplicavam-lhe muitas vezes que não enviasse os espíritos para fora do país [e que não] lhes ordenasse que se afastassem para o abismo. Ora, bastante longe dali havia uma grande manada de porcos pastando no monte. Os demônios começaram assim a suplicar-lhe que lhes permitisse entrar nesses, dizendo: “Se nos expulsares, envia-nos para a manada de porcos para que entremos neles.” E ele lhes deu permissão. Concordemente, ele lhes disse: “Ide!” Os demônios saíram então dos homens e entraram nos porcos, e eis que toda a manada se precipitou despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, cerca de dois mil deles, e afogaram-se um por um no mar. Mas, quando os porqueiros viram o que tinha acontecido, fugiram e relataram tudo, na cidade e na zona rural, inclusive o caso dos homens possessos de demônios.
E eis que toda a cidade saiu e veio ao encontro de Jesus. As pessoas chegaram-se então para ver o que tinha acontecido, e chegaram a Jesus e encontraram os homens, de quem saíram os demônios, vestidos e de são juízo, sentados aos pés de Jesus; e ficaram temerosos. Os que tinham visto isso relataram-lhes também como os homens possessos de demônios ficaram bons e acerca dos porcos. Assim, toda a multidão da região circunvizinha dos gerasenos pediu-lhe que saísse dos seus distritos, pois estavam tomados de grande temor.  
Então, ao entrar ele no barco, [um dos homens] que tinham estado possessos de demônios começou a suplicar-lhe que pudesse continuar com ele. No entanto, ele não o deixou, mas despediu o homem, dizendo: “Vai de volta para casa, para teus parentes, e persiste em relatar todas as coisas que Jeová tem feito para ti e a misericórdia que teve de ti.” Concordemente, ele foi embora e principiou a proclamar em Decápolis todas as coisas que Jesus fizera para ele, e todos começaram a ficar admirados.

Explicação das siglas usadas:
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.


Notas:
[1] De (Pertencentes a) Gerasa. Pelo menos uma parte do “país dos gerasenos” ficava ao L do mar da Galileia. Desconhecem-se hoje os limites exatos desta região, e a identificação é incerta. – It-2, p. 207.
[2] De (Pertencentes a) Gadara. Moedas de Gadara frequentemente retratam um barco, sugerindo que seu território talvez se estendesse até o mar da Galileia, e, por isso, podia ter incluído pelo menos uma parte do “país dos gerasenos”, ao L daquele corpo de água. Por outro lado, também é possível que o “país dos gerasenos” abrangesse o “país dos gadarenos”. – It-2, p.165.


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A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Ter divindade torna alguém coigual a Jeová?



Fonte da ilustração: 
http://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/perguntas/jesus-filho-de-deus/

Fonte do artigo: A Serviço do Reino.


Uma das alegações trinitárias para dizer que Jesus é coigual ao Pai é o fato de ele ter natureza divina (ou divindade). Colossenses 2:9.

Mas, será que isso é uma alegação válida? Para entendermos o assunto, temos de primeiro definir o que é “divindade” (natureza divina). Assim, fica mais fácil saber se isso serve às afirmações trinitárias.


O que é natureza divina?

A forma mais fácil de entender o que é a natureza divina é fazendo um contraste com a natureza humana. O que é a natureza humana?

Ter natureza humana significa ter um corpo humano comum a toda a humanidade. Esse corpo humano é feito de carne e osso, basicamente falando.

A natureza divina é o contrário disso. Ter natureza divina (divindade) significa ter um corpo divino comum a todos os seres celestiais. Que tipo de corpo eles têm?

A Bíblia diz que os seres (pessoas) espirituais possuem ‘corpos espirituais’.  1 Coríntios 15:44 diz: “Se há corpo físico, há também um espiritual.”

A Bíblia diz que Jeová, o Pai, é espírito. (João 4:24) Também diz que os anjos são espíritos (Hebreus 1:7). Ou seja, Deus e os anjos têm um corpo espiritual.

E Jesus? Seguindo a lógica de que os outros seres celestiais, que incluem o Pai e os anjos, têm um corpo espiritual, Jesus também tem um corpo espiritual.

A cristandade rejeita essa afirmação de que Jesus tenha um corpo em forma de espírito. Segundo eles, ao ser ressuscitado, Jesus passou a ter um corpo carnal glorificado e ainda possui este corpo nos céus.

Mas isso contraria a Bíblia em dois pontos:

1) A Bíblia diz que a ressurreição de Jesus foi em um corpo espiritual. – 1 Pedro 3:18.

