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domingo, 30 de setembro de 2018

Os judeus tentaram apedrejar Jesus porque entenderam que ele afirmou ser Jeová?


Fonte: jw.org


Lemos em João 8:57, 58 na versão NTLH: “— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: antes de Abraão nascer, ‘Eu Sou’! — respondeu Jesus. Então eles pegaram pedras para atirar em Jesus, mas ele se escondeu e saiu do pátio do Templo.”

É comum os trinitaristas afirmarem que a razão de os judeus ouvintes de Jesus tentarem apedrejá-lo é porque supostamente Jesus afirmou indiretamente ser o próprio Jeová do Velho Testamento.

Inclusive, diversas traduções, a exemplo da tradução acima, colocam a expressão ego eimí (“eu sou” em grego) com iniciais maiúsculas, como se fosse um título indicando Jeová. No texto grego, porém, não há tal distinção.


Fonte: The Emphatic Diaglott


Diversos artigos já consideraram essa expressão grega e se ela indica ou não a identificação de Jesus Cristo com Jeová. Poderá ler clicando nos temas abaixo:







Por outro lado, este artigo focalizará se o motivo de os judeus tentarem apedrejar Jesus tem a ver com a suposta afirmação de Jesus de ser o Deus Jeová.

Os judeus entenderam que Jesus se identificou com Jeová por ter usado a expressão “eu sou”?

Se a resposta a essa pergunta fosse “sim”, eles já teriam tentado apedrejá-lo antes. Por que podemos dizer isso? Porque no mesmo capítulo, ele já havia usado essa expressão. Vejamos os versículos 21 a 24:

Outra vez Jesus lhes falou, dizendo: — Eu vou embora, e vocês vão me procurar, mas perecerão no seu pecado. Para onde eu vou vocês não podem ir. Então os judeus diziam: — Será que ele tem a intenção de se suicidar? Porque diz: ‘Para onde eu vou vocês não podem ir.’ Jesus lhes disse: — Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo, eu deste mundo não sou. Por isso, eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados. Porque, se não crerem que Eu Sou, vocês morrerão nos seus pecados.” – João 8:21-24, NAA.

Observe que Jesus fez sérias e polêmicas afirmações, tais como “eu sou dos domínios de cima” e “eu não sou deste mundo” (NM), e depois usou para si mesmo a expressão ego eimí (“eu sou”), afirmando que, se os judeus não cressem nele, morreriam nos seus pecados. Apesar de todas essas afirmações, tais judeus não tentaram apedrejá-lo. É óbvio que, para aqueles judeus, o uso da expressão “eu sou” por parte de Jesus não era uma afirmação de que ele era Jeová.

Ao contrário, tais judeus ainda tinham dúvidas sobre quem Jesus afirmava ser, pois prosseguiram perguntando a ele: “Quem és tu?” (Joao 8:25, ARA) Após isso, Jesus usa novamente a expressão “eu sou”:

“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que Eu Sou e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” – João 8:28, 29, ARA.

Note que Jesus usa para si a expressão ego eimí (“eu sou”) num contexto em que mostrou sua distinção em relação ao Pai, o qual o “enviou”. Após a resposta de Jesus nos versículos 25 a 29, “muitos depositaram fé nele”. – João 8:30.

Jesus torna claro que ele não é Jeová

Em sua conversa com os judeus, no relato de João capítulo 8, Jesus usou diversas expressões que tornavam claro aos seus ouvintes que ele não afirmava ser Jeová. Observe abaixo algumas delas:

“Lhes falei a verdade que ouvi de Deus.” – João 8:40, NAA.

“Eu vim de Deus e aqui estou”. – João 8:40, ARA.

“Quem me glorifica é meu Pai, aquele que vós dizeis ser vosso Deus.” – João 8:54, TB.

Note que Jesus afirmou que o Deus dos israelitas era, não Jesus, mas o Pai de Jesus! Jesus ainda acrescentou a respeito de seu Pai: “Vocês não o conhecem; eu, porém, o conheço.” (Verso 55) Portanto, Jesus tornou extremamente claro por diversas vezes que ele não era Jeová. Então, por que os judeus tentaram apedrejá-lo?

Por que os judeus tentaram apedrejar Jesus?

Num primeiro exame, vemos que o motivo tem a ver com o que Jesus afirmou sobre seu tempo de existência – sua idade, e não sua identidade. Isto se torna claro lendo o contexto imediato:

“Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou. Então, pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou.” – João 8:56-59, ARC.

Pela consideração das afirmações de Jesus no contexto de João capítulo 8, os judeus não tinham razão para presumir que Jesus afirmou ser Jeová no versículo 58. O estopim da discórdia que deu origem à tentativa de apedrejamento foi a afirmação de Jesus, de que existia antes de Abraão ter existido.

Porém, quando analisamos mais a fundo o contexto, percebemos que a discussão que levou a esse ponto tem a ver com a questão da paternidade. Primeiro, Jesus afirmou que seus contemporâneos judeus eram escravos do pecado e não filhos. (João 8:32-36) Após isso, Jesus desmentiu a afirmação dos judeus, de serem filhos de Abraão. (João 8:37-40) Depois, desmentiu a afirmação deles, de que Deus era o Pai deles. (João 8:41-43) Por fim, identificou-os aberta e francamente como sendo filhos do Diabo. (João 8:44-47) Após tal exposição franca, os judeus começaram a injuriar Jesus, chamando-o pejorativamente de “samaritano” e afirmando que ele tinha demônio. – Verso 48.

Em seguida, Jesus fez uma extraordinária declaração, que aumentou o fogo da discórdia. Ele disse: “Se alguém obedecer às minhas palavras, nunca jamais verá a morte.” (João 8:51) A reação dos contemporâneos de Jesus foi fulminante. Eles disseram: “Agora sabemos que você tem demônio. Abraão morreu, os profetas também, mas você diz: ‘Se alguém obedecer às minhas palavras, nunca jamais provará a morte.’ Será que você é maior do que nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem você pensa que é?” (João 8:52, 53) Após isso, Jesus identifica o seu Pai como sendo Aquele a quem os judeus afirmavam ter como Deus. – Verso 54.

Chegamos então ao ponto em que Jesus afirma ter existido antes de Abraão, e os judeus procuram apedrejá-lo.

De todo o exame acima, podemos tirar algumas conclusões:

1)  Jesus tornou claro que ele não era Jeová;
2)  Assim, os judeus não tinham nenhum motivo para pensar que Jesus afirmava ser Jeová;
3) O que levou à tentativa de apedrejamento não parece ter sido apenas a afirmação de Jesus, de ter existido antes de Abraão. Parece que o conjunto de afirmações causticantes de Jesus somaram à sua afirmação de ter existido antes de Abraão e levaram à tentativa homicida dos judeus. Ou seja, os judeus já estavam extremamente irritados com a exposição de Jesus, e sua afirmação de ter existido antes de Abraão apenas parece ter sido a gota d´água.
4) Os judeus não tinham nenhum motivo dentro dos moldes da Lei mosaica para tentar matar Jesus. Jesus obedeceu à Lei perfeitamente enquanto ela vigorava. – Mateus 5:17.
                                  
Portanto, a tentativa homicida dos judeus contra Jesus Cristo e os motivos para isso são irrelevantes no quesito de tentar provar a suposta identidade de Jesus com Jeová. O que importa é o que o próprio Jesus falou sobre si mesmo e a distinção que ele mesmo fez de si mesmo em relação ao seu Deus e Pai, Jeová.   



Este artigo foi produzido com base em parte do artigo “Joao 8:58 e Êxodo 3:14 na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” do site “Tradução do Novo Mundo Defendida!” Poderá acessar o referido artigo neste link: https://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com



Explicação das siglas usadas:
ARA: Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
NAA: Nova Almeida Atualizada.
NM: Tradução do Novo Mundo.
NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Os cristãos precisam tirar o calçado ao se reunir para adorar a Deus?


 Fonte: jw.org

Um leitor escreveu:

Eu estive conversando com alguém um dia desses no [ministério de] campo, mas de repente me fez uma pergunta a respeito das sandálias de Moisés no livro de Êxodo 3:5, onde diz: “Tire as sandálias dos seus pés, porque o solo em que estas é um lugar sagrado.”

Então, por que na adoração hoje nós, cristãos, não tiramos os sapatos ou sandálias dos nossos pés, visto que adoramos alguém santo num lugar também sagrado?

Muito obrigado por me dar esta liberdade de lhe escrever assim que eu desejar irmão. Que Jeová continue te abençoando.

Resposta:

O ato de tirar as sandálias era um costume dos tempos antigos, conforme explica a obra Estudo Perspicaz das Escrituras (volume 1, p. 269, “Atitudes, posturas e gestos”):

Tirar as sandálias era gesto de respeito ou reverência. Ordenou-se a Moisés fazer isso junto ao espinheiro ardente, e a Josué, na presença dum anjo. (Êx 3:5; Jos 5:15) Visto que o tabernáculo e o templo eram lugares sagrados, diz-se que os sacerdotes cumpriam descalços os seus deveres no santuário. […] Ainda é costume no Oriente Médio tirar as sandálias daquele que entra numa casa.




Por outro lado, embora Deuteronômio 23:14 afirme que “Jeová, seu Deus, está andando pelo seu acampamento”, não havia exigência de que os israelitas andassem descalços naquele local.

Ademais, não há nenhuma orientação para o cristão retirar seu calçado quando se reunir para adorar e louvar a Deus.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 23 de setembro de 2018

Lucas 17:34 apoia o relacionamento homossexual?


Fonte: jw.org


Um leitor escreveu:


Meu amigo, gostaria que você me explicasse o texto de Lucas 17:34, quando diz que ‘naquela noite dois homens estarão em uma só cama, um será levado junto e outro será abandonado’. Por favor, o que significa “dois homens em uma cama”?

Resposta:

Lemos em Lucas 17:34 (NM): “Eu lhes digo: Naquela noite, duas pessoas estarão numa cama; uma será levada, mas a outra será abandonada.”


O texto grego encontra-se conforme abaixo:


λέγω ὑμῖν, ταύτῃ τῇ νυκτὶ ἔσονται δύο ἐπὶ κλίνης μιᾶς
légo hymîn, taútei nyctì ésontai dúo epì klínes miãs
Digo a vós, naquela noite estarão dois sobre uma cama 

ὁ εἷς παραλημφθήσεται καὶ ὁ ἕτερος ἀφεθήσεται
ho eîs paralemfthésetai kaì ho héteros aféthésetai 
aquele um será levado e aquele outro abandonado.

Alguns entendem que Jesus fez alusão a uma relação homossexual. Porém, o contexto bíblico como um todo mostra que não era isso.


O conceito de Deus sobre o relacionamento homossexual no Velho Testamento

O caso de Sodoma e Gomorra


Fonte: jw.org


Acontecimentos envolvendo as cidades de Sodoma e Gomorra mostram que o conceito divino era contra a prática homossexual. O que resultou na destruição dos habitantes das cidades de Sodoma e Gomorra foi o comportamento homossexual de seus habitantes.

Lemos em Gênesis 13:13: “Ora, os homens de Sodoma eram maus, grandes pecadores contra Jeová.” Lemos posteriormente em Gênesis 18:20: “Portanto, Jeová disse: ‘O clamor contra Sodoma e Gomorra é imenso, e seu pecado é muito grave.’” Qual era o comportamento dos habitantes da cidade que levou a tal descrição?

Gênesis 19:5 descreve o comportamento deles. Diz-nos o texto: “Chamavam Ló e lhe diziam: ‘Onde estão os homens que vieram a você esta noite? Traga-os para fora a nós, para que tenhamos relações com eles.’”

Os anjos em forma humana enviados por Deus explicaram ao justo Ló: “Vamos destruir este lugar, porque o clamor contra este povo se tornou imenso perante Jeová, de modo que Jeová nos enviou para destruir a cidade.” – Gênesis 19:13.

O conceito da Lei mosaica sobre o relacionamento homossexual

A Lei dada por Deus a Israel mostrava claramente o conceito divino sobre a prática homossexual, conforme o texto abaixo:

“Não tenha relações sexuais com um homem, assim como se costuma ter com uma mulher. É um ato detestável.” – Levítico 18:22.

A Bíblia diz que Jesus Cristo veio para cumprir a Lei, visto que ele nasceu debaixo da Lei. (Mateus 5:17; Gálatas 4:4) Portanto, ele jamais poderia endossar o relacionamento homossexual. Caso ele o fizesse, ele não teria cumprido a Lei mosaica, o que o desqualificaria de ser o prometido Messias, ou Cristo. Isto afetaria totalmente a genuinidade do cristianismo como movimento religioso aprovado por Deus, e a Bíblia Sagrada como o livro inspirado por Deus. Perceba então as profundas implicações de se entender que Jesus estava aprovando o relacionamento homossexual!

O conceito cristão sobre o relacionamento homossexual

Embora a Lei mosaica tenha deixado de vigorar, vimos que a desaprovação divina do comportamento homossexual é anterior a tal conjunto de leis. E o cristianismo também manteve tal desaprovação, conforme se vê claramente dos textos bíblicos abaixo:

“Ou será que vocês não sabem que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não se enganem. Os que praticam imoralidade sexual, os idólatras, os adúlteros, os homens que se submetem a atos homossexuais, os homens que praticam o homossexualismo, os ladrões, os gananciosos, os beberrões, os injuriadores e os extorsores não herdarão o Reino de Deus. E, no entanto, isso é o que alguns de vocês foram. Mas vocês foram lavados; vocês foram santificados; vocês foram declarados justos no nome do Senhor Jesus Cristo e com o espírito do nosso Deus.” – 1 Coríntios 6:9-11.

“Portanto Deus, em harmonia com os desejos do coração deles, os entregou à impureza, para que desonrassem o seu próprio corpo. Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, e veneraram e prestaram serviço sagrado à criação em vez de ao Criador, que é louvado para sempre. Amém. É por isso que Deus os entregou à paixão desenfreada e vergonhosa, pois tanto as mulheres entre eles trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza, como também os homens abandonaram o uso natural da mulher e ficaram violentamente inflamados de paixão uns pelos outros, homens com homens, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena punição pelo seu erro.” – Romanos 1:24-27.

“Ora, sabemos que a Lei é boa, se for aplicada corretamente, reconhecendo-se que as leis são feitas não para o justo, mas para os transgressores e rebeldes, ímpios e pecadores, desleais e profanadores, para os que matam pai ou mãe, assassinos, para os que praticam imoralidade sexual, homens que praticam o homossexualismo, raptores, mentirosos, para os que juram falsamente, e para tudo que é contrário ao ensinamento sadio.” – 1 Timóteo 1:8-10.

O cristianismo dado por Deus mediante Jesus Cristo mostrou ter o mesmo conceito expresso no Velho Testamento sobre a destruição de Sodoma e Gomorra:

“E ele condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, estabelecendo para as pessoas ímpias um modelo das coisas que virão. Mas ele livrou o justo Ló, que ficava muito aflito por causa da conduta insolente dos transgressores. (Porque, enquanto morava entre eles, dia após dia esse homem justo sentia sua alma justa atormentada por ver e ouvir aquelas ações contra a lei.)” – 2 Pedro 2:6-8.

“Da mesma maneira, Sodoma e Gomorra e as cidades em volta delas também se entregaram a crassa imoralidade sexual e foram atrás de desejos carnais desnaturais; elas estão diante de nós como exemplo de aviso por terem sofrido a punição judicial do fogo eterno. – Judas 7.

Por outro lado, a Bíblia é definitivamente contra a homofobia. Em vez disso, ela recomenda: “Façamos o bem a todos.” (Gálatas 6:10) No mesmo viés, Jesus declarou: “Portanto, todas as coisas que querem que os homens façam a vocês, façam também a eles.” (Mateus 7:12) Portanto, tratar a todos com respeito e dignidade é um dever de todos os cristãos.

O contexto social da época de Jesus Cristo

A Concordância de Strong define κλίνη (klíne) como “um sofá, cama, cama ou tapete portátil, um sofá para descansar nas refeições”. Assim, diversos comentaristas bíblicos ressaltaram que a palavra “cama” poderia significar sofá ou travesseiros sobre os quais as pessoas sentavam-se no chão do estilo do Oriente Médio, ou eram um tipo de esteira onde as pessoas poderiam dormir juntas – dois irmãos, pai e filhos, vários amigos etc. Conforme comentam tais pesquisadores, a ideia de ‘dois em uma cama’ também poderia significar que tais pessoas estariam sentadas juntas na ceia, sendo costume dos antigos sentar-se em camas ou sofás nas refeições.


Fonte: jw.org

Sobre isso, observe que o texto de Lucas 17:34 não diz que as duas pessoas estavam deitadas em uma cama, mas simplesmente que estavam em uma cama (ou sofá), podendo estar recostados nela, como em uma refeição.

O motivo da dificuldade da interpretação por parte de alguns

A página online The Gospel of Christ afirmou:

O movimento homossexual na América mudou drasticamente a percepção da nossa cultura. Não faz muitos anos que dois homens podiam dormir na mesma cama sem implicar ou sequer pensar na homossexualidade. Precisamos ter muito cuidado para não permitir que a cultura transforme nosso pensamento (Romanos 12: 1 , 2).

Segundo certa fonte, o livro Black Like Me (“Negro Como Eu”), do jornalista John Howard Griffin, descreve um negro pobre dividindo sua cama com alguém totalmente estranho. Claramente, não há homossexualidade envolvida, apenas preocupação por um viajante em necessidade.




A tradução de Lucas 17:34

O numeral δύο (dúo; “dois”) ocorre sem substantivo acompanhante, e não implica necessariamente dois do mesmo sexo. Exemplo disso é seu uso em Mateus 19:5, na citação que Jesus fez de Gênesis 2:24: “Por essa razão o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua esposa, e os dois [δύο: homem e mulher] serão uma só carne.”

Por isso, certos comentaristas entendem que está subentendido o substantivo ánthropoi (homens no sentido genérico de humanos) e não ándres (“homens” no sentido de pessoas do sexo masculino). A ideia seria de “duas pessoas”, como traduzem a Tradução do Novo Mundo, a Nova Versão Internacional e a King James Atualizada.

O versículo 35 fala literalmente de ‘dois moendo’, e depois usa o numeral no gênero feminino μα (mía; “uma”), na frase “uma será levada, mas a outra será abandonada”, referindo-se evidentemente a mulheres. Sobre o verbo toλήθω (tolétho, “moer”), diz certo comentário bíblico: “Moer. Era costume enviar mulheres e escravas para as casas dos moinhos para girar os moinhos de mão.” Porém, o fato de o versículo 35 mencionar mulheres não implica forçosamente em o versículo anterior dizer respeito a pessoas do sexo masculino, pois são descrições de situações e tarefas diferentes.

O ponto em questão no texto

O que Jesus parece salientar é que a afinidade, ou parentesco, entre duas pessoas não asseguraria a salvação de ambas. O que importa é seguir o modo de vida cristão.


Referências:

Can Someone Please Explain Luke 17:34 for me? Christian Forum. Disponível em: <http://www.topix.com/forum/religion/christian/TRNPEGQ3JPNE993QL/can-someone-please-explain-luke-17-34-for-me>.

Concordância de Strong. Disponível em: <https://bibliaparalela.com/greek/2825.htm>.

Does Luke 17:34 Endorse Homosexual Behavior? Disponível em: <https://thegospelofchrist.com/knowledge-base/tgoc-kb--9tfaa>.

GRIFFIN, John Howard. Black Like Me. In: The Guardian. Disponível em: <https://www.theguardian.com/books/2011/oct/27/black-like-me-john-howard-griffin>.

How should we understand Luke 17:34? In: Never Thirsty. Disponível em: <https://www.neverthirsty.org/bible-qa/qa-archives/question/how-should-we-understand-luke-1734/>.


Moer. Toλήθω. Disponível em: <http://www.greekbible.com/l.php?a)lh/qw_v--papnpf-_>.

Strong's Interlinear Bible Search. Passage Lookup: Luke 17:34. Disponível em: <https://www.studylight.org/desk/interlinear.cgi?query=lu+17:34&it=nas&ot=bhs&nt=na&sr=1&l=en>.




A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Adão e Eva tiveram outros filhos no período entre Caim e Sete?



Fonte: jw.org 

Um leitor enviou a seguinte argumentação:

O texto bíblico fala que Adão e Eva tiveram como filhos Caim, Abel e Sete – nessa ordem, respectivamente. Até o nascimento de Abel não há nenhum indício de que Eva tenha tido outros filhos além desses.

Quando ocorre o nascimento de mulheres, a Bíblia não deixa de mencionar. Temos como exemplo desse caso as filhas de Ló.

Embora seja mencionado que Adão tenha se tornado pai de filhos e de filhas, isso só é dito após o nascimento de Sete. E por ocasião de seu nascimento, Caim já havia arranjado sua esposa. 

Um homem ter um terceiro filho (macho) somente com 130 anos, não é lógico, muito menos natural. E não se pode querer dizer que já havia outros filhos de Adão, pois é afirmado por Eva: “Deus designou outro descendente em lugar de Abel, visto que Caim o matou.” O que significa isso? Significa que Sete, para Eva, era o filho que estava substituindo o filho já morto Abel. Portanto, após a morte de Abel e com o nascimento de Sete, só havia, na terra, três homens: Adão, Caim e Sete. (Gênesis 4:25-26).

Portanto, a pergunta ainda persiste: Onde Caim encontrou essa sua esposa, se só havia ele e Adão como homens na terra? Não havia mulheres, além de Eva. E, não adianta forçar uma interpretação aqui; pois, note que a palavra “entrementes” (em Gênesis 5:4)  significa “naquela ou nesta ocasião, enquanto isso, nesse meio tempo”; ou seja, esses supostos filhos ou filhas de Adão só nasceram por ocasião ou no intervalo de tempo pós-nascimento de Sete.

Resposta:

Vejamos o que diz o relato bíblico:

“Adão teve então relações com Eva, sua esposa, e ela ficou grávida. Quando deu à luz Caim, ela disse: ‘Tive um menino com a ajuda de Jeová.’ Mais tarde ela novamente deu à luz e teve Abel, irmão de Caim.” – Gênesis 4:1, 2.

Após Caim ter matado Abel e ter sido expulso para a “terra do Exílio”, lemos em Gênesis 4:17: “Depois, Caim teve relações com a sua esposa, e ela ficou grávida.”

Gênesis 4:25 declara: “Adão teve novamente relações com a sua esposa, e ela teve um filho. Ela lhe deu o nome de Sete porque, segundo disse: ‘Deus me designou outro descendente no lugar de Abel, visto que Caim o matou.’”

Então, o capítulo 5 de Gênesis recapitula a criação de Adão e Eva, e começa a descrever sua linhagem por meio de Sete. Lemos no texto:

“Este é o livro da história de Adão. No dia em que Deus criou Adão, ele o fez à semelhança de Deus. Macho e fêmea os criou. Depois os abençoou e os chamou pelo nome de Homem, no dia em que foram criados. E Adão viveu cento e trinta anos. Tornou-se então pai dum filho à sua semelhança, à sua imagem, e chamou-o pelo nome de Sete. E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. De modo que todos os dias que Adão viveu somaram novecentos e trinta anos, e morreu.” – Tradução do Novo Mundo Com Referências, edição de 1986.

A natureza dos registros genealógicos

Fonte: jw.org

O objetivo das genealogias bíblicas não é fornecer cada elo de ligação ou cada pessoa que nasceu em determinado período. Prova disso é que a genealogia de Jesus Cristo feita por Mateus omitiu os nomes de três reis de Judá – Acazias, Jeoás e Amazias. (Contraste Mateus 1:8 com 2 Crônicas 22:1; 2 Reis 12:1; 1 Crônicas 3:11; 2 Reis 14:1, 2; 2 Crônicas 26:1.) Mateus omite também o nome de Jeoiaquim, filho de Josias, bem como o de Hananias, filho de Zorobabel. (Contraste Mateus 1:11 com 2 Reis 23:34, 36; contraste Mateus 1:13 com 1 Crônicas 3:19, 21.)

As filhas de Ló são mencionadas no relato bíblico devido à sua sobrevivência na destruição de Sodoma e de Gomorra e para explicar o surgimento histórico das nações de Moabe e de  Amom.

A menção de Abel e de Caim no relato bíblico serve para explicar o favor de Deus sobre Abel e não sobre Caim, e o resultante primeiro assassinato, bem como suas consequências. Os textos abaixo elucidam isso:

“Para que venha sobre vocês todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel.” – Mateus 23:35.

“Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor que o de Caim. Por meio dessa fé ele recebeu o testemunho de que era justo, pois Deus aprovou as suas dádivas. E, embora esteja morto, ele ainda fala por meio da sua fé.” – Hebreus 11:4.

“Porque esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: devemos amar uns aos outros; 12 não como Caim, que se originou do Maligno e matou o seu irmão. E por que motivo o matou? Porque as suas próprias obras eram más, mas as do seu irmão eram justas.” – 1 João 3:11, 12.

Ou seja, pessoas são mencionadas na Bíblia quando isso contribui para o propósito do Autor dela, Jeová.

Fonte: jw.org

A menção de “filhos e de filhas” no registro genealógico de Adão

O referido argumentador afirmou: “Embora seja mencionado que Adão tenha se tornado pai de filhos e de filhas, isso só é dito após o nascimento de Sete.” Bem, não há nenhum problema quanto a isso, visto que tal menção se deu no que a Bíblia chama de “o livro da história de Adão”. (Gênesis 5:1) Portanto, a menção de filhos e de filhas a Adão faz referência à sua história de vida, e não somente ao período entre Sete e o restante da vida de Adão.

Com relação ao advérbio “entrementes” mencionado pelo referido argumentador, trata-se de um ataque à Tradução do Novo Mundo. Pois, dentre todas as traduções em português, em inglês e em espanhol pesquisadas, somente a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas usa este advérbio em Gênesis 5:4, a bem do esclarecimento ao leitor.




Gênesis 5:4 declara: “E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.”

O advérbio “entrementes” não precisa ser usado de forma restrita no tempo, como o argumentador pretende que seja. Ela pode abranger um período mais amplo. Lembre-se de que o contexto de Gênesis 5:4 aponta para “o livro da história de Adão”. Assim, o advérbio “entrementes” se refere ao período desde que Adão começou a procriar até a sua morte.

Outras provas da existência de pessoas além dos filhos de Adão e Eva mencionados por nomes

Sobre a punição que recebeu, Caim disse a Jeová: “‘Hoje me expulsas desta terra, e ficarei escondido da tua face; eu me tornarei errante e fugitivo na terra, e quem me encontrar certamente me matará. Então Jeová lhe disse: ‘Por essa razão, quem matar Caim sofrerá vingança sete vezes.’ Assim Jeová estabeleceu um sinal para Caim, a fim de que ele não fosse morto por quem o encontrasse.” – Gênesis 4:14, 15.

O relato torna claro que, durante a existência de Caim, e antes do nascimento de Sete, havia outros humanos na Terra. Visto que o nome “Eva” (que significa “vivente”) foi dado por Adão “porque ela se tornaria a mãe de todos os viventes [humanos]”, segue-se que as pessoas que representavam perigo de morte para Caim eram também descendentes de Adão e Eva, contemporâneos de Caim.


Fonte: jw.org


Por que “outro descendente no lugar de Abel”?

Por ocasião do nascimento de Sete, Eva declarou: “Deus me designou outro descendente no lugar de Abel, visto que Caim o matou.” (Gênesis 4:25) Por que Eva disse isso?

O fato de Sete estar substituindo Abel não implica necessariamente em ser Sete o único descendente masculino após o nascimento de Caim. Uma explicação plausível é que outros nascidos antes não se qualificaram para tal posição.

Lembremo-nos de que, após o pecado do primeiro casal humano, Jeová proferiu diante do casal a primeira profecia bíblica, na qual ele declarou: “E porei inimizade entre você [no caso o anjo rebelde] e a mulher, e entre o seu descendente e o descendente dela. Este esmagará a sua cabeça, e você ferirá o calcanhar dele.” (Gênesis 3:15) É possível que Eva pensasse que seu primeiro filho, Caim, viesse de alguma forma a contribuir para o cumprimento dessa profecia, pois ela disse: “Tive um menino com a ajuda de Jeová.” – Gênesis 4:1.

Com o passar do tempo, as evidências mostraram que Abel, e não Caim, se qualificava para fazer parte da linhagem do descendente prometido. Isso explica porque Eva, por ocasião do nascimento de Sete, referiu-se a este como “descendente no lugar de Abel”.

O argumentador também afirmou: “Um homem ter um terceiro filho (macho) somente com 130 anos não é lógico, muito menos natural.” Tal argumentador desconsidera o fato de que nasceram descendentes do sexo masculino a Adão durante o período de sua “história” de vida. Sete só é mencionado por nome porque a linhagem de Adão prosseguiu por meio dele.

As implicações do relato de Gênesis no cristianismo bíblico

Jesus referiu-se a Adão e Eva como pessoas reais e ao relato de Gênesis como sendo história autêntica, quando disse aos líderes religiosos de seus dias: “Não leram que aquele que os criou [a Adão e Eva] no princípio os fez homem e mulher, e disse: ‘Por essa razão o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’?” (Mateus 19:4, 5) O assunto em questão era o divórcio. Jesus não iria se referir a um relato alegórico e não histórico para embasar seus argumentos.

O apóstolo cristão Paulo, notável jurista, mostrou que acreditava no relato de Gênesis, ao declarar: “E ele [Deus] fez de um só homem [Adão] todas as nações dos homens.” – Atos 17:26.


Fonte: jw.org


A Bíblia menciona Enoque como “o sétimo homem na linhagem de Adão”. (Judas 14) Enoque não poderia ser o sétimo homem na linhagem de um personagem fictício. E Enoque é mencionado na lista genealógica do perito copista Esdras (1 Crônicas 1:3), bem como na genealogia de Jesus Cristo feita pelo notável historiador e médico Lucas. (Lucas 3:37) Todos esses relatos seriam questionáveis se Enoque não fosse um personagem real. E sua existência histórica seria questionável se Adão não tivesse sido um personagem real.

Além disso, a genealogia de Jesus feita por Lucas menciona personagens reconhecidamente históricos, como Davi e Abraão, e cita também Adão. (Lucas 3:23-38) Não haveria sentido em colocar Adão numa genealogia de pessoas reais se Adão não tivesse existido ou se o relato de sua “história” fosse questionável.

Principalmente, o sacrifício de Cristo só faz sentido se Adão tiver sido um personagem real e sua história for fidedigna. Pois a Bíblia afirma que “por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado” (Romanos 5:12), que “a morte reinou desde Adão” e que “Adão … tem similaridade com aquele que viria [Jesus Cristo]” (Romanos 5:14); que “assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos receberão vida”. – 1 Coríntios 15:22.

Jesus é referido como “o último Adão” (1 Coríntios 15:45). Assim, negar a existência de Adão e “o livro da história” dele implica em lançar dúvida sobre a identidade de Jesus Cristo, bem como a necessidade de sua morte para resgatar a humanidade do pecado.


Fonte: jw.org

Portanto, se Adão e Eva não tivessem tido outros filhos e também filhas, contemporâneos a Caim, “o livro da história de Adão” seria uma mentira, o que teria um efeito dominó drasticamente negativo sobre o inteiro ‘restante das Escrituras Sagradas’, bem como sobre a inteira doutrina cristã. – 1 Pedro 3:16.

No entanto, longe de isso poder ser verdade, Jesus afirmou enfaticamente a Deus, seu Pai: “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17) E o salmista inspirado também afirmou: “A verdade é a própria essência da tua palavra.” – Salmo 119:160.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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