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domingo, 17 de janeiro de 2021

Mateus 5:17-19 afirma que a Lei deixaria de vigorar?

Fonte: jw.org


A respeito do artigo “Télos em Romanos 10:4 – ‘fim’ ou ‘finalidade’?”, um leitor escreveu:

Mateus 5:17 ao 19 diz claramente sobre isso. O céu e a terra já passaram? Não? Então a lei não passou. Em Romanos 7:12 Paulo enaltece a lei; por que ele falaria mal em Romanos 10:4?

Se alguma palavra de Paulo contraria o que Jesus disse, só há duas explicações: ou Paulo estava contrariando Jesus ou você não sabe interpretar Paulo. Pedro mesmo já dizia que os escritos de Paulo são de difícil entendimento.

Jesus, Paulo, Pedro e todos os discípulos eram judeus, a Bíblia foi escrita exclusivamente por judeus e um prosélito.

Jeremias 31:31 diz claramente que a nova aliança Deus colocaria a lei dEle no nosso coração, não uma nova lei, mas a lei dEle, a lei já existente.

“A salvação vem dos judeus”, Jesus deixou bem claro isso... Quem contraria Mateus 5:17 ao 19 deve repensar seus conceitos.

Resposta:

Mateus 5:17-19 não diz respeito à Lei simplesmente passar, mas sim sobre ela passar SEM CUMPRIMENTO. Lemos em Mateus 5:18: “Nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Almeida Revista e Atualizada) Ou seja, uma vez que a Lei fosse ‘cumprida’ (completada, terminada), ela ‘passaria’ (deixaria de vigorar).

Como explicou o artigo “Mateus 5:17 indica que a Lei dada à Israel continuaria no cristianismo?”, “a palavra grega usada aqui para “cumprir” (pleróo) tem o sentido de ‘completar’, ‘terminar’ (algo iniciado), ‘levar ao fim’”. Esse cumprimento foi realizado por Jesus Cristo. Uma vez cumprida em todos os aspectos, a Lei passou – deixou de vigorar.

Paulo não falou mal da Lei em Romanos 10:4, quando afirmou: “Porque Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa alcançar a justiça.” Ele apenas salientou que a Lei cumpriu sua finalidade e, em consequência disso, ela deixou de vigorar. De fato, em parte alguma ele ou qualquer outro escritor cristão falou mal da Lei. Como reconheceu Paulo em Romanos 7:12: “Assim, a Lei em si mesma é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” Mas, ele falou isso num contexto no qual ele mostrou que a Lei, apesar de santa, deixou de vigorar para os cristãos. Paulo afirmou: “Mas agora fomos libertados da Lei.” – Romanos 7:6.

Assim, nem Paulo nem os demais escritores cristãos do “Novo Testamento” contrariaram Jesus. O problema está na interpretação do referido leitor das palavras de Jesus em Mateus 5:17-19.

Quanto a Jeremias, capítulo 31, o citado leitor deixou de observar que o “novo pacto” feito com os cristãos não é “como o pacto” que Deus fez com os israelitas quando os tirou do Egito. (Jeremias 31:32) E o escritor de Hebreus, ao fazer citação de Jeremias 31:31-34, explicou: “Ao dizer ‘um novo pacto’, ele tornou ultrapassado o anterior.” (Hebreus 8:7-13) Além disso, o escritor de Hebreus também declarou: “Pois, mudando-se o sacerdócio, torna-se necessário mudar também a Lei.” (Hebreus 7:12) O sacerdócio levítico deixou de vigorar. Do mesmo modo, a Lei dada a Israel com seus dez mandamentos também deixaram de vigorar. Assim, as “leis” que Jeová colocou no coração dos cristãos são as leis cristãos, mencionadas coletivamente como “a lei do Cristo”. – Gálatas 6:2.

Para mais informações a respeito, veja a série de artigos Os ‘Dez Mandamentos’ com seu sábado semanal devem ser guardados pelos cristãos?” clicando nos textos linkados abaixo:

Parte 2  


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 10 de janeiro de 2021

O fato de Jesus perdoar pecados prova que ele é o Deus Todo-Poderoso?


Fonte: jw.org

Contribuído.

Certo evangélico disse que Jesus perdoou pecados, e que só Deus pode perdoar pecados, inferindo disso que Jesus é o Deus Todo-Poderoso.

Mas, quem disse que só Deus pode perdoar pecados? Veja a resposta em Marcos 2:6-7, que declara: “Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?” – Almeida Revista e Atualizada.

Segundo o texto acima, foram os escribas. Note o que Jesus respondeu: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados...” (Marcos 2:10, ARA) Jesus disse que tem autoridade. Quem lhe deu tal autoridade? Deus.

Agora veremos outros textos que elucidam melhor quem pode perdoar pecados.

“Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.” (João 20:23, ARA) Com quem Jesus falava? Com seus discípulos. Então, este texto mostra que eles também tinham autoridade para perdoar pecados.

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16, ARA) O contexto acima mostra que os que tomam a dianteira têm autoridade, com base nos princípios bíblicos, para perdoar os pecados dos que pecam contra a congregação.

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.” (Lucas 17:3, ARA) Quem mais pode perdoar pecados? Nós. Este texto acima mostra que podemos perdoar os pecados que um irmão cometeu contra nós.

Comparando as passagens, vemos que o fato de Jesus perdoar pecados não o tornava Deus, porque o próprio contexto mostra que ele ‘tinha sobre a terra autoridade para perdoar pecados’. (Marcos 2:10) Assim, Jesus não usaria um critério independente e pessoal, mas estaria de acordo com a autoridade do Pai. Da mesma forma, os pecados perdoados pelos apóstolos não seriam por opinião pessoal; mas, por serem homens espirituais, avaliaram a situação à luz das Escrituras, e a decisão tomada por eles estaria em harmonia com a vontade de Deus. Sendo assim, eles, como Jesus, seriam apenas representantes de Deus. Da mesma forma hoje os anciãos seguem tal proceder. Portanto a argumentação do referido evangélico é antibíblica.



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domingo, 3 de janeiro de 2021

1 Coríntios 7:36-38 – “virgem” ou “virgindade”?



Lemos em 1 Coríntios 7:36-38: “Mas, se alguém pensa que se está comportando de modo impróprio para com a sua virgindade, se esta estiver além da flor da juventude, e este é o modo em que deve ocorrer, faça ele o que quiser; ele não peca. Casem-se. Mas, se alguém estiver resolvido no seu coração, não tendo necessidade, mas tiver autoridade sobre a sua própria vontade e tiver feito esta decisão no seu próprio coração, de manter a sua própria virgindade, ele fará bem. Consequentemente, também faz bem aquele que der a sua virgindade em casamento, mas, aquele que não a der em casamento fará melhor.” As traduções em geral vertem por “virgem”, “filha virgem” ou “noiva”. Sobre tais formas de traduzir, o artigo “παρθένος (‘Parthénos’) em 1 Coríntios 7:36-38 – ‘virgem’ ou ‘virgindade’?” http://www.oapologistadaverdade.org/2015/05/parthenos-em-1-corintios-736-38-virgem.html mencionou que “a vasta maioria das traduções usadas pela cristandade – tanto por católicos quanto por evangélicos – traduz de modo incoerente essa passagem, dando a ideia de que a Bíblia promove o incesto, ou o machismo”. O supracitado artigo demonstrou que o termo grego parthénos pode ser corretamente traduzido por “virgindade”.

A respeito desse artigo, um leitor se expressou como segue:

Deixa eu ver se entendi; então, o que é parthenía? Outros leitores também podem não ter pego.

Resposta:

Pathenía (grego παρθενία) significa “virgindade”. O artigo mostrou que parthénos (literalmente “virgem”) também tem a conotação de “virgindade”, ou seja, estado ou condição de virgem, em 1 Coríntios 7:36-38.

Após isso, o referido leitor perguntou:

Em que o “s” em parthenías diferencia esse termo de parthenía? O artigo deixou no ar que esses termos são complexos e com variedade de aplicações.

Resposta:

Parthenías (com o sigma no final) é o mesmo substantivo feminino parthenía no singular no caso genitivo.

Não entramos no campo de definições e detalhes, visto que este artigo foi escrito para defender a Tradução do Novo Mundo. Por outro lado, o artigo não é uma avaliação básica, mas uma referência mais detalhada e aprofundada sobre o tema. Uma resposta a alguns em seu questionamento.

Críticas e pontos de vista divergentes são algo natural, e aceitamos postar em algumas ocasiões. Contudo, quando a pessoa escreve com o intento de zombar, a coisa é bem diferente. Certo crítico afirmou, com base em alguns respeitados léxicos (Bauer e Liddel e Scott), que parthénos “não significa virgindade”. Ele cita as seguintes fontes seculares:

BAUER:

παρθενία, ας, (παρθένος; Sappho, Pind., Trag. +) estado de ser virgem, virgindade (Callim., Hino 3, 6 de Artemis: παρθενίη αώνιος; Aristocritus [III bc]: 493 Fgm. 5 Jac. de Hestia; Diod S 5, 3, 4) π. Mαρίας IEph 19:1. Do tempo da virgindade (w. foco no tempo de entrada no status de casado).

LIDDELL-SCOTT:

παρθένος, Lacon. παρσένος Ar.Lys.1263 (lyr.), , donzela, menina, Il.22.127, etc.; α θλιαι π. myμαί minhas meninas infelizes, S.OT1462, cf. Ar.Eq.1302; também γυν παρθένος Hes.Th.514; π. κόρα, da Sphinx, dub. em E.Ph.1730 (lyr.); θυγάτηρ π. X.Cyr.4.6.9; de Persephone, E.Hel.1342 (lyr.), cf. S.Fr.804; virgem, opp. γυνή, Id.Tr.148, Theoc.27.65.

Após tais fontes, decidimos observar o assunto com mais atenção e percebemos algum ponto que foi despercebido referente à gama de significação de PARTHÉNOS e até mesmo de PARTHENÍA.

Para se inteirar do assunto, leia os cinco artigos da série abaixo:

 

Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 1



Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 2



Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 3



Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 4



Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 5 (Final)



Referências:

Parthenía. The KJV New Testament Greek Lexicon. Disponível em: <https://www.biblestudytools.com/lexicons/greek/kjv/parthenia.html>.

______. The NAS New Testament Greek Lexicon. Disponível em: <https://www.biblestudytools.com/lexicons/greek/nas/parthenia.html>.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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