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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Artigo especial: Radiografia da apostasia – o que realmente leva a ela? Como evitá-la?


Fonte da foto: 
http://sintomasdocancer.com/cancer-de-coracao

         A palavra “apostasia” é originária do verbo grego afístemi, que significa “afastar-se”, “separar-se”, “apartar-se de”. Essa palavra ocorre em Atos 21:21 e em 2 Tessalonicenses 2:3. Apostasia e seus termos cognatos têm sido usados na Bíblia para referir-se à deserção da adoração verdadeira.

 Contudo, ela não descreve apenas um afastamento passivo em relação ao povo de Jeová e aos conceitos defendidos por esse povo. Envolve também a adoção de um comportamento militante, de ataque ao povo de Jeová e às suas crenças. Observe isso nos únicos usos do termo nas Escrituras Gregas Cristãs (o “Novo Testamento”):

Atos 21:21: “Mas eles ouviram falar que você está ensinando todos os judeus que vivem entre as nações a abandonar a Lei de Moisés [Ou: “entre as nações uma apostasia contra”, nota], dizendo-lhes que não circuncidem seus filhos nem sigam os costumes estabelecidos.”

2 Tessalonicenses 2:3, 9-11: “Que ninguém os desencaminhe, de maneira alguma, porque esse dia [“o dia de Jeová”, verso 2] não virá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que viola a lei, o filho da destruição. Mas a presença daquele que viola a lei se deve à atuação de Satanás, com toda obra poderosa, com sinais e milagres mentirosos e com todo engano injusto para os que estão a caminho da destruição, em retribuição por não terem aceitado o amor à verdade para que fossem salvos. É por isso que Deus deixa que uma influência enganadora os iluda de modo que acreditem na mentira.”

As palavras em negrito nos textos acima mostram que o apóstata não apenas se afasta, mas passar a agir contra seus anteriores irmãos na fé. Outros textos também revelam isso:

2 Timóteo 2:16-18: “Mas rejeite as conversas vãs que violam o que é santo, pois levarão a uma impiedade cada vez maior, e as palavras deles se espalharão como gangrena. Himeneu e Fileto estão entre eles. Esses homens se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já ocorreu, e estão arruinando a fé de alguns.”

2 Pedro 2:1: “No entanto, houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá falsos instrutores entre vocês. Esses introduzirão sutilmente seitas destrutivas e negarão até mesmo o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição rápida.”

Mas, uma questão digna de investigação é sobre o que realmente motiva tal deserção e posterior ataque. Seriam razões de natureza intelectual, tendo a ver com dúvidas ou questionamentos sobre conceitos religiosos? Ou envolve outra coisa?

Uma sondagem abaixo da superfície

Embora motivos intelectuais, ligados a conceitos doutrinais, possam estar envolvidos, os fatos e principalmente a Bíblia mostram que a razão subjacente é outra: tem a ver com problemas de relacionamento com membros da fraternidade local, em geral originários pela própria pessoa. Vejamos por quê.

É de conhecimento dos membros da organização das Testemunhas de Jeová que o entendimento da Palavra de Deus é progressivo e sujeito a correções.[1] As Testemunhas de Jeová não ocultam as mudanças de conceitos que já fizeram. Primeiro, fazem isso por uma questão de honestidade. Segundo, é um motivo de orgulho para as Testemunhas de Jeová, pois mostra que elas não se apegam a dogmas irremovíveis inventados por homens, como fazem as demais organizações religiosas, as quais se aferram teimosamente a doutrinas antibíblicas tais como a Trindade, a imortalidade da alma e o tormento eterno.

Assim, os que se afastam e se voltam contra a organização de Jeová em geral não o fazem por questões envolvendo conceitos doutrinais. Mesmo que sustentem que foi uma divergência com doutrinas defendidas pelas Testemunhas que os levou a tal deserção, motivos ligados mais a sentimentos do que ao intelecto têm mostrado ser o verdadeiro fator motivador.

Um exemplo típico

     Por exemplo, havia um membro da organização de Jeová, professor de inglês na vida profissional e que atuava na congregação local como servo ministerial. Contudo, esse homem tinha um problema: ele não gostava de trabalhar. Sua esposa Testemunha de Jeová é que supria as necessidades da casa.

Esse homem tinha vontade de ir para a sede das Testemunhas de Jeová no país para ser tradutor. Mas, para isso ele teria de ter uma carta de recomendação do corpo de anciãos local. Em vista da indisposição de tal homem para com o trabalho árduo, o consciencioso corpo de anciãos não quis recomendá-lo.

O resultado é que esse indivíduo tornou-se um inimigo do povo de Jeová, e começou a atacar a organização por meio de difamação. Como ele não aceitou a amorosa ajuda dos anciãos e manteve essa empedernida atitude rancorosa, foi desassociado. Ele passou a conviver com outra mulher. Tornou-se batista e depois deixou essa religião. Atualmente ganha a vida fazendo palestras nas igrejas contra o povo de Jeová.

Ele discorda hoje de diversas crenças bíblicas, chegando ao ponto de aceitar a crença absurda e antibíblica da Trindade, cumprindo o provérbio bíblico: “O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca, depois de lavada, voltou a rolar na lama.” – 2 Pedro 2:22.

Mas, qual foi o estopim para seu afastamento e ataque ao povo de Jeová? Motivos intelectuais, ligados a conceitos? Não, e sim motivos morais (tendência à preguiça) e sentimentais (rancor por sentir sua falha moral exposta).

E esse padrão motivacional tem se repetido ao redor da Terra. São motivos morais (orgulho, inveja, ambição desmedida etc.) e sentimentais (ressentimento e ódio por não conseguir seus intentos ou por se sentirem expostos) que têm levado à apostasia e à atividade beligerante contra seus anteriores irmãos na fé e contra a organização que amorosamente lhes abriu os olhos para com tantas verdades fundamentais e vitais.

Tudo isso nos infunde uma poderosa lição: embora, como humanos imperfeitos, tenhamos tendências a características ruins, como a inveja, o orgulho e a ambição impróprios, precisamos coibir em nós tais características, para que essas nunca tomem conta de nosso coração figurativo. (Provérbios 4:23; Tiago 4:5) Por outro lado, que sempre cultivemos as qualidades piedosas, em especial o amor altruísta, o qual gera a humildade, a gratidão e a lealdade.

Nota:
[1] Veja os artigos A ciência bíblica – como a encara?” e “Como lidar com dúvidas e desapontamentos”.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org







5 comentários:

  1. Pobres almas apóstatas! Vivem com o coração cheio de ódio e, ainda querem que outros sigam o mesmo proceder enganoso e raivoso. Vai entender... Na verdade, são covardes, pois não assumem suas falhas, seus pecados; antes, preferem culpar e apontar seus dedos sujos contra a Organização de Deus e seu povo, ao invés de terem procurado o ajuste, acertar o caminho. - Boa matéria !!

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    1. E sabe o que mais me impressiona ? É o fato de que essas pessoas, até antes de se revoltarem contra seus anteriores irmãos, conseguiram sustentar uma fachada, uma MÁSCARA, de testemunhas de Jeová que na verdade NUNCA FORAM! Todos passavam desapercebidos como zelosos servos de Jeová, mas por dentro havia uma segunda personalidade que nunca foi alcançada pelo poder de mudança que a verdade tem. Parece que são pessoas que tem a notável habilidade de REPRESENTAR UM PAPEL enquanto a situação for favorável a elas. Na primeira balançada do navio, são os primeiros a abandonar o barco, como se nunca tivessem feito parte da tripulação! Isso mostra como é difícil conhecer as pessoas de verdade! Vai ver você convive anos com um irmão ou irmã achando que ele é dedicado integralmente às causas das boas novas, mas essa pessoa pode até nutrir pensamentos de ódio contra a Organização e ninguém sabe!! Até o momento em que Jesus faz a máscara dessa pessoa cair !

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  2. Olá. Gostaria de saber se permitem que eu faça um vídeo, e poste no meu canal, com o audio. Citarei o apologista da verdade como fonte. Muito bom o conteúdo. Parabéns.

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  3. Que artigo incrível, irmão!!

    Eu acho que sei quem é o tal professor de inglês que queria ir para Betel ser sustenta..ops, 'ajudar' nas traduções..rs. Tenho um pouco de dó, sabia? Porque deve ser horrível lutar contra algo poderoso como Jeová (quem luta contra Sua organização, luta contra Ele), e ver suas forças se dissipando... Há um bom tempo eu vi um vídeo desse senhor, barba por fazer, uma cara de soooono, coitado..rs Enfim, que mude de atitude! rs

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