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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O conceito católico sobre a futura vida na Terra

Fonte: A Vida - Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação? Pág. 34



Tem muito erro de raciocínio no Livro Raciocínios e na doutrina. Vou falar de um só.

Falácia do Espantalho: Você simplesmente escreveu (aliás todas as publicações das Testemunhas de Jeová cometem o mesmo erro): “Os membros da cristandade acreditam que os bons irão para o céu”.

Não sei de outros membros da cristandade, mas a doutrina católica AFIRMA HÁ 2.000 anos que haverá ressurreição da carne e que no fim dos tempos este mundo será transformado!! Céu não significa sempre um “lugar” espiritual, mas muitas vezes designa um estado.

O Catecismo da igreja diz, no parágrafo 1047: “Assim, pois, também o universo visível está destinado a ser transformado, ‘a fim de que o próprio mundo, restaurado no seu estado primitivo, esteja sem mais nenhum obstáculo ao serviço dos justos’.”

Isso já põe em cheque qualquer credibilidade da parte de vocês, por nem conhecerem mesmo aquilo que estão criticando. 

 

Resposta:

 

O conceito católico sobre o fim do mundo e sobre como isso supostamente comprometerá a vida na Terra pode ser visto nas publicações católicas abaixo, neste artigo.

 

Por exemplo, um artigo católico afirma:

 

São Pedro, apóstolo, ensina que no momento em que Nosso Senhor Jesus Cristo descer, envolto em nuvens de glória para julgar os vivos e os mortos, o mundo terá acabado por meio do fogo.[1] Negrito acrescentado.


Outro artigo católico afirma:

Os céus se dissolverão, os elementos da terra se derreterão com o fogo e a terra desaparecerá (2Pd 3,10; cf. Is 34,4). […] O mundo atual será destruído pelo fogo.[2] (Negrito acrescentado.)

Com relação à ressurreição dos fiéis, observe o conceito católico:

A ressurreição dos corpos ainda não aconteceu nem mesmo para os santos. Os seus corpos ainda aguardam a ressurreição do último dia. Somente Jesus e Maria já ressuscitaram e têm seus corpos já glorificados. – Professor Felipe Aquino. (Negrito acrescentado.)


Observe que a ressurreição dos corpos dos santos, no conceito católico acima, supostamente seguirá o modelo da ressurreição de Jesus e de Maria, ou seja, com corpos “glorificados”.

Assim, pelo conceito católico exposto acima, os que supostamente serão ressuscitados com corpos glorificados não viverão aqui na Terra no Paraíso, mas no céu, assim como Jesus e Maria, os quais são tidos pela Igreja Católica como tendo corpos glorificados e vivem no céu.

O Catecismo da Igreja Católica, §1042, declara:

“No fim dos tempos, o Reino de Deus [irá] chegar à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo [e não na Terra], glorificados em corpo e alma […] Então a Igreja será “consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo.”[4]



Embora o referido catecismo mencione a restauração do “gênero humano”, ele também afirma que os justos estarão com Cristo – portanto, estarão no céu, na “glória celeste”.

O referido leitor mencionado no início deste artigo, em sua citação do trecho do Catecismo Católico, omitiu justamente a parte que comprova que o conceito católico é de vida no céu. Segue o texto citado na íntegra:

1047     Também o universo visível está, portanto, destinado a ser transformado, “a fim de que o próprio mundo, restaurado em seu primeiro estado, esteja, sem mais nenhum obstáculo, a serviço dos justos”, participando de sua glorificação em Cristo ressuscitado.[5]

Um trecho de um livro do monsenhor Jonas Abib afirma:

Na Bíblia e no Catecismo da Igreja Católica está escrito que teremos um corpo novo, ressuscitado, glorificado como o da Virgem Maria, que já está com Deus no céu. E estaremos com esse corpo em um universo também renovado. Esta renovação misteriosa, que há de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura a chama de “céus novos e terra nova” (II Pd 3,13) (CIC [Catecismo da Igreja Católica], 1043). Será a realização definitiva do projeto de Deus.”[6]

Assim, os “novos céus e uma nova terra”, segundo teólogos católicos, significa essa suposta transformação dos justos num corpo glorificado no céu. Não há alusão à vida eterna na Terra nas condições originais em que Deus colocou Adão e Eva no Paraíso.

