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domingo, 26 de março de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 52)

Fonte da ilustração: www.jw.org/pt/

Ministério posterior a leste do Jordão (fins de 32 e início de 33 EC)
(João 10:40-42)
Retirou-se então novamente para o outro lado do Jordão, para o lugar onde João havia batizado no princípio, e ali ficou. 41 E muitos vinham ter com ele e começavam a dizer: “João, deveras, não realizou nem um único sinal, mas todas as coisas que João disse a respeito deste homem eram todas verdadeiras.” 42 E muitos ali depositaram fé nele.
Exortação a ‘esforçar-se vigorosamente’
(Luc. 13:22-30)
22 E ele viajava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, ensinando e continuando na sua viagem a Jerusalém. 23 Então, certo homem lhe disse: “Senhor, são poucos os que estão sendo salvos?” Ele lhes disse: 24 “Esforçai-vos vigorosamente a entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos buscarão entrar, mas não poderão, 25 uma vez que o dono de casa se tiver levantado e fechado a porta à chave, e vós principiardes a ficar de fora e a bater na porta, dizendo: ‘Senhor, abre-nos.’ Mas ele, em resposta, vos dirá: ‘Não sei donde sois.’ 26 Então principiareis a dizer: ‘Comemos e bebemos na tua frente e tu ensinaste nas nossas ruas largas.’ 27 Mas ele falará e vos dirá: ‘Não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos vós obreiros da injustiça!’ 28 Ali é que haverá o [vosso] choro e o ranger de [vossos] dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus, mas vós mesmos lançados fora. 29 Outrossim, pessoas virão das regiões orientais e das ocidentais, e do norte e do sul, e se recostarão à mesa no reino de Deus. 30 E, eis que há os que são últimos, que serão primeiros, e há os que são primeiros, que serão últimos.”

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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quinta-feira, 23 de março de 2017

Quem é o Criador – Jeová ou Jesus? (Parte 2)

 Fonte da ilustração: https://www.jw.org/

Referente ao comentário de um leitor trinitarista, transcrito na parte 1 deste tema, um leitor de nome Reginaldo teceu excelente argumentação, a qual tenho o prazer de publicar nesta parte final do tema acima. Seguem abaixo os comentários dele:

Vejam que interessante; o anônimo faz a seguinte observação:

“Você argumenta que Jesus foi o primeiro ser criado por Deus, contudo não mostra dentro do contexto do povo de Israel o que vinha [ou: sobrevinha] ao primogênito.”

Existe uma teoria entre alguns religiosos independentes de que existia no antigo Israel uma espécie de maldição da parte de Deus que recaía sobre todo primogênito. Eles usam alguns textos que parecem apoiar tal ideia; no entanto, desconsideram outros que indicam o oposto. Com essa argumentação, o anônimo quer dizer que Jesus jamais poderia ser primogênito no sentido de ser o primeiro, visto que os primogênitos israelitas eram amaldiçoados, ou coisa assim.

Entretanto, supondo que tal raciocínio fosse verdadeiro, apenas seria mais uma prova de que Jesus é sim primogênito no sentido de ser o primeiro. Por quê?

Porque Gálatas 3:13 diz: “Cristo nos comprou, livrando-nos da maldição da Lei por se tornar maldição em nosso lugar, pois está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’”

O anônimo continua argumentando:

“Jesus é identificado como o Criador de todas as coisas. Sendo assim, ele se criou a si mesmo? Isso não faz sentido.”

É a pergunta do anônimo que induz a pensar assim, e não o texto do apologista e os textos bíblicos.

Por exemplo, lemos em Gênesis 3:20:

“Depois disso, Adão chamou a sua esposa de Eva, porque ela se tornaria a mãe de todos os viventes.”

Mãe de todos os viventes evidentemente com exceção dela mesma e de seu marido, apesar de ambos serem também “viventes, mas não originários do ventre de Eva.

Como exemplo adicional, lemos em Romanos 5:12:

“É por isso que, assim como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado, e desse modo a morte se espalhou por toda a humanidade, porque todos haviam pecado . . . .”

Adão não fazia parte de toda a humanidade à qual a morte passou, visto que foi ele quem passou a morte a ela e antes de Adão não havia nenhum humano que pudesse passar-lhe a morte. Ainda assim ele era um homem.

Similarmente, Jesus não é parte de todas as coisas que vieram à existência por intermédio dele. No entanto, é uma criação de Deus antes de todas as coisas”. – Colossenses 1:17.

