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O NOVO PACTO E A CEIA DO SENHOR (PARTE 1)

 


Contribuído por Cristão Antitípico.

 

Queira também ler a PARTE 2 e a PARTE 3.

   

       (PARTE 1)

Resumo

Desde a década de 1930 um erro seriíssimo tem acontecido e até o momento não foi consertado. Temo que será consertado apenas em algum momento de grande aflição na congregação e que esse erro causará a maior ruptura já vista na Torre de Vigia. Nos tempos de Russell, todos os cristãos que tinham fé no sacrifício de Jesus Cristo participavam da Ceia do Senhor – comiam e bebiam dos emblemas (pão e vinho). Mas desde que a grande multidão foi identificada como sendo composta daqueles que saem da grande tribulação, isto é, que sobrevivem na Terra, tem sido ensinado que esta classe, entendida como composta de cristãos, não deveria participar da ceia do Senhor.

Nesta série de artigos divididos em partes, argumento que simplesmente nada disso tem base bíblica. Ao contrário, até onde a Bíblia nos ensina, os melhores argumentos mostram que a grande multidão deve participar do novo pacto que se perpetua pela Ceia do Senhor.

Argumento que o novo pacto não possui relação alguma com a vida celestial, isto é, com os 144.000. A Torre de Vigia, até onde consigo perceber, confunde o “novo pacto” com “o pacto para um reino”. Embora a organização reconheça que são dois pactos, por fim argumenta que como se fossem o mesmo.

O novo pacto tem por prerrogativa a relação especial com Jeová e o perdão de pecados. (Jeremias 31:31-34) Isso se aplica a todos os cristãos, não apenas aos 144000. Embora a Torre de Vigia negue que Jesus tenha morrido apenas para os 144000 e ensine que Jesus morreu por toda a humanidade, a organização ensina que apenas os 144000 estão incluídos no novo pacto. Esses dois posicionamentos, não obstante, são contraditórios, pois se Jesus é o mediador do pacto apenas para os 144000, então apenas os 144000 se beneficiam do novo pacto. Se a grande multidão não participa do novo pacto, então este grupo não colhe seus benefícios.

Esse é um erro seriíssimo porque se os irmãos não se posicionarem contra o Corpo Governante nesse ponto, poderão perder a vida no Armagedom.

 

Poucas pessoas saberiam responder sobre o que de fato é o “novo pacto/a nova aliança”. As Testemunhas de Jeová possuem conhecimento mais profundo das Escrituras Sagradas do que geralmente possuem os membros das religiões protestantes e da católica. Contudo, se perguntássemos aos nossos irmãos TJs sobre a diferença entre o Novo Pacto e o Pacto Para Um Reino, arrisco dizer que poucos saberiam dizer que há uma diferença, pouquíssimos saberiam explicar a diferença e a maioria de nossos irmãos diria que nunca nem ouviu falar dessa diferença, embora isso já tenha sido assunto de estudo de congregação.

A palavra “pacto” (diathēkē) foi usada em relação ao novo pacto e o verbo “pactuar” ou “fazer um pacto” (diatithemai) na referência para o pacto para um Reino. Em resumo, em Lucas 22 nós vemos dois pactos com diferentes partes envolvidas.

Sobre o novo pacto, lemos:

(Lucas 22:20) 20 Do mesmo modo também o copo, depois de terem [tomado] a refeição noturna, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.

Sobre o pacto para um reino:

(Lucas 22:28-30) 28 “No entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; 29 e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, 30 a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.

Lucas 22:28-30 é a única passagem bíblica onde o “pacto para um reino” é mencionado. Contudo, a maioria das traduções omite o real sentido do verbo diatithemai (“fazer um pacto/pactuar”) e o verte por expressões como “eu lhes designo um reino”, ou “eu lhes outorgo um reino”. Em contrapartida, o Códice Alexandrino,[1] junto de outros manuscritos, e mais tarde o siríaco, dizem diatheken, a saber, pacto. Na obra Ellicott's Commentary for English Readers, lemos:

Sendo o verbo que se forma do substantivo “pacto”, ou “testamento”, o termo grego para “designar” possui uma força que é perdida no inglês [e no português também]. Este era parte do Novo Pacto com eles. Eles haveriam de ser partícipes de Sua gloria, assim como eram em Suas aflições.

