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domingo, 31 de julho de 2022

Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação) – Parte 3 (Final)

 Contribuído.

O artigo é a continuação de uma sequência de artigos, réplicas e tréplicas. Vou apresentar aqui uma breve contextualização.

Eu havia escrito dois artigos primários:

1)                Por quais motivos um membro da igreja deve ser excomungado? (Parte 1)

2)             Por quais motivos um membro da igreja deve ser excomungado? (Parte 2)

Após isso, recebi a primeira réplica para meus artigos. Eu respondi a tal réplica neste artigo:

·       Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação)

               O leitor não se persuadiu dos meus argumentos, e então deu uma tréplica. Eu refutei a tréplica dele neste artigo:

·       Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação) – Parte 2.

             Como eu já esperava, o leitor ainda não se convenceu e novamente apresentou uma resposta. É esta última resposta que analiso neste artigo. A presente dissertação encerra a discussão, pois já está claro quem apresentou as informações a partir das Escrituras Sagradas. O título desta dissertação é: Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação) – Parte 3 (Final)

            Doravante, chamarei o irmão que me respondeu de “o leitor”. Ele disse:

Desisto. Será que tenho que provar biblicamente que duas pessoas que se masturbam é adultério?

             Sim. Você tem que provar porque você está afirmando isso. Irmão, reflita no seguinte: se você afirmar que a ação X equivale à porneía, você tem que provar que X equivale à porneía. Prezado, não sei como isso poderia ser mais claro do que a forma como estou esclarecendo aqui. Você disse:

Você sabe que a Bíblia não tem a expressão “remova duas pessoas que se masturbam”, assim como não cita diretamente a pedofilia. Entretanto, todos nós sabemos que a pedofilia é condenada, não por uma regra específica, mas pelos princípios.

             Meu amado irmão, se você já admitiu que a Bíblia não diz o que você defende, por que persiste nessa opinião? O termo “pedofilia” não existe na Bíblia, isso é verdade. Não obstante, a Bíblia fala sobre porneía (sexo ilícito), e um sujeito que abusa sexualmente de outro é culpado de porneía. Por causa da porneía, um pedófilo será expulso da congregação. Além do mais, um pedófilo se encaixa perfeitamente na descrição de Paulo sobre “o homem iníquo”. (1 Coríntios 5:13) Há sólida base bíblica para desassociar um pedófilo.

Sinceramente, pela sua lógica, já que a Bíblia não define que pedofilia é pecado de desassociação, já que não cita essa prática, e como não podemos “ir além do que está escrito”, não podemos desassociar pedófilos.

             Prezado, um pedófilo é culpado de porneía porque ele tem relações sexuais com uma criança. Ele será expulso, e com razão, por ser um fornicador.

             A dissertação a seguir mostrará mais uma vez quão essencial é nos atermos somente à Bíblia para definir porneía.

Dissertação

A importância de usar termos e conceitos precisos baseados exclusivamente na Escritura

É essencial que sejamos precisos no uso dos termos e em como são aplicados na Bíblia; do contrário, isso poderá ser pedra de tropeço para cristãos sinceros e poderá causar danos irreversíveis a pessoas que poderão receber punições exageradas. Vou ilustrar esta necessidade de precisão terminológica com um entendimento problemático que ocorreu na organização das Testemunhas de Jeová entre os anos de 1974 e 1978.[1][2]  Na edição em português de A Sentinela de 1º de maio de 1975, p. 287, na seção “Perguntas dos Leitores”, surgiu o seguinte tema: “Constituem as práticas lascivas da parte de um cônjuge para com o outro motivo bíblico para o cônjuge ofendido pedir divórcio?”

Em resumo, o tema em discussão era sobre coito anal e/ou oral dentro do arranjo marital, isto é, entre marido e esposa. (O artigo não abordou esta prática entre solteiros.) A revista definiu porneía (fornicação, sexo ilícito) da seguinte forma:

De modo que a “fornicação” é apresentada como único motivo para o divórcio. No grego comum, no qual se registraram as palavras de Jesus, o termo “fornicação” é porneía, que designa todas as formas de relações sexuais imorais, perversões e práticas lascivas tais como talvez sejam praticadas num prostíbulo, inclusive o coito oral e anal.