Resumindo: Como Jesus poderia ser uma criatura se nele foram criadas todas as coisas? A palavra todas aqui, como em muitos e muitos outros lugares, admite exceções. Isso se harmoniza com os demais textos que apontam para Jesus como criação sem colocar palavras na pena dos escritores bíblicos – palavras que não estavam lá, ou mudar a intenção de quem as escreveu. Deixemos que a palavra de Jeová explique sua real intenção, como 1 Coríntios 15:27:

“Pois Deus ‘lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés’. Mas, quando ele diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é claro que isso não inclui Aquele que lhe sujeitou todas as coisas.”

Portanto faz sentido, sim! Jesus não criou a si mesmo e, no entanto, participou na criação de tudo.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 21 de março de 2017

Quem é o Criador – Jeová ou Jesus? (Parte 1)

Fonte da ilustração: https://www.jw.org/


Um leitor escreveu:

Você argumenta que Jesus foi o primeiro ser criador por Deus. Contudo, não mostra dentro do contexto do povo de Israel o que vinha sobre o primogênito, e qual é o verdadeiro significado da primogenitura de Jesus, e como as Escrituras afirmam isso.

Jesus é identificado como o Criador de todas as coisas. Sendo assim, ele se criou a si mesmo? Isso não faz sentido.

Outra coisa: ele é identificado como Pai eterno. Em Hebreus 1:3 diz que ele “sustenta todas as coisas pela palavra de seu poder”. Em Colossenses 1:17, diz: “Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.”

Eu acredito que é necessário ter um pouco de sinceridade no coração e pregar a verdade, sem sermos influenciados pelos nossos próprios conceitos que, por sinal, não vai fazer nenhuma diferença no que já está escrito em relação à deidade de nosso Senhor e Salvador Jesus.

Resposta:

O título Criador pertence apenas a Jeová. (Eclesiastes 12:1; Isaías 40:28; 42:5; Romanos 1:25; 1 Pedro 4:19) O próprio Jesus Cristo reconheceu que ele – Jesus – não foi o Criador, quando declarou: “Não leram que aquele que os criou no princípio os fez homem e mulher …?” (Mateus 19:4) Observe que Jesus se referiu a seu Pai como aquele [singular] que os criou. Ele não disse “aqueles que os criaram”.

Ademais, Hebreus 1:3 e Colossenses 1:17 não afirmam, nem indiretamente, que Jesus é o Pai eterno e o Criador. O artigo “Jesus é o Criador ou um Ser criado? – Exame de Colossenses1:15-20”  mostrou que o sentido de Colossenses 1:17, pelo contexto bíblico, é o de que Jesus “já existia antes de todas as outras coisas”. (Queira ler o artigo.)

Quanto ao termo “primogênito” aplicado a Jesus, lemos em Colossenses 1:15: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.” Os trinitaristas entendem “primogênito”, não como primeiro, mas como o mais preeminente. No entanto, o contexto de Colossenses, capítulo 1, revela o sentido de primogênito em Colossenses 1:15. O versículo 18 menciona Jesus como o primogênito dentre os mortos. Seria ele o mais preeminente entre os mortos? Não, pois a expressão inteira reza assim: “Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é o primeiro em todas as coisas.” “Primogênito” ocorre em paralelo com “princípio” e “primeiro”. E Atos 26:23 confirma: Que o Cristo … como primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos. Ele foi o primeiro a ser ressuscitado para a vida celestial e para não morrer mais, conforme os textos abaixo:

Hebreus 6:19, 20: “Temos essa esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme, e ela entra até o interior, atrás da cortina, onde um precursor entrou em nosso benefício: Jesus, que se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.”

O escritor de Hebreus faz alusão ao Santíssimo do templo, que era separado do compartimento chamado Santo por uma cortina, onde o sumo sacerdote entrava no Dia da Expiação, e que representa o céu. Ele explicou isso mais à frente em sua carta: “Pois Cristo não entrou num lugar santo feito por mãos humanas [o Santíssimo], que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, de modo que agora comparece perante Deus em nosso favor.”

Note que, em Hebreus 6:20 Jesus foi referido como “precursor” em entrar no céu. Precursor é quem precede, ou se antecipa a outros, quem vai na frente, quem dá origem a uma ação. Assim, Jesus foi o primeiro a ir para o céu espiritual.

1 Coríntios 15:22, 23: “Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos receberão vida. Mas cada um na sua própria ordem: como primícias [primeiro], Cristo; depois os que pertencem a Cristo, durante a sua presença.”

E Apocalipse 3:14 conclui o assunto chamando-o de “o princípio da criação de Deus”. (Veja o artigo “Arkhé em Apocalise 3:14 significa ‘príncipe’ ou ‘princípio’?”.)

Assim, o próprio contexto bíblico não deixa dúvidas sobre o sentido do termo primogênito em Colossenses 1:15 – o primeiro ser criado por Deus.

O leitor que escreveu o comentário no início deste artigo está certo ao dizer que devemos ser sinceros e não sermos influenciados pelos nossos conceitos prévios. No entanto, ele mesmo não aplica a si essa afirmação, pois lê as Escrituras com o conceito preconcebido e antibíblico de que Deus é uma Trindade, não conseguindo, assim, entender termos óbvios como “primogênito” e vendo conceitos onde não existem.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 19 de março de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 51)

Fonte da ilustração: www.jw.org

Os judeus tentam matá-lo
(João 10:19-39)
19 Por causa destas palavras resultou novamente uma divisão entre os judeus. 20 Muitos deles diziam: “Ele tem demônio e está louco. Por que o escutais?” 21 Outros diziam: “Estas não são as declarações dum homem endemoninhado. Será que um demônio pode abrir os olhos de cegos?” 22 Nesse tempo ocorreu em Jerusalém a festividade da dedicação[1]. Era inverno, 23 e Jesus estava andando no templo, na colunata[2] de Salomão.[3] 24 Portanto, os judeus rodearam-no e começaram a dizer-lhe: “Quanto tempo hás de manter as nossas almas na expectativa? Se tu és o Cristo, dize-nos francamente.”
25 Jesus respondeu-lhes: “Eu vos disse, e ainda assim não acreditais. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim. 26 Mas, vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27 Minhas ovelhas escutam a minha voz e eu as conheço, e elas me seguem. 28 E eu lhes dou vida eterna e elas não serão jamais destruídas, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29 Aquilo que meu Pai me deu é algo maior do que todas as outras coisas, e ninguém as pode arrebatar da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um.”
31 Mais uma vez, os judeus apanharam pedras para o apedrejarem. 32 Jesus replicou-lhes: “Eu vos apresentei muitas obras excelentes da parte do Pai. Por qual destas obras me apedrejais?” 33 Os judeus responderam-lhe: “Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfêmia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus.” 34 Jesus respondeu-lhes: “Não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: “Vós sois deuses”’?[4] 35 Se ele chamou ‘deuses’ aos contra quem se dirigia a palavra de Deus, e, contudo, a Escritura não pode ser anulada, 36 dizeis a mim, a quem o Pai santificou e mandou ao mundo: ‘Blasfemas’, porque eu disse: Sou Filho de Deus? 37 Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. 38 Se as faço, porém, mesmo que não me acrediteis, acreditai nas obras, a fim de que saibais e continueis a saber que o Pai está em união comigo e eu em união com o Pai.” 39 Portanto, tentaram novamente apoderar-se dele; ele, porém, pôs-se fora do seu alcance.


Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Hebr.: hhanuk·káh. Comemora a recuperação da independência judaica do domínio siro-grego e da rededicação do templo de Jerusalém a Jeová, templo que havia sido dessacrado por Antíoco IV Epifânio em 25 de quisleu [novembro-dezembro] de 168 AEC. Dois anos mais tarde, Judas Macabeu recapturou a cidade e o templo. Depois de se expurgar o templo da profanação, houve a rededicação em 25 de quisleu de 165 AEC. – It-2, p. 121.
[2] Série de colunas dispostas simetricamente. – Dicionário Aurélio.
[3] Segundo os escritos de Josefo, esta colunata foi originalmente construída por Salomão sobre um aterro do lado L do templo. A colunata existente no primeiro século EC, porém, é atribuída à obra de reconstrução de Herodes. – It-1 p. 532.
[4] Sal. 82:6.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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quinta-feira, 16 de março de 2017

1 João 5:7 e 8 aponta para dois ‘Espíritos Santos’?



 “E há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água, e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.” – 1 João 5:7, 8, Almeida Revista e Atualizada [ARA].

Desde o tempo de Sir Isaac Newton, vários artigos e ensaios têm sido escritos, demonstrando por evidência documental que as palavras entre colchetes acima foram inseridas posteriormente à escrita da Primeira carta do apóstolo João.

Surpreendentemente, ainda são encontrados artigos na internet que defendem a suposta genuinidade do acréscimo!

O objetivo deste artigo não é seguir a recorrente evidência documental, mas sim demonstrar racionalmente, numa análise textual, porque a parte entre colchetes é de fato espúria.

Os pressupostos para a autenticidade textual

Uma vez que a inteira Bíblia foi inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16), ela possui a Ele como seu único Autor, levando-nos a inferir que toda passagem bíblica precisa seguir pelo menos dois critérios:

1- Ser racional, estar em harmonia com a “faculdade de raciocínio”. – Romanos 12:1.

2-  Estar em harmonia com o “restante das Escrituras”. – 2 Pedro 3:16.

Dois grupos de testemunhas

Em primeira instância, vale ressaltar que, sem a parte entre colchetes, encontramos apenas um grupo de testemunhas: “o Espírito, a água, e o sangue”. Mas, com a inserção entre colchetes, há dois grupos de testemunhas: um no céu, e outro na Terra.

Sem os colchetes o texto fica assim:


Texto recebido, 1550.



Observe que o versículo 8 inicia com a conjunção aditiva “E”.

A conjunção aditiva expressa a ideia de adição, de soma, de acrescentamento. Isso indica que há uma distinção entre os que dão testemunho no céu e os que dão testemunho, ou testificam, na Terra. Ou seja, os que testificam no céu não são os mesmos que testificam na Terra.

Contudo, isso gera um problema insolúvel aos defensores da parte entre colchetes – a existência de dois ‘Espíritos Santos’!

Note que o primeiro “Espírito Santo” testifica no céu junto com o Pai e a Palavra (Jesus Cristo), ao passo que o segundo – aludido apenas como “Espírito”, mas colocado com inicial maiúscula pelos tradutores, evidentemente se referindo ao “Espírito Santo” – testifica junto com a água e o sangue.

Lemos em 1 João 5:6b: “E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.” (Almeida Corrigida e Revisada Fiel) A nota de rodapé da versão Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira remete o leitor para João 15:26, onde lemos: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.” (ACF) Até mesmo os trinitaristas reconhecem que a palavra “Espírito” no versículo 8 é o “Espírito Santo”.

Como todo acréscimo a uma substância pura corrompe, ou adultera, tal substância, pode-se ver claramente que o acréscimo à pureza textual de 1 João 5:7, 8 criou uma aberração ilógica e antibíblica.

Alguém poderia argumentar: ‘Mas o Espírito Santo é onipresente. Ele pode testemunhar ao mesmo tempo tanto no céu quanto na Terra.’ Em primeiro lugar, o mesmo poderia ser dito do Pai e da Palavra (Jesus Cristo), ambos onipresentes segundo o conceito trinitário. Por que o Pai e a Palavra também não dão testemunho em ambos os lugares?

Mas a questão não é essa. O ponto é que há dois grupos distintos de testemunhas, o que é comprovado pela conjunção aditiva e que ocorre entre os dois grupos. Assim, os que testificam no céu não são os mesmos que testificam na Terra. O Pai e a Palavra são distintos da água e do sangue. Seguindo a mesma coerência, o “Espírito Santo” que testifica no céu é igualmente distinto do “Espírito Santo” que testifica na Terra.

Esse breve exame textual revela claramente a impossibilidade de a parte entre colchetes pertencer à inspirada Palavra de Deus, por ferir a racionalidade com a qual devemos entendê-la (Romanos 12:1) e, consequentemente, não estar em harmonia com o “restante das Escrituras”. – 2 Pedro 3:16.


A coerência de 1 João 5:7, 8 sem o acréscimo

O objetivo do apóstolo João, em sua dissertação no capítulo 5, é provar que “Jesus é o Cristo” (versículo 1) e que Ele é “o Filho de Deus” (versículo 5). João passa então a reunir “testemunhas” que forneçam tal evidência. Vejamos os versículo 6-8:

“Este [Jesus Cristo] é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.” – Almeida Revisada Imprensa Bíblica.

João alude a três evidências circunstanciais que testificam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus:

1-   O espírito santo visto por João Batista em forma de pomba, descendo sobre Jesus por ocasião do seu batismo e o ungindo para realizar a vontade de Deus. – João 1:29-34; Atos 10:38.

2-  A água do seu batismo, ocasião em que o próprio Deus disse aos ouvidos de João Batista: “Este é meu Filho, o amado, a quem eu aprovo.” – Mateus 3:17.

3-  O sangue, ou vida, que Jesus entregou como resgate pela humanidade, e que ele verteu quando estava no madeiro. – 1 Timóteo 2:5, 6; João 19:34.


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terça-feira, 14 de março de 2017

Textos isolados do “Novo Testamento” usados para defender a continuidade da guarda do sábado semanal (Parte 1)



Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/vontade-de-jeova/porque-usamos-nome-testemunhas-jeova/


Um leitor indagou sobre três textos usados pelos defensores da guarda do sábado: 1 Coríntios 15:56, Romanos 7: 12 e 1 Timóteo 1:8.

O primeiro texto declara: “O aguilhão que produz a morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei.” E o segundo texto afirma: “Assim, a Lei em si mesma é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” Por fim, lemos no terceiro texto: “Ora, sabemos que a Lei é boa, se for aplicada corretamente.”

O texto de 1 Coríntios 15:56 vai justamente CONTRA a continuidade da guarda da lei do sábado. Pois, uma vez que “a força do pecado é a Lei”, isso significa que, enquanto a Lei existisse, o pecado teria força! Por isso, Paulo explicou: “Pois o pecado não deve dominar sobre vós, visto que não estais debaixo de lei, mas debaixo de benignidade imerecida.” – Romanos 6:14.

Quanto a Romanos 7:12 e a 1 Timóteo 1:8, esses textos apenas expressam a verdade encontrada em Tiago 1:17: “Toda boa dádiva e todo presente perfeito vem de cima, desce do Pai das luzes celestes, o qual não muda como sombras inconstantes.” Assim como a Lei era excelente, o mesmo se podia dizer da circuncisão, que foi ordenada por Jeová antes da Lei e que foi depois incorporada na Lei. – Gênesis 17:9-14.

No entanto, a lei da circuncisão deixou de vigorar, assim como a inteira Lei dada por Deus mediante Moisés. Gálatas 5:2, 3 declara: “Prestem atenção! Eu, Paulo, digo-lhes que, se vocês forem circuncidados, Cristo não terá nenhum valor para vocês. A todo homem que se submete à circuncisão, declaro novamente que ele está sob a obrigação de cumprir toda a Lei.

Se a Lei tivesse continuado no cristianismo, todos os cristãos estariam sob a obrigação de cumpri-la, e não somente os que insistiam na prática religiosa da circuncisão. Assim, Paulo associou o fim da circuncisão com o fim de “toda a Lei”.

E o contexto de 1 Timóteo 1:8 vai justamente CONTRA a continuidade da Lei. Os versículos 9 e 10 declaram:

“Reconhecendo-se que as leis são feitas não para o justo, mas para os transgressores e rebeldes, ímpios e pecadores, desleais e profanadores, para os que matam pai ou mãe, assassinos, para os que praticam imoralidade sexual, homens que praticam o homossexualismo, raptores, mentirosos, para os que juram falsamente, e para tudo que é contrário ao ensinamento sadio.”

Isso explica porque o cristianismo, em vez de ter um sistema codificado de leis como a religião israelita, é predominantemente principiológico – cheio de princípios. Isto porque o arranjo divino da Lei dada a Israel já havia preparado os fiéis entre o povo israelita para um arranjo mais refinado – o cristianismo, que não constituiu um sistema de regras (próprio para pessoas desregradas), mas sim um sistema de princípios que enfatizam a sincera motivação em agradar ao Criador por voluntariamente usar uma consciência treinada ao tomar decisões.


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domingo, 12 de março de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 50)


 Fonte da ilustração: 
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2016046

Festividade da Dedicação (fins de 32 EC)
Ilustração do pastor excelente e dos apriscos
(João 10:1-18)
“Digo-vos em toda a verdade: Quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas galga por outro lugar, esse é um ladrão e saqueador. 2 Mas, quem entra pela porta é pastor de ovelhas. 3 Para este o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz, e ele chama por nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. 4 Tendo retirado todas as suas, vai na frente delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 De modo algum seguirão a um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz de estranhos.” 6 Jesus falou-lhes esta comparação; mas eles não sabiam o que significavam as coisas que lhes falava.
7 Portanto, Jesus disse de novo: “Digo-vos em toda a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos os que vieram em meu lugar são ladrões e saqueadores; mas as ovelhas não os têm escutado. 9 Eu sou a porta; todo aquele que entrar por mim será salvo, e entrará e sairá, e achará pastagem. 10 O ladrão não vem a não ser para furtar, e matar, e destruir. Eu vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância. 11 Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas. 12 O empregado, que não é pastor e a quem não pertencem as ovelhas como suas próprias, observa o lobo vir e abandona as ovelhas, e foge — e o lobo as arrebata e espalha — 13 porque é um empregado e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o pastor excelente, e conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, 15 assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e entrego a minha alma em benefício das ovelhas. 16 E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor. 17 É por isso que o Pai me ama, porque entrego a minha alma, a fim de recebê-la de novo. 18 Ninguém a tirou de mim, mas eu a entrego de minha própria iniciativa. Tenho autoridade para a entregar e tenho autoridade para a receber de novo. O mandamento a respeito disso recebi de meu Pai.”

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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