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domingo, 30 de abril de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 57)

Fonte da ilustração: jw.org

Ilustração do mordomo injusto
(Luc. 16:1-13)
Prosseguiu então a dizer também aos discípulos: “Certo homem era rico e tinha um mordomo, e este foi acusado diante dele de manejar com desperdício os seus bens. 2 Chamou-o assim e disse-lhe: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua mordomia, pois não podes mais administrar a casa.’ 3 O mordomo disse então no seu íntimo: ‘Que é que vou fazer, visto que o meu amo vai tirar-me a mordomia? Não sou bastante forte para cavar; tenho vergonha de mendigar. 4 Ah! Sei o que vou fazer, para que, quando eu for demitido da mordomia, as pessoas me recebam nos seus lares.’
5 E, chamando a si a cada um dos devedores de seu amo, passou a dizer ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu amo?’ 6 Ele disse: ‘Cem batos[1] de azeite.’ Disse-lhe ele: ‘Toma de volta o teu acordo escrito e assenta-te, e escreve rapidamente cinquenta’[2]. 7 A seguir, disse a outro: ‘Agora tu, quanto estás devendo?’ Ele disse: ‘Cem coros[3] de trigo.’ Ele lhe disse: ‘Toma de volta o teu acordo escrito e escreve oitenta[4].’ 8 E o seu amo elogiou o mordomo, embora fosse injusto, porque agiu com sabedoria prática; pois os filhos deste sistema de coisas são mais sábios, em sentido prático, para com a sua própria geração, do que os filhos da luz.
9 “Eu vos digo também: Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas, para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas. 10 Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito. 11 Portanto, se não vos mostrastes fiéis em conexão com as riquezas injustas, quem vos confiará o que é verdadeiro? 12 E, se não vos mostrastes fiéis em conexão com o que é de outro, quem vos dará o que é para vós mesmos? 13 Nenhum servo doméstico pode ser escravo de dois amos; pois, ou há de odiar um e amar o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis ser escravos de Deus e das Riquezas.”

Fonte da ilustração: jw.org

Ilustração do Rico e de Lázaro
(Luc. 16:14-31)
14 Ora, os fariseus, que eram amantes do dinheiro, estavam escutando todas estas coisas, e começaram a escarnecer dele. 15 Consequentemente, ele lhes disse: “Vós sois os que vos declarais justos perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque aquilo que é altivo entre os homens é uma coisa repugnante à vista de Deus.
16 “A Lei e os Profetas [existiram] até João. Dali em diante, o reino de Deus está sendo declarado como boas novas, e toda sorte de pessoa avança impetuosamente em direção dele. 17 Deveras, mais fácil é passarem céu e terra do que passar sem cumprimento uma só partícula duma letra da Lei. 18 Todo aquele que se divorciar de sua esposa e se casar com outra, comete adultério, e quem se casar com uma mulher divorciada do marido, comete adultério.
19 “Mas, certo homem era rico e costumava cobrir-se de púrpura[5] e de linho,[6] regalando-se de dia a dia com magnificência. 20 Mas, certo mendigo, de nome Lázaro,[7] costumava ser colocado junto ao seu portão, [estando] cheio de úlceras 21 e desejoso de saciar-se com as coisas que caíam da mesa do rico. Sim, também os cães vinham e lambiam as suas úlceras. 22 Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição junto ao] seio de Abraão.
“Também o rico morreu e foi enterrado. 23 E no Hades, ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele [na posição junto] ao seio. 24 Por isso chamou e disse: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque eu estou em angústia neste fogo intenso.’ 25 Mas Abraão disse: ‘Filho, lembra-te de que recebeste plenamente as tuas boas coisas no curso da tua vida, mas Lázaro, correspondentemente, as coisas prejudiciais. Agora, porém, ele está tendo consolo aqui, mas tu estás em angústia. 26 E, além de todas essas coisas, estabeleceu-se um grande precipício entre nós e vós, de modo que os que querem passar daqui para vós não o podem, nem podem pessoas passar de lá para nós.’
27 Ele disse então: ‘Neste caso, peço-te, pai, que o envies à casa de meu pai, 28 pois eu tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento.’ 29 Mas Abraão disse: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que escutem a estes.’ 30 Ele disse então: ‘Não assim, pai Abraão, mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.’ 31 Mas ele lhe disse: ‘Se não escutam Moisés e os Profetas, tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos.’”

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] 2.200 litros de azeite.
[2] 1.100 litros.
[3] 22.000 litros de trigo.
[4] 18.000 litros.
[5] O corante roxo ou púrpuro era obtido de mariscos ou moluscos. Visto que a quantidade de fluido retirado de cada marisco era bem pequena, acumular uma quantidade considerável era um processo dispendioso. Por isso, este corante era caro, e vestimentas tingidas de roxo tornaram-se distintivo de pessoas abastadas ou dos em alta posição. (Est. 8:15; Luc. 16:19). – It-1, p. 559.
[6] Gr.: lí·non. 1. Planta que se cultiva desde tempos antigos, cujas fibras eram então, como agora, comumente transformadas em tecido de linho. 2. Fio ou tecido feito de linho. – It-2, p. 707.
[7] Provavelmente a forma gr. do nome hebr. Eleazar, que significa “Deus Ajudou”. – It-2, p. 666.


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

João Ferreira de Almeida – empreendedor árduo na tradução da Palavra de Deus!



“Todos os povos de língua portuguesa têm, deveras, uma dívida de gratidão para com João Ferreira de Almeida, pelos esforços que fez em disseminar a Palavra escrita de Jeová, o Grande Manancial das puras ‘águas da verdade’. Seu trabalho de tradução, realizado no Ceilão, na Índia e na Indonésia, lá no século 17, tem tido resultados de longo alcance, até mesmo em nossos dias.” – Revista Despertai! de 22 de março de 1985, página 32.

Breve relato histórico da vida de Almeida

Tendo nascido em 1628, Almeida foi criado por seu tio, um sacerdote, em Lisboa, com quem aprendeu latim. Em 1642, já com 14 anos, passou a residir na possessão holandesa de Batávia (agora Jacarta, capital da Indonésia), e se converteu à Igreja Reformada Holandesa local. Entre 1644-45, ainda adolescente, traduziu todas as Escrituras Gregas Cristãs (“Novo Testamento”) do latim para o português.

Após uma obra missionaria como pastor da Igreja Reformada entre 1656-63 no Ceilão (agora Sri-Lanka) e em Tuticorin, sul da Índia, retornou à Batávia, em 1663. Em 1670, com cerca de 42 anos, Almeida terminou a tradução das Escrituras Gregas Cristãs da língua original, utilizando como base o Texto Recebido.       

Almeida passou a dominar as línguas bíblicas, e se empenhou em traduzir as Escrituras Hebraicas (“Velho Testamento”), chegando até os versículos finais de Ezequiel, ocasião em que foi sobrepujado por agudo esgotamento físico, vindo a faleceu em 6 de agosto de 1691, aos 63 anos.

Almeida empregou milhares de vezes o nome divino na forma JEHOVAH.

Trecho de Gênesis, cap. 2, na versão Almeida de 1860.

Tendo em vista o rápido relance histórico apresentado acima sobre a atividade de Almeida, as palavras da revista Despertai!, transcritas no prefácio deste artigo a respeito dele, são deveras meritórias.

Atualmente, todo o ramo protestante (hoje conhecido como evangélicos) de língua portuguesa abraçou a tradução de Almeida como versão usual da Palavra de Deus.

Por que as críticas à tradução de Almeida?

Tendo em vista o apreço das Testemunhas de Jeová pela obra textual de Almeida, por que elas lançam críticas à tradução dele? Por exemplo, este site diversas vezes destacou aspectos negativos da Tradução de João Ferreira de Almeida.

Primeiramente, é necessário asseverar que há uma diferença entre a tradução feita originalmente por Almeida e as traduções que são feitas em nome dele pelas sociedades bíblicas que detêm os direitos autorais de sua tradução.

Não temos motivos para duvidar de que Almeida fez tudo o que pôde para produzir uma tradução fiel da Palavra de Deus dentro das circunstancias em que vivia. Embora tenha usado o Texto Recebido, que foi o resultado de uma produção comercial feita às pressas tendo por base poucos manuscritos bíblicos e que não eram os melhores, Almeida se empenhou em dar o seu melhor no laborioso trabalho de traduzir a Palavra de Deus.

