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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O que é o inferno? É um lugar de tormento eterno?


Fonte: jw.org


Contribuído.

A ótica da Bíblia:

Algumas traduções da Bíblia usam a palavra “inferno” para verter a palavra hebraica “Seol” e a palavra grega “Hades”; as duas se referem à sepultura comum da humanidade. Podemos ver isso pela comparação de dois textos bíblicos:

“Porque não deixarás a minha alma no Seol. Não permitirás que aquele que te é leal veja a cova.” – Salmo 16:10.

“Porque não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que aquele que te é leal veja a corrupção.” – Atos 2:27.

Muitas pessoas acreditam num inferno de fogo; pois, infelizmente, quando Jerônimo traduziu a Vulgata latina, ele traduziu as palavras bíblicas Geena, Seol e Tártaro por “inferno”. Então se criou essa grande confusão. Mas a Bíblia ensina outra coisa.

As expressões “alma imortal”, “fogo do inferno”, “purgatório” e “limbo” não se encontram em parte alguma da Bíblia nos manuscritos hebraico e grego.

Os que estão no “inferno” não têm consciência de nada, por isso não sentem dor:

“Não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol.” — Eclesiastes 9:10.

O que é morte? Onde estão os mortos?


“Tu és pó e ao pó voltarás.” — Gênesis 3:19.

 

O que as pessoas pensam:


Algumas pessoas acreditam que existe vida após a morte — no céu, inferno, purgatório ou limbo. Outras acreditam que os mortos renascem em uma forma de vida diferente. Por outro lado, aquelas que rejeitam conceitos religiosos acreditam que a morte é simplesmente o fim da existência da pessoa.

A ótica da Bíblia:

Eclesiastes 9:10 declara: “Não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [ou sepultura], o lugar para onde vais.” A Bíblia também explica o que acontece com os humanos e animais quando morrem: “Todos vão para um só lugar. Todos eles vieram a ser do pó e todos eles retornam ao pó.” — Eclesiastes 3:20.

 

O que acontece com os mortos?


“Sai-lhe o espírito, ele volta ao seu solo; neste dia perecem . . . seus pensamentos.” — Salmo 146:4.

 

O que as pessoas dizem:


Muitos aprendem que as ações da pessoa determinam o que vai acontecer com ela depois que morre. Se ela fez coisas boas, sua recompensa será a felicidade eterna; se fez coisas ruins, sofrerá o tormento eterno. Acredita-se que a pessoa primeiro precisa passar pelo purgatório para ser purificada de seus pecados antes de entrar na presença de Deus. E que a pessoa que não for purificada nunca terá essa alegria.

A ótica da Bíblia:

Os mortos não sentem felicidade nem sofrem tormento. Na verdade, visto que estão inconscientes, eles não podem sentir nada; nem podem ajudar ou prejudicar os vivos. Isso está de acordo com Eclesiastes 9:5, 6: “Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada. . . . Também seu amor, e seu ódio, e seu ciúme já pereceram, e por tempo indefinido eles não têm mais parte em nada do que se tem de fazer debaixo do sol.”

 

Pessoas boas vão para o inferno bíblico?

 

Homens fiéis como Jacó e Jó sabiam que um dia iriam para lá.

 

“E todos os seus filhos e todas as suas filhas se levantavam para consolá-lo [a Jacó], mas ele se negava a ser consolado e dizia: ‘Pois descerei pranteando para meu filho ao Seol!’ E seu pai continuava a chorar por ele.” — Gênesis 37:35.

“Quem dera que me escondesses no Seol, que me mantivesses secreto até que a tua ira recuasse, que me fixasses um limite de tempo e te lembrasses de mim!” – Jó 14:13.


Para que tenha vida após a morte temos que ter uma alma imortal

 

As religiões têm opiniões conflitantes sobre a alma e sobre o que acontece com ela quando morremos. Mas a Bíblia dá uma explicação clara sobre esse assunto. O artigo seguinte considerará esta questão.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org






domingo, 25 de novembro de 2018

Os preditos “setenta anos” – período da supremacia babilônica ou do cativeiro judaico?

Fonte da ilustração: jw.org



“Pois assim disse Jeová: ‘De acordo com o cumprimento de setenta anos em Babilônia, voltarei minha atenção para vós, e vou confirmar para convosco a minha boa palavra por trazer-vos de volta a este lugar.’” – Jeremias 29:10, Tradução do Novo Mundo.

“Assim diz o SENHOR: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar.” – Jeremias 29:10, Almeida Revista e Atualizada.

Como se pode observar pelo exemplo das traduções acima, há divergência no círculo religioso sobre a aplicação do período dos “setenta anos” profetizados no “Velho Testamento”. Os teólogos que verteram de acordo com a NM entendem que tal período se aplica ao cativeiro dos judeus, ao passo que os teólogos representados pela segunda tradução defendem que os “setenta anos” se referem ao período da supremacia babilônica.

Qual das duas traduções está correta? O que a Bíblia como um todo tem a dizer a respeito? O que segue abaixo é a matéria de um de nossos colaboradores, que se identifica por Queruvim, administrador do blog traducaodonovomundodefendida.blogspot.com/


Como Jeremias 29:10 deve ser traduzido?

1)   A gramática

A preposição hebraica prefixada inseparável  , composta de um lamed e de uma meia vogal chamada sheva, pode ser apropriadamente vertida tanto por "em Babilônia" ou "na Babilônia" (que transmite a mesma ideia) e é frequentemente vertida por "para Babilônia". Algumas referências apontam como tradução alternativa desta preposição, "de" ou "contra". Obviamente, depende do contexto. Essa é a explicação dada pela obra The Essentials of Biblical Hebrew (por Kyle M. Yates, Ph.D.; revisado por  John Joseph Owens, Professor Associado de Interpretação do Velho Testamento), p. 173.

“Pois assim disse Jeová: ‘De acordo com o cumprimento de setenta anos em Babilônia, voltarei minha atenção para vós, e vou confirmar para convosco a minha boa palavra por trazer-vos de volta a este lugar.’

2)   O contexto

Jeremias 29:4-10 traz à tona o cenário do cumprimento da profecia acerca dos “setenta anos”:

“Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel, a todo o povo exilado que fiz ir ao exílio, de Jerusalém a Babilônia: 5 ‘Construí casas e habitai nelas, e plantai jardins e comei dos seus frutos. 6 Tomai esposas e tornai-vos pais de filhos e de filhas; e tomai esposas para os vossos próprios filhos e dai as vossas próprias filhas a maridos, para que deem à luz filhos e filhas; e tornai-vos ali muitos e não vos torneis poucos.  Também, buscai a paz da cidade à qual vos exilei e orai por ela a Jeová, porque na sua paz se mostrará haver paz para vós mesmos. 8 Pois assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: “Não vos enganem os vossos profetas que estão no vosso meio, nem os vossos adivinhos, e não escuteis os seus sonhos que estão sonhando. 9 Pois ‘é em falsidade que vos profetizam em meu nome. Não os enviei’, é a pronunciação de Jeová. 10 Pois assim disse Jeová: ‘De acordo com o cumprimento de setenta anos em Babilônia, voltarei minha atenção para vós, e vou confirmar para convosco a minha boa palavra por trazer-vos de volta a este lugar.’”
      
Em todo contexto circundante observamos o escritor narrando acerca do local chamado Babilônia, onde a nação de Judá  " foi exilada do seu solo". – 2 Reis 25:21.


Muitos eruditos concordam com a aplicação ao cativeiro judaico
      
É de interesse observar como esta porção das Escrituras foi vertida por outras escolas de erudição bíblica.

“quia haec dicit Dominus cum coeperint impleri in Babylone septuaginta anni visitabo vos et suscitabo super vos verbum meum bonum ut reducam vos ad locum istum.”  Latin Vulgate [Vulgata Latina], de c. 405 EC.

"Mas assim disse o Senhor, que depois de se cumprirem setenta anos em Babél, Eu vos visitarei ....” —The Geneva Bible (A Bíblia de Genebra,1560).

“Em Babilônia.” – Douay Version (1609); American King James Version; Douay-Rheims Bible; Webster's Bible Translation

“Estarás em Babilônia.” – New Living Translation (©2007).

“Depois de se completarem setenta anos em Babilônia.” – King James Bible (Edição de Cambridge).

“Quando se completarem setenta anos em Babilônia.” – King James 2000 Bible (©2003).

“Depois de se completarem setenta anos em Babilônia.” – New King James Version (1984; baseada na Stuttgart edition of Biblia Hebraica, 1967/1977).

Foi somente em anos recentes que algumas traduções da Bíblia (RSVNRSVNIV etc.) decidiram verter Le Babel por “para Babilônia”.

