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quinta-feira, 30 de março de 2017

Jesus foi ressuscitado com que corpo? Carnal glorificado ou espiritual? (Parte 1)

Fonte da ilustração: 
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/wp20121201/por-que-deus-enviou-jesus/

Contribuído.

A maioria das religiões da cristandade alega que Jesus ressuscitou com corpo “carnal glorificado”. Porém, com base nas Escrituras, provaremos que Jesus foi ressuscitado com corpo espiritual.

 O tema será abordado da seguinte forma:

1-          Jesus: Seu corpo e a sombra do que viria.
1.1        - Sacrifícios e o Cordeiro da Páscoa
1.2     - Sua carne e o véu do Tabernáculo

2-        O que houve com o corpo de Jesus?

3-         Evidências textuais
3.1- Diretas
3.2- Indiretas

4-      A “regra celestial”

5-       Respondendo a supostas contradições


6- Implicações em outras doutrinas básicas da cristandade

Vamos, portanto, a partir de agora, abordar cada um dos subtemas acima:

1-    Jesus: Seu corpo e a sombra do que viria.

Colossenses 2:17 diz: Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.” (NVI) Podemos encontrar muitos paralelos ao analisarmos os antigos preceitos da Lei comparados a Jesus Cristo. No que se refere a seu corpo pós-ressurreição, isso também ocorre. Analisemos as duas evidências a seguir:

1.1  – Sacrifícios e o Cordeiro da Páscoa

A Páscoa judaica era celebrada no dia 14 do primeiro mês, nisã. Ela era uma celebração que, dentre outras coisas, exigia o sacrifício de um cordeiro. (Vamos nos ater exclusivamente a esse requisito da Páscoa.) – Êxodo 12:3, 6, 24-27.

Em João 1:29, João Batista identificou Jesus como o “Cordeiro de Deus”.

Em 1 Coríntios 5:7 Jesus é identificado como sendo o ‘Cordeiro pascoal que foi sacrificado’.

O que acontecia com o corpo do cordeiro que era ofertado na Páscoa?

“(...) comerão a carne assada no fogo. Não deixem sobrar nada até pela manhã; caso isso aconteça, queimem o que restar”. – Êxodo 12:8, 10, NVI.

O corpo do cordeiro da Páscoa era totalmente eliminado após a celebração por ser “queimado”. Ou seja, o animal era dado por completo em sacrifício e seu corpo não poderia ser reaproveitado.

Em Lucas 22:19, o próprio Jesus declarou que “seu corpo” seria “dado” em benefício da humanidade. Caso ele tomasse de volta seu corpo, isso não poderia ter se cumprido.

Da mesma forma, a Bíblia compara os demais sacrifícios ao sacrifício feito por Jesus Cristo. Hebreus 10:1 diz: A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a realidade dos mesmos. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar.” (NVI) Daí, Hebreus 10:5- 7 faz o seguinte contraste com respeito a Cristo: “Por isso, quando Cristo veio ao mundo disse: ‘Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradastes. Então eu disse: Aqui estou! No livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus’”. – NVI.

Diferente dos sacrifícios de animais que tinham que ser realizados repetidas vezes, o “corpo” de Jesus foi dado em sacrifício “uma só vez para sempre”. Ele não se apoderaria novamente desse corpo, pois esse corpo foi dado em sacrifício. Se tivesse seu corpo de volta, o sacrifício não seria eterno.

“Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas. (...) esse sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados.” – Hebreus 10:10, 12, NVI.

O que concluímos desta sessão?

1- Assim como o corpo dos cordeiros oferecidos na Páscoa deviam ser eliminados, assim também o corpo que Jesus ofereceu em sacrifício na Páscoa teve que ser eliminado. – Compare Êxodo 12:8-10 com 1 Coríntios 5:7.
2- O próprio Jesus disse que seu corpo seria dado. – Lucas 22:19.
3- Os sacrifícios repetidos oferecidos pelos sacerdotes também foram comparados com o sacrifício único e eterno de Jesus. Portanto, ele não poderia apoderar-se novamente de seu corpo. – Hebreus 10:1, 10, 12.
4- Assim, essas evidências mostram que Jesus não poderia ter-se apoderado novamente de seu corpo sacrificado, pois isso invalidaria o sacrifício eterno!

1.2   – Sua carne e o véu do Tabernáculo.

Hebreus 9:1-4 mostra que, no tabernáculo, havia um véu (cortina) que fazia uma separação entre o “Lugar Santo” e o “Santo dos Santos” (o Santíssimo). Este último somente o Sumo Sacerdote podia entrar após fazer um sacrifício pelos seus pecados e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância. – Hebreus 9:7.

A Bíblia mostra que o tabernáculo era uma representação do próprio céu e isso revela algo interessante:

“Dessa forma, o Espírito Santo estava mostrando que ainda não havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos enquanto permanecia o primeiro tabernáculo. Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor.” – Hebreus 9:8, 24, NVI.

Hebreus 9:24, 25 diz que Jesus entrou no céu, que é o verdadeiro lugar Santo dos Santos, ou Santíssimo.

O sacrifício de Jesus não apenas lhe deu autoridade para entrar no Santíssimo, ou Santo dos Santos, mas abriu caminho para que outros humanos também pudessem entrar no céu. No entanto, a carne de Jesus, isto é seu corpo, funcionava como um impedimento para que ele pudesse acessar o Verdadeiro Santíssimo, o céu. Por isso, sua carne (ou corpo) é comparada ao véu que separava o Santo do Santíssimo.

 “(...) temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo.” – Hebreus 10:19, 20, NVI.

Quando o Sumo Sacerdote atravessava o compartimento Santo entrando no Santíssimo, a cortina ficava para trás. Por conseguinte, quando Jesus foi para o Santíssimo real – o céu – sua carne ficou para trás. Assim, somente por eliminar totalmente seu corpo de carne é que foi possível que ele tivesse acesso ao céu, o Santo dos Santos, ou Santíssimo, pois o versículo compara seu corpo ao véu.

O que concluímos desta sessão?

1- Que Jesus só pôde ter acesso ao céu após se livrar de seu corpo de carne. – Hebreus 10:19, 20.

Mas, alguém talvez pergunte: O corpo de Jesus se decompôs? Foi para onde? O segundo artigo desta série considerará essas questões.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 28 de março de 2017

A versão Septuaginta prova a impessoalidade do “Espírito Santo”?



O leitor Saga certa vez perguntou:

1 Coríntios 2:16 é uma  citação de Isaías 40:13 na Septuaginta. Todo o contexto de 1 Coríntios 2:16 fala de “espírito”. Neste caso específico, Paulo usou a palavra “mente” para o termo que no hebraico está “espírito”. Então qual seria a relação entre o espírito e a mente?

Resposta:

Os textos em consideração são estes:

1 Coríntios 2:16: “Pois ‘quem chegou a conhecer a mente de Jeová, para poder instruí-lo’? Mas nós temos a mente de Cristo.”

A Septuaginta, ou Versão dos Setenta (LXX), tanto da Complete Apostle’s Bible como da Brenton English Septuagint Translation, usam em Isaías 40:13 a expressão “a mente do Senhor”.

τίς ἔγνω νοῦν κυρίου,
Quem conheceu [a] mente do Senhor,

καὶ τίς αὐτοῦ σύμβουλος ἐγένετο,
e quem dele conselheiro tornou-se

ὃς συμβιβᾷ αὐτόν;
quem instruirá a ele?

A palavra grega para mente em 1 Coríntios 2:16 é NOÛS (a mesma usada em Isaías 40:13 na LXX), a qual compreende tanto as faculdades de percepção e compreensão e as de sentimento, de julgar e de determinar; a faculdade intelectual, o entendimento.

Por outro lado, a tradução de Isaías 40:13 diretamente do texto hebraico usa a expressão “espírito de Jeová”:

Isaías 40:13: “Quem mediu o espírito de Jeová, E quem pode instruí-lo como seu conselheiro?”



Por que os judeus que traduziram a Septuaginta usaram “mente” em vez de “espírito”?

Uma das conotações da palavra “espírito” é de impelente inclinação ou disposição mental, acepção que de certa forma tem ligação com emoções, pensamentos e desejos. Efésios 4:23 menciona a ‘força que ativa a mente’ (literalmente: ‘o espírito da mente’; veja a nota da NM edição de 2015; veja também a obra Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. 2, pp. 40-41, publicada pelas Testemunhas de Jeová.)

Sobre esse uso bíblico da palavra “espírito”, lemos em Atos 17:16:

“Enquanto esperava por eles em Atenas, Paulo ficou profundamente irritado [“seu espírito ficou indignado dentro dele”, nota] ao ver que a cidade estava cheia de ídolos.”