Quanto às declarações de Jesus a respeito do divórcio, não especificam com quem é praticada a “fornicação” ou porneía. Isto deixa a questão aberta. Que porneía pode corretamente ser considerada como incluindo as perversões dentro do arranjo marital é visto em que o homem que obriga sua esposa a ter com ele relações sexuais desnaturais virtualmente a “prostitui” ou “corrompe”. Isto o torna culpado de porneía, porque o verbo grego relacionado, porneúo, significa “prostituir, corromper”.

Em outras palavras, a liderança das Testemunhas de Jeová, supostamente “orientada pelo espírito santo de Jeová para dar alimento espiritual no tempo apropriado”, definiu porneía (fornicação) como abrangendo o coito oral e/ou anal entre marido e esposa. Isso significava que, se o marido coagisse a mulher a fazer tais práticas, ele era culpado de ‘fornicação dentro do casamento’; e sua esposa estaria livre para se divorciar dele e se casar novamente. Se o ato fosse plenamente espontâneo entre as partes, ambos os cristãos enfrentariam uma comissão judicativa e seriam desassociados por porneía, como de fato alguns foram.

Esta definição de 1974 (em inglês; 1975 em português) foi problemática, porque os anciãos agiam como policiais, literalmente investigando a vida sexual dos casados sob as ordens, obviamente, da liderança da organização. Havia outro problema ainda: a Bíblia não menciona sexo anal nem sexo oral,[1][3] e não há nenhuma relação escriturística entre porneía e tais práticas dentro do casamento. Por causa disso, pouco menos de quatro anos depois, em 1978, a edição em português de 1º de agosto de A Sentinela daquele ano, nas páginas 29 e 30, nas “Perguntas dos Leitores”, novamente abordou o tema e “o mesmo espírito santo que tinha guiado o entendimento anterior consertou seu erro”, dizendo:

No passado, publicaram-se nesta revista alguns comentários relacionados com certas práticas sexuais incomuns, tais como a copulação oral, dentro do matrimônio, e estas foram classificadas como crassa imoralidade sexual. Nesta base, chegou-se à conclusão de que aqueles que se empenhavam em tais práticas sexuais estavam sujeitos a serem desassociados, se fossem impenitentes. Adotava-se o conceito de que estava dentro da autoridade dos anciãos congregacionais investigarem e agirem na qualidade judicativa com respeito a tais práticas na relação conjugal.

Um cuidadoso exame adicional deste assunto, porém, convence-nos de que, em vista da ausência de claras instruções bíblicas, trata-se de assuntos pelos quais o casal tem de levar a responsabilidade perante Deus, e que essas intimidades maritais não são da competência dos anciãos congregacionais, para tentar controlá-las ou promover a desassociação, tendo tais assuntos por base exclusiva.[1][4]

A liderança das Testemunhas de Jeová, em 1974, alegadamente “sob a orientação do espírito santo para que desse alimento espiritual no tempo apropriado”, havia feito uma definição de porneía (fornicação/sexo ilícito) que não era baseada na Bíblia. O resultado disso é que os anciãos, sob as ordens da liderança, passaram a investigar a vida sexual dos casados e alguns casais foram desassociados sob a acusação de ‘fornicação dentro do casamento’. No entanto, em 1978, “guiados pelo espírito santo para dar alimento espiritual no tempo apropriado”, a liderança anulou o entendimento de 1974 “em vista da ausência de claras instruções bíblicas”. Nenhuma desassociação que ocorreu entre 1974-1978 foi anulada, casamentos foram destruídos, filhos sofreram, pessoas foram desassociadas pela opinião de homens.

Quero deixar bastante claro que não sou eu quem está inventando isso; as próprias revistas admitem este erro. Mas por que eu trouxe este fato “para cima da mesa”? Porque, se há algum propósito no estudo da História, é que aprendamos com os erros do passado e não os cometamos de novo.

Portanto, toda e qualquer definição, doutrina, regra, liturgia, deve ser estritamente baseada na Bíblia. Do contrário, corremos riscos de incorrer nos mesmos erros dos quais nos envergonhamos. Por causa disso eu não me canso de repetir que porneía deve ser somente aquilo que a Bíblia diz que é.

