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domingo, 29 de julho de 2018

Isaías 45: 7 afirma que Deus ‘cria o mal’ – em que sentido?


Fonte: jw.org

Isaías 45:7 afirma, de acordo com a tradução Almeida Corrigida e Revisada Fiel:Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor [“Jeová” SBB], faço todas estas coisas.” (Veja também ARIB, SBB, ARA, ARC, TB.)

A palavra hebraica (grego kakós) aplica-se:

(1) ao que é moralmente mal; e
(2) ao que é destrutivo, como no caso da calamidade para os ímpios.

Esse segundo sentido é o que se aplica a Jeová.

O Professor e Mestre em Teologia calvnista Leandro Antonio de Lima explica que o “mal” neste caso não tem o sentido de pecado, mas de “calamidade”[1].

Em consonância com isso, a Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada: Formo a luz e crio a escuridão, faço a paz e trago a calamidade; eu, Jeová, faço todas essas coisas.”

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras (volume 2, p. 742, verbete “mal”[2]) explica:

[…] o mal nem sempre é sinônimo de ações erradas. Exemplos de males ou calamidades criadas por Jeová são o Dilúvio dos dias de Noé e as Dez Pragas infligidas ao Egito. Mas, estes males não eram ações erradas. Antes, em ambos os casos estava envolvida a administração legítima da justiça contra transgressores. No entanto, ocasionalmente, Jeová, na sua misericórdia, refreou-se de causar a intencionada calamidade ou mal na execução do Seu julgamento justo, por causa do arrependimento dos envolvidos. (Jon 3:10) Além disso, por ter mandado dar um aviso, Jeová tem imerecidamente oferecido aos praticantes do mal a oportunidade de mudarem de proceder e assim continuarem vivos. — Ez 33:11. (Negrito acrescentado.)




Porém, não é qualquer calamidade – a exemplo das catástrofes naturais – que é causada por Deus. A maioria dos desastres naturais é resultado da ação do homem.[3]

Fonte: jw.org

E, como vemos, é importante sempre recorrer a traduções que transmitem o sentido correto, como é o caso da Tradução do Novo Mundo.




Explicação das siglas usadas:
ARA: Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
ARIB: Almeida Revista Imprensa Bíblica.
SBB: Sociedade Bíblica Britânica.
TB: Tradução Brasileira.

Notas:
[1] Deus criou o mal, como parece afirmar Isaías 45.7? Disponível em: <http://voltemosaoevangelho.com/blog/2015/09/deus-criou-o-mal-como-parece-afirmar-isaias-45-7/>.
[2] Publicada pelas Testemunhas de Jeová.
[3] Deus causa tragédias? Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=3YUbCoa3Ar0>.

  

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os cristãos podem receber substâncias não sanguíneas extraídas do sangue de doadores?


Fonte: http://bloodless.com.br/opcoesalternativas-transfusoes-de-sangue/


Em relação ao artigo “A questão do sangue - parte 5”, um leitor fez o seguinte comentário:

E quem fornece o sangue para que possa ser “fracionado”? Já que as testemunhas de Jeová não são doadores de sangue, usam “as frações de sangue” de pessoas que doaram sangue? Não é uma contradição? Não dou o sangue para salvar a vida de outros, mas posso pegar as frações de outros que doaram? 

Resposta:

Em Atos 15:29, os cristãos são admoestados: “Que persistam em se abster de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, do que foi estrangulado e de imoralidade sexual. Se vocês se guardarem cuidadosamente dessas coisas, tudo irá bem com vocês. Saudações!”

Portanto, os que querem agradar a Deus devem se abster de (ou seja, evitar) sangue.

Quanto ao comentário do referido leitor, vale ressaltar que, em primeiro lugar, a expressão “doar sangue para salvar a vida” é uma falácia, pois não tem embasamento científico.

Gimenes (2013, p. 37) explica:

Há evidências de transfusões desnecessárias, pois dois estudos na Europa, o Sanguis e o Biomed, constataram que, nos hospitais onde as transfusões de sangue foram reduzidas não houve aumento da mortalidade; quanto à recuperação dos pacientes, essa se tornou até mais rápida, reduzindo os custos. [1] (Negrito acrescentado.)



