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A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 94)

Fonte da ilustração: (jw.org
Pilatos faz nova tentativa de livrar Jesus, mas cede aos judeus
(João 19:4-16a)
4 E Pilatos saiu novamente e disse-lhes: “Eis que vo-lo trago para fora, a fim de que saibais que eu não acho falta nele.” 5 Concordemente, Jesus veio para fora, levando a coroa de espinhos e a roupa exterior de púrpura.[1] E ele lhes disse: “Eis o homem!” 6 No entanto, quando os principais sacerdotes e os oficiais o viram, gritaram, dizendo: “Para a estaca com ele! Para a estaca com ele!” Pilatos disse-lhes: “Tomai-o vós mesmos e pregai-o numa estaca,[2] pois eu não acho nenhuma falta nele.” 7 Os judeus responderam-lhe: “Nós temos uma lei, e é segundo a lei que ele deve morrer, porque se fez filho de Deus.”
8 Ouvindo Pilatos, portanto, esta palavra, ficou mais temeroso ainda; 9 e entrou novamente no palácio do governador e disse a Jesus: “Donde és?” Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Pilatos disse-lhe por isso: “Não falas comigo? Não sabes que tenho autoridade para te livrar e que tenho autoridade para te pregar numa estaca?” 11 Jesus respondeu-lhe: “Não terias absolutamente nenhuma autoridade contra mim, se não te tivesse sido concedida de cima. É por isso que o homem que me entregou a ti tem maior pecado.”
12 Por esta razão, Pilatos procurava um modo de livrá-lo. Mas os judeus gritavam, dizendo: “Se livrares este [homem], não és amigo de César.[3] Todo homem que se faz rei fala contra César.”[4] 13 Portanto, Pilatos, depois de ouvir estas palavras, trouxe Jesus para fora e se assentou numa cadeira de juiz, num lugar chamado O Pavimento de Pedra, mas, em hebraico, Gabatá.[5] 14 Ora, era a preparação da páscoa[6]; era cerca da sexta hora.[7] E ele disse aos judeus: “Eis o vosso rei!” 15 No entanto, eles gritavam: “Fora com ele! Fora com ele! Para a estaca com ele!” Pilatos disse-lhes: “Hei de pregar na estaca o vosso rei?” Os principais sacerdotes responderam: “Não temos rei senão César.” 16 Nesta ocasião, portanto, entregou-o a eles, para ser pregado numa estaca.

Explicação das siglas usadas:

g: Revista Despertai! Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.

Notas:
[1] A cor vermelho-escura. (Aurélio) Mateus disse que os soldados “puseram sobre ele um manto escarlate” (Mat. 27:28), ao passo que Marcos e João dizem que era púrpuro. (Mar. 15:17; João 19:2) Mateus enfatizou a tonalidade vermelha da veste. “Púrpuro” pode ser aplicado a qualquer cor de componentes tanto azul como vermelho. De modo que Marcos e João concordam com Mateus no sentido de que a veste até certo ponto era vermelha. Naturalmente, o fundo ambiental e o reflexo da luz podem ter-lhe dado matizes diferentes. Uma massa de água muda de cor em ocasiões diferentes, dependendo da cor específica do céu e do reflexo da luz em determinado momento. – It-1, p. 562.
[2] Mesmo que os romanos não permitissem aos judeus aplicar a pena capital por delitos civis, parece que lhes concederam autorização para executar pessoas por certas graves ofensas religiosas, conforme Josefo relatou. Os judeus que entregaram Jesus a Pilatos talvez pensassem que era desejável deixar os romanos fazer a execução, possivelmente para tornar a morte dele mais repugnante, e para que qualquer clamor público fosse assim dirigido contra os estrangeiros. (Gál. 3:13; Deut. 21:23) Pilatos, porém, possivelmente querendo evitar tal problema, disse-lhes: “Tomai-o vós mesmos e pregai-o numa estaca.” É também possível que quisesse indicar que, visto tratar-se duma questão religiosa de suficiente gravidade, ele achava que os líderes religiosos tinham de arcar com a responsabilidade pela execução de Jesus. – w88 1/7 p. 31; veja João 18:31.
[3] Os líderes religiosos deram a entender que Pilatos se expunha à acusação de tolerar alta traição. Temer um imperador ciumento foi um dos fatores que influenciaram Pilatos para proferir a sentença de morte contra um homem inocente. – It-1 p. 483.
[4] Os opositores religiosos judeus citaram a lei romana de lesa-majestade, que visava acabar com a oposição política ao imperador. Exerceu-se pressão religiosa para forçar o tribunal a aplicar tal lei a Jesus. - g73 22/11 p. 25
[5] Lugar calçado em Jerusalém. A palavra tem derivação incerta e possivelmente significa “morro”, “altura” ou “espaço aberto”. Seu nome grego, Li·thó·stro·ton (Pavimento de Pedra), talvez indique um pavimento marchetado, de mosaico ornamental. Talvez fosse uma área aberta diante do palácio de Herodes, o Grande. Alguns sugerem o pátio central da Torre de Antônia, no canto NO do pátio do templo. Um pavimento de pedra foi encontrado nesta área. Mas o lugar exato continua desconhecido. – It-1, p. 149; It-3, p. 191.
[6] Era a preparação da Festividade dos Pães Não Fermentados, de sete dias, que começava no dia seguinte à Páscoa. Por causa de sua proximidade no calendário, a própria festividade inteira não raro era abrangida no termo “Páscoa”. (Luc. 22:1) Além disso, o dia depois de 14 de nisã era sempre um sábado. Adicionalmente, em 33 EC, o dia 15 de nisã caiu no sábado regular, fazendo com que aquele dia fosse um sábado “grande”, ou duplo. – It-3, p. 312.
[7] Das 11 às 12 horas.
  

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.


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