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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A Bíblia menciona a destruição dos maus?

Fonte da ilustração: jw.org

Temos em grego bíblico o verbo apóllymi (άπόλλυμι), que significa “destruir”, “arruinar”. Mateus 10:28 declara que Deus pode “destruir [apolésai, de apóllymi] na Geena tanto a alma como o corpo”.

Outra palavra, um substantivo, é ólethros (όλεθρος),  que significa “destruição, ruína, morte”.

Lemos em 1 Tessalonicenses 5:3: “Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’, então virá instantaneamente sobre eles a repentina destruição [ólethros], assim como as dores de parto vêm sobre a mulher grávida, e eles de modo algum escaparão.” E 2 Tessalonicenses 1:9 declara: “Esses mesmos sofrerão a punição judicial da destruição eterna [ólethron aiónion], sendo eliminados de diante do Senhor e da sua gloriosa força.”

No texto grego da Septuaginta, em Daniel 2:44, na parte que declara que o Reino de Deus “vai esmigalhar e pôr um fim” aos governos humanos, usam-se, respectivamente, os verbos patásso (πατάσσω) e afanízo (αφανίζω). Ambos são usados nas Escrituras Gregas Cristãs.

O primeiro é usado com o sentido de “bater, golpear” (Mateus 26:51; Lucas 22:49; Apocalipse 11:6); e de “bater, derrubar”. (Mateus  26:31; Marcos  14:27; Atos 7:24) Em Atos 12:23, esse verbo é traduzido por “ferir” num sentido mortal.

E o segundo com o sentido de “fazer desaparecer, destruir” (Mateus 6:19); “tornar invisível, desfigurar” (Mateus 6:16); “desaparecer” (Tiago 4:14); “perecer” (Atos 13.41).

Assim, ao invés de pregar a psicótica doutrina do tormento eterno, a Bíblia mostra que os maus e incorrigíveis serão destruídos para sempre.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 28 de janeiro de 2018

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 96)

Fonte da ilustração: jw.org

Os soldados repartem entre si a roupa de Jesus
(Unificação de Mat. 27:35; Mar. 15:24; Luc. 23:34b;João 19:23, 24)
Então, quando os soldados tinham pregado Jesus numa estaca, tomaram as suas roupas exteriores e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte, e a roupa interior. Mas a roupa interior era sem costura, sendo tecida desde a parte de cima, por todo o seu comprimento. Portanto, disseram um ao outro: “Não a rasguemos, mas decidamos por sortes de quem será.” Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram sortes. Isto foi para que se cumprisse a escritura: “Repartiram entre si a minha roupagem exterior, e lançaram sortes sobre a minha vestimenta.”[1] E, assim, os soldados fizeram realmente estas coisas.
Sofre zombarias e ultrajes
(Unificação de Mat. 27:39-44; Mar. 15:29-32; Luc. 23:35-39)
E o povo parava, olhando. Os que passavam começaram assim a falar dele de modo ultrajante, sacudindo a cabeça e dizendo: “Ó tu, pretenso derrubador do templo e construtor dele em três dias, salva-te a ti mesmo! Se tu és filho de Deus, desce da estaca de tortura!”  Do mesmo modo também os governantes – os principais sacerdotes, junto com os escribas e os anciãos – começaram a divertir-se entre si às custas dele, [e] escarneciam, e diziam:  “A outros ele salvou; a si mesmo não pode salvar! Salve-se a si mesmo, se este é o Cristo de Deus, o Escolhido. Ele é Rei de Israel; desça agora da estaca de tortura o Cristo, o Rei de Israel, e nós acreditaremos nele. Depositou a sua confiança em Deus; que Ele o socorra agora, se Ele o quiser, pois este disse: ‘Sou Filho de Deus.’” Até mesmo os soldados se divertiam às custas dele, chegando-se perto e oferecendo-lhe vinho acre, e dizendo: “Se tu és o rei dos judeus, salva-te.” Do mesmo modo, até os salteadores, que com ele estavam pregados em estacas, começaram a vituperá-lo.

Fonte da ilustração: jw.org
Um malfeitor demonstra fé (Luc. 23:39-43)
39 Mas[2], um dos malfeitores pendurados começou a dizer-lhe de modo ultrajante: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós.” 40 Em resposta, o outro o censurou e disse: “Não temes absolutamente a Deus, agora que estás no mesmo juízo? 41 E nós, deveras, com justiça, pois estamos recebendo plenamente o que merecemos pelas coisas que fizemos; mas este [homem] não fez nada fora de ordem.” 42 E ele prosseguiu a dizer: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” 43 E ele lhe disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.”

Fonte da ilustração: jw.org
A espantosa escuridão
(Unificação de Mat. 27:45; Mar. 15:33;Luc. 23:44, 45a)
Quando veio a sexta hora,[3] caiu escuridão sobre todo o país, até à nona hora,[4] porque a luz do sol falhou.
Fonte da ilustração: O Maior Homem Que Já Viveu, capítulo 126, publicado pelas Testemunhas de Jeová
Preocupação pelo bem-estar espiritual de sua mãe
(João 19:25-27)
 25 Junto à estaca de tortura de Jesus, porém, estavam paradas a sua mãe e a irmã de sua mãe;[5] Maria, esposa de Clopas,[6] e Maria Madalena. 26 Jesus, portanto, vendo sua mãe e o discípulo a quem amava[7] parados ali, disse à sua mãe: “Mulher, eis o teu filho!” 27 A seguir disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” E daquela hora em diante, o discípulo levou-a para o seu próprio lar.
Os momentos finais da vida humana de Jesus
(Unificação de Mat. 27:46-50; Mar. 15:34-37; Luc. 23:46; João 19:28-30)
Por volta da nona hora,³ Jesus clamou com voz alta, dizendo: “Eli, Eli, lama sabactâni?”[8] que significa, traduzido: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? Ouvindo isso, alguns dos que estavam por ali em pé começaram a dizer: “Eis que este homem está chamando Elias.”[9] Depois disso, sabendo Jesus que já se tinham efetuado todas as coisas, a fim de que se cumprisse a escritura, disse: “Tenho sede.” Havia ali um vaso cheio de vinho acre. E um deles correu imediatamente, e, tomando uma esponja[10], ensopou-a em vinho acre e a pôs numa cana, numa haste de hissopo[11], e começou a dar-lhe de beber, dizendo: “Deixai-o! Vejamos se Elias vem tirá-lo dali.” Mas os restantes deles disseram: “Deixa-o! Vejamos se Elias vem salvá-lo.”
Tendo então recebido o vinho acre, Jesus disse: “Está consumado!” E clamou com alta voz, [dizendo]: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.”[12] E Jesus deu um alto grito[13] e, inclinando a cabeça, expirou.

Explicação das siglas usadas:

AT:   The Complete Bible—An American Translation (1939; impressão de 1951), J. M. Powis Smith e Edgar J. Goodspeed.

BJ: Bíblia de Jerusalém.

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.

Notas:
[1] Sal. 22:18.
[2] Lucas cita no versículo anterior a inscrição por cima de Jesus, e o versículo 39 começa com uma conjunção adversativa (“mas”), que esboça uma objeção. Assim, provavelmente tendo em vista tal inscrição é que um dos malfeitores falou as palavras ultrajantes do versículo 39.
[3] Das 11 às 12 horas.
[4] Das 14 às 15 horas.
[5] Provavelmente, Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João. (Mat. 27:56; Mar. 15:40) Salomé era discípula do Senhor Jesus Cristo, estando entre as mulheres que o acompanhavam e lhe ministravam dos seus bens. (Mat. 27:55; Mar. 15:41; Luc. 8:3) – It-3, p. 509.
[6] Presumivelmente, ele era marido da “outra Maria”, e pai do apóstolo Tiago, o Menor, e do irmão deste, Josés. (Mat. 27:56; 28:1; Mar. 15:40; 16:1; Luc. 24:10) É bem provável, e geralmente reconhecido, que Clopas e Alfeu fossem a mesma pessoa. (Mat. 10:3; Mar. 3:18; Luc. 6:15; Atos 1:13) Os dois nomes talvez sejam variantes de pronúncia do radical aramaico, ou a mesma pessoa talvez tenha tido dois nomes. – It-1, p. 520.
[7] O apóstolo João. – João 21:20-24.
[8] Não há ainda uma identificação positiva do idioma original usado. Tais palavras costumam ser consideradas aramaicas, talvez num dialeto galileu. No entanto, Pode ter sido uma forma de hebraico, um pouco influenciado pelo aramaico. – It-2, p. 299.
[9] Talvez entendessem mal as palavras de Jesus por sua fala ser indistinta em resultado do seu intenso sofrimento, ou porque seu dialeto diferia do deles. (Mat. 27:47; Mar. 15:34) Ao exclamar a seu Pai celeste, reconhecendo-o como o seu Deus, Jesus cumpriu o Salmo 22:1. – It-1, p. 788.
[10] Esqueleto absorvente, resistente, elástico, de certos animais aquáticos encontrados em abundância nas águas do mar Mediterrâneo oriental e em outras partes. – It-2, p. 41.
[11] É considerado como referindo-se à durra, ou painço da índia, uma variedade de sorgo comum (Sorghum vulgare). Trata-se duma planta alta, de grãos pequenos, com folhas longas e largas. Visto que esta planta costuma atingir na Palestina a altura de pelo menos 1,8 m, pode ter fornecido uma haste, ou “cana”, de comprimento suficiente para levar a esponja ensopada de vinho acre até a boca de Jesus. (Mat. 27:48; Mar. 15:36) Outros acham que mesmo neste caso o hissopo talvez fosse a manjerona e sugerem que um molho de manjerona talvez fosse amarrado à “cana” mencionada por Mateus e por Marcos. Ainda outros acham que João 19:29 rezava originalmente hys·soí (pique, dardo [azagaia]), não hys·só·poi (hissopo); motivo da tradução por “num pique” (AT) e “num dardo” (BJ n.). – It-2, p. 334.
[12] Sal. 31:5.
[13] Possivelmente a artéria aorta se rompeu, e o sangue verteu no pericárdio ou tórax. O coração, oprimido pela excessiva congestão de sangue, produz uma sensação de sufocação, fazendo a pessoa gritar.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Lucas 23:40 prova que Jesus é Deus?

Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor escreveu:

Um estudante de Teologia me questionou Lucas 23:40.
Na João Ferreira de Almeida diz: “Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação?” – Lucas 23:40.
Ele citou que DEUS estava sendo condenado da mesma forma que os demais malfeitores. Ou seja, um deles reconheceu Jesus como DEUS. 
Como refutar esse raciocínio?
Desde já agradeço!

Resposta:

Ele está simplesmente forçando a aplicação do texto. A menção de “Deus” por um dos malfeitores não significa que tal malfeitor estivesse usando esse termo para Jesus. Inclusive, isso seria impensável, pois seria entender que o malfeitor estaria entendendo que Deus estava pregado numa estaca por meros homens! O próprio malfeitor explicou o que ele queria dizer:

“E no nosso caso isso é justo, pois estamos recebendo o que merecemos pelas coisas que fizemos. Mas este HOMEM [não Deus] não fez nada errado.” (Lucas 23:41) Ou seja, o malfeitor dizia ao outro malfeitor que zombar de um homem inocente seria falta de temor de Deus.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Jesus é a Palavra consubstancial de Deus?

 Fonte da ilustração: jw.org

Artigo contribuído por “A Verdade é Lógica”.

Certo leitor trinitário fez o seguinte questionamento (o questionamento foi readaptado por conter muitos erros de ortografia):

Se Jesus foi instrumento da criação, Senhor Apologista, Ele não ficou olhando. A Palavra (Jesus), que é o Logus profarikós (Jesus na criação) e Logus endiáthetos (Jesus na Eternidade), é a comunicação de Deus Pai. Pois Palavra (Jesus) não se cria. Pois Deus não estava mudo quando falou e criou. Pois o verbo (Jesus) é inato, é inerente de Deus, já estava com Deus. Pois para dizer “Fiat Lux”: “Faça-se a luz”, necessita-se do verbo. O Pai é o arquiteto e Jesus é o engenheiro. Jesus criou também! Ele não ficou olhando!

O Pai pronuncia o verbo porque é Dele próprio, enquanto Pai. O Eterno não existiria se não tivesse um filho que é o verbo. O princípio em Joao 1:1, e Apocalipse 3:14, significa origem, fonte. Alfa é Jesus e Jeová. É o princípio absoluto. Ou seja, está na Eternidade, e não no tempo. Portanto, criatura não cria! Em Isaías 43:10, Deus afirma: Não há outro Deus. Jesus Não é “deus” e nem criatura. Dois deuses é abominação até para os judeus. Criatura não cria, não salva e não perdoa. Quero que o senhor examine mesmo a profundidade deste mistério desvendado.
[Fim do comentário do leitor.]

Resposta:

A Bíblia diz claramente que Jesus foi o meio pelo qual Deus (não apenas a pessoa do Pai, mas Deus) criou todas as coisas. (Provérbios 8:22-30) Na Bíblia, nós vemos muitas vezes Deus se comunicando e agindo por meio de intermediários. Jeová Deus sente prazer em incluir seus filhos e criaturas fiéis em seus propósitos. Veja alguns exemplos:

“[...] Deus... achou bom revelar o seu Filho por meu intermédio [...].” – Gálatas 1:15, 16.

“Mas o Senhor ficou ao meu lado... para que, por meu intermédio, se realizasse plenamente a pregação [...].” – 2 Timóteo 4:17.

Paulo foi o intermediário de Deus para determinados propósitos de Jeová. Pode Paulo ser o intermediário de Deus e ao mesmo tempo Deus? Aqui vemos claramente que Deus se alegra de usar intermediários para muitas coisas. Veja outros exemplos:

“[...] a Lei foi dada por intermédio de Moisés [...].” – João 1:17.

Ora, a Escritura... declarou de antemão as boas novas a Abraão, a saber: ‘Por meio de ti serão abençoadas todas as nações.’” – Gálatas 3:8.

“[...] a promessa... foi transmitida por intermédio de anjos.” – Gálatas 3:19.

O leitor continua:

Pois Palavra (Jesus) não se cria. Pois Deus não estava mudo quando falou e criou. Pois o verbo (Jesus) é inato, é inerente de Deus, já estava com Deus. Pois para dizer ‘Fiat Lux’: ‘Faça-se a luz’, necessita-se do verbo. O Pai é o arquiteto e Jesus é o engenheiro. Jesus criou também! Ele não ficou olhando!”

Falácia da ambiguidade. Isso ocorre quando o argumentador confunde os sentidos de um vocábulo e passa a fazer argumentos baseado na confusão de tais sentidos. Jesus não é a palavra consubstancial de Deus. Como sabemos disso?

João 1:1 diz: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus”. Note que João não diz que a palavra estava em Deus, mas COM Deus. Assim sendo, é impossível que o Logos, ou Jesus, seja “a Palavra” inerente a Deus. Ademais, a explicação dada pelo leitor, de que “O Pai é o arquiteto e Jesus é o engenheiro. Jesus criou também!” não é de caráter trinitário, mas biteísta, ou seja, a crença em dois Deuses coiguais, não em duas pessoas numa única deidade. É muito comum que isso ocorra da parte de trinitários: eles se confundem em sua crença e passam a defender, por vezes, unicismo e biteísmo. Isso não é Trindade.

Jesus é “a Palavra” no sentido titulado, não no sentido consubstancial. Ele mesmo disse isso:

“Mas eu [Jesus] o conheço e obedeço à sua palavra.” – João 8:55.
  
Note que Jesus, a Palavra, disse que obedecia a palavra de Deus. Nesta passagem, “a palavra” citada por Jesus é a palavra inerente a Deus. Jesus falou que a obedecia. Assim, mais uma vez, fica evidente que Jesus não é a palavra inerente a Deus, mas “a Palavra” no sentido de ser o Porta-Voz de Jeová – o ser que transmite a palavra de Jeová.

Deus falou aos nossos antepassados por meio dos profetas, em muitas ocasiões e de muitos modos. Agora, no fim destes dias, ele nos falou por meio de um Filho.” – Hebreus 1:1, 2.
  
Veja que o escritor de Hebreus coloca a palavra de Deus em Jesus no mesmo sentido de como era no caso dos profetas – porta-vozes de Deus – não no sentido consubstancial.

O leitor afirmou:

“O princípio em Joao 1:1, e Apocalipse 3:14, significa origem, fonte.”

Não, não significa. “Princípio” no sentido de “fonte” (i.e., de onde vem, raiz propulsora, principiador) definitivamente não é o sentido de nenhum dos textos citados.

João 1:1 declara: “No princípio era a Palavra.” É inadmissível que um teólogo pensante consiga acreditar que isso poderia ser vertido: “No principiador era a Palavra”, ou “Na raiz propulsora era a Palavra”. “Princípio” é um estado de tempo. Note que João não diz: “Na eternidade era a Palavra”, mas “no princípio”.

Quanto a “princípio da criação de Deus” em Apocalipse 3:14, nenhuma das outras vezes que a expressão “princípio da criação” aparece na Bíblia significa “o principiador da criação” ou “a raiz propulsora da criação”.

“No princípio [não é “de onde veio”, “raiz propulsora”] da criação ‘Ele os fez homem e mulher”. – Marcos 10:6.

“Desde o princípio [não é “de onde veio”; “raiz propulsora”] da criação, que Deus criou”. – Marcos 13:19)

“Exatamente como eram desde o princípio [não é “de onde veio”; “raiz propulsora”] da criação”. – 2 Pedro 3:4.

Nos três exemplos citados, “princípio da criação” significa “começo”, “início”, não “raiz propulsora” tampouco “principiador”. Ademais, o texto de Apocalipse 3:14 é claramente uma referência a Provérbios 8:22. A Septuaginta de Brenton verte este texto em inglês:

The Lord made me the beginning of his ways for his works.(O Senhor me fez no começo dos seus caminhos para seus trabalhos.)
  
Definitivamente, “princípio” significa “começo”, não “principiador” nem “raiz propulsora”.

O referido leitor ainda afirmou: “Em Isaías 43:10, Deus afirma: Não há outro Deus. Jesus Não é ‘deus’ e nem criatura.”

Erro de descontextualização. Esse texto foi dirigido a deuses falsos. Como sabemos disso? Por três motivos:

1) Por que o v. 12 se refere a “deus estrangeiro”, contextualizando a passagem;
2)  Porque o próprio Jesus citou o Salmo 82:6 quando foi acusado de alegar ser “um deus” pelos judeus. (Leia João 10:31-36);
3) Porque o mesmo texto diz “Além de mim não há Salvador”, mas Otniel é chamado de “salvador” em Juízes 3:9. (Obviamente, num sentido inferior e diferente de como Jeová é salvador);

Assim, “não há outro Deus” além de Jeová no sentido de que Jeová é o Deus Todo-Poderoso, nem outro Salvador no sentido que somente Jeová é Salvador. Isso não significa que outros salvadores e deuses não possam existir em um sentido diferente do modo como Jeová é Deus e Salvador. Esse conceito é comum entre os judeus.

“Dois deuses é abominação até para os judeus.” Quer abominação maior para os judeus que a ideia de um Deus Trino? A Trindade é uma abominação para os judeus! A ideia de Deus ser homem é abominação para os judeus! (Oséias 11:9) Os judeus entendiam muito bem a ideia dos sentidos diferentes para a palavra “deus” quando aplicada a outros seres que não são Jeová. (Veja o Salmo 82:1, 6) Tanto é verdade que o próprio Jesus usou tal argumento contra os judeus que o acusavam de blasfêmia, e funcionou.

“Criatura não cria, não salva e não perdoa.” Jesus não é dito como sendo o próprio Criador. Mas Deus dá poder a quem Ele quiser. Eu pessoalmente acho muita prepotência de trinitários argumentarem que Deus não pode delegar autoridades nem fornecer poder a quem Ele desejar para que se execute a vontade Dele. Se Deus quer dar poder e autoridade para que alguém, uma criatura sua, execute algo, então Ele dá. Se Deus quer dar autoridade para Jesus perdoar pecados, então ele dá. Se Deus quer dar poder para Jesus executar a criação, então ele dá. Nenhum trinitário tem autoridade para proibir a Deus de dar autoridade e poder a quem Ele quiser.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 21 de janeiro de 2018

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 95)

Fonte da ilustração: jw.org
Jesus é levado e pregado na estaca
(Unificação de Mat. 27:31-56; Mar. 15:20-41; Luc. 23:26-49; João 19:16b-30)
Por fim, depois de se terem divertido às custas dele, [os soldados do governador] tiraram-lhe o manto [de] púrpura e puseram nele sua roupagem exterior. E levaram-no fora para o pregarem numa estaca.  E, levando ele mesmo a estaca de tortura, saiu para o chamado Lugar da Caveira,[1] que em hebraico é chamado Gólgota[2]. Então, encontraram um nativo de Cirene[3], de nome Simão, pai de Alexandre[4] e de Rufo,[5] que vinha do campo, e puseram nele a estaca de tortura para a levar atrás de Jesus, [obrigando-o] a prestar serviço por levar a sua estaca de tortura.
Jesus alerta sobre a vindoura calamidade (Luc. 23:27-32)
27 Mas, seguia-lhe uma grande multidão do povo e de mulheres que se batiam de pesar e que o lamentavam. 28 Jesus voltou-se para as mulheres e disse: “Filhas de Jerusalém, parai de chorar por mim. Ao contrário, chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos; 29 porque, eis que virão dias em que as pessoas dirão: ‘Felizes as mulheres estéreis e as madres que não deram à luz, e os peitos que não amamentaram!’ 30 Então principiarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós!’, e às colinas: ‘Cobri-nos!’ 31 Porque, se fazem estas coisas quando a árvore é seivosa, o que ocorrerá quando estiver ressequida?” 32 Mas, dois outros homens, malfeitores, também estavam sendo levados para serem executados com ele.
Recusa-se a tomar entorpecente; é pregado na estaca
(Unificação de Mat. 27:33, 34;Mar. 15:22-25; Lucas 23:33, 34a)
Trouxeram-no assim ao lugar de Gólgota, que significa, traduzido, Lugar da Caveira. E, quando chegaram ali, tentaram dar-lhe a beber vinho[6] misturado com mirra[7]; mas ele, depois de prová-lo, recusou-se a beber. E pregaram-no numa estaca,[8] e assim também os malfeitores, um à sua direita e outro à sua esquerda, mas Jesus no meio. [[Mas Jesus estava dizendo: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo.”]][9]

Fonte da ilustração: jw.org
A inscrição de acusação
(Unificação de Mat. 27:37; Mar. 15:26; Luc. 23:38; João 19:19-22)
Pilatos escreveu também um título e o puseram na estaca de tortura por cima de sua cabeça – a acusação contra ele. Estava escrito: “Jesus, o Nazareno, o Rei dos Judeus.” Portanto, muitos dos judeus leram este título, porque o lugar onde Jesus estava pregado numa estaca era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, em latim, em grego. No entanto, os principais sacerdotes dos judeus começaram a dizer a Pilatos: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos Judeus.’” Pilatos respondeu: “O que escrevi, escrevi.”

Explicação das siglas usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.
NM: Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

Notas:
[1] Gr.: Kra·ní·ou Tó·pos; lat.: Cal·vá·ri·ae ló·cus; J17(hebr.): meqóhm Gul·gó·leth. – NM, nota de Mateus 27:33.
[2] Também é chamado “Calvário” (Lu 23:33, ALA, So), do latim calvaria (caveira). Sua localização é incerta. – It-2, p. 243.
[3] Antiga capital inicial do distrito de Cirenaica, na costa N da África, quase defronte da ilha de Creta. Simão, “um nativo de Cirene”, pode ter sido um dos outros forasteiros que apinharam Jerusalém na época da Páscoa. (Atos 2:10) – It-1, p. 510.
[4]  [Defensor do Homem]. – It-1, p. 80.
[5]  [Vermelho]. – It-3, p. 468.
[6] Os soldados romanos bebiam um vinho ralo, acre ou azedo, conhecido em latim como acetum (vinagre), ou posca, quando era diluído em água. Esta foi provavelmente a bebida oferecida a Jesus Cristo. – it-3, p. 790.
[7] Resina aromática obtida de diversos espinhosos arbustos ou pequenas árvores do gênero Commiphora. Mateus (27:34) usou a palavra grega kho·lé (fel), o mesmo termo encontrado na Septuaginta grega no Salmo 69:21. É possível que a “planta venenosa” ou “fel” fosse a “mirra”, ou que a bebida drogada talvez contivesse tanto fel como mirra. (It-3, pp. 842, 272) “Fel” é definido como “coisa muito amarga”. – Dicionário Aurélio.
[8] Marcos 15:25 declara que “era então a terceira hora”, ao passo que, conforme João 19:14, “era cerca da sexta hora” quando acabou o julgamento final de Jesus perante Pilatos. Isto é confirmado pelos demais evangelistas, que indicam claramente que, na sexta hora, ou ao meio-dia, Jesus já estava pendurado na estaca por tempo suficiente para os soldados lançarem sortes sobre a sua roupagem e os principais sacerdotes, os escribas, os soldados e outros transeuntes falarem dele de modo ultrajante.. (Mat. 27:38-45; Mar. 15:24-33; Luc. 23:32-44) não temos informações suficientes para explicar com alguma certeza a razão desta diferença entre os relatos. Pode ser que a referência de Marcos, ou a de João, à hora era parentética, não em ordem cronológica. (It-2, p. 345) Uma das possibilidades é a de que à “terceira hora” tenha começado o julgamento de Jesus perante Pilatos que resultou em ser ele pregado na estaca. João 19:28 relata que “já era de manhã cedo” quando Jesus foi conduzido a Pilatos.
[9] אCVgSyc,p inserem estas palavras entre colchetes; P75BD°WSys omitem isso. – NM, nota de Lucas 23:34.


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.


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