Outro artigo católico afirma:

“O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva” (CIC 1023-1024). [] Viemos de Deus e somos Seus filhos, estamos aqui, nesta Terra, para viver em Deus, e um dia voltaremos para Ele. , o que Ele ‘preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu’ (1Cor 2,9).” [7]

Portanto, o referido leitor, cujo comentário foi colocado no início deste artigo, encontra-se equivocado em seu conceito do que o catolicismo realmente afirma a respeito da futura vida na Terra e da ressurreição dos fiéis.



Notas:

[1] Algumas verdades básicas do Catolicismo – O FIM DO MUNDO. Associação apostolado do sagrado coração de Jesus. Disponível em: http://www.aascj.org.br/home/2012/08/algumas-verdades-basicas-do-catolicismo-o-fim-do-mundo/. Referência:  − Padre Tomaz Pégues, O. P. – “A Suma Teológica de São Tomás de Aquino em forma de catecismo” – Taubaté – 1942 − Bref Resumé de la Foi Catholique – Saint Thomas d’Aquin).

[2] Vida Pastoral. Esperamos novos céus e nova Terra (2 Pedro 3,1-13). Centro Bíblico Verbo. Julho-Agosto de 2003 (pp. 22-25). Disponível em: http://www.vidapastoral.com.br/artigos/temas-biblicos/esperamos-novos-ceus-e-nova-terra-2pedro-31-13/.

[3] AQUINO, Felipe. Vida para além da morte. Disponível em: <https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/07/29/vida-para-alem-da-morte-2/>.

[4]Disponível em:
http://www.afecatolica.com/products/novissimos-do-homem-ceu-inferno-e-purgatorio/

[5] MANZOTTI, Reginaldo. O que vem depois da morte – Catecismo da Igreja Católica. Disponível em: <https://www.padrereginaldomanzotti.org.br/artigo/o-que-vem-depois-da-morte-catecismo-da-igreja-catolica/>.

[6] ABIB, Jonas. 'Vou criar novo céu e nova terra'. Disponível em: https://padrejonas.cancaonova.com/mensagem-do-dia/vou-criar-novo-ceu-e-nova-terra/.

[7] FERNANDES, Márcio Leandro. Formação. Céu: o que a Igreja ensina sobre ele? Disponível em: https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/ceu-o-que-igreja-ensina/.



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domingo, 26 de agosto de 2018

Josué 5:13 diz que o “anjo de Jeová” foi adorado?


Fonte: jw.org

Lemos em Josué 5:13, 14: “Quando Josué estava perto de Jericó, levantou os olhos e viu na sua frente um homem de pé, com uma espada desembainhada na mão. Josué se aproximou dele e perguntou: ‘Você está do nosso lado ou do lado dos nossos adversários?’ Ele respondeu: ‘Eu estou aqui como príncipe do exército de Jeová.’ Em vista disso, Josué se prostrou, lançando-se com o rosto por terra, e lhe disse: ‘O que o meu senhor tem a dizer ao seu servo?’”

Entende-se que o personagem que se apresentou na frente de Josué era um anjo. Por ter se identificado como “príncipe do exército de Jeová”, muitos entendem que se trata do Lógos (que se tornou o Senhor Jesus Cristo). Algumas traduções vertem essa passagem de modo a afirmar que Josué ‘adorou’ o ilustre personagem:

Prostrando-se Josué com o rosto em terra adorou.”SBB; veja também ACF; ARIB; ASV, KJ, Basic English, Darby.

