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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Adão e Eva tiveram outros filhos no período entre Caim e Sete?



Fonte: jw.org 

Um leitor enviou a seguinte argumentação:

O texto bíblico fala que Adão e Eva tiveram como filhos Caim, Abel e Sete – nessa ordem, respectivamente. Até o nascimento de Abel não há nenhum indício de que Eva tenha tido outros filhos além desses.

Quando ocorre o nascimento de mulheres, a Bíblia não deixa de mencionar. Temos como exemplo desse caso as filhas de Ló.

Embora seja mencionado que Adão tenha se tornado pai de filhos e de filhas, isso só é dito após o nascimento de Sete. E por ocasião de seu nascimento, Caim já havia arranjado sua esposa. 

Um homem ter um terceiro filho (macho) somente com 130 anos, não é lógico, muito menos natural. E não se pode querer dizer que já havia outros filhos de Adão, pois é afirmado por Eva: “Deus designou outro descendente em lugar de Abel, visto que Caim o matou.” O que significa isso? Significa que Sete, para Eva, era o filho que estava substituindo o filho já morto Abel. Portanto, após a morte de Abel e com o nascimento de Sete, só havia, na terra, três homens: Adão, Caim e Sete. (Gênesis 4:25-26).

Portanto, a pergunta ainda persiste: Onde Caim encontrou essa sua esposa, se só havia ele e Adão como homens na terra? Não havia mulheres, além de Eva. E, não adianta forçar uma interpretação aqui; pois, note que a palavra “entrementes” (em Gênesis 5:4)  significa “naquela ou nesta ocasião, enquanto isso, nesse meio tempo”; ou seja, esses supostos filhos ou filhas de Adão só nasceram por ocasião ou no intervalo de tempo pós-nascimento de Sete.

Resposta:

Vejamos o que diz o relato bíblico:

“Adão teve então relações com Eva, sua esposa, e ela ficou grávida. Quando deu à luz Caim, ela disse: ‘Tive um menino com a ajuda de Jeová.’ Mais tarde ela novamente deu à luz e teve Abel, irmão de Caim.” – Gênesis 4:1, 2.

Após Caim ter matado Abel e ter sido expulso para a “terra do Exílio”, lemos em Gênesis 4:17: “Depois, Caim teve relações com a sua esposa, e ela ficou grávida.”

Gênesis 4:25 declara: “Adão teve novamente relações com a sua esposa, e ela teve um filho. Ela lhe deu o nome de Sete porque, segundo disse: ‘Deus me designou outro descendente no lugar de Abel, visto que Caim o matou.’”

Então, o capítulo 5 de Gênesis recapitula a criação de Adão e Eva, e começa a descrever sua linhagem por meio de Sete. Lemos no texto:

“Este é o livro da história de Adão. No dia em que Deus criou Adão, ele o fez à semelhança de Deus. Macho e fêmea os criou. Depois os abençoou e os chamou pelo nome de Homem, no dia em que foram criados. E Adão viveu cento e trinta anos. Tornou-se então pai dum filho à sua semelhança, à sua imagem, e chamou-o pelo nome de Sete. E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. De modo que todos os dias que Adão viveu somaram novecentos e trinta anos, e morreu.” – Tradução do Novo Mundo Com Referências, edição de 1986.

A natureza dos registros genealógicos

Fonte: jw.org

O objetivo das genealogias bíblicas não é fornecer cada elo de ligação ou cada pessoa que nasceu em determinado período. Prova disso é que a genealogia de Jesus Cristo feita por Mateus omitiu os nomes de três reis de Judá – Acazias, Jeoás e Amazias. (Contraste Mateus 1:8 com 2 Crônicas 22:1; 2 Reis 12:1; 1 Crônicas 3:11; 2 Reis 14:1, 2; 2 Crônicas 26:1.) Mateus omite também o nome de Jeoiaquim, filho de Josias, bem como o de Hananias, filho de Zorobabel. (Contraste Mateus 1:11 com 2 Reis 23:34, 36; contraste Mateus 1:13 com 1 Crônicas 3:19, 21.)

As filhas de Ló são mencionadas no relato bíblico devido à sua sobrevivência na destruição de Sodoma e de Gomorra e para explicar o surgimento histórico das nações de Moabe e de  Amom.

A menção de Abel e de Caim no relato bíblico serve para explicar o favor de Deus sobre Abel e não sobre Caim, e o resultante primeiro assassinato, bem como suas consequências. Os textos abaixo elucidam isso:

“Para que venha sobre vocês todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel.” – Mateus 23:35.

“Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor que o de Caim. Por meio dessa fé ele recebeu o testemunho de que era justo, pois Deus aprovou as suas dádivas. E, embora esteja morto, ele ainda fala por meio da sua fé.” – Hebreus 11:4.

“Porque esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: devemos amar uns aos outros; 12 não como Caim, que se originou do Maligno e matou o seu irmão. E por que motivo o matou? Porque as suas próprias obras eram más, mas as do seu irmão eram justas.” – 1 João 3:11, 12.

Ou seja, pessoas são mencionadas na Bíblia quando isso contribui para o propósito do Autor dela, Jeová.

Fonte: jw.org

A menção de “filhos e de filhas” no registro genealógico de Adão

O referido argumentador afirmou: “Embora seja mencionado que Adão tenha se tornado pai de filhos e de filhas, isso só é dito após o nascimento de Sete.” Bem, não há nenhum problema quanto a isso, visto que tal menção se deu no que a Bíblia chama de “o livro da história de Adão”. (Gênesis 5:1) Portanto, a menção de filhos e de filhas a Adão faz referência à sua história de vida, e não somente ao período entre Sete e o restante da vida de Adão.

Com relação ao advérbio “entrementes” mencionado pelo referido argumentador, trata-se de um ataque à Tradução do Novo Mundo. Pois, dentre todas as traduções em português, em inglês e em espanhol pesquisadas, somente a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas usa este advérbio em Gênesis 5:4, a bem do esclarecimento ao leitor.




Gênesis 5:4 declara: “E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.”

O advérbio “entrementes” não precisa ser usado de forma restrita no tempo, como o argumentador pretende que seja. Ela pode abranger um período mais amplo. Lembre-se de que o contexto de Gênesis 5:4 aponta para “o livro da história de Adão”. Assim, o advérbio “entrementes” se refere ao período desde que Adão começou a procriar até a sua morte.

Outras provas da existência de pessoas além dos filhos de Adão e Eva mencionados por nomes

Sobre a punição que recebeu, Caim disse a Jeová: “‘Hoje me expulsas desta terra, e ficarei escondido da tua face; eu me tornarei errante e fugitivo na terra, e quem me encontrar certamente me matará. Então Jeová lhe disse: ‘Por essa razão, quem matar Caim sofrerá vingança sete vezes.’ Assim Jeová estabeleceu um sinal para Caim, a fim de que ele não fosse morto por quem o encontrasse.” – Gênesis 4:14, 15.

O relato torna claro que, durante a existência de Caim, e antes do nascimento de Sete, havia outros humanos na Terra. Visto que o nome “Eva” (que significa “vivente”) foi dado por Adão “porque ela se tornaria a mãe de todos os viventes [humanos]”, segue-se que as pessoas que representavam perigo de morte para Caim eram também descendentes de Adão e Eva, contemporâneos de Caim.


Fonte: jw.org


Por que “outro descendente no lugar de Abel”?

Por ocasião do nascimento de Sete, Eva declarou: “Deus me designou outro descendente no lugar de Abel, visto que Caim o matou.” (Gênesis 4:25) Por que Eva disse isso?

O fato de Sete estar substituindo Abel não implica necessariamente em ser Sete o único descendente masculino após o nascimento de Caim. Uma explicação plausível é que outros nascidos antes não se qualificaram para tal posição.

Lembremo-nos de que, após o pecado do primeiro casal humano, Jeová proferiu diante do casal a primeira profecia bíblica, na qual ele declarou: “E porei inimizade entre você [no caso o anjo rebelde] e a mulher, e entre o seu descendente e o descendente dela. Este esmagará a sua cabeça, e você ferirá o calcanhar dele.” (Gênesis 3:15) É possível que Eva pensasse que seu primeiro filho, Caim, viesse de alguma forma a contribuir para o cumprimento dessa profecia, pois ela disse: “Tive um menino com a ajuda de Jeová.” – Gênesis 4:1.

Com o passar do tempo, as evidências mostraram que Abel, e não Caim, se qualificava para fazer parte da linhagem do descendente prometido. Isso explica porque Eva, por ocasião do nascimento de Sete, referiu-se a este como “descendente no lugar de Abel”.

O argumentador também afirmou: “Um homem ter um terceiro filho (macho) somente com 130 anos não é lógico, muito menos natural.” Tal argumentador desconsidera o fato de que nasceram descendentes do sexo masculino a Adão durante o período de sua “história” de vida. Sete só é mencionado por nome porque a linhagem de Adão prosseguiu por meio dele.

As implicações do relato de Gênesis no cristianismo bíblico

Jesus referiu-se a Adão e Eva como pessoas reais e ao relato de Gênesis como sendo história autêntica, quando disse aos líderes religiosos de seus dias: “Não leram que aquele que os criou [a Adão e Eva] no princípio os fez homem e mulher, e disse: ‘Por essa razão o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’?” (Mateus 19:4, 5) O assunto em questão era o divórcio. Jesus não iria se referir a um relato alegórico e não histórico para embasar seus argumentos.

O apóstolo cristão Paulo, notável jurista, mostrou que acreditava no relato de Gênesis, ao declarar: “E ele [Deus] fez de um só homem [Adão] todas as nações dos homens.” – Atos 17:26.


Fonte: jw.org


A Bíblia menciona Enoque como “o sétimo homem na linhagem de Adão”. (Judas 14) Enoque não poderia ser o sétimo homem na linhagem de um personagem fictício. E Enoque é mencionado na lista genealógica do perito copista Esdras (1 Crônicas 1:3), bem como na genealogia de Jesus Cristo feita pelo notável historiador e médico Lucas. (Lucas 3:37) Todos esses relatos seriam questionáveis se Enoque não fosse um personagem real. E sua existência histórica seria questionável se Adão não tivesse sido um personagem real.

Além disso, a genealogia de Jesus feita por Lucas menciona personagens reconhecidamente históricos, como Davi e Abraão, e cita também Adão. (Lucas 3:23-38) Não haveria sentido em colocar Adão numa genealogia de pessoas reais se Adão não tivesse existido ou se o relato de sua “história” fosse questionável.

Principalmente, o sacrifício de Cristo só faz sentido se Adão tiver sido um personagem real e sua história for fidedigna. Pois a Bíblia afirma que “por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado” (Romanos 5:12), que “a morte reinou desde Adão” e que “Adão … tem similaridade com aquele que viria [Jesus Cristo]” (Romanos 5:14); que “assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos receberão vida”. – 1 Coríntios 15:22.

Jesus é referido como “o último Adão” (1 Coríntios 15:45). Assim, negar a existência de Adão e “o livro da história” dele implica em lançar dúvida sobre a identidade de Jesus Cristo, bem como a necessidade de sua morte para resgatar a humanidade do pecado.


Fonte: jw.org

Portanto, se Adão e Eva não tivessem tido outros filhos e também filhas, contemporâneos a Caim, “o livro da história de Adão” seria uma mentira, o que teria um efeito dominó drasticamente negativo sobre o inteiro ‘restante das Escrituras Sagradas’, bem como sobre a inteira doutrina cristã. – 1 Pedro 3:16.

No entanto, longe de isso poder ser verdade, Jesus afirmou enfaticamente a Deus, seu Pai: “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17) E o salmista inspirado também afirmou: “A verdade é a própria essência da tua palavra.” – Salmo 119:160.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





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