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sábado, 29 de junho de 2019

No futuro paraíso terrestre os animais domésticos poderão ter vida contínua?



Aos 81 anos, o ator Alain Delon dedica todo o seu tempo aos animais.



Um leitor trouxe à atenção deste site um tema bastante curioso. Observemos seu comentário:

Apologista, tenho uma sugestão de artigo. É sobre se os animais morrerão ou também viverão para sempre no Novo Mundo. Claro que eles não possuem a esperança de vida eterna. Mas isso apenas prova que os animais do velho sistema não serão ressuscitados. Porém, nada impede que os “novos animais” perfeitos do Novo Mundo vivam para sempre junto a nós. O que o irmão acha?

Resposta:

Obviamente, essa colocação vem de uma pessoa bastante sensível aos animais, alguém que possui muito amor por eles. O amor de humanos por animais foi belamente ilustrado pelo profeta Natã em 2 Samuel 12:3, onde lemos: “O homem pobre tinha apenas uma cordeirinha que havia comprado. Ele cuidava dela, e ela cresceu junto com ele e seus filhos. Ela comia do pouco alimento que ele tinha, bebia do seu copo e dormia nos seus braços. Ela se tornou como uma filha para ele.”

Para os que não compartilham desse sentimento pelos animais, tal colocação soa estranha. Inclusive, alguém que leu esse comentário do leitor mencionado no início deste artigo, mas que evidentemente não possui a profundidade do apego do comentarista acima, escreveu o seguinte: “Animais não irão viver para sempre. Só viveremos para sempre devido ao sacrifício de resgate de Jesus. O sacrifício de Jesus não se aplica a tais.” 

Embora o comentário acima pareça ser tecnicamente bíblico, afirmar que algo irá ou não irá acontecer no futuro eterno parece ser arriscado. Afinal, não podemos falar por Deus o que ele fará ou não fará tendo em vista a eternidade, quando ele não deixa claro em sua Palavra escrita isso. Poderíamos cometer o mesmo erro do apóstolo Pedro, registrado em Mateus 17:24-26. Lemos nessa passagem:

Depois de eles chegarem a Cafarnaum, os homens que cobravam o imposto de duas dracmas se aproximaram de Pedro e perguntaram: ‘O seu instrutor não paga as duas dracmas de imposto?’ Pedro disse: ‘Sim, ele paga.’ No entanto, quando ele entrou na casa, Jesus falou primeiro que ele: ‘O que acha, Simão? De quem os reis da terra recebem tributos ou imposto por cabeça? Dos seus filhos ou dos estranhos?’ Quando ele disse: ‘Dos estranhos’, Jesus lhe disse: ‘Realmente, então, os filhos estão isentos de impostos.’”

Observe que Pedro respondeu pelo que lhe parecia lógico: Jesus, sendo judeu e também cumpridor das leis, pagaria os impostos devidos ao templo. Contudo, em particular, Jesus bondosamente corrigiu o modo de pensar de Pedro, por suprir-lhe informações que ele não possuía – o fato de Jesus ser o Filho do Rei do Universo que era adorado no templo o isentava de pagar tais impostos. O mesmo pode acontecer conosco. Na ânsia de defender conceitos bíblicos, poderemos inadvertidamente entrar em temas e fazer afirmações sobre os mesmos que não estão claras na Palavra de Deus.

Nesta mesma esteira, também devemos nos lembrar de que coisas que aparentemente não estavam no propósito de Deus foram posteriormente acrescentadas. Exemplo disso é a perspectiva de humanos irem para o céu. Quando Deus criou a humanidade, primeiramente formando Adão e Eva, ele não apresentou a eles nenhuma perspectiva de irem para o céu. Antes, mostrou que a Terra seria o lar eterno deles. Lemos em Gênesis 1:27, 28: “E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Além disso, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Tenham filhos e tornem-se muitos; encham e dominem a terra; tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as criaturas voadoras dos céus e sobre toda criatura vivente que se move sobre a terra.’”

Fonte: jw.org

Mas, após a rebelião do anjo que se tornou Satanás, e a rebelião do primeiro casal humano, Deus proferiu a primeira profecia, a qual mencionou um futuro “descendente” que destruiria Satanás. (Gênesis 3:15) Segundo o apóstolo Paulo, tal descendente é composto por Cristo e pelos que a ele pertencem. (Gálatas 3:16, 29) Para tais, seu destino, ou “cidadania”, “está nos céus”. (Filipenses 3:20) Ainda que alguém afirme que isso se deu devido ao pecado, o ponto é que Jeová pode fazer o que quiser que for do seu agrado. Como ele mesmo afirmou: “Farei tudo o que for do meu agrado.” – Isaías 46:10.