Algumas traduções retém o sentido literal e vertem diatithemai por “pactuar”, conforme as traduções a seguir:

·                “E eu pactuo por vocês, assim como Meu Pai pactuou Comigo, um reino. . .” (The Scriptures 2009 - clique)

·                “e eu pactuo convosco, assim como meu Pai pactuou comigo, um Reino. . .” (Weymouth New Testament - clique)

Examinemos o relato bíblico da ceia inaugural: O texto de Lucas 22:14-30 dá uma informação bem completa. Recomendo fortemente a leitura na íntegra destes versículos. Eles podem ser divididos assim:

· Versículos 14 a 18: Jesus celebra a Páscoa com seus apóstolos fieis;

· Versículos 19 e 20: Jesus institui o Novo Pacto;

· Versículos 21 a 27: Os apóstolos discutem e Jesus os repreende;

· Versículos 28 a 30: Jesus faz com eles o “pacto para um reino”.

 

O pacto para um Reino

O pacto para um Reino foi feito na noite em que Jesus morreu e é baseado na morte de Jesus Cristo. Esse pacto está relacionado, não com o perdão de pecados, mas com um reino celestial eterno, isto é, com a esperança de ir ao céu. Em outras palavras, somente os cristãos que desejam reinar com Cristo nos céus participam desse pacto. A obra Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 2, p. 560, menciona:

O Pacto de Jesus com os Seus Seguidores. Na noite de 14 de nisã de 33 EC, depois de celebrar a Refeição Noturna do Senhor, [i.e., depois do Novo Pacto] Jesus fez este pacto com seus apóstolos fiéis. Aos 11 apóstolos fiéis, ele prometeu que se sentariam em tronos. (Lu 22:28-30; compare isso com 2Ti 2:12.) Mais tarde, mostrou que esta promessa se estendia a todos os ‘vencedores’ gerados pelo espírito. (Re 3:21; veja também Re 1:4-6; 5:9, 10; 20:6.) No dia de Pentecostes, ele inaugurou este pacto com eles ungindo com espírito santo os discípulos que estavam no quarto de andar superior, em Jerusalém. (At 2:1-4, 33) Aqueles que permanecessem com ele em provações, tendo uma morte semelhante à dele (Fil 3:10; Col 1:24), reinariam com ele, compartilhando do seu governo do Reino. Tal pacto continua vigorando para sempre entre Jesus Cristo e estes reis associados. — Re 22:5.

Como esse pacto se concretiza? Esse pacto não se concretiza por comer e beber do pão e do vinho na ceia do Senhor, mas por morrer fiel a Deus assim como Jesus. (Leia Filipenses 3:10 e Colossenses 1:24) Quando um cristão selado morre fiel a Deus, ele cumpre sua parte do pacto e recebe a esperança celestial. Assim, ele reinará com Cristo eternamente nos céus.

O pacto para um reino tem a finalidade de que os selados se sentem em tronos celestiais para “julgar as doze tribos de Israel”. A quem esta expressão se refere? Refere-se não apenas às 12 tribos do Israel literal, mas engloba toda a raça humana. Em harmonia com isso, a revista A Sentinela de 1º de novembro de 1964, página 670 disse:

Assim, é razoável concluir-se que as “doze tribos de Israel”, mencionadas em Lucas 22:30, se refiram ao mundo da humanidade que será julgado por Jesus Cristo e pelos membros de seu corpo congregacional, os quais servirão como reis e sacerdotes e juízes, junto com êle. . . as doze tribos não-levíticas de Israel, no dia anual de expiação, tipificavam todos os obedientes da humanidade, que ganharão a vida eterna na terra. No dia de expiação, eram oferecidos dois sacrifícios, um a favor de Aarão e de sua tribo, representando o Israel espiritual, e o outro a favor das doze tribos não-levíticas de Israel, que representam tôda a humanidade que se beneficia do sacrifício resgatador de Jesus Cristo, com a vida interminável na terra. 