2) 1 Coríntios 15:50 diz que “carne e sangue”, ou seja, corpos com natureza humana, não podem ir para o céu.

E, antes que os trinitários se apressem a lançar o argumento de que Cristo tinha corpo humano quando apareceu aos apóstolos depois de sua ressurreição, já respondemos que Jesus fez o milagre da materialização, ou seja, assumiu ocasionalmente um corpo humano, assim como os anjos no passado, nos dias de Ló, já tinham feito isso.

Além disso, essa afirmação dos trinitários, de que Jesus tem um corpo carnal glorificado, entra em choque com a própria doutrina da Trindade, que afirma que as 3 pessoas são coiguais.

Ora, se Jesus tem um corpo carnal glorificado e o Pai e a suposta pessoa do espírito santo têm um corpo em espírito, já não há mais igualdade aí.

Jesus teria algo que as outras ‘duas pessoas’ não têm. Para os trinitários, seria melhor seguir a Bíblia e afirmar que Jesus, hoje nos céus, tem um corpo espiritual.

Então, quando a Bíblia fala em Filipenses 2 que Jesus assumiu a "forma de servo", ela quer dizer que ele largou seu corpo espiritual (“forma de Deus”) e passou a ter um corpo carnal humano, sendo totalmente humano.


Ter natureza divina implica coigualdade com o Pai?

A resposta é NÃO. Como vimos, os anjos têm divindade também, sem, contudo, serem iguais ao Pai, Jeová.

Além disso, em 1 Coríntios 15:50-54 e em 1 João 3:16, é dito que os humanos que irão para o céu vão ter a mesma natureza que Jesus e serão semelhantes à ele.

Em Colossenses 2:9, é mencionado que, em Jesus, habita corporalmente toda a plenitude da divindade (natureza divina). Mas vejamos a continuação no verso 10: “E, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês RECEBERAM TODA A PLENITUDE.” – Colossenses 2:10, NVI.

Percebam que a plenitude da natureza divina de Jesus é dada aos servos fiéis. ISSO É MUITO RELEVANTE! É a Bíblia que diz isso, não os unitários.

Com isso concordam as palavras de 2 Pedro 1:4: “Por intermédio destas ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas VOCÊS SE TORNASSEM PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA.”

CONCLUSÃO: Então Jesus, anjos e os salvos que vão para o céu podem ter divindade (corpo espiritual) e não ser coiguais ao Pai (o único Deus Todo Poderoso).

A alegação de que o fato de Jesus ter natureza divina o torna igual ao Pai é apenas mais um dos equívocos propagados erroneamente ao longo do tempo.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

O “argumento do batismo” não contesta a personalidade do “Espírito Santo”? (Parte 2)



Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/ws20141115/Agora-voc%C3%AAs-s%C3%A3o-povo-de-Deus/


O artigo anterior trouxe à tona que alguns trinitaristas usam a expressão bíblica ‘batizar em Cristo’ (Romanos 6:3) como argumento de que o ‘batismo com espírito santo’ não prova sua impessoalidade. A Bíblia fala também de ser ‘batizado em Moisés’. (1 Coríntios 10:2) Contudo o mesmo artigo demonstrou biblicamente que essa argumentação é falaciosa. Jesus Cristo e Moisés são seres pessoais comprovados pela História e pelas Escrituras, o que não se dá com o espírito santo.

Um segundo fator envolvido está no significado envolvendo as já citadas expressões figuradas aplicadas a Cristo e ao Moisés.

Tomemos, primeiramente, o caso envolvendo o ‘batismo em Moisés’. Sobre isso, explica a obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

O apóstolo Paulo disse que os israelitas foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar. Isto indica que estavam completamente cercados por água, havendo o mar em ambos os lados deles, e a nuvem acima e atrás deles. (1Co 10:1, 2). it-2, p. 77, verbete “Êxodo”.

Que uma congregação de pessoas, por assim dizer, pode ser batizada ou imersa num libertador e líder é ilustrado pelo apóstolo Paulo quando descreve a congregação de Israel como ‘batizada em Moisés, por meio da nuvem e do mar’. Eles foram ali cobertos por uma nuvem protetora e pelas muralhas de água em ambos os lados deles, sendo, em sentido simbólico, imersos. Moisés predisse que Deus suscitaria um profeta semelhante a ele; Pedro aplicou esta profecia a Jesus Cristo. — 1Co 10:1, 2; De 18:15-19; At 3:19-23. (it-1, p. 318, verbete “Batismo”.)

