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domingo, 27 de junho de 2021

O Salmos 102:25-27 prova que a Terra será destruída?

Fonte: jw.org

Um leitor escreveu: 

Olá, Apologista! Gostaria de entender melhor o texto de Salmos 102:25-27, também citado em Hebreus 1:10-12, e Isaias 51:6. Os textos citam céus e terra físicos, literais? Gostaria de ter um melhor entendimento porque esses textos foram usados por um evangélico para me provar que haverá a criação física de “Novos Céus” e uma “Nova Terra”. Abraços.

 

Resposta: 

Vejamos os dois primeiros textos citados acima pelo leitor:

“Há muito tempo lançaste os alicerces da terra, e os céus são obra das tuas mãos. Eles deixarão de existir, mas tu permanecerás; eles se gastarão como uma roupa. Tu os substituirás como se fossem uma vestimenta, e eles passarão. Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.” – Salmo 102:25-27.

“E: ‘Ó Senhor, no princípio lançaste os alicerces da terra, e os céus são obras das tuas mãos. Eles deixarão de existir, mas tu permanecerás; eles se gastarão como uma roupa, e tu os enrolarás assim como a um manto, como a uma roupa, e eles serão trocados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca chegarão ao fim.’” – Hebreus 1:10-12.

A Bíblia não se contradiz

Diversos textos bíblicos tornam bem claro que o planeta Terra existirá para sempre, e que se tornará a morada das pessoas justas:

“Ele fez o seu santuário tão duradouro como os céus; como a terra, que ele estabeleceu para sempre.” – Salmo 78:69.

“Assentaste a terra sobre suas bases, inabalável para sempre e eternamente.” Salmo 104:5, Bíblia Pastoral.

“Jeová tornou-se Rei! Está vestido de majestade. Jeová está vestido de força; Ele a usa como um cinto. A terra está firmemente estabelecida; não pode ser abalada.” – Salmo 93:1.

“Uma geração vai e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre.” – Eclesiastes 1:4.

“Pois os maus serão eliminados, mas os que esperam em Jeová possuirão a terra. Apenas mais um pouco, e os maus deixarão de existir; você olhará para onde estavam, E eles não estarão lá. Mas os mansos possuirão a terra e terão grande alegria na abundância de paz.” – Salmo 37:9-11.

“Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” – Mateus 5:5.

“Os justos nunca serão derrubados, mas os maus não morarão mais na terra.” – Provérbios 10:30.

Portanto, a Bíblia é clara em mostrar que o planeta Terra existirá para sempre, e que será habitado por humanos obedientes a Deus. Assim, quaisquer textos que aparentem dizer o contrário precisam ser entendidos como sendo simbólicos, e não literais. Diante disso, perguntamos:

Qual é o sentido do Salmo 102:25-27?

Na Bíblia, existe o recurso literário da hipérbole, do exagero, para destacar um ponto que se quer provar. Assim, algo eterno pode ser mencionado como não sendo eterno, ou como passível de destruição, ou até como algo que será destruído – tudo isso para contrastar com algo mais importante. Vejamos um exemplo bíblico. Gênesis 49:26 descreve as montanhas e os montes como sendo eternos. Observe este texto na íntegra:

“As bênçãos de seu pai serão superiores às bênçãos das montanhas eternas, às coisas desejáveis dos montes duradouros [“colinas eternas”, King James]. Elas continuarão sobre a cabeça de José, no alto da cabeça do escolhido dentre os seus irmãos.” – Gênesis 49:26.

Agora, observe como o texto poético de Isaías 54:10 parece contradizer o texto de Gênesis 49:26. Lemos em Isaías 54:10: “‘Pois os montes podem ser removidos, e as colinas podem ser abaladas, mas o meu amor leal não será removido de você, nem o meu pacto de paz será abalado’, diz Jeová, aquele que tem misericórdia de você.”

Na realidade, não há nenhuma contradição nestes textos. Em Isaías 54:10, Jeová compara poeticamente Sião, ou Jerusalém, como sendo sua simbólica esposa, e assegura a ela seu amor inquebrantável. Comparado com este amor, até mesmo as “colinas eternas” poderiam ser abaladas. Este é o mesmo sentido do Salmo 102. Este salmo destaca a eternidade de Jeová. Note o  contexto deste salmo: “Tu, ó Jeová, permaneces para sempre, e a tua fama durará por todas as gerações. (Versículo 12) “Tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.” – Versículo 24.

Os versículos 25-27 mostram que, em comparação com a imperecibilidade e eternidade de Deus, até mesmo coisas eternas como os céus e a Terra podem ser destruídos. Diz o texto: “Há muito tempo lançaste os alicerces da terra, e os céus são obra das tuas mãos. Eles deixarão de existir, mas tu permanecerás; eles se gastarão como uma roupa. Tu os substituirás como se fossem uma vestimenta, e eles passarão. Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.” Observe que a eternidade de Jeová é ressaltada por se falar de algo eterno (céus e Terra) como sendo destruídos em comparação com tal eternidade.

Um exemplo similar de hipérbole foi usada por Jesus em Lucas 21:18, que declara: “Mas nem um único fio de cabelo da sua cabeça se perderá.” Jesus fez uma afirmação que, se for tomada literalmente, não faz o menor sentido. Afinal, os seguidores de Cristo estão sujeitos à alopecia, e à queda geral de cabelos.

Vejamos outro exemplo nas declarações de Jesus. Ele disse: “Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.” (Mateus 24:35) Estas palavras são outro exemplo da hipérbole para destacar o que está sendo contrastado. Ou seja, em comparação com a certeza do cumprimento das palavras de Cristo, até mesmo algo eterno como “céu e terra” podem passar.

Para comprovar este entendimento que está em harmonia com a inteira Palavra de Deus, vamos comparar duas passagens de declarações de Jesus sobre o mesmo tema. Em Mateus 5:18, Jesus declarou: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.(Almeida Corrigida Fiel) Tomadas literalmente, e desconsiderando o inteiro contexto bíblico, as palavras de Jesus poderiam dar a entender que céu e terra passarão, serão destruídos. Mas, veja como Jesus explicou o que queria dizer em Lucas 16:17: É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.” - Almeida Corrigida Fiel.

Tudo isso torna claro que a afirmação do fim do céu e da Terra, que são eternos, em comparação com algo igualmente eterno, é apenas uma maneira linguística de destacar a importância deste algo eterno.

A mesma verdade é expressa em Isaías 51:6, que declara:  “Levantem os olhos para os céus e olhem para a terra embaixo. Pois os céus se dispersarão como fumaça; a terra se gastará como uma roupa, e os seus habitantes morrerão como mosquitos. Mas a minha salvação será eterna, e a minha justiça jamais falhará.” Note que os céus e a terra são mencionados como deixando de existir em comparação com a eternidade da salvação e a confiabilidade da justiça divina. Trata-se da mesma hipérbole para salientar algo em contraste.

Portanto, um exame honesto e sem preconceitos mostra que os textos de Hebreus 1:10-12, Salmo 102:25-27, Isaías 51:6 e quaisquer outros de igual natureza não apontam para a destruição do céu físico e do planeta Terra. São apenas exemplos de figura de linguagem que visa dar destaque a algo importante.

Quanto aos novos céus e à nova terra, lemos em Apocalipse 21:1: “Vi um novo céu e uma nova terra, pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não existia.” Evidentemente, trata-se de um simbolismo, pois o mar literal sempre existirá. A respeito do reinado do Messias, lemos no Salmo 72: “Eles temerão a ti enquanto houver sol e enquanto existir lua, geração após geração. Ele terá súditos [ou: “governará”, nota] de mar a mar, e desde o rio até os confins da terra.” (Versículos 5 e 8.) Assim, o “mar” neste caso refere-se aos maus. Lemos em Isaías 57:20: “Mas os maus são como o mar agitado que não se acalma, e suas águas trazem à tona algas e lama.” De modo semelhante, o céu e a terra anterior referem-se a arranjos desaprovados por Deus. Correspondentemente, o novo céu e a nova terra são os novos arranjos divinos, relacionados com o seu governo e a sua soberania. Para ter um entendimento detalhado deste assunto, veja os artigos abaixo:

“O que são ‘os céus e a Terra que agora existem’?”

