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domingo, 30 de julho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 70)


Fonte da foto: www.abiblia.org
Ministério final em Jerusalém
Jesus chega a Betânia (sexta-feira, 7/8 de nisã)
(João 11:55-12:1)
55 Ora, estava próxima a páscoa dos judeus, e muitos do país subiam para Jerusalém antes da páscoa, a fim de se purificarem cerimonialmente.[1] 56 Foram, portanto, procurar Jesus e diziam uns aos outros, ao estarem parados ociosos no templo: “Qual é a vossa opinião? Que ele não virá absolutamente à festividade?” 57 Acontece que os principais sacerdotes e os fariseus tinham dado ordens que, se alguém soubesse onde ele estava, devia denunciar isso, a fim de que pudessem apoderar-se dele. 12 Concordemente, Jesus, seis dias antes da páscoa, chegou a Betânia,[2] onde estava Lázaro, a quem Jesus levantara dentre os mortos.

Explicação das siglas usadas:
gt: O Maior Homem Que Já Viveu.

Notas:
[1] Talvez tivessem tocado num cadáver ou feito outra coisa que os torna impuros. Assim, eles seguem o procedimento prescrito de purificação a fim de celebrarem aceitavelmente a Páscoa. – gt cap. 101.
[2] A viagem leva quase um dia inteiro, pois é uma subida por terreno difícil, de uns 19 quilômetros. Jericó fica cerca de 250 metros abaixo do nível do mar, e Betânia, uns 760 metros acima do nível do mar. – gt cap. 101. 


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Deus violaria suas próprias leis? O caso da mulher com fluxo de sangue


Fonte da ilustração: jw.org

Ela padecia de um sangramento uterino anormal. Já estava buscando tratamento e cura havia 12 longos e agonizantes anos. Por ser uma doença que envolvia o órgão genital, isso causava consequências psicológicas e sociais especialmente dolorosas.

Durante 12 anos, ela precisou expor-se num assunto bastante íntimo a terapeutas. Durante 12 anos, sua capacidade de gerar filhos ficou comprometida. Levando em conta que ela vivia numa sociedade que prezava altamente a fertilidade e a geração de prole, e que considerava uma mulher em tal condição não apenas fisicamente – mas também religiosamente  impura, os efeitos traumatizantes em sua vida social foram profundos e além do que alguém possa dimensionar. Além de tudo isso, ela havia gastado todos os seus recursos financeiros, tendo ficado totalmente empobrecida.

Mas, um belo dia, ela soube a respeito de Jesus de Nazaré, alguém que realizava curas milagrosas de todos os tipos. Embora esgotada pela vida penosa que estava levando, um raio de esperança a envolveu. Poderia finalmente ser curada!

Porém, sendo israelita, ela sabia da Lei dada àquela nação, de que uma pessoa com tal impureza deveria evitar ter contato físico com outras pessoas. (Levítico 15:25-30) No entanto, o homem de quem ela esperava receber a cura vivia rodeado por pessoas. Era simplesmente impossível chegar até ele sem esbarrar em pessoas. Então, o que ela resolveu fazer?

Lemos no relato de Marcos 5:27, 28:

“Tendo ouvido falar de Jesus, ela se aproximou por trás dele, na multidão, e tocou na sua roupa, pois dizia: ‘Se eu apenas tocar na sua roupa, ficarei boa.’”

Podemos imaginar que ela fez o possível para evitar contato físico com as pessoas por quem passava. Mas, no caso de Jesus, ela estava decidida a tocar na roupa dele.

Observe também que dois relatos dos evangelistas, ao descrever os pensamentos de tal mulher, usam o verbo “dizer” no modo indicativo imperfeito: “Dizia”. (Compare Marcos 5:27, 28 com Mateus 9:21.) No grego também está no imperfeito: ἔλεγεν (élegen). O que isso indica? Que ela não disse a si mesma apenas uma vez, mas que ficava continuamente reafirmando para si a certeza de que receberia a cura assim que tocasse na roupa de Jesus. À medida que dava cada passo em direção de Cristo, ela alimentava sua fé no poder de cura de Jesus.

Qual foi o desfecho dessa ação motivada por intensa fé?

O evangelista Marcos descreve vividamente: “E o seu fluxo de sangue secou imediatamente, e ela sentiu no corpo que tinha sido curada daquela doença aflitiva.” – Marcos 5:29.

Será que conseguimos imaginar a profunda emoção e alívio sentidos por aquela mulher? Ela finalmente estava curada! E isso por meio de um procedimento simples – sem dor, sem sofrimento!

Uma cura feita diretamente por Jeová

Em seguida àquele milagre espantoso, o escritor evangelístico descreve o que aconteceu:

“Imediatamente, Jesus percebeu que havia saído poder dele, e ele se virou na multidão e perguntou: ‘Quem tocou na minha roupa?’ Seus discípulos lhe disseram: ‘O senhor está vendo que a multidão o aperta, e ainda pergunta: ‘Quem me tocou?’” Mas ele estava olhando em volta para ver quem tinha feito isso.” – Marcos 5:30-33.

Jesus sentiu que alguém o tocou de forma especial – de modo a poder milagroso ter saído dele. Mas, a princípio, não sabe quem é tal pessoa. Jesus sabia que tal poder só poderia ter saído por ação de seu Pai, Jeová. De modo que Jesus ficou profundamente interessado em saber quem era a pessoa por quem Deus retirou poder dele. Quem era tal pessoa digna e privilegiada pelo Deus Todo-Poderoso?

O evangelizador Lucas prossegue então com o relato do que ocorreu:

“Vendo que não havia passado despercebida, a mulher se aproximou trêmula, se prostrou diante dele e declarou perante todos por que o havia tocado e como tinha sido curada imediatamente.” – Lucas 8:47.

Note que, primeiro, ela declarou “por que” havia tocado Jesus. Visto que sua doença exigia abstenção de contato físico, seria necessária tal explicação. Não sabemos o que ela disse naquela ocasião. Mas, somando os fatos de que ela havia exercido profunda fé e de que Jeová atendeu o desejo íntimo dela de ser curada, não parece apropriado concluirmos que ela usou sua doença penosa para justificar uma possível violação da Lei dada pelo próprio Deus que a curou. Em vez disso, parece coerente concluirmos que aquela singela mulher entendeu que não se tratava de uma violação da Lei divina, e sim de uma exceção a ela.

Pois a Lei mosaica proibia tal contato pelo resultado óbvio de tornar outros também impuros. (Levítico 15:26, 27) Mas, ela sabia que, no caso de Jesus, ele não ficaria impuro; ao contrário, ele removeria a impureza dela!

Jeová, o Supremo Deus, colocou essa coerência na racionalidade do ser humano, de entender quando uma lei se aplica e quando não se aplica. Óbvio que, naquela ocasião, só haveria aquela exceção para tal lei. Pois, com exceção de Jesus Cristo, todos os outros humanos seriam contaminados pela impureza dela.

Mas, que dizer das pessoas em quem ela obviamente tocou ao se dirigir a Jesus? Tal contato era inevitável, pois os Evangelhos descrevem que “uma grande multidão o seguia [a Jesus] e [o] apertava”, e que “as multidões se apertavam em volta dele”. (Marcos 5:24; Lucas 8:42)

Um Deus que olha para o todo

Tecnicamente falando, ao tocar nas pessoas da multidão, tal mulher violou a Lei divina que então vigorava. Mas, ao fazermos uma avaliação da natureza de tal violação, tenhamos presente os seguintes fatos:

1-  O objetivo e a motivação da mulher não eram transgredir a lei divina. Portanto, ela não era mal motivada – pelo contrário, era bem motivada;
2- O efeito negativo do contato físico era temporário: os contatados ficariam impuros “até o anoitecer” (Levítico 15:27);
3-  O profundo sofrimento dela por mais de uma década por certo merecia a misericórdia e a compaixão divinas;
4- A que ela exerceu em alguém enviado por Deus por certo é muito meritória.

Assim, com base nos fatores acima, qualquer violação da lei divina seria evidentemente perdoada pelo compassivo e misericordioso Deus, o qual é maravilhosamente descrito na Bíblia como “Deus misericordioso e compassivo, paciente e cheio de amor leal e de verdade, que demonstra amor leal a milhares, perdoando o erro, a transgressão e o pecado”, que ‘não desvia a sua face aos que se voltam a Ele’. – Êxodo 34:6, 7; 2 Crônicas 30:9.

O glorioso desfecho de uma história emocionante

Após ouvir o tocante depoimento da mulher, o maior Imitador de Deus na Terra, o Senhor Jesus Cristo, disse a consoladora declaração: “Coragem, filha! A sua fé fez você ficar boa.” – Mateus 9:22.

Primeiro, Jesus instilou nela coragem, ânimo, alegria. Em momento algum a condenou por qualquer ação da parte dela. Segundo, chamou-a acalentadoramente de “filha”. Não poderíamos esperar menos daquele que se tornaria o “Pai eterno” da inteira raça humana! – Isaías 9:6.

Em seguida, Jesus ressaltou que a atitude que ela havia tomado, de se dirigir a ele com a convicção de que seria curada, era um ato de fé. E essa fé forneceu a base para Jeová retirar poder de Jesus e curar aquela mulher antes mesmo que Jesus percebesse isso.

Concluindo seu encorajamento, o Filho de Deus disse a ela: “Vá em paz e fique curada da sua doença aflitiva.” Por meio dessa declaração, Jesus garantiu que aquela cura havia sido plena e irreversível. Ela nunca mais padeceria daquela enfermidade horrível!

Um momento para ponderada reflexão

Você já refletiu assim tão profundamente sobre quão maravilhoso Jeová e Jesus Cristo são? Gostaria de aprofundar sua amizade com eles? Por certo, são os melhores amigos que alguém poderia ter!

Poderá fazer isso pelo estudo da Palavra de Deus feito com prolongada meditação em o que ela nos ensina sobre Jeová e sobre Jesus Cristo. Poderá fazer isso por orar com profundos sentimentos a Jeová, conversando com ele como se conversa com um pai amoroso e apreciativo, ou com um amigo de verdade. Todo assunto que seja de sua preocupação é relevante para Jeová.

Certamente, não há palavras que possam descrever a magnitude da personalidade do Deus Altíssimo, Jeová, e de Seu Filho unigênito, Jesus Cristo!


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 23 de julho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 69)

Fonte da ilustração: jw.org
A ilustração das minas
(Luc. 19:11-28)
11 Enquanto escutavam estas coisas, contou em adição uma ilustração, porque estava perto de Jerusalém e eles estavam imaginando que o reino de Deus ia apresentar-se instantaneamente. 12 Ele disse, portanto: “Certo homem de nobre estirpe viajou para um país distante, para assegurar-se poder régio e voltar. 13 Chamando dez escravos seus, deu-lhes dez minas[1] e disse-lhes: ‘Fazei negócios até eu voltar.’ 14 Mas os seus cidadãos o odiavam e enviaram um corpo de embaixadores após ele, para dizer: ‘Não queremos que este [homem] se torne rei sobre nós.’
15 “Por fim, tendo ele voltado, depois de se assegurar o poder régio, mandou convocar esses escravos a quem dera o dinheiro de prata, a fim de averiguar o que tinham ganho com a atividade comercial. 16 Apresentou-se, então, o primeiro, dizendo: ‘Senhor, a tua mina ganhou dez minas.’ 17 Ele lhe disse assim: ‘Muito bem, escravo bom! Porque te mostraste fiel num assunto muito pequeno, tem autoridade sobre dez cidades.’ 18 Veio então o segundo, dizendo: ‘Tua mina, Senhor, produziu cinco minas.’ 19 Disse também a este: ‘Tu também; toma conta de cinco cidades.’ 20 Mas, veio um diferente, dizendo: ‘Senhor, aqui está a tua mina, que guardei num pano. 21 Compreendes, eu tive temor de ti, visto que és homem rigoroso; apanhas o que não depositaste e ceifas o que não semeaste.’ 22 Ele lhe disse: ‘Da tua própria boca te julgo, escravo iníquo. Sabias, não é verdade, que sou homem rigoroso, apanhando o que não depositei e ceifando o que não semeei? 23 Então, por que é que não puseste meu dinheiro de prata num banco? Assim, na minha chegada, eu o teria cobrado com juros.’
24 “Com isto disse aos que estavam parados ali: ‘Tirai dele a mina e dai-a ao que tem as dez minas.’ 25 Mas eles lhe disseram: ‘Senhor, ele tem dez minas!’ — 26 ‘Eu vos digo: A todo aquele que tem, mais será dado; mas daquele que não tem, até mesmo o que tem lhe será tirado. 27 Ademais, trazei para cá estes inimigos meus que não quiseram que eu me tornasse rei sobre eles e abatei-os diante de mim.’” 28 Assim, depois de dizer estas coisas, começou a ir na frente, subindo para Jerusalém.

