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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Deus se envolve com a política?

Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor trouxe à atenção deste site o seguinte comentário:

Como conciliar estes dois textos? O primeiro texto é o de Daniel 2:21. Ali diz que Jeová remove e estabelece reis. No texto de João 14:30 fala que Satanás é o Governante desse sistema, e indo em busca de mais raciocínio, a conclusão é que Satanás é o Governante dos governantes deste sistema político falido. 
Como pode, então, conforme o livro de Daniel, Jeová se envolver em remanejar esses governantes, já que o Diabo é o deus deste sistema?
 Não dá para entender, que é como se Jeová e Satanás estivessem envolvidos no mesmo acontecimento. Isso, pela lógica divina, é impossível.
 Então, como separar esses dois textos?
 Obrigado.


Resposta:

Lemos em Daniel 2:21: “Ele [Jeová] muda tempos e épocas, remove reis e estabelece reis, dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que têm discernimento.”

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras faz o seguinte comentário elucidador:

Jeová Deus, embora não as tenha originado (veja Mt 4:8, 9; 1Jo 5:19; Re 13:1, 2), permitiu que viessem à existência autoridades governamentais humanas, e estas continuam a existir pela sua permissão. Entretanto, quando ele decide fazer isso, Jeová pode remover, dirigir ou controlar tais autoridades, a fim de realizar a Sua vontade. O profeta Daniel declarou a respeito de Jeová: “Ele muda os tempos e as épocas, removendo reis e estabelecendo reis.” (Da 2:21) E Provérbios 21:1 diz: “O coração do rei é como correntes de água na mão de Jeová. Vira-o para onde quer que se agrade.” — Veja Ne 2:3-6; Est 6:1-11. (it-1, pp. 276-277, verbete “Autoridades superiores”.)

Observe o leitor que a atuação de Jeová com relação a governos e governantes humanos é pontual, eventual, ocasional, e não contínua. Como explica a obra retrocitada, “quando ele decide fazer isso, Jeová pode remover, dirigir ou controlar tais autoridades, a fim de realizar a Sua vontade.” Os exemplos citados nessa obra mostram isso.

Em Neemias 2:3-6, Jeová atuou sobre o Rei Artaxerxes para que este permitisse que Neemias retornasse a Jerusalém para reconstruir tal cidade, visto que Jerusalém era o centro da adoração verdadeira de Jeová. E em Esdras 6:1-11, Ele atuou sobre o Rei persa Assuero para que este contivesse uma ação de genocídio contra os judeus, o povo pactuado com Deus. Jeová também usou o Rei Ciro para libertar os judeus de Babilônia. (2 Crônicas 36:22, 23) Mas isso não significa que Jeová se envolva na política do mundo.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 18 de julho de 2017

O Salmo 90:10 apoia a imortalidade da alma?



Um leitor perguntou:

Prezado irmão, como podemos explicar o Salmo 90:10 na TNM antiga, quando se traduz que, após nossa morte, saímos “voando”? 

Resposta:

Os defensores da doutrina da imortalidade da alma às vezes usam esse texto para tentar provar que essa expressão se refere à transmigração da alma. No entanto, trata-se meramente de uma figura de linguagem descrevendo o fim da vida.

Essa expressão é semelhante à expressão em português “o tempo voa”, indicando que ele passa rapidamente, fazendo com que os momentos experimentados deixem de existir.

Se a expressão “saímos voando” devesse ser entendida literalmente, isso entraria em contradição com outras descrições da morte, tais como as citadas abaixo:

Jó 14:1, 2: “O homem, nascido de mulher, tem vida curta e está cheio de preocupação. Ele brota como uma flor, e então murcha; ele passa como uma sombra e desaparece.”

Tiago 4:14: “Porque vocês são uma neblina que aparece por um instante e depois desaparece.”

Caso a expressão “saímos voando” no Salmo 90:10 devesse ser entendida literalmente, como a saída da “alma” do corpo, tal conclusão colidiria com a comparação feita por Tiago, a qual, por coerência, também deveria ser entendida literalmente. Mas uma neblina, quando desaparece, deixa de existir. Não vai a lugar algum.

Mesmo a Igreja Católica, detentora do ensino da imortalidade da alma, possui traduções que reconhecem esse fato e que, em vez da expressão “saímos voando”, usam o termo “desaparecemos”. – Bíblia Ave Maria, Centro Bíblico Católico.