Tal forma de verter esse texto serve aos interesses trinitaristas. Porém, outras traduções dão a ideia de mostrar respeito:

“Estando Josué já perto de Jericó, olhou para cima e viu um homem de pé, empunhando uma espada. Aproximou-se dele e perguntou-lhe: ‘Você é por nós, ou por nossos inimigos?’ ‘Nem uma coisa nem outra”, respondeu ele. ‘Venho na qualidade de comandante do exército do Senhor’. Então Josué prostrou-se, rosto em terra, em sinal de respeito, e lhe perguntou: ‘Que mensagem o meu senhor tem para o seu servo?’”Josué 5:13, 14, NVI.

“E inclinou-se.” – NASB.

“Joshua falleth on his face to the earth, and doth obeisance.” (“Josué caiu sobre o rosto em terra, e lhe fez reverência.”) – Young's Literal Translation.

“Joshua fell with his face to the ground in reverence.” (“Josué se prostrou com o rosto no chão em reverência.”) – New Living Translation.

“Y Josué se postró en tierra, le hizo reverencia.” (“E Josué se prostrou em terra e fez reverência.”) La Biblia de las Américas; veja também La Nueva Biblia de los Hispanos.

“Et Josué se jeta sur son visage en terre, et se prosterna.” (“E Josué caiu com o rosto no chão, e se inclinou.”) – MartinBible.

“Josua zu Boden auf sein Angesicht und verneigte sich.” (“Josué lançou-se com o rosto no chão e fez uma reverência.”) Bibeltext 1899.




A Septuaginta

A Septuaginta traduz por “caiu com a face sobre a terra”. Não há nenhuma alusão, nem de longe, à ideia de adoração. A ideia é de mostrar respeito.

καὶ Ἰησοῦς ἔπεσεν ἐπὶ πρόσωπον ἐπὶ τὴν γῆν. (kaì Iesoûs épesen epì prósopon epì tèn gên; “e Jesus [Josué] caiu com a face sobre a terra.”) – LXX[1].





O que diz o texto hebraico?

14 ויאמר לא כי אני שר צבא יהוה עתה באתי ויפל יהושע אל פניו ארצה וישתחו ויאמר לו מה אדני מדבר אל עבדו
O verbo hebraico em questão é shachah, alistado sob o número 7812 no DICIONÁRIO BÍBLICO STRONG. Observe a definição dada por essa obra[2]:

07812 שחה shachah
uma raiz primitiva; DITAT - 2360; v.
1) inclinar-se
1a) (Qal) inclinar-se
1b) (Hifil) deprimir (fig.)
1c) (Hitpael)
1c1) inclinar-se, prostrar-se
1c1a) diante de superior em deferência
1c1b) diante de Deus em adoração
1c1c) diante de deuses falsos
1c1d) diante dum anjo


Observe o leitor que o referido verbo tem primariamente um sentido civil (de mostrar respeito), e somente em sentido secundário um sentido religioso (de adorar).

Outra fonte[3] confirma isso:

“Curva-se, inclinar-se para baixo, deitar-se, prostrar-se, fazer uma homenagem, curvar-se em adoração.”

Outras passagens bíblicas aludem ao mesmo significado civil. Por exemplo, Gênesis 43:28 descreve a ação dos irmãos de José, que não o reconheceram e mostraram respeito a ele como sendo um alto oficial do Egito: “Se curvaram e se prostraram por terra.”

Gênesis 47:31 descreve como, na presença de seu filho José, “Israel [Jacó] se curvou junto à cabeceira da sua cama”.

Mesmo em relação a Deus, Êxodo 34:8 descreve o ato exterior de Moisés ‘se prostrar’ diante Dele, e não a ação interior de ‘adorar’.

Nesta esteira, é também oportuno citar um comentário feito em um site de hermenêutica bíblica[4]:

Tanto o verbo grego προσκυνέω [proskynéo] como seu equivalente hebraico השתחוה significam literalmente “prestar homenagem”, “fazer reverência”. É um ato de reverência dado ao superior. Ao contrário da crença popular, ela não é usada apenas em referência a Deus. Por exemplo, veja Êxo. 18: 7:

E saiu Moisés ao encontro de seu sogro, e inclinou-se e beijou-o; e eles perguntaram um ao outro sobre seu bem-estar; e eles entraram na tenda. (KJV)


וַיֵּצֵא מֹשֶׁה לִקְרַאת חֹתְנֹו וַיִּשְׁתַּחוּ וַיִּשַּׁק־לֹו וַיִּשְׁאֲלוּ אִישׁ־לְרֵעֵהוּ לְשָׁלֹום וַיָּבֹאוּ הָאֹהֱלָה

ξλθεν δ Μωυσς ες συνάντησιν τ γαμβρ ατο κα προσεκύνησεν ατ κα φίλησεν ατόν κα σπάσαντο λλήλους κα εσήγαγεν ατν ες τν σκηνήν


Um site de tradução hebraico-inglês da Bíblia[5] apresenta a versão correta do verbo hebraico em questão:

Bowed down significa curvou-se.

 João Rodolfo, formado em Teologia no STEBAN (Seminário Teológico Batista Nacional), reconhece que este é o sentido da ação de Josué para com o anjo:

O verbo hebraico que traduziram com “adorou” é o “וישתחו” (Vayishtachu) que, na verdade, significa “prostrou-se” e o verbo utilizado para “prostrar-se como ato de adoração” é o “וישתחוה” (Vayistachaveh). Em outras partes da Bíblia vemos em vários textos “vayishtachu” para reverenciar aos reis de israel e a figuras importantes (Gênesis 19:1; 33:3; 48:12; Números 22:31; I Samuel 20:41; 24:8; 25:23; II Samuel 9:6; 14:4,22; 19:18; I Reis 1:16,23,31,53; 18:7; II Reis 4:37; I Crônicas 21:21), mas para Deus o verbo usado sempre é “vayistachaveh”. Assim sendo, Josué não adorou ao ser celeste.[6]


O professor de Hebraico Rubens D. Oliveira[7] teceu o seguinte comentário a respeito de Josué 5:13, 14:

O relato de Juízes, ao mencionar o encontro de Josué com o “príncipe do exército de Jeová”, diz que Josué “caiu com a face por terra” (segundo a versão LXX: “kai ihsous epesen epi proswpon epi thn ghn”). O texto em hebraico na BHS [Bíblia Hebraica Stuttgartensia], um texto padrão de onde é tirado a maioria das versões da Bíblia para diversos idiomas, diz literalmente:
“E caiu Josué com sua face em direção a terra e prostrou-se.”וַיִּפֹּל יְהוֹשֻׁעַ אֶל-פָּנָיו אַרְצָה, וַיִּשְׁתָּחוּ
Os judeus tinham o hábito de se curvar em respeito. A palavra “adorar” antigamente tinha este sentido em inglês e é por isso que muitas versões da Bíblia que seguem a King James Version costumam usar esta expressão “adorar”. Mas não é correto usar tal expressão hoje em dia. “Adorar” tem hoje uma conotação de serviço sagrado exclusivo ao Deus vivente. Vale ressaltar que a palavra “adorar” em grego (“proskinéo”) sequer aparece neste relato no texto da LXX. O que Josué fez foi se curvar em forma de respeito a alguém que ele percebeu evidentemente ser um enviado de Deus, um representante de Jeová – sim, um anjo materializado. Foi a mesma forma de “curvar-se” que Abraão praticou diante dos nativos, os filhos de Hete, ao comprar o campo onde enterrou sua falecida esposa Sara. – Gên. 23:7.

Portanto, Josué não adorou o ilustre personagem que se encontrou com ele próximo da cidade de Jericó.

Veja também os artigos:

Quem é o anjo de Jeová?


O anjo de Jeová não é o próprio Jeová.


O anjo de Jeová jurou por si mesmo?





Explicação das siglas usadas:
ACF: Almeida Revisada e Corrigida Fiel
ARIB: Almeida Revisada Imprensa Bíblica
ASV:American Standard Version
KJ: King James Version
NASB: New American Standard Bible
SBB: Tradução da Sociedade Bíblica Britânica



Notas:
[1] Septuaginta Id est Vetus Testamentum graece iuxta LXX interpretes edidit Alfred Rahlfs Editio altera quam recognovit et emendavit Robert Hanhart Complete Text without Apparatus (Disponivel em: <http://www.sbl-
[2] Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de StrongSOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. © 2002 Sociedade Bíblica do Brasil. Av. Ceci, 706 – Tamboré. Barueri, SP – CEP 06460-120Cx. Postal 330 – CEP 06453-970. Disponível em: <http://www.sbb.org.br>.
[3] http://biblehub.com/hebrew/7812.htm
[4] Beta de Hermenêutica Bíblica. Há algum problema em traduzir a palavra “adorado” em Mateus 14:33? Disponível em: < https://hermeneutics.stackexchange.com/questions/5953/is-there-an-issue-with-translating-the-word-worshiped-in-matthew-1433>.
[5]http://www.mechon-mamre.org/p/pt/pt0605.htm
[6] Ame a Bíblia. QUEM É O ANJO DO SENHOR? Disponível em: <http://ameabiblia.blogspot.com.br/2009/09/9-outras-teorias-sobre-os-anjos.html>.
[7] 27 de agosto de 2013. Disponível em <https://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2010/08/29/proskineo-significa-sempre-adorar/>.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Análise da analogia trinitária do fogo


Fonte: jw.org

Um leitor escreveu:

Certo trinitarista comparou a geração de Cristo à luz gerada pelo fogo. Defendeu que, assim como a luz do fogo, apesar de ser gerada por ele, existe simultaneamente a ele, o mesmo se dá com a geração do Filho unigênito. Ou seja, apesar de ser gerado, o filho supostamente coexiste com o Pai.

Há alguma falha nessa analogia? Como rebatê-la sem atacar um espantalho?

Resposta:

Sim, há uma falha gritante: o fogo é algo que passa a existir a partir de um evento. Ele é a rápida oxidação de um material combustível. É decorrente de uma combustão. E com seu surgimento, surge também a luz proveniente dele. Assim, fogo e luz têm um começo. Não é o caso do Deus Todo-Poderoso, que existe desde a eternidade passada. Lemos no Salmo 90:2:

“Antes de nascerem os montes ou de teres formado a terra e o solo produtivo, de eternidade [passada] a eternidade [futura], tu és Deus.”

Fonte: jw.org


Em adição a esta resposta, a equipe de A Verdade é Lógica adicionou a seguinte explicação:

Embora o que o apologista da verdade tenha explicado esteja certo, é necessário que se estabeleçam alguns pormenores quanto a esta analogia:

1) O fogo é IMPESSOAL; portanto, ele não pode existir sem seu efeito. Mas, visto que Deus é PESSOAL, ele pode decidir quando causar o efeito. Assim, dizer que Deus “não pode existir sem seu efeito” é dizer que Deus depende de algo exterior a Si para existir, o que seria uma afirmação absurda!

2) Nesse caso, a luz e o fogo são duas entidades distintas. A luz depende do fogo, mas o fogo não depende da luz; não são a mesma coisa. No caso do Filho, ele é um ser gerado, e consequentemente não pode ser o mesmo Deus que o Pai. Neste caso, o Filho tem eternidade futura, mas não é Jeová (YHVH), o qual tem eternidade tanto passada quanto futura.

Na comparação feita com o fogo, Jeová seria o fogo, e o Filho seria o resultado eterno de Jeová, mas não o próprio Jeová. Nenhum trinitário acredita que Pai e Filho são dois seres da maneira como essa analogia apresenta (a não ser aqueles que não entendem a Trindade).

3) Essa analogia não é trinitária, mas UNITÁRIA. Uma das vertentes do Unitarismo é alegar que Jesus é LITERALMENTE o Filho Eterno de Jeová, mas não o próprio Jeová. Na Trindade, Jesus não é o Filho Eterno de Jeová, mas o “Deus Filho”.

[Fim do comentário.]

Conclusão

Em suma, o problema nessa comparação se encontra em que tanto a luz quanto o fogo que a produz têm um princípio. A aplicação dela ao Pai e ao Filho seria afirmar que ambos tiveram princípio.


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