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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Conversa com um trinitário sobre Jesus Ser o Criador e sobre a divindade de Cristo – Parte 2


Fonte: jw.org 

Trinitarista:

Caro Apologista da Verdade:

Relendo de novo seu comentário, notei que você entendeu errado meu comentário. Pois eu não disse que Jesus é Deus por ter imagem e semelhança de Deus, e sim disse que nós fomos feitos à imagem de Deus. E se somos feitos à imagem de Deus, não podemos ter sido criados com a imagem de uma criatura. Pois você entende que Jesus é criatura e não Criador. Então fica o silogismo:

Temos imagem e semelhança de Deus;
Jesus nos criou;
Logo, Jesus é Deus.

Resposta:

Prezado Carlos:

Creio que foi você que não entendeu minha resposta. Visto que Jesus Cristo, como o Lógos, foi criado à imagem de Deus (2 Coríntios 4:4; Colossenses 1:15), e os humanos foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1:27), os humanos também correspondem à imagem do Lógos, visto que ambos foram feitos à imagem de Deus.

O proposto silogismo contém uma premissa não bíblica, pois Jesus não criou algo, no sentido bíblico da palavra, conforme explicado no artigo acima.

A obra “Estudo Perspicaz das Escrituras” (volume 1, p. 47, verbete “Adão”) trouxe a seguinte matéria:

Em que sentido foi Adão feito à semelhança de Deus?

Feito à semelhança de seu Grandioso Criador, Adão possuía os atributos divinos de amor, sabedoria, justiça e poder; por isso, tinha um senso moral que envolvia uma consciência, algo inteiramente novo na esfera da vida terrestre. À imagem de Deus, Adão deveria ser um administrador global e ter em sujeição as criaturas marinhas e terrestres, e as aves do ar.
Não era necessário que Adão fosse uma criatura espiritual, no todo ou em parte, para possuir qualidades semelhantes às de Deus. 


Trinitarista:

Caro Apologista da Verdade:

Você inicia assim seu comentário: “Os unitários acreditam na divindade de Cristo. Apenas reconhecem que Jesus não é coigual a seu Deus e Pai em poder, autoridade e eternidade.”

COMO ASSIM?!!! ... Você tem dois Deuses?!! ... A Bíblia diz que há um só Deus! Deus também diz que, antes e depois dele, nenhum deus se formou! (Isaías 43:10) E como você diz que Jesus é um deus, se a Bíblia faz esta afirmativa de não ter formado nenhum deus nem antes e nem depois do Senhor? E também veja que deus está com “d” minúsculo, significando um deus falso, um deus imaginário dos homens!

Só me diga uma coisa: Você crê que Jesus é o Deus verdadeiro? Se a resposta for sim, você crê em dois Deuses verdadeiros. Se a resposta for não, biblicamente, segundo você, Jesus é um deus falso!! Quando você escreve algo dizendo sobre a divindade de Jesus, você usa o “D” maiúsculo ou um “d” minúsculo? Se for minúsculo, você está dizendo que Jesus é um deus falso. E como nossa redenção pode estar em um deus falso?

Chamar o Pai de Deus mesmo depois de ressuscitado não diminui a deidade de Cristo, pois o Pai chama o Filho (Jesus) de Deus, em Hebreus 1:8.

Quanto ao título “Uma verdadeira regra bíblica” para refutar o que escrevi, não tem nada a ver. Me perdoe dizer isso. ... Eu nunca disse, e nem os trinitaristas, que Jesus e o Pai são as mesmas pessoas. Nós cremos em um só Deus EM TRÊS PESSOAS DISTINTAS. A relação que você fez com Abraão e o diabo em João 8:44 e 8:56, você tirou do contexto as palavras de Jesus. Pois, em João 8:44, Ele está dizendo, metaforicamente, que o diabo era pai deles, porque mentiam; e não porque era pai literal deles. Em João 8:56, Ele diz que Abraão era pai deles para mostrar, de uma forma geral, que ele era pai dos hebreus.

