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segunda-feira, 25 de junho de 2012

A importância da interpretação correta das Escrituras

Fonte da ilustração: http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102006142


“E continuaram a ler alto no livro, na lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuaram a tornar a leitura compreensível.” – NEEMIAS 8:8.


Sem dúvida alguma, a Bíblia Sagrada é o livro que mais tem influenciado a humanidade, tendo causado profundo impacto em praticamente todos os segmentos da sociedade humana, como as leis, as obras de arte e, principalmente, as regras de conduta e o comportamento. Tudo isso em si já demonstra a importância de se fazer um exame honesto e imparcial da Bíblia. Porém, em adição a tudo isso, a própria Bíblia estabelece motivos transcendentes para o estudo e a aplicação na vida dos princípios que ela contém. Veja alguns desses motivos:

“A tua palavra é a verdade.” (João 17:17) Essas palavras foram proferidas pelo Pai do cristianismo – o Senhor Jesus Cristo – numa fervorosa oração que ele fez ao seu Deus e Pai. Assim, encontramos na Bíblia a verdade, não conceitos humanos equivocados. O valor da verdade pode ser mensurado pelas seguintes palavras de Jesus: “A verdade vos libertará.” (João 8:32b) Assim, a verdade tem o maravilhoso poder de libertar os que a conhecem de conceitos falsos, os quais podem mantê-los aprisionados a um modo de vida altamente prejudicial. De modo que a Bíblia dignifica cada ser humano por lhe prover a maneira correta de viver. Sobre isso, lemos em 2 Timóteo 3:16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.”

Contudo, o valor da Bíblia, qual inspirada Palavra de Deus, vai além desse benefício. O Salmo 31:5 descreve o Autor da Bíblia como sendo “Jeová, o Deus da verdade”. Assim, o progressivo conhecimento da verdade contida na Bíblia nos achega cada vez mais ao Autor dela, Jeová Deus, e também ao Seu Filho, Jesus Cristo. (Leia João 17:3.) Esses são, sem sombra de dúvida, os melhores Amigos que alguém poderia ter. Adicionalmente, o texto de João 17:3 revela outro benefício da relação achegada com o Deus verdadeiro mediante Cristo: a vida eterna. Todos esses motivos (e certamente existem outros) pontuam a importância de se conhecer a Palavra de Deus.

Mas, é mesmo possível entender a Bíblia? Por que existem tantas interpretações a respeito de seu conteúdo? Alguns adotam a postura comodista e relativista de que ‘cada um interpreta a Bíblia de um jeito’, acreditando que não existe realmente uma verdade absoluta. No entanto, em oposição a tal conceito, Jesus disse: “Conhecereis a verdade.” (João 8:32a) Por tais palavras, Jesus afirmou que é possível obter o conhecimento correto das Escrituras. De fato, uma profecia bíblica mostra que, devido à incrementada pesquisa bíblica, no “tempo do fim” ‘o verdadeiro conhecimento se tornaria abundante’. (Daniel 12:4) Naturalmente, visto que os pesquisadores não são inspirados por Deus, invariavelmente cometerão erros de interpretação, por mais bem intencionados que sejam. De modo que o entendimento é progressivo, conseguido por se reunir as passagens que dizem respeito ao tema pesquisado, por se construir sobre o que outros já descobriram sobre o referido tema e por se dispor humildemente a corrigir interpretações erradas. (Daniel 12:8-10) Veja o artigo “A ciência bíblica – como devemos encará-la?”, neste site.

Por outro lado, Jesus indicou, numa conversa que teve com certos judeus de seus dias, algo que pode servir de obstáculo ao correto entendimento da Palavra de Deus. Jesus disse-lhes: “Vocês vivem estudando as Escrituras, pensando que vão encontrar nelas a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim. Mas vocês não querem vir a mim para terem a vida eterna.” (João 5:39, 40, Bíblia Pastoral) Por que razão tais judeus não relacionavam com a pessoa de Jesus as passagens que diziam respeito a ele como sendo o Messias?