Assim, de modo figurativo, tanto os israelitas como a “vasta mistura de gente” dos apoiadores egípcios foram batizados, embora não se molhassem literalmente.

Observe que ser batizado em Moisés não significava ser literalmente imerso (afundado) em Moisés. Significa que, apesar de estarem imersos – no sentido de serem cobertos lateralmente – pela água e pela nuvem (embora sem ter contato com elas), os israelitas e a vasta mistura de gente foram salvos pela liderança de Moisés.

Pois, mesmo num sentido figurado, poder-se-ia dizer que eles foram batizados nas colunas de água ao redor e na nuvem, por terem ficado com que imersos nela, por estarem numa posição abaixo delas.  Porém, o texto diz que foram “batizados em Moisés”. A explicação lógica é que o batismo em Moisés representou a proteção em relação às águas do mar Vermelho pela fé na liderança de Moisés.

Isso nos ajuda a entender o ‘batismo em Cristo Jesus’, visto que, inclusive, Moisés tipificou a Cristo.

Assim, ser batizado em Cristo significa reconhece-lo como libertador, e dar evidência convincente de aderir de perto à liderança dele.

Mas, existe algo mais envolvido no batismo em Cristo Jesus. Atente o leitor para o fato de que o texto não menciona ‘ser batizado em Jesus Cristo’, mas em “Cristo Jesus”. Isso é relevante? Sim, pois a palavra “Cristo” antecipada ao nome “Jesus” destaca a unção de Jesus pelo espírito santo, visto que “Cristo” significa “Ungido”.

Em harmonia com isso, temos a seguinte explanação da obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

[…] aqueles que se tornam co-herdeiros dele, com esperança celestial, têm de ser “batizados em Cristo Jesus”, quer dizer, no Ungido Jesus, o qual, por ocasião da sua unção, também fora gerado para ser filho espiritual de Deus. Eles se tornam assim unidos com ele, Cabeça deles, e tornam-se membros da congregação que constitui o corpo de Cristo. — 1Co 12:12, 13, 27; Col 1:18. (it-1, p. 318, verbete “Batismo”)

Lembre-se de que terem sido “batizados em Moisés” significou para os liderados por ele estarem imersos (ou submersos) em relação às colunas de água ao redor, razão pela qual o texto diz que “foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar”.

Similarmente, ser ‘batizado em Cristo Jesus’ significa ser imerso em – ou envolvido por – espírito santo, resultando em ser gerado como filho espiritual de Deus, assim como Cristo foi.

O batismo na morte

 Parte superior do formulário
O batismo na morte, conforme exemplificado pela experiência do próprio Jesus Cristo, significa ser morto e ser ressuscitado assim como ocorreu com Cristo.

Cristo assemelhou a deposição de sua vida em sacrifício na morte e sua posterior ressurreição realizada por seu Pai à experiência de um batismo, no qual a pessoa é imersa e depois levantada.

Note isso nos textos abaixo:

Lucas 12:50: “Realmente, tenho um batismo com que devo ser batizado, e como estou aflito até que ele termine!”

Marcos 10:38, 39: “Mas Jesus lhes disse: ‘Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu estou bebendo ou ser batizados com o batismo com que eu estou sendo batizado?’ Disseram-lhe: ‘Podemos.’ Então Jesus lhes disse: ‘Vocês beberão o cálice que eu estou bebendo e serão batizados com o batismo com que eu estou sendo batizado.

Explica a obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

Foi batizado plenamente na morte ao ser mergulhado nela por ser pregado numa estaca de tortura, em 14 de nisã de 33 EC. Sua ressurreição, pelo seu Pai, Jeová Deus, no terceiro dia, completou este batismo, o qual incluiu uma emersão. – it-1, p. 318, verbete “Batismo”.

 Filipenses 3:10, 11: “O que eu quero é conhecer a ele e o poder da sua ressurreição, e participar nos seus sofrimentos, submetendo-me a uma morte semelhante à dele, para ver se de algum modo consigo alcançar a ressurreição dentre os mortos que ocorrerá mais cedo.”

Nessa esteira, temos o seguinte comentário feito pela revista A Sentinela:

Os cristãos ungidos são também ‘batizados na morte de Cristo’ no sentido de que vivem uma vida de sacrifício e renunciam a qualquer esperança de vida eterna na Terra. Sua morte, portanto, é sacrificial, como foi a morte de Jesus, embora não tenha valor de resgate. Esse batismo na morte de Cristo é concluído quando morrem e são ressuscitados para a vida no céu. – w08, 15/6, pp. 29-30.

Portanto, além de estarem envolvidos personagens históricos – Moisés e Jesus – o figurado batismo relacionado com eles envolvia reconhecer cada um deles como libertador, e dar evidência convincente de aderir de perto à liderança de cada um deles, conforme a época envolvida – os israelitas e prosélitos saídos do Egito em relação a Moisés, e os cristãos em relação a Jesus Cristo.

Já no caso da menção do batismo com espírito santo, trata-se de uma simples comparação: assim como é possível ser batizado (imerso) em água (algo impessoal), é comparativamente possível ser batizado em – envolvido por – espírito santo, algo igualmente impessoal.


Explicação das siglas de publicações usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 21 de agosto de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 21)


Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/ilustracoes-reino-dos-ceus/
Explicação da ilustração do semeador
(Mat. 13:18-23; Mar. 4:14-20; Luc. 8:11-15)
Os seus discípulos começaram a perguntar-lhe o que significava esta ilustração[1]. Outrossim, disse-lhes: “Vós não sabeis esta ilustração, e, portanto, como entendereis todas as outras ilustrações? Escutai, então, a ilustração do homem que semeou. Ora, a ilustração significa o seguinte: A semente é a palavra de Deus. O semeador semeia a palavra. Os à beira da estrada são os que ouviram a palavra do reino, mas não a entendem. [E,] assim que a ouvem, vem Satanás, o Diabo, e tira o que foi semeado no seu coração, a fim de que não creiam e sejam salvos. Este é o semeado à beira da estrada. E, semelhantemente, estes são os semeados nos lugares pedregosos: são os que, quando ouvem a palavra, aceitam-na imediatamente com alegria. Contudo, não têm raiz em si mesmos, mas continuam [e] creem por algum tempo; então, assim que surge tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo tropeçam, [e] numa época de prova, afastam-se. Quanto à que caiu entre os espinhos, estes são os que ouviram a palavra, mas as ansiedades deste sistema de coisas e o poder enganoso das riquezas, e os prazeres desta vida estão intervindo e sufocam a palavra, e ela se torna infrutífera e [eles] não trazem nada à perfeição. Finalmente, quanto àquela semeada em solo excelente, estes são os que escutam a palavra com um coração excelente e bom e a recebem favoravelmente, a retêm e dão fruto com perseverança, e produzem, este cem vezes mais, aquele sessenta vezes mais, outro trinta vezes mais.”
Explicação da ilustração do trigo e do joio
(Mat. 13:36b-43)
 [Os seus discípulos disseram:]
36 “Explica-nos a ilustração do joio no campo.” 37 Em resposta, ele disse: “O semeador da semente excelente é o Filho do homem; 38 o campo é o mundo; quanto à semente excelente, estes são os filhos do reino; mas o joio são os filhos do iníquo, 39 e o inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos. 40 Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. 41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, 42 e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes. 43 Naquele tempo, os justos brilharão tão claramente como o sol, no reino de seu Pai. Escute aquele que tem ouvidos.”
É necessário divulgar; quem tem recebe mais
(Mar. 4:21-25; Luc. 8:16-18)
 E prosseguiu a dizer-lhes: “Será que se traz uma lâmpada para ser posta debaixo dum cesto de medida ou debaixo duma cama? Não é trazida para ser posta sobre um velador? Ninguém, depois de acender uma lâmpada, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama, mas a coloca num velador, para que os que entram possam observar a luz. Pois não há nada escondido, exceto com o fim de ser exposto; nada tem ficado cuidadosamente oculto, a não ser com o fim de vir à tona. Escute quem tem ouvidos para escutar.” Disse-lhes mais ainda: “Prestai atenção ao que estais ouvindo. Com a medida com que medirdes, será medido para vós, sim, ainda se vos acrescentará mais. Pois a quem tiver, mais será dado, mas quem não tiver, até mesmo o que imagina ter lhe será tirado.”
O tesouro escondido, a pérola de grande valor e a rede de arrasto
(Mat. 13:44-53)
44 “O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que certo homem achou e escondeu; e, na sua alegria, vai e vende todas as coisas que tem e compra aquele campo. 45 Novamente, o reino dos céus é semelhante a um comerciante viajante que buscava pérolas excelentes. 46 Ao achar uma pérola de grande valor, foi e vendeu prontamente todas as coisas que tinha e a comprou. 47 Novamente, o reino dos céus é semelhante a uma rede de arrasto lançada ao mar e que apanhou peixes de toda espécie. 48 Quando ela ficou cheia, arrastaram-na para a praia, e, assentando-se, reuniram os excelentes em vasos, mas os imprestáveis lançaram fora. 49 Assim será na terminação do sistema de coisas: os anjos sairão e separarão os iníquos dos justos, 50 e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.
51 “Compreendestes o sentido de todas estas coisas?” Eles lhe disseram: “Sim.” 52 Então lhes disse: “Sendo este o caso, todo instrutor público, quando ensinado a respeito do reino dos céus, é semelhante a um homem, dono de casa, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.”
53 Terminando Jesus estas ilustrações, foi dali atravessando o país.

Nota:
[1] A ilustração do semeador.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Elias foi para o céu ou foi transferido pra outra região na terra? - Parte 03 (Final)



Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/verdadeira-fe/o-profeta-elias-ora/

Fonte: A Serviço do Reino

Porque nenhum servo de Deus do "Antigo Testamento" poderia ter ido aos céus?

A cristandade afirma que todos os justos do "Antigo Testamento" irão para o céu. Baseiam-se principalmente no texto de Mateus 8:11. Mas o artigo "Os antepassados justos de Jesus irão para o céu?", neste site, respondeu essa questão.  dizendo: 

Alguns religiosos da cristandade se baseiam no texto citado acima para afirmar que todos os bons irão para o céu, inclusive os antepassados de Jesus Cristo.

Mas, tal afirmação demonstra desconhecimento ou desconsideração dos muitos textos bíblicos que descrevem a esperança de vida eterna na Terra. (Sal. 37:9-11, 22, 29, 34; 46:9, 10; Prov. 2:21, 22; Isa. 11:6-9; 33:24; 35:4-6; 65:17-25; 66:22, 23; Rev. 21:3, 4) Em segundo plano, tal asserção também exibe falta de conhecimento ou de reconhecimento dos procedimentos estabelecidos por Deus para a vida celestial. Ei-los abaixo:

1)  Precisa haver uma CHAMADA e  ESCOLHA da pessoa por Deus, mediante Seu Filho, Jesus Cristo:

2 Timóteo 1:9, 10: “Ele nos salvou e nos chamou com uma chamada santa, não em razão de nossas obras, mas em razão de seu próprio propósito e benignidade imerecida. Isto nos foi dado em conexão com Cristo Jesus antes dos tempos de longa duração, mas agora se tornou claramente evidente pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus, que aboliu a morte, mas lançou luz sobre a vida e a incorrupção por intermédio das boas novas.”

2)  Envolve Deus  JUSTIFICAR,       ou DECLARAR JUSTO, o cristão chamado:

Romanos 3:23, 24: “Pois todos pecaram e não atingem a glória de Deus, e é como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela benignidade imerecida dele, por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus.”

3)  PRODUZI-LO (GERÁ-LO) como filho espiritual de Deus:

João 1:12, 13: “A tantos quantos o receberam [a Jesus], a estes deu autoridade para se tornarem filhos de Deus, porque exerciam fé no seu nome; e nasceram, não do sangue, nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

João 3:3, 5: “Em resposta, Jesus disse-lhe: ‘Digo-te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus.’ Jesus respondeu: ‘Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus.’”

Tiago 1:18: “Porque ele [Deus] o quis, ele nos produziu [gerou, ACRF] pela palavra da verdade, para que fôssemos certas primícias das suas criaturas.”

4)  UNGI-LO:

2 Coríntios 1:21, 22: “Mas, quem garante que vós e nós pertencemos a Cristo e quem nos ungiu é Deus. Ele pôs também o seu selo sobre nós e nos deu o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito, em nossos corações.” 

(Fim do artigo citado.)

O artigo mostra claramente que todos esses procedimentos acima citados só ocorreram após a vinda de Jesus à Terra. Somente após Jesus subir aos céus é que foi derramado o prometido espírito santo, gerando aquelas pessoas como "filhos espirituais" de Deus pra um governo junto com Seu Filho, Cristo. Sendo assim, após análise dos dois artigos, fica claro que todos os fiéis da antiguidade, que incluem Elias e Enoque, estão dormindo na morte, não no céu; estão aguardando a futura ressurreição com a esperança original prometida por Jeová: viverem pra sempre na Terra, em condições perfeitas e num paraíso.

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



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