Resposta:

Prezado Carlos:

A Bíblia mostra que há um só Deus a quem devemos adorar, que é o Pai. Veja isso nos textos abaixo:

“Jesus lhe disse então: ‘Vá embora, Satanás! Pois está escrito: “Adore a Jeová, seu Deus, e preste serviço sagrado apenas a ele.”’” – Mateus 4:10.

“Contudo, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade. Pois, realmente, o Pai está procurando a esses para o adorarem. Deus é espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” – João 4:23, 24.

Porém, a Bíblia aplica o termo “Deus” (Elohim) aos anjos no Salmo 8:5, conforme explica Hebreus 2:7, por serem “filhos de Deus” (Jó 1:6; 2:1; 38:7; Salmo 89:5, 6.) Embora os judeus reconhecessem isso, eles eram monoteístas, pois adoravam somente a Jeová. 

Assim, Jesus pode ter o título de “Deus Poderoso” (Isaías 9:6) e ser “um deus” (João 1:1) por ser Filho de Deus e ter natureza divina, assim como o filho de um homem é também chamado de homem por ter natureza humana.

Porém, a divindade de Jesus não implica em coigualdade, do mesmo modo como a humanidade de um homem não implica em coigualdade com o pai dele, pois o filho humano veio a existir depois, e tem menos experiência e autoridade que o seu pai humano. O mesmo se dá com o Filho de Deus em relação a seu Deus e Pai, Jeová. Jesus não é um deus falso, pois não se rivaliza com seu Deus e Pai Jeová na questão da adoração. Nem os anjos são deuses falsos, pois também não se rivalizam na questão da adoração. 

Com relação a Hebreus 1:8, veja os artigos abaixo:



Mesmo que, em Hebreus 1:8, o Pai chamasse o Filho de Deus, isso não implicaria em coigualdade, pois o termo “Deus” também é referido na Bíblia aos anjos. Contudo, o Filho no céu chama seu Pai de “MEU Deus”. (Apocalipse 3:2, 12) Isso torna claro que o Pai é Deus do Filho. Óbvio que não são coiguais.

Parece que você realmente não entendeu o artigo “Duas regras – uma falsa e uma verdadeira”, pois ele não foi citado para refutar sua explicação de 1 Coríntios 8:6, e sim para confirmá-la.

Você também não entendeu os exemplos de João 8:44, 56 no referido artigo acima. O artigo não afirmou que o Diabo era o pai literal daqueles contemporâneos de Jesus. Apenas mostrou que os termos bíblicos (a exemplo do termo “pai”) devem ser analisados dentro do devido contexto. Contrário ao que você afirmou, tal artigo não tirou nada do contexto. O próprio artigo explicou que “o Diabo era o pai deles porque eles o imitavam, ao passo que Abraão era seu pai por serem descendentes dele”.

Os unitários reconhecem que os trinitários não afirmam que Pai, Filho e espírito santo são a mesma pessoa.

Veja os artigos:




A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Conversa com um trinitário sobre Jesus Ser o Criador e sobre a divindade de Cristo – Parte 1


Fonte: jw.org

Segue abaixo uma conversa entre o autor deste site e um trinitarista, de nome Carlos, referente ao artigo “Diferença entre ‘criar’ e ‘fazer’”. (Queira ler o artigo.)

Trinitarista:

O cerne da discussão não está nos verbos ba·ráʼ e ʽa·sáh, e sim na palavra “FAÇAMOS” de Gênesis 1:26. Se é “façamos”, é plural. E vemos Jesus atuando na criação do homem; portanto, um com Deus. O verso diz que fomos criados à imagem de Deus. E se fomos criados desta forma, Jesus é Deus. E vemos isso nas palavras “NOSSA SEMELHANÇA”. Ou será que temos imagem de uma criatura e não de Deus? ACHO QUE NÃO, NÉ!!!!

Resposta:

Como mostrou o artigo citado acima, em hebraico “fazer” (ʽa·sáh) é diferente de “criar” (ba·ráʼ). Portanto, o ato de criação é atribuído somente a Jeová. A participação do Filho na criação não significa que o Filho tenha criado algo, no sentido bíblico da palavra. 