Tendo em vista que um dos significados de “espírito” é de “disposição mental”, tendo a ver com a mente, a tendência e as emoções, os tradutores da Septuaginta não viram dificuldade em verter a expressão “espírito de Jeová” por “mente de Jeová”.[1]

Mas um pormenor digno de nota no texto de Isaías 40:13 na Septuaginta, bem como na citação dessa versão grega por Paulo, é que tanto os judeus tradutores da Septuaginta como os cristãos do primeiro século não encaravam o espírito santo como sendo uma pessoa, pois a expressão “espírito de Jeová” foi vertida por eles como “a mente de Jeová”. (Romanos 11:34; 1 Coríntios 2:16) Assim como a mente de uma pessoa não é a própria pessoa, mas faz parte intrínseca dela, o espírito santo, qual força que emana de Jeová, é parte intrínseca dele, mas não é uma pessoa espiritual.

Devido aos diversos e-mails e comentários no site a respeito de “espírito”, em especial com relação ao espírito santo, produzi uma série de artigos sobre pneumatologia:

Estudo sobre Pneumatologia – Parte 2

Estudo sobre Pneumatologia – Parte 3

Estudo sobrePneumatologia – Parte 4

Estudo sobrePneumatologia – Parte 5


Nota:
[1] Os rolos do mar Morto, descobertos em meados do século 20, comprovaram que os tradutores da Septuaginta usaram o nome divino, tendo o Nome sido substituído por copistas posteriores da Septuaginta. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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domingo, 26 de março de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 52)

Fonte da ilustração: www.jw.org/pt/

Ministério posterior a leste do Jordão (fins de 32 e início de 33 EC)
(João 10:40-42)
Retirou-se então novamente para o outro lado do Jordão, para o lugar onde João havia batizado no princípio, e ali ficou. 41 E muitos vinham ter com ele e começavam a dizer: “João, deveras, não realizou nem um único sinal, mas todas as coisas que João disse a respeito deste homem eram todas verdadeiras.” 42 E muitos ali depositaram fé nele.
Exortação a ‘esforçar-se vigorosamente’
(Luc. 13:22-30)
22 E ele viajava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, ensinando e continuando na sua viagem a Jerusalém. 23 Então, certo homem lhe disse: “Senhor, são poucos os que estão sendo salvos?” Ele lhes disse: 24 “Esforçai-vos vigorosamente a entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos buscarão entrar, mas não poderão, 25 uma vez que o dono de casa se tiver levantado e fechado a porta à chave, e vós principiardes a ficar de fora e a bater na porta, dizendo: ‘Senhor, abre-nos.’ Mas ele, em resposta, vos dirá: ‘Não sei donde sois.’ 26 Então principiareis a dizer: ‘Comemos e bebemos na tua frente e tu ensinaste nas nossas ruas largas.’ 27 Mas ele falará e vos dirá: ‘Não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos vós obreiros da injustiça!’ 28 Ali é que haverá o [vosso] choro e o ranger de [vossos] dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus, mas vós mesmos lançados fora. 29 Outrossim, pessoas virão das regiões orientais e das ocidentais, e do norte e do sul, e se recostarão à mesa no reino de Deus. 30 E, eis que há os que são últimos, que serão primeiros, e há os que são primeiros, que serão últimos.”

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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quinta-feira, 23 de março de 2017

Quem é o Criador – Jeová ou Jesus? (Parte 2)

 Fonte da ilustração: https://www.jw.org/

Referente ao comentário de um leitor trinitarista, transcrito na parte 1 deste tema, um leitor de nome Reginaldo teceu excelente argumentação, a qual tenho o prazer de publicar nesta parte final do tema acima. Seguem abaixo os comentários dele:

Vejam que interessante; o anônimo faz a seguinte observação:

“Você argumenta que Jesus foi o primeiro ser criado por Deus, contudo não mostra dentro do contexto do povo de Israel o que vinha [ou: sobrevinha] ao primogênito.”

Existe uma teoria entre alguns religiosos independentes de que existia no antigo Israel uma espécie de maldição da parte de Deus que recaía sobre todo primogênito. Eles usam alguns textos que parecem apoiar tal ideia; no entanto, desconsideram outros que indicam o oposto. Com essa argumentação, o anônimo quer dizer que Jesus jamais poderia ser primogênito no sentido de ser o primeiro, visto que os primogênitos israelitas eram amaldiçoados, ou coisa assim.

Entretanto, supondo que tal raciocínio fosse verdadeiro, apenas seria mais uma prova de que Jesus é sim primogênito no sentido de ser o primeiro. Por quê?

Porque Gálatas 3:13 diz: “Cristo nos comprou, livrando-nos da maldição da Lei por se tornar maldição em nosso lugar, pois está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’”

O anônimo continua argumentando:

“Jesus é identificado como o Criador de todas as coisas. Sendo assim, ele se criou a si mesmo? Isso não faz sentido.”

É a pergunta do anônimo que induz a pensar assim, e não o texto do apologista e os textos bíblicos.

Por exemplo, lemos em Gênesis 3:20:

“Depois disso, Adão chamou a sua esposa de Eva, porque ela se tornaria a mãe de todos os viventes.”

Mãe de todos os viventes evidentemente com exceção dela mesma e de seu marido, apesar de ambos serem também “viventes, mas não originários do ventre de Eva.

Como exemplo adicional, lemos em Romanos 5:12:

“É por isso que, assim como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado, e desse modo a morte se espalhou por toda a humanidade, porque todos haviam pecado . . . .”

Adão não fazia parte de toda a humanidade à qual a morte passou, visto que foi ele quem passou a morte a ela e antes de Adão não havia nenhum humano que pudesse passar-lhe a morte. Ainda assim ele era um homem.

Similarmente, Jesus não é parte de todas as coisas que vieram à existência por intermédio dele. No entanto, é uma criação de Deus antes de todas as coisas”. – Colossenses 1:17.

Resumindo: Como Jesus poderia ser uma criatura se nele foram criadas todas as coisas? A palavra todas aqui, como em muitos e muitos outros lugares, admite exceções. Isso se harmoniza com os demais textos que apontam para Jesus como criação sem colocar palavras na pena dos escritores bíblicos – palavras que não estavam lá, ou mudar a intenção de quem as escreveu. Deixemos que a palavra de Jeová explique sua real intenção, como 1 Coríntios 15:27:

“Pois Deus ‘lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés’. Mas, quando ele diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é claro que isso não inclui Aquele que lhe sujeitou todas as coisas.”

Portanto faz sentido, sim! Jesus não criou a si mesmo e, no entanto, participou na criação de tudo.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 21 de março de 2017

Quem é o Criador – Jeová ou Jesus? (Parte 1)

Fonte da ilustração: https://www.jw.org/


Um leitor escreveu:

Você argumenta que Jesus foi o primeiro ser criador por Deus. Contudo, não mostra dentro do contexto do povo de Israel o que vinha sobre o primogênito, e qual é o verdadeiro significado da primogenitura de Jesus, e como as Escrituras afirmam isso.

Jesus é identificado como o Criador de todas as coisas. Sendo assim, ele se criou a si mesmo? Isso não faz sentido.

Outra coisa: ele é identificado como Pai eterno. Em Hebreus 1:3 diz que ele “sustenta todas as coisas pela palavra de seu poder”. Em Colossenses 1:17, diz: “Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.”

Eu acredito que é necessário ter um pouco de sinceridade no coração e pregar a verdade, sem sermos influenciados pelos nossos próprios conceitos que, por sinal, não vai fazer nenhuma diferença no que já está escrito em relação à deidade de nosso Senhor e Salvador Jesus.

Resposta:

O título Criador pertence apenas a Jeová. (Eclesiastes 12:1; Isaías 40:28; 42:5; Romanos 1:25; 1 Pedro 4:19) O próprio Jesus Cristo reconheceu que ele – Jesus – não foi o Criador, quando declarou: “Não leram que aquele que os criou no princípio os fez homem e mulher …?” (Mateus 19:4) Observe que Jesus se referiu a seu Pai como aquele [singular] que os criou. Ele não disse “aqueles que os criaram”.

Ademais, Hebreus 1:3 e Colossenses 1:17 não afirmam, nem indiretamente, que Jesus é o Pai eterno e o Criador. O artigo “Jesus é o Criador ou um Ser criado? – Exame de Colossenses1:15-20”  mostrou que o sentido de Colossenses 1:17, pelo contexto bíblico, é o de que Jesus “já existia antes de todas as outras coisas”. (Queira ler o artigo.)

Quanto ao termo “primogênito” aplicado a Jesus, lemos em Colossenses 1:15: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.” Os trinitaristas entendem “primogênito”, não como primeiro, mas como o mais preeminente. No entanto, o contexto de Colossenses, capítulo 1, revela o sentido de primogênito em Colossenses 1:15. O versículo 18 menciona Jesus como o primogênito dentre os mortos. Seria ele o mais preeminente entre os mortos? Não, pois a expressão inteira reza assim: “Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é o primeiro em todas as coisas.” “Primogênito” ocorre em paralelo com “princípio” e “primeiro”. E Atos 26:23 confirma: Que o Cristo … como primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos. Ele foi o primeiro a ser ressuscitado para a vida celestial e para não morrer mais, conforme os textos abaixo:

Hebreus 6:19, 20: “Temos essa esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme, e ela entra até o interior, atrás da cortina, onde um precursor entrou em nosso benefício: Jesus, que se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.”

O escritor de Hebreus faz alusão ao Santíssimo do templo, que era separado do compartimento chamado Santo por uma cortina, onde o sumo sacerdote entrava no Dia da Expiação, e que representa o céu. Ele explicou isso mais à frente em sua carta: “Pois Cristo não entrou num lugar santo feito por mãos humanas [o Santíssimo], que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, de modo que agora comparece perante Deus em nosso favor.”

Note que, em Hebreus 6:20 Jesus foi referido como “precursor” em entrar no céu. Precursor é quem precede, ou se antecipa a outros, quem vai na frente, quem dá origem a uma ação. Assim, Jesus foi o primeiro a ir para o céu espiritual.

1 Coríntios 15:22, 23: “Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos receberão vida. Mas cada um na sua própria ordem: como primícias [primeiro], Cristo; depois os que pertencem a Cristo, durante a sua presença.”

E Apocalipse 3:14 conclui o assunto chamando-o de “o princípio da criação de Deus”. (Veja o artigo “Arkhé em Apocalise 3:14 significa ‘príncipe’ ou ‘princípio’?”.)

Assim, o próprio contexto bíblico não deixa dúvidas sobre o sentido do termo primogênito em Colossenses 1:15 – o primeiro ser criado por Deus.

O leitor que escreveu o comentário no início deste artigo está certo ao dizer que devemos ser sinceros e não sermos influenciados pelos nossos conceitos prévios. No entanto, ele mesmo não aplica a si essa afirmação, pois lê as Escrituras com o conceito preconcebido e antibíblico de que Deus é uma Trindade, não conseguindo, assim, entender termos óbvios como “primogênito” e vendo conceitos onde não existem.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 19 de março de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 51)

Fonte da ilustração: www.jw.org

Os judeus tentam matá-lo
(João 10:19-39)
19 Por causa destas palavras resultou novamente uma divisão entre os judeus. 20 Muitos deles diziam: “Ele tem demônio e está louco. Por que o escutais?” 21 Outros diziam: “Estas não são as declarações dum homem endemoninhado. Será que um demônio pode abrir os olhos de cegos?” 22 Nesse tempo ocorreu em Jerusalém a festividade da dedicação[1]. Era inverno, 23 e Jesus estava andando no templo, na colunata[2] de Salomão.[3] 24 Portanto, os judeus rodearam-no e começaram a dizer-lhe: “Quanto tempo hás de manter as nossas almas na expectativa? Se tu és o Cristo, dize-nos francamente.”
25 Jesus respondeu-lhes: “Eu vos disse, e ainda assim não acreditais. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim. 26 Mas, vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27 Minhas ovelhas escutam a minha voz e eu as conheço, e elas me seguem. 28 E eu lhes dou vida eterna e elas não serão jamais destruídas, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29 Aquilo que meu Pai me deu é algo maior do que todas as outras coisas, e ninguém as pode arrebatar da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um.”
31 Mais uma vez, os judeus apanharam pedras para o apedrejarem. 32 Jesus replicou-lhes: “Eu vos apresentei muitas obras excelentes da parte do Pai. Por qual destas obras me apedrejais?” 33 Os judeus responderam-lhe: “Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfêmia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus.” 34 Jesus respondeu-lhes: “Não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: “Vós sois deuses”’?[4] 35 Se ele chamou ‘deuses’ aos contra quem se dirigia a palavra de Deus, e, contudo, a Escritura não pode ser anulada, 36 dizeis a mim, a quem o Pai santificou e mandou ao mundo: ‘Blasfemas’, porque eu disse: Sou Filho de Deus? 37 Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. 38 Se as faço, porém, mesmo que não me acrediteis, acreditai nas obras, a fim de que saibais e continueis a saber que o Pai está em união comigo e eu em união com o Pai.” 39 Portanto, tentaram novamente apoderar-se dele; ele, porém, pôs-se fora do seu alcance.


Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Hebr.: hhanuk·káh. Comemora a recuperação da independência judaica do domínio siro-grego e da rededicação do templo de Jerusalém a Jeová, templo que havia sido dessacrado por Antíoco IV Epifânio em 25 de quisleu [novembro-dezembro] de 168 AEC. Dois anos mais tarde, Judas Macabeu recapturou a cidade e o templo. Depois de se expurgar o templo da profanação, houve a rededicação em 25 de quisleu de 165 AEC. – It-2, p. 121.
[2] Série de colunas dispostas simetricamente. – Dicionário Aurélio.
[3] Segundo os escritos de Josefo, esta colunata foi originalmente construída por Salomão sobre um aterro do lado L do templo. A colunata existente no primeiro século EC, porém, é atribuída à obra de reconstrução de Herodes. – It-1 p. 532.
[4] Sal. 82:6.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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