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O novo entendimento do Corpo Governante sobre a ressurreição: você realmente entendeu a diferença?


Contribuído por Cristão Antitípico.

Clique aqui e também leia na íntegra uma discussão adicional com um leitor sobre detalhes desse assunto.

 

Certo leitor que chamarei de Rafael fez a seguinte indagação.

Olá, irmão. Gosto muito de seus artigos. Estou lhe escrevendo porque eu não entendi o que de fato mudou no novo entendimento do Corpo Governante sobre João 5:28-29.

Eles passaram a ensinar “um novo entendimento” sobre João 5:28, 29; mas o novo entendimento é exatamente como eu sempre entendi o texto!

Eu confesso que não consegui perceber o que de fato mudou. Poderia me explicar?

Resposta:

Prezado Rafael, você não foi o único que me fez esta pergunta. Em vista da recorrência disso, decidi fazer este artigo explicando a mudança. Também vou expor minha visão do assunto. Primeiramente, leiamos o texto em pauta:

(João 5:28, 29) 28 Não fiquem admirados com isso, pois vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a voz dele 29 e sairão: os que fizeram coisas boas, para uma ressurreição de vida; e os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.

                Reconheço que os detalhes desse texto não são fáceis de serem compreendidos; portanto, não criticarei a liderança das TJs [Testemunhas de Jeová] por titubear entre as possíveis referências dessas palavras. É compreensível que haja mudanças nas opiniões, conforme mostrarei em seguida, quando nos aprofundarmos nos detalhes do texto e como eles se harmonizam com o restante das Escrituras. Aprendemos disso, entretanto, que devemos ser cautelosos nas nossas visões e conclusões, as quais poderão ser posteriormente alteradas; afinal não há ninguém designado por Deus para interpretar as Escrituras.

Resumo de João 5:28, 29

“coisas boas”

“ressurreição de vida”

“coisas ruins”

“ressurreição de julgamento”

O texto em pauta não se aplica à ressurreição dos selados, isto é, dos 144000, “a primeira ressurreição”. O texto em pauta aplica-se à ressurreição terrestre, ou ‘segunda ressurreição’; pois na “primeira ressurreição” não há “ressurreição de julgamento”, mas todos são salvos imediatamente. (Apocalipse 20:5, 6) Em relação à “primeira ressurreição”, esta é a do corpo de Cristo (a eclésia), os que foram “mortos pelo machado”; estes ganham imediatamente a vida eterna nos céus. (Apocalipse 20:4) Mas não é este o caso de João 5:28, 29; a passagem se refere aos ‘demais mortos’ que estão vivos na Terra, em pé diante do trono. (Apocalipse 20:12-15)

Entendimento anterior

Até o fim da década passada, a liderança das Testemunhas de Jeová (TJs)[1] entendeu que a expressão “ressurreição de vida” antagoniza a expressão “ressurreição de julgamento”; em outras palavras, estes são conceitos antitéticos – um é o contrário exato do outro.

Assim, se a “ressurreição de vida” significa ganhar a vida eterna, a “ressurreição de julgamento” significa a segunda morte. (Apocalipse 20:14)

A liderança das TJs entendera que, com base nas ações neste sistema, ninguém poderia ser ressuscitado na Terra durante o milênio e condenado à “segunda morte” durante ou mesmo no final do milênio – e isso está correto.

A fim de entendermos melhor isso, pense no seguinte: cada ser humano é, em muito, o resultado de sua genética sob a influência do ambiente em que cresce e vive. Se você foi criado em um lar abusivo, na presença de drogas, você é muito mais propenso a se comportar de um jeito específico; e o oposto também é verdade. Temos o livre-arbítrio, mas este não é pleno: podemos escolher apenas dentro de uma margem limitada de possibilidades. (Leia Romanos 7:15-20) Hoje sabemos que boa parte de nossa personalidade é resultante da nossa genética. Por exemplo, o psicopata nasce psicopata; há distúrbios que “vêm de fábrica”, como borderline, TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e alguns tipos de depressão, para citar apenas alguns deles. Isso limita nosso livre-arbítrio e nossa capacidade de tomar boas decisões.