O próprio Jesus Cristo reconheceu que somente seu Pai é o Criador. Jesus se referiu a seu Deus e Pai como sendo “aquele [singular] que os criou [não diz: “criaram”] no princípio”– Mateus 19:4.

Ter o Filho a imagem e a semelhança de Deus não o faz ser o próprio Deus Criador e Todo-Poderoso, assim como o ser humano ter sido feito à imagem e semelhança de ambos não o torna igual ao Deus Criador nem ao Seu Filho Jesus Cristo na questão de poder e autoridade.

Trinitarista:

Prezado Apologista da Verdade:

Jesus reconheceu o Pai como Deus em várias situações, isso na condição de servo; pois era 100 por cento homem e Ele mesmo disse que veio para servir. Isso vemos em Filipenses 2:1-7. Deus preza hierarquias. Mas, mesmo assim, isso não diminui Cristo; pois quantitativamente, neste período, o Pai era maior que Cristo, mas não qualitativamente. Em uma empresa, o patrão distribui cargos para que ela vá bem. Sendo assim, um chefe é quantitativamente maior que o operário, mas não qualitativamente.

Em 1 Coríntios 8:4-6 vemos claramente isso, pois diz: “Há um só Deus, O PAI!” Isso exclui Cristo da divindade? CLARO QUE NÃO!! Pois, senão também teríamos que excluir o Pai do Senhorio, porque na mesma passagem diz que há “um só Senhor”, CRISTO!!! Isso exclui o Pai do Senhorio? CLARO QUE NÃO!!

Resposta:

Prezado Carlos:

Os unitários acreditam na divindade de Cristo. Apenas reconhecem que Jesus não é coigual a seu Deus e Pai em poder, autoridade e eternidade.

Jesus chamou seu Pai de “meu Deus” também após ter sido ressuscitado e ter ido para o céu, não apenas quando era homem na Terra. (Apocalipse 3:2, 12) Assim, mesmo no céu, o Filho tem um Deus sobre ele – que é o seu Pai. Por outro lado, o Pai não tem nenhum Deus sobre si mesmo.

Quanto a 1 Coríntios 8:6, veja o artigo “Duas regras – uma falsa e uma verdadeira”, no subtítulo “Uma verdadeira regra bíblica”.


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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Quanto tempo durou a escravidão dos israelitas no Egito?


Fonte: jw.org


Um leitor trouxe a este site o seguinte assunto:

Apologista, gostaria que me ajudasse em relação a uma dúvida que surgiu para mim no meu estudo pessoal. É sobre o tempo que se passou entre a morte de Abraão e o dia em que Jeová falou com Moises no espinheiro. No livro “Vem ser meu seguidor”, no tópico “Está escrito”, na página 106, parágrafo 21, lemos que Jeová teria falado com Moises por volta de 1514 AC e que teriam se passado 329 desde a morte de Abraão, 224 da morte de Isaque e 197 da morte de Jacó.

Minha dúvida é: Quando Jeová falou com Moisés haviam-se passado mais de 400 anos do exílio no Egito. Considerando que os israelitas teriam ficado 430 anos no Egito, como entender essa cronologia? Como conciliar esses 430 anos de exílio com 329 anos entre a morte de Abraão e o sinal no espinheiro? Por favor, me ajude. Obrigado desde já.


Resposta:

A versão Almeida Corrigida Fiel traduz assim Êxodo 12:40: “O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.” Da mesma forma vertem ARA, ARC, ARIB, NVI, SBB, TB, AM, NAA, NTLH, AKJV, ASV, BBE, EJ 2000, JPS, MKJV, NHEB, NIV, NSB, RSV, Ro, UBV, WEB, LSE, RV, RSV.

OL é mais enfática ainda em relacionar o período de 430 anos com a permanência dos israelitas no Egito, vertendo assim: “Os filhos de Jacob estiveram assim 430 anos completos no Egipto; e foi no último dia desses 430 anos que todo o povo de Jeová deixou aquela terra.”