             Prezado irmão, eu gostaria de propor a seguinte reflexão: imagine que três anciãos fossem até sua casa e formassem uma comissão judicativa com você o acusando de adultério. Então você nega ter cometido adultério, mas dois dos anciãos presentes afirmam que viram você beijar o rosto de uma mulher na rua. Você diz que aquela era sua prima e que você apenas a cumprimentou normalmente com um beijo no rosto, e que isso não é adultério. Então os anciãos lhe dizem que beijar sua prima no rosto é adultério e você será desassociado por adultério.

             Como você argumentaria? Ora, você pegaria a Bíblia e perguntaria a eles: Onde diz na Bíblia que beijar no rosto é adultério? Irmão, é exatamente isso que eu estou fazendo com você. Você chegou a mim dizendo que porneía é algo que a Bíblia não diz que é. Eu lhe respondi: PROVE. Você admitiu que não pode provar. Fim de papo, o assunto está resolvido.

             Sei que demora tempo para digerir, por assim dizer, que há instruções seriamente erradas vindo da liderança das Testemunhas de Jeová. Mas, irmão, lembre-se das palavras de Isaías, o profeta:

(Isaías 29:13) 13 E Jeová diz: “Visto que este povo se aproxima com a sua boca, e eles me glorificaram apenas com os seus lábios e removeram seu próprio coração para longe de mim, e seu temor para comigo se torna mandamento de homens, que está sendo ensinado. . .”

          Não podemos consertar o mundo ao nosso redor, mas podemos decidir plenamente se vamos seguir ao “mandamento de homens” que está sendo ensinado ao povo de Jeová ou vamos seguir as Escrituras.

Eu havia dito o seguinte: “O que define porneía é a relação sexual ilícita, que é como a Bíblia define.” Sobre isso, o leitor também comentou: 

E duas pessoas se masturbarem nus não é uma relação sexual? O problema nosso é com a definição do que “relação sexual”, pelo visto. Para mim, não é só o estágio final (penetração) que é. Oral, anal e masturbação já é relação sexual. 

Prezado irmão, eu entendo que para você porneía pode ser o que você desejar que seja, mas acredito e repito que porneía deveria ser para todos que afirmam crer na Bíblia apenas aquilo que a Bíblia diz que é. Os exemplos dos erros na definição de porneía pela liderança das TJs não lhe ensinam nada? A mim ensinam que não devemos ir além das coisas que estão escritas. Visivelmente você e eu temos visões diferentes sobre a suficiência das Escrituras. (1 Coríntios 4:6) 

Se duas pessoas não casadas praticarem coito anal e/ou oral, isso equivale à uma relação sexual porque a Bíblia diz que, se duas pessoas do mesmo sexo fizerem isso (a prática homossexual se limita a tais atos), isso equivale a uma relação sexual ilícita, a saber, porneía. (Judas 7) Seria inconsistente argumentar que o coito anal e/ou oral entre pessoas do mesmo sexo corresponde a uma relação sexual, mas entre pessoas de sexos diferentes não corresponde. Portanto, se dois solteiros fizerem isso, eles terão uma relação sexual. Isso tem base bíblica. 

Você disse: “Para mim, não é só o estágio final (penetração) que é.” Não é possível que você ainda não tenha compreendido que não importa o que você pensa, importa o que a Bíblia diz. Beijar é o estágio inicial da relação sexual entre duas pessoas que se amam. Significa isso que beijar é porneía? Você está fazendo definições pessoais sobre um termo extremamente relevante, o qual determinará a permanência da pessoa na congregação e seu contato com familiares e amigos. Isso é muito sério, meu irmão! É uma responsabilidade grandiosa. Seja humilde e reconheça que não é encargo nosso ir além do que está escrito. Reflita nas palavras de Jesus: 

(Marcos 7:9-13) 9 Ele lhes disse ainda: “Vocês sabem muito bem como pôr de lado o mandamento de Deus, a fim de manter a sua tradição. 10 Por exemplo, Moisés disse: ‘Honre seu pai e sua mãe’ e ‘Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe seja morto’. 11 Mas vocês dizem: ‘Se um homem diz ao seu pai ou à sua mãe: “Tudo o que eu tenho que poderia beneficiá-lo é corbã (isto é, uma dádiva dedicada a Deus)”’, 12 vocês não o deixam mais fazer nem uma única coisa para seu pai ou para sua mãe. 13 Assim vocês invalidam a palavra de Deus pela tradição que transmitiram. E fazem muitas coisas como essa.”  

