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terça-feira, 29 de novembro de 2016

A terra existirá para sempre – que “terra”? (Parte 2)


Desmistificando o sofisma da “terra prometida” e de sua suposta correspondência com o céu

Lemos no Salmo 37:9-11: Pois os maus serão eliminados, mas os que esperam em Jeová possuirão a terra. Apenas mais um pouco, e os maus deixarão de existir; você olhará para onde estavam, e eles não estarão lá. Mas os mansos possuirão a terra e terão grande alegria na abundância de paz.”

Como foi raciocinado no artigo anterior, trata-se da “terra” onde havia pessoas más. No céu não há seres maus; os únicos maus – o Diabo e seus anjos – foram expulsos de lá. – Apocalipse 12:7-9.

Também, a passagem não diz respeito à conquista da terra da promessa pelos israelitas. Primeiro, porque quando essa passagem foi escrita, essa conquista já havia ocorrido; segundo, porque entender dessa forma implicaria em dizer que os maus e injustos somente se restringiam aos povos que anteriormente habitavam aquela terra (a Palestina). Acontece que, entre os conquistadores israelitas e seus descendentes, também havia pessoas más e injustas. E, por último, tal interpretação nega a verdade fundamental de que o propósito de Deus para com a Terra é de que ela seja um paraíso habitado por pessoas justas, bem como a verdade fundamental de que ele não muda de propósito.

Lemos em Gênesis 1:27, 28: E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Além disso, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Tenham filhos e tornem-se muitos; encham e dominem a terra; tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as criaturas voadoras dos céus e sobre toda criatura vivente que se move sobrea terra.’”

Isaías 45:18 declara: “Pois assim diz Jeová, O Criador dos céus, o verdadeiro Deus, Aquele que formou a terra e que a fez, aquele que a estabeleceu firmemente, que não a criou simplesmente para nada, mas a formou para ser habitada: ‘Eu sou Jeová, e não há outro.’”

Isaías foi escrito bem depois de Deus ter proferido seu propósito para com a Terra, evidenciando que tal propósito não havia mudado após o surgimento do pecado. Num segundo plano, prova que a Terra nunca ficará desabitada, pois essa situação iria contra o propósito de Jeová, de que ela seja habitada. E, por último, prova que a Terra ficará em condições paradisíacas, sem o pecado e sem as consequências do pecado (doença, velhice e morte), pois somente assim ela ficará habitada como Deus queria ao declarar seu propósito para com a Terra.

O textos a seguir demonstram a imutabilidade do propósito divino:

Isaías 14:24, 27: “Jeová dos exércitos jurou: ‘Assim como intencionei, assim acontecerá, e o que determinei se cumprirá. Pois Jeová dos exércitos determinou que fosse assim, e quem pode frustrar isso? Sua mão está estendida, e quem pode fazê-la recuar?’” (Veja também Isaías 55:11.)

O último artigo desta série mostrará as consequências da crença na destruição da Terra sobre as verdadeiras doutrinas bíblicas.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.


Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




domingo, 27 de novembro de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (parte 35)