Por causa disso, seria injusto Jesus condenar alguém à “segunda morte” com base em decisões erradas que a pessoa tomou neste sistema, diante de muitas injustiças e abusos que talvez sofrera. Portanto, nossas ações e decisões neste mundo não são a base absoluta para a “segunda morte” no fim do milênio. Apenas algumas pessoas são consideradas indignas de ressurreição. (Mateus 23:15)

Em vista disso, a liderança das TJ entendia anteriormente que as “coisas boas” às quais Jesus se referiu em João 5:28, 29, praticadas pelas pessoas que receberão a vida eterna; e as “coisas ruins”, praticadas por aqueles que receberão a “ressurreição de julgamento”, (ou “a segunda morte”), seriam as ações praticadas durante o milênio, após a ressurreição, não as ações praticadas neste sistema, antes de morrer.

Resumo do entendimento anterior

“ressurreição de vida”

“ressurreição de julgamento”

A vida eterna na Terra no final do milênio, o nome no “livro da vida”.

A “segunda morte” no final do milênio, ou o simbólico “lago de fogo”.

                Nesta visão, em João 5:28, 29, Jesus estaria falando de uma perspectiva futura, isto é, ele se encontraria cronologicamente no final dos mil anos. Então ele diz: ‘Os que fizeram coisas boas, ganharão a vida eterna; os que fizeram coisas ruins, serão condenados.’ Este era o entendimento anterior.

Entendimento atual

                Em anos recentes, o CG [Corpo Governante das Testemunhas de Jeová] mudou de opinião sobre a referência das palavras em João 5:28, 29. Agora as expressões “ressurreição de vida” e “ressurreição de julgamento” não são vistas como antagônicas ou como uma antítese, mas como duas expressões semelhantes que, entretanto, refletem uma característica distinta sobre a identidade das pessoas durante o milênio. Ressurreição de vida não significa ganhar a vida eterna; e ressurreição de julgamento significa a mesma coisa. (!)

                Para o atual CG, as “coisas boas” praticadas por aqueles que receberão a “ressurreição de vida” não são entendidas como se referindo às ações durante o milênio, mas às ações dos indivíduos neste sistema, ou agora. Em outras palavras, o CG entende que, se você é um cristão exemplar agora, um membro das “outras ovelhas”, e pratica “coisas boas” agora, você ressuscitará na Terra para receber a ressurreição de vida; o que deveria significar ganhar a vida eterna imediatamente na ressurreição, não no final dos mil anos. Evidentemente, se este for o caso, os que recebem a ressurreição de vida continuarão agindo com “boas ações” durante o milênio, seguindo o padrão de ações que desde já praticam; não há, por assim dizer, a possibilidade de rebelião dos que já terão sido salvos. Então, é o que você faz agora que determina sua “ressurreição de vida”. Entretanto, o CG redefiniu a expressão ressurreição de vida, e ela passou a significar exatamente a mesma coisa que ressurreição de julgamento. A única diferença, para o CG, é que ressurreição de vida significará manter-se fiel; ao passo que ressurreição de julgamento significará passar a ser fiel; no fim das contas, para o CG essas duas expressões significam a mesma coisa.

                As “coisas ruins” praticadas pelos que herdarão a “ressurreição de julgamento” também se referem às ações praticadas agora, neste sistema. No entanto, conforme eu já disse, o CG não mais entende a “ressurreição de julgamento” como sendo o oposto da “ressurreição de vida”. Para o CG, “ressurreição de julgamento” significa, não a “segunda morte”, mas um período de avaliação, tal qual um professor que avalia diariamente o desempenho do aluno. Ou seja, as pessoas que hoje praticam “coisas ruins” serão ressuscitadas; mas, diferente do que se esperaria daqueles que praticam hoje “coisas boas”, não ganharão a vida eterna na Terra imediatamente; antes, os que praticam “coisas ruins” serão ressuscitados para um período de avaliação durante o milênio. (O que, curiosamente, é a mesma coisa que o CG diz que acontecerá com quem receber a ressurreição de vida.) Se, no final do milênio, eles tiverem aceitado o Cristo e mudado seu proceder pecaminoso, então eles ganharão a vida eterna assim.