Porém, O  Dicionário de Hebraico Clássico (The Dictionary of Classical Hebrew) lista cerca de 30 exemplos onde a preposição hebraica inseparável   é vertida de forma locativa. Um exemplo é o de Números 11:10 onde lemos:

וַיִּשְׁמַע מֹשֶׁה אֶת-הָעָם, בֹּכֶה לְמִשְׁפְּחֹתָיו–אִישׁ, לְפֶתַח
אָהֳלוֹ; וַיִּחַר-אַף יְהוָה מְאֹד.

“E Moisés chegou a ouvir o povo chorando nas suas famílias, cada homem à entrada da sua tenda [literalmente “em” ou “na”  entrada: hebraico ]. E começou a acender-se grandemente a ira de Jeová.”

Em Jeremias 51:2 a frase LeBabel foi vertida “a Babilônia”, ou seja, com o sentido de “para Babilônia” na própria NM, devido ao verbo “enviar” usado anteriormente. Em Jeremias 3:17 encontramos uma cláusula diferente e, devido a isso, a NM verteu LiIrushalaim por “em Jerusalém”, conforme lemos:

“Naquele tempo chamarão Jerusalém de trono de Jeová; e a ela terão de ser ajuntadas todas as nações, ao nome de Jeová em [hebr.: Li] Jerusalém, e não mais andarão seguindo a obstinação do seu mau coração.”

O mesmo ocorre em Jeremias 40:11, onde lemos:

“Do mesmo modo todos os judeus que estavam em Moabe, e entre os filhos de Amom, e em Edom, e os que havia em todas aquelas terras, ouviram que o rei de babilônia havia deixado alguns em Judá, [hebr.: LiIehudah]  e que havia posto sobre eles a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã.”

O Dictionary of Classical Hebrew define a preposição Le da seguinte maneira: 

“Direção, para.” (Segundo significado)
“E lugar, em, próximo.” (Como quarto significado da palavra)

Ao observarmos o uso da mesma preposição no Targum Johathan e na Peshita, veremos o mesmo significado hebraico atribuído aqui nesta página à preposição “Le”.

Devido à ampla gama de tradução dessa palavra dentro da gama de aplicação preposicional deve-se levar em conta o contexto. Justamente foi o que fez a Tradução do Novo Mundo. E todo o peso da evidência mostra que Jeremias 29:10 deve ser traduzido por “em Babilônia”.


Matéria extraída de:



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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Comentários e perguntas dos leitores


Fonte: jw.org

Prezados leitores e seguidores deste site:

Em primeiro lugar, vocês merecem elogios por seu profundo interesse em assuntos espirituais. (Mateus 5:3) Ademais, seu desejo de aprofundar o conhecimento bíblico está em harmonia com a oração do apóstolo cristão Paulo, que declarou: “E isto é o que continuo a pedir em oração: que o seu amor se torne cada vez mais abundante, com conhecimento exato e pleno discernimento; que vocês se certifiquem de quais são as coisas mais importantes, para que sejam sem defeito e não façam outros tropeçar, até o dia de Cristo; e que fiquem cheios de fruto justo, que vem por meio de Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.” – Filipenses 1:9-11.

A iniciativa de produzir e manter este site, semelhante à de outros colaboradores, tem por objetivo promover a verdade bíblica a todos os que o acessarem, bem como partilhar com os evangelizadores argumentos úteis para o seu ministério de evangelização. (2 Timóteo 4:5; 1 Pedro 3:15) Isto, naturalmente, gera comentários e perguntas sinceras por parte dos leitores, muitos dos quais são ávidos pesquisadores das Escrituras com o objetivo de melhor entendê-la.

Assim sendo, este site publica respostas e comentários a muitas e diversas perguntas, feitas pelos leitores, após estas perguntas serem avaliadas com ponderação e oração, o mais breve possível. Portanto, que os leitores se sintam à vontade para fazer suas indagações bem como comentários a respeito de temas bíblicos não considerados ainda neste site e também sobre as matérias já postadas.

Que a bondade imerecida do Senhor Jesus Cristo esteja com o espírito que vocês mostram.” – Filipenses 4:23.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagradapublicada pelas Testemunhas de Jeová.


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domingo, 18 de novembro de 2018

Os cristãos precisam pagar o dízimo?


Fonte: jw.org


Diversas organizações religiosas cobram o dízimo, ou seja, dez por cento do salário de seus adeptos. Os líderes de tais religiões citam como base para essa exigência o texto de Malaquias 3:10, que declara: “‘Trazei todas as décimas partes à casa do depósito para que venha a haver alimento na minha casa; e experimentai-me, por favor, neste respeito’, disse Jeová dos exércitos, ‘se eu não vos abrir as comportas dos céus e realmente despejar sobre vós uma bênção até que não haja mais necessidade’”. Mas, o que a Bíblia como um todo tem a dizer sobre o assunto?
  