A ilustração de algo ‘sair voando’ na Bíblia tem a ver com esse algo deixar de existir. Lemos em Provérbios 23:5: “As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu.” – Nova Versão Internacional.

O próprio contexto do Salmo 90 indica que tal linguagem é figurada.

Lemos no Salmo 90:3: “Fazes o homem mortal voltar ao pó; dizes: ‘Voltem, filhos dos homens.’”

Observe que não é apenas o corpo, mas “o homem” (o ser vivo enquanto alma vivente) que retorna ao pó. Isso está em harmonia com o que Deus disse ao pecador Adão: “No suor do seu rosto comerá pão, até que você volte ao solo, pois dele foi tirado. Porque você é pó e ao pó voltará.” – Gênesis 3:19.

Salmo 90:5, 6: “Tu os levas embora como numa enxurrada; são simplesmente como o sono. De manhã são como a relva que brota: De manhã ela floresce e se renova, mas à noite murcha e seca.”

Quando alguém acorda, o sono simplesmente desaparece; não vai a lugar algum. A relva, quando murcha e seca, morre.

Salmo 90:9: “Nossos dias se desvanecem [Ou: “Nossa vida se desvanece”, nota] por causa da tua fúria; e nossos anos se acabam como um suspiro [Ou: “um sussurro” , nota].”

As figuras de linguagem acima indicam o final da vida, e não a passagem para outra vida pós-morte.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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domingo, 16 de julho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 68)

Fonte da ilustração: jw.org
A conversão de Zaqueu
(Luc. 19:1-10)
E ele entrou em Jericó e [a] estava atravessando. 2 Ora, havia ali um homem de nome Zaqueu[1], e ele era chefe de cobradores de impostos e era rico. 3 Bem, ele procurava ver quem era este Jesus, mas não podia, por causa da multidão, porque era de estatura pequena. 4 De modo que correu na frente a um lugar mais adiante e subiu num sicômoro-figueira,[2] a fim de vê-lo, porque estava para passar por ali. 5 Chegando então Jesus ao lugar, olhou para cima e disse-lhe: “Zaqueu, apressa-te e desce, pois hoje tenho de ficar em tua casa.” 6 Com isso ele se apressou e desceu, e o recebeu com alegria como hóspede. 7 Mas, quando viram [isso], todos começaram a murmurar, dizendo: “Entrou para pousar com um homem que é pecador.” 8 Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: “Eis que a metade dos meus bens, Senhor, dou aos pobres, e o que for que eu extorqui de qualquer um por meio de acusação falsa, eu restituo quatro vezes[3] mais.” 9 A isto Jesus disse-lhe: “Neste dia entrou a salvação nesta casa, porque ele também é filho de Abraão. 10 Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.”

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Do hebr., possivelmente duma raiz que significa “limpo; puro”. – It-3, p. 812.
[2] Gr.: sy·ko·mo·ré·a. O nome grego indica uma figueira (gr.: sy·ké) com folhas semelhantes às da amoreira (gr.: mo·ré·a). As duas árvores são da mesma família, e o sicômoro-figueira mencionado em Lucas 19:4 parece ser o mesmo que ‘o sicômoro’ (Ficus sycomorus) das Escrituras Hebraicas. (1 Reis 10:27) – It-3, p. 589.
[3] Êxo. 22:1.  

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Por que Apocalipse 20:13 diz que a “morte e o Hades” entregaram os mortos?


Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor perguntou:

Com respeito a Apocalipse 20:13 por que o texto diz que a “morte e o Hades” entregaram os mortos? Morte e Hades já não têm praticamente o mesmo significado? Por que o texto faz essa separação? Obrigado.

Resposta:

Lemos em Apocalipse 20:13: “O mar entregou os mortos nele, e a morte e a Sepultura [nota: Ou: “o Hades”, isto é, a sepultura comum da humanidade] entregaram os mortos nelas; e estes foram julgados individualmente segundo as suas ações.”

Morte e sepultura têm relação entre si, mas não são a mesma coisa. Em termos simples, a morte é a cessação da vida. O Hades, por outro lado, é a condição da pessoa que morreu – o estado de total inconsciência e inatividade.