Jesus apontou o motivo, ao dizer: “Eu bem sei que não tendes em vós o amor de Deus. Vim em nome de meu Pai, mas não me recebestes; se algum outro chegasse no seu próprio nome, a este receberíeis. Como podeis crer, quando aceitais glória uns dos outros e não buscais a glória que é do único Deus?” Como Jesus mostrou, aqueles judeus não eram motivados pelo amor a Deus, mas buscavam a glória e o louvor de homens. Não estavam comprometidos com a verdade divina, e sim com manter as aparências perante os homens, para granjear o favor deles.

Essas duas características perniciosas estavam entre os ingredientes que resultaram na grande apostasia, ou desvio, do verdadeiro cristianismo que se impôs no segundo século da Era Comum. Os líderes religiosos daquele tempo, a fim de obter o favor dos pagãos, procuraram expressar crenças cristãs nos moldes da filosofia grega, fazendo, com efeito, uma fusão entre os ensinos bíblicos e a filosofia grega, em especial a neoplatônica. Mas, como água e óleo não se misturam, e beber e dirigir não combinam, tentar explicar a Bíblia à base de conceitos filosóficos faz com que ela entre em contradição consigo mesma. Qual é, então, o modo correto de interpretar a Bíblia?


Hermenêutica e orthotoméo

Hermenêutica é o nome dado ao conjunto de princípios que regem a correta interpretação das Escrituras. Ela está relacionada com o verbo ἑρμηνεύω (hermeneúo), que significa “explicar”, “interpretar” e “traduzir”.

Lucas 24:27 declara sobre Jesus Cristo: “E, principiando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes [de hermeneúo][1] em todas as Escrituras as coisas referentes a si mesmo.”

Outra palavra grega ligada ao ensino correto das Escrituras é ὀρθοτομέω (orthotoméo), que significa literalmente “cortar reto”, ou “cortar direito”. Ela é formada por dois elementos de composição gregos. Ortho significa “reto, direito”, tendo sido incorporado em diversas palavras portuguesas, tais como “ortografia”, “ortodoxo”, “ortopedia”, “ortodontia”, etc. Toméo deriva-se do verbo témno, que significa “cortar”. (Há quem escreva a palavra de forma incorreta – como “ortothoméo” – trocando em ortho a letra theta pela letra tau, e trocando em toméo o tau pelo theta, devido a pouca familiaridade com a língua grega. O leitor provavelmente encontrará algum site ou blog, e também temas de vídeos teológicos, que grafaram esse termo de forma errada, o que evidentemente compromete a credibilidade do autor dos mesmos quanto ao conhecimento do grego bíblico.)[2]

O termo grego orthotoméo ocorre declinado em 2 Timóteo 2:15, texto que reza: “Faze o máximo para te apresentar a Deus aprovado, obreiro que não tem nada de que se envergonhar, manejando corretamente [ὀρθοτομοῦντα; orthotomoûnta] a palavra da verdade.”  Assim como um perito alfaiate corta tecido seguindo um modelo e um experiente agricultor faz sulcos retos numa roça, o responsável e diligente instrutor da Palavra de Deus deve ‘manejá-la corretamente’ por se esforçar em apegar-se ao seu real conteúdo e viver em harmonia com ela.

Notas:

[1] Como varia lectio, encontramos o verbo relacionado διερμηνεύω (diermeneúo).
[2] A palavra pode ser transliterada orthotoméo ou aportuguesada ortotoméo (sem o th de ortho).



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





6 comentários:

  1. Belo artigo.
    Aliás, realmente existem alguns que grafaram mesmo errado a palavra grega citada, tenho até salvo as páginas de um destes blogs onde tais autores, alguns críticos das Testemunhas de Jeová vangloriam-se de serem "eruditos". Continue o bom trabalho.

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  2. Bem, com certeza você está falando do meu blog. Primeiro, nunca me vangloriei de "erudito", portanto, você é um caluniador. Segundo, o fato de eu ter errado não significa que não conheça o grego. Devemos discutir doutrinas, não zombar dos erros dos outros. Isso mostra o que é típico das tjs. De qualquer forma, eu pedi desculpas pelo erro em meu blog e corrigi o que te fez julgar o meu grego. Agora, debater sobre TNM num canal de TV ou rádio, vc corre né? Quem sabe ali você pudesse experimentar o meu grego. Vamos, desiste não!