Mas, retornando ao assunto do comentarista do prefácio deste artigo, perguntamos: a Bíblia permite a esperança de que os animais, individualmente, viverão algum dia para sempre?

O que revela o exame imediato

Num primeiro exame, observamos que no Éden havia uma “árvore da vida” (Gênesis 2:9), e aquele que comesse de seu fruto teria o direito a ‘viver para sempre’. (Gênesis 3:22) Entende-se que o primeiro casal humano, Adão e Eva, após passarem com lealdade no teste simples de não comer da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”, de cujo fruto foram alertados a não comer, teria direito a comer da “árvore da vida” (Gênesis 2:17). Pois, em momento algum Deus havia dito ao casal que algum dia eles morreriam. Pelo contrário, Deus apresentou a eles a perspectiva emocionante de gerar filhos e de cuidar da Terra e da vida nela.  (Gênesis 1:27, 28) A morte, no caso dos humanos, foi apresentada como punição pela desobediência, e não como um processo natural da existência humana.

Adão e Eva morreram porque desobedeceram a Deus.
Fonte: jw.org

Com relação aos animais, as passagens bíblicas parecem indicar que eles morreriam. Vejamos algumas passagens.

“Mas esses homens, como animais irracionais que agem por instinto e nascem para ser apanhados e destruídos, falam mal das coisas que desconhecem. Eles sofrerão a destruição trazida pelo seu próprio proceder destrutivo.” – 2 Pedro 2:12.

O texto acima tem sido usado por alguns para indicar que os animais foram feitos para morrerem. Porém, a fraseologia de Pedro pode não estar indicando o propósito original de Deus para com os animais, e sim o que tem acontecido a eles após o pecado ter entrado na humanidade. Afinal, o texto menciona que os animais ‘nascem para ser apanhados [“presos”, Almeida Corrigida Fiel]’, o que não aparenta se ajustar com o propósito divino no Paraíso na Terra, onde os animais não seriam alvo de atividade predatória, mas seriam cuidados amorosamente pela raça humana.

Vale ressaltar que Pedro, em suas cartas, apresenta certas situações como ilustração segundo o seu valor aparente. Veja, por exemplo, a menção que ele faz de ‘a porca lavada revolver-se no lamaçal’ para ilustrar os cristãos que retornam para um proceder mundano. (2 Pedro 2:22) Sobre essa passagem, observe o comentário feito no artigo “Fatores a serem levados em conta no estudo da Bíblia”

Esse recurso também poderia ser chamado de ‘ver as coisas de acordo com o ponto de vista humano’. Exemplo disso é encontrado nas palavras do apóstolo Pedro: “Com eles aconteceu o que diz o provérbio verdadeiro: “O cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada a revolver-se no lamaçal.” (2 Pedro 2:22) Pedro estava falando a respeito dos que aceitam o cristianismo, fazem mudanças na vida, mas depois lamentavelmente retornam ao proceder anterior de vida, que muitas vezes inclui a devassidão e a libertinagem. Acontece que a porca (ou o porco) se chafurda na lama para “resfriar-se do calor do verão e remover parasitos externos de seu couro”.[1] Assim, do ponto de vista da zoologia, essa criatura estaria, na verdade, se limpando.

Mas o ponto é que o apóstolo cristão não estava dando uma aula de ciência. Ele apenas usou algo segundo o seu valor aparente, aos olhos humanos, como ilustração. Mesmo no dia a dia, em pleno século 21, usamos uma linguagem assim. Por exemplo, falamos de “pôr-do-sol” e “nascer-do-sol”. Falamos em uma espaçonave “subir” ao espaço, quando, na verdade, ela tecnicamente ‘se afastou’.[2]

Vejamos outra passagem:

“Quem é que conhece o espírito dos filhos da humanidade, se ele vai para cima; e o espírito do animal, se ele vai para baixo, para a terra?” – Eclesiastes 3:21.

Salomão deixou essa pergunta sem resposta. Contudo, a expressão “ele vai para cima”, referente ao espírito no caso dos humanos, parece ter uma resposta afirmativa, se entendermos que ‘ele volta a Deus’, o que significa perspectiva de ressurreição.[1] De modo correspondente, a expressão “ele vai para baixo”, referente ao espírito dos animais, também supostamente teria uma resposta afirmativa, e poderia significar que os animais não possuem perspectiva de ressurreição. Ademais, o fato de os dinossauros terem deixado de existir, pelo que parece, antes da criação do homem, também aparenta indicar que, pelo menos, não estava no propósito original de Deus que os animais tivessem vida eterna.

Enfim, de um ponto de vista bíblico, até onde podemos entender a Palavra escrita de Jeová, não parece haver base para se afirmar que os animais algum dia viverão para sempre. Obviamente, Deus não deixou registrado em sua Palavra tudo o que fará ou o que não fará na eternidade futura.

O que leva alguns cristãos a se perguntarem sobre se os animais terão vida eterna

Um motivo já mencionado é a sensibilidade para com os animais, em especial para com os animais de estimação. Contudo, outros motivos também podem ser mencionados.

É interessante que, no relato da Criação, são descritas certas categorias de animais, entre elas o “animal doméstico” e o “animal selvático”. (Gênesis 1:24, 25) Por “selvático” (“selvagens”, ACF) não devemos entender animais cruéis (pois os animais não foram criados para serem violentos) e sim animais próprios das selvas, em contraste com os animais “domésticos”. Doméstico é derivado do latim domus (“lar”) e significa ‘referente ao lar’, e “domesticar” significa ‘tornar caseiro’.

Uma distinção bíblica entre essas duas categorias pode ser vista na passagem de Isaías 11:6-9, onde lemos: “O lobo estará junto com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito; o bezerro, o leão e o novilho gordo estarão juntos; e um menino os conduzirá.  A vaca e a ursa pastarão juntas, e juntas se deitarão suas crias. O leão comerá palha como o touro. A criança de peito brincará sobre a toca da naja, e a criança desmamada porá a mão sobre o ninho da cobra venenosa. Não se causará dano nem ruína em todo o meu santo monte, porque a terra certamente ficará cheia do conhecimento de Jeová, assim como as águas cobrem o mar.”

Fonte: jw.org

A Tradução do Novo Mundo Com Referências traz à atenção mais detidamente o sentido do contato entre o lobo e o cordeiro, ao verter assim Isaías 11:6: “E o lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro.” (Grifo acrescentado.) O periódico “A Sentinela” (15/09/91, p. 31) explica sobre isso:

[…] a palavra hebraica traduzida “habitará” ou “morará” é gur. Segundo o lexicógrafo William Gesenius, ela significa “residir temporariamente, morar por um tempo, viver como se não estivesse em casa, i.e., como estranho, estrangeiro, convidado”. (A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament [Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento], traduzido por Edward Robinson) O léxico de F. Brown, S. Driver e C. Briggs dá o sentido de “residir temporariamente, morar por um tempo (definido ou indef[inido]), morar como recém-chegado . . . sem os direitos originais”.

[…]

[…] tais animais ainda poderão ter habitats distintos. Alguns animais são próprios de florestas, outros de planícies, ainda outros de regiões costeiras ou montanhosas. Mesmo na época do Paraíso original, Deus falou de ‘animais domésticos e animais selváticos’. (Gênesis 1:24) Os animais domésticos evidentemente eram aqueles que podiam comumente ficar perto de humanos e de suas habitações. O animal selvático, embora não feroz, pelo visto preferia residir distante do homem. Portanto, conforme prediz a profecia de Isaías, o lobo “residirá por um tempo com o cordeiro”, mas não ficará continuamente por perto de tais animais domésticos.

[Nota de rodapé:] A Bíblia do Centro Bíblico Católico verte Isaías 11:6 da seguinte maneira: “O lobo será hóspede do cordeiro.”

Alguns cristãos se perguntam: ‘Será que os animais domésticos também foram criados para deixarem de existir?’ Pelo fato de o pecado ter interrompido temporariamente o propósito de Deus para com a vida na Terra, não foi possível ver qual seria a relação entre os humanos perfeitos e os animais domésticos.

O fato é que hoje os animais domésticos, para alguns, se tornam tão íntimos como se fossem humanos, a exemplo da ilustração de Natã em 1 Samuel 12:3. Parecem tornar-se parte da personalidade de seus donos. Para os donos, tais animais tornam-se únicos, com uma identidade própria, insubstituíveis. Assim, tais pessoas entendem que, visto que irão viver para sempre no Paraíso terrestre, tais animais também deveriam assim viver. Para tais cristãos, a inexistência de tais animais tão queridos seria o mesmo que perder para sempre parte de sua própria personalidade.

Também, a entrada do pecado na humanidade introduziu novas relações: em lugar de Adão, que seria o pai da raça humana, Jesus tornou-se o “Pai eterno” dela. (Isaías 9:6) Passou a existir a esperança celestial. (1 Pedro 1:4) Poderia ocorrer que certos animais, por estarem intimamente ligados ao ser humano, ainda que presumivelmente tenham sido criados para morrer, possam receber vida infindável?

Outro ponto salientado por tais cristãos é que, no novo mundo de Deus, ‘não haverá mais tristeza’. (Apocalipse 21:4) Tais cristãos sabem o quanto dói perder um animalzinho de estimação! Raciocinam então que a ausência de tristeza no Paraíso incluiria não ter que perder tais criaturas tão queridas. Os que pensam de modo diferente arguem que hoje os sentimentos dos humanos estão desequilibrados e que, no Paraíso, os humanos não serão tão apegados assim aos animais, de modo que não sentirão quando esses morrerem. Por outro lado, os que se apegam tanto aos animais argumentam que, se assim for, os humanos perfeitos teriam menos sensibilidade aos animais dos que os humanos imperfeitos, e que isso não seria um progresso, e sim um atraso.

Enfim, a discussão é longa. E é claro que não queremos perder nada que faça ou se torne parte de nosso ser. Mas, o que podemos ter certeza é que nosso Deus é infinitamente amoroso, sábio e justo, e que ele fará tudo o que nos dará uma vida plena em todos os sentidos. De nossa situação atual, é impossível concebermos tudo o que Deus tem em reserva para seus amados servos. De fato, como exclamou Paulo: “Como são profundas as riquezas, a sabedoria e o conhecimento de Deus! Como são insondáveis os seus julgamentos, e impenetráveis os seus caminhos!” – Romanos 11:33.


Cachorro Agradece Por Ser Resgatado e Mulher Se Emociona

Fonte: https://portalamigocao.com.br/



Nota:


Referências:

Almeida Corrigida Fiel. Sociedade Bíblica do Brasil. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/>

Bíblia online. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br>.

Doméstico. Origem da Palavra. Disponível em: <https://origemdapalavra.com.br/palavras/domestico/>.


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A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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sábado, 22 de junho de 2019

Existem provas históricas de que Jerusalém foi destruída em 607 AEC?

Fonte: jw.org


Contribuído por Historiador TJ.


Relacionado com este tema,  considere inicialmente o seguinte:

Os historiadores insistem em dizer que Jerusalém foi destruída em 587 AEC (Antes da Era Comum);

Geralmente, tais eruditos se apoiam nos escritos de historiadores clássicos e no Cânon de Ptolomeu;

▪ Tanto o Cânon de Ptolomeu quanto os historiadores clássicos não são infalíveis e possuem alguns erros flagrantes em seus registros, sendo passíveis de subjugação;

A cronologia da Bíblia, porém, aponta que a destruição ocorreu em 607 AEC; e é simples chegar a essa conclusão usando a própria cronologia histórica amplamente aceita.

Quando Babilônia foi derrotada?

No “primeiro ano [de reinado] de Ciro, rei da Pérsia”. – 2 Crônicas 36:21, 22, Nova Versão Internacional.

Isso foi em 539 AEC, quando Ciro invadiu Babilônia.

O ‘Cilindro de Ciro’ é uma prova histórica e arqueológica.


É um cilindro de barro que registra o importante decreto de Ciro II da Pérsia. Encontra-se exposto no Museu Britânico, em Londres. Ciro II adotou a política de autorizar os povos exilados a retornarem às suas terras de origem. – Veja Esdras 1:2-4.



Este decreto foi emitido no seu 1.º ano após a conquista de Babilônia, isto é, no ano 538 A.C. a 537 A.C., segundo diversas tabuinhas astronômicas.[1]

Dicionário bíblico Wycliffe, da CPAD (p. 499) declara:

“O primeiro ano de reinado de Ciro, de acordo com os cálculos persas, durou desde a primavera de 538 a.C. até a primavera de 537 a.C. . . pode-se concluir que o decreto de Ciro foi publicado em 537 a.C. e que o retorno dos judeus ocorreu durante o ano seguinte, que foi o 70º ano após o início do primeiro cativeiro . . .” (Negrito acrescentado.)



PORTANTO, 537 AEC foi o ano em que o rei Persa emitiu o decreto para que o povo judeu fosse liberto e reconstruísse o templo e restabelecesse a sua adoração. Até aqui há um consenso entre os historiadores? Sim, existe!

Logo, contando para trás, de 537 AEC, ano da libertação dos judeus para voltarem a Jerusalém, com uma contagem plena de setenta anos LITERAIS de exílio dos judeus, chegamos ao ano de 607 AEC, ano em que Jerusalém foi destruída.

“Toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.” – Jeremias 25:1, 2, 11, Tradução Brasileira.

“Quando se completarem os setenta anos . . . cumprirei a minha promessa . . . de trazê-los de volta para este lugar” — Judá e Jerusalém. – Jeremias 29:10, NVI.

As Testemunhas de Jeová não aceitarão cronologia secular passível de erros quando esta contradiz a Bíblia.

Esse ano de 607 AEC é uma data muito importante na cronologia bíblica, o que nos faz entender algumas profecias e nos leva a um ano muito importante na cronologia bíblica, a saber, o ano de 1914.


Fontes adicionais:

O Novo Dicionário Bíblico de Russel Norman Champlin (editora Hagnos,páginas 285 e 1851):

“Cerca de 42 mil judeus retornaram à Judeia, em 538 a.C. e aqueles que permaneceram na Babilônia formaram o núcleo de uma comunidade que, séculos mais tarde, tornou-se um importante centro da erudição e das tradições judaicas. . .

. . .Quarenta anos depois da queda de Jerusalém (596ª.C.), a Babilônia foi capturada por Ciro, rei da Pérsia, e Judá tornou-se uma província persa (537 a.C.). No ano seguinte, Ciro emitiu um edital que permitia que Judá voltasse a Jerusalém, se desejasse.”

O ano de 537 AEC foi “o começo da reconstrução do tempo”. (Negrito acrescentado.)






O Novo Dicionário da Bíblia de J. D. Douglas (editora Vida Nova, revisão 2006; páginas 235, 1305 e 1396):

“Durante seu primeiro ano de reinado sobre Babilônia, após a captura desta, em 539 a.C., Ciro deu ordens para a reedificação. . .

Os exilados que retornaram (537 a.C.) levaram consigo os vasos que haviam sido tomados . . .”

A “reconstrução do templo” em Jerusalém foi iniciada em 537 AEC.

. . . Zorobabel retornou com o grupo principal de exilados, sob Sesbazar, no ano de 537 a.C. e lançou os fundamentos do templo.”





O Comentário Histórico-Cultural da Bíblia (Editora Vida Nova, página 858) confirma o ano da queda de Babilônia como sendo 539 a.C. e o ano do decreto de liberação dos judeus como sendo 538 a.C., ano do primeiro reinado de Ciro (538-537 a.C.).



O Novo Dicionário da Bíblia de John Davis (edição ampliado e atualizado 2005, da editora Hagnos) aponta para o ano de 539 AEC como sendo o ano da conquista de Babilônia por Ciro e mostra o ano de 538/537 AEC como sendo o decreto e o início da reconstrução do templo em Jerusalém.



O Dicionário Bíblico Ilustrado VIDA NOVA, (editora Vida, pág 865):

“O período pós-exílico. Logo após a queda da Babilônia, o rei persa Ciro, o Grande, permitiu aos povos conquistados retornar às terras originárias (Ed 1.2-4). Os judeus começaram a retornar a Judá por volta de 537 a.C.. . .”



Nota da Bíblia Tradução Brasileira, Salmo 126:4:

“Entre os Salmos sem título e anônimos poucos se originaram do exílio (137), do retorno de Judá em 537 a. C. (107.2,3; 126.1) . . .” 



Dicionário Cultura Cristã (volume 5, tópico Salmos):

“. . . no período da reconstrução pós exílica em 537 a. C. os alegres ex-cativos são descritos como “os que voltara a Sião” (Sl 126.1a ACR). . .

Foi Yahweh quem trouxe de volta os repatriados de Sião em 537 . . .” (Negrito acrescentado.)



O Novo Dicionário de Teologia Bíblica, de T. Desmond Alexander e Brian S. Rosner (editora Vida, página 374):

“O exército babilônico destruiu Jerusalém em 586 a.C. e levou para o exílio muitos habitantes. Jerusalém permaneceu em ruínas até a queda da Babilônia em 539 a.C. Ciro, o rei persa, permitiu aos exilados retornarem a sua terra de origem, então um pequeno grupo de judeus fez a viagem de 1.400 quilômetros para Jerusalém em 538 a.C. Com o objetivo de reconstruir o templo, esses judeus lançaram os alicerces em 537 a.C.” (Negrito acrescentado.)


Embora essa obra mencione a data da destruição de Jerusalém como sendo 586 a.C., ela reconhece que a reconstrução do templo de Jerusalém foi iniciada em 537 a.C. Contando para trás setenta anos de desolação de Jerusalém, chegamos, não a 586 a.C., mas a 607 a.C.

Veja também os artigos:

O PARADIGMA CRONOLÓGICO BÍBLICO X A CRONOLOGIA SECULAR (Parte 1)





[1] Veja o CILINDRO DE CIRO. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/>.






A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




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