Fonte da ilustração: 
Livro "O Maior Homem Que Já Viveu", história 61.
Cura do menino possesso
(Texto unificado de Mat. 17:14-20; Mar. 9:14-29; Luc. 9:37-43)
No dia seguinte, ao descerem do monte, ao chegarem então perto dos outros discípulos, notaram uma grande multidão em volta deles e escribas discutindo com eles. Mas, assim que toda a multidão o avistou, ficaram atônitos, e, correndo para ele, começaram a cumprimentá-lo. E ele lhes perguntou: “O que estais discutindo com eles?” E, ao se chegarem à multidão, aproximou-se-lhe um homem que se ajoelhou diante dele e, [respondendo-lhe,] clamava, dizendo: “Instrutor, eu te trouxe meu filho. Rogo-te, Senhor: tem misericórdia de meu filho, [e] dês uma olhada [nele], porque ele é o meu unigênito. Porque ele é epiléptico[1] e está enfermo [e] tem um espírito sem fala; e, onde quer que o espírito o apanhe, ele clama repentinamente, e o espírito lança-o ao chão, em convulsões,[2] pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água; e ele espuma e range os dentes, e perde a sua força; e quase não se retira dele depois de o machucar. E eu o trouxe aos teus discípulos, E roguei a [eles] que o expulsassem, mas eles não foram capazes.”
Jesus disse, em resposta: “Ó geração sem fé e deturpada, até quando terei de continuar convosco? Até quando terei de suportar-vos? Traze teu filho para cá.” De modo que lho trouxeram. Mas à vista dele, enquanto [esse] se aproximava, porém, o demônio lançou o menino imediatamente em convulsões, violentamente, ao chão. E depois de ele cair ao chão, rolava por ali espumando. E [Jesus] perguntou ao pai dele: “Há quanto tempo lhe acontece isso?” Ele disse: “Desde a infância; e repetidas vezes o lança tanto no fogo como na água para o destruir. Mas, se puderes fazer algo, tem pena de nós e ajuda-nos.”
Jesus disse-lhe: “Esta expressão: ‘Se puderes’! Ora, todas as coisas podem suceder ao que tem fé.” Clamando imediatamente, o pai do menino dizia: “Tenho fé! Ajuda-me onde necessito de fé!” Jesus, observando então que a multidão afluía, censurou o espírito impuro, dizendo-lhe: “Espírito sem fala e surdo, ordeno-te que saias dele e não entres mais nele.” E depois de clamar e de passar por muitas convulsões, saiu; e o menino ficou como que morto, de modo que a maioria deles dizia: “Ele está morto!” Mas Jesus o tomou pela mão e o levantou, e ele se ergueu. Jesus sarou [assim] o menino, e o menino ficou curado daquela hora em diante;.e o entregou ao seu pai. Pois bem, todos ficaram assombrados com o poder majestoso de Deus.
Assim, depois de entrar numa casa, seus discípulos, chegando-se então a Jesus, passaram a perguntar-lhe em particular: “Por que é que nós não pudemos expulsá-lo?” Ele lhes disse: “Por terdes pouca fé. Pois, deveras, eu vos digo: Se tiverdes fé do tamanho dum grão de mostarda, direis a este monte: ‘Transfere-te daqui para lá’, e ele se transferirá, e nada vos será impossível.” E ele lhes disse: “Esta espécie não pode sair exceto por oração.”

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Doença crônica do sistema nervoso central, manifestada por convulsões, ou pela debilitação ou perda da consciência, e talvez ambas. Este distúrbio está relacionado com uma atividade anormal do cérebro. O termo “epilepsia” deriva da palavra grega e·pi·le·psí·a, que literalmente significa “agarra [ataque, acesso]”. – It-1, p. 823.
[2] Medicina. Contração muscular involuntária e instantânea isolada ou em série, causando movimento(s) localizado(s) a um ou mais grupos musculares. – Dicionário Aurélio.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

As contradições da doutrina trinitarista



O Senhor Jesus Cristo afirmou: “Todo reino dividido contra si mesmo cai em ruína, e uma casa dividida contra si mesma cai. Da mesma forma, se Satanás também está dividido contra si mesmo, como o seu reino ficará de pé?” (Lucas 11:17) O princípio por trás desse texto pode muito bem ser aplicado à doutrina da Trindade e aos que a defendem, pois as contradições entre os conceitos trinitários mostra que tal doutrina não tem sustentação.

Este artigo, feito com a colaboração do apologista Saga, revela algumas das muitas contradições do ensino trinitarista. Alistam-se abaixo algumas de tais contradições:

AFIRMAÇÃO: ‘A Regra de Sharp torna claro que, quando temos dois substantivos ligados por “kai” (“e”) e o primeiro vem com o artigo definido, isso significa que o segundo é o mesmo ser. Assim, em Tito 2:13, a construção “O Deus e Salvador” mostra que os dois substantivos – Deus e Salvador – se referem a Jesus Cristo.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: Em João 20:28 (‘O Senhor e O Deus’) apresenta uma construção diferente (dois substantivos ligados por “kai” (“e”) e os dois vêm com o artigo definido), o que faria, segundo a tal “Regra de Sharp”, que “o Senhor” é um ser e “o Deus” é outro ser. No entanto, isso é algo que os trinitarista terminantemente não aceitam, negando a própria “regra” que eles mesmos criaram!

AFIRMAÇÃO: ‘Deus não morre.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘Meu Deus morreu por mim na cruz.’