Portanto, as 12 tribos de Israel, com a exceção da tribo sacerdotal, que era a tribo de Levi, em contextos tipificados representavam toda a humanidade que é remida de seu pecado pela atuação sacerdotal da tribo de Levi. Isso fica muito claro no livro de Ezequiel.

Note também que o pacto para um Reino não inclui a Jeová Deus como uma das partes, mas é feito apenas entre Jesus e seus discípulos fiéis.

O pacto para um reino

Partes envolvidas

Propósito

Concretização

Jesus e seus seguidores fieis.

Reinar para sempre com Cristo nos céus.

O cristão deve morrer fiel a Deus.

Apenas para enfatizar, esse pacto não se concretiza com o comer e o beber na ceia do Senhor.

No próximo artigo começaremos a ver o que é o Novo Pacto, que é diferente do “Pacto para um Reino” que foi analisado no presente artigo. O Novo Pacto se concretiza pela Ceia do Senhor, o que inclui não apenas assistir, mas inclui comer e beber do pão e do vinho respectivamente.

 

Comentários

Anônimo disse…
"A maior ruptura já vista na torre de vigia" poderá causar uma tragédia social dentro da 'organização', e eu bato nessa tecla comigo mesmo insistentemente. Continua...
Marcos disse…
Meu irmão, esse assunto é essencial. Muitos irmãos estão tomando dos emblemas, mais e mais a cada ano. O número está aumentando, não diminuindo, que é como a "organização" tem ensinado. Sabe o motivo disso?
Anônimo disse…
Esse é um assunto vital, que todo aquele que professa a fé cristã deveria considerar seriamente, com oração!
Tony disse…
Ultimamente, os artigos aqui do site estão tratando só de assuntos que venho me questionando há algum tempo e as respostas tem sido muito satisfatórias, pois são baseadas na bíblia e com um raciocínio muito bom. Dá um alívio de ver que não estou simplesmente me tornando apóstata e que meus questionamentos são mais que razoaveis. Ao mesmo tempo, dói pensar que milhões estão recebendo um pobre alimento espiritual do qual pouca parte realmente é aproveitável. E para acabar de completar, o CG infantilizou a forma de ensinar, parece que estamos lendo o livro "grande instrutor" o tempo todo nas revistas, texto diário etc. Antigamente, onde o número de analfabetos era muito maior, os artigos eram mais densos. Confundiram simplicidade com infantilidade. Por isso, obrigado pelos artigos.
Cristão Antitípico disse…
Prezado Tony;

Sou grato por sua expressão de apreço. Não se sinta mal, você não é o único que está se questionando essas coisas. O problema do atual CG há de ser resolvido - tenha fé. Mas ainda que não seja resolvido, continue fiel a Jeová.

Não há outro caminho para seguir a não ser andar com o povo de Jeová. Deixe que aqueles ao pé do monte Sião adorem o bezerro, mas mostre-lhes que você não adora a organizações, você adora a Yehovah!

Ore por mim, meu irmão. Abraço.
Ok disse…
Es interesante la información de éste blog.
Más aún lo que podemos aprender en la Biblioteca en línea.
Podemos acrecentar nuestra fe en Jehová Dios y su Hijo Jesucristo, (Juan 17:3)
Es importante seguir la enseñanza divina, y crecer espiritual y emocionalmente.
Continuar en la evangelización y ayudar a los de condición correcta a que se reconcilien con Dios.
(Mat. 24:14, 28:19,20)