O guia de Medicina intitulado “Atualização em Medicina Interna” (2005, p. 6) afirma:

INTRODUÇÃO: Uma proporção elevada de doentes submetidos a artroplastia de quadril e joelho recebe transfusões desnecessárias, apesar de preocupações quanto à segurança e `a pouca disponibilidade de derivados de sangue.[2] (Negrito acrescentado.)



O hemoterapeuta médico supervisor Dário Eduardo de Lima Brum afirma:

Verificam-se percentuais elevados de transfusões desnecessárias ou com indicação duvidosa.

[…]

Outros trabalhos revelam dados mais alarmantes, considerando as indicações de transfusão discutíveis ou desnecessárias, variando de 70,7% a 96,2% para plasma fresco e 57,5% para concentrados de hemácias.[3] (Negrito acrescentado.)

O Doutor Brum ainda mencionou o maior número de infecções e maior tempo de hospitalização que podem estar associadas à transfusão de componentes sanguíneos”.

Portanto, a falaciosa expressão “doar sangue para salvar a vida” não tem nenhum respaldo médico-científico.

Se o referido leitor tivesse lido o artigo “A questão do sangue - parte 3”, teria entendido esse assunto.

Não doar, mas aceitar – contradição?

Os que fazem esse questionamento não entendem que os cristãos e o mundo possuem valores diferentes e, por consequência, tratos diferentes entre si.

Para ilustrar isso, podemos considerar uma situação inversa à supracitada, em que servos de Deus foram orientados a doar, mas não a receber: a passagem de Deuteronômio 14:21.

Reza o texto: “Não comam nenhum animal encontrado morto. Você pode dá-lo ao residente estrangeiro que mora nas suas cidades, e ele pode comê-lo; ou você pode vendê-lo a um estrangeiro. Pois você é um povo santo para Jeová, seu Deus.”

Observe que a mesma acusação de “contradição” poderia ser feita com respeito à situação acima. Contudo, a explicação dada no próprio texto esclarece a questão: a nação de Israel era “um povo santo para Jeová”. Por outro lado, o “estrangeiro” mencionado no texto, que não havia se tornado um adorador de Jeová, não estava em tal situação.

De modo similar, os cristãos que desejam se sujeitar aos elevados padrões morais da Bíblia agem individualmente conforme sua consciência treinada pela Bíblia. Por outro lado, respeitam o fato de que os que não desejam se sujeitar a tais padrões tomem suas próprias decisões. Assim como os estrangeiros não sujeitos à lei de Deus podiam se beneficiar das restrições colocadas aos que estavam sujeitos a tal Lei, os servos atuais de Deus podem se beneficiar da falta de sujeição às normas bíblicas daqueles que voluntariamente assim desejam agir.


Notas:
[1] GIMENES, Nilson Roberto da Silva. Direito de objeção de consciência às transfusões de sangue. Salvador: EDUFBA & EDUNEB, 2013
[2]CAVALCANTI, Euclides Furtado de Albuquerque; VELASCO, Irineu Tadeu; SCALABRINI NETO, Augusto. Atualizações em Medicina Interna. Editora Manole Ltda, 2005. 283 páginas. Especialistas de diversas áreas do maior Hospital Escola da América Latina, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, revisaram sistematicamente cerca de 500 periódicos, extraindo estudos da maior importância para o médico generalista. Em cada estudo, uma abordagem padronizada foi realizada com o intuito de se buscar verdadeiros resultados encontrados. Em uma única obra, o médico terá em mãos tudo de mais importante que foi publicado recentemente. A obra busca os verdadeiros resultados dos estudos, sem que houvesse qualquer interferência externa, especialmente econômica, funcionando como formulador de novas hipóteses clínicas. Disponível em: <https://books.google.com.br/books>.