Amado irmão, eu prefiro seguir o mandamento de Jesus e não criar exceções nem regras para o que a Bíblia não instrui especificamente. Meu conselho é que faça o mesmo. Se fizermos isso, teremos a aprovação do Senhor. 

 

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

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domingo, 24 de julho de 2022

Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação) – Parte 2

 Contribuído.

A resposta que darei a seguir é a continuação de uma sequência de artigos, réplicas e tréplicas em relação ao tema da excomunhão (desassociação) e por quais motivos um membro da congregação deve ser excomungado. Por referência, você poderá acessar o artigo principal: Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação)”:

Neste artigo, responderei mais uma vez ao leitor. Visto que ele citou minhas palavras, vou destacar o discurso do leitor em itálico, e as minhas palavras, quando citadas pelo leitor, ou como comentários dentro das afirmações do leitor, em azul escuro.

Foi dito: “‘Tudo bem’ é uma expressão extrapolada. Eu não disse que está ‘tudo bem’, e você sabe disso. Mas o ponto é que você vai ter que provar biblicamente por que duas pessoas que fizeram isso são culpadas de porneía, e você não vai conseguir. A Bíblia não diz que ‘tocar nas partes íntimas’ é porneía”.

        O leitor citou minhas palavras presentes no artigo anterior. Para contextualizar, eu havia dito que a Bíblia não define “tocar nas partes íntimas” como sendo porneía. Sobre tal conclusão, ele argumentou:

Imagine que duas pessoas que não são casadas entre si, mas casadas com outras pessoas, fiquem nus, e comecem a se acariciar nas partes íntimas um do outro. Isso seria porneía?

Prezado, você escolheu um exemplo capcioso, ardiloso e atípico demais. Ainda assim, é bom refletirmos sobre estes casos para testar nossa lógica. A reposta é: eles ainda não são culpados de porneía. Entretanto, ninguém acreditará neles, e com razão.

 Se duas pessoas estão sem roupa, acariciando os órgãos uma da outra em um motel, a via de exemplo, e duas pessoas testemunharem isso, será difícil que os acusados consigam convencer os anciãos da congregação de que não cometeram adultério, mesmo que porneía não tenha ainda sido consumada. (1 Timóteo 5:19, 20)

Nenhum corpo de anciãos acreditaria que as pessoas envolvidas neste exemplo não tiveram relações sexuais, mesmo que de fato não tenham tido relações sexuais. Ainda assim, se elas não fizeram sexo, elas não cometeram porneía, pelo menos não ainda.

Vou ilustrar o que quero dizer. Imagine que você chegue em casa e veja sua esposa ensanguentada no chão, quase perdendo a consciência. Aí você olha para o vizinho e ele tem uma faca também ensanguentada na mão. O vizinho esfaqueou sua esposa, mas ela ainda não morreu, porém. Então você telefona para o hospital, eles enviam a ambulância para sua casa, levam sua esposa para o hospital, ela recebe tratamento adequado e, pela graça de Deus e contrariando todas as expectativas, sobrevive. Pergunto: o seu vizinho é culpado de “homicídio”? A resposta é: não. Ele é culpado de tentativa de homicídio, mas visto que sua esposa não morreu, ele não a matou. Da mesma forma, se não houve uma relação sexual, não houve porneía, ainda que a tentativa tenha sido esta. Certamente houve uma traição, mas não porneía.

Você diria que sim, [eu não] afinal, como 2 pessoas não casadas poderiam se masturbar sem ser considerado adultério?

Eu diria que sim? Você afirma isso com que base? Prezado, eu não vi você colocar nenhuma referência bíblica para definir isso como porneía. Conforme entendi, você aparenta confundir “um ato obsceno” com porneía. É como se, para você, porneía fosse uma cesta que você leva para o “mercado de atos obscenos” e coloca todos os produtos que desejar dentro dela. Prezado, eu acredito que para os cristãos porneía é apenas aquilo que a Bíblia diz que é.