AFIRMAÇÃO: ‘O Filho nasceu, foi gerado por Deus.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘O Filho sempre existiu.’ 

AFIRMAÇÃO: ‘O Filho não sabia o dia e a hora do fim, pois era homem.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘O Filho era Deus na Terra e, sendo assim, era onisciente.’

AFIRMAÇÃO: ‘A Regra de Cowell mostra que um nominativo predicativo anartro é definido quando precede o verbo. Assim, em João 1:1, na construção ‘a Palavra era Deus’, esse termo “Deus” é definido, significando que a Palavra era O Deus.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: Encontramos a mesma situação gramatical em João 6:70 na construção “um de vós é diabo” (IBB), mas nenhum trinitarista afirmaria que esse “um” (Judas Iscariotes) era O Diabo (o anjo que se desviou).[1]

AFIRMAÇÃO: ‘O Filho, que era Deus, se esvaziou de sua forma de Deus e veio a existir em forma de homem.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘O Filho nunca deixou de ser Deus na Terra.’

AFIRMAÇÃO: ‘O Pai ressuscitou o Filho.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘O Filho ressuscitou a si mesmo.’

AFIRMAÇÃO: ‘Não cremos em três Deuses, isso seria triteísmo, e não trindade.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘A Trindade é provada no Antigo Testamento pela palavra Elohim, que significa “Deuses”.’

AFIRMAÇÃO: ‘O Filho, ao reviver, subiu ao céu e foi exaltado para o lado direito do Pai.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘Jesus nunca saiu do céu, pois é onipresente.’

 AFIRMAÇÃO: ‘O Filho sempre foi Todo-Poderoso.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘Quando o Filho voltou aos céus, Deus o exaltou a uma posição superior.’

AFIRMAÇÃO: ‘Jesus nunca poderia ser o Arcanjo, pois ele é Deus, não é anjo; ele é o Criador, e anjos são criaturas.’
CONTRA-AFIRMAÇÃO: ‘Jesus é o ANJO DO SENHOR que aparecia no Antigo Testamento.’

Como visto acima, a Trindade é uma doutrina dividida contra si mesma e, por causa disso, não subsistirá. Chegará o tempo em que todas as criaturas que então viverem “adorarão o Pai com espírito e verdade”. – João 4:23.


Nota:
[1] Para uma explicação sobre a regra de Cowell, veja o vídeo Uma consideração sobre João 1:1: Quem é o Verbo realmente?”


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terça-feira, 22 de novembro de 2016

A terra existirá para sempre – que “terra”? (Parte 1)


Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/es/publicaciones/libros/historias-biblicas/8/paraiso-terrestre/

Um leitor escreveu:

Eu já li o Salmo 37:29 onde diz que os justos possuirão a terra e viverão nela para sempre. Mas muitos dizem que essa terra é a terra prometida lá no céu. Afinal a que terra está se referindo aqui? É simbólica no sentido que não é a terra literal mas sim no céu? Ou é literal. Tem um outro texto, que não lembro onde se localiza, mas que diz que a terra permanece para sempre. Bem, muitos dizem que a “terra” aqui se refere às pessoas, que são elas que permanecem para sempre vivas, e lá no céu. Talvez seria um bom tema pro seu site, gostaria de obter mais conhecimento a respeito desse assunto meio polêmico. Afinal, onde será a morada final dos justos?

Resposta:

Olá, prezado.

A Bíblia faz clara distinção entre Terra e céu. Lemos em Isaías 66:1:

“Assim diz Jeová: ‘Os céus são o meu trono, e a terra é o apoio para os meus pés.’

“Trono” e “apoio para os pés” são coisas diferentes, assim como também o são os céus espirituais e a Terra. Ou seja, terra é terra e céu é céu. O Salmo 37:9-11 afirma que a terra onde os justos irão morar é onde havia pessoas más:

“Pois os maus serão eliminados, mas os que esperam em Jeová possuirão a terra. Apenas mais um pouco, e os maus deixarão de existir; você olhará para onde estavam, e eles não estarão lá. Mas os mansos possuirão a terra e terão grande alegria na abundância de paz.”

 No céu não há pessoas más; os únicos maus que lá estavam – Satanás e seus anjos – foram expulsos de lá.

