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terça-feira, 11 de outubro de 2016

A real natureza dos argumentos trinitários (Parte 1)

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20130215/da-valor-a-heranca-espiritual/


Transcrevo abaixo, para o proveito dos leitores, uma conversa que três apologistas – eu, o Saga e o Givanilson Rocha tivemos em fins de 2012 sobre as particularidades dos argumentos trinitaristas. (Os textos bíblicos citados foram transcritos da Tradução do Novo Mundo revisada, de 2015.)

Saga:

Perceba que a maioria dos argumentos são falsos logo de cara, não apenas enganos, mas mentiras descaradas. O que quero dizer é que, mesmo que a Trindade de fato existisse, não seria por causa das palavras hebraicas “ECHAD” ou do “ELOHIM” e nem porque Jesus é chamado de “Kýrios” e nem porque o Salmo 110 fala de “Adonay falando com meu Adonay”! Esses argumentos são mentirosos! O pior é que trinitaristas bem informados disso SE CALAM e consentem que outros enganados creiam ou ensinem tais disparates! Parece que têm medo!

Outras argumentações poderiam ser válidas e dão mais trabalho para quem desejar refutar (existem textos com variantes textuais nos manuscritos e outros que poderiam ser traduzidos de uma forma ou de outra, por exemplo). Mas parece que os próprios trinitaristas não têm confiança em suas supostas “provas” e precisam apelar ao maior número possível de “evidências” para ver se ficam satisfeitos. Apoiam ou consentem com mentiras de concrentes, omitem fatos importantes (quantos admitem que proskynéo nem sempre significa adoração, ou que João 1:1 poderia ser traduzido diferente?) e ainda caluniam os discordantes com falsidades!!! Parece desespero.

Givanilson Rocha:

Eu, vendo o comentário do Saga, pensei na situação que passei sábado passado quando um irmão, amigo meu, me convidou para fazer uma revisita de um jovem protestante. Foram duas horas de palestra sobre a Trindade, principalmente sobre a questão em torno da suposta terceira pessoa, o espirito santo. E ele se apegou fortemente como querendo que o conceito dele fosse sustentado só em Mateus 28:19,20 e o argumento do batismo (Mateus 3:16,17).

Raciocinei com ele sobre uma enxurrada de textos em que o espirito não é mencionado (sem fugir do assunto, é claro):

Apocalipse  14:1: “Então vi o Cordeiro [Jesus Cristo] em pé no monte Sião, e com ele [Jesus Cristo] 144.000, que têm o nome dele [Jesus Cristo] e o nome do seu Pai [Jeová]  escritos na testa.”

Daniel 7:13,14: “Continuei olhando nas visões da noite e vi alguém parecido com um filho de homem vir com as nuvens dos céus; ele obteve acesso ao Antigo de Dias e foi conduzido à sua presença. E foi-lhe dado domínio, honra e um reino, para que os povos, nações e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio eterno, que jamais terminará, e seu reino não será destruído.

Atos 7:56: “[Estevão] disse: ‘Estou vendo o céu aberto, e o Filho do homem  em pé à direita de Deus.’”

A resposta dele: “É porque nesses textos o Espírito Santo não precisava ser mencionado.”

Com relação à menção dos três em Mateus 28:19, 20 e 3:16,17, não adiantou dizer que a ‘água sangue e espirito’ também são mencionados juntos [1 João 5:7, 8], assim como os apóstolos Pedro, Tiago e João [Marcos 5:37;9:2 14:33 Lucas 8:51]; e ainda Abraão, Isaque e Jacó [Êxodo 2:24; 3:16; 6:8; 2 Reis 13:23; Mateus 8:11; Lucas 13:29]– exemplos que mostram que três elementos mencionados juntos não prova igualdade. Mas ele só dizia: “Mas, em Mateus ...” Não sei, mas às vezes temos que ter muita paciência numa revisita assim.

Apologista da verdade:

Visto que o ensino da Trindade não é bíblico, foi necessário um esforço árduo e industrioso de séculos para se chegar a uma fórmula que definisse filosoficamente – mas não explicasse (pois é inexplicável) – tal doutrina pagã. “Nas palavras do teólogo N. Leroy Norquist, os homens 'experimentaram palavras, afiaram frases, até que definiram a relação das três “pessoas” da Trindade de tal modo, que finalmente podiam dizer: “A menos que creia nisso, não é verdadeiro crente.”’” – Revista A Sentinela de 15 de janeiro de 1970, p. 39.

Fim da conversa.

Conclusão:

Após a leitura atenta da conversa acima, e dos fundamentos bíblicos usados por nós, unitários, o leitor imparcial poderá perceber certas peculiaridades dos argumentos trinitários:

1) argumentos simplistas sem qualquer fundamentação bíblico-linguística, a exemplo do uso de “ECHAD” ou de “ELOHIM”. Para uma consideração dessas palavras, veja o artigo Echad e Yachid – o que REALMENTE DIZ o hebraico em Deut.6:4?” e o artigo Elohim (deuses) indica que Deus é uma Trindade?

2) A parcialidade na apresentação do sentido ou possibilidades de se verter determinados textos bíblicos, como a omissão de que proskynéo nem sempre significa adoração, ou que João 1:1 poderia ser traduzido diferente.

3) A mente fechada e preconcebida para desconsiderar textos que mostram a incoerência e inaplicabilidade dos argumentos trinitários, a exemplo de textos que mostram que a mera menção de três não implica coigualdade.

4) A consequente busca de evasivas (desculpas ardilosas, subterfúgios), como dizer: ‘Nesses textos o Espírito Santo não precisava ser mencionado’, sem sequer procurar apresentar evidência bíblica para tal afirmação.

Prezado leitor, tudo isso demonstra como as doutrinas falsas, antibíblicas, atuam contra o raciocínio sadio, desta forma prejudicando a saúde mental e emocional, que depende da harmonia e da coerência lógica – algo que, definitivamente, a doutrina da Trindade não tem. Pior ainda, tais doutrinas impedem que os que se autodenominam cristãos prestem a Deus um “culto racional”, ou um serviço sagrado com a sua faculdade de raciocínio”. – Romanos 12:1, Almeida Revista e Corrigida; Tradução do Novo Mundo.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org



3 comentários:

  1. Excelente texto! Parabéns! Que Jeová derrame chuvas de bençãos sobre vocês!!

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  2. O que cança em uma conversa com alguém que acredita na trindade é o fato de que si eles repitir inúmeras vezes que tal texto é assim é pronto eles pensam que estão devendo ou que não tem tem explicação ao argumentos deles! Um deles é sobre a natureza divina ou divindade!

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  3. Quer um texto mais surrado que mulher de bêbado? Isaías 9:6. Se você começar uma conversa sobre trindade pode ter certeza que esse será o 2 texto que eles vão usar, porque o 1 é joão 1:1 kkkkkkk!
    Os Trinitários são macacos que ficam pulando de texto em texto na tentativa de te ganhar pelo cansaço.

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