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sábado, 15 de setembro de 2012

Jesus é o Criador ou um Ser criado? – Exame de Colossenses 1:15-20

Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102007056


Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (NM) verte Colossenses 1:15-20 do seguindo modo (as chaves – [ ] – são dessa tradução): Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, quer sejam tronos, quer senhorios, quer governos, quer autoridades. Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele. Também, ele é antes de todas as [outras] coisas e todas as [outras] coisas vieram a existir por meio dele, e ele é a cabeça do corpo, a congregação. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é primeiro em todas as coisas; porque [Deus] achou bom que morasse nele toda a plenitude, e, por intermédio dele, reconciliar novamente todas as [outras] coisas consigo mesmo, por fazer a paz por intermédio do sangue [que ele derramou] na estaca de tortura, quer sejam as coisas na terra, quer as coisas nos céus.”

A palavra grega traduzida aqui por “todas as [outras] coisas” é pán·ta, forma flexionada de pas (masculino). (O feminino é pasa, e o neutro é pan.) As diversas inflexões incluem pantes (plural), pasaipanta, e assim por diante. Pas pode significar “todas as coisas” no sentido absoluto, de tudo, incluindo até a última das coisas ou pessoas mencionadas – literalmente todos. Mas também pode significar “toda espécie ou variedade” (Vine), como pode ser visto em Atos 2:17. Segundo a versão Almeida, revista e atualizada, o texto reza: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne.” A expressão “toda a carne” em grego é pâsan sárka (πᾶσαν σάρκα). Sobre a palavra “carne”, 1 Coríntios 15:39 explica: “Nem toda a carne é a mesma carne, mas uma é a da humanidade, e outra é a carne do gado, e outra é a carne de aves, e outra de peixes.” Portanto, não poderia ser “toda a carne” literalmente, visto que a palavra “carne” também se aplica aos animais. Para tentar esclarecer o assunto, a JRV traduz por “todo ser humano”. Mas esta forma de traduzir também não se aplica. O contexto mostra que não foi “toda a carne” humana que recebeu o espírito santo, nem mesmo “toda a carne” na Palestina, mas apenas os cerca de 120 discípulos de Cristo. (Atos 1:15) Além disso, Atos 5:32 declara que Deus dá o espírito santo “aos que obedecem a ele [Deus] como governante”. Por isso, a NM é exata ao traduzir por  “toda sorte de carne”. O contexto imediato apoia tal tradução, quando cita “filhos” , “filhas”, “jovens” e “anciãos”. O espírito de Deus seria derramado não só sobre pessoas selecionadas, como sacerdotes, profetas, juízes e reis, como havia sido até então, mas sobre “toda sorte de carne”. Vale ressaltar que esta forma de traduzir este versículo é praticamente ímpar na NM, e não ocorre em cerca de quarenta outras traduções que foram verificadas, nas línguas inglesa, alemã e espanhol.

Outro exemplo que podemos citar é o texto de 1 Timóteo 2:3, 4. Algumas traduções vertem-no por dizer que Deus “quer que todos os homens [πάντας ἀνθρώπους; pántas anthrópousse salvem”. (CBC) Mas, outros textos mostram que nem todos os homens se salvarão. (Salmo 145:20; Mateus 7:13) Significa então que a vontade de Deus não irá se cumprir? Não, apenas significa que a tradução acima de 1 Timóteo 2:4 está incorreta. A vontade de Deus é que “toda sorte de homens sejam salvos”. (NM) Novamente, o contexto torna isso claro. O v. 1 declara: “Exorto, portanto, em primeiro lugar, a que se façam súplicas, orações, intercessões e se deem agradecimentos com respeito a toda sorte de homens.” Paulo não exortou a que se orasse por “todos os homens” (Al), pois isto estaria em conflito com 1 João 5:16, que declara: “Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.” (IBB; veja também Jeremias 7:16.) Outros exemplos deste sentido de pas ocorre em João 1:9; 12:32; Mateus 5:11.