Resumo do entendimento atual

“Ressurreição de vida”

“Ressurreição de julgamento”

Refere-se (ou deveria se referir), pela lógica, ao prêmio da vida eterna já no ato da ressurreição; as “coisas boas” praticadas neste sistema ou agora são base para isso.

Mas o CG entende que significa receber a chance de continuar fiel.

Não se refere à segunda morte e não é o oposto de “ressurreição de vida”; refere-se a um período de avaliação.

               

As diferenças

                No fim das contas, alguns detalhes profundos são alterados nesse novo conceito. As diferenças são estas:

Diferença 1:

·       No entendimento anterior, mesmo os que hoje são cristãos com esperança terrestre só ganhariam a vida eterna com base em suas ações durante o milênio;

·       No entendimento atual, se ressurreição de vida for de fato entendida como ganhar a vida eterna, os servos de Deus já ganham a vida eterna na Terra no ato da ressurreição. A implicação disso é que esses não correm o risco de desviar-se durante o milênio, pois já mostraram sua fidelidade; mas o CG entende que a ressurreição de vida é a mesma coisa que a de julgamento. (!)

Diferença 2:

·       No entendimento anterior, a expressão “ressurreição de julgamento” se referia à “segunda morte”, e era o oposto da “ressurreição de vida”;

·       No entendimento atual, essas duas expressões não são antagônicas, mas se referem ao modo como os grupos são identificados, e a “ressurreição de julgamento” se refere à um período de avaliação que poderá resultar em vida eterna;

Diferença 3:

· No entendimento anterior, Jesus Cristo fala cronologicamente a partir do fim dos mil anos;

·       No entendimento atual, Jesus Cristo fala cronologicamente a partir de sua vinda na grande tribulação;

Diferença 4:

·       No entendimento anterior, as “coisas boas” e as “coisas ruins” eram apenas as ações praticadas durante o milênio;

·       No entendimento atual, essas ações são as praticadas agora, neste sistema; 

As semelhanças

                Apesar das diferenças, algumas coisas permanecem iguais.

Semelhança 1:

·       Tanto no entendimento anterior como no atual, as pessoas não são condenadas à “segunda morte” com base apenas nas ações que praticam atualmente. Todas terão uma nova chance durante o milênio.

Semelhança 2:

·       Em ambos os entendimentos, as pessoas só serão condenadas à segunda morte no fim do milênio.

 

A minha visão

                Conforme já falei, este texto possui detalhes difíceis de entender; portanto, é natural e compreensível que a liderança das TJs sinta dificuldades no entendimento desse texto. Por causa disso, não vou comprar briga por essa mudança. Afinal, é uma profecia, e profecias são, por natureza, obscuras; muitas só poderão ser compreendidas plenamente durante seu cumprimento ou após terem se cumprido.

                Eu consigo enxergar algumas dificuldades em ambos os entendimentos, porém.

Dificuldade 1

·       No entendimento anterior, o problema que vejo é que as boas ou más ações, a boa e a má conduta neste mundo, salvo algumas exceções, não significam nada na salvação da pessoa, caso ela não seja parte dos 144000. Isso é difícil de entender e aceitar.

Dificuldade 2

·       No entendimento anterior, parecia forçado concluir que Jesus estivesse falando cronologicamente a partir do fim do milênio quando falou “aqueles que praticaram coisas ruins”; embora eu aceite que esta seja uma possibilidade, não é a primeira inferência que se faz na leitura. Admito, porém, que naturalmente muitas vezes a primeira inferência pode estar errada.