“‘Novos céus e uma nova terra’ – o que significam?”

 

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

 

 

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

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domingo, 20 de junho de 2021

Exame das analogias para tentar explicar a Trindade

Fonte: jw.org 

Contribuído.

 

Os trinitaristas não medem esforços para buscar analogias, ou comparações, que ajudem as pessoas a entender e a aceitar a doutrina da Trindade. Este artigo contribuído por um leitor faz uma análise coerente das costumeiras analogias propostas pelos defensores da Trindade.


Analogia do amor:

O Pai ama, o Filho é amado e o “Espírito Santo” é o amor.

Refutação:

O fato de o Pai amar apenas demonstra que Ele sente um sentimento por alguém, coisa que até humanos sentem por seus filhos. Quer dizer agora que humanos são o mesmo Deus que o Pai? O fato de o Filho ser amado não prova nada, pois além de ser amado, ele também ama. Seria Jesus agora a mesma pessoa do Pai? A Bíblia não diz que o “Espírito Santo” é amor. Mas o “Espírito Santo” ajuda as pessoas a demonstrarem essa qualidade. Jeová, o Pai, é descrito como sendo amor. (1 João 4:8) Seria o “Espírito Santo” também agora o Pai? Essa ilustração está mais para Unicismo do que para Trindade.

 

Analogia do Casamento:

Marido e esposa são uma só carne, formando assim um paralelo da Trindade.

Refutação:

Marido e esposa não possuem o mesmo conhecimento. Marido e esposa não possuem mesma autoridade. Marido e esposa não necessariamente possuem o mesmo tempo de vida. Além do mais, essa analogia, no máximo, provaria dualidade (pois diz respeito a duas pessoas), e não triunidade, ou trindade.

 

Analogia da família humana:

A mulher está sujeita ao marido, mas não é menos humana do que ele; o filho está sujeito ao seu pai, mas o pai não é mais humano do que o filho.  Assim, o Filho de Deus e o “Espírito Santo” estão sujeitos a Deus Pai, mas não são menos divinos do que ele; ambos têm a mesma divindade.

Refutação:

É verdade que os seres da mesma família são da mesma natureza: a humana. Entretanto, o pai é mais velho que o filho. O pai tem mais autoridade que o filho. O pai tem mais conhecimento e mais experiência de vida que o filho. Em vez de provar a trindade, essa analogia a refuta. Sobre a esposa, a analogia acima do casamento já explicou.

 

Analogia das três velas acesas:

A chama com que acendemos três velas, é a mesma chama, emitindo a mesma luz da mesma chama em três velas distintas.

Refutação: Esta analogia confunde luz com iluminação. Luz é definida como “onda eletromagnética”; segundo a física, é a propagação de fótons pelo espaço a partir de uma fonte, tal como a chama de uma vela. Assim, cada corpo luminoso produz a sua própria luz. Cientificamente, três velas produzem três luzes – três ondas eletromagnéticas. Estas luzes constituem uma só iluminação, a qual é definida como “conjunto de luzes”.  Além disso, dependendo da posição da vela no ambiente, ela ilumina mais. Visto que o Pai ocupa uma posição superior à posição do Filho, sua luz é maior. (João 14:28; 1 Coríntios 15:27, 28) Assim, a analogia das três velas não sustenta necessariamente a coigualdade entre o Pai e o Filho.

 

Analogia do ser humano tricotomal[1]:

O homem é feito à imagem de Deus. E, assim como Deus é triúno, o homem é formado de corpo, alma e espírito, refletindo assim a natureza trina da Divindade.

Refutação:

O corpo não é a mesma coisa que a alma e o espírito. O corpo é algo material visível, feito do pó. Já a alma e o espírito são descritos como algo imaterial, invisível. Isso demonstra que não são da mesma essência ou substância. Além disso, o espírito foi formado primeiro que o corpo, pois o corpo depende do espírito para funcionar. Então não possuem o mesmo tempo de vida. Mais uma analogia que, em vez de provar a Trindade, a refuta.