O problema é que as sociedades bíblicas que publicam traduções que levam o nome de João Ferreira de Almeida cometeram duas falhas graves – uma por omissão e outra por ação. Primeiro, deixaram de revisar tal Tradução valendo-se dos manuscritos descobertos após o tempo de Almeida, bem como do progressivo conhecimento das línguas nas quais a Bíblia foi originalmente escrita. As revisões que fizeram, dando à Tradução de Almeida o nome de Revista e Corrigida, Revista e Atualizada no BrasilCorrigida e Revisada  Fiel, infelizmente não melhoraram de modo significativo a erudição da Tradução de Almeida e nem mesmo fizeram uma significativa atualização da língua portuguesa.

Mas o pior foi a ação, por parte da Tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada no Brasil, que removeu por completo o nome divino de sua versão. A versão Almeida da Editora Vida Nova, presbiteriana, deixou o nome em Deuteronômio 3:24, único local em que pude comprovar a sua existência nessa tradução. Porém, na tradução Almeida século 21 da Vida Nova, essa passagem coloca o título SENHOR (tudo em maiúsculo) e, até onde pude verificar, o nome divino somente aparece incorporado nas expressões “Jeová-Jiré”  (Gênesis 22:14) e “Jeová-Nissi”  (Êxodo 17:15).[1]

Bíblia Almeida Vida Nova

Ademais, a Tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada no Brasil procurou remover todas as evidências bíblicas que provam que a alma (hebraico néfesh e grego psiqué) se refere a um ser vivo material, e não espiritual. Em tais passagens, tal tradução não usou a palavra “alma”, mas sim “ser vivente” ou outra denominação semelhante. Embora traduzir néfesh por “ser vivente” não seja biblicamente errado, visto que “ser vivente” é um significado básico de néfesh, o problema é que, se a referida versão da Bíblia não explicar numa nota de rodapé que a palavra é néfesh, a mesma traduzida por “alma”, o leitor leigo não saberá que “alma” é um ser vivo material, e continuará enganado pela ideia distorcida que recebeu desde a infância de que alma é um ser espiritual desencarnado.

Bíblia Almeida Revista e Atualizada

Mas, pelo que parece ter ocorrido por descuido, a comissão da Tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada no Brasil deixou escapar um versículo que prova que alma é um ser material: Levítico 11:46.



Também, uma versão dessa tradução de Almeida possui nas páginas iniciais uma explicação reconhecendo a existência do nome divino:


A versão Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira, batista, melhorou a erudição da tradução de Almeida por colocar os versículos espúrios entre colchetes e explicar em nota de rodapé que se trata de um versículo que não se encontra nos melhores textos, conforme exemplificado pelos exemplos abaixo:




Embora use o nome divino, Jeová, em diversas passagens, coloca uma lamentável nota sobre o Nome em Gênesis 2:4, que reza:




Os nomes registrados na Bíblia sofrem ação da transliteração com adaptação fonética para os idiomas em que a Bíblia é traduzida, a fim de permitir sua pronúncia em tais línguas. Além disso, “Jeová” é nome próprio, não aplicado na Bíblia a ninguém mais do que ao Deus Todo-Poderoso, ao passo que “Senhor” é substantivo comum, e aplicado a vários outros personagens bíblicos.

Portanto, todas as justificadas críticas dirigidas às traduções que levam o nome de João Ferreira de Almeida não são dirigidas à pessoa dele, nem ao seu esforço sincero, dentro de suas possibilidades, para traduzir a Palavra de Deus. São críticas justificadas dirigidas aos que deixaram de melhorar a tradução dele e, ao invés disso, ainda a pioraram, por remover dela o nome divino e as alusões que Almeida fez sobre o que a alma realmente é.

Nota:
[1] Disponível em://vidanova.com.br/editora/ 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


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terça-feira, 25 de abril de 2017

João 1:1 e a Septuaginta






Certo leitor escreveu:

Olá, apologista, como vai? Você fez um vídeo mostrando que a tradução “era um deus”, em João 1:1, é gramaticalmente correta. E no vídeo você faz paralelos com textos que possuem a mesma cláusula de João 1:1.  E isso é importante, pois mostra que a regra é válida. Por isso, seria bom você fazer uma análise de Salmo 82:6 na Septuaginta. 

Na Septuaginta, ΨΑΛΜΟΙ 81:6 (Salmo 81:6; que corresponde a Salmo 82:6), na parte “a” do versículo, está assim: γ επα Θεο στε [egò eîpa theoí este]; “Eu disse: Vocês são deuses’”; NM [2015] revisada.) Nesse caso, temos  Θεο (plural de theós) sem artigo e precedendo o verbo στε (segunda pessoa do plural do verbo eimí, “sois”). Seria o paralelo perfeito, pois se trata do mesmo verbo e do mesmo substantivo, só que no plural. Ninguém diria que os juízes eram Deuses como Jeová. Essa comparação iria ajudar muito. Sem contar que o grego da Septuaginta é o mesmo do “Novo Testamento”, o coiné.

Resposta:

De fato, o leitor está correto. O Salmo 82:6 (Salmo 81:6, na LXX [Septuaginta]) apresenta a mesma estrutura gramatical e os mesmos elementos que configuram a aplicação da regra de Cowell. Temos um substantivo anartro (sem artigo), no caso nominativo, na função predicativa, que precede o verbo, assim como a palavra theós (“DEUS”) na cláusula joanina em João 1:1, parte c, que reza literalmente: “deus era a palavra”, ou “deus era o verbo”.

Vejam os leitores a mesma estrutura gramatical nos dois textos:

João 1:1c:
καὶ  θεὸς  ἦν     λόγος
kaì theòs en ho lógos
                
Theós (“deus”) em João 1:1c: substantivo anartro (sem artigo), no caso nominativo, sendo um predicativo (não o sujeito da frase), e precedendo o verbo  en (“era”). Trata-se de um predicativo nominativo anartro pré-verbal (PNAPV).  Assim, temos:

Theós
 En
ho Lógos
Deus
Era
a Palavra
Substantivo
Anartro
Predicativo Nominativo
Verbo
Sujeito


Salmo 82:6 na Septuaginta:

             ἐγὼ εἶπα Θεοί ἐστε
καὶ υἱοὶ ὑψίστου πάντες·
egò eîpa theoì este kaì huioì hypsístou pántes.

Theoí (“deuses”): substantivo anartro (sem artigo), no caso nominativo, sendo um predicativo (não o sujeito da frase), e precedendo o verbo  στε (este, “sois”). Nesta frase, o sujeito existe, mas está oculto: ὑμεῖς (hymeîs, “vós”, ou “vocês”).

Assim, temos:

Theoí
Este
[hymeîs]
Deuses
Sois
[vós]
Substantivo
Anartro
Predicativo
Nominativo
Verbo
Sujeito oculto

No Salmo 82:6 (81:6, LXX) ninguém discute que a palavra “deuses” é um substantivo não definido (indefinido ou qualitativo), representando uma declaração jocosa contra os autodeificados juízes humanos, como que dizendo ironicamente a eles: ‘Vocês se acham deuses’, ou ‘vocês se acham divinos’, e NÃO ‘vocês são OS deuses’. Em outras palavras, tais juízes, que se achavam “deuses”, não eram diferentes de outros “deuses” (pessoas poderosas e influentes) inúteis honrados e adorados pelos homens, como o versículo seguinte passa a mostrar:

Mas vocês morrerão como os homens; cairão como qualquer outro príncipe!” – Salmo 82:7.

Em João 1:1c, a palavra theós (“deus”) aplicada ao Filho (o Lógos, [“Palavra”, ou “Verbo”]) também não é definida, trazendo à tona a sua qualidade divina e não a sua identidade. Em outras palavras, o texto não está afirmando que ‘o Verbo é O Deus’. Nem poderia afirmar isso, visto que, antes disso, afirma-se que ‘o Verbo estava com O Deus’. (Em grego a palavra theós (“deus”), quando aplicada ao Pai (Aquele com quem o Verbo estava) é um substantivo articulado (tem artigo definido), identificando a IDENTIDADE desse theós – como sendo o Deus Todo-Poderoso, o Deus Supremo.

O Verbo não poderia estar com O Deus e, ao mesmo tempo, ser O Deus! Não, no caso do “Verbo”, o que o texto quer dizer é que ele era “um deus” – tinha natureza – qualidade – divina.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 23 de abril de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 56)

Fonte das ilustrações: jw.org

Ilustrações da ovelha perdida e da dracma perdida
(Luc. 15:1-10)
Todos os cobradores de impostos e pecadores chegavam-se então perto dele para o ouvirem. 2 Consequentemente, tanto os fariseus como os escribas murmuravam, dizendo: “Este homem acolhe pecadores e come com eles.” 3 Então lhes contou a seguinte ilustração, dizendo: 4 “Que homem dentre vós, com cem ovelhas, perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove atrás no ermo e vai em busca da perdida, até a achar? 5 E quando a tiver achado, ele a põe sobre os seus ombros e se alegra. 6 E, ao chegar à casa, convoca seus amigos e seus vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que estava perdida.’ 7 Eu vos digo que assim haverá mais alegria no céu por causa de um pecador que se arrepende, do que por causa de noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
8 “Ou que mulher, com dez moedas de dracma[1], se perder uma moeda de dracma, não acende uma lâmpada e varre a sua casa, e procura cuidadosamente até achá-la? 9 E quando a tiver achado, convoca as mulheres que são suas amigas e vizinhas, dizendo: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a moeda de dracma que perdi.’ 10 Assim, eu vos digo, surge alegria entre os anjos de Deus por causa de um pecador que se arrepende.”
Fonte da ilustração: jw.org
Ilustração do filho pródigo
(Luc. 15:11-32)
11 Ele disse então: “Certo homem tinha dois filhos. 12 E o mais jovem deles disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe.’ Dividiu então os seus meios de vida entre eles. 13 Mais tarde, não muitos dias depois, o filho mais jovem ajuntou todas as coisas e viajou para fora, a um país distante, e ali esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa. 14 Quando já tinha gasto tudo, ocorreu uma fome severa em todo aquele país, e ele principiou a passar necessidade. 15 Ele até mesmo foi e se agregou a um dos cidadãos daquele país, e este o enviou aos seus campos para pastar porcos. 16 E costumava desejar saciar-se das alfarrobas[2] que os porcos comiam, e ninguém lhe dava [nada].
17 “Quando caiu em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, enquanto eu pereço aqui de fome! 18 Levantar-me-ei e viajarei para meu pai e lhe direi: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.”’ 20 Levantou-se assim e foi ter com seu pai. Enquanto ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente. 21 O filho disse-lhe então: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.’ 22 Mas o pai disse aos seus escravos: ‘Ligeiro! Trazei uma veste comprida, a melhor, vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. 23 E trazei o novilho cevado e abatei-o, e comamos e alegremo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas foi achado.’ E principiaram a regalar-se.
25 “Ora, o filho mais velho dele estava no campo; e quando chegou e se aproximou da casa, ouviu um concerto de música e dança. 26 De modo que chamou a si um dos servos e indagou o significado destas coisas. 27 Este lhe disse: ‘Chegou teu irmão, e teu pai abateu o novilho cevado, porque o recebeu de volta em boa saúde.’ 28 Mas ele ficou furioso e não quis entrar. Saiu então seu pai e começou a suplicar-lhe. 29 Em resposta, ele disse ao seu pai: ‘Eis que trabalhei tantos anos como escravo para ti, e nunca, nem uma única vez, transgredi o teu mandamento, contudo, nunca, nem uma única vez, me deste um cabritinho para alegrar-me com os meus amigos. 30 Mas, assim que chegou este teu filho, que consumiu com as meretrizes o teu meio de vida, abates para ele o novilho cevado.’ 31 Disse-lhe então: ‘Filho, tu sempre estiveste comigo e todas as minhas coisas são tuas; 32 mas nós simplesmente tivemos de nos regalar e alegrar, porque este teu irmão estava morto, e voltou a viver, e estava perdido, mas foi achado.’”

Explicação das siglas usadas:
 it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Moeda grega de prata de cerca de 3,4 gramas, hoje avaliada em US$0,65. Os judeus pagavam ao templo um imposto anual de duas dracmas (uma didracma). (Mat. 17:24) – It-1, p. 743.
[2] Frutos ou vagens da alfarrobeira. Medem de 15 a 25 cm de comprimento, e cerca de 2,5 cm de largura, tendo a forma curva dum chifre, em harmonia com o seu nome em grego (ke··ti·on: “pequeno chifre”). Dentro deles há várias sementes parecidas à ervilha, separadas umas das outras por uma polpa comestível, doce e pegajosa. As alfarrobas são amplamente usadas até o dia de hoje como alimento para cavalos, gado e porcos. – It-1, p. 82. 


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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