Dificuldade 3

·       No entendimento atual, é impraticabilíssimo digerir a ideia de que “ressurreição de vida” e “ressurreição de julgamento” não sejam ideias antagônicas; declaradamente elas apontam para “vida” e “condenação”, e o texto grego ampara solidamente esta ideia. (Compare com Daniel 12:2) O contexto não admite a possibilidade de que a “ressurreição de julgamento” seja uma “ressurreição de avaliação diária” sobre ações que ainda estão ocorrendo e ocorrerão. Antes, a palavra grega crísis (julgamento) sempre se refere a “bater o martelo” em relação ao réu com base em ações anteriores, não a ações transcorrentes. Por exemplo, um réu vai a julgamento e será condenado ou inocentado pelas ações que ele já praticou e pelas quais será julgado. Portanto, a palavra crísis não possui o sentido de “avaliação diária”, como um professor que avalia o aluno diariamente pelo seu comportamento em aula; mas tem o sentido de “julgamento” como um juiz que bate o martelo em relação a ações passadas pelas quais o réu é julgado. Aqui vemos a importância do conhecimento acadêmico, que é rejeitado pelo Corpo Governante das TJs (CG). É necessário entender de semântica e princípios linguísticos, além de um bom conhecimento do grego bíblico.

Dificuldade 4

·       No entendimento atual há um conflito direto entre a “ressurreição de vida” (que deveria significar que os que hoje fizeram “coisas boas” receberão a vida eterna já no ato da ressurreição terrestre) e Apocalipse 20:5: “[...] Os outros mortos não voltaram a viver até os mil anos terem terminado. [...]”. O texto de Apocalipse 20:5 se aplica a todos os que são levantados na ‘segunda ressurreição’ e contradiz o ensino atual do CG de que os que fizeram “coisas boas” neste mundo ganham a “ressurreição de vida”. A expressão “voltar a viver” em Apocalipse 20:5 é entendida pelas TJs não no sentido de sair do túmulo, mas no sentido de ganhar a vida eterna por reestabelecer a relação de filiação com Deus, como no caso do filho pródigo que ‘estava morto, mas voltou a viver’ por voltar ao pai. (Leia Lucas 15:24.) O ponto é que, se as “coisas boas” que alguém faz hoje são a base para a “ressurreição de vida”, que é a vida eterna (veja Daniel 12:2), então estes mortos ‘voltam a viver’ antes do fim do milênio, e isso contradiz frontalmente Apocalipse 20:5 sobre a segunda ressurreição. Portanto, há um problema sério aqui.

Em resumo, Apocalipse 20:5 significa que não haverá ressurreição para a vida eterna na Terra durante o milênio - não há ressurreição de vida durante o milênio. Assim, se o verbo “praticaram/fizeram” se refere às ações neste sistema e não durante o milênio, isso significará, pela lógica, que a ressurreição humana só ocorrerá após os mil anos; assim os que fizeram coisas boas são ressuscitados apenas no fim dos mil anos e já herdam a vida eterna; ao passo que os que fizeram coisas ruins são ressuscitados apenas para serem condenados à morte novamente. Esta é a implicação de afirmar que o Jesus fala cronologicamente a partir da sua chegada na grande tribulação.

Após esta análise, minha conclusão é ainda indefinida, porém, acho o entendimento atual muito mais problemático que o antigo. Eu não consigo tomar uma posição categórica sobre alguns detalhes dessa profecia maravilhosa, tal como o ponto cronológico a partir do qual Jesus fala pracitaram/fizeram em João 5:28, 29; mas creio que esse detalhe não seja essencial para a nossa salvação, nem é prejudicial às nossas vidas agora, seja qual for o entendimento da liderança das TJs. Em vista de Daniel 12:1, 2, tendo a crer que a ressurreição terrestre ocorrerá durante o milênio, não após o milênio; tendo a interpretar Apocalipse 20:5, que declara que 'os demais mortos só voltam a viver no fim dos mil anos', como se referindo à estabelecer a relação de filiação com Deus e ganhar a vida eterna, mas estou aberto à análise. Entretanto, a ideia de que a ressurreição de vida e a de julgamento são, no fim das contas, a mesma coisa, é intragável; assim, se eu tivesse que escolher entre um dos dois, ficaria com o antigo, pois parece-me bem mais coerente e menos problemático, principalmente em relação a Apocalipse 20:5 e a Daniel 12:2.