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    1. "Devemos discutir doutrinas, não zombar dos erros dos outros"

      Hhauhauauauaau.
      Tenho minha dúvidas é costume se prender as doutrinas dentro das conversas religiosas dentro da cristandade. Ainda mais quando entra em pauta seus mestres tentando desmoralizar as denominadas seitas.

      Se falhar a conversa estritamente doutrinal se peneira qualquer elemento que se julgue negativo, depreciativo, enfim, que possa minar a imagem da minoria religiosa proposta. Citar que conheceu vizinho que fazia isso, que um ex-membro reclamou daquilo, que líder tal era divorciado, que ouviu falar que fulano de tal fez alguma coisa de errada, insinuar que arrecadam dinheiro demais...que se exige fidelidade extrema e estudo demais além de dados minuciosos o que seria uma afronta à Graça!

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  3. A pessoa que se identifica como “Anônimo” admite estar enquadrada na referência que fiz a haver quem escreva a palavra orthotoméo de forma errada; porém tal pessoa faz algumas declarações improcedentes. Primeiro, eu não declarei como sendo erudito (e assim não cometi nenhuma calúnia) quem comete tal erro, pois isso seria impraticável para um erudito. Segundo, visto que o referido erro tem a ver em especial com um conhecido elemento de composição grego, em virtude de seu uso constante e corrente em português, a meu ver isso de fato compromete o conhecimento do errante quanto à língua grega. Terceiro, apontar um erro não significa em si mesmo zombar do errante. Considero que o assunto foi tratado com dignidade, ressaltando a importância de os leitores de assuntos teológicos cristãos avaliarem cuidadosamente os canais, blogs ou sites que pesquisam, quanto à genuinidade e à propriedade de seu conteúdo. Quarto: em contraste com isso, o referido “Anônimo” usa uma linguagem ofensiva e que, de fato, não combina com os elevados padrões de respeito que se espera de um cristão. (Col. 4:6; 1 Ped. 3:15) Isso me leva a concluir que sua motivação e a natureza do que propõe estão em completa desarmonia com a diretriz da Palavra de Deus, que declara: “Busque a paz e empenhe-se por ela.” (1 Ped. 3:11) Conversas sobre a Bíblia devem ser feitas num espírito de amor e de respeito, visto que giram em torno da sagrada Palavra de Deus e os que sobre ela conversam devem representá-la bem, sobretudo na conduta e na linguagem. Como apologista, não recuso debates responsáveis e respeitáveis, que sirvam “para edificar e não para demolir” (2 Cor. 13:10), algo que – lamento muito – não parece se enquadrar no perfil do referido “Anônimo”. Recomendo ao senhor “Anônimo” que analise sinceramente se deseja apenas debates acadêmicos ou intelectuais sobre a Bíblia, ou se deseja principalmente viver de acordo com ela, pois a sua linguagem infelizmente põe em dúvida a segunda proposição.

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  4. Prezado apologista: Este elemento é um apóstata que odeia o tj7.O comentário dele foi direcionado a ele.O linguajar dele é realmente chulo e muito baixo. Qualquer pessoa que faz tanta questão de um debate na tv (ele vive convidando)quer se promover ou promover um produto.Ele bem que poderia abordar um tema sobre a versão Almeida século 21 e os erros grosseiros de português dela, daí,visto que ele usa essa versão do "Paraguai",poderia tentar corrigir a TNM. Imagina que arrogância! um mero principiante tentando desacreditar uma obra altamente erudita e elegante,não se sente envergonhado de ser exposto não? Esta é a diferença entre a TNM e a século 21 : A COCA-COLA para a LEÃO DE JUDÁ COLA!

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  5. Parabéns apologista pela excelente matéria. Com certeza os sinceros estudantes da biblia e os que tem apreço pela mesma vão saber identificar suas respeitosas palavras e seu zelo pelas escrituras sem ofender ou denigrir a imagem de alguém,pelo contrário ajuda em muito os merecedores. Que Jeová o abençoe,abraço!

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