Porém, uma análise da cronologia bíblica mostra que os israelitas não permaneceram 430 anos no Egito. Veja os textos bíblicos abaixo:

25 anos – desde a saída de Abraão da Mesopotâmia até o nascimento de Isaque:

“Então Abrão foi, assim como Jeová lhe havia mandado, e Ló foi com ele. Abrão tinha 75 anos de idade quando saiu de Harã.” – Gênesis 12:4.

“Abraão tinha 100 anos de idade quando se tornou pai de Isaque, seu filho.” – Gênesis 21:5.

Mais 60 anos – até o nascimento de Jacó:

“Depois saiu seu irmão [Jacó], e a mão dele segurava o calcanhar de Esaú, de modo que recebeu o nome de Jacó. Isaque tinha 60 anos de idade quando ela os deu à luz.” – Gênesis 25:26.

Mais 130 anos – até a entrada de Jacó com sua família no Egito:

“Jacó respondeu a Faraó: ‘Os anos das minhas peregrinações são 130. Têm sido poucos e aflitivos os anos da minha vida; não são tantos como os anos de vida dos meus antepassados, de suas peregrinações.’” – Gênesis 47:9.

Somando os três períodos (25 + 60 + 130), temos o resultado de 215 anos. Deduzindo este período dos 430 anos mencionados em Êxodo 12:40, percebemos que os israelitas permaneceram 215 anos no Egito: 430 – 215 = 215.

Como boas traduções traduzem Êxodo 12:40 de modo a harmonizá-lo com a cronologia bíblica

A Tradução do Novo Mundo verte assim tal passagem: “O tempo de morada dos israelitas, que moraram no Egito, foi de 430 anos.” Observe que a expressão entre vírgulas “que moraram no Egito” não está vinculada ao tempo de 430 anos, podendo, inclusive, ser parentética. Sobre essa forma de traduzir, temos a seguinte explicação da obra Estudo Perspicaz das Escrituras (volume 1, p. 615, verbete “Cronologia”):

Ao passo que a maioria das traduções verte o  versículo 40 de modo a fazer que os 430 anos se apliquem inteiramente à morada no Egito, o original hebraico admite a tradução acima. Também, em Gálatas 3:16, 17, Paulo associa este período de 430 anos com o tempo entre a validação do pacto abraâmico e a celebração do pacto da Lei. Evidentemente, quando Abraão atuou segundo a promessa de Deus, cruzando o Eufrates em 1943 AEC, em caminho para Canaã, e realmente entrou nesta “terra” à qual Deus o dirigiu, foi validado o pacto abraâmico. (Gên 12:1; 15:18-21) Exatamente 430 anos depois deste evento, seus descendentes foram libertos do Egito, em 1513 AEC, e naquele mesmo ano se fez com eles o pacto da Lei. Evidência de que, desde tempos primitivos, se entendeu que o período mencionado em Êxodo 12:40, 41, começou a contar desde o tempo em que os antepassados da nação passaram a ir para Canaã é indicada pela versão da Septuaginta grega: “Mas a morada dos filhos de Israel, que moraram na terra do Egito e na terra de Canaã, [foi] de quatrocentos e trinta anos de duração.” (Negrito acrescentado.)[1]



A Septuaginta assim verte:

δ κατοκησις τν υἱῶν Ισραηλ,
A, pois, morada dos filhos de Israel,

ν κατκησαν ν γ Αγπτ κα ν γ Χανααν,
os quais moraram no Egito e na terra de Canaã,

τη τετρακσια τρικοντα
quatrocentos e trinta anos


Diversas outras traduções também vertem de modo a desvincular o período da habitação dos israelitas no Egito do período de 430 anos. Observe isso nos exemplos abaixo:

“Ora, o tempo que os filhos de Israel habitavam na terra do Egito e na terra de Canaã (LXX) foi de quatrocentos e trinta anos.” – ACV.

 “E a residência dos filhos de Israel, que residiram no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos.” – Darby.

“E a morada dos filhos de Israel, que fizeram no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos.” – DR.

“Pois a morada dos filhos de Israel, que moravam no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos.” – JWB.