Saludos desde el norte de México !
Anônimo disse…
Olá, Cristão Antitípico. Parabéns pelos seus artigos. Sempre bem redigidos e baseados na Bíblia. Eu tiro muito proveito de tudo o que você escreve. Uma pergunta: você já perdeu algum amigo na organização por causa dos seus conceitos baseados na Bíblia? Os irmãos se afastaram de você? Se isso aconteceu, como você fez para lidar com isso?
Cristão Antitípico disse…
Olá, prezado. Eu geralmente não falo abertamente dos erros da organização com irmãos. É inútil, eles veneram a organização. O ponto é: a pessoa só vai acordar para a realidade quando a organização a decepcionar, pois aí a pessoa passará a olhar para as coisas sem os óculos do corporativismo. Compreendeu? Enquanto isso não acontece, é melhor não ficar falando abertamente sobre as coisas.

Uma hora alguns irmãos acordam. O problema é que quando acordam, muitas vezes se acham gloriosos demais e se voltam contra os irmãos ou contra a fraternidade. Eu soube de um irmão, por exemplo, que se decepcionou com a organização por causa dos erros graves e, em seguida, cometeu adultério. Ou seja, ele usou os erros da organização para fazer o que é errado.

O negócio é que devemos ter o espírito cristão, isto é, de consertar o que está errado, responsabilizar as pessoas que causaram os danos e expulsá-las da nossa fraternidade. Vamos ver como as coisas se ajeitarão, se for da vontade de nosso Pai.
Anônimo disse…
Olá, tudo bem? Gostei muito do artigo, de todo ele, mas tenho um dúvida sobre a "grande multidão". Essa grande multidão é a mesma de Apocalipse 7:9? Destaco o trecho do artigo: "Mas desde que a grande multidão foi identificada como sendo composta daqueles que saem da grande tribulação, isto é, que sobrevivem na Terra, tem sido ensinado que esta classe, entendida como composta de cristãos, não deveria participar da ceia do Senhor." Se for a mesma de Apocalipse 7:9, que "nenhum homem pode contar " pergunto: Por que a Orga conta todos os anos as "outras ovelhas", contrariando Apocalipse 7:9?
Cristão Antitípico disse…
Obrigado pela pergunta. A expressão "nenhum homem pode contar" não significa que literalmente que nenhum homem possa contar. No contexto, a expressão é um contraponto com o número literal e pequeno de 144000. Os 144000 são um número exato, pré-determinado. Já a grande multidão "nenhum homem poderia contar" porque não é um número predestinado/predeterminado.

Então, essa expressão traz em si a ideia de predestinação/preordenação. Por isso o nome correto é "selados", não "ungidos". Os nomes desses 144000 estão "selados", isto é, fechados - apenas Deus sabe. Portanto, não existe HOJE a diferença entre "ungido" e "não ungido". Todos somos "ungidos", pois ungido significa "cristão", a saber, "escolhido". Assim, a expressão "cristão ungido" é um pleonasmo, é como dizer "cristão messiânico". Ora, se é cristão, é messiânico, pois "messias" significa "cristo". O certo é "cristão selado".

Entretanto, evidentemente, haveria algum método de computar, caso desejassem, o número dos membros da grande multidão após a salvação.

O que a organização faz é apenas um levantamento de dados. Não é um número preciso, mas só uma estatística. A organização sabe muito bem que é impossível saber o número exato de pessoas que serão salvas. A computação é apenas um método de saber se a obra cresceu ou não. Sâo procedimentos mecânicos que fazem parte da igreja.