Outro aspecto a considerar nesta mesma esteira é que, no livro de Apocalipse, o Hades é usado para representar apenas a condição das pessoas que morreram em terra seca, pois Apocalipse 20:13 faz menção também de ‘o mar entregar os mortos nele’. Neste respeito, o mar figura como sepultura aquosa (a condição dos que morreram no mar) ao passo que o Hades, como sepultura terrestre (a condição dos que morreram em terra firme). A menção dos três – o mar, a morte e o Hades – entregarem os mortos é uma forma de enfatizar que todos os que morreram em condição de ser ressuscitados serão lembrados por Jeová mediante Cristo.[1]

Nota:
[1] Veja o verbete “Hades”, na obra Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 2, páginas 277-278, publicada pelas Testemunhas de Jeová. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 11 de julho de 2017

Jeremias 7:21-23 prova que a Lei mosaica estava dividida em duas partes?


Fonte da ilustração: jw.org

Certo leitor escreveu:

Bem, olá, sou adventista do sétimo dia, e queria que me explicasse Jeremias 7:21-23, que diz:

“Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos sacrifícios e comei carne porque NADA falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem ordenei coisa alguma acerca de holocausto ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos a minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós seres o meu povo; andai em TODO o caminho que vos ordenei, para que vá bem.”

Como que você diz que a lei é uma só e foi dada por Deus e Ele diz que não deu essa lei de sacrifício?

E sobre Marcos, que você vê igualdade de mandamento e preceitos. Você precisa atentar mais para o contexto, pois lá é claro que a questão eram mandamentos e preceitos de homens.

Me explique que lei é essa que aparece em 1 João 2:4, que declara que, se nós transgredimos, estamos pecando. Mas, responda com os significados do original.

Oro por você, que o Senhor Deus Jesus Cristo abençoe. 

Resposta:

O leitor citou Jeremias 7:21 a 23 e perguntou: “Como que você diz que a lei é uma só e foi dada por Deus e Ele diz que não deu essa lei de sacrifício?”

Primeiramente, no texto em consideração, Jeová não diz que não deu a lei dos sacrifícios. Ele afirmou que, NO DIA em que ele tirou o povo israelita do Egito, ele não ordenou “nada a respeito de ofertas queimadas e sacrifícios”.

Foi após a travessia do mar Vermelho, quando o povo israelita estava no sopé do monte Sinai, que Jeová estabeleceu com eles o pacto da Lei, que incluía os Dez Mandamentos e outras leis, inclusive as leis referentes a sacrifícios. – Êxodo, capítulos 19-24.

O referido leitor levantou outra questão. Ele disse: “E sobre Marcos, que você vê igualdade de mandamento e preceitos. Você precisa atentar mais para o contexto, pois lá é claro que a questão eram mandamentos e preceitos de homens.”


Ele se referiu à parte do artigo transcrita abaixo:

Mandamentos também são ordenanças

Marcos 7:7ACRF: “Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são MANDAMENTOS de homens.” 

Mateus 15:9ACRF: “Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são PRECEITOS dos homens.” 

Pela comparação das passagens acima, torna-se claro que “mandamentos” também são “preceitos”. E o que são preceitos?

Colossenses 2:20-22ACRF: “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ORDENANÇAS, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens.”

Note que as “ordenanças” foram comparadas a “preceitos”, os quais são também “mandamentos”. Assim, ordenanças e mandamentos são a mesma coisa. De modo que essa fórmula de diferenciação entre “mandamentos” e “ordenanças”, bem como a suposição de que “mandamentos” se referem sempre ao Decálogo, não subsistem a um escrutínio bíblico. Esses conceitos não têm base bíblica.

O leitor argumentou que a comparação entre a palavra “mandamentos” e “preceitos” se refere a mandamentos e preceitos de homens. Contudo, essa argumentação é irrelevante, pois foi o próprio Jesus Cristo quem mostrou que essas palavras são sinônimos, e isso independente de serem de homens ou de Deus. O que os evangelistas que escreveram as declarações de Cristo mostraram é que essas duas palavras – mandamentos e preceitos – significam a mesma coisa. Não importa se a referência é a mandamentos e preceitos de homens ou de Deus. São tais palavras que possuem o mesmo significado.

Por último, o mesmo leitor declarou: “Me explique que lei é essa que aparece em 1 João 2:4, que declara que, se nós transgredimos estamos pecando. Mas, responda com os significados do original.”

1 João 2:4 declara (ACF): “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.”

O contexto revela que o texto está falando de Jesus Cristo. (Veja 1 João 2:1-6) Portanto, diz respeito ao mandamentos de Cristo, os mandamentos cristãos. Refere-se à “lei do Cristo”, mencionada em Gálatas 6:2. Essa lei também é mencionada por Paulo como “padrão de ensinamento a que foram entregues”. – Romanos 6:17.