 

Analogia do ovo:

Segundo alguns trinitaristas, assim como um ovo é formado por casca, clara e gema e continua sendo apenas UM ovo (e não três ovos), Deus é apenas um, mas formado por três Pessoas.

Refutação:

Mas, qual é o problema desta comparação? O problema é que, na doutrina da Trindade, tanto o conjunto de três Pessoas quanto cada um dos elementos do conjunto são chamados de Deus. O Pai é Deus 100%, assim como o Filho e o “Espírito Santo”. A comparação com o ovo é falha, pois não podemos chamar de ovo a casca. A casca é parte do ovo, não o ovo. A doutrina da Trindade não diz que o “Espírito Santo” é parte de Deus, mas sim que é Deus, 100% Deus. A comparação também falha pelo fato de a casca, a clara e a gema não serem formadas da mesma substância, não sendo consubstanciais.

 

Analogia dos estados sólido, líquido e gasoso:

Para resolver o problema da consubstancialidade, eles comparam as três Pessoas da Trindade aos três estados da água: sólido, líquido e gasoso. Esta é uma comparação antiga usada por muitos pastores e professores trinitarianos.

Refutação:

Qual é o problema com esta comparação? O problema está na definição trinitariana de Deus: uma entidade única formada por três Pessoas iguais, cada Pessoa sendo 100% Deus. A água não pode ser definida com uma entidade única caracterizada simultaneamente pelos três estados em que ela pode se apresentar, ou seja, os estados da água são apenas formas em que a água pode se apresentar e não componentes da água. Além disso, o que agora é gelo, em alguns minutos pode ser um vapor. A comparação da água em seus três estados seria excelente para os defensores do Modalismo ou Unicismo. Estes ensinam que Deus é apenas uma Pessoa (e não três Pessoas), e que esta única Pessoa se manifesta de três maneiras diferentes. Para estes a comparação da água nos seus três estados cai como uma luva!

 

Analogia do passado, presente e futuro:

Segundo esta analogia, o passado é diferente do presente, que é diferente do futuro. Cada um deles, porém, é simultâneo. Não existem três “tempos”, mas o tempo é um apenas; ou seja, os três elementos do tempo – presente, passado e futuro – desfrutam da mesma essência, todos eles formam o tempo.

Refutação:

O problema desta analogia é que, na Trindade, se diz que cada pessoa é 100% Deus independentemente das “outras”. Já com o tempo é diferente: o presente não é “100% tempo” de forma independente do futuro e do passado. O tempo em si é a soma de passado + presente + futuro. Sendo assim, o presente NÃO É O TEMPO; o presente FAZ PARTE do tempo, mas não é o 100% do tempo. O presente é apenas uma PARTE do tempo. O mesmo se aplica ao passado e ao futuro. Portanto, a soma de todos os tempos é que forma 100% do tempo.

 

Analogia envolvendo altura, largura e profundidade:

Segundo esta analogia, a altura é diferente da profundidade, que é diferente da largura. Mesmo assim, não existem três “espaços”, mas o espaço é apenas um. As partes que formam o espaço possuem a mesma natureza: todas são “espaço”.

Refutação:

Mas o problema desta analogia é o mesmo da analogia acima, do tempo. O espaço em si é a soma de altura, largura e profundidade. A altura não é 100% do espaço, assim como a largura também não é 100% do espaço, e o mesmo se aplica à profundidade.

 

Assim, as analogias propostas para tentar explicar a doutrina da Trindade apresentam falhas no que diz respeito a sustentar as proposições inclusas nessa doutrina, a saber (1) a existência de três Pessoas; (2) todas as Pessoas compartilhando a Divindade; e (3) a coigualdade dessas Pessoas.

Veja também os artigos abaixo:

Exame da ‘analogia do três’ para se tentar provar a Trindade”

Ilustrações falaciosas sobre a Trindade”

Análise da analogia trinitária do fogo”


Nota:

[1] O adjetivo “tricotomal” refere-se à tricotomia, termo que, em teologia, refere-se à contemplação do ser humano em três vertentes: corpo, alma e espírito. – Significado de Dicotomia. Significados. Disponível em:<https://www.significados.com.br/dicotomia/>.


