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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Como deve ser traduzido o texto de 2 Pedro 1:1?

Fonte da foto: jw.org

Em geral, as traduções usadas pela cristandade traduzem assim o texto de 2 Pedro 1:1:

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.” – Almeida Corrigida e Revisada Fiel; grifo acrescentado.

Essa forma de verter tal texto coloca Jesus como sendo o Deus dos cristãos. Por outro lado, a Tradução do Novo Mundo verte assim tal passagem:

“Simão Pedro, escravo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que adquiriram uma fé tão preciosa como a nossa por meio da justiça do nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo.” - Grifo acrescentado.

Nota-se que tal tradução distingue o Deus dos cristãos (“nosso Deus”) do Salvador Jesus Cristo.

Em razão disso, essa tradução tem sofrido críticas por parte dos que usam as traduções da cristandade e que acreditam que Jesus Cristo seja o Deus dos cristãos.

Mas, a Tradução do Novo Mundo (NM) estaria gramática e biblicamente incorreta ao optar por essa forma de verter o texto de 2 Pedro 1:1?

A questão gramatical – uma regra ignorada pelos trinitaristas

O texto grego verte 2 Pedro 1:1 literalmente assim:

2 Pedro 1:1:

ν   δικαιοσύν   το  θεο  μν    κα  σωτρος ησο  Χριστο
en dikaiosýnei toû Theoû hemôn kaì sotêros Iesoû Khristoû
pela justiça      do   Deus  nosso   e  Salvador Jesus Cristo

Contudo, verter o texto desse modo conflita com o versículo seguinte. Observe:

2 Pedro 1:2:

ν     πιγνώσει                το θεο   κα ησο   το    κυρίου μν
en   epignósei                       toû Theoû kaì  Iesoû  toû   kyríou hemôn
pelo conhecimento exato do Deus e do nosso Senhor Jesus 

Como vimos, a construção em 2 Pedro 1:2 repete o artigo definido antes da segunda pessoa, fazendo clara diferenciação entre Deus e Jesus Cristo.

Todas as traduções da cristandade pesquisadas para este artigo vertem 2 Pedro 1:2 de modo a diferenciar Deus de Jesus Cristo.

Assim, as traduções que vertem 2 Pedro 1:1 de modo a identificar Jesus com o Deus dos cristãos entram em contradição com o versículo seguinte, o qual diferencia Jesus do Deus dos cristãos.

Algumas traduções católicas e evangélicas, reconhecendo essa clara imprecisão, ou contradição, vertem 2 Pedro 1:1 de modo a diferenciar Jesus de Deus.

Bíblia na Linguagem de Hoje coloca a seguinte nota de rodapé a respeito da primeira construção no versículo 1: “do nosso Deus … Cristo; ou do nosso Deus e do nosso Salvador Jesus Cristo.”

A Bíblia Ave Maria traduz assim 2 Pedro 1:1, 2:

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, àqueles que, pela justiça do nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo, alcançaram por partilha uma fé tão preciosa como a nossa, graça e paz vos sejam dadas em abundância por um profundo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor!

De modo similar, lemos na American Standard Version:

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que obtiveram uma preciosa fé semelhante à nossa na justiça de nosso Deus e [o] Salvador Jesus Cristo: Graça e paz sejam multiplicadas no conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor.” (Os colchetes e o artigo masculino definido são dessa tradução.)

Também, a Catholic Public Domain Version (Versão Católica de Domínio Público) verte assim:

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, àqueles a quem foi atribuída a mesma fé conosco na justiça de nosso Deus e em nosso Salvador Jesus Cristo. Graças para vós. E que a paz seja cumprida de acordo com o plano de Deus e de Cristo Jesus nosso Senhor.”

Portanto, a bem da harmonia doutrinal entre os dois versículos, o que ocorre em 2 Pedro 1:1 é a identificação de outra regra, a qual estabelece verdadeiramente  que, quando duas pessoas diferentes são ligadas por “e” (καί), se a primeira pessoa for precedida pelo artigo definido, não é necessário repetir o artigo definido antes da segunda pessoa. Podemos chama-la de regra da elipse, ou omissão, do artigo.

O artigo, nesse caso, estará subentendido. Isso está em harmonia com a característica frequentemente elíptica da língua grega.

Exemplos adicionais dessa construção no texto grego são encontrados no artigo Jesus Cristo é o ‘grande Deus’ mencionado em Tito 2:13?”

A questão contextual – quem é o Deus dos cristãos?

O que torna indiscutível a existência dessa regra na tradução de 2 Pedro 1:1 é a evidência bíblica contextual, que mostra que o Deus dos cristãos não é o Senhor Jesus Cristo, e sim o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Para confirmar isso, veja o artigo  “Quem é o Deus dos Cristãos?



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 27 de junho de 2017

Transfiguração: Jesus conversou com os mortos?

Fonte da ilustração: https://www.jw.org/

Contribuído por O Servo do Reino.

A crença de que existe um espírito ou alma imortal (que para alguns é a mesma coisa) que sobrevive após a morte do corpo é comum no meio da cristandade. E uma das “provas” que eles usam para validar essa crença é o episódio da transfiguração, onde Jesus supostamente conversou com o espírito (ou alma) dos já mortos Moisés e Elias.

Mas, será que Jesus conversou mesmo com essas “pessoas”? Para entender que a resposta é NÃO, basta pensar no seguinte:

Será que Jesus cumpriu inteiramente a Lei Mosaica? Mateus 5:17 diz: “Não pensem que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas cumprir.” E Gálatas 4:4 mostra que Jesus na Terra estava “debaixo da lei”, NVI.

Esses textos são claros em mostrar que Jesus foi o único que cumpriu com perfeição a Lei.  Será que algum momento Jesus deixou de cumpri-la?

Dizer isso soa até como heresia, não é mesmo? Mas é justamente isso que afirmam indiretamente aqueles que dizem que Jesus conversou com os já mortos Elias e Moisés!

Sim, a Lei dizia em Deuteronômio 18:10-12: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que...seja médium ou espírita ou que consulte os mortos. O Senhor têm repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês.” – Nova Versão Internacional.

Será que Jesus descumpriu essa lei, conversando com os mortos? Há quem possa dizer que eles estavam vivos no céu, mas Jesus é claro em dizer que ninguém tinha ido para o céu antes de ele descer para cá. Ele declarou: “Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem [Jesus Cristo].” (João 3:13, NVI.) A Bíblia também é clara em dizer que Cristo foi o primeiro a ganhar uma ressurreição celestial, descrevendo-o como “o princípio e o primogênito dentre os mortos”. – Colossenses 1:18, NVI.

Sendo assim, ou Moisés e Elias estavam mortos, inconscientes (conforme Eclesiastes 9:5, 10) ou teremos que invalidar a declaração de Jesus em João 3:13, e ainda mais, dizer que ele pecou, descumprindo a lei de Deus. Isso seria um atentado contra a doutrina central do Resgate!

“Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem. O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura [hebraico:Seol], para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.” – Eclesiastes 9:5, 10.

Sendo assim, pergunto: Vamos crer que o episódio da transfiguração foi uma visão, assim como Jesus disse (em Mateus 17:9) e que Moisés e Elias estavam realmente mortos, sendo assim, nada de espírito ou alma imortal, assim como a Bíblia ensina (em Ezequiel 18:4) ou vamos dizer que Jesus mentiu e descumpriu a lei?

“Enquanto desciam do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis esta visão, até que o Filho do homem ressuscite dentre os mortos.” – Mateus 17:9, Sociedade Bíblica Britânica; também Tradução Brasileira.

“A alma que pecar, essa morrerá.” – Ezequiel 18:4, Almeida Corrigida e Revisada Fiel.


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domingo, 25 de junho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 65)

Fonte da ilustração: jw.org
Ilustração dos trabalhadores no vinhedo
(Mat. 20:1-16)
“Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, um dono de casa, que saiu cedo de manhã para contratar trabalhadores para o seu vinhedo. 2 Tendo concordado com os trabalhadores em um denário[1] por dia, mandou-os ao seu vinhedo. 3 Saindo também por volta da terceira hora,[2] viu outros parados, sem emprego, na feira; 4 e ele disse a estes: ‘Vós também, ide ao vinhedo, e eu vos darei o que for justo.’ 5 De modo que eles foram. Ele saiu novamente por volta da sexta hora[3] e da nona hora,[4] e fez o mesmo. 6 Finalmente, por volta da décima primeira hora,[5] saiu e encontrou outros parados, e disse-lhes: ‘Por que ficastes parados aqui o dia todo sem emprego?’ 7 Eles lhe disseram: ‘Porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes: ‘Ide vós também ao vinhedo.’
8 “Quando anoiteceu, o dono do vinhedo disse ao seu encarregado: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o seu salário, passando dos últimos para os primeiros.’ 9 Ao chegarem os homens da décima primeira hora, cada um deles recebeu um denário. 10 Portanto, ao chegarem os primeiros, concluíram que receberiam mais; mas eles também receberam o pagamento à razão de um denário. 11 Tendo-o recebido, começaram a murmurar contra o dono de casa 12 e disseram: ‘Estes últimos fizeram uma só hora de trabalho; ainda assim os fizestes iguais a nós, os que levamos o fardo do dia e o calor abrasador!’ 13 Mas ele disse, em resposta, a um deles: ‘Amigo, não te faço nenhuma injustiça. Não concordaste comigo em um denário? 14 Toma o que é teu e vai. Eu quero dar a este último o mesmo que a ti. 15 Não me é lícito fazer o que quero com as minhas próprias coisas? Ou é o teu olho iníquo porque sou bom?’ 16 Deste modo, os últimos serão primeiros e os primeiros, últimos.”

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Moeda romana de prata, que pesava cerca de 3,85 g, equivalendo a cerca de US$ 0,74. Levava a imagem da cabeça de César e era a “moeda do imposto por cabeça”, que os romanos exigiam dos judeus. (Mat. 22:19-21) Os lavradores recebiam em geral um denário por um dia de 12 horas de trabalho. (Mat. 20:2) – It-1, p. 683.
[2] Das 8 às 9 horas.
[3] Das 11 às 12 horas.
[4] Das 14 às 15 horas.
[5] Das 16 às 17 horas. 


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Você usa seus dons e profissão para pregar o Evangelho? (Parte 2)


Fonte da ilustração: https://www.jw.org

O artigo anterior considerou o maravilhoso exemplo deixado pelo apóstolo cristão Paulo em usar seus talentos e conhecimentos, bem como posição social, para disseminar o Evangelho de Cristo.

Neste artigo, consideraremos o exemplo do discípulo e médico Lucas.

Lemos em Colossenses 4:14: “Lucas, o médico amado, lhes manda saudações.”

          Observe que Paulo, escritor da Carta aos Colossenses, mencionou Lucas como “o médico amado”, em vez de dizer ‘o irmão amado’.

          Isso parece sugerir que o irmão cristão Lucas era renomadamente conhecido no meio cristão por sua profissão, evidentemente devido à prestação de assistência médica voltada aos discípulos cristãos. Em decorrência disso, ele era amado, não apenas como irmão, mas também como médico.

          Essa era uma forma indireta de alavancar o cristianismo recém-formado, pois ajudava a restaurar e a manter a saúde dos evangelizadores cristãos.

          Inclusive, Lucas foi um leal companheiro de evangelização do apóstolo Paulo. Ele acompanhou Paulo de Trôade a Filipos, entre 49-52 EC, e à Judeia, por volta de 56 EC. Após isso acompanhou Paulo (que já estava detido pelo sistema judicial romano) a Roma em cerca de 60 EC. De lá, ele enviou por intermédio da Carta aos Colossenses seus cumprimentos aos cristãos daquela cidade. – Veja Atos 16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16, e a obra Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 2, verbete “Lucas”, p. 722.

           Quão maravilhoso era para o apóstolo Paulo ter ao seu lado um cristão zeloso e que podia lhe prestar assistência médica!

Contribuição com informações técnicas às Escrituras


           A respeito da contribuição de Lucas para descrever com exatidão quadros clínicos relatados nas Escrituras Gregas, temos o comentário do Dr. C. Truman Davis:

Onde é dada uma descrição médica, ela é meticulosamente exata. Lucas usa um total de vinte e três palavras técnicas gregas, encontradas em Hipócrates, Galeno e outros escritos médicos daquela época.[1]

          Outra fonte afirma que Lucas utilizou mais de 300 termos médicos ou palavras com sentido médico, que não são usados do mesmo modo pelos demais escritores do chamado “Novo Testamento”.[2]

Observe sua sensibilidade nesse respeito nas passagens abaixo:

            “Mas Jesus o censurou [o demônio], dizendo: ‘Cale-se e saia dele.’ Assim, depois de lançar o homem no chão no meio deles, o demônio saiu dele sem feri-lo.” – Lucas 4:35.

            “Depois de sair da sinagoga, ele [Jesus] entrou na casa de Simão [Pedro]. A sogra de Simão estava sofrendo, com uma febre alta, e pediram a ele que a ajudasse.” – Lucas 4:38.

       “E havia ali uma mulher que tinha um espírito de fraqueza havia 18 anos; ela estava encurvada e não conseguia de modo algum se endireitar.” – Lucas 13:11.

  “E na frente dele estava um homem que sofria de hidropisia [“Ou: ‘edema’, uma acumulação excessiva de líquido no corpo”, nota].” – Lucas 14:2.

            “Mas um mendigo, chamado Lázaro, costumava ser colocado junto ao portão dele, e estava coberto de feridas.” – Lucas 16:20.

                Embora a escrita das Escrituras tenha sido feita sob a inspiração divina, isso não excluiu a permissão, dentro de certa latitude, para que os escritores usassem seu próprio estilo de escrita e conhecimentos que detinham. – Veja Eclesiastes 12:10.

  O acalentador exemplo deixado pelo discípulo e médico Lucas sem dúvida merece ser seguido, bem como o do apóstolo Paulo, descrito no artigo anterior. Evidentemente, muitos outros personagens bíblicos poderiam ter sido citados. E o exemplo deles nos incentivam a usarmos nossos dons, talentos, conhecimentos, posição e condição socioeconômica para incrementar a divulgação do Evangelho.

Notas:
[1] — Arizona Medicine (Medicina do Arizona), março de 1966, “Medicine and the Bible” (A Medicina e a Bíblia), p. 177; apud “Estudo Perspicaz das Escrituras”, vol. 1, verbete “Doenças e tratamento”, p. 736, , publicado pelas Testemunhas de Jeová.
[2] The Medical Language of Luke, 1954, W. K. Hobart, páginas xi-xxviii; apud “Toda a Escritura É Inspirada e Proveitosa”, p 187, publicado pelas Testemunhas de Jeová.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 20 de junho de 2017

Você usa seus dons e profissão para pregar o Evangelho? (Parte 1)

Fonte da ilustração: https://www.jw.org


Dois excelentes exemplos em usar a capacitação profissional para disseminar o Evangelho foram o apóstolo e operador do Direito Paulo e o discípulo e médico Lucas.

Paulo, também conhecido como Saulo de Tarso, teve excelente formação cultural e profissional no Direito de sua época. Havia sido instruído pelo renomado erudito Gamaliel, o primeiro a receber o título de Rabban (superior a Rabi [instrutor]”).

Assim, o notável conhecimento de leis que veio a adquirir, somado ao seu status social de cidadão romano, fez de Paulo um valioso expoente do recém-formado cristianismo. Acrescente-se a isso o seu domínio do hebraico (sua língua nativa), bem como do grego, e possivelmente do latim.

Obviamente, o conhecimento que Paulo tinha do Direito Hebraico o ajudou a entender doutrinas profundas, como a da justificação pela fé e o resgate, as quais são profundamente fundamentadas pela Lei de Deus dada a Israel. Embora sua carta aos Romanos não tenha sido a primeira a ser escrita por ele, essa carta foi colocada em primeiro lugar na ordem das cartas bíblicas, devido a ser fundamental para se entender as duas doutrinas já mencionadas.
Tão profundo era o seu entendimento das doutrinas bíblicas, que os anciãos de Jerusalém só vieram a entender anos depois a doutrina da justificação pela fé à parte de obras da Lei mosaica. (Veja Atos 21:21-24, e o artigo Como lidar com dúvidas e desapontamentos”.)
Ademais, o conhecimento material e processual que Paulo tinha do Direito Romano o ajudou a ter acesso à mais alta autoridade da época – o imperador de Roma. Ele sabia em que fase processual do julgamento ele podia, qual cidadão romano, apelar para o imperador, e fez eficiente uso desse conhecimento. (Veja Atos 25:8-12.) Assim, ele cumpriu a vontade divina, de que deveria levar o nome de Jesus “a reis”. – Atos 9:15.
Seus conhecimentos e a ampliação de seu entendimento por meio do espírito santo de Deus, conjugados com sua nobre humildade, prestaram um não dimensionável serviço a toda a humanidade, desde aquele tempo. Paulo foi utilizado por Deus para escrever a maior quantidade de livros bíblicos – escreveu 14 cartas apostólicas.
Certamente, Saulo Paulo de Tarso deixou um admirável exemplo de alguém que usou tudo o que tinha – conhecimento profissional, status, idiomas, bem como tempo e energia – na promoção do Evangelho.
A pergunta que fica é esta: Será que estamos fazendo o melhor que podemos neste sentido?
O próximo artigo discorrerá sobre o exemplo deixado pelo discípulo e médico Lucas.



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domingo, 18 de junho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 64)

Fonte: jw.org
Conversa com o jovem governante rico
(Mat. 19:16-30; Mar. 10:17-31; Luc. 18:18-30)
E, enquanto saía, chegou correndo certo governante; e, aproximando-se, se pôs de joelhos diante dele, perguntando-lhe: “Bom Instrutor, que preciso fazer de bom, para herdar a vida eterna?” Jesus disse-lhe: “Por que me chamas de bom [e] por que me perguntas sobre o que é bom? Ninguém é bom, exceto um só, Deus. Há um que é bom. Se queres, porém, entrar na vida, observa continuamente os mandamentos.” Disse-lhe ele: “Quais?” Jesus disse: “Ora, sabes os mandamentos: não deves assassinar, não deves cometer adultério, não deves furtar, não deves dar falso testemunho, não defraudes, honra a teu pai e a tua mãe; e, tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.”[1]
O jovem disse-lhe então: “Instrutor, tenho guardado a todos estes desde a mocidade; que me falta ainda?” Jesus olhou para ele e sentiu amor por ele, e disse-lhe: “Há ainda uma coisa que falta a respeito de ti: Se queres ser perfeito, vende todas as coisas que tens e distribui aos pobres, e terás um tesouro nos céus; e vem ser meu seguidor.” Quando o jovem ouviu estas palavras, ele ficou triste e se afastou profundamente contristado, pois tinha muitas propriedades.
 Jesus olhou para ele e, depois de olhar em volta, disse aos seus discípulos: “Quão difícil será para os que têm dinheiro abrirem caminho para entrar no reino de Deus!” Mas os discípulos ficaram surpresos com as suas palavras. Em resposta, Jesus disse-lhes novamente: “Filhos, quão difícil é entrar no reino de Deus! Novamente, eu vos digo: É mais fácil para um camelo passar pelo orifício duma agulha de costura, do que para um rico entrar no reino de Deus.” Quando os discípulos ouviram isso, eles ficaram ainda mais assombrados e disseram-lhe: “Quem, realmente, pode ser salvo?” Olhando diretamente para eles, Jesus disse-lhes: “Aos homens isto é impossível, mas não é assim para Deus, pois para Deus todas as coisas são possíveis.”
Pedro disse-lhe então, em resposta: “Eis que abandonamos todas as nossas próprias coisas e te temos seguido; o que haverá realmente para nós?” Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo: Na recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono, vós, os que me seguistes, também estareis sentados em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver abandonado casas, ou esposa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa do meu nome e pela causa das boas novas do reino de Deus, receberá de algum modo muitas vezes mais agora, neste período de tempo, casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições, e no vindouro sistema de coisas herdará a vida eterna. Porém, muitos que são primeiros serão últimos, e os últimos, primeiros.”

Nota:
[1] Êxo. 20:12-16; Deut. 5:16-20; Lev. 19:13, 18.

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Refutando ataque à Tradução do Novo Mundo por comentarista trinitário

Fonte da foto:
https://www.jw.org/pt/noticias/noticias/por-regiao/mundo/testemunhas-de-jeova-lancam-edicao-grande-da-biblia/

Certo leitor deste site apresentou uma argumentação em favor da tradução “a Palavra era um deus” (João 1:1, NM), utilizando uma frase do erudito bíblico William Barclay, frase essa que reza:

“Quando o grego se refere a Deus ele não diz simplesmente theós [“deus”]; ele diz ho theós [“o deus”]”[1].

Diante disso, tal leitor recebeu uma contra-argumentação de um trinitarista, a qual foi enviada a este site.

A matéria abaixo é uma refutação a algumas afirmações desse trinitarista, as quais estão em itálico. Ele afirmou:

“Acima citei um texto do NT [Novo Testamento] em que fica claro que isso [a declaração de Barclay] não procede. Eu disse: ‘2 Cor. 1:3 (é ele Deus de Consolação ou [um] Deus de consolação?). No grego consta: ‘και Θεος πασης παρακλησεως (Kaì Theós pasês parakleseôs [os erros de acentuação no grego são desse trinitarista]: e Deus de toda consolação). Pela lógica proposta pela TNM [Tradução do Novo Mundo] para Jo[ão] 1:1, deveríamos inserir na tradução [de 2 Cor 1:3] o artigo indefinido ‘um’ antes do substantivo ‘Deus’, porque no grego não consta o artigo defino ‘hó’ (‘o’), mas a TNM 2015, não só não faz isso, como INSERE UM ARTIGO DEFINIDO num texto que no grego NÃO TEM ARTIGO ALGUM, assim traduzindo: ‘O Deus de todo o consolo.’”

Resposta:

Barclay declarou: “Quando o grego se refere a Deus ele não diz simplesmente theós [“deus”]; ele diz ho theós [“o deus”]”.

Essa declaração de Barclay, a meu ver, só poderia ter sido feita dentro do contexto de João 1:1. Como o tal comentarista trinitário demonstrou com 2 Coríntios 1:3, há textos – e são diversos – que usam théos anartro (sem artigo) referindo-se ao Pai.

Contudo, tal trinitário peca em suas conclusões subsequentes, ao afirmar:

“Pela lógica proposta pela TNM [Tradução do Novo Mundo] para Jo[ão] 1:1, deveríamos inserir na tradução [de 2 Cor 1:3] o artigo indefinido ‘um’ antes do substantivo ‘Deus’, porque no grego não consta o artigo defino ‘hó’ (‘o’).”

Errado! A Tradução do Novo Mundo não insere artigo indefinido (“um”) por ser theós um substantivo anartro em João 1:1, e sim porque a passagem contém outro theós articulado – assim sendo, para distinguir um theós do outro theós e porque o contexto bíblico permite tal inserção.

Notadamente, as traduções usadas pela cristandade usam a expressão “um deus” em Atos 28:6:

“Mas eles esperavam que ele [Paulo] viesse a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um deus.” – Almeida Revista e Corrigida; veja também ACF, ARIB, NVI, SBB, Ave Maria, ASV, KJ, Darby, Webster, Valera, BJ, NAB, Douay-Rheims, RSV.

As traduções da cristandade em geral vertem “um deus”, embora não ocorra o artigo definido “o” antes de theós:

ἔλεγον αὐτὸν εἶναι θεόν.
Dizendo-o     ser     deus.

Usando o argumento do comentarista trinitário acima, poderíamos afirmar, em função do uso universal de “um deus” pelas traduções da cristandade ao traduzir o theós anartro, que pela lógica deveriam igualmente traduzir o theós anartro em João 1:1c como “o Verbo era um deus”.

Mas sabemos que não é o caso de regra gramatical. O tradutor precisa determinar quando traduzir um theós anartro como “um deus” pelo contexto, não por regra gramatical. É o que a NM faz em João 1:1.

Vejamos outra afirmação do trinitário:

“Mas a TNM 2015 não só não faz isso [insere artigo indefinido], como INSERE UM ARTIGO DEFINIDO num texto que no grego NÃO TEM ARTIGO ALGUM, assim traduzindo: ‘… O Deus de todo o consolo’.”

Tal argumentação mostra que tal pessoa não entende mesmo de tradução da Bíblia. Afinal, não somente a NM, mas outras traduções acrescentam o artigo definido “o” antes de “Deus de todo o consolo”: ACF, KJ, NIV, Webster, Valera, La Sainte Bible de Augustin Crampon 1923, Douay-Rheims, Christian Community Bible, NJB.

O argumentador acima também mostra desconhecimento da língua grega usada na Bíblia, que é caracteristicamente elíptica. Assim, há casos em que o artigo (ou outra palavra) não precisa ser repetido na construção seguinte, mas já está subentendido, quando a conjunção copulativa kaí (“e”) liga dois nomes ou expressões, sendo o primeiro nome precedido pelo artigo ho. Isso pode ocorrer entre coisas ou seres distintos ou com a mesma identidade.

Exemplos dessa construção no texto grego são encontrados nas passagens abaixo:

Judas 4:

τὸν μόνον δεσπότην καὶ κύριον ἡμῶν Ἰησοῦν Χριστὸν 
o     único  dono         e   senhor de nós, Jesus Cristo

Óbvio que está subentendido o sentido de ‘o único dono e [o único] Senhor, Jesus Cristo’, não sendo necessário repetir a mesma expressão “o único” antes de “Senhor” por esta estar subentendida.

Εὐλογητὸς  θεὸς καὶ πατὴρ τοῦ κυρίου ἡμῶν Ἰησοῦ Χριστοῦ
Bendito     o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo

Novamente, é evidente que está subentendido o sentido de ‘o Deus e [o] Pai de nosso Senhor Jesus Cristo’.

Ninguém traduziria “o Deus e um Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” pela ausência do artigo antes do segundo substantivo.

(Exemplos da elipse da repetição do artigo em casos de coisas ou seres distintos se encontram em Atos 17:18; 2 Coríntios 10:1; Efésios 3:18; Mateus 21:12. Veja o artigo “Jesus Cristo é o ‘grande Deus’ mencionado em Tito 2:13?”)

Nos casos acima, a elipse do artigo ou da expressão é suprida pela inteligência do leitor como estando subentendida.

O comentarista trinitário afirmou:

“Diversos textos da TNM DIVERGEM DO GREGO (com acréscimos e omissões).”

O comentarista não citou qualquer exemplo disso. Se ele está se baseando em textos no mesmo viés de 2 Coríntios 1:3, então não é caso de divergência com o texto grego, mas apenas de adaptação à língua portuguesa ou à outra língua, algo feito em geral pelas traduções usadas pela cristandade. Na realidade, a NM não diverge em nada do texto grego.

Ele afirmou:

“As traduções trinitaristas não alteram aqueles textos que parecem ser contrários ao credo trinitarista.”

Isso não é verdade. Pelo que parece, o argumentador trinitário desconhece as alterações feitas por traduções trinitaristas. Veja exemplos abaixo:

Mateus 24:36: omissão da expressão “nem o Filho”.

“A respeito daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas somente o Pai.” – NM.

Entre as traduções que fazem tal omissão estão ACF, Ave Maria, Darby, Webster, Valera, Elberfelder, Novo Testamento da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, La Sainte Bible de Augustin Crampon 1923, Douay-Rheims, KJ, Catholic Public Domain Version.

A nota de rodapé da Tradução do Novo Mundo Com Referências indica que os manuscritos e versões mais antigos colocam a frase “nem o Filho”:

א°: Códice Sinaítico, grego, quarto século EC, Museu Britânico, Escrituras Hebraicas, Escrituras Gregas.
B: Ms. Vaticano 1209, grego, quarto século EC, Cidade do Vaticano, Roma, Escrituras Hebraicas, Escrituras Gregas.
D: Códices Bezae, grego e latim, quinto e sexto séculos EC, Cambridge, Inglaterra, Escrituras Gregas.
Vg: Vulgata latina, de Jerônimo, originalmente produzida em c. 400 EC (Iuxta Vulgatam Versionem, Württembergische Bibelanstalt, Stuttgart, 1975).
Arm: Versão Armênia, do quarto ao décimo terceiro século EC; E.H., Escrituras Gregas.

1 João 5:7, 8: acréscimo.

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. 8 E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam num.” – Almeida Revista e Corrigida; veja também ACF, KJ, Webster, Catholic Public Domain Version, Douay-Rheims.

Sobre tal acréscimo, veja o artigo “1 João 5:7  inspirado por Deus ou acréscimo posterior? no blog Tradução do Novo Mundo Defendida.

Judas 4: acréscimo da palavra “Deus”.

No Texto Recebido ocorre a inserção da palavra “Deus”, fazendo o texto rezar:

tòn mónon despóten Theòn, kaì Kýrion hemõn Iesoûn Khristòn
o    único    Dono,         Deus (5) e Senhor de nós Jesus Cristo

Essa inserção do Textus Receptus foi adotada nas versões trinitárias abaixo:

“Negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.” – ARC, ACF.

“O único Deus e Mestre, o nosso Senhor Jesus Cristo.” – Diodati.

Sobre isso, comentou o artigo “Judas 4 apoia a Trindade? (Parte 1)”:

A própria história do Texto Recebido explica sua fragilidade, pois foi produzido às pressas com objetivos comerciais. Por essa razão, muitos erros foram inseridos nele. Um exemplo se encontra em Judas 4, que acrescenta a palavra “théos” (“deus”) antes de “despótes” (“dono”, “amo”). No entanto, o Mss Vaticano 1209, do 4.º século EC, no qual se baseia a The Emphatic Diaglott, não usa a palavra “théos”.


O mesmo comentarista trinitário afirmou:

“Observe que os textos que aparentemente referendam a doutrina da Trindade, nas Bíblias unicistas, costumam ser alterados, descaracterizando uma doutrina que seus tradutores rejeitam. Pense naqueles textos que os trinitaristas citam para defender que Jesus é Deus, ou é adorado. Na TNM, por exemplo, insere-se palavra entre colchetes, ou opta-se por um sentido menos contundente ou coisas do tipo. Basta comparar para perceber isso.”

Alterar um texto é dar um sentido diverso do objetivado pelo escritor bíblico, como demonstrado acima nas omissões e inserções trinitaristas. Esse não é o caso da NM. O verbo proskynéo, vertido “adorar” pelas versões trinitárias quando se refere a Jesus, tem primariamente sentido civil, não religioso. O contexto bíblico mostra que, no caso do uso para Jesus Cristo, tem o claro sentido de “prestar homenagem”. Veja o artigo “Proskyneo - Sempre ‘Adoração’?” no blog Testemunhas de Jeová Defendidas.

E os colchetes a que esse comentarista se refere evidentemente ocorrem em Colossenses 1:16. Contudo, o contexto imediato e da Bíblia como um todo mostra que tais colchetes apenas dão o sentido já implícito. Veja o artigo Jesus é o Criador ou um Ser criado? – Exame de Colossenses 1:15-20”.

Como se pode ver facilmente, as alegações trinitárias estão impregnadas de vícios conceituais, teológicos e violação gramatical do texto bíblico.

Explicação das siglas usadas:

ACF: Almeida Corrigida e Revisada Fiel.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
ARIB: Almeida Revista Imprensa Bíblica.
ASV: American Standard Version.
Ave Maria: tradução católica.
BJ: Bíblia de Jerusalém.
Catholic Public Domain Version: Versão Católica de Domínio Público da Bíblia, concluída em 2009, baseada principalmente na Vulgata.
Darby: The ‘Holy Scriptures’ (Edição de 1949), de John Nelson Darby.
Douay-Rheims: tradução da Bíblia da Vulgata latina  para o Inglês feita por membros do Colégio católico Inglês Douai. O Novo Testamento parte foi publicada em Reims , França, em 1582.
Elberfelder: tradução alemã.
KJ: King James Version.
La Sainte Bible, de Augustin Crampon; 1923.
NAB: The New American Bible.
NJB: New Jerusalem Bible
NM: Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.
NVI: Nova Versão Internacional.
RSV: Revised Standard Version.
SBB: Bíblia da Sociedade Bíblica Britânica.
Trinitariana: Novo Testamento da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.
Valera: versão em espanhol Reina-Valera, de Casiodoro de Reina e de Cipriano de Valera.
Webster: Tradução de Noah Webster, século 19.

Nota:
[1] Baclay, William. The Gospel of John, Revised Edition (1975), pp. 39, 74.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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