O artigo no qual o leitor comentou menciona diversos mandamentos cristãos, os quais são novamente citados, abaixo:

Tito 1:3ACF: “Mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela PREGAÇÃO que me foi confiada segundo o MANDAMENTO de Deus, nosso Salvador.”

Assim, a pregação das boas novas constitui um mandamento de Deus, dado por meio de Jesus Cristo. (Mateus 28:19, 20) Observe outros mandamentos cristãos:

 1 João 3:23: “Realmente, este é o seu mandamento: que tenhamos fé no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e que amemos uns aos outros, assim como ele nos deu um mandamento..”

 1 João 4:21: “E recebemos dele este mandamento: aquele que ama a Deus deve amar também o seu irmão..”

 1 Coríntios 14:37, IBB: “Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.” 

Assim, a Bíblia como um todo afirma que a Lei de Deus dada aos servos pré-cristãos dele era um conjunto indiviso, que findou com a morte de Cristo. Hoje, os servos cristãos de Deus estão sujeitos às normas cristãs.

Também oro para que o referido leitor, e todos os que leem os artigos deste site, possam entender e aceitar as verdades da Palavra de Deus.


Explicação das siglas usadas:
ACRF e ACF: Almeida Corrigida e Revisada Fiel.
IBB: Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira.

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 9 de julho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 67)

Fonte da ilustração: jw.org
Cura de dois cegos em Jericó
(Mat. 20:29-34; Mar. 10:46-52; Luc. 18:35-43)
E chegaram a Jericó. Ora, quando ele e seus discípulos estavam saindo de Jericó, seguia-lhe uma grande multidão. Chegando ele então perto de Jericó[1], eis que havia dois[2] cegos, sentados à beira da estrada, mendigando. Certo [deles chamava-se] Bartimeu (filho de Timeu).[3] Visto que ouviam uma multidão passar por ali, começou a indagar de que se tratava. Relataram-lhe: “Jesus, o nazareno, está passando por aqui!” Ao ouvirem que era Jesus, o nazareno, que estava passando por ali, principiaram a gritar e a dizer: “Senhor, tem misericórdia de nós, Filho de Davi!”
A isso, muitos [dos] que iam na frente [da] multidão começaram a dizer-lhes severamente que ficassem calados; mas eles gritavam tanto mais [e] ainda mais alto, dizendo: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” Jesus parou então e disse: “Chamai-os.” E chamaram os cegos, dizendo-lhes: “Coragem! Levantai-vos, ele vos chama.” Lançando de si a sua roupa exterior, pularam de pé e foram ter com Jesus. Tendo-se aproximado, Jesus perguntou-lhe: “Que quereis que eu faça para vós?” Disseram-lhe: “Senhor, faze que os nossos olhos se abram.”
Penalizado, Jesus tocou-lhes os olhos [e] disse-lhe: “Recuperai a vossa vista. Ide, vossa fé vos fez ficar bons.” E eles receberam imediatamente visão, e começaram a segui-lo pela estrada, glorificando a Deus. Também todo o povo, vendo isso, deu louvor a Deus.

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.

Notas:
[1] O livro Archaeology and Bible History (A Arqueologia e a História Bíblica, 1964, p. 295), diz: “A Jericó do tempo de Jesus era uma cidade dupla. . . . A antiga cidade judaica ficava a cerca de uma milha [1,6 quilômetro] da cidade romana.” Assim, é possível que Jesus tenha realizado o milagre quando estava saindo da cidade judaica e se aproximando da cidade romana ou vice-versa. – w08 1/5 p. 31; It-1, p. 311.
[2] Mateus menciona dois cegos, sendo especifico quanto ao número, ao passo que Marcos e Lucas mencionam apenas um cego, restringindo-se ao homem a quem Jesus dirigiu diretamente a palavra. – w88 1/2 p. 5.
[3] [Honrado]. – It-3, p. 712.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Analisando afirmações sobre a alma

Fonte da ilustração: jw.org

No artigo “A apostasia anula a ressurreição”, um leitor fez o seguinte comentário:

Caro irmão, muito bom post. No Facebook, e no e-mail que mandei para ti, eles [os defensores da imortalidade da alma] tratam da ideia, se há possibilidade, como alguns têm alegado, de que, quando a pessoa morre, apenas o corpo dela vai para a sepultura ou túmulo (cujos termos são outros, e não Sheol ou Hades), mas que a alma (que é uma palavra polissêmica, portanto tem vários sentidos), se aplicaria também a algo imaterial (segundo eles, e isso em vários momentos); e esse algo imaterial (alma) vai sempre para o Sheol ou Hades, que não são túmulos ou sepultura, pois a Bíblia usa outras palavras para se referir especificamente a estas duas palavras (túmulo e sepultura); mas, quanto ao Sheol e Hades, seriam lugares espirituais, para coisas espirituais, algo imaterial. ...

Portanto, ele [defensor da imortalidade da alma] alega que uma coisa não desfaz a outra. Dá o exemplo de Cristo. Diz que Jesus foi para o túmulo, mas sua alma para o Hades; segundo ele o ensino da imortalidade continua de pé. Também, a Bíblia não descreve pessoas ressuscitadas saindo do Hades ou Sheol. Estas são colocações interessantes, embora a mensagem de Eclesiastes é clara em afirmar que os mortos não têm consciência. De todo modo, aguardo, irmão, por sua ajuda, a fim de conciliar estes dois pontos ontológicos. Grande abraço; fique com Jeová. 

Resposta:

Vejamos algumas das declarações acima dos que defendem a doutrina da imortalidade da alma:

‘Alma é uma palavra polissêmica [tem vários sentidos].’

Mas, em nenhum texto “alma” se refere a algo espiritual. Sempre se refere a algo físico. Tanto que, na expressão “corpo físico” em 1 Coríntios 15:44, a palavra para “físico” é ψυχικν (psykhikón); é o adjetivo para psykhé (“alma”).

Veja como essa palavra é definida no Léxico do Novo Testamento Grego-Português, de Gingrich e Danker:

ψυχικός, ή, όν pertencente à vida, neste caso a vida do mundo físico e não espiritual, natural, anímico—1. adj. não espiritual;1 Co 2.14; Tg 3.15; 1 Co15.44.—2. subst. το ψυχικόν o físico 1 Co 15.46. ψυχικοί pessoas mundanas Jd 19.* [psíquico]. (Negrito acrescentado.)

Portanto, na Bíblia como um todo, a alma é inteiramente física, material, tangível e mortal.

 Agora, estudemos a próxima frase:

“Sheol e Hades são lugares espirituais, para coisas espirituais, algo imaterial.”

Sobre o destino da alma morta, lemos no Salmo 89:48 (TB): “Qual é o homem que continuará a viver, sem ver a morte, que livrará a sua alma do poder do Sheol?”

Visto que a alma é física, e vai para o Seol/Hades, segue-se, logicamente, que o Seol/Hades não representa algo espiritual. Então, o que representa? Lemos em Eclesiastes 9:10 (ARIB): “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

Resta claro que o Seol/Hades representa uma condição de total inatividade, de inconsciência. É o estado em que a pessoa (alma) se encontra enquanto morta. A Bíblia descreve tal estado como de ‘descanso’, ‘sono’. Jesus declarou:

“Lázaro, nosso amigo, adormeceu, mas eu vou lá para acordá-lo.” Então os discípulos lhe disseram: “Senhor, se ele está dormindo, ficará bom.” Jesus, no entanto, havia falado da morte dele; mas eles imaginavam que estivesse falando do sono natural. Então, Jesus lhes disse claramente: ‘Lázaro morreu.’” – João 11:11-14.

Por fim, observemos outra afirmação feita:

“A Bíblia não descreve pessoas ressuscitadas saindo do Hades ou Sheol.”

Na realidade, a Bíblia descreve sim pessoas ressuscitadas saindo do Hades, ou Seol. Veja o que diz Apocalipse 20:13 (SBB):

“O mar entregou os mortos que nele havia; a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado segundo as suas obras.”

Assim, é cristalino que a alma é física, material, mortal e vai para o Sheol/Hades, que representa um estado de total inconsciência, no qual a alma (pessoa) aguarda a ressurreição.

Veja outros artigos relacionados:






Siglas usadas:
ARIB: Almeida Revisada Imprensa Bíblica.
SBB: Sociedade Bíblica Britânica.
TB: Tradução Brasileira.


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terça-feira, 4 de julho de 2017

“Cristo é o fim da lei” – em que sentido?

Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor enviou o segundo comentário:

Prezado apologista, estou te escrevendo para tratar do termo “fim” em Romanos 10:4.
Lembro-me de ter visto uma explicação no seu site sobre o texto de Mateus 5:17 e o termo “abolir” ou “destruir”.
Mas, não lembro ter visto sobre Romanos 10:4.

Resposta:

Lemos em Romanos 10:4: “Porque Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa alcançar a justiça.”

Alisto abaixo as afirmações sabatistas que foram trazidas ao meu conhecimento pelo referido leitor, bem como uma reflexão sobre o que a Bíblia diz sobre o assunto.

A falácia do sentido único

Segue abaixo a primeira afirmação sabatista trazida à tona pelo leitor:

“Se o termo ‘fim’, que é proveniente da palavra grega télos, empregado aqui neste texto, tiver, como querem, o sentido de “término”, “encerramento”, “abolição”, então o mesmo peso e a mesma medida terão que ser aplicados em I Pedro 1:9 [que declara]: “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” Ora, o sentido é o mesmo, mas você jamais irá crer e aceitar o término, abolição e encerramento da fé do crente! Será que, assim, pode ele esperar a salvação de sua ‘alma’? A palavra ‘fim’, aqui empregada, tem o sentido de finalidade, objetivo, propósito.

Se usarmos a mesma pretensão argumentativa – de que um sentido num texto obriga ao mesmo sentido em outro texto – então, visto que télos, segundo tal sabatista, tem o sentido único de finalidade, teríamos que entender assim os textos abaixo:

Hebreus 6:16: “Pois os homens juram por alguém maior, e o seu juramento é o fim de toda controvérsia, visto que para eles é uma garantia legal.” Será que toda controvérsia tem por finalidade um juramento?

Entende você que o juramento divino é a finalidade de toda controvérsia? Ou que é o fim (término) de toda controvérsia? A resposta é óbvia. Observe mais outros exemplos abaixo.

1 Pedro 4:7: “Mas está próximo o fim [télos] de todas as coisas.” Está próxima a finalidade de todas as coisas?

1 Coríntios 10:11: “Essas coisas lhes aconteceram como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegou o fim [télos] dos sistemas de coisas.” Já chegou a finalidade dos sistemas de coisas?

É por demais óbvio que as palavras têm sentidos variados conforme o contexto. Assim, Romanos 10:4 tem que ser avaliado dentro do seu próprio contexto.

Observe outra afirmação dos defensores da permanência da Lei mosaica:

“Se aceitarmos que este fim aí cancelou a Lei de Deus, todo o ensinamento que Paulo deixou sobre essa Lei, que está em vigor e que foi provada com inúmeras Escrituras estudadas, será abolida.”

Bem, “todo o ensinamento que Paulo deixou sobre essa Lei” inclui o ensinamento de que essa Lei findou, foi abolida. E é claro que, vigorando os ensinamentos deixados por Paulo, a Lei foi cancelada. Veja os artigos:




Observe agora a seguinte afirmação dos sabatistas:

“E sendo assim, deveremos também apoiar a macabra ideia de que chegou ao ‘fim’ a obrigação de temer a Deus. Ouça o que diz o pregador: ‘De tudo o que se tem ouvido o fim é: teme a Deus e guarda os Seus Mandamentos.’ (Eclesiastes 12:13).”

Esse argumento desconsidera fatos relevantes:

1-  A palavra “mandamentos” na Bíblia se refere a outros mandamentos além dos Dez mandamentos. Portanto, tal argumento sabatista implicaria em guardar os demais mandamentos da Lei, incluindo as ordenanças cerimoniais, as quais, segundo os próprios sabatistas, foram abolidas. (Veja o artigo Os “Dez Mandamentos” com seusábado semanal devem ser guardados pelos cristãos? – Parte 1.) 

2-   Os cristãos estão sujeitos à “lei do Cristo” (Gálatas 6:2), que envolve os mandamentos cristãos, e não os da Lei.

Assim, essa breve análise da tentativa de defesa sabatista mostra o perigo de alicerçar a convicção em meras suposições – a suposição de que a palavra “fim” (télos em grego) tem apenas o sentido de finalidade; a suposição de que a palavra “mandamentos” se refere somente aos Dez mandamentos.

Os sabatistas sinceros que examinam as evidências sem preconceito estão se convencendo da fragilidade da doutrina sabatista.

Veja também o artigo:



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