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quarta-feira, 14 de março de 2012

Vida eterna no céu e na Terra – as bases bíblicas (Parte 2 )

Fonte da ilustração: 
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1101978126 

     
Este é o segundo artigo da série acima, que visa mostrar que tanto a esperança de vida celestial quanto a esperança de vida terrestre constituem um conceito bem fundamentado nas inteiras Escrituras inspiradas. Como no primeiro artigo desta série, encontram-se abaixo quadros bíblicos que evidenciam a existência de duas classes de salvos: os que reinarão com Cristo no céu e os que serão súditos do Reino celestial aqui na Terra.


7) A “noiva” e o “amigo do noivo”

 João Batista disse a respeito de Jesus Cristo: “Quem tem a noiva é o noivo.” Daí, referindo-se a si mesmo, João acrescentou: “No entanto, o amigo do noivo, estando em pé e ouvindo-o, tem muita alegria por causa da voz do noivo. Esta alegria minha, por isso, ficou completa.” (João 3:29) O “noivo” é Cristo. A sua “noiva” são os que reinarão com ele no céu, a sua igreja ou “congregação” de cristãos com esperança celestial. (2 Coríntios 11:2; Efésios 5:23-25, 32) No entanto, João classificou a si mesmo como o “amigo do noivo”. De fato, João não estaria no grupo de 144.000, que começou a ser chamado no Pentecostes de 33 EC, com o nascimento da congregação cristã. (Atos 2:1-4) Ele morreu antes disso, e aguarda a ressurreição no Paraíso terrestre, como é o caso de todos os que viveram antes de Cristo ter vindo à Terra. – Salmo 45:16.


8) A  “noiva”  e os que  têm sede

O apóstolo João escreveu: “E o espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’ E quem ouve diga: ‘Vem!’ E quem tem sede venha; quem quiser tome de graça a água da vida.” (Apocalipse 22:17) A “noiva”, como já explicado, é um termo que se aplica aos cristãos com esperança celestial  –  os 144.000. Os que ‘ouvem’ a convocação da “noiva” e que ‘têm sede’ evidentemente são os que têm esperança terrestre. Estes não se limitam a um número específico, como é o caso do primeiro grupo. A salvação para a vida na Terra está disponível a “quem  quiser”.


9) A “noiva” e o “séquito”

O Salmo 45 é uma referência profética ao Messias. (Compare Salmo 45:7 com Hebreus 1:9.) Esse salmo faz uma descrição poética do relacionamento do Rei, Jesus Cristo, com sua simbólica “noiva” – a congregação de cristãos ungidos pelo espírito santo com esperança celestial. Sobre a “noiva”, os versículos 11 e 14a declaram: “E o rei almejará a tua lindeza, pois ele é teu senhor, por isso, curva-te diante dele. Será levada ao rei em vestes tecidas.” Então lemos no versículo 14b: “As virgens no seu séquito, como suas companheiras, são levadas para dentro a ti.” Note que essa parte do salmo menciona outra classe de pessoas: os que compõem o simbólico “séquito” (acompanhamento, comitiva, cortejo). Portanto, os que viverão na Terra são comparados nesse salmo profético às damas de companhia da simbólica “noiva”.


10) O “menor no reino” e João Batista

Jesus declarou sobre João Batista: “Deveras, eu vos digo: Entre os nascidos de mulheres não se levantou ninguém maior do que João Batista; mas aquele que é menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mateus 11:11) Paulo disse: “Não é a anjos que ele [Deus] sujeitou a vindoura terra habitada.” (Hebreus 2:5) Portanto, a expressão “aquele que é menor no reino” não se aplica a anjos. O “reino dos céus” é um governo celestial que será composto por seres que foram outrora humanos. O termo “menor no reino” indica que os que reinarão com Cristo terão categorias diferentes, assim como é o caso dos anjos, que atuam em categorias distintas, tais como arcanjo, serafins, querubins e anjos (literalmente: mensageiros). (Judas 9; Isaías 6:2, 6; Gênesis 3:24; Salmo 34:7) E o texto de Mateus 11:11 mostra claramente que João Batista não irá para o céu, mas viverá aqui mesmo no Paraíso na Terra. Ele estará entre os que serão “príncipes em toda a terra”. – Salmo 45:16.


11) “Nós” e os “aperfeiçoados”
   
O apóstolo Paulo escreveu a respeito dos servos fiéis de Jeová que viveram antes de Cristo: “Contudo, embora todos estes recebessem testemunho por intermédio de sua fé, não obtiveram o cumprimento da promessa, visto que Deus previu algo melhor para nós, a fim de que eles não fossem aperfeiçoados à parte de nós.” (Hebreus 11:39, 40) Os que morreram antes de Cristo não receberam ainda a recompensa da vida eterna. Eles permanecem ‘dormindo’ na morte. (Eclesiastes 9:5, 6, 10; Salmo 13:3) O termo “nós” se refere aos cristãos com esperança celestial, dos quais Paulo fazia parte. Esses recebem sua recompensa de vida imortal no céu assim que são ressuscitados para essa forma superior de vida. (1 Coríntios 15:50-53) No Reinado Milenar de Cristo, esses participarão com Cristo, o Sumo Sacerdote, servindo junto com ele no papel de “sacerdotes”, usando os méritos do sacrifício de resgate de Cristo para soerguer a humanidade obediente à perfeição. – Hebreus 3:1; 5:1; Apocalipse 1:6; 5:10; 20:6.