Qual desses conceitos você, leitor, acredita ser mais coerente? Por que pensa isso? Por favor, exponha suas visões com nível acadêmico para que possamos ter uma discussão sadia sobre esse assunto. Quem sabe chegamos a um denominador comum, não é mesmo?

 

Nota:

[1] A expressão “a liderança das TJs” assume referências diferentes no decorrer do século passado. Nos tempos de Russell, a “liderança das TJs” era local, isto é, as congregações eram independentes da Sociedade Torre de Vigia e não havia um “corpo governante”. Desde Rutherford, na década de 1920, porém, as congregações passaram a ficar centralizadas na Sociedade Torre de Vigia, que passou a tomar poder parcial sobre as congregações. Isso se estendeu até o final da década de 1960. Em 1971, um grupo de homens, que até então se limitava a funções administrativas dentro da “Sociedade”, se distinguiu dos deveres burocráticos e assumiu o papel de colegial/magistério para todas as congregações em conexão com a “Sociedade”. Em 2013, este grupo se intitulou o único “escravo fiel” na Terra, em relação ao qual a salvação dos demais depende. Eles defendem que pelo menos alguns deles estarão vivos quando Jesus voltar.

 Artigo relacionado: Resposta ao leitor Daniel sobre o novo entendimento do Corpo Governante quanto à ressurreição


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org

 



Comentários

  1. Olá, amigo, ótima exposição!! Com às devidas exceções, como você falou, a Bíblia é clara quanto à ressurreição dos maus para o dia de julgamento, não para serem avaliadas, mas para serem condenadas! Mateus 12:35,36. João 12:48; João 3:18, Romanos 2:3-10; Mateus 12:39-42. Entre outros. Detalhe: eu frequentou as reuniões.

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  2. Há um erro no artigo sobre o novo entendimento.

    Foi dito que aqueles que receberão uma ressurreição de vida já estão com a vida eterna garantida e impossibilitados de errar.

    Mas não é isso que disse o último entendimento.

    O artigo "Será que seu nome está no livro da vida?" diz nós parágrafo 15:

    "Isso significa que a ressurreição ‘dos que fizeram coisas boas’, descrita em João 5:29, é a mesma ressurreição dos “justos” mencionada em Atos 24:15...É claro que os justos, depois de serem ressuscitados, precisarão CONTINUAR FIÉIS se quiserem que seu nome permaneça no livro da vida."

    No parágrafo 10 foi dito: "....Isso quer dizer que, quando os justos forem ressuscitados, o nome deles ainda estará escrito no livro da vida, só que inicialmente “a lápis”."

    Depois diz nos parágrafos 17 a 19:

    "Depois da ressurreição, tanto os justos como os injustos vão precisar obedecer às leis dos novos rolos que serão abertos durante os mil anos...Com base em que “ações” os ressuscitados vão ser julgados? Será que nas ações que eles fizeram antes de morrer? Não. Lembre-se que os pecados deles foram perdoados quando morreram. Por isso, as “ações” dos ressuscitados não podem ser as coisas que fizeram antes de morrer. Os ressuscitados serão avaliados de acordo com a maneira em que irão reagir ao treinamento que receberão no novo mundo....Mas o que vai acontecer com aqueles que rejeitarem a maravilhosa oportunidade de ter o nome escrito no livro da vida de modo permanente? Apocalipse 20:15 diz: “Quem não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” Ou seja, eles vão ser destruídos para sempre."

    Portanto, é possível sim que os que tiveram. A ressurreição de vida escolham não obedecer perdendo assim a vida eterna.