Além destes dois sentidos, pán·ta também pode significar “todas as outras coisas”, conforme o contexto e para dar maior esclarecimento. Isto se dá especialmente quando “todos” é colocado em relação a algo já mencionado, quando tem como referencial algo já citado. Por exemplo, Lucas 13:2 fala de “esses galileus”, referindo-se a galileus específicos que foram mortos por Pilatos, e os compara com “todos os galileus” (πάντας τοὺς Γαλιλαίους; ver AlIBB), evidentemente querendo dizer “todos os outros galileus” (NM; ALA; BLH; JRV), “os demais” (BV), “todos os mais”. (HR) De modo similar, Lucas 21:29 fala da figueira e de “todas as outras árvores” (πάντα τὰ δένδρα); ”as outras árvores” (JRV); “qualquer outra árvore”. (BLH) Também, ao escrever aos filipenses, Paulo tece elogios a Timóteo, e depois declara (em Filipenses 2:21) que “todos os outros estão buscando os seus próprios interesses”. (οἱ πάντες PIB verte de modo similar.) Um exemplo clássico, exemplar, deste uso de pas é encontrado em Lucas 11:41-42: “Não obstante, dai como dádivas de misericórdia as coisas que estão no íntimo, e, eis que todas as outras coisas [pán·ta] acerca de vós serão limpas. Mas, ai de vós, fariseus, porque dais o décimo da hortelã, e da arruda, e de todas as outras [pân] hortaliças, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus! Estas coisas tínheis a obrigação de fazer, mas sem omitir aquelas outras.”

Encontramos nos textos abaixo outros exemplos deste uso de pas:

Mateus 26:33: “Ainda que todos os outros tropecem” (πάντες).

Mateus 26:35: “Todos os outros discípulos” (πάντες οἱ μαθηταὶ).  (JRV; ver também Marcos 14:29, 31.)

Marcos 4:13: “Vós não sabeis esta ilustração, e, portanto, como entendereis todas as outras ilustrações?” (πάσας τὰςπαραβολὰς.JRV: “todas as outras.”

Marcos 4:31-32: “Grão de mostarda . . . se torna maior do que todas as outras hortaliças” (πάντων τῶν λαχάνων).

João 2:10: “Todo outro homem” (Πᾶς ἄνθρωπος).

João 3:31: “Aquele que vem de cima é sobre todos os outros” (πάντων).

Romanos 8:32: “Aquele que nem mesmo poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, por que não nos dará também com ele bondosamente todas as outras coisas?” (τὰ πάντα)

1 Coríntios 6:18: “Todo outro pecado” (πᾶν ἁμάρτημα). IBB: “Qualquer outro pecado.”

1 Coríntios12:26: “Se um membro sofre, todos os outros membros sofrem” (πάντα τὰ μέλη).

Filipenses2:9: “todo outro nome” (πᾶν ὄνομα).

Os exemplos acima mostram o extensivo uso que a Bíblia faz deste sentido do verbo pas. Mas, seria este o sentido em Colossenses 1:15-17? Examinemos detidamente o texto em questão.

Ele é a imagem do Deus invisível.” De modo similar, 2 Coríntios 4:4 fala de “Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto não significa igualdade com Deus. Pelo contrário, mostra que Cristo é distinto ou separado de Deus; que ele não é o Deus Todo-Poderoso. Para esclarecer o assunto adicionalmente, veja o uso da palavra “imagem” (eikón) em 1 Coríntios 15:49, que declara: “Assim como temos levado a imagem daquele feito de pó [Adão], levaremos também a imagem do celestial [Jesus Cristo].” Portanto, os cristãos com esperança celestial se tornarão à imagem de Cristo. Mas é evidente que serão distintos dele, e inferiores a ele. Prova disso é que a Bíblia diz que eles serão “reis e sacerdotes” (Apocalipse 5:10, Al), ao passo que Cristo é descrito como “sumo sacerdote” e “Rei dos reis”. – Hebreus 3:1; Apocalipse 17:14.

O primogênito de toda a criação.”  Nas Escrituras Hebraicas e nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra “primogênito” ocorre 112 vezes no sentido de ser o primeiro nascido[1]. A mesma palavra grega para “primogênito” é usada na Septuaginta (Versão dos Setenta) nesse sentido. Tanto que a Bíblia faz um paralelo entre “primogênito” (protótokos) e “o princípio [arkhé] de toda a sua faculdade de procriação”. (Gênesis 49:3, LXX; compare com Deuteronômio 21:17, LXX; Salmo 105:36.) À base de tais declarações bíblicas é razoável concluir que o Filho de Deus é o primogênito de toda criação no sentido de ser a primeira das criaturas de Deus.

Quando a palavra “primogênito” não se aplica ao primeiro, isto se deve ao fato de que o primeiro perdeu seu direito à primogenitura, e outro da mesma família assumiu o seu lugar. (1 Crônicas 5:1; Jeremias 31:9) Portanto, seguindo esta regra bíblica, se Jesus não fosse o primogênito no sentido de ser o primeiro filho ou o primeiro nascido de Deus, isto significaria que Deus criou outro antes de Jesus, e que este outro perdeu seu direito à primogenitura, sendo necessário Jesus ter assumido o seu lugar. Assim, imagine as implicações de se negar que Jesus é a primeira criação de Deus!

Ademais, uma regra que permeia toda a Bíblia é a de que o primogênito sempre faz parte do grupo. O primogênito de Israel” é um dos filhos de Israel; “o primogênito de Faraó” é um da família de Faraó; “os primogênitos dos animais” são eles próprios animais. (Êxodo 6:14; 11:5; Deuteronômio 15:19) Assim sendo, Jesus também faz parte da criação; é um ser criado. Dito de modo simples, Jesus é o começo da criação originada por Deus.

Podemos comprovar isso adicionalmente vendo o outro uso da palavra “primogênito” no mesmo contexto, em Colossenses 1:18, que declara: “Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é primeiro em todas as coisas.” Note o paralelo entre “primogênito” (protótokos), “princípio” (arkhé) e “primeiro” (do verbo proteúo, que significa “ser o primeiro”; “ter o primeiro lugar” [G.D.]). Tais palavras descrevem a Jesus como o primeiro de um grupo ou classe – dos ressuscitados para a vida eterna. Atos 26:23 fala de Cristo “como primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos”. (Veja também Hebreus 6:19, 20; 1 Coríntios 15:22, 23.) Ninguém antes de Jesus Cristo foi elevado à vida imortal nos céus. (João 3:13) Visto que ele foi o primeiro a ter uma ressurreição à perfeição de vida, é “o primogênito [ou o primeiro] dentre os mortos”. Correspondentemente, visto que ele foi o primeiro a ser criado por Deus, ele é “o primogênito [ou o primeiro] de toda a criação”. Isto é reconhecido pela versão ecumênica da Comunidade de Taizé (Edições Loyola), e pela JRV, que descrevem Jesus como “o primogênito de toda criatura”.

Além disso, Jesus se refere a si mesmo como “o princípio [arkhé] da criação de Deus”. (Apocalipse 3:14, CT) Outros textos corroboram o mesmo fato – que Jesus foi criado. 1 João 2:14 descreve o Filho como “aquele que é desde o princípio”, no sentido de que Deus o criou antes de todas as outras coisas. O único que é referido como sendo “de eternidade a eternidade” é o Pai e Todo-Poderoso Deus – Jeová. – Salmo 90:2, ALA.
     
Ser Jesus o primogênito de toda a criação envolve a lei da primogenitura, o direito do primeiro que nasceu ou foi produzido. Desde os primeiros tempos, o verdadeiro filho primogênito gozava de privilégios especiais que incluíam a sucessão da chefia da família e herdar uma porção dupla da propriedade do pai. (Deuteronômio 21:15-17) A realeza e o sacerdócio, também, eram herdados pelo primogênito dum rei ou sumo sacerdote no antigo Israel. 2 Crônicas 21:3 confirma isso, quando declara: “Seu pai [Jeosafá] lhes deu muitas dádivas de prata, e de ouro, e de coisas seletas, junto com cidades fortificadas em Judá; mas o reino ele deu a Jeorão, pois era o primogênito.” E a respeito do Filho, Jesus Cristo, foi escrito: “Foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino.” – Daniel 7:14.

Como a primeira de todas as criações de Deus, Jesus não podia ser o Criador. Isto é confirmado pelas expressões dos versículos 16 e 17:

“Porque mediante ele foram criadas.” A expressão “mediante ele” em grego é en autõi (ἐν αὐτῷ), que inclui uma preposição (“em) com o pronome (“ele”) no caso dativo (autõi ). O Léxico do Novo Testamento Grego/Português de Gingrich e Danker explica que esta estrutura tem o sentido de causa, apontando para a pessoa envolvida como sendo o meio ou instrumento para a realização de uma ação. Vemos isso em Atos 17:31 na expressão “por meio dum homem” (lit.: “em varão”; en andrì; ἐν ἀνδρὶ). Romanos 5:9 afirma: “Fomos declarados justos pelo seu sangue” (lit.: “em o sangue”; en tõi haímati; ἐν τῷ αἵματι).  Ambos os textos mostram que alguma coisa feita “em” algo ou alguém pode significar que tal coisa é feita por meio ou por intermédio dele, ou seja, mediante ele. Em harmonia com isso, a BLH traduz assim: “Porque, por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na Terra.”

“Foram criadas por intermédio dele.” A expressão “por intermédio dele” traduz o grego di’ autoû (δι' αὐτοῦ). A preposição diá (διά) indica “meio, instrumento, agência”, sendo traduzida alternativamente como “por meio de”, “através de”, “por intermédio de”. (G.D.) O contexto – que apresenta Jesus, não como o Autor, mas sim como o Agente da criação  é determinativo em indicar esse modo de traduzir. Isto é reconhecido em diversas traduções, que verteram a expressão como “por meio dele”. – Veja BLHALAJRV.

“Todas as [outras] coisas.” Em harmonia com todo o precedente acima, e com tudo o que a Bíblia diz a respeito do Filho, a NM traduz a palavra grega pán·ta em Colossenses 1:16, 17 por “todas as outras coisas”. Primeiro, indica-se que ele é um ser criado, alguém que faz parte da criação produzida por Deus, em harmonia com o inteiro contexto bíblico. Segundo, as coisas criadas “mediante ele” não incluem o próprio Jesus, pois Deus já o havia criado. Terceiro, depois de Deus ter criado “o primogênito de toda a criação”, todas as coisas trazidas à existência eram outras criações.

O mesmo modo de traduzir (“todas as outras”, ou “todos os outros”, “todo outro”, etc.) também poderia ser usado em outros textos. Por exemplo, Romanos 5:12 diz que “por intermédio de um só homem . . . a morte se espalhou a todos os homens”. Mas a parte final do texto poderia ser traduzida ‘a morte se espalhou a todos os [outros] homens’, visto que Adão também era homem. Similarmente, 1 Coríntios 15:24 fala do período em que Jesus irá “entregar o reino ao seu Deus e Pai, tendo reduzido a nada todo governo, e toda autoridade e poder”. A parte final do texto também poderia ser traduzida: “todo [outro] governo, e toda [outra] autoridade e poder”,  visto que Deus e Jesus também têm cada qual um governo, autoridade e poder. A mesma regra poderia ser aplicada em Efésios 1:20-23, que poderia ser traduzido assim: “Ele tem operado no caso do Cristo, quando o levantou dentre os mortos e o assentou à sua direita nos lugares celestiais, muito acima de todo [outro] governo, e autoridade, e poder, e senhorio, e todo [outro] nome dado, não só neste sistema de coisas, mas também no que há de vir. Sujeitou também todas as [outras] coisas debaixo dos pés dele, e o fez cabeça sobre todas as [outras] coisas para a congregação, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que em tudo preenche todas as coisas.” Mas, então, por que nem a NM nem outras traduções acrescentam em tais textos a palavra “outro”, “outras”, e assim por diante? Porque isto já está subentendido. Ninguém questiona isso. Mas o problema é que, devido à prevalência do ensino trinitário, que afirma que Jesus não foi criado, torna-se necessário acrescentar a palavra “outras” em Colossenses 1:16, 17, para esclarecer algo que já estaria subentendido, se não fosse a ‘neblina’ causada pela doutrina trinitária.

Uma prova bíblica definitiva de que a palavra grega pán·ta pode e deve ser traduzida por “todas as outras coisas” quando o contexto e/ou o esclarecimento o exigem é o texto de 1 Coríntios 15:27, 28, que diz: “Pois Deus ‘lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés’. Mas, quando diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é evidente que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.” Em outras palavras, Paulo estava explicando que “todas as coisas” neste contexto significa “todas as outras coisas; não inclui “aquele que lhe sujeitou” tais coisas.  Paulo disse que isso “é evidente”. Mesmo assim, ele achou bom esclarecer isso. O mesmo se pode dizer de certos versículos bíblicos. Aos que não estão com ideias preconcebidas antibíblicas, tal significado “é evidente” nesses versículos. Mas, devido às ideias preconcebidas antibíblicas, às vezes é necessário esclarecer o sentido do texto por acrescentar palavras auxiliares. Estas palavras não mudam o sentido do texto; pelo contrário, o esclarecem.

Referências:

Al – Versão Almeida, revista e corrigida.
ALA – Versão Almeida, revista e atualizada no Brasil.
Despertai! de 22/10/79 (p. 29, sob o tema “Jesus Cristo como ‘o primogênito de toda criatura’”), periódico publicado pelas Testemunhas de Jeová.
HR – Novo Testamento (1935), Huberto Rohden, União Cultural Editora Ltda.
IBB – Imprensa Bíblica Brasileira.
JRV – Bíblia Sagrada, Evangelhos (1982), José Raimundo Vidigal, Editora Santuário.
Livro Raciocínios À Base das Escrituras (p. 401, verbete “Trindade”), publicado pelas Testemunhas de Jeová.


Nota:
[1] Estas ocorrem em Gênesis 10:15; 22:21; 25:13, 31, 33; 27:19, 32; 35:23;36:15; 38:6, 7; 41:51; 43:33; 46:8; 48:14, 18; 49:3; Êxodo 4:22, 23; 6:14; 11:5; 12:12; 12:29; 13:2, 13, 15; 22:29; 34:20; Levítico 27:26; Números 1:20; 3:2, 13; 8:17; 18:15, 17; 26:5; Deuteronômio 15:19; 21:15, 16, 17; 25:6; 33:17; Josué 6:26; 17:1; Juízes 8:20; 1 Samuel 8:2; 17:13;  2 Samuel 3:2; 1 Reis 16:34; 2 Reis 3:27; 1 Crônicas 1:13, 29; 2:3, 13, 25, 27, 42, 50; 3:1, 15; 4:4; 5:1, 3; 6:28; 8:1, 30, 39; 9:5, 31, 36; 26:2, 4, 10; 21:3; Jó 1:13, 18; Salmo 105:36; Miqueias 6:7; Zacarias 12:10; Lucas 2:7; Romanos 8:29.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




16 comentários:

  1. E quanto as acusações sempre repetidas de que "ARKHÉ" também PODE significar "principal" ou "governante" ou "soberano", que pode ser primeiro em ranking ou qualidade e não necessariamente no tempo.

    Ou a variante "Quando aplicado a pessoas Arkhé sempre se refere ao cargo da pessoa" ..... que pode significar "A fonte" ou "O principiador" .....e....que isso seria demonstrados com muitas outras palavras derivadas que tem a mesma raiz de ARCHE, e mesmo em português isso ainda se refletiria, pois o sufuxi "ARC", "ARCE" ou "ARQUI" tem o sentido de posição, governo e não de primazia no tempo (Arcebispo, Arcanjo, Arquiinimigo, Anarquia, Monarquia, Autarquia....) ?

    PS ==== De fato, poderíamos ilustrar que em português "PRINCIPal", tem o mesmo radical de "PRINCIPio" também =====

    Qual o discurso mais eficiente para contra-argumentar tais estratégias -de tentar forçar outro entendimento em textos como Ap 3:14-?

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    1. O argumento de que palavras com a mesma raiz refletem o mesmo significado é simplesmente absurdo e antilinguístico. Como exemplo disso, temos εισέρχομαι (eisérkhomai) e εξέρχομαι (exérkhomai), ambas derivadas de έρχομαι (érkhomai = vir). A primeira significa “entrar” e a segunda significa “sair”. Em vez de terem o mesmo sentido, elas têm significados opostos! Portanto, palavras que têm a mesma raiz não têm forçosamente o mesmo sentido.
      O primeiro sentido de αρχή (arkhé) apontado pelos léxicos do grego coiné é de “princípio”, “começo” e “início”. (Mt 19:4; 24:8; Mr 1:1, 13:8; Lu 1:2; Jo 1:1; 15:27; At 11:15) Um segundo sentido é de “líder”, “autoridade”, “oficial”, “príncipe” (Lu 12:11; 20:20). E o terceiro significado apontado é o de “reino”, “domínio”, “esfera de influência”. (Ju 6; Tt 3:1) No entanto, isso não quer dizer que um significado coincida com o outro. Cada um deve ser avaliado dentro do seu respectivo contexto.
      Veja o exemplo de uma palavra já citada: érkhomai. Ela significa “vir” em Mateus 8:9 (traduzida “vem” no imperativo e no indicativo), mas significa “ir” em Lucas 15:20 (traduzida “foi” e não “veio”) e em João 21:3 (traduzida “vamos”).

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  2. O que sempre friso é que entendendo "O Principio da Criação" como significando "O PRINCIPAL da Criação" não se modifica muita coisa.
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    Mas então, os léxicos gregos devem ter uma pá de palavras relacionadas a "ARKHÉ", não é?

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    1. Os significados básicos são os expostos acima. O problema é que os trinitaristas querem "inventar" um sentido fora do contexto na tentativa desesperada de ofuscar o claro ensino de que Jesus teve princípio.

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  3. Que legal suas defesas! Acabei de ler os 4 artigos sobre a grande multidão e achei impressionante as refutações que você fez de alguns argumentos que eu tinha visto em um site.
    Agora,prezado apologista,parece haver certas semelhanças entre os dois grupos ( 144 mil e grande multidão)e muitos tem usado essas semelhanças para provar que são o "mesmo grupo".
    Ex: Em revelação 6:11 fala-se dos ungidos como recebendo uma comprida veste branca.Já no cap.7:10 a grande multidão também é descrita como tendo compridas vestes brancas.
    Também no cap.7:14 a grande multidão é descrita como tendo lavado as vestes compridas e 22:14 que é uma referencia aos ungidos também diz que eles lavam as suas vestes compridas.
    Como então conciliar isso? se quiser mandar por e-mail alguma informação tudo bem.Continue o bom trabalho.

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    1. O fato de expressões e símbolos semelhantes serem usados para pessoas ou grupos separados não indicam que os referidos por tais símbolos tenham a mesma identidade. Isso foi demonstrado no artigo “Duas regras – uma falsa e uma verdadeira”, neste blog, no link http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2011/09/duas-regras-uma-falsa-e-uma-verdadeira.html

      O contexto é que determina o significado do uso do referido símbolo e a identidade da pessoa ou do grupo aludido por tal símbolo. Por exemplo, tanto Jeová como Cristo são mencionados como sendo ‘o Primeiro e o Último’. (Isa. 44:6; Rev. 1:17) Contudo, o contexto de Isaías diz respeito à Divindade de Jeová, pois o mesmo texto (Isa. 44:6) acrescenta: “Além de mim não há Deus.” Por outro lado, o contexto de Revelação diz respeito à ressurreição de Jesus. (Rev. 1:18) Jesus foi “o Primeiro” humano a ser ressuscitado para a vida espiritual, imortal. (Col. 1:18) Além disso, ele é “o Último” ressuscitado assim pelo próprio Jeová. Os demais serão ressuscitados por meio de Jesus, conforme ele mesmo explicou: “Tenho as chaves da morte e do Hades.” – Rev. 1:18b.

      No caso da veste comprida (grego: stolé), aplicada tanto aos ungidos como à grande multidão, vale ressaltar que até mesmo um anjo foi visto com tal vestimenta (Mar. 16:5), sendo que tal criatura celestial não pertence a nenhum dos dois grupos. Examinemos o contexto do uso a tais grupos distintos. No caso dos que têm esperança celestial, em Revelação 6:11 tal veste é dada a eles como evidência de sua aprovação e como indicação de sua ressurreição. É uma RECOMPENSA. Já no caso da grande multidão, eles JÁ POSSUEM tal veste, mas ela não estava branca. Para se habilitarem para a sobrevivência, precisam LAVAR tal veste já existente e a ENBRANQUECER no sangue do Cordeiro, evidentemente por exercerem fé em Cristo e viverem à altura de sua dedicação a Jeová Deus. (Rev. 7:14) E que dizer de Revelação 22:14, que menciona os com esperança celestial como também ‘lavando as suas vestes compridas’? Note que precisam fazer isso, não como requisito para sobreviver á grande tribulação, mas para que possam ‘ir às árvores da vida e para que obtenham entrada na cidade pelos portões’ da Nova Jerusalém. Em ambos os casos (Rev. 7:14; 22:14) o ato de lavar tais vestes indica tornar-se digno (aprovado) perante Deus. Mas, no caso da grande multidão, o resultado dessa aprovação é sobreviver – portanto, passar com vida – pela grande tribulação, permanecendo aqui na Terra. (Prov. 2:21) Por outro lado, no caso dos ungidos, o resultado é a ressurreição celestial, que os habilita a ‘entrar’ na Nova Jerusalém no sentido de comporem o que ela representa – a noiva de Cristo. (Rev. 21:9, 10)

      Assim, análise sóbria do contexto e da inteira fraseologia que permeia os textos em questão mostra que tais expressões ou símbolos não indicam que os aludidos por eles sejam necessariamente a mesma classe. E outros textos tornam claro que os 144.000 e a grande multidão são classes distintas, conforme a série de artigos, neste blog, intitulada “A ‘grande multidão’ – qual é a sua identidade?”, partes 1 a 4. (Veja também a obra “Estudo Perspicaz das Escrituras”, vol. 3, p. 777, sob o verbete “vestimenta”, e o livro “Revelação – Seu Grandioso Clímax Está Próximo”, pp. 102-103, § 11, ambos publicados pelas Testemunhas de Jeová,)

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  4. Apologista,

    Eu tó fazendo uma pesquisa sobre o uso da TNM do Nome Divino no NT, e é algo bem exaustivo rs. Já que o irmão teve disposição para buscar e ainda separar cada sentido da palavra "espírito", taí outra sugestão.

    Eu tó buscando as ocorrências e caçando junto a referência do AT que denota que ali "Senhor" tem sentido de "Jeová". Sabemos que no NT nem sempre é fácil decidir se "Senhor" se refere ao Pai ou ao Filho. Mas até aqui *Estou em Romanos* as ocorrências de "Jeová" estão bem fundamentadas no uso Veterotestamentário ao menos em 90% dos casos, pois mesmo quando não a passagem neotestamentária não é uma citação direta da escritura hebraica, ela é uma alusão ao referência à mesma.

    OBS:
    O termo "O anjo do Senhor" certamente deve significar o "Anjo DE JEOVÀ", pois é assim que o é empregado no AT. Não lembro de ocorrer "anjo DO SENHOR" [Anjo de Adon? Anjo de Adonay?] no VT. E o contexto das ocorrências não sugerem que caiba o termo "Anjo de Cristo", pois o termo é usado antes mesmo do nascimento deste.
    Já a "Palavra de Jeová" que ocorre várias vezes em especial no livro de Atos, entendo que poderia realmente ser no original "A palavra do Senhor" tendo o significado de "palavra DE CRISTO" ali dentro do ministério deles. A pregação deles era tanto a palavra de Deus quanto a palavra de Cristo, então o "Senhor" neste caso pode ser TANTO uma referência ao Filho de Deus QUANTO ao tetragrama de Jeová.

    E é isso que estou fazendo. Tenho em mente fazer um relatório do gênero: tantos % dos 200 e tantos usos do Nome na TNM das Escrituras Gregas estão além de dúvida, são citações diretas do AT, outros tantos % também estão muito bem fundamentados por serem aplicações de termos comuns do AT; outros % o CONTEXTO exige que se entenda "Jeová" - uma referência ao Pai e não ao Filho; outros % poderiam ser tanto a um quanto ao outro e ainda alguns % usos de "Kyrios" no NT a TNMEGC preferiu deixar como "O Senhor" mesmo EMBORA PUDESSEM também significar "Jeová"

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  5. PS: Decidi ir conferir isso caso a caso pois muitos opositores acusam a TNM de não ter tido CRITÈRIO em sua escolha de onde incluir o Nome dentro do Novo Testamento. De vez em quando querem tentar fazer confusão citando casos onde ela também deveria incluir o Nome e não o fez, Etcetera. Até mais colega.

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  6. A Nova King James Version Nome Divino apresenta o Nome no chamado "Novo Testamento" Poderão conferir aqui neste link:

    http://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2012/05/31/nova-biblia-king-james-restaura-o-nome-divino/

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  7. Meu caro amigo, sei que é muito dificiul assumir o erro. E ficar procurando argumentos contra o Trinitarismo é uma bobagem. Jesus é o alfa e o omega, sem duvida, ta bem claro em Apocalipse. Ele é o CRIADOR de todas coisas. Vemos em varias passagens que falam da glória de Cristo, mas Jeová não divide glória com ninguem. Jesus é a própria vida, como pode então ele receber vida se ele é a própria vida? Deus se fez carne, o Deus INVISIVEL, QUE É ESPIRITO. Como João vê em apocalipse um Deus que é Invisivel, que é espirito? e os profetas que o viram? As vestes dEle, o Seu trono? Precisa ser visível para faser tais coisas como se vestir, se acentar e até mesmo ser visto. Afinal, ele é invisivel ou não? a Biblia diz que é. ele é ONIPRESENTE? a Biblia diz que é. felismente fiho, só há salvação atravez de Jesus, só há vida eterna atravez de Jesus, o Emenuel (Deus conosco). Lembresse sempre: DEUS È IRRACIONAL, INEFAVEL, INVISIVEL, ONICIENTE POTENTE E PRESENTE, É PROFUNDAMENTE SANTO SANTO SANTO, ELE É MARAVILHOSAMENTE INCOMPRIENCIVEL. JOÃO 17:3 DIZ QUE A VIDA ETERNA CONSISTE EM CONHECER A DEUS. ENTÃO ME DIGA, COMO EU POSSO CONHECER UM DEUS INCOMPRIENCIVEL???

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    1. Prezado Victor:
      O artigo acima forneceu amplas evidências bíblicas de que Jesus foi criado por seu Deus e Pai. O fato de Jeová não dividir sua glória com outrem não significa que ele não conceda glória a outrem; apenas significa que nenhum outro tem A MESMA glória que Jeová. (Is 42:8) Cristo tem glória junto a Deus, mas NÃO A MESMA glória que Deus. (Jo 17:5) Sobre isso, veja o artigo no link http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2011/12/jesus-tem-mesma-gloria-que-seu-pai.html
      Outrossim, a Bíblia não diz que Deus se fez carne, e sim que “a Palavra se tornou carne”. - Jo 1:14.
      Uma vez que, como você mesmo reconhece, “JOÃO 17:3 DIZ QUE A VIDA ETERNA CONSISTE EM CONHECER A DEUS”, então Deus não pode ser “irracional” e incompreensível.
      A trindade sim é irracional e incompreensível, e não é uma doutrina bíblica.
      Convido-o a fazer uma pesquisa sem ideias preconcebidas, que você chegará a essa conclusão.
      Abraços.

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  8. perdoe-me a minha ignorancia, e como explicamos o texto de Colossenses 1.15-17?

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    1. Resumindo: Jesus é a primeira criação de Deus, e por meio dele Deus criou todas as outras coisas (anjos, o universo físico, os animais e os humanos).

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  9. me respondam esse artigo
    Reproduzo a resposta de Carson:

    "Vamos analisar João 3.16... É a Versão do rei Tiago que traduz o grego como "Filho primogênito". Os que consideram essa versão correta normalmente a associam à encarnação — ou seja, ao parto da Virgem Maria. Na verdade, porém, não é isso o que a palavra grega significa. O significado é "incomparável". No século 1, usava-se a expressão "incomparável e amado". Portanto, João 3.16 está simplesmente dizendo que Jesus é o Filho incomparável e amado, ou, conforme a NVI, o "Filho Único" (na nota de rodapé), em vez de classificá-lo como ontologicamente nascido no tempo.

    ...

    Muito bem, vamos examinar o versículo de Colossenses, onde aparece a palavra "primogênito". A grande maioria dos estudiosos, liberais ou conservadores, reconhecem que no Novo Testamento o primogênito, em virtude das leis da sucessão, normalmente recebia a maior parte dos bens e, no caso das famílias reais, tornava-se rei. O primogênito, portanto, era o que detinha, em última análise, todos os direitos do pai. Por volta do século II a.C, havia lugares onde a palavra não comportava mais a idéia literal de geração ou nascimento. Ela adquirira então o sentido de autoridade que decorre da posição de herdeiro legítimo. É com esse sentido que se aplica a Jesus, como reconhecem praticamente todos os estudiosos. Diante disso, a expressão "primogênito" dá margem a certas confusões.

    ...

    Creio que "herdeiro supremo" seria mais adequado [a melhor tradução].

    Quando citamos Colossenses 1.15, temos de contextualizá-lo com Colossenses 2.9, onde o mesmo autor afirma: "Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade". O autor não iria se contradizer. Portanto, o termo "primogênito" não pode excluir a eternidade de Jesus, uma vez que isso é parte do que significa possuir a plenitude da divindade".

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    1. A expressão “Filho primogênito” diz respeito ao Filho no céu, pois o texto é claro: “Deus … deu o seu Filho primogênito” (não diz: ‘deu aquele que se tornaria seu Filho primogênito’).

      Para entendermos como uma expressão foi usada na Bíblia, é necessário deixar que a própria Bíblia explique o sentido.

      Colossenses 2:9, que afirma que “toda a plenitude da qualidade divina mora corporalmente” em Jesus, não permite essa conclusão de que o Filho existe desde a eternidade, pois o contexto bíblico mostra que “Deus se agradou de fazer morar nele toda a plenitude”. (Colossenses 1:19) Visto que “toda a plenitude” foi dada pelo Pai ao Filho, houve momento em que o Filho não existia. Só quando passou a existir é que recebeu do Pai “toda a plenitude”.

      Com relação ao sentido de “primogênito” em Colossenses 1:15, a Bíblia não nos deixa sem resposta. O versículo 18 usa novamente a palavra “primogênito”, na expressão ““primogênito” dos mortos”, e o sentido é de o “como primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos”, conforme Atos 26:23. Em Colossenses 1:18, “primogênito” está relacionado com as palavras “princípio” e “primeiro”, conforme lemos: “Ele é O PRINCÍPIO, O PRIMOGÊNITO dentre os mortos, para se tornar aquele que é O PRIMEIRO em todas as coisas.”

      As próprias palavras desse argumentador mostram que, mesmo de forma inconsciente, ele admite que não há coigualdade entre o Pai e o Filho, pois tal argumentador entende que o termo “primogênito” aplicado ao Filho significa “herdeiro supremo”. Ora, um herdeiro nem sempre teve tudo. Caso tivesse, NUNCA teria sido herdeiro, e sim, sempre teria sido DONO.

      Portanto, a Palavra de Deus não deixa dúvidas de que o Filho é o primeiro ser criado por Deus.

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