Agora na mesma situação, eles se masturbam por debaixo da roupa. Isso não é porneía? [Você tem o ônus da prova.] Ora, quer dizer que ficar nu é o que define [eu não disse isso em momento algum], na sua lógica, se algo é porneía ou não? Percebe a infantilidade do seu argumento, irmão?

Você inventou uma opinião para mim e refutou a opinião que você inventou. Eu não disse que “ficar nu” é o que define porneía. O que define porneía é a relação sexual ilícita, que é como a Bíblia define. Isso não significa, entretanto, que essas práticas que você citou sejam nobres ou aceitáveis; apenas não são porneía porque a Bíblia não diz que são. Se você acha que as ações descritas correspondem a porneía, prove biblicamente – o ônus da prova é seu. Mas você não vai conseguir provar porque a Bíblia não diz isso. Eu não vi você colocar nenhuma referência bíblica que defina porneía para as ações que você apresentou.

Prezado irmão, imagine que eu diga que “dar um tapa na coxa do cavalo” é porneía. Qual é minha obrigação? Provar minha tese. Você tem uma tese – prove-a biblicamente. É simples. Eu não vi você se quer citar um texto bíblico para provar sua tese. O que vale não são nossas opiniões, mas o que a Bíblia diz.

Foi dito: “Portanto, não há base bíblica para a sua tese de que os pecados que removem a salvação do crente sejam base para desassociá-lo.”

(Números 19:20) “‘Mas o homem que estiver impuro e que não se purificar, esse homem será eliminado da congregação.”

(Números 15:30) “Mas a pessoa que faz algo de propósito. . . está blasfemando contra Jeová e será eliminada dentre seu povo. Visto que desprezou a palavra de Jeová e violou o seu mandamento, essa pessoa sem falta deve ser eliminada. Ela responderá pelo seu erro.’

Vou utilizar do recurso da ironia: Jeová não se importa hoje da pessoa ficar dentro da congregação cometendo pecados sérios que afetem a sua salvação. Não, Ele não se importa. Antes, Ele se importava, até matando. Mas hoje Ele permite que essa pessoa fique até Ele resolver tirar a vida dela. Por enquanto, deixa ela no meio do povo de Deus, afinal, já que ela vai perder a vida, porque deveria perder o convívio com seus irmãos também, não é?

Prezado, eu acredito que não devemos ir “além das coisas que estão escritas”. (1 Coríntios 4:6) Se você quiser usar de ironia, é um direito seu; eu não me ofendo. Ainda assim, eu lhe responderei com “profundo respeito”.  (1 Pedro 3:15)

A lei mosaica não serve como base para a desassociação da congregação cristã. Mesmo porque um exemplo que você citou foi a pessoa ser executada por ter tocado em um cadáver, ficado impura, e não tendo se purificado posteriormente. Neste caso a pessoa seria executada sob a lei mosaica. É inconcebível da parte de Jeová que tal pessoa não seja ressuscitada e que a salvação eterna dela esteja perdida só porque ela tocou em um cadáver. Isso tornaria a moral de Jeová incompreensível e ‘inferior a de muitos homens’, conforme disse nosso irmão Charles Taze Russell. Portanto, o exemplo que você citou mostra que, mesmo em caso de pena de morte no antigo Israel, isso não significava a condenação eterna da pessoa.

Veja, por exemplo, o caso dos habitantes de Sodoma e Gomorra. Eles foram executados por Deus, mas Jesus disse que eles estarão vivos “no dia do julgamento”. (Mateus 11:20-24)[1] Isso significa que serão ressuscitados, mesmo tendo sido punidos por Deus com a morte. Mesmo a mulher de Ló, que morreu em punição da parte de Deus, também será ressuscitada, pois ela não era má, e tudo que ele praticou de errado foi “olhar para trás”. Dizer que ela recebeu a condenação eterna por “olhar para trás” e que não tem mais esperança de ressurreição e salvação para viver na Terra vira a justiça de Jeová de cabeça para baixo, pois muitas pessoas que fizeram coisas bem piores que a ela serão ressuscitadas. Portanto, os exemplos das Escrituras Hebraicas apenas nos mostram que não há relação entre execução da parte de Deus e a condenação eterna (isto é, ter a salvação anulada). E mesmo que houvesse, isso não significaria que, na congregação cristã, o pecado que anula a salvação justificaria a desassociação do membro da congregação.