Explicação das siglas usadas:
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Nota:
[1] A mina (mna) das Escrituras Gregas Cristãs (Luc. 19:13-25) é calculada em 100 dracmas, valor derivado de antigos escritores gregos. A dracma valia quase tanto quanto o denário. De modo que a mina era uma soma considerável. Seu valor atual seria de US$65,40; no primeiro século EC, isto equivalia a cerca de uma quarta parte do salário ganho anualmente por um trabalhador agrícola. – It-2, p. 835.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Deus se envolve com a política?

Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor trouxe à atenção deste site o seguinte comentário:

Como conciliar estes dois textos? O primeiro texto é o de Daniel 2:21. Ali diz que Jeová remove e estabelece reis. No texto de João 14:30 fala que Satanás é o Governante desse sistema, e indo em busca de mais raciocínio, a conclusão é que Satanás é o Governante dos governantes deste sistema político falido. 
Como pode, então, conforme o livro de Daniel, Jeová se envolver em remanejar esses governantes, já que o Diabo é o deus deste sistema?
 Não dá para entender, que é como se Jeová e Satanás estivessem envolvidos no mesmo acontecimento. Isso, pela lógica divina, é impossível.
 Então, como separar esses dois textos?
 Obrigado.


Resposta:

Lemos em Daniel 2:21: “Ele [Jeová] muda tempos e épocas, remove reis e estabelece reis, dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que têm discernimento.”

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras faz o seguinte comentário elucidador:

Jeová Deus, embora não as tenha originado (veja Mt 4:8, 9; 1Jo 5:19; Re 13:1, 2), permitiu que viessem à existência autoridades governamentais humanas, e estas continuam a existir pela sua permissão. Entretanto, quando ele decide fazer isso, Jeová pode remover, dirigir ou controlar tais autoridades, a fim de realizar a Sua vontade. O profeta Daniel declarou a respeito de Jeová: “Ele muda os tempos e as épocas, removendo reis e estabelecendo reis.” (Da 2:21) E Provérbios 21:1 diz: “O coração do rei é como correntes de água na mão de Jeová. Vira-o para onde quer que se agrade.” — Veja Ne 2:3-6; Est 6:1-11. (it-1, pp. 276-277, verbete “Autoridades superiores”.)

Observe o leitor que a atuação de Jeová com relação a governos e governantes humanos é pontual, eventual, ocasional, e não contínua. Como explica a obra retrocitada, “quando ele decide fazer isso, Jeová pode remover, dirigir ou controlar tais autoridades, a fim de realizar a Sua vontade.” Os exemplos citados nessa obra mostram isso.

Em Neemias 2:3-6, Jeová atuou sobre o Rei Artaxerxes para que este permitisse que Neemias retornasse a Jerusalém para reconstruir tal cidade, visto que Jerusalém era o centro da adoração verdadeira de Jeová. E em Esdras 6:1-11, Ele atuou sobre o Rei persa Assuero para que este contivesse uma ação de genocídio contra os judeus, o povo pactuado com Deus. Jeová também usou o Rei Ciro para libertar os judeus de Babilônia. (2 Crônicas 36:22, 23) Mas isso não significa que Jeová se envolva na política do mundo.


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terça-feira, 18 de julho de 2017

O Salmo 90:10 apoia a imortalidade da alma?



Um leitor perguntou:

Prezado irmão, como podemos explicar o Salmo 90:10 na TNM antiga, quando se traduz que, após nossa morte, saímos “voando”? 

Resposta:

Os defensores da doutrina da imortalidade da alma às vezes usam esse texto para tentar provar que essa expressão se refere à transmigração da alma. No entanto, trata-se meramente de uma figura de linguagem descrevendo o fim da vida.

Essa expressão é semelhante à expressão em português “o tempo voa”, indicando que ele passa rapidamente, fazendo com que os momentos experimentados deixem de existir.

Se a expressão “saímos voando” devesse ser entendida literalmente, isso entraria em contradição com outras descrições da morte, tais como as citadas abaixo:

Jó 14:1, 2: “O homem, nascido de mulher, tem vida curta e está cheio de preocupação. Ele brota como uma flor, e então murcha; ele passa como uma sombra e desaparece.”

Tiago 4:14: “Porque vocês são uma neblina que aparece por um instante e depois desaparece.”

Caso a expressão “saímos voando” no Salmo 90:10 devesse ser entendida literalmente, como a saída da “alma” do corpo, tal conclusão colidiria com a comparação feita por Tiago, a qual, por coerência, também deveria ser entendida literalmente. Mas uma neblina, quando desaparece, deixa de existir. Não vai a lugar algum.

Mesmo a Igreja Católica, detentora do ensino da imortalidade da alma, possui traduções que reconhecem esse fato e que, em vez da expressão “saímos voando”, usam o termo “desaparecemos”. – Bíblia Ave Maria, Centro Bíblico Católico.

A ilustração de algo ‘sair voando’ na Bíblia tem a ver com esse algo deixar de existir. Lemos em Provérbios 23:5: “As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu.” – Nova Versão Internacional.

O próprio contexto do Salmo 90 indica que tal linguagem é figurada.

Lemos no Salmo 90:3: “Fazes o homem mortal voltar ao pó; dizes: ‘Voltem, filhos dos homens.’”

Observe que não é apenas o corpo, mas “o homem” (o ser vivo enquanto alma vivente) que retorna ao pó. Isso está em harmonia com o que Deus disse ao pecador Adão: “No suor do seu rosto comerá pão, até que você volte ao solo, pois dele foi tirado. Porque você é pó e ao pó voltará.” – Gênesis 3:19.

Salmo 90:5, 6: “Tu os levas embora como numa enxurrada; são simplesmente como o sono. De manhã são como a relva que brota: De manhã ela floresce e se renova, mas à noite murcha e seca.”

Quando alguém acorda, o sono simplesmente desaparece; não vai a lugar algum. A relva, quando murcha e seca, morre.

Salmo 90:9: “Nossos dias se desvanecem [Ou: “Nossa vida se desvanece”, nota] por causa da tua fúria; e nossos anos se acabam como um suspiro [Ou: “um sussurro” , nota].”

As figuras de linguagem acima indicam o final da vida, e não a passagem para outra vida pós-morte.


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domingo, 16 de julho de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 68)

Fonte da ilustração: jw.org
A conversão de Zaqueu
(Luc. 19:1-10)
E ele entrou em Jericó e [a] estava atravessando. 2 Ora, havia ali um homem de nome Zaqueu[1], e ele era chefe de cobradores de impostos e era rico. 3 Bem, ele procurava ver quem era este Jesus, mas não podia, por causa da multidão, porque era de estatura pequena. 4 De modo que correu na frente a um lugar mais adiante e subiu num sicômoro-figueira,[2] a fim de vê-lo, porque estava para passar por ali. 5 Chegando então Jesus ao lugar, olhou para cima e disse-lhe: “Zaqueu, apressa-te e desce, pois hoje tenho de ficar em tua casa.” 6 Com isso ele se apressou e desceu, e o recebeu com alegria como hóspede. 7 Mas, quando viram [isso], todos começaram a murmurar, dizendo: “Entrou para pousar com um homem que é pecador.” 8 Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: “Eis que a metade dos meus bens, Senhor, dou aos pobres, e o que for que eu extorqui de qualquer um por meio de acusação falsa, eu restituo quatro vezes[3] mais.” 9 A isto Jesus disse-lhe: “Neste dia entrou a salvação nesta casa, porque ele também é filho de Abraão. 10 Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.”

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Do hebr., possivelmente duma raiz que significa “limpo; puro”. – It-3, p. 812.
[2] Gr.: sy·ko·mo·ré·a. O nome grego indica uma figueira (gr.: sy·ké) com folhas semelhantes às da amoreira (gr.: mo·ré·a). As duas árvores são da mesma família, e o sicômoro-figueira mencionado em Lucas 19:4 parece ser o mesmo que ‘o sicômoro’ (Ficus sycomorus) das Escrituras Hebraicas. (1 Reis 10:27) – It-3, p. 589.
[3] Êxo. 22:1.  

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Por que Apocalipse 20:13 diz que a “morte e o Hades” entregaram os mortos?


Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor perguntou:

Com respeito a Apocalipse 20:13 por que o texto diz que a “morte e o Hades” entregaram os mortos? Morte e Hades já não têm praticamente o mesmo significado? Por que o texto faz essa separação? Obrigado.

Resposta:

Lemos em Apocalipse 20:13: “O mar entregou os mortos nele, e a morte e a Sepultura [nota: Ou: “o Hades”, isto é, a sepultura comum da humanidade] entregaram os mortos nelas; e estes foram julgados individualmente segundo as suas ações.”

Morte e sepultura têm relação entre si, mas não são a mesma coisa. Em termos simples, a morte é a cessação da vida. O Hades, por outro lado, é a condição da pessoa que morreu – o estado de total inconsciência e inatividade.

Outro aspecto a considerar nesta mesma esteira é que, no livro de Apocalipse, o Hades é usado para representar apenas a condição das pessoas que morreram em terra seca, pois Apocalipse 20:13 faz menção também de ‘o mar entregar os mortos nele’. Neste respeito, o mar figura como sepultura aquosa (a condição dos que morreram no mar) ao passo que o Hades, como sepultura terrestre (a condição dos que morreram em terra firme). A menção dos três – o mar, a morte e o Hades – entregarem os mortos é uma forma de enfatizar que todos os que morreram em condição de ser ressuscitados serão lembrados por Jeová mediante Cristo.[1]

Nota:
[1] Veja o verbete “Hades”, na obra Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 2, páginas 277-278, publicada pelas Testemunhas de Jeová. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 11 de julho de 2017

Jeremias 7:21-23 prova que a Lei mosaica estava dividida em duas partes?


Fonte da ilustração: jw.org

Certo leitor escreveu:

Bem, olá, sou adventista do sétimo dia, e queria que me explicasse Jeremias 7:21-23, que diz:

“Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos sacrifícios e comei carne porque NADA falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem ordenei coisa alguma acerca de holocausto ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos a minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós seres o meu povo; andai em TODO o caminho que vos ordenei, para que vá bem.”

Como que você diz que a lei é uma só e foi dada por Deus e Ele diz que não deu essa lei de sacrifício?

E sobre Marcos, que você vê igualdade de mandamento e preceitos. Você precisa atentar mais para o contexto, pois lá é claro que a questão eram mandamentos e preceitos de homens.

Me explique que lei é essa que aparece em 1 João 2:4, que declara que, se nós transgredimos, estamos pecando. Mas, responda com os significados do original.

Oro por você, que o Senhor Deus Jesus Cristo abençoe. 

Resposta:

O leitor citou Jeremias 7:21 a 23 e perguntou: “Como que você diz que a lei é uma só e foi dada por Deus e Ele diz que não deu essa lei de sacrifício?”

Primeiramente, no texto em consideração, Jeová não diz que não deu a lei dos sacrifícios. Ele afirmou que, NO DIA em que ele tirou o povo israelita do Egito, ele não ordenou “nada a respeito de ofertas queimadas e sacrifícios”.

Foi após a travessia do mar Vermelho, quando o povo israelita estava no sopé do monte Sinai, que Jeová estabeleceu com eles o pacto da Lei, que incluía os Dez Mandamentos e outras leis, inclusive as leis referentes a sacrifícios. – Êxodo, capítulos 19-24.

O referido leitor levantou outra questão. Ele disse: “E sobre Marcos, que você vê igualdade de mandamento e preceitos. Você precisa atentar mais para o contexto, pois lá é claro que a questão eram mandamentos e preceitos de homens.”


Ele se referiu à parte do artigo transcrita abaixo:

Mandamentos também são ordenanças

Marcos 7:7ACRF: “Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são MANDAMENTOS de homens.” 

Mateus 15:9ACRF: “Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são PRECEITOS dos homens.” 

Pela comparação das passagens acima, torna-se claro que “mandamentos” também são “preceitos”. E o que são preceitos?

Colossenses 2:20-22ACRF: “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ORDENANÇAS, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens.”

Note que as “ordenanças” foram comparadas a “preceitos”, os quais são também “mandamentos”. Assim, ordenanças e mandamentos são a mesma coisa. De modo que essa fórmula de diferenciação entre “mandamentos” e “ordenanças”, bem como a suposição de que “mandamentos” se referem sempre ao Decálogo, não subsistem a um escrutínio bíblico. Esses conceitos não têm base bíblica.

O leitor argumentou que a comparação entre a palavra “mandamentos” e “preceitos” se refere a mandamentos e preceitos de homens. Contudo, essa argumentação é irrelevante, pois foi o próprio Jesus Cristo quem mostrou que essas palavras são sinônimos, e isso independente de serem de homens ou de Deus. O que os evangelistas que escreveram as declarações de Cristo mostraram é que essas duas palavras – mandamentos e preceitos – significam a mesma coisa. Não importa se a referência é a mandamentos e preceitos de homens ou de Deus. São tais palavras que possuem o mesmo significado.

Por último, o mesmo leitor declarou: “Me explique que lei é essa que aparece em 1 João 2:4, que declara que, se nós transgredimos estamos pecando. Mas, responda com os significados do original.”

1 João 2:4 declara (ACF): “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.”

O contexto revela que o texto está falando de Jesus Cristo. (Veja 1 João 2:1-6) Portanto, diz respeito ao mandamentos de Cristo, os mandamentos cristãos. Refere-se à “lei do Cristo”, mencionada em Gálatas 6:2. Essa lei também é mencionada por Paulo como “padrão de ensinamento a que foram entregues”. – Romanos 6:17.

O artigo no qual o leitor comentou menciona diversos mandamentos cristãos, os quais são novamente citados, abaixo:

Tito 1:3ACF: “Mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela PREGAÇÃO que me foi confiada segundo o MANDAMENTO de Deus, nosso Salvador.”

Assim, a pregação das boas novas constitui um mandamento de Deus, dado por meio de Jesus Cristo. (Mateus 28:19, 20) Observe outros mandamentos cristãos:

 1 João 3:23: “Realmente, este é o seu mandamento: que tenhamos fé no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e que amemos uns aos outros, assim como ele nos deu um mandamento..”

 1 João 4:21: “E recebemos dele este mandamento: aquele que ama a Deus deve amar também o seu irmão..”

 1 Coríntios 14:37, IBB: “Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.” 

Assim, a Bíblia como um todo afirma que a Lei de Deus dada aos servos pré-cristãos dele era um conjunto indiviso, que findou com a morte de Cristo. Hoje, os servos cristãos de Deus estão sujeitos às normas cristãs.

Também oro para que o referido leitor, e todos os que leem os artigos deste site, possam entender e aceitar as verdades da Palavra de Deus.


Explicação das siglas usadas:
ACRF e ACF: Almeida Corrigida e Revisada Fiel.
IBB: Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira.

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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