Referências:

Dicionário Informal. Disponível em: <https://www.dicionarioinformal.com.br/>.

Luz. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/fisica/luz.htm>.

  

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

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domingo, 13 de junho de 2021

Nada acontece sem ser da vontade de Deus?

Fonte: jw.org 

Note o texto de Mateus 10:29 na versão Almeida Corrigida Fiel: “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.” – Veja também Almeida Revista e Corrigida, Imprensa Bíblica Brasileira, Ave Maria.

Observe como a expressão em pauta aparece no texto grego antigo:

          νευ το πατρς μν

          sem    do   Pai       de vós

Portanto, o texto original diz que nenhum pássaro cai ao chão “sem . . . de vosso Pai”. Como você pode ver, parte da frase tem de ser suprida pelo tradutor para dar o sentido. A versão Almeida Revista e Corrigida acrescenta a expressão “a vontade” em grifo, indicando que tais palavras são um acréscimo, embora não explique isso. No entanto, tal expressão colocaria sobre Deus a responsabilidade por tudo o que acontece inclusive pelas tragédias. Isto, naturalmente, não é verdade. Lemos em Jó 34:12: “A verdade é que Deus não faz o que é mau; o Todo-Poderoso não perverte a justiça.”

Algumas traduções usam a palavra “consentimento”. (Nova Versão Internacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil , Almeida Revista e Atualizada) Entretanto, “consentir”, embora tenha o sentido de “permitir”, significa primariamente “dar consenso ou aprovação”, “anuir”, “concordar”. (Michaelis) Evidentemente, nem tudo ocorre sob a aprovação de Deus.  De fato, pode-se dizer que a expressiva maioria dos acontecimentos neste mundo satânico não tem a aprovação de Deus.

Assim, parece coerente o uso da palavra conhecimento ao invés de vontade ou permissão. A Tradução do Novo Mundo verte deste modo: “Não se vendem dois pardais por uma moeda de pequeno valor? Contudo, nem mesmo um deles cairá no chão sem o conhecimento do Pai de vocês.” Similarmente, New Living Translation verte assim: Nenhum pardal pode cair no chão sem que seu Pai saiba.

 

Matéria extraída do artigo As traduções da cristandade – parte 4.

 

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domingo, 6 de junho de 2021

O leão tem cachorros de estimação?

Fonte: jw.org

 (Artigo extraído da série “As traduções da cristandade”.)

 “Onde está agora o covil dos leões, e o lugar do pasto dos leõezinhos, onde passeavam o leão, a leoa e o cachorro do leão, sem que ninguém os espantasse? O leão arrebatava o bastante para os seus cachorros.” – Naum 2:11, 12a, Almeida Revista e Atualizada; também Almeida Revista e Corrigida 1969, Imprensa Bíblica Brasileira; Almeida Revisada Imprensa Bíblica; Sociedade Bíblica Britânica.

 Usar a palavra “cachorro” no sentido de “cria” de leão, tigre, urso etc. é um típico exemplo de arcaísmo, um termo em desuso. Em espanhol, “filhote” é “cachorro”, ao passo que a palavra portuguesa “cachorro” é “perro” em espanhol. E, segundo consta, a Tradução de Almeida foi feita a partir do espanhol. Mas, com o tempo, o uso da palavra “cachorro” com o significado de “filhote” caiu em desuso na língua portuguesa, embora alguns dicionários ainda informem, no verbete “cachorro”, o significado arcaico.

 Acesse esta série nos temas linkados abaixo:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Parte 11

Parte 12

Parte 13


Referências

Bible Hub. Disponível em: <https://biblehub.com/nahum/2-12.htm>.

Bíblia Online. Disponível em: <https://bibliaonlinebr.com.br/acf/naum/2/11>.

______. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/rc69/na/2>.

______. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/tb/na/2>.

Bíblia Português. Disponível em: <https://bibliaportugues.com/nahum/2-12.htm>.

Bíbliatodo. Bíblia Online. Disponível em: <https://www.bibliatodo.com/pt/a-biblia/Joao-ferreira-de-almeida-atualizada/naum-2>. 

 

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