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    Respostas
    1. Aliás, complementando, "vida eterna" não é sinônimo de "imortalidade", o qual a Bíblia diz que somente Cristo e os ungidos que vão pro céu terão.

      "Imortalidade" é não ter mais a possibilidade de morrer.

      "Vida eterna" é a possibilidade de viver pra sempre, mas se levar, pode morrer, já que não é imortal.

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    2. Prezado Daniel.

      Você em resumo defendeu que “ressurreição de vida” e “ressurreição de julgamento” são a mesma coisa. Quer ver? Qual a diferença entre os dois? Segundo o que você falou, a única diferença é que os que terão uma ressurreição de vida terão que 𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝗿-𝘀𝗲 fieis; ao passo que os que terão uma “ressurreição de julgamento” terão de 𝙩𝙤𝙧𝙣𝙖𝙧-𝙨𝙚 fieis. Mas em resumo, tirando isso, são a mesma coisa. Isso é estranho demais, para dizer o mínimo, pois estas são expressões antitéticas; são como “ou vive, ou morre”, não tem como dizer que “vive” e “morre” são sinônimos, pois a fraseologia forma uma antítese.

      Eu me recuso a crer que você aceite isso. Eu me recuso a crer que você não tenha 𝙥𝙚𝙧𝙘𝙚𝙗𝙞𝙙𝙤 isso. Evidentemente, estes são conceitos opostos. “Ressurreição de vida” significa ganhar a vida eterna, e subentende-se que os que ganharão a vida eterna não mais se desviarão. É por isso que Jeová expulsou Adão e Eva do Éden, para que não comessem da “árvore da vida”, pois se comessem dela, Jeová teria de dar vida eterna ao casal humano. Não há “ressurreição de vida” se a pessoa morrer após ser ressuscitada. Esse é um conceito contraditório, é como dizer: “Ele é um solteiro casado.” Ora, se é solteiro, não é casado; se é casado, não é solteiro. É o sentido da palavra.

      No caso da ressurreição de julgamento, ela tem que ser o oposto da ressurreição de vida. Definitivamente, essa expressão não significa o que o CG diz que significa. Essa história de “nome escrito a lápis” foi tirada do vento. Recuso-me a crer que você acredite nisso. Recuso-me a crer que você concorde com o entendimento atual por análise pessoal. A única razão de você concordar com isso é se você concorda pela mera razão de concordar com a liderança dessa religião, pois essa história de “ressurreição de julgamento” e “ressurreição de vida” serem a mesma coisa é muito estranha.

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  3. Com possibilidades de interpretação em aberto; visto que nem mesmo comentários bíblicos em geral apontam um consenso sobre essa passagem, prefiro então, me concentrar nas palavras de nosso Senhor Jesus em João 11:25 - ...“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, voltará a viver;..." (TNM 2015) - a certeza da vida cristã tendo como resultado a ressurreição, é uma maravilhosa esperança.

    Em contrapartida, ainda tenho dificuldades de compreender o versículo 26. É uma antítese logo em seguida à afirmação de Jesus?

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  4. Desculpa, mas não faz muito sentido pessoas já condenadas serem ressucitadas só pra terem seus pecados esfregados em sua cara, o salário do pecado é a morte, se elas pecaram em uma vida passada esses pecados não podem vigorar em uma ressurreição; não é justo. Só é justo a não ressurreição no caso daqueles que cometeram pecado imperdoável. Jeová nunca foi vingativo, em todo julgamento há a possibilidade de inocentar o réu, de dar uma segunda chance, um julgamento condenatório é somente sentença e não de fato um julgamento.
    Ainda creio na possibilidade do julgamento ser avaliativo.....

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    1. Cristão Antitípico16 de junho de 2023 às 22:25

      Prezado, a sua opinião, assim como a minha, é irrelevante, o que importa é o que a Bíblia diz. Peço que releia o artigo porque parece-me que você não entendeu o que foi dito.

      Excluir

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