Uma vez que o serviço sacerdotal implica em “oferecer dádivas e sacrifícios pelos pecados”, o fato de haver sacerdotes no céu durante o Reinado Milenar de Cristo indica que haverá na Terra pecadores que poderão se beneficiar do sacrifício de Cristo. Estes serão “aperfeiçoados” por intermédio da atuação sacerdotal de Cristo e dos 144.000. – Hebreus 5:1; 11:39, 40.


12) “Nós” e o “mundo inteiro”
     
O apóstolo João escreveu: “Ele [Jesus] é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:2) Vemos aqui também a distinção entre dois grupos. O texto não pode se referir aos cristãos em contraste com os não cristãos. Pois estes últimos também precisam aderir aos ensinos de Cristo para poder receber os benefícios de seu sacrifício. (João 3:36) O texto evidentemente diz respeito a dois grupos APROVADOS que podem se beneficiar dos méritos sacrificiais do resgate provido por Cristo por estarem seguindo “de perto os seus passos”. (1 Pedro 2:21) Quem são esses?

Visto que o apóstolo João, como cristão do primeiro século, fazia parte do “pequeno rebanho” de 144.000, o termo “nós” se refere a esse grupo. (Lucas 12:32; Apocalipse 1:6; 5:9, 10: 14:1-3) Em harmonia com o restante das Escrituras, a expressão “mundo inteiro” indica as pessoas de todas as nações que receberão a vida eterna no Paraíso na Terra. – Apocalipse 7:9, 10, 14; 20:3.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





2 comentários:

  1. Paz e Felicidades, irmão.
    Dois temas complexos que sem dúvida mereceriam sua atenção.

    1- O LIVRO DE HEBREUS E OS PRÉ_CRISTÂOS
    Este senhor com formação da Assembleia de Deus ( Unitário conforme podes ver aqui:[site omitido para não dar publicidade a páginas de ensinos não bíblicos].Ele supõe uma reconsideração de HEBREUS 11:13-16 debaixo do subtítulo "A ESPERANÇA CELESTE – OS QUE VIVERAM A.E.C (perceba que as conclusões dele no artigo em questão desmentem as suas sobre as mesmas passagens); como na matéria em que estou comentando, falastes sobre Heb.11:39,40, talvez fosse útil também comentar sobre os entendimentos da Cristandade sobre Heb.11:13-16 e os questionamentos sobre a tradução TNM nelas.

    2- Eu estou terminando a leitura bíblica esse ano, faltando uns 8 dias pro fim do ano tenho uma dezena ou talvez dúzia de versos de 2 Crônicas e 1 Reis para ler (Tentei os ler simultaneamente), pela minha leitura comum entendi que a carta de Elias a Jeorão teria se passado depois de sua "ascensão", (O que muitos eruditos concordam, inclusive há quem coloque em dúvida essa passagem a acusando de apócrifa, já que seria impossível Elias enviar tal carta), pois outros com uma intricada explanação cronológica rebatem além de dizerem que o relato de Reis não está em ordem cronológica

    Inclusive as datas usadas por eles, com certeza são diversas das usadas pela cronologia da TDV.

    Cronologia sem dúvida não éminha praia, haha....

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    Respostas
    1. Afirmar que João 3:13 indica “que ninguém subiu ao Céu para expor, na Terra, as coisas celestiais” é ir ‘além do que está escrito’. – 1Co 4:6.

      Também interpretam que “céu” nos textos envolvendo Elias tem que ser o céu espiritual, algo que não está na Bíblia. Pelo contrário, o contexto bíblico como um todo mostra claramente que se trata dos céus físicos, especificamente o céu ligado à expansão atmosférica, onde os pássaros voam. (Gn 1:6-8; Mt 6:26) Falando de pessoas como Abel, Enoque, Noé, Abraão e Sara, Hebreus 11:13 afirma: “Todos estes MORRERAM em fé.” É óbvio que Enoque não foi para os céus espirituais. O que de fato aconteceu é que a vida de Enoque foi abreviada para que não fosse vítima de uma morte violenta às mãos dos inimigos de Deus. Assim, ele não viu ESSA ESPÉCIE de morte. (He 11:5) Mas, como indica a continuação do capítulo (He 11:13), ele também MORREU.

      A tabela que aparece no artigo “Cronologia”, na obra “Estudo Perspicaz das Escrituras” (volume 1, pp. 618-620), mostra claramente que a carta de Elias a Jeorão, de Judá, foi enviada pelo profeta cerca de sete anos APÓS Elias ter subido aos céus atmosféricos.

      O fato é que os perpetradores de que Elias e Enoque foram para os céus espirituais, e de que outros servos pré-cristãos irão para o céu, desconsideram todo o contexto bíblico sobre os requisitos bíblicos para se obter a esperança celestial, requisitos esses que só se tornaram disponíveis APÓS a vinda de Cristo à Terra. (Veja o artigo “Os antepassados justos de Cristo irão para o céu?”, no link http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/06/os-antepassados-justos-de-cristo-irao.html) Assim, a Tradução do Novo Mundo, publicada pelas Testemunhas de Jeová, traduz corretamente Hebreus 11:13-16, em harmonia com o grego bíblico e com o contexto da inteira Bíblia.

      Um artigo futuro neste blog poderá considerar detalhadamente a passagem de Hebreus 11:13-16. Contudo, vale ressaltar que esse texto NÃO indica que os servos pré-cristãos irão para o céu espiritual, em vista dos requisitos delineados na Bíblia para fazer parte da classe celestial, conforme mostrado o artigo “Os antepassados justos de Cristo irão para o céu?”.

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