Requisito da Lei mosaica

Encontramos duas referências ao dízimo no período pré-mosaico. A primeira delas diz respeito a Abraão ter pago dízimo a Melquisedeque. (Gênesis 14:18-20) Contudo, Abraão deu tal décimo, ou dízimo, voluntariamente a Melquisedeque, e apenas uma vez. Não há menção de que ele tivesse feito isso outra vez. A outra referência encontra-se em Gênesis 28:20-22, que menciona o voto que Jacó fez, de dar a Deus um décimo de tudo o que recebesse da parte de Jeová. O fato de Jacó ter feito um voto prova que naquela época o dízimo não era obrigatório. Ademais, Jacó não repassou tal obrigação que impôs a si mesmo aos seus descendentes. Portanto, antes do advento da Lei mosaica, não havia dízimo obrigatório.

O dízimo tornou-se uma exigência legal no arranjo do pacto da Lei mosaica. Lemos em Hebreus 7:5: “Os homens dos filhos de Levi que recebem o seu cargo sacerdotal têm o mandamento de cobrar dízimos do povo, SEGUNDO A LEI.” Jesus apoiou o dízimo enquanto a Lei mosaica vigorava, assim como também apoiou as demais exigências da Lei. (Lucas 11:42; Mateus 5:23, 24; 8:4) Mas, quando a Lei findou, tendo cumprido seu objetivo, o requisito do dízimo, que fazia parte dessa Lei, também foi abolido. Sobre isso, o apóstolo Paulo afirmou: “Pois, mudando-se o sacerdócio, NECESSARIAMENTE HÁ TAMBÉM MUDANÇA DA LEI.” (Hebreus 7:12) Que dizer então do tão citado texto de Malaquias 3:10?
  
Exame honesto de Malaquias 3:10

 Quando foi escrito o livro de Malaquias, a Lei dada a Israel vigorava. Era, pois, natural que Jeová esperasse que os que compunham o seu povo naquele tempo mostrassem o seu apreço pelas provisões divinas por pagarem prazerosamente o dízimo. Mas observe o objetivo desse requisito: “Para que venha a haver alimento na minha casa.” Visto que os levitas atuavam em seu cargo sacerdotal por tempo integral, Jeová fez esse amoroso arranjo para o sustento deles. (Veja Neemias 10:37) Quando os israelitas deixavam de cumprir com o requisito do dízimo, os que trabalhavam no templo tinham de deixar seu serviço sagrado para se empenhar em trabalho secular para o sustento próprio, resultando no prejuízo da adoração verdadeira. (Neemias 13:10-12) Mas, como disse Paulo, no cristianismo o arranjo do sacerdócio levítico deixou de existir, havendo necessariamente também “mudança da lei” – da Lei mosaica para a “lei do Cristo”. (Hebreus 7:12; Gálatas 6:2) E o que a “lei do Cristo” especifica sobre esse tema?

 No cristianismo não há provisão para o dízimo, ou pagamento obrigatório de qualquer quantia. O princípio a ser seguido no padrão cristão é o de 2 Coríntios 9:7: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” Portanto, não há base bíblica para a cobrança de dízimos ou de quaisquer pagamentos dentro do cristianismo.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradaspublicada pelas Testemunhas de Jeová.


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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Os antepassados justos de Cristo irão para o céu?



Fonte da ilustração: jw.org


“Eu vos digo que muitos virão das regiões orientais e das regiões ocidentais e se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus.” – Mateus 8:11.

  
Alguns religiosos da cristandade se baseiam no texto citado acima para afirmar que todos os bons irão para o céu, inclusive os antepassados de Jesus Cristo.

 Mas, tal afirmação demonstra desconhecimento ou desconsideração dos muitos textos bíblicos que descrevem a esperança de vida eterna na Terra. (Salmo 37:9-11, 22, 29, 34; 46:9, 10; Provérbios 2:21, 22; Isaías 11:6-9; 33:24; 35:4-6; 65:17-25; 66:22, 23; Apocalipse 21:3, 4) Em segundo plano, tal asserção também exibe falta de conhecimento ou de reconhecimento dos procedimentos estabelecidos por Deus para a vida celestial. Ei-los abaixo:

1)  Precisa haver uma CHAMADA e uma ESCOLHA da pessoa por Deus, mediante Seu Filho, Jesus Cristo:

2 Timóteo 1:9, 10: “Ele nos salvou e nos chamou com uma chamada santa, não em razão de nossas obras, mas em razão de seu próprio propósito e benignidade imerecida. Isto nos foi dado em conexão com Cristo Jesus antes dos tempos de longa duração, mas agora se tornou claramente evidente pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus, que aboliu a morte, mas lançou luz sobre a vida e a incorrupção por intermédio das boas novas.”

