Image Map











domingo, 7 de novembro de 2021

Se o “Espírito Santo” não é uma pessoa, como é possível ele interceder por nós (Romanos 8:26)?

 

Fonte: jw.org

 Contribuído.

Vários artigos neste site já consideraram o assunto envolvendo a suposta personalidade do “Espírito Santo” e mostram, biblicamente, que de fato, o “Espírito Santo” não é uma pessoa, mas sim a força ativa que Jeová Deus concede a seus servos.  O objetivo primário deste artigo é mostrar, então, como é possível uma força ativa interceder pelos cristãos.

Dois intercessores?

Antes de qualquer coisa, devemos entender que, se a doutrina da Trindade é verdadeira, e se de fato o “Espírito Santo” é uma pessoa, isso iria contradizer totalmente a Bíblia, a qual diz que nós, os cristãos, temos apenas um intercessor, conforme os textos abaixo:

“Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.’”  - João 14:6

“Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: um homem, Cristo Jesus.” – 1  Timóteo 2:5.

Então, alguns devem estar se perguntando: “Ora, se apenas Jesus é nosso intercessor, como pode Romanos 8:26 dizer que o “Espírito Santo” intercede por nós? Se o “Espírito Santo” é apenas uma força ativa, como pode uma força interceder”? 

A regra do enviado que é despercebida 

A Bíblia, em sua simplicidade, é clara em dizer que Jeová Deus usa agentes, ou representantes, para realizar seus propósitos. Fica mais que óbvio que aqueles usados por Jeová não podem ter mais autoridade que Ele próprio, visto que é Ele quem envia. Essa verdade é dita por Jesus nas seguintes palavras: 

“Pois desci do céu não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. – João 6:38.

“Digo-lhes com toda a certeza: O escravo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. “ – João 13:16.

À base de tais palavras do próprio Cristo, fica claro que nem ele mesmo é igual seu Pai, Jeová. A desculpa que os trinitaristas dão de que Jesus estava falando em sua natureza humana não é válida aqui, visto que Cristo foi enviado do céu, onde supostamente ali era Deus.  Sendo assim, a doutrina da Trindade é totalmente alheia às Escrituras.  É notável então que Jesus é o maior representante que seu Pai já usou para resgatar a humanidade do pecado e da morte. Mas, o que tem a ver isto com o “Espírito Santo”?

Jesus disse: “Digo-lhes com toda a certeza: Quem recebe a qualquer um que eu envio recebe também a mim, e quem me recebe, recebe também Aquele que me enviou.” (João 13:20) Em outra passagem, Jesus esclarece qual é a relação entre o que foi dito acima e o “Espírito Santo”.  Jesus disse: “Não os deixarei abandonados. Eu virei a vocês.” (João 14:18) Na famosa passagem de  Mateus 28:20, Jesus disse que ‘estaria conosco todos os dias’. Como é que Jesus estar com seus servos todos os dias? É através de seu representante, o “Espírito Santo”. Observe este fato nas palavras do próprio Jesus Cristo: “Contudo, eu lhes digo a verdade: É em seu benefício que vou embora. Pois, se eu não for embora, o ajudador não virá a vocês; mas, se eu for, o enviarei a vocês.” – João 16:7.

Sendo assim, a força ativa de Jeová – o “Espírito Santo” – é um representante do próprio Jesus, que, por sua vez, é representante de seu Pai. Jesus disse: “Vim como representante do Pai e entrei no mundo. Agora, deixo o mundo e vou para o Pai.” (João 16:28) Disse também:  “E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro ajudador para estar com vocês para sempre: o espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Vocês o conhecem, porque permanece com vocês e está em vocês.” (João 14:16,17) “Mas o ajudador, o “Espírito Santo”, que o Pai enviará em meu nome, ensinará todas as coisas a vocês e os fará lembrar de todas as coisas que eu lhes disse.” – João 14:26.

Sendo assim, se a doutrina da Trindade fosse verdadeira, a suposta Terceira Pessoa seria inferior ao Filho e ao Pai, pois seria uma Pessoa enviada por eles.

O “Espírito Santo” não é pessoa, mas é usado por Jesus e por Jeová para realizar todos os seus propósitos. Uma dessas funções é examinar a mente e o coração de seus servos, assim como nos mostra Romanos 8:26.

Em Apocalipse 5:6, nos é dito a seguinte verdade a respeito de Jesus: “E eu vi no meio do trono e das quatro criaturas viventes e no meio dos anciãos um cordeiro em pé, que parecia ter sido morto, e ele tinha sete chifres e sete olhos — os olhos representam os sete espíritos de Deus, os quais foram enviados à terra inteira.”

Para Jesus foi dada a autoridade de “examinar os pensamentos mais íntimos e o coração” das pessoas. (Apocalipse 2:23) Como recompensa por Jesus vencer o mundo iníquo e se mostrar fiel ao Deus Todo-Poderoso até à morte na estaca de tortura, este simbólico Cordeiro de Deus se tornou o “Leão que é da tribo da Judá, a raiz de Davi”. (Apocalipse 5:5). Jeová o revestiu de plenos poderes, de todo o poder que este Cordeiro, antes morto, precisa para executar completamente o propósito de Deus para com ele. Estes plenos poderes foram simbolizados pelos “sete chifres” que o Cordeiro tinha na cabeça.

 Ele não só tem plenitude de poder, mas tem também a plenitude de perfeita percepção, discernimento e conhecimento adequados para acompanhar tal concessão enorme de poder, o que foi simbolizado pelos “sete olhos” deste Cordeiro incomum. O Cordeiro recebeu esta plenitude de percepção e conhecimento da parte do Deus Todo-Poderoso, razão pela qual se diz que os sete olhos são “os sete espíritos de Deus, os quais têm sido enviados à terra inteira”.

 Esse espírito é a força ativa, e os “sete olhos” ou “sete espíritos” representam a plenitude da força ativa da parte de Deus. O Cordeiro pode usar esta força para observar desde longe, no céu, tudo o que acontece na terra inteira e discernir o seu significado. 

Podemos concluir que o fato de  o espírito ser chamado de intercessor é apenas no sentido de ele ser o representante enviado por Jesus. Jesus é nosso único intercessor, mas ele usa seu agente, o “Espírito Santo”, para pesquisar aquilo que não sabemos pelo qual orar e assim, poder interceder ao Pai por nós.

A Bíblia  – escrita para a nossa instrução

Lemos em Romanos 15:4: “Pois todas as coisas escritas anteriormente foram escritas para a nossa instrução,  a fim de que, por meio da nossa perseverança  e por meio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança.” Jeová fez com que muitas orações fossem registradas nas Escrituras e Ele considera essas petições inspiradas como se fossem pedidos nossos. Deus nos conhece e sabe o significado das coisas que ele fez seu espírito dizer por meio dos escritores bíblicos. 

Hebreus 4:12 confirma isso dizendo: “Porque a palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes,  e penetra a ponto de fazer divisão entre a alma  e o espírito, e entre as juntas e a medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” Quando oramos ao Pai em nome de Jesus, Jeová atende às nossas súplicas quando o espírito “implora”, ou intercede, por nós através da Sua Palavra, que foi escrita pela inspiração do “Espírito Santo”. Mas à medida que conhecermos melhor a Palavra de Deus, aquilo pelo qual devemos orar virá mais fácil à nossa mente. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

 

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org

 

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário


Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *