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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O fato de que “Deus é amor” prova que o Filho sempre existiu?











Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20151115/deus-e-amor/

Certo leitor trouxe à atenção uma argumentação de um trinitarista que tenta provar que o Filho sempre existiu:

Olá, apologista! Sou testemunha de Jeová, e queria que o irmão me ajudasse em mais um argumento contra a trindade. Esse argumento se acha em um site de um teólogo adventista. O argumento é esse:

1 João 4 complementa esse assunto da encarnação, dizendo: “Deus é amor” (v. 8). Essas palavras – “Deus é amor” – não possuem significado real a menos que Deus seja pelo menos a união de duas pessoas. Amor é algo que uma pessoa tem por outra pessoa. Se Deus fosse uma pessoa singular, então, antes que o Universo e os anjos fossem criados, Ele não teria sido amor. Pois, se o amor é a própria essência da natureza de Deus, Ele precisa haver amado sempre e, sendo eterno, deve ter possuído um eterno objeto de amor. Alguém para amar. Além disso, o perfeito amor somente é possível entre iguais. Adão, na criação, num ambiente perfeito, só se tornou completamente feliz quando foi criada uma pessoa igual para ele poder amar. Nós somos assim, porque somos à imagem e semelhança de Deus. Deus é amor. Sempre foi amor. Por toda a eternidade. E exatamente por isso decidiu vir aqui em pessoa, na pessoa do divino Jesus, para morrer por nós, como tentei provar para meu amigo testemunha [de Jeová], lá nos anos 1990.  

Desde já, um muito obrigado.

Resposta:

Em primeiro lugar, vale trazer à tona que 1 João 4:8 não diz que “o Pai é amor”, e sim que “Deus é amor”. Mas o trinitarista aplica corretamente tal passagem ao Pai. Assim, por meio de tal argumentação, tal trinitarista admite, mesmo inconscientemente, que Deus é somente o Pai!

E esse é um fato recorrente nas argumentações trinitárias: em geral tais argumentações fornecem indícios, de admissão consciente ou inconsciente, por parte dos trinitários, de que somente o Pai é o Deus Todo-Poderoso, sem princípio de existência.

Quanto ao argumento desse senhor, pode-se ver que ele parte da premissa inverossímil de que o sentimento do amor, no caso do Pai, exige um relacionamento, exige a presença de outrem. A argumentação desse senhor se fundamenta na filosofia, que tem por base a experiência humana.

Acontece que a existência de Jeová, o Criador, escapa à experiência humana. Isto porque ele vivenciou eternidade passada, algo incompreensível à mente humana, que apenas experenciou coisas que têm princípio. Diz a Bíblia sobre Jeová: “De eternidade [passada] a eternidade [futura], tu és Deus.” – Salmo 90:2.

Embora o ser humano perfeito tenha sido feito “à imagem e semelhança” de Deus (Gênesis 1:26), o ser humano não é equivalente a Deus quanto às qualidades. Exemplo disso é a modéstia, que significa o reconhecimento das limitações. Visto que Jeová não tem limitações, ele não tem essa característica. Mas todas as suas criações a têm. Inversamente, suas criações não têm eternidade passada, mas Jeová a tem. Tudo isso mostra que é falacioso usar premissas humanas para definir ou medir Deus.

O ser humano depende de se socializar para demonstrar seu amor e manter a saúde mental. No entanto, Jeová é autossuficiente. Ele não depende de nada e de ninguém. Por que podemos afirmar isso?

Porque a Bíblia mostra que o Filho teve princípio:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.” – Colossenses 1:15.

“Ao anjo da congregação em Laodiceia escreva: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” – Apocalipse 3:14.

“Jeová me produziu como o princípio do seu caminho, a primeira das suas realizações mais antigas.” – Provérbios 8:22.

Assim, ela torna claro que o Deus de eternidade passada num dado momento produziu, ou gerou, seu Filho primogênito. E toda a argumentação falaciosa desse referido senhor cai por terra diante desse fato biblicamente comprovado.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 27 de setembro de 2016

José de Arimateia era político? (Parte 1)


Fonte da ilustração: www.jw.org


Um leitor escreveu:

Prezado apologista:
Encontrei uma pessoa que, indagando sobre os cristãos participarem na política, mencionou o exemplo de José de Arimateia.
Primeiro, ele citou que esse homem, chamado José de Arimateia, era Senador (ocupada um cargo político). Por isso, ele teve facilidade em convencer Pilatos em lhe entregar o corpo de Jesus. Depois ele mencionou que ele, embora Senador, também era seguidor de Jesus Cristo.
Ele usa esse exemplo para defender a posição de que os cristãos podem participar na política. Ao pesquisar sobre o assunto, não encontrei nada muito específico no CD-ROM da Organização de Jeová. E os textos parecem ser bem claros quanto a isso – de ele ser político e ser seguidor de Jesus. – Note João 19:38; Mateus 27:57; Marcos 15:43; Lucas 23:51.
Por favor, poderia me indicar algo para que eu possa lhe responder à altura?
Ficarei no aguardo.
Abraços!


Resposta:

Primeiro, não há nenhuma evidência bíblica de que José de Arimateia fosse membro do senado romano. A facilidade de ele ter convencido Pilatos evidentemente tinha a ver com a posição judaica que ele exercia: era membro do Sinédrio (Supremo Tribunal judaico):

Marcos 15:43: “Chegou José de Arimateia, membro bem-conceituado do Conselho, que também aguardava o Reino de Deus. Ele tomou coragem, compareceu perante Pilatos e pediu o corpo de Jesus.

Infelizmente, algumas traduções usadas pela cristandade pervertem essa passagem, usando a palavra “senador” em vez de ‘membro do Conselho’. Note isso nas citações abaixo:

Chegou José de Arimateia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.” – ACF; também ARC.

Porém, traduções que se apegam mais ao significado das palavras no texto grego do “Novo Testamento” apontam o significado correto:

“José de Arimateia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus.” – IBB, que afirma traduzir “de acordo com os melhores textos em hebraico e grego”.

ARA: ilustre membro do sinédrio.”

TB: ilustre membro do Sinédrio.”

NIV: José de Arimateia, membro de destaque do Sinédrio.”

SBB: ilustre membro do sinédrio.”

Ave Maria: ilustre membro do conselho.

NJB: “proeminente membro do Conselho.”

BP:membro importante  do Sinédrio.”

Então, por que há traduções que vertem por “senador”? Qual é o sentido etimológico da palavra “senador”? O segundo e último artigo deste tema considerará essas questões debaixo do subtema:

A origem da confusão nas traduções da cristandade


Explicação das siglas de traduções usadas:

ACF: Almeida Revista e Corrigida Fiel.
ARA: Almeida Revista e Atualizada no Brasil.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
BP: Bíblia Pastoral.
IBB: Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira.
NIV: Nova Versão Internacional.
NJB: New Jerusalem Bible.
SBB: Tradução da Sociedade Bíblica Britânica.
TB: Tradução Brasileira.

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 25 de setembro de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (parte 26)

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/assassinato-durante-aniversario/

Assassinato de João Batista
(Mat. 14:1-12; Mar. 6:14-29; Luc. 9:7-9)
Naquele mesmo tempo, o Rei Herodes[1], o governante distrital, ouviu relatos sobre Jesus, [e] de todas as coisas que estavam acontecendo; (pois o nome de Jesus tornara-se público) e ficou em grande perplexidade, porque alguns diziam: “João, o batizador, tem sido levantado dentre os mortos, e por esta razão operam nele as obras poderosas.” Mas outros diziam: “É Elias.” Ainda outros diziam: “É um profeta semelhante a um dos profetas.” Ouvindo-o, porém, Herodes começou a dizer aos seus servos: “Eu decapitei a João. Quem é então este de quem ouço falar tais coisas? Este é João Batista. Ele foi levantado dentre os mortos, e é por isso que operam nele obras poderosas.” De modo que buscava vê-lo.
Pois o próprio Herodes havia mandado prender a João, amarrando-o e lançando-o na prisão, por causa de Herodias, esposa de Filipe, seu irmão; porque se tinha casado com ela. Pois João dissera várias vezes a Herodes: “Não te é lícito ter a esposa de teu irmão.”[2] Herodias, porém, nutria ressentimento contra ele e queria matá-lo, mas não podia. Porque Herodes tinha temor de João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o a salvo. E, ao ouvi-lo, estava muito perplexo quanto a que fazer; contudo, continuava a ouvi-lo de bom grado. No entanto, embora [o próprio Herodes] quisesse matá-lo, temia a multidão, pois consideravam-no profeta.
Chegou, porém, um dia conveniente, no seu aniversário natalício, em que Herodes ofereceu uma refeição noturna a seus dignitários e comandantes militares, e aos principais da Galileia.[3] E entrou a filha[4] desta mesma Herodias e dançou, e ela agradou tanto a Herodes, e aos que se recostavam com ele, que ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que pedisse. O rei disse à donzela: “Pede-me o que quiseres, e eu to darei.” Sim, jurou-lhe: “O que for que me pedires, até a metade do meu reino, eu to darei.” E ela saiu e disse à sua mãe: “Que devo pedir?” Ela disse: “A cabeça de João, o batizador.”  E entrando logo apressadamente, foi ter com o rei e fez a sua solicitação, sob as instigações de sua mãe, dizendo: “Quero que me dês imediatamente, numa travessa, a cabeça de João Batista.”
Embora o rei ficasse profundamente contristado, contudo, não quis desconsiderá-la, em vista dos juramentos e dos que se recostavam com ele à mesa. O rei mandou assim imediatamente um guarda pessoal e ordenou-lhe que João fosse decapitado na prisão [e que] trouxesse a cabeça dele. E ele foi e o decapitou na prisão, e trouxe a cabeça dele numa travessa, e a deu à donzela, e a donzela a levou [e] a deu à sua mãe. Quando os discípulos dele ouviram isso, vieram e removeram o seu cadáver e o deitaram num túmulo memorial; e vieram relatá-lo a Jesus.

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Ântipas. 
[2] João podia devidamente corrigir Ântipas nesta questão, porque Ântipas era nominalmente judeu e professava estar sob a Lei. – It-2, 323.
[3] Em Tiberíades, que distava cerca de 15 km de Cafarnaum. – It-3, p. 510.
[4] A princesa Salomé, filha de Herodes Filipe e filha única de sua mãe Herodias, que se tornou enteada de Herodes Ântipas. O nome de Salomé é preservado nos escritos de Josefo. – It-3, p. 510.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são baseadas na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

De que modo o Filho “subiu ao céu”?

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/wp20140301/amor-deus-significa-vida-eterna/


“Além disso, nenhum homem subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem.” – João 3:13.

“Nenhum homem subiu ao céu”

Até a vinda de Cristo na Terra, nenhum ser humano havia ido ao céu espiritual. Isso refuta terminantemente as conclusões de certos religiosos de que Enoque e Elias foram para o céu.

Hebreus 10:19, 20 declara:

“Portanto, irmãos, visto que temos plena confiança para usar o caminho de entrada no lugar santo [o céu] por meio do sangue de Jesus, o caminho novo e vivo que ele abriu [lit.: “inaugurou”; nota] para nós através da cortina, isto é, sua carne.”

Uma vez que Jesus “inaugurou” a entrada no céu espiritual, ele foi o primeiro a receber a recompensa celestial. Para isso, ele teve de morrer, despojando-se de sua “carne”, visto que “carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus”. (1 Coríntios 15:50) Todos os que irão para o céu terão primeiro que morrer como humanos.

“A não ser aquele que desceu do céu”

As palavras de Cristo indicavam que ele havia estado no céu. Há base para se concluir que Jesus, na sua existência pré-humana como poderosa pessoa espiritual, era o anjo que guiava Israel no ermo.

Note as palavras de Jeová ao povo israelita em Êxodo 23:20-23:

“Enviarei um anjo à sua frente para protegê-lo pelo caminho e para fazê-lo entrar no lugar que preparei. Preste atenção a ele e obedeça à sua voz. Não se rebele contra ele, porque ele não perdoará as suas transgressões, pois o meu nome está nele. Mas, se você obedecer fielmente à sua voz e fizer tudo o que eu disser, tratarei com hostilidade os seus inimigos e me oporei aos que se opuserem a você. Pois o meu anjo irá à sua frente e o levará aos amorreus, aos hititas, aos perizeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus, e eu os eliminarei.”

Em harmonia com esse entendimento, lemos em Isaías 63:9:

Durante toda a aflição deles [dos israelitas], ele [Jeová] também ficou aflito. E o seu mensageiro pessoal [Ou: ‘o anjo da sua presença’”; nota]”. os salvou. Por amor e compaixão, ele os resgatou; e ele os levantou e os carregou todos os dias do passado.”

Os tradutores das versões da cristandade em geral reconhecem que esse “anjo” é o pré-humano Jesus Cristo, pois vertem essa expressão como “o Anjo da sua presença”. - Almeida Revista e Atualizada no Brasil.

Assim, não como homem, mas como pessoa espiritual, ele vinha à Terra e ‘ascendia’ ao céu. Nesse respeito, “nenhum homem subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem”, em sua existência pré-humana.

Mas alguém poderia questionar: ‘A linguagem usada não dá a entender que Jesus “subiu ao céu” como humano? Afinal, a frase “nenhum homem subiu ao céu, a não ser … o Filho do Homem” parece indicar isso.

Não, não há essa indicação, pois Jesus não disse “a não ser o homem”, mas “a não ser aquele”.

“Aquele” não se refere ao homem Jesus Cristo, e sim à sua pessoa como poderosa criatura espiritual antes de vir à Terra. Ademais, Jesus usou a expressão “o Filho do homem”, não para afirmar que ele era humano quando subiu ao céu em sua atuação pré-humana, mas sim para mostrar que ele – o Filho do Homem quando na Terra – havia sido antes disso uma poderosa pessoa espiritual, ocasião em que havia subido ao céu.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Deus do “Velho Testamento” era cruel?


Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102002050

Um filósofo de nome Marcião, no início do segundo século EC, defendeu esse conceito.

Na verdade, Jeová é sempre o mesmo, imutável em sua personalidade e padrões. Lemos em Malaquias 3:6: “Pois eu sou Jeová; eu não mudo.”

A mudança ocorreu com a conduta de seu povo escolhido, não com Jeová. No começo, esse povo era rebelde e difícil de lidar, conforme Deuteronômio 32:4, 5:

“A Rocha [Jeová] — perfeito é tudo o que ele faz, pois todos os seus caminhos são justos. Deus de fidelidade, que nunca é injusto; Justo e reto é ele. Eles é que se corromperam; não são seus filhos, o defeito é deles. São uma geração pervertida e corrompida!

Os 1.545 anos de treinamento sob o arranjo divino da Lei mosaica preparou tal povo para o arranjo divino do cristianismo.

Observe que, no judaísmo antigo, havia mais de 600 leis codificadas, ao passo que, no cristianismo, não houve leis codificadas e sim princípios gerais. Paulo disse que a lei é para o injusto, e não para o justo:

Ora, sabemos que a Lei é boa, se for aplicada corretamente, reconhecendo-se que as leis são feitas não para o justo, mas para os transgressores e rebeldes, ímpios e pecadores, desleais e profanadores, para os que matam pai ou mãe, assassinos, para os que praticam imoralidade sexual, homens que praticam o homossexualismo, raptores, mentirosos, para os que juram falsamente, e para tudo que é contrário ao ensinamento sadio, o qual está de acordo com as gloriosas boas novas do Deus feliz, que foram confiadas a mim.” – 1 Timóteo 1:8-11:

Assim, a profusão de leis em qualquer nação demonstra o alarmante aumento da injustiça e desonestidade entre seus membros. Também explica que a nação de Israel estava menos preparada para fazer a vontade divina, haja vista que saiu da escravidão dura do Egito e do contato com os deuses daquela nação. Já o cristianismo encontrou um povo preparado no sentido de abominar a idolatria e de ter uma vida moral regrada. Assim, dispensou leis codificadas e estabeleceu apenas princípios. A natureza do cristianismo é, pois, principiológica.

Mesmo assim, vemos no "Velho Testamento" como Jeová mostrou ser amoroso, clemente e misericordioso. Êxodo 34:6 descreve Jeová como “Deus misericordioso e compassivo, paciente e cheio de amor leal e de verdade”. Ele teve muita paciência com aquela nação. A extraordinária paciência de Jeová foi descrita por ele em Jeremias 7:23-25:

“Mas esta foi a ordem que lhes dei: ‘Obedeçam à minha voz, e eu me tornarei o seu Deus, e vocês se tornarão o meu povo. Andem sempre no caminho que eu lhes ordenar, para que tudo vá bem com vocês.’ Eles, porém, não escutaram nem prestaram atenção; em vez disso, andaram conforme seus próprios planos, teimando em seguir seu coração mau. Andaram para trás, não para a frente, desde o dia em que os antepassados de vocês saíram da terra do Egito até hoje. Por isso eu enviava a vocês todos os meus servos, os profetas; eu os enviava dia após dia, vez após vez.”j

Veja o amor que ele mostrou com o profeta Jonas. Lemos no livro de Jonas, capítulo 4:9-11:

“Deus perguntou a Jonas: ‘Você acha certo ficar tão irado por causa do cabaceiro?’ E ele respondeu: ‘Eu tenho razão para ficar irado, tão irado que quero morrer.’ Mas Jeová disse: ‘Você teve pena do cabaceiro, que você não cultivou nem fez crescer; ele cresceu numa noite e morreu numa noite. Será que eu também não deveria ter pena de Nínive, a grande cidade, em que há mais de 120.000 homens que não sabem nem mesmo a diferença entre o certo e o errado, além de seus muitos animais?’”

Aquele profeta questionou o Ser mais Poderoso de todos, e este teve total paciência com o profeta! Em geral humanos em posição levemente mais elevada que outros não aceitam questionamento de seus subalternos. Mas Jeová, num sublime exemplo de amor, paciência e compaixão para com seu profeta, raciocinou com ele, exemplificou com um cabaceiro, a ponto de tocar profundamente o coração de Jonas, que posteriormente registrou por inspiração o ocorrido.

E veja esta sublime expressão do amor de Jeová, em Isaías 49:15, 16!

“Será que uma mulher [com afeição natural] pode se esquecer do seu bebê, e não sentir compaixão pelo filho do seu ventre? Mesmo que essas mulheres se esquecessem, eu nunca me esqueceria de você. Veja! Gravei você na palmadas minhas mãos! Suas muralhas estão sempre diante de mim.”

Poderíamos nos estender mais sobre o assunto, mas creio que o que já foi aqui colocado é suficiente para mostrar o infinito amor de Jeová na era pré-cristã.

Portanto, que confiemos de pleno coração em Jeová, “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo”. - 2 Coríntios 1:3.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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domingo, 18 de setembro de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (parte 25)




Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-na-galileia/treinamento-apostolos-para-pregar-reino/

Terceira viagem de pregação pela Galileia (fins de 31 EC ou início de 32 EC)
(Mat. 9:35-11:1; Mar. 6:6-13; Lu 9:1-6)
 Envia os doze aos pares
(Mat. 9:35-10:10; Mar. 6:6b-9; Luc. 9:1-3)
E Jesus empreendeu uma viagem por todas as cidades e aldeias, num circuito, ensinando nas sinagogas deles e pregando as boas novas do reino, e curando toda sorte de moléstias e toda sorte de padecimentos. Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor. Ele disse então aos seus discípulos: “Sim, a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, rogai ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita.”
Ele convocou assim os seus doze discípulos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, para os expulsarem e para curarem toda sorte de moléstias e toda sorte de padecimentos.
(Mat. 10:2-4)
2 Os nomes dos doze apóstolos são estes: Primeiro, Simão, o chamado Pedro, e André, seu irmão; e Tiago, [filho] de Zebedeu, e João, seu irmão; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, [filho] de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Cananita, e Judas Iscariotes, que mais tarde o traiu.
 E principiou a enviá-los de dois em dois, a pregar o reino de Deus e a curar, dando-lhes as seguintes ordens: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’ Curai doentes, ressuscitai mortos, tornai limpos os leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça dai. Não leveis nada para a viagem. Não adquirais nem ouro, nem prata, nem cobre, para os bolsos dos vossos cintos, nem pão, nem alforje para a viagem, nem duas peças de roupa interior, nem sandálias, nem bastão; pois o trabalhador merece o seu alimento.” Deu-lhes também ordens de levarem apenas um bastão, [e] de amarrarem sandálias.
Jesus dá instruções sobre pregação
(Mat.10:11-15; Mar. 6:10, 11; Luc. 9:4, 5)
Outrossim, disse-lhes: “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor, e onde quer que entrardes numa casa, ficai ali até sairdes daquele lugar.  Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais; mas, se ela não for merecedora, volte a vós a vossa paz. Onde quer que alguém não vos receber, ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi fora o pó que está debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Deveras, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma e Gomorra do que para essa cidade.
Preparação para enfrentar perseguição
(Mat. 10:16-30)
16 “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto, mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas. 17 Guardai-vos dos homens; pois eles vos entregarão aos tribunais locais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Ora, sereis arrastados perante governadores e reis, por minha causa, em testemunho para eles e para as nações. 19 No entanto, quando vos entregarem, não fiqueis ansiosos quanto a como ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de falar; 20 pois, quem fala não sois apenas vós, mas é o espírito de vosso Pai, que fala por meio de vós. 21 Além disso, irmão entregará irmão à morte, e o pai ao seu filho, e os filhos se levantarão contra os pais e os farão matar. 22 E vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome; mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; pois, deveras, eu vos digo: De modo algum completareis o circuito das cidades de Israel antes de chegar o Filho do homem.
24 “O discípulo não está acima do seu instrutor, nem o escravo acima do seu senhor. 25 Basta que o discípulo se torne como o seu instrutor e o escravo como o seu senhor. Se chamaram de Belzebu ao dono da casa, quanto mais [chamarão] assim aos de sua família? 26 Portanto, não os temais; pois não há nada encoberto que não venha a ser descoberto e não há nada secreto que não venha a ser conhecido. 27 O que eu vos digo na escuridão, dizei na luz; e o que ouvis sussurrado, pregai dos altos das casas. 28 E não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo. 29 Não se vendem dois pardais por uma moeda de pequeno valor?[1] Contudo, nem mesmo um deles cairá ao chão sem o [conhecimento de] vosso Pai. 30 Porém, os próprios cabelos de vossa cabeça estão todos contados. 31 Portanto, não temais; vós valeis mais do que muitos pardais.
A lealdade a Jeová e a Cristo está acima de tudo
(Mat. 10:32-39)
32 “Todo aquele, pois, que confessar perante os homens estar em união comigo, eu também confessarei perante meu Pai, que está nos céus, estar em união com ele; 33 mas aquele que me repudiar perante os homens, eu também o repudiarei perante meu Pai, que está nos céus. 34 Não penseis que vim estabelecer paz na terra; vim estabelecer, não a paz, mas a espada. 35 Pois vim causar divisão; o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a jovem esposa contra sua sogra. 36 Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família. 37 Quem tiver maior afeição pelo pai ou pela mãe do que por mim, não é digno de mim; e quem tiver maior afeição pelo filho ou pela filha do que por mim, não é digno de mim. 38 E aquele que não aceita a sua estaca de tortura e não me segue não é digno de mim. 39 Quem achar a sua alma, perdê-la-á, e quem perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.
Quem aceitar a mensagem será recompensado
(Mat. 10:40-11:1; Mar. 6:12, 13; Luc. 9:6)
(Mat. 10:40-11:1)
40 “Quem vos recebe, recebe [também] a mim, e quem me recebe, recebe [também] aquele que me enviou. 41 Quem receber um profeta porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta, e quem receber um homem justo porque ele é homem justo, receberá a recompensa de homem justo. 42 E aquele que der a um destes pequenos ainda que seja um copo de água fria a beber, porque ele é discípulo, deveras, eu vos digo, de nenhum modo perderá a sua recompensa.”
11 Então, quando Jesus tinha terminado de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali para ensinar e pregar nas cidades deles.
Partindo [eles] então, passaram pelo território, e pregavam, de aldeia em aldeia, declarando as boas novas e realizando curas em toda a parte, a fim de que as pessoas se arrependessem; e expulsavam muitos demônios, e untavam muitos doentios com óleo e os curavam.


Nota:
[1] Lit.: “se vendem . . . por um asse (assário)”; este era a décima sexta parte de um denário. – NM, nota.


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