[3] Mestrado. Médico Supervisor. Hemoterapeuta, supervisor do Serviço de Hemoterapia da Santa Casa de Porto Alegre. Racionalizar a transfusão de hemocomponentes: benefícios a pacientes, instituições e operadoras de planos de saúde. Disponível em: <http://www.amrigs.com.br>. 



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domingo, 22 de julho de 2018

O conceito cristão sobre a filosofia


Fonte: jw.org

Certo leitor fez a seguinte indagação:

Boa noite! Eu sou estudante da Bíblia e estou com uma dúvida em relação ao texto de Colossenses 2:8, pois fala sobre filosofias vãs.

Mas qual a relação da filosofia com a Bíblia? Eu estou no segundo ano do ensino médio e estou tendo aula de Biologia, Física, Matemática e, sobretudo, Filosofia. No entanto, eu sou cristão e estudante da Bíblia. E ela diz, neste versículo, que devemos ter cuidado com filosofias vãs. E sinto algo bem esquisito, pois a filosofia parece me sugar de uma certa forma. Eu estudava muito sobre filosofia, mas vi que a Bíblia condenava; então resolvi obedecer a Deus, embora não entendendo o que realmente tal versículo quer dizer, ou explicar, sobre isso.

Resposta:

O texto de Colossenses 2:8 reza: “Tenham cuidado para que ninguém os escravize por meio de filosofia e vão engano, que são baseados em tradições humanas, nas coisas elementares do mundo, e não em Cristo.”

Com relação ao texto de Colossenses 2:8, observe o comentário da enciclopédia bíblica Estudo Perspicaz das Escrituras (volume 2, pp. 145-146)[1]:

[…] o contexto de Colossenses 2:8 mostra que Paulo estava especialmente preocupado com os judaizantes, que tentavam trazer os cristãos de volta para a observância da Lei mosaica, com suas exigências de circuncisão, de dias festivos e da abstinência de certos alimentos. (Col 2:11, 16, 17) Paulo não se opunha ao conhecimento, pois orava para que os cristãos ficassem cheios dele. Mas, conforme mostrou, é preciso reconhecer o papel de Jesus Cristo na realização do propósito de Deus, para obter verdadeira sabedoria e conhecimento exato. (Col 1:9, 10; 2:2, 3) Os colossenses deviam acautelar-se para evitar que alguém, com argumentos persuasivos, os levasse como presa sua, por meio de raciocínios ou conceitos humanos. Tal filosofia seria parte das “coisas elementares [stoi·kheí·a] do mundo”, isto é, dos princípios ou componentes básicos e dos fatores motivadores do mundo, “e não segundo Cristo”. — Col 2:4, 8.

Note que Colossenses 2:8 diz respeito a uma filosofia específica – a dos judaizantes, que insistiam na observância da então abolida Lei mosaica, tentando levar os cristãos a um retrocesso espiritual. “Tal filosofia”, conforme menciona a obra supracitada, era condenada do ponto de vista cristão.

Outros movimentos filosóficos – o epicurismo e o estoicismo – também são diretamente mencionados no “Novo Testamento”, e os conceitos de tais filosofias conflitavam com o cristianismo (Atos 17:18), fazendo com que as pessoas engodadas por essas filosofias entendessem a mensagem cristã como “tolice”. – 1 Coríntios 1:22, 23.

Epicuro (341-270 a.C)

A natureza da filosofia

A palavra “filosofia” vem do grego e significa, literalmente, “amor à sabedoria”. A filosofia tem sua natureza composta em um tripé muito conhecido:
1) Visão de totalidade: tende para a universalização;
2) Visão radical: busca pela raiz, pela origem;
3) Atitude rigorosa: sistematização criteriosa, organizada.

O valor da filosofia

Bertrand Russell, matemático e filósofo do século XX, em seu texto intitulado “O Valor da Filosofia”, mostra que a filosofia, sendo um esforço de questionar conceitos enraizados e aceitos, liberta de preconceitos, de paradigmas, remove o dogmatismo. A filosofia reside no campo da dúvida, provocando o homem a olhar para outras possibilidades. A partir do momento que algo se torna certeza, sai do campo da filosofia e torna-se ciência. Assim, a filosofia contribuiu para o conhecimento científico.