“Assim, a morada dos filhos de Israel, enquanto moravam no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos.” – GB.

“Ora, a peregrinação dos filhos de Israel, que moravam no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos.” – KJ 2000; também KJ; RWV, UKJV, We.

“Ora, o tempo da residência dos filhos de Israel, os quais habitavam no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos.” – LOT.

O livro citado pelo referido leitor – “Venha Ser Meu Seguidor” (2007, p. 106, par. 21) declara:

Moisés ouviu essas palavras de Jeová perto de um espinheiro em chamas por volta de 1514 AEC. (Êxodo 3:2, 6) Naquela época, já fazia 329 anos que Abraão tinha morrido; Isaque tinha morrido havia 224 anos, e Jacó, havia 197 anos.

Fonte: jw.org 

No ano seguinte ao da designação divina de Moisés, em 1513 AEC (antes da Era Comum), ocorreu a saída dos israelitas do Egito, no primeiro mês do ano, o mês de abibe (posteriormente também chamado de nisã). Lemos em Êxodo 12:2, 4: “Este mês será o começo dos meses; será o primeiro mês do ano para vocês. Vocês estão saindo hoje, no mês de abibe.” Em 1513 AEC fazia 330 anos que Abraão havia morrido. Abraão morreu com 175 anos. (Gênesis 25:7) 100 anos antes, quando Abraão estava com 75 anos, em 1943 AEC, ele entrou na terra de Canaã. (Gênesis 12:4) Assim, o período desde que Abraão entrou na Terra da Promessa até a saída dos israelitas do Egito foi de 430 anos.


Nota:


Explicação das siglas usadas:

ACV: A Conservative Version.
AKJV: American King James Version.
ARA: Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
ARIB: Almeida Revisada Imprensa Bíblica.
ASV: American Standard Version.
AM: Ave Maria (tradução católica).
BBE: Bible in Basic English.
Darby: The ‘Holy Scriptures’ (Edição de 1949), de John Nelson Darby.
DR: tradução da Bíblia da Vulgata latina para o Inglês feita por membros do Colégio católico Inglês Douay. O Novo Testamento parte foi publicada em Reims, França, em 1582.
EJ 2000: English Jubilee 2000 Bible.
GB: Genebra Bible.
JPS: Jewish Publication Society AT.
JWB: John Wycliffe Bible.
KJ: King James Version.
KJ 2000: King James Version 2000.
LOT: Leeser Old Testament.
LSE: Las Sagradas Escrituras.
MKJV: Modern King James Version 1963.
NAA: Nova Almeida Atualizada.
NHEB: New Heart English Bible.
NIV: New International Version.
NSB: New Simplified Bible.
NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
NVI: Nova Versão Internacional.
Ro: Rotherham Version.
RSV: Revised Standard Version.
RV: Versão em espanhol Reina-Valera, de Casiodoro de Reina e de Cipriano de Valera. 1989.
RWV: Revised 1833 Webster Version.
SBB: Bíblia da Sociedade Bíblica Britânica.
TB: Tradução Brasileira.
UBV: Updated Bible Version.
UKJV: Updated King James Version.
We: Webster.
WEB: World English Bible.


Referências:

Bíblia Online. Disponível em: < https://www.bibliaonline.com.br/>.


Sociedade Bíblica do Brasil. Pesquisa da Bíblia. Disponível em: <http://www.sbb.org.br/conteudo-interativo/pesquisa-da-biblia/>.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Por que a Tradução do Novo Mundo revisada coloca “Reino” com inicial maiúscula em Mateus 6:33?



Referente ao artigo “Destaques da Tradução do Novo Mundo revisada (Parte 1)”, um leitor perguntou o seguinte:

Me surgiu uma dúvida nessa revisão: por que a palavra “reino” é traduzida em letra maiúscula ao passo que na versão anterior não era? Exemplos: Mateus 6:33 e João 18:36.

Resposta:

Vejamos os textos citados pelo referido leitor na Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada (revisão de 2015):

“Persistam, então, em buscar primeiro o Reino e a justiça de Deus, e todas essas outras coisas lhes serão acrescentadas.” – Mateus 6:33.

“Jesus respondeu: ‘Meu Reino não faz parte deste mundo. Se meu Reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é daqui.’”



Na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas o substantivo “reino” nesses textos ocorre com inicial minúscula.



A mesma diferença é observada na expressão “o Reino de Deus”. (Veja Mateus 12:28; 19:24; 21:31, 43; 1 Coríntios 15:50.)

Com respeito ao uso da letra maiúscula, temos a explicação da Professora de português, revisora e lexicógrafa Flávia Neves:

É também utilizada para realçar determinadas palavras nos textos, como os substantivos próprios, ou seja, palavras que nomeiam seres individuais e específicos, particularizando-os dentro da sua espécie e distinguindo-os dos restantes.[1]

Assim, a palavra “Reino” (com inicial maiúscula) é realçada como referindo-se a um governo específico, distinguindo-se do uso genérico do termo.

O mesmo motivo parece ter sido o uso de inicial maiúscula para o substantivo “Sepultura” como tradução de “Seol” e de “Hades”. Veja a explicação disso dada pela própria Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, em seu “Glossário de Termos Bíblicos”:

Hades. Palavra grega correspondente à palavra hebraica “Seol”. É traduzida “Sepultura” (com inicial maiúscula) para mostrar que se trata da sepultura comum da humanidade. — Veja SEPULTURA. (Páginas 1764-1765; negrito acrescentado.)

Sepultura. Quando a palavra é grafada em letras minúsculas, refere-se ao espaço físico onde alguém é sepultado. Quando se usa inicial maiúscula, refere-se à sepultura comum da humanidade. Os termos correspondentes são “Seol”, em hebraico, e “Hades”, em grego. É descrita na Bíblia como um lugar ou condição simbólicos em que não há nenhuma atividade nem consciência. — Gên 47:30; Ec 9:10; At 2:31. (Página 1777; negrito acrescentado.)

Seol. Palavra hebraica correspondente à palavra grega “Hades”. É traduzida “Sepultura” (com inicial maiúscula), para mostrar que se trata da sepultura comum da humanidade e não de um túmulo individual. — Gên 37:35 n.; Sal 16:10 n.; At 2:31 n. (Página 1777; negrito acrescentado.)

O mesmo critério foi adotado pela Comissão Revisora da Tradução do Novo Mundo (edição de 2015) com referência à palavra “Lei”. Lemos no “Glossário de Termos Bíblicos” a seguinte explicação:

Lei. Quando está com inicial maiúscula, essa palavra se refere à Lei mosaica ou aos primeiros cinco livros da Bíblia. Quando está em letras minúsculas, pode se referir a uma lei específica da Lei mosaica ou a um princípio da lei. — Núm 15:16; De 4:8; Mt 7:12; Gál 3:24. (P. 1767)

Mas, que dizer da expressão “o Reino de Deus”, a qual já faz referência ao reino específico ao qual se está fazendo alusão? Pelo que parece, o motivo foi estabelecer tal expressão como sendo um título. Este uso de inicial maiúscula foi explicado no artigo “Por que Jesus é ‘deus’ (em João1:1) e ‘Deus’ (em Isaías 9:6)?”.

Contudo, o leitor poderá escrever à própria Comissão de Revisão para obter com certeza os motivos para o uso de inicial maiúscula em casos não exigidos pela gramática.



Nota: [1] NEVES, Flávia. NORMA CULTA. Língua Portuguesa em bom Português. Maiúscula. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/maiuscula/>.


Referências:

NEVES, Flávia. NORMA CULTA. Língua Portuguesa em bom Português. Maiúscula. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/maiuscula/>.

Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada. Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Rodovia SP-141, km 43. Cesário Lange, SP. 18285-901. BRASIL. Disponível em: <https://www.jw.org/pt/testemunhas-de-jeova/contato/brasil/>. 

Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada. Jehovah’s Witnesses. 900 Red Mills Road. WALLKILL NY 12589-3223. UNITED STATESDisponível em: <https://www.jw.org/en/jehovahs-witnesses/contact/united-states/>.



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