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domingo, 5 de agosto de 2018

Artigo especial: Por que Jesus teve de sofrer e morrer?


Fonte: jw.org
     
Quando se pergunta a um professo cristão – católico ou evangélico – por que Jesus teve de morrer, a resposta comum é: “Para nos salvar.” Mas, quando se pergunta à mesma pessoa por que Jesus teve de morrer para nos salvar (por que não poderia ter salvo a humanidade sem ter morrido), o resultado costuma ser o silêncio da falta de resposta.

A ausência de respostas por parte da cristandade tem levado pessoas sinceras a buscar diligentemente a resposta. Por exemplo, este site recebeu de um leitor tal questionamento, dirigido a todos os que supostamente poderiam e deveriam ter a resposta, nas palavras abaixo:

Você que é teólogo; você que é exegeta; você que é intérprete das Escrituras; você que é clérigo católico em todas as categorias; você que é clérigo ortodoxo; você que é ancião do templo; você que é pastor evangélico de qualquer doutrina; você que possui doutorados sobre a Bíblia; você que é estudioso e entendido da Bíblia; você que publica artigos em blogs e sites bíblicos, eu lhe pergunto:
 Por que, sendo Deus o Todo Poderoso, o Criador de tudo, teve de colocar seu Filho amado num pavoroso e brutal sacrifício de sangue, para redimir a humanidade, sendo humilhado, vilipendiado, escarnecido, injuriado, cuspido, esbofeteado, surrado, espancado, desnudado,  sangrado com uma “coroa” de espinhos, rasgado com uma lança, morto pelos homens, com a pior morte possível na época, e sepultado num túmulo emprestado?
Sendo tudo o que Deus é, Soberano Absoluto do Universo Visível e Invisível, por que não teria apenas promulgado que a partir de tal dia o grave pecado de nossos pais estava completamente perdoado e nós outros também?
Pesquisei no Google todas as explicações a respeito dessa pergunta profunda, mas não aprovei nenhuma delas, pois as explicações – “água com açúcar” – não me convenceram.
Uns dizem que o sacrifício de Jesus foi “uma dívida que teria de ser paga” e que foi paga com o sacrifício dele; outros alegam que teria de haver uma “expiação” dos pecados de nossos pais, e isso foi feito por Jesus; e assim por diante, mas ninguém se atreveu a responder POR QUE DEUS SIMPLESMENTE NÃO PROMULGOU a redenção da humanidade sem que tivesse sido necessário entregar seu Filho amado aos ímpios para que passasse por brutais sofrimentos.
[Fim do comentário.]

As palavras do leitor acima refletem seu profundo anseio por uma resposta lógica, que ele não obteve em suas pesquisas.

Por isso, este artigo tem o prazer de analisar os questionamentos sinceros que surgem a respeito desse tema central do cristianismo.
  
Deus não poderia simplesmente ter perdoado o pecado de Adão e de Eva?

Fonte: jw.org

Não. Pois, se o fizesse, violaria o seu decreto de que eles morreriam se o desobedecessem. Ele havia decretado: “Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não coma dela, porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.” (Gênesis 2:17) Caso Jeová deixasse de cumprir sua própria lei, isso comprometeria sua idoneidade, sua justiça e honestidade. Isso, por sua vez, comprometeria sua autoridade e o respeito que suas criaturas inteligentes devem a ele, o que fatalmente resultaria em mais rebeliões e acabaria com a paz no Universo. O resultado seria o descrito em Eclesiastes 8:11: “Por não se executar logo a sentença contra um ato mau, o coração dos homens se enche de coragem para fazer o mal.”

Por que alguém teria que morrer para recuperar o que Adão e Eva perderam?

Fonte: jw.org

Primeiro, vejamos o que eles perderam: a vida humana perfeita e eterna no Paraíso na Terra, tanto para eles como para sua descendência. Lemos em Gênesis 1:27, 28: “E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Além disso, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Tenham filhos e tornem-se muitos; encham e dominem a terra; tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as criaturas voadoras dos céus e sobre toda criatura vivente que se move sobre a terra.’”

Note que nada foi dito sobre ficarem doentes, envelhecerem e morrerem. Deus os abençoou, e ‘a bênção de Jeová não acrescenta nenhuma dor’, ou seja, não haveria imperfeição, doenças, envelhecimento e morte, que tanta dor causam à humanidade. – Provérbios 10:22.

Para recuperar, ou resgatar, tal bem perdido (a vida humana perfeita a ser usufruída no Paraíso) um bem equivalente teria que ser dado em troca: outra vida humana perfeita. Isto é o que a justiça imutável e perfeita de Deus exige para desfazer o dano e equilibrar a balança da justiça. Lemos em Êxodo 21:23: “Mas, se houver um acidente fatal, se dará vida por vida.”

De fato, o ato desobediente do primeiro casal humano foi fatal em introduzir a imperfeição, o envelhecimento, a doença e a morte na humanidade. Romanos 5:12 declara: “Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado, e desse modo a morte se espalhou por toda a humanidade, porque todos haviam pecado.”

O preço é chamado de “resgate correspondente”. (1 Timóteo 2:6) Neste texto, é usada a palavra grega antílytron (que ocorre uma única vez no Novo Testamento), derivada de lýtron (“resgate”), e apenas uma tradução das pesquisadas destaca o sentido mais acurado de “resgate correspondente”: a Tradução do Novo Mundo.

Por esta razão, nenhum humano imperfeito tinha condições de pagar o preço, conforme mostra o Salmo 49:7, 9: “Nenhum deles [dos humanos imperfeitos] pode jamais remir [resgatar da morte] um irmão nem dar a Deus um resgate por ele … para que ele viva para sempre e não veja a cova.”

O motivo disso é exposto n o versículo intermediário: “O preço de resgate pela sua vida é tão alto que estará sempre além do alcance deles.” – Salmo 49:8.

Também, nenhum anjo, mesmo que assumisse forma humana, poderia pagar o preço, pois os anjos são superiores ao homem perfeito, conforme o Salmo 8:4, 5: “O que é o homem mortal, para que te lembres dele, e o filho do homem, para que cuides dele? Tu o fizeste um pouco menor que os seres divinos [“anjos”, LXX e Hebreus 2:7], e o coroaste de glória e esplendor.”

Ademais, nenhum Deus-Homem poderia pagar o preço, pois Adão não era Deus-Homem e, assim, não haveria equivalência. Por Jesus ter nascido como legitimo humano, podia se dizer que ‘Adão tinha similaridade com aquele que viria [Jesus Cristo]’. – Romanos 5:14.

Esta é a razão de Jesus ter se esvaziado de sua condição celestial e ter vindo a nascer como humano, “porém, sem pecado”. (Hebreus 4:17) Como explicou Paulo em Filipenses 2:7, Jesus “abriu mão de tudo que tinha, assumiu a forma de escravo e se tornou humano”.

Por que foi escolhido o Filho unigênito de Deus e não outro ser espiritual – no caso, um dos anjos?

Fonte: jw.org

Isto constitui a maior prova do amor de Deus pela humanidade – dar seu primeiro Filho. O chamado “Evangelho em miniatura” afirma: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Adicionalmente, Paulo afirmou dramaticamente: “Visto que ele [Jeová] nem mesmo poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, será que, junto com ele, não nos dará também bondosamente todas as outras coisas?” – Romanos 8:32.

Dessa forma, Jeová refutou magnanimamente as acusações do Diabo, que caluniosamente afirmou que Deus priva suas criaturas de benefícios, como ele deu a entender a Eva, quando declarou: “Pois Deus sabe que, no mesmo dia em que comerem dele, seus olhos se abrirão e vocês serão como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gênesis 3:5) O iníquo anjo deu a entender que Deus estava conscientemente privando o casal humano de benefícios que lhes seria de direito!

Fonte: jw.org

Na mesma senda, um anjo desviado afirmou que Jeová não se preocupa nem com seus filhos celestiais, e muito menos com seus filhos humanos! Elifaz, um dos falsos consoladores de Jó, descreveu uma experiência ele teve com um demônio: “Um terrível tremor tomou conta de mim, enchendo de pavor todos os meus ossos. Um espírito [anjo demoníaco] passou pelo meu rosto; os pelos do meu corpo ficaram arrepiados. Então ele parou, mas não reconheci seu aspecto. Havia um vulto diante dos meus olhos; houve um silêncio, e então ouvi uma voz: ‘Ele [Deus] não confia nos seus servos, e encontra defeito nos seus anjos. Quanto mais [encontra defeito] nos que moram em casas de barro [os humanos], cujo alicerce está no pó, que são esmagados tão facilmente quanto uma traça!’” – Jó 4:14-16, 18, 19.

Tal passagem traz a lume o desprezo que as criaturas espirituais demoníacas têm pelos seres humanos. O Diabo separou a humanidade de Deus, como afirma a passagem inspirada: “O caluniador separa os que estão familiarizados uns com os outros.” (Provérbios 16:28) E por este gesto sublime, de enviar o seu Filho amado, Deus assegurou à humanidade o seu amor infinito, por dar o melhor que ele tinha.

Como o apostolo Paulo muito bem expressou: “Mas Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto ainda éramos pecadores. Assim, visto que agora fomos declarados justos pelo seu sangue, com muito mais certeza seremos salvos da ira por meio dele. Pois, se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus por meio da morte do seu Filho, com muito mais certeza seremos salvos pela sua vida, agora que estamos reconciliados. Não somente isso, mas também nos alegramos em Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem recebemos agora a reconciliação.” – Romanos 5:8-11.

Além disso, Jesus, em sua existência pré-humana, como o Lógos e mestre-de-obras de Jeová, demonstrava profundo amor pela raça humana. Como ele mesmo declarou: “Eu me alegrava com a terra que ele criou para ser habitada, e minha maior alegria eram os filhos dos homens.” (Provérbios 8:31) Ele se dispôs voluntariamente a vir à Terra e pagar o preço do resgate, demonstrando o mesmo espírito demonstrado em Isaías 6:8: “Então ouvi a voz de Jeová, dizendo: ‘A quem enviarei e quem irá por nós?’ E eu disse: ‘Aqui estou! Envia-me!’”

Por que Jesus teve de sofrer?

Fonte: jw.org

A Lei de Deus que determinava o preço do resgate não prescrevia de forma alguma que o resgatador teria que sofrer. Aliás, a tortura é algo detestável até mesmo nas leis humanas. Quanto mais na perfeita lei de Deus! Como declara Romanos 7:12: “Assim, a Lei em si mesma é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” Deus nunca sequer cogitou a ideia de torturar alguém, nem mesmo alguém mal. Quando “israelitas desviados passaram a queimar no fogo seus filhos e suas filhas”, Jeová afirmou que isso era ‘algo que ele não havia ordenado e que jamais havia ocorrido no seu coração’. – Jeremias 7:31.

O exemplo do que deveria ter acontecido segundo a lei divina foi o ato de Abraão sacrificar Isaque. (Gênesis 22:1-10) Seria um sacrifício rápido, não precedido de tortura e de maus tratos, como ocorreu no caso de Jesus Cristo. Se o povo judeu tivesse seguido a Lei dada por Deus, estaria preparado para receber o Messias. Nessas circunstâncias, provavelmente o Sumo Sacerdote faria com Jesus o que Abraão fez com Isaque.

Mas como a nação judaica haveria de estar desencaminhada por Satanás, tendo aceitado os desígnios dele, as Escrituras de antemão predisseram o sofrimento do Messias, ou Cristo. (Veja o capítulo 53 de Isaías, por exemplo.)

Quem providenciou que Jesus sofresse até o seu limite foi Satanás, em sua vil e inútil tentativa de provar que a criação inteligente de Deus é falha por natureza e que não existe lealdade genuína.

Como o Diabo havia desviado o casal perfeito criado por Deus, suscitou-se a questão de se seria possível humanos perfeitos permanecerem fieis sob prova. As acusações de Satanás contra Jó mostram que o Diabo acreditava que ninguém é leal de verdade a Deus sob prova. Neste respeito, observe os textos abaixo:

“Então Satanás respondeu a Jeová: ‘Será que é por nada que Jó teme a Deus? Não puseste uma cerca de proteção em volta dele, da sua casa e de tudo o que ele tem? Tu abençoaste o trabalho das suas mãos, e os rebanhos dele se espalham pela terra. Mas agora, levanta a mão e atinge tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua própria face.” – Jó 1:9-11.

“Mas Satanás disse a Jeová: ‘Pele por pele. O homem dará tudo o que tem pela sua vida. Mas agora, levanta a mão e atinge seus ossos e sua carne, e com certeza ele te amaldiçoará na tua própria face.’” – Jó 2:4, 5.

Fonte: jw.org

Jó provou o contrário. Afirmou de forma irrevogável: “Até eu morrer não renunciarei à minha integridade!” (Jó 27:5) Ele foi um dos da “nuvem tão grande de testemunhas” que atendeu ao cordial convite de Jeová: “Seja sábio, meu filho, e alegre meu coração, para que eu possa dar uma resposta àquele que me desafia.” (Provérbios 27:11; Hebreus 12:1) Porém, ele era imperfeito; ficou ainda a questão de se um ser perfeito manteria perfeita integridade a Deus sob prova.

Pela sua fidelidade a Deus até à morte Jesus solucionou terminantemente a questão. “Mas vemos a Jesus, que havia sido feito um pouco menor que os anjos, coroado agora de glória e honra por ter sofrido a morte, para que, pela bondade imerecida de Deus, provasse a morte por todos.” – Hebreus 2:9.

Por que essas questões tiveram de ser resolvidas?

Porque a paz do Universo dependia da resposta a elas. Seres inteligentes – celestiais e humanos – ficaram expostos a elas. Uma vez tendo tudo sido resolvido, mesmo que um opositor se levante no futuro contra Deus, fazendo acusações contra ele, nada terá que ser provado; pois isso já ocorreu, estabelecendo uma jurisprudência eterna e indiscutível. Como afirmam as Escrituras Sagradas: “A aflição não virá pela segunda vez.” – Naum 1:9.

Uma vez tudo resolvido, qualquer possível opositor que se levante poderá ser imediatamente destruído. Como diz Provérbios 26:20: “Onde não há lenha, apaga-se o fogo, e onde não há caluniador, aquieta-se a contenda.”


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





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