Bertrand Arthur William Russell (1872-1970)

Porém, tal qual uma ferramenta, a filosofia também pode ser usada para o mal. Por exemplo, a filosofia política constitui uma ideologia para justificar interesses da classe dominante. Nem toda filosofia está focada em transformar beneficamente a sociedade.

De acordo com educadores, em especial os licenciados em Filosofia, o objetivo da referida disciplina nas escolas visa levar os alunos a refletir sobre as coisas, a questionar a moda, a veracidade das notícias, formando pessoas conscientes da realidade. Olhando desse ângulo, e dentro desse contexto, a disciplina teria um benefício.

As limitações da Filosofia

Como qualquer empenho humano, a Filosofia tem suas limitações. Pode ser esclarecedora ou desencaminhante. Portanto, o aluno cristão deve encará-la dentro dessa verdade, recusando conceitos filosóficos que conflitam com a verdade cristã, ao passo que se beneficia do aparente lado positivo dela.

Nota:
[1] Publicada pelas Testemunhas de Jeová.

Referências:
RUSSELL, Bertrand. “O valor da filosofia In: Os Problemas da Filosofia. Tradução de Jaimir Conte. Oxford University Press. Reimpresso em 1971-2.  Disponível em: <http://conte.prof.ufsc.br/txt-russell.pdf>. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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quarta-feira, 18 de julho de 2018

A tradução católica da Bíblia foi a primeira a ser feita?




A Bíblia sempre teve a tradução católica. “No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo Era Deus.” Ou seja, Jesus é Deus.

Resposta:

Os Targuns aramaicos foram as traduções mais antigas dos livros da Bíblia. Targum é a palavra aramaica para “interpretação” ou “paráfrase”. A partir de meados do quinto século antes de Cristo, no tempo de Neemias, o aramaico tornou-se o idioma comum dos judeus que habitavam o território da Pérsia, sendo necessário fazer traduções do “Velho Testamento” para esse idioma. Assim, os judeus compilaram os Targuns Aramaicos, que em geral eram traduções livres, ou paráfrases, revelando como os judeus entendiam determinados textos bíblicos. Foram produzidos desde a época do segundo templo de Jerusalém (sexto século AEC).

O livro “Além da Alma: das Ruas de AlexandriaPara as Altas Esferas das Empresas Americanas” (p. 365) afirma: “A primeira bíblia conhecida, o Targum, foi escrita em aramaico. Surgiu 500 anos após Moisés e foi modificada 500 anos depois, quando foi reescrita em hebraico pela primeira vez.”



Esta Bíblia surgiu mais de 800 anos antes de ter surgido a Igreja Católica Apostólica Romana.

O “Pentateuco” Samaritano foi produzido por volta do quarto século antes de Cristo (ou no segundo século antes de Cristo), sendo mais uma transliteração do que uma tradução, as palavras hebraicas tendo sido transcritas em caracteres do alfabeto samaritano, misturados com expressões idiomáticas samaritanas. Esta versão da Bíblia foi produzida pelo menos cerca de 500 anos antes de vir a existir a Igreja Católica.


Outra tradução da Bíblia é a Septuaginta, também chamada Versão dos Setenta. Foi uma tradução do “Velho Testamento” (que foi escrito originalmente em hebraico, com partes em aramaico) para a língua grega (a língua mundialmente falada na época dessa tradução), feita, segundo a tradição, por 72 peritos judeus, iniciada por volta de 280 anos antes de Cristo e concluída por volta de 150 antes de Cristo, uns 500 anos antes de existir a Igreja Católica Apostólica Romana. Esta versão foi citada com frequência pelos escritores do “Novo Testamento”.


A revista Superinteressante comentou sobre isso:

Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2.º em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.[1]

Dois séculos mais tarde [começo da Era Cristã], a Bíblia em aramaico estava bombando: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galileia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). 

Após isso, foi produzida outra tradução do “Velho Testamento” para o grego, pelo prosélito judeu do Ponto, chamado Áquila, em 128 da Era Cristã, cerca de 250 anos antes de surgir a Igreja Católica. No mesmo século foi produzida outra tradução para a língua grega, por Teodocião. E em fins do mesmo século, foi feita a versão de Símaco, também uma tradução grega do “Velho Testamento”, sendo um esforço de se transmitir o sentido correto, ao invés de ser literal.

A versão Pesito (nome que significa “simples”) do “Velho Testamento”, feita por sírios que advogavam o cristianismo, foi produzida a partir do hebraico, provavelmente entre o segundo e o terceiro século depois de Cristo, cerca de 200 antes de surgir a Igreja Católica.

Fonte: jw.org


No terceiro século, por volta do ano 245 depois de Cristo, o famoso perito de Alexandria, no Egito, chamado Orígenes, concluiu sua notável versão sêxtupla do “Velho Testamento”, chamada Hexapla (que significa “sêxtupla”). Possuía seis colunas paralelas, as quais continham (1) o texto hebraico consonantal, (2) uma transliteração do texto hebraico para o grego, (3) a versão grega de Áquila, (4) a versão grega de Símaco, (5) a Septuaginta, revisada por Orígenes, para corresponder mais de perto ao texto hebraico, e (6) a versão grega de Teodocião. Esta tradução foi produzida cerca de um século antes de existir a Igreja Católica Romana.



Traduções antigas do “Novo Testamento”

O Diatessaron (palavra que significa “por meio dos quatro Evangelhos”) foi uma versão siríaca produzida por Taciano por volta de 170 depois de Cristo, sendo uma harmonização dos quatro Evangelhos. Ela foi produzida mais de 150 anos antes do surgimento da Igreja Católica.



A tradução copta foi produzida por volta de 200 d.C (depois de Cristo), cerca de 150 anos antes de surgir a Igreja Católica Apostólica Romana. E a tradução copta traduziu João 1:1c por “o Verbo era um deus”, conforme mostrado abaixo.

Fonte: tjdefendidas

Fonte: tjdefendidas

Próximo ao final do segundo século depois de Cristo (antes de 200 EC), surgiram várias versões em latim antigo. No terceiro século, por volta de 250 EC, a Bíblia inteira em latim já era usada em Cartago, na África do Norte. Nessas traduções, o “Velho Testamento” foi traduzido da Septuaginta grega, ao passo que o “Novo Testamento” foi traduzido diretamente do grego, língua original dessa segunda parte da Bíblia. Tais traduções foram feitas no latim antigo africano e europeu. Há mais de 50 manuscritos (ou fragmentos deles) do “Novo Testamento” em latim antigo. Todas essas traduções existiam uns cem anos antes de vir a existir a Igreja Católica.

Somente em 405 da Era Cristã é que o tradutor católico Jeronimo traduziu a Bíblia para o latim. Sua tradução ficou conhecida como a Vulgata (a palavra latina vulgatus significa “comum, aquilo que é popular”).

Tabela das traduções antigas da Bíblia em ordem cronológica
Targuns aramaicos
c. 500 AC
Pentateuco Samaritano
4.º século -2.º século AC
Septuaginta
285-150 AC
Tradução de Áquila
128 EC
Diatessaron
170 EC
     Tradução de Teodocião
2.º século EC
Versões em latim antigo
antes de 200 EC
Tradução de Símaco
c. 200 EC
Tradução copta
c. 200 EC
Pesito
2.º - 3.º século EC
Hexapla
245 EC
Vulgata
405 EC: 1.ª tradução católica
AC: antes de Cristo.
EC: Era Cristã.
c.: cerca de.

Portanto, a tradução católica NÃO foi a primeira tradução da Bíblia. Assim, a Bíblia NÃO teve sempre a tradução católica. Além disso, a tradução “o Verbo era um deus” (João 1:1c) é bem anterior à tradução “o Verbo era Deus”.


Nota:
[1] BOTELHO, José Francisco; GARATTONI, BrunoQuem escreveu a Bíblia? Publicado em 30 de novembro de 2008. Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/quem-escreveu-a-biblia/>. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


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