2)  Envolve Deus JUSTIFICAR, ou DECLARAR JUSTO, o cristão chamado:

Romanos 3:23, 24: “Pois todos pecaram e não atingem a glória de Deus, e é como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela benignidade imerecida dele, por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus.”

3)  PRODUZI-LO (GERÁ-LO) como filho espiritual de Deus:

João 1:12, 13: “A tantos quantos o receberam [a Jesus], a estes deu autoridade para se tornarem filhos de Deus, porque exerciam fé no seu nome; e nasceram, não do sangue, nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

João 3:3, 5: “Em resposta, Jesus disse-lhe: ‘Digo-te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus.’ Jesus respondeu: ‘Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus.’”

Tiago 1:18: “Porque ele [Deus] o quis, ele nos produziu [gerouAlmeida Corrigida Fiel] pela palavra da verdade, para que fôssemos certas primícias das suas criaturas.”

4)  UNGI-LO:

2 Coríntios 1:21, 22: “Mas, quem garante que vós e nós pertencemos a Cristo e quem nos ungiu é Deus. Ele pôs também o seu selo sobre nós e nos deu o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito, em nossos corações.”

Como visto pelos textos acima, todos os procedimentos acima só ocorreram após a vinda de Cristo à Terra. A “chamada” passou a ocorrer “em conexão com Cristo Jesus” e “se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus.” (2 Timóteo 1:10, Imprensa Bíblica Brasileira) A justificação também só se tornou possível após Jesus ter pago o resgate pelos nossos pecados. (Romanos 3:23, 24) Ademais, foi Jesus quem “deu autoridade para [seus discípulos] se tornarem filhos de Deus”. (João 1:12, 13) Por fim, a unção ocorre por intermédio do espírito santo, que foi derramado pela primeira vez no Pentecostes de 33 da Era Cristã, após a morte de Cristo. João 7:39 comenta: “Ele [Jesus] disse isso com respeito ao espírito que os que depositavam sua fé nele estavam para receber; pois, por enquanto ainda não havia espírito [não havia ainda sido derramado], porque Jesus ainda não havia sido glorificado.” A glorificação de Jesus aconteceu após sua ressurreição para a vida celestial, após o que ele “derramou” sobre seus discípulos o prometido espírito santo, gerando-os como filhos espirituais de Deus, com esperança celestial. Foi Jesus quem “inaugurou” o “caminho” para o céu. – Hebreus 10:19, 20; Atos 2:33; João 3:3, 5.

Assim, todos os fiéis que viveram antes de Cristo terão a esperança original dada ao primeiro casal humano: de viver para sempre em felicidade na Terra. (Gênesis 1:27, 28; Salmo 115:16; 37:29) Como disse Paulo em Hebreus 11:39, 40: “Embora todos estes [os antepassados de Cristo] recebessem testemunho por intermédio de sua fé, não obtiveram o cumprimento da promessa, visto que Deus previu algo melhor para nós [os cristãos com esperança celestial], a fim de que eles não fossem aperfeiçoados à parte de nós.”[1] A respeito dos antepassados fiéis do Messias, a Bíblia declara: “Em lugar de teus antepassados virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes em toda a terra.” (Salmo 45:16) Assim, os “antepassados” de Cristo, por serem ressuscitados por ele, tornar-se-ão seus “filhos”, sendo designados por ele como “príncipes” no domínio terrestre do Reino de Deus. Mas, como entender então o texto de Mateus 8:11?

Na Bíblia, às vezes ocorre um uso pictórico, ou ilustrativo, de Abraão, Isaque e Jacó. Eles representam o arranjo do Reino de Deus. Em sentido alegórico, Abraão representa Jeová Deus (Lucas 16:22), Isaque representa Jesus Cristo (Gálatas 3:16), e Jacó (também chamado Israel, Gênesis 32:28) retrata o “Israel de Deus”. – Gálatas 6:16.


Notas:
[1] Para uma explicação de Hebreus 11:39, 40, veja o artigo “Vida eterna no céu e na Terra – as bases bíblicas (Parte 2), ponto 11, neste site


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