Apocalipse 12:7-9 declara:

“Irrompeu uma guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalharam contra o dragão, e o dragão e os seus anjos batalharam, mas eles não venceram, nem se achou mais lugar para eles no céu. Assim, foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está enganando toda a terra habitada. Ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.”

O texto acima também é claríssimo em mostrar que terra e céu são coisas distintas, diferentes.

Além do mais, os maus a que o Salmo 37 se refere diretamente são seres humanos. Portanto, só pode ser esta Terra em que vivemos. É simples assim.

Quanto ao texto de Eclesiastes 1:4, o qual diz que “a terra permanece para sempre”, o contexto mostra que se refere, não a pessoas, mas à terra literal, pois em seguida fala do sol, do vento, dos rios e do mar - tudo em sentido literal:

“Uma geração vai e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre. O sol nasce, e o sol se põe; depois volta depressa para o lugar onde nasce novamente. O vento sopra para o sul e gira para o norte; dá voltas e voltas, girando continuamente; o vento continua dando as suas voltas. Todos os rios correm para o mar; mesmo assim, o mar não fica cheio. Os rios voltam para o lugar de onde saíram, a fim decorrer novamente.” – Eclesiastes 1:4-7.

Assim, a Terra voltará a ser o Paraíso que era no princípio e será a morada dos justos, como sempre foi o propósito de Deus:

“Pois assim diz Jeová, o Criador dos céus, o verdadeiro Deus, Aquele que formou a terra e que a fez, aquele que a estabeleceu firmemente, que não a criou simplesmente para nada, mas a formou para ser habitada: ‘Eu sou Jeová, e não há outro.” – Isaías 45:18.

“Assim será a palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente realizará o que for do meu agrado, e sem falta cumprirá o objetivo para o qual a enviei.” – Isaías 55:11.

O propósito original de Jeová é de que a Terra seja habitada – não como está hoje, mas sim do modo que ele intencionou: um Paraíso terrestre habitado por pessoas justas.

Na tentativa de inutilizar o propósito original de Deus, muitas religiões ensinam que a “terra” a que alguns textos bíblicos se referem como a morada dos justos é a terra prometida a Israel. E há religiões que afirmam que a Terra prometida, ou Terra da Promessa prefigurou o céu que, segundo elas, será o único lugar onde viverão os salvos. Os dois artigos seguintes analisarão esses conceitos à luz da Palavra de Deus.


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domingo, 20 de novembro de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (parte 34)

Fonte da ilustração: 
livro "O Maior Homem Que Já Viveu", história n.º 60.
A transfiguração
(Unificação de Mat. 17:1-13; Mar. 9:2-13; Luc. 9:28-36)
Concordemente, seis dias depois[1] destas palavras, Jesus tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, irmão deste, e os levou a sós a um alto monte para orar. E, enquanto orava, ele foi transfigurado[2] diante deles. A aparência do seu rosto tornou-se diferente, e o seu rosto brilhava como o sol; e a sua roupagem exterior tornou-se cintilante, brilhante como a luz, muito mais branca do que qualquer lavadeiro na terra poderia alvejar – resplendentemente branca. E eis que lhes apareceram dois homens, Moisés e Elias, e estes estavam conversando com Jesus. Estes apareceram com glória e começaram a falar sobre a sua partida, que ele estava destinado a cumprir em Jerusalém.  
Ora, Pedro e os com ele estavam premidos de sono; mas, ao acordarem plenamente, viram a glória dele e os dois homens em pé com ele. E, enquanto estes estavam sendo separados dele, Pedro disse a Jesus: “Senhor, é excelente que estejamos aqui. Armemos, pois, três tendas, uma para ti, e uma para Moisés, e uma para Elias”, não se dando ele conta do que estava dizendo.  De fato, não sabia que resposta devia dar, porque ficaram bastante temerosos. Mas, enquanto ele ainda falava, formou-se uma nuvem luminosa e começou a encobri-los. Ao entrarem na nuvem, ficaram temerosos. E uma voz saiu da nuvem, dizendo: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado; escutai-o.” Ouvindo isso, os discípulos prostraram-se com os seus rostos em terra e ficaram com muito medo.
Jesus aproximou-se, então, e, tocando-os, disse: “Levantai-vos e não temais.” Repentinamente, porém, olharam em volta e não viram mais ninguém com eles, a não ser Jesus sozinho.  E, ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes expressamente, dizendo: “A ninguém conteis esta visão, até que o Filho do homem seja levantado dentre os mortos.” E eles ficaram calados e não relataram a ninguém naqueles dias quaisquer das coisas que viram. Mas discutiram entre si o que significava este levantamento dentre os mortos. 
E começaram a interrogá-lo, dizendo: “Por que dizem então os escribas que Elias tem de vir primeiro?” Em resposta, ele disse: “Elias, de fato, vem primeiro e restabelece todas as coisas. Mas, como é que está escrito a respeito do Filho do homem, que ele tem de passar por muitos sofrimentos e não ser tido em conta? No entanto, eu vos digo: Elias, de fato, já veio, e não o reconheceram, mas fizeram com ele o que quiseram, assim como está escrito a seu respeito. Do mesmo modo também o Filho do homem está destinado a sofrer às mãos deles.” Os discípulos perceberam então que lhes falara de João Batista.