Eu nunca disse que “Jeová não se importa” se uma pessoa com atitudes pecaminosas ficar dentro da congregação. O ponto é que uma pessoa só poderá ser desassociada se houver uma base bíblica clara, imutável, universal (i.e., que se aplique a todos em todas as eras), não que mude como tempo conforme variam as opiniões dos membros do Corpo Governante da organização religiosa Testemunhas de Jeová.

Os textos que você citou não falam da desassociação da congregação cristã e nem servem como base para desassociar alguém por um motivo que não foi apresentado no Novo Testamento como passível de desassociação.

Conforme já apresentei e você ignorou, os que praticam o ciúme e a inveja – duas obras da carne –, não herdarão o reino de Deus. (Gálatas 5:19-21) No entanto, ninguém será desassociado por ciúme nem por inveja. Portanto, os pecados que anulam a salvação não necessariamente requerem a desassociação da pessoa, pelo menos não todos eles.


Nota:

[1] Leia A Sentinela de 15/9 de 1965, pp 553-559, par. 1-31. 

 

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domingo, 17 de julho de 2022

Considerações adicionais sobre o sentido de porneía em resposta a um leitor

Respondendo a um leitor sobre o artigo “Resposta a um leitor sobre os motivos bíblicos para a excomunhão (desassociação)”. Em outras palavras, o presente artigo é uma sequência de vários assuntos já tratados.

Contribuído.

Colocarei os comentários do leitor em itálico para diferenciá-los dos meus, esteticamente a fim de que haja melhor identificação dos discursos. Fiz algumas correções gramaticais no comentário do leitor a fim de enobrecer o nível dessa discussão sadia, mas sem alteração de sentido. O leitor disse as palavras a seguir:

Percebe-se claramente que o artigo tem sim um alvo específico! Esse meu comentário concentra-se não no artigo propriamente dito, mas na sua intenção ou efeito.

Prezado leitor, o que me preocupa já nessas suas palavras iniciais é que você é adepto da teologia “União Acima de Tudo”. Essa teologia é adotada pela igreja católica. Em resumo, é isto: a união é mais importante do que a verdade. É muito fácil de provar que esta teologia é herege, pois os mórmons estão unidos, em heresias, mas unidos; os católicos estão unidos, em heresias, mas unidos. Se a união fosse mais importante que a verdade, não haveria motivos para ser uma TJ [Testemunha de Jeová] ao invés de ser um mórmon ou um católico. No entanto, a superioridade da verdade em relação à união tem sido esquecida quando são as TJs o foco dessa dicotomia; agora a verdade não importa tanto, mas a união é priorizada em detrimento da verdade. Eu não sou adepto dessa cosmovisão, embora eu respeite sua forma de pensar.

Alguns que levantam sua voz contra a liderança das TJs, a Torre de Vigia, o Corpo Governante, seja lá qual termo usado, em geral,  a ideia que fica subtendida é que tais homens merecem esse ataque porque erram ou erraram em algumas conclusões teológicas.

Prezado, eu confesso que sou inimigo de eufemismos. Dizer que o Corpo Governante “errou” em algumas conclusões teológicas é um eufemismo escancarado, é “passar pano”. Pessoas foram desassociadas, perderam contato com a família e, em resultado disso, algumas se suicidaram e outras tiveram suas vidas destruídas, arruinadas porque o Corpo Governante inventou definições próprias de porneía que não foram baseadas na Bíblia. Dizer que estes foram “alguns erros teológicos” é gritante eufemismo, principalmente quando se atribui designação divina aos que erraram, o que implica obediência incondicional. Isso é um contrassenso sem fim.

Erros teológicos foram os entendimentos proféticos sobre a geração que não passaria, sobre Beth Sarim e coisas do tipo, pois profecias são difíceis de entender e só as compreenderemos plenamente quando o tempo designado chegar. As falsas definições de porneía não foram “erros teológicos”, mas sacrilégios, atropelos das Escrituras que prejudicaram pessoas imensamente. Um míssil é chamado de “míssil” porque é um míssil, não uma bombinha de São João; há uma lacuna tão grandiosa entre “cometer erros teológicos” e “atropelar as Escrituras” quanto há entre um míssil e uma bombinha de São João.

