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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

O Logos – quem é ele? (Parte 9)

Contribuído por A Verdade É Logica.

O artigo anterior mostrou que a autoridade que o Logos de Filo possui é secundária. O Logos é inferior a Deus. Este artigo analisará o Logos à luz dos escritos inspirados do apóstolo João.

AFINAL, QUEM ERA O LOGOS PARA JOÃO?

Stephen L. Harris, em Understanding the Bible, já citado, alega que João tinha o conceito de Filo sobre o Logos:

[...] A tentativa de Filo de reconciliar a filosofia grega com a revelação hebraica incluiu sua doutrina do Logos, ou a Palavra, pela qual Deus criou o universo. (Logos, um termo masculino em grego, tornou-se mais aceitável ao pensamento patriarca hebreu do que Sophia, ‘Sabedoria’, que é feminina) O hino ao Logos com o qual João começa seu Evangelho é derivado de suposição de Filo (e por fim, de Provérbios) de que um mediador divino existe entre Deus e o mundo [...].


    
PARALELO ENTRE OS CONCEITOS DE FILO E DOS APÓSTOLOS SOBRE O LOGOS
O LOGOS PARA FILO
O LOGOS PARA OS APÓSTOLOS
A primeira criação de Deus
“O princípio da criação de Deus” (Apocalipse 3:14)
Uma subdivindade, uma espécie de segundo deus ou deus secundário
“O deus unigênito que está no seio do pai” (João 1:18); também a divindade que estava com Deus (João 1:1)
O Arcanjo de Deus
O Arcanjo de Deus [Miguel] (1 Tessalonicenses 4:16)
Não incriado igual a Deus, nem criado igual aos humanos, mas um meio-termo entre os dois.
O Filho Unigênito de Deus, o único gerado somente por Deus (João 3:16)
O agente intermediário de Deus usado na criação
O agente intermediário de Deus usado na criação (João 1:3; Colossenses 1:16)
 O Primogênito de Deus
O primogênito de toda criação (Colossenses 1:15)
O maior dos poderes angélicos intermediários
Feito maior que os anjos (Hebreus 1:4)
Recebe autoridade real de Deus, mas somente possui a autoridade que lhe é dada
Recebe autoridade real de Deus, mas somente possui a autoridade que lhe é dada (1 Coríntios 15:25-28)
É o arquétipo do homem (Adão)
É o “último Adão” (1 Coríntios 15:45)
Trabalhou ao lado do Pai na criação, mas foi instrumento, não fonte
É participante na criação, mas não o Criador direto (Hebreus 1:2)
É um vice-rei
É rei sob a autoridade de Deus (Marcos, 12:36; Hebreus 1:9)
É inferior a Deus
É inferior a Deus (João 14:28)

Há mais paralelos do que os que foram relacionados logo acima, mas as semelhanças entre o conceito dos apóstolos sobre o Logos, isto é, Jesus, com os conceitos de Filo, deveriam, pelo menos, levar qualquer teólogo honesto a dar margem à dúvida.

Tudo o que foi apresentado aqui a respeito dos conceitos de Filo são nada aquém de fatos. Surge na nossa mente a grandiosa questão: João conhecia Filo e seus pensamentos a respeito do Logos, conforme muitos pensam? Não se pode afirmar. Particularmente, sinto-me tentado a pensar que sim, mediante os fatos. Mas, quando analiso a Bíblia e percebo a simplicidade dos apóstolos, minha racionalidade me diz que isso é altamente improvável. Veja o exemplo:

“Depois de dizer isso, ele acrescentou: ‘Lázaro, nosso amigo, adormeceu, mas eu vou lá para acordá-lo.’ Então os discípulos lhe disseram: ‘Senhor, se ele está dormindo, ficará bom.’ Jesus, no entanto, havia falado da morte dele; mas eles imaginavam que estivesse falando do sono natural.”

Veja quão grande era a limitação dos discípulos, incluindo João. Não é para menos que é declarado abertamente na Bíblia:

“Quando viram a coragem de Pedro e de João, e notaram que eles eram homens comuns e sem instrução [...].” – Atos 4:13.

Em vista disso, é bastante improvável que João tivesse qualquer contato com conceitos filosóficos gregos sobre o Logos, mesmo com os de Filo. Sobre isso, analise o comentário da obra Dicionário Bíblico Wycliffe, na página 1176:







Conforme a referida obra, ao que tudo indica, pela simplicidade e candura do apóstolo João, o termo Logos foi usado simplesmente no sentido mais básico de “Palavra”, isto é, aquele que transmite a Palavra de Deus, sem quaisquer referências provindas da filosofia grega, tampouco das declarações do judeu Filo.

É impressionante como alguns autores de obras influentes, tais como a última mencionada até aqui, dão suas opiniões sobre assuntos envolvendo a divindade de Cristo com declarações plenamente antitrinitárias, mas, ao final, tentam consertar o que haviam dito refazendo a declaração. Os autores da obra Dicionário Bíblico Wycliffe são claramente trinitários, mas eles mesmos dizem que Jesus é “o revelador e expositor de Deus Pai”. (P. 1176) Se o Logos é a Palavra de Deus no sentido de ele ser uma expressão de Deus, então o Logos tem que ser, inevitavelmente, uma manifestação exterior de Jeová – uma criação. Como assim? Uma expressão somente vem à existência quando é falada. Se o Logos é a expressão de Deus, então ele tem que ter tido um princípio. Do contrário, como poderia Deus se expressar sem que criasse algo? Ou como poderia o Logos ser a “expressão eterna” de Deus?

Se o Logos fosse a expressão eterna de Deus, então a própria criação de Deus seria eterna, pois Deus estaria criando coisas durante toda a eternidade. Ou seja, Deus nunca teria tido uma primeira manifestação criativa se ele, durante toda a eternidade, estivesse criando; nunca haveria uma primeira criação. Dizer que o Logos é a expressão eterna de Deus é semelhante ao conceito de “silêncio de palavras eloquentes”. Ora, se é silêncio, não há palavras. Se há palavras, não há silêncio. Então, se Deus falou em seu primeiro ato, a sua palavra passa a existir em realidade. Dessa forma, o Logos vem à existência.

É claro que esse raciocínio é mais poético que apostólico. É altamente improvável que João tivesse quaisquer desses raciocínios ao falar do Logos. Assim, João quis dizer que o Logos é aquele personagem divino que foi “o princípio da criação de Deus” (Apocalipse 3:14); “o Filho Unigênito” de Deus (João 3:16). Sendo o Porta-Voz oficial de Jeová, o mais amado Filho, o Logos não é o próprio Deus de quem ele é Filho. Tampouco é “a mente de Deus” ou “a razão”. Simplesmente, João descreve o Logos como sendo o Filho Unigênito de Jeová, a primeira e maior de suas criações. (João 20:31) É este o conceito que devemos ter para que possamos adquirir vida eterna: Apenas o Pai é o único Deus verdadeiro, e Jesus Cristo, é o Enviado pelo Pai. – João 17:3.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





terça-feira, 26 de setembro de 2017

Uma conversa sobre a Bíblia: Haverá vida eterna na Terra?

Fonte: jw.org



Contribuído por O Servo do Reino.

Leia a seguir uma típica conversa entre uma Testemunha de Jeová e seu conhecido. Imaginemos que André pergunta ao seu colega, Gabriel, porque as Testemunhas de Jeová dizem que este planeta Terra será um paraíso.

André: Então, Gabriel, minha irmã disse que vocês, dessa religião, não acreditam que os salvos irão para o céu, mas sim que vamos viver aqui nesta Terra para sempre. É verdade isso?

Gabriel: Então, André, sua irmã está parcialmente correta, pois nós cremos sim que haverá pessoas salvas que irão para o céu. Mas o que ela disse sobre a vida na Terra é verdade. Sim, nós cremos, de acordo com a Bíblia, que a maioria dos salvos irá morar aqui mesmo nesta Terra. Se você me permitir, gostaria de lhe mostrar na Bíblia alguns pontos que lhe mostrarão que isso é verdade.

André:  Claro, Gabriel. Eu fiquei chocado com essa sua afirmação, mas gostaria de ouvir essa sua posição.

ESTIMULANDO O RACIOCÍNIO

Gabriel: Tenho certeza, André, que você conhece a oração do Pai Nosso. Nesta oração nós fazemos muitos pedidos importantes, não é mesmo?

André: Sim, é verdade. Faço essa oração todos os dias.

Gabriel: Você já parou pra pensar, André, em como essa oração mostra que a Terra será um local bom para nós morarmos?

André: Não, nunca pensei. Como assim?

Gabriel: Veja bem André. Nós pedimos assim: “Venha a nós o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na Terra, como no céu.” Você acha, André, que a vontade de Deus é feita aqui na Terra como ela já é feita no céu?

André: Acho que não, Gabriel. No céu é muito bom – não tem guerras, nem fome e nem morte. Tá longe de a Terra ser como o céu.

Gabriel: Verdade, André, você está certo. Mas, na oração nós pedimos justamente isso, ou seja, que a vontade de Deus seja feita aqui na Terra, da mesma forma como é no céu. Nosso Senhor Jesus é quem nos ensinou a pedir isso. Você acha que isso é possível, André?

André: Sim, Gabriel, pra Deus todas as coisas são possíveis. Mas, se isso vai se cumprir, como isso vai acontecer?

Gabriel: Vamos ler um texto na Bíblia. Tenho aqui no meu celular uma Bíblia. Veja este texto de Daniel 2:44. Olha o que ele diz, André: “Nos dias desses reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será destruído. E esse reino não passará para as mãos de nenhum outro povo. Vai esmigalhar e pôr um fim a todos esses reinos, e somente ele permanecerá para sempre.”

Percebeu, André, que aqui diz que Deus vai vir com um reino, ou governo Dele, e que esse governo de Deus irá substituir os governos humanos atuais e nos governar pra sempre?

André: Sim Gabriel, é verdade!

Gabriel: Então, André, esse reino de Deus é o mesmo reino que pedimos na oração do Pai Nosso. Nós oramos para que o reino, ou governo de Deus, venha. E ele vai vir, conforme a leitura do texto de Daniel. Então, será dessa forma que o governo de Deus fará com que a vontade Dele seja feita aqui na Terra da mesma forma como Deus já faz ela no céu. Conseguiu entender?

André: Entendi, Gabriel, nunca tinha raciocinado dessa forma. Mas realmente faz sentido.

CONFIRMANDO A VERDADE RECÉM-ASSIMILADA E LANÇANDO A BASE PARA UMA REVISITA

Gabriel: Sim, André. Nós dependemos que o governo de Deus nos governe para que a vontade de Dele seja feita aqui. E, como você viu, é isso que vai acontecer. Veja mais alguns textos, André, que falam de como será a vida aqui na Terra quando o governo de Deus estiver reinando sobre nós.

(Após isso Gabriel leu para André o Salmo 37:9, 10, 11 e 29; Isaías 11:1-9; 25:8; 35:5,6; 65:21-25; Mateus 5:5; Apocalipse 21:3-5).

André: Realmente, Gabriel, a Bíblia fala de uma vida aqui mesmo na Terra! Muito interessante saber isso. Mas agora me surgiu uma dúvida sobre esse assunto, Gabriel: Se os humanos vão viver aqui na Terra mesmo, porque a Bíblia fala também de humanos que vão ganhar a vida eterna no céu? 

Gabriel: Ótima pergunta, André. Esse é um assunto muito bom de estudar e a Bíblia também responde isso, mas eu gostaria de lhe responder na semana que vem. Pode ser neste mesmo horário?

André: Claro, Gabriel! Marcado então. Até mais!

Gabriel: Até mais, André!


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 24 de setembro de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 78)

Fonte da ilustração: jw.org
(terça-feira, 11 de nisã de 33 EC)
A grande profecia
(Unificação de Mat. 24:1-25:46; Mar. 13:1-37; Luc. 21:5-38)
A pergunta dos discípulos (Mat. 24:1-3; Mar. 13:1-3; Luc.21:5-7)
Afastando-se então, Jesus ia sair do templo, mas os seus discípulos aproximaram-se para mostrar-lhe os edifícios do templo. Ao sair, havia certos falando sobre o templo, que este estava adornado com pedras excelentes e com coisas dedicadas. Um dos seus discípulos disse-lhe: “Instrutor, vê que sorte de pedras e que sorte de edifícios!”[1] No entanto, Jesus disse-lhe: “Observas estes grandes edifícios? Deveras, eu vos digo: Quanto a estas coisas que estais observando, virão os dias em que não ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.”[2]
E, enquanto ele estava sentado no Monte das Oliveiras, com o templo à vista, aproximaram-se dele Pedro, e Tiago, e João, e André em particular, [e] começaram a perguntar-lhe, dizendo: “Instrutor, dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?”
Preditas calamidades (Unificação de Mat. 24:4-8; Mar. 13:4-8; Luc. 21:8-11)
E Jesus, em resposta, principiou assim a dizer-lhes: “Acautelai-vos de que ninguém vos desencaminhe. Porque muitos virão à base do meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’, e: ‘Aproximou-se o tempo devido.’ E desencaminharão a muitos. Não vades após eles. Além disso, quando ouvirdes falar de guerras e de relatos de guerras, e desordens, não fiqueis apavorados. Porque estas coisas têm de ocorrer primeiro, mas ainda não é o fim; [pois] o fim não ocorre imediatamente.” Então prosseguiu a dizer-lhes: “Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá grandes terremotos num lugar após outro, e pestilências e escassez de víveres. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição. E haverá vistas aterrorizantes e grandes sinais do céu.”[3]
Avisos sobre perseguição e sobre como lidar com ela (Unificação de Mat. 24:9-14; Mar. 13:9-13; Luc. 21:12-19)
 “Mas, antes de todas estas coisas, as pessoas deitarão mãos em vós e vos perseguirão. Quanto a vós, acautelai-vos; entregar-vos-ão aos tribunais locais e às prisões, e sereis espancados nas sinagogas, e sereis pessoas odiadas por todas as nações; e sereis arrastados [e] postos diante de governadores e reis, por causa do meu nome. Isto vos resultará num testemunho para eles
“Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas primeiro em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.
“Mas, quando vos levarem para vos entregar, não estejais ansiosos de antemão sobre o que haveis de falar. Portanto, assentai nos vossos corações não ensaiar de antemão como fazer a vossa defesa, porque eu vos darei uma boca e sabedoria, à qual todos os vossos opositores juntos não poderão resistir, nem a disputar. O que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós quem fala, mas o espírito santo.
“Além disso, sereis entregues até mesmo por pais, e irmãos, e parentes, e amigos, e eles entregarão alguns de vós à morte; e vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome. Contudo, nenhum cabelo de vossa cabeça perecerá de modo algum. Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas.
A “coisa repugnante” (Unificação de Mat. 24:15-20; Mar. 13:14-18; Luc. 21:20-23a)
“Outrossim, quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela. Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, onde não devia, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judeia comecem a fugir para os montes e retirem-se os que estiverem no meio dela. Que o homem que estiver no alto da casa não desça, nem entre para tirar algo de sua casa; e que o homem que estiver no campo não volte para casa, para as coisas deixadas atrás, para apanhar sua roupa exterior. Porque estes são dias para se executar a justiça, para que se cumpram todas as coisas escritas. Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Persisti em orar que a vossa fuga não ocorra no tempo do inverno, nem no dia de sábado.
A “grande tribulação” com seus dias “abreviados”
(Unificação de Mat. 24:21, 22; Mar. 13:19, 20; Luc. 21:23b, 24)
“Pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se Jeová não tivesse abreviado os dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, que ele escolheu, aqueles dias serão abreviados.
“(Porque haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.)[4]
O surgimento de “falsos cristos” (Unificação de Mat. 24:23-28; Mar. 13:21-23)
“Então, se alguém vos disser: ‘Eis aqui está o Cristo!’, ou: ‘eis ali está ele!’, não o acrediteis. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios, a fim de desencaminhar, se possível, até mesmo os escolhidos. Eis que eu vos avisei de antemão. Vós, portanto, vigiai.
 “Portanto, se vos disserem: ‘Eis que ele está no deserto!’, não saiais; ‘eis que ele está nos aposentos interiores!’, não o acrediteis. Pois, assim como o relâmpago sai das regiões orientais e brilha sobre as regiões ocidentais, assim será a presença do Filho do homem. Onde estiver o cadáver, ali se ajuntarão as águias.
Eventos depois “dessa tribulação” (Unificação de Mat. 24:29; Mar. 13:24, 25; Luc. 21:25, 26)
“Mas, naqueles dias, imediatamente depois dessa tribulação daqueles dias, haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, o sol ficará escurecido e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes que estão nos céus serão abalados; e na terra [haverá] angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada; porque os poderes dos céus serão abalados.
A vinda do “Filho do homem” (Unificação de Mat. 24:30, 31; Mar. 13:26, 27; Luc. 21:27, 28)
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamento, E então verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Mas, quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando. E então enviará os anjos com grande som de trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade deles.”
A ilustração da figueira (Unificação de Mat. 24:32-35; Mar. 13:28-31; Luc. 21:29-33)
Com isso contou-lhes uma ilustração: “Aprendei, pois, da figueira o seguinte ponto, como ilustração: Assim que os seus ramos novos se tornam tenros e brotam folhas, quando já estão em flor, sabeis por vós mesmos, observando isso, que o verão já está próximo Do mesmo modo, também, quando virdes todas estas coisas acontecer, sabei que ele está próximo, às portas. Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram. Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.”
Como “os dias de Noé” (Unificação de Mat. 24:36-42; Mar. 13:32, 33)
“Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai. Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem. Dois homens estarão então no campo: um será levado junto e o outro será abandonado; duas mulheres estarão moendo no moinho manual: uma será levada junto e a outra será abandonada. Portanto, persisti em olhar, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
Vinda como “ladrão” (Mat. 24:43, 44)
 43 “Mas, sabei isto, que, se o dono de casa tivesse sabido em que vigília viria o ladrão, teria ficado acordado e não teria permitido que a sua casa fosse arrombada. 44 Por esta razão, vós também mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora em que não pensais.”
Como a vinda do “senhor da casa” (Mar. 13:34-37)
34 “É semelhante a um homem que viajou para fora e deixou a sua casa, dando autoridade aos seus escravos, a cada um o seu trabalho, e ordenou ao porteiro que se mantivesse vigilante. 35 Portanto, mantende-vos vigilantes, pois não sabeis quando vem o senhor da casa, quer tarde no dia, quer à meia-noite, quer ao canto do galo,[5] quer cedo de manhã;[6] 36 a fim de que, ao chegar ele repentinamente, não vos ache dormindo. 37 Mas, o que eu vos digo, digo a todos: Mantende-vos vigilantes.”
O “escravo fiel” e o “escravo mau” (Mat. 24:45-51)
45 “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? 46 Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! 47 Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens. 48 Mas, se é que aquele escravo mau disser no seu coração: ‘Meu amo demora’, 49 e principiar a espancar os seus co-escravos, e a comer e beber com os beberrões inveterados, 50 o amo daquele escravo virá num dia em que não espera e numa hora que não sabe, 51 e o punirá com a maior severidade e lhe determinará a sua parte com os hipócritas. Ali é onde haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.”
Não ficar sobrecarregado; fazer súplicas (Luc. 21:34-36)
34 “Mas, prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente 35 como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra. 36 Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.”
Ilustração das virgens tolas e discretas (Mat. 25:1-13)
“O reino dos céus se tornará então semelhante a dez virgens que tomaram as suas lâmpadas e saíram ao encontro do noivo. 2 Cinco delas foram tolas e cinco foram discretas. 3 Pois as tolas tomaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo, 4 ao passo que as discretas levaram óleo nos seus recipientes, junto com as suas lâmpadas. 5 Demorando o noivo, todas elas cochilaram e adormeceram. 6 Logo no meio da noite levantou-se um grito: ‘Aqui está o noivo! Ide ao encontro dele.’ 7 Todas aquelas virgens levantaram-se então e puseram as suas lâmpadas em ordem. 8 As tolas disseram às discretas: ‘Dai-nos do vosso óleo, porque as nossas lâmpadas estão prestes a apagar-se.’ 9 As discretas responderam com as palavras: ‘Talvez não haja suficiente para nós e para vós. Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.’ 10 Enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo, e as virgens que estavam prontas entraram com ele para a festa de casamento; e a porta foi fechada. 11 Depois veio também o resto das virgens, dizendo: ‘Senhor, senhor, abre para nós!’ 12 Ele disse, em resposta: ‘Eu vos digo a verdade: não vos conheço.’ 13 Portanto, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis nem o dia nem a hora.”
Ilustração dos talentos (Mat. 25:14-30)
14 “Pois é assim como quando um homem, prestes a viajar para fora, convocou escravos seus e confiou-lhes os seus bens. 15 E a um deles deu cinco talentos[7], a outro dois, e a ainda outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade, e viajou para fora. 16 Aquele que recebera cinco talentos foi imediatamente e negociou com eles, e ganhou outros cinco. 17 Do mesmo modo, aquele que recebera dois ganhou mais dois. 18 Mas aquele que recebera apenas um foi e cavou no chão, e escondeu o dinheiro de prata de seu amo.
19 “Depois de muito tempo voltou o amo daqueles escravos e ajustou contas com eles. 20 Apresentou-se então o que recebera cinco talentos e trouxe cinco talentos adicionais, dizendo: ‘Amo, confiaste-me cinco talentos; eis que ganhei mais cinco talentos.’ 21 Seu amo disse-lhe: ‘Muito bem, escravo bom e fiel! Foste fiel em poucas coisas. Designar-te-ei sobre muitas coisas. Entra na alegria do teu amo.’ 22 A seguir, apresentou-se aquele que recebera dois talentos e disse: ‘Amo, confiaste-me dois talentos; eis que ganhei mais dois talentos.’ 23 Seu amo disse-lhe: ‘Muito bem, escravo bom e fiel! Foste fiel em poucas coisas. Designar-te-ei sobre muitas coisas. Entra na alegria do teu amo.’
24 “Por fim, apresentou-se aquele que recebera um talento e disse: ‘Amo, eu sabia que és homem exigente, ceifando onde não semeaste e ajuntando onde não joeiraste. 25 Por isso fiquei com medo, e fui e escondi no chão o teu talento. Aqui tens o que é teu.’ 26 Em resposta, seu amo disse-lhe: ‘Escravo iníquo e indolente, sabias, não é verdade, que ceifo onde não semeei e ajunto onde não joeirei? 27 Pois bem, devias ter depositado meu dinheiro de prata junto aos banqueiros, e, na minha chegada, eu estaria recebendo o meu com juros.
28 “‘Portanto, tirai-lhe o talento e dai-o àquele que tem dez talentos. 29 Pois a todo aquele que tem, mais será dado, e ele terá abundância; mas, quanto àquele que não tem, até mesmo o que tem lhe será tirado. 30 E lançai o escravo imprestável na escuridão lá fora. Ali é onde haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.’
Ilustração das ovelhas e cabritos (Mat. 25:31-46)
31 “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. 32 E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.
34 “O rei dirá então aos à sua direita: ‘Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. 35 Pois fiquei com fome, e vós me destes algo para comer; fiquei com sede, e vós me destes algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; 36 estava nu,[8] e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes.’ 37 Então, os justos lhe responderão com as palavras: ‘Senhor, quando te vimos com fome, e te alimentamos, ou com sede, e te demos algo para beber? 38 Quando te vimos como estranho, e te recebemos hospitaleiramente, ou nu, e te vestimos? 39 Quando te vimos doente, ou na prisão, e te fomos visitar?’ 40 E o rei lhes dirá, em resposta: ‘Deveras, eu vos digo: Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.’
41 “Então dirá, por sua vez, aos à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos. 42 Pois fiquei com fome, mas vós não me destes nada para comer, e fiquei com sede, mas vós não me destes nada para beber. 43 Eu era estranho, mas vós não me recebestes hospitaleiramente; [estava] nu, mas vós não me vestistes; doente e na prisão, mas vós não cuidastes de mim.’ 44 Então responderão também estes com as palavras: ‘Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estranho, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te ministramos?’ 45 Então lhes responderá com as palavras: ‘Deveras, eu vos digo: Ao ponto que não o fizestes a um destes mínimos, a mim não o fizestes.’ 46 E estes partirão para o decepamento eterno, mas os justos, para a vida eterna.”
(Lucas 21:37)
Assim, de dia ele ensinava no templo, mas de noite saía e pousava no monte chamado Monte das Oliveiras.

Notas:
[1] Relata-se que as pedras tinham mais de 11 metros de comprimento, mais de 5 de largura e mais de 3 de altura. – gt cap. 110.
[2] Os judeus utilizaram a área do templo como cidadela, ou fortaleza, durante o cerco romano contra Jerusalém, em 70 EC. Eles mesmos atearam fogo nas colunatas, mas um soldado romano, contrariando a vontade do comandante romano, Tito, ateou fogo ao próprio templo, cumprindo assim as palavras de Jesus referentes aos prédios do templo. – It-3, p. 682.
[3] Esta última sentença, apresentada somente por Lucas, tem o seu cumprimento após a tribulação ‘abreviada’. Primeiro, porque Mateus e Marcos, e o próprio Lucas, colocam os “sinais do céu” nesta sequência de tempo. (Mat. 24:29; Mar. 13:24, 25; Luc. 21:25, 26) Segundo, a História secular dá testemunho de “vistas atemorizantes” no período após a primeira fase da “grande tribulação”. A Sentinela de 15/2/94, p. 19, relatou: “Josefo escreve o que aconteceu entre o primeiro ataque dos romanos contra Jerusalém (em 66 EC) e a destruição dela: ‘Durante a noite irrompeu um devastador temporal; um furacão rugiu, caiu uma chuva torrencial, relâmpagos luziam continuamente, os trovões eram terríficos, a terra tremeu com estrondos ensurdecedores. Claramente prefigurava-se um desastre para toda a raça humana por este colapso de toda a estrutura de coisas, e ninguém podia duvidar de que esses sinais pressagiavam uma catástrofe sem paralelo.’”
[4] Lucas 21:23, 24 não especifica as duas fases da “grande tribulação”, mas condensa tudo num único evento e fala de seu resultado final. É uma característica comum do estilo de Lucas associar eventos por ordem temática ao invés de cronológica. (Luc. 3:19-21; 21:11; 23:45; compare também Mateus 28:5-8; Marcos 16:5-8 com Lucas 24:4-9.)
[5] Esta era a terceira vigília segundo a divisão gr. e romana da noite, desde meia-noite até por volta das 3 horas da madrugada. – NM nota.
[6] Esta era a quarta vigília segundo a divisão gr. e romana da noite, desde por volta das 3 horas da madrugada até o nascer do sol. – NM nota.
[7] A maior das unidades hebraicas de peso e de valor monetário. Uma vez que uma mina equivalia a 100 dracmas gregas no primeiro século EC, um talento de 60 minas pesava 20,4 kg, menos que nos tempos das Escrituras Hebraicas. Concordemente, em valores atuais, um talento de prata do primeiro século valeria US$ 3.924,00, e um talento de ouro US$ 228.900,00. – It-3, p. 667.
[8] Ou “insuficientemente vestido”. Gr.: gy·mnós, significando “pouco vestido; só de roupa de baixo”, não necessariamente nu ou despido. – NM, nota.

Explicação das siglas usadas:

EC: Era Comum.
gt: O Maior Homem Que Já Viveu.
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras., publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.
NM: Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.



O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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