Abraço.
Anônimo disse…
Obrigado pela resposta sobre Apocalipse 7:9. O fato é que as testemunhas modernas de Jeová jamais serão "uma grande multidão que nenhum homem pode contar", não cumprirão tal profecia 1) Porque são contadas anualmente e 2) Os acontecimentos recentes com os epsódios de vendas se salões do reino só fortalece essa teoria. Ademais, se se consideram "descendentes de Abraão" segundo a fé, jamais a liderança ia querer contá-lo em nivel mundial, à exemplo do rei Davi, que contou o povo e amargou as consequência. De outra forma, ser a descendência de Abraão como a areia da praia não faria nenhum sentido se pudesse ser contada. Abraço fraternal!
Cristão Antitípico disse…
Prezado, acredito que suas colocações já tenham sido respondidas no comentário anterior. O fato das TJs serem contadas anualmente não significa que não sejam uma "grande multidão que nenhum homem poderia contar". Para que isso fosse literal, teria de haver CENTENAS DE BILHÕES de sobreviventes na grande tribulação; entretanto, não houve CENTENAS DE BILHÕES nem mesmo de seres humanos na Terra. Qualquer número na casa dos milhões, e até mesmo de alguns bilhões, pode ser contado. Portanto, conforme eu já havia argumentado, a ideia de que "nenhum homem poderia contar" não é literal, mas é uma fraseologia hiperbólica que revela a imensidão e a ausência de predeterminação no número. Você simplesmente repetiu a pergunta que eu já tinha respondido em forma de argumento.

Qualquer grande multidão que vier a sobreviver à grande tribulação poderá ser computada, mesmo que inclua alguns bilhões de pessoas. Hoje há métodos de fazer censo que nos dão um bom número aproximado. Por favor, evite repetir a mesma coisas que eu já respondi.
Anônimo disse…
Não faz sentido a profecia fazer o contraste entre poder e não se poder contar, se os dois grupos podem ser contados (144 mil e grande multidão de Apocalipse 7) Simplesmente é sua interpretação e eu respeito isso, mas não sou obrigado a concordar. A grande multidão não pode ser contada, porque o primeiro grupo de 144 mil podia ser computado. Lembre-se que o verso 9 começa com as palavras "depois disso eu vi uma grande multidão que nenhum homem pode contar", enfatizando a indeterminação da quantidade desse último grupo. Só o Ser Supremo saberia o número deles. Desculpe me a insistência, mas creio que você está errado a esse respeito. Abraço.
Cristão Antitípico disse…
Prezado, conforme já expliquei exaustivamente, a expressão “nenhum homem poderia contar” não quer dizer que literalmente nenhum homem poderia contar no sentido de ser um número tão alto que a mente humana não seria capaz de computar, nem no sentido de que levaria milênios para computar o número; mas ela significa “um número imenso”, ou seja, “muito, muito maior que 144000”. Isso tem a ver com NÚMERO NÃO PREDETERMINADO. Os 144000 são PREDETERMINADOS; já a grande multidão terá um número indeterminado – ninguém sabe ao certo quantas pessoas sobreviverão.

Portanto, os 144000 “podem ser contados” porque são PREDETERMINADOS; já a grande multidão não pode ser numerada porque é indeterminada. O fato de as TJs computarem os membros da religião nada tem a ver com isso.

Isso, no entanto, não significa que logo após o Armagedom será impossível de fazer um senso e saber o número aproximado de salvos. Afinal, o ser humano é perfeitamente capaz de computar um número de centenas de milhões de pessoas. Tanto é verdade, que dizemos “165.000.000”. Ou seja, computamos ou “contamos” o número.

Digamos que o número de salvos na grande tribulação seja de 500 milhões de pessoas. Não poderíamos computar isso? É claro que sim! Tanto é verdade que eu acabei de dizer “500 milhões”, o que prova que o número é computável.

A minha explicação é mais que clara e é autoevidente. Só o que vi da sua parte é AD NAUSEAM – repetição do mesmo argumento de formas variadas.

Qualquer número na casa dos milhões ou mesmo centenas de milhões pode ser computado. A computação do número feita pela organização das TJs apenas é um 𝗶𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁ã𝗼 𝗷𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗼𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮çã𝗼, 𝗻ã𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗱𝗮𝗿 𝗼 𝗻ú𝗺𝗲𝗿𝗼 𝗲𝘅𝗮𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗺𝘂𝗹𝘁𝗶𝗱ã𝗼. Por favor, não refaça esse argumento para ninguém mais, pois sua imagem será prejudicada e você vai passar por apóstata.

Eu tenho extremo cuidado para fazer minhas críticas porque vejo apóstatas fazendo críticas descabidas e argumentos esdrúxulos contras as TJs, e isso somente faz a “gadolândia” rir da cara dessa turma apóstata – e com razão! Assim, por favor, concentre-se em argumentos sólidos, não em argumentos descabidos como esse que você fez. Isso pega mal para sua imagem.

Por exemplo, se estiver lendo sua crítica em relação à organização e me deparo com um argumento desses, eu já te descarto imediatamente como alguém a ser levado a sério. Por isso que digo: concentre-se nas coisas profundas, naquilo que é sério, sóbrio, exato.
Anônimo disse…
Amado irmão apologista:

Entendo você em alguns questionamentos. Alguns deles fazem muito sentido e acredito que as Testemunhas de Jeová, diferentemente de outras religiões, empenham-se em melhorias.
A respeito de alguns questionamentos que acredito que poderão beneficiar a organização, lhe aconselho a fazer o que diz A Sentinela 1º de dezembro de 1982, página 16:

“À𝑠 𝑣𝑒𝑧𝑒𝑠, 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑛𝑠 𝑡𝑟𝑎𝑧𝑒𝑚 à 𝑎𝑡𝑒𝑛çã𝑜 𝑑𝑎 𝑐𝑙𝑎𝑠𝑠𝑒 𝑑𝑜 “𝑒𝑠𝑐𝑟𝑎𝑣𝑜” 𝑑𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑠 𝑎𝑠𝑠𝑢𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑜𝑢𝑡𝑟𝑖𝑛𝑎𝑖𝑠 𝑜𝑢 𝑜𝑟𝑔𝑎𝑛𝑖𝑧𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑖𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑎𝑐ℎ𝑎𝑚 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑣𝑒𝑟𝑖𝑎𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠𝑎𝑑𝑜𝑠. 𝐶𝑒𝑟𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑠ã𝑜 𝑎𝑝𝑟𝑜𝑝𝑟𝑖𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑠 𝑠𝑢𝑔𝑒𝑠𝑡õ𝑒𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜𝑟𝑎, 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜 𝑠ã𝑜 𝑎𝑠 𝑝𝑒𝑟𝑔𝑢𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑠𝑒 𝑜𝑏𝑡𝑒𝑟 𝑒𝑠𝑐𝑙𝑎𝑟𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜.”

Agora é contentar-se em deixar o assunto entregue para ser considerado com oração pelos irmãos maduros que dirigem a obra na organização de Jeová. Escreva para Betel mencionando essa publicação, sugerindo as alterações doutrinais que achas necessárias.

Eu já fiz isso e fui muito bem acolhido a minha carta. Faça isso! talvez algumas melhorias podem vir.
Cristão Antitípico disse…
Olá, prezado.

Realmente, agradeço sua sugestão. Entretanto, sinto em informar-lhe que esta organização que você descreveu, aberta a sugestões e críticas, não existe mais. A via de exemplo, cito o caso de Rolf Furuli.

R. Furuli é perito em línguas semíticas; ele era o maior erudito da Torre de Vigia. Ele apontou durante décadas os erros do Corpo Governante apenas para o Corpo Governante, pedindo mudanças e explicando os motivos disso. O Corpo Governante nunca nem ao menos deu satisfações ao irmão Furuli. Então, após décadas de tentativas frustradas e um aumento gigantesco no poder do Corpo Governante na última década, além de outras questões, Furuli chegou ao seu limite e deu um ultimato no colegial: “𝐨𝐮 𝐯𝐨𝐜ê𝐬 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐦, 𝐨𝐮 𝐞𝐮 𝐥𝐚𝐧ç𝐨 𝐦𝐞𝐮 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨”. E mais uma vez, o colegial nem ao menos lhe deu satisfações.

Assim, Furuli lançou seu livro “𝙈𝙮 𝘽𝙚𝙡𝙤𝙫𝙚𝙙 𝙍𝙚𝙡𝙞𝙜𝙞𝙤𝙣 – 𝙖𝙣𝙙 𝙩𝙝𝙚 𝙂𝙤𝙫𝙚𝙧𝙣𝙞𝙣𝙜 𝘽𝙤𝙙𝙮”, onde ele aponta os problemas da organização assim como tenho apontado aqui. Muitos dos erros que o Furuli aponta eu aponto também, mas o Furuli e eu temos pontos de discórdia em alguns assuntos; eu falo também de outros pontos que o Furuli não fala e vice-versa.

Qual foi o resultado? O Furuli foi imediatamente desassociado, e suas alegações nem ao menos foram analisadas quanto à veracidade. Os anciãos que fizeram a comissão judicativa dele nem ao menos haviam lido o livro que ele escrevera – eles nem sabiam de nada, não tinham nenhum conhecimento de causa. O Furuli foi desassociado sem base bíblica e 𝒐 𝑪𝒐𝒓𝒑𝒐 𝑮𝒐𝒗𝒆𝒓𝒏𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒔𝒂𝒃𝒆 𝒅𝒊𝒔𝒔𝒐 𝒆 𝒂𝒑𝒓𝒐𝒗𝒐𝒖 𝒊𝒔𝒔𝒐.

Assim, prezado, o que acha que aconteceria comigo se eu me identificasse perante Betel? Eu não tenho dúvidas de que viria uma carta direta para os anciãos me desassociarem. Se o que eu disse é verdade ou não, nem ao menos seria considerado. Hoje a questão é assim: ou você concorda com cada vírgula dita pelo Corpo Governante, ou você está fora da organização e é um “apóstata”.

Eu compreendo sua ingenuidade e candura ao me escrever isso, mas esta organização “teocrática” não existe mais.

Creio que isso explique suas colocações e indagações. Abraço.
Charlies disse…
Prezados, sou um cristão que recebeu a selagem divina para a vida no céu que sempre apreciou as matérias aqui publicadas. Inclusive, algumas matérias aqui me ajudaram a ter o start inicial que precisava para abrir os olhos com relação a minha esperança celestial, e Jeová me deu esse esclarecimento por meio de vocês. Como muitos artigos da organização são vagos sobre como um cristão é escolhido para a vida no céu, e que isso pode acontecer muitas vezes de forma gradual, há muita confusão sobre o assunto. Tive de recorrer a publicações mais antigas da organização que tinham ainda um alimento espiritual mais sólido e eficaz e a esta página. Desde o meu batismo, sempre tive o desejo de ir para o céu e que Jeová cultivava essa esperança em meu coração, e ela só aumentou durante os anos, de modo que passei a ter a certeza. Ao ler algumas matérias aqui, tive um entendimento melhor quanto a isso, entendimento esse que não encontrei nas publicações, e assim, entendi que sou um dos 144.000, e tenho plena certeza disso. Desde já, agradeço a Jeová por ter usado vocês dessa página para me ajudar.

Dadas as credenciais e feitos os agradecimentos necessários, vamos ao assunto. Assim como o comentário acima do irmão Tony... Tenho percebido cada vez mais em meu íntimo inúmeros questionamentos com relação a vários assuntos como esses tratados aqui. Questões séries, fundamentais e que tem sido completamente ignoradas. Apesar de ser um irmão jovem, tenho percebido isso acontecer e essas questões deixadas completamente de lado. Ainda mais agora tendo esse esclarecimento de que sou um dos selados, estava com medo se esses questionamentos não seria Satanás tentando infiltrar em meu coração algum tipo de apostasia. Mas percebo que os irmãos, esclarecidos, tem tido os mesmos questionamentos que eu. E fico feliz que eu não seja o único. Obrigado pelo bom trabalho que fazem. Espero que me aceitem aqui nesta distinta comunidade que está de olhos bem abertos e busca acima de tudo, o amor a Jeová e o espírito cristão. Confiemos que as situações que vemos irão se resolver!

Seu irmão, Charlies

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