Reflita no seguinte: se os anciãos da sua congregação desassociassem pessoas por causa das opiniões pessoais deles, sendo que não foram orientados para tais decisões, o que aconteceria com tais anciãos? Não seriam imediatamente removidos dos cargos? Não perderiam os privilégios? Agora responda: por que é que os membros do Corpo Governante podem cometer qualquer erro, arruinar vidas e, em vez de serem removidos dos cargos, julgados pela congregação, eles exigem a obediência absoluta dos outros?

Reflita no seguinte: se eu erro, eu tenho que ser humilde e reconhecer meu erro, fazer uma resolução que significará não cometê-los novamente e agir nos conformes; mas se os membros do Corpo Governante erram, eles tratam dos erros deles apenas como “entendimentos que não se harmonizavam com as Escrituras”, nunca pedem perdão, continuam exigindo obediência absoluta, e exigem que os outros sejam humildes para aceitar “novos entendimentos” como provindo de Jeová, assim como exigiram isso do entendimento anterior que era o contrário do entendimento vigente, e ambos foram ditos como provindo de Jeová e impostos. Isso está longe de se harmonizar com as Escrituras.

Estou mentindo ou apenas apresentando verdades inconvenientes? Eu respeito sua opinião, mas discordo totalmente de você. Não acho que criticar essas atitudes seja impróprio, pois são atitudes inteiramente dignas de críticas.

Alguns podem até achar que isso acontece porque eles são desonestos, têm interesses maldosos, são orgulhosos e são ávidos pelo poder absoluto e controle de mentes. [Não é este o meu caso.]

Resultado? Muitos que leem artigos assim acabam concluindo que deixar de apoiar essa organização é a coisa certa a fazer; consequentemente isso resulta em algumas coisas, como, por exemplo: Esses deixam de participar na obra organizada de pregação, muitas vezes limitando a sua pregação das boas novas a escrever artigos para blogs e sites e no caso de alguns artigos que apenas criticam a liderança TJ.

Prezado, eu não acredito que os membros do Corpo Governante sejam maldosos ou mal-intencionados. Ao contrário, acho que eles são pessoas bem-intencionadas que querem que os irmãos sejam salvos. O que defendo é que todos os cristãos devam prestar contas à congregação – todos sem exceções, inclusive os membros do Corpo Governante.

Eu nunca incentivei ninguém a não pregar, não se congregar ou a deixar de seguir as Escrituras. Acho imoral, entretanto, que pessoas promovam a lei da mordaça, do silêncio das críticas, sob o pretexto de que alguns poderão “tropeçar”. Isso é imoral, é usar o nome de Jeová de forma blasfema, pois significa usá-lo como muleta para manter-se no poder. “Não diga nada contra mim, confie em Jeová e me obedeça sempre” – nada é tão perverso quanto usar o nome de Jeová como muleta para seus próprios interesses e autoritarismo. Isso é blasfêmia.

E onde fica o “ensinar e fazer discípulos?” O método de ensino realizado pelas TJs de fato ajuda pessoas a se tornarem cristãos, a viver como tais, dá esperança de uma vida no paraíso, mas o que produz a pregação dessas TJS “diferentes”?

Prezado, eu concordo com isto que você falou. Acho que o ensino das TJs é ótimo e verdadeiro. As TJs cumprem a profecia de testemunhar o evangelho para todas as “nações”. (Mateus 24:14) Mas isso não tem nada que ver com o assunto. O que acontece é o seguinte: você está basicamente argumentando que, visto que as TJs ajudam pessoas a aprender verdades sobre Deus, a liderança das TJs tem passe livre para fazer o que bem desejar, ir além das Escrituras, prejudicar pessoas, arruinar vidas, e nossa única obrigação é calar a boca; afinal, as TJs ajudam pessoas a entender verdades sobre Deus. Eu acho este raciocínio um sacrilégio; seria como dizer que a igreja católica não poderia ser criticada por queimar “hereges” porque construiu orfanatos, escolas e universidades. Não me entra na cabeça a ideia de que, só porque alguém ensina verdades sobre Deus, essa pessoa ou grupo de pessoas está liberado para atropelar as Escrituras.