Explicação da sigla usada:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Lucas diz que a transfiguração ocorreu “oito dias” depois. Pelo visto, Lucas inclui dois dias a mais — o dia em que a promessa foi feita e o dia de seu cumprimento. – It-3, p. 734.
[2] Mudar de figura; transformar-se. – Dicionário Aurélio.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.


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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O sentido linguístico de El Gibbóhr (Deus Poderoso) gera obsoletividade?

Fonte da ilustração: jw.org



Um leitor escreveu o seguinte com relação ao termo hebraico El:

“Por exemplo, a palavra em Hebraico para Deus é EL, que, segundo a obra Estudo Perspicaz significa ‘ser Forte ou Poderoso’ [volume 1, verbete “Deus”, p. 689]. Só que a expressão El Gibbóhr (‘Deus Poderoso’ ou ‘Deus Forte’) me deixou em dúvida, porque a palavra EL já denota ‘ser forte’ ou ‘poderoso’. Então, para que se usa Gibbóhr, que tem o mesmo significado?”

Resposta:

É comum, em qualquer idioma, o recurso do pleonasmo – uma figura de linguagem que enfatiza e intensifica o sentido de uma expressão.

Observe abaixo exemplos desse recurso na literatura brasileira:

“Eu canto um canto matinal.” (Guilherme de Almeida)

“A ameaça, o perigo, eu os apalpava quase.” (Guimarães Rosa)

Sobre as frases acima, um artigo no site InfoEscola[1] explicou:


Na primeira afirmação, o escritor utiliza o verbo “cantar”, que já traz consigo a ideia de canto (quem canta, logicamente canta um canto). Na segunda, de Guimarães Rosa, os vocábulos “ameaça” e “perigo” fazem parte de um mesmo eixo significativo: são sinônimos. Entretanto, o escritor usou as duas, a fim reforçando a ideia que queria transmitir.

No texto hebraico da Bíblia (bem como no texto grego) encontramos exemplos dessa figura:

Josué 10:37: Eles a tomaram [a cidade de Hebrom] e a golpearam com a espada, tanto ao seu rei como aos seus povoados e a todos que havia nela, sem deixar nenhum sobrevivente. Assim como havia feito a Eglom, assim ele entregou todos que havia nela à destruição.”

A expressão “a golpearam com a espada” se refere, evidentemente, aos habitantes da cidade. A frase “sem deixar nenhum sobrevivente” é um pleonasmo (uma redundância), pois isso já ficou claro na frase anterior: “golpearam com a espada … a todos que havia nela.”

Esdras 6:3: “No primeiro ano do rei Ciro, o rei Ciro emitiu a seguinte ordem com respeito à casa de Deus em Jerusalém: ‘Que a casa seja reconstruída para ser o lugar onde serão oferecidos sacrifícios, e que seus alicerces sejam assentados. Ela terá 60 côvados de altura e 60 côvados de largura.’”

A expressão “que seus alicerces sejam assentados” é redundante, pois isso já está subentendido na frase “que a casa seja reconstruída”, visto que a casa inclui os alicerces. Mas a menção dos alicerces deu-se para fixar a atenção nesse aspecto fundamental do edifício. A importância de um bom alicerce foi mencionado por Jesus em Mateus 7:24-27:

“Portanto, todo aquele que ouve essas minhas palavras e as pratica será como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. E caiu a chuva, vieram as inundações, e os ventos sopraram com força contra aquela casa, mas ela não desmoronou, pois tinha sido fundada sobre a rocha. Além disso, todo aquele que ouve essas minhas palavras e não as pratica será como um homem tolo, que construiu sua casa sobre a areia. E caiu a chuva, vieram as inundações, e os ventos sopraram e bateram contra aquela casa, e ela desmoronou, e foi grande a sua queda.”

Jó 1:8: “E Jeová disse a Satanás: ‘Você observou o meu servo Jó? Não há ninguém igual a ele na terra. Ele é um homem íntegro e justo, que teme a Deus e rejeita o que é mau.’”

O termo “íntegro” já inclui a ideia de “justo”, e ambos os termos já subentendem o restante da frase. Então, por que Deus fez uso desta figura de linguagem? Para enfatizar a integridade impar de Jó, para detalhá-la e para indicar o que motivava tal integridade: o temor sadio de desagradar a Jeová. –Veja o Salmo 111:10; Provérbios 3:7.

2 Samuel 3:19: “Em seguida, Abner falou com o povo de Benjamim. Abner também foi a Hebrom para falar com Davi em particular e lhe contar o que Israel e toda a casa de Benjamim tinham resolvido.”

Israel já incluía a “casa de Benjamim", mas esta foi mencionada à parte por Benjamim ser a tribo do anterior rei da nação – Saul – e, em função disso, ter uma participação importante em decisões de alcance nacional. 

2 Reis 7:2: “Então o oficial em quem o rei confiava disse ao homem do verdadeiro Deus: ‘Mesmo que Jeová abrisse comportas nos céus, será que isso poderia acontecer?’ Eliseu respondeu: ‘Você verá isso acontecer com os seus próprios olhos, mas não comerá.’”

A expressão ‘ver com os próprios olhos’ é mais um exemplo de pleonasmo, visando dar ênfase à ação.

2 Crônicas 20:15: “Ele disse: ‘Prestem atenção, todo o Judá, habitantes de Jerusalém e rei Jeosafá! Assim lhes diz Jeová: “Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa dessa grande multidão, pois a batalha não é sua, mas de Deus.”’”

“Todo o Judá” já inclui “os habitantes de Jerusalém”, cidade que ficava na terra de Judá e que era a capital dessa terra. E ambas as expressões incluem o “rei Jeosafá”, que estava entre “os habitantes de Jerusalém”. Porém, esse desdobramento declamatório, especificando cada elemento, dava vigor e energia à seriedade da mensagem. 

Esse comentário também lança luz sobre o motivo do pleonasmo nos dois textos seguintes:

2 Crônicas 29:8: “Por isso, Jeová ficou indignado com Judá e Jerusalém.” 

2 Crônicas 30:1: “Ezequias enviou uma mensagem a todo o Israel e Judá, e até mesmo escreveu cartas a Efraim e a Manassés para que viessem à casa de Jeová em Jerusalém, a fim de celebrar a Páscoa para Jeová, o Deus de Israel.”

Mateus 13:9: “Quem tem ouvidos, escute.”

A explicação é a mesma da expressão ‘ver com os próprios olhos’, em 2 Reis 7:2.

Além disso, vale dizer que Gibbóhr pode ser expresso em português como “vigoroso”; assim, com um sentido ligeiramente distinto de El, sendo um sinônimo deste último. Veja, por exemplo, o nome “Gabriel” (em hebraico גַּבְרִיאֵל), que significa “um vigoroso de Deus”. – it-2, verbete “Gabriel”, p. 165.

Assim, a expressão bíblica El Gibbóhr (“Deus Forte”, ou “Deus Poderoso”) encerra uma composição de palavras que enfatiza o poderio daquele que é aludido por tal título – o Senhor Jesus Cristo, fortalecendo nossa fé de que sua atuação no cumprimento do propósito de Deus será totalmente eficaz, resultando em ele, Jesus, “desfazer as obras do Diabo”. – 1 João 3:8.


Explicação de abreviações usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Nota:
[1] SANTOS, Paula Perin dos. Pleonasmo. InfoEscola. Disponível em: <http://www.infoescola.com/linguistica/pleonasmo/>. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagradapublicada pelas Testemunhas de Jeová.

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