Outra: A Bíblia diz que alguns foram designados pastores e é dito que esses precisam “pastorear o rebanho de Deus”. Mas o que acontece com essas TJs diferentes é que elas muitas vezes têm esse privilégio e uma boa capacidade para isso, mas por causa dessa nova visão renunciam a esse privilégio e ficam sem rebanho para pastorear.

Eu gostaria de propor a seguinte reflexão: Digamos que um ancião congregacional receba instruções do Corpo Governante que não se harmonizam com a Bíblia, e ele percebe que tais instruções são um atropelo das Escrituras e que prejudicarão pessoas. Então ele se recusa a aplicá-las e é removido do cargo. Quem é que defendeu as ovelhas de Jeová? Ora, neste exemplo, o ancião fez o possível para defender as ovelhas de Cristo, mas foi esmagado por homens mais poderosos que impediram que ele as protegesse. Então, não foi o ancião quem renunciou pastorear as ovelhas de Cristo neste exemplo. No entanto, sabemos que surgirão pessoas que dirão que ele ‘poderia ter sido submisso, confiado em Jeová e ter continuado a pastorear as ovelhas de Cristo’.

Da mesma forma, muitos irmãos tomam posições contra a liderança não por se recusarem a pastorear as ovelhas, mas justamente por amor as ovelhas.

No caso do Corpo Governante ter dificuldade, às vezes, em chegar a uma conclusão a respeito de um assunto como no caso do exemplo citado (por·neí·a), não é por arrogância ou maldade; é porque muitas vezes realmente existem coisas difíceis de entender, e chegar a uma conclusão certa pode demorar.

Eu discordo disso totalmente, pois porneía é bem fácil de entender. O ponto é que homens atropelaram a Escritura. Os erros das definições de porneía não ocorreram porque supostamente este ‘seria um assunto difícil de entender’. A Bíblia não diz que porneía é o que o Corpo Governante disse que é. Qual é a dificuldade nisso? Qual texto bíblico daria margem para a definição de que “porneía não requer penetração nem contato pele com pele”, ou de que “inseminação artificial” é porneía? Profecias sim são difíceis de entender. Porneía, todavia, é um termo perfeitamente referencial na Bíblia. Onde está a dificuldade ou obscuridade nisso? Não há nada difícil no conceito de porneía. O ponto é que homens não se satisfazem com as informações bíblicas e vão “além das coisas que estão escritas”. (1 Coríntios 4:6) A imperfeição explica porque isso acontece, mas não justifica a perpetuação dos erros.

Até onde eu sei muitas mudanças foram resultado de cartas escritas por irmãos que expuseram seus pontos de vista e a organização analisou e viu que de fato era aquilo mesmo.

No tempo de Russell era assim. Isso mudou gradualmente até o sistema atual. Hoje em dia a lei é: aceite todas as orientações “sem pensar duas vezes”.  Veja a seguinte comparação.

Postura da Torre de Vigia nos tempos de Russell quanto à liberdade individual

Vejamos algumas citações sobre isso:

“Não é a nossa intenção entrar no papel de Profeta a qualquer grau, mas apenas para apresentar abaixo o que nos parece bastante propenso a ser a tendência dos eventos - dando também as razões para nossas expectativas.”[1]

“Não nos opomos a mudar nossas opiniões sobre qualquer assunto, ou descartando anteriores aplicações de profecia, ou qualquer outra Escritura, quando vemos uma boa razão para a mudança; de fato, é importante que devêssemos estar dispostos a desaprender erros e meras tradições, como aprender a verdade. . . É nosso dever ‘provar todas as coisas:’ - pela palavra infalível, - ‘e assegurar-se rapidamente do que é bom’.”[2]

“Nem teríamos nossos escritos reverenciados ou considerados infalíveis, ou no mesmo nível com as Escrituras Sagradas. O máximo que clamamos ou que já reivindicamos por nossos ensinamentos é que eles são o que acreditamos ser interpretações harmoniosas da palavra divina, em harmonia com o espírito da verdade. E ainda insistimos, como no passado, que cada leitor estude os assuntos que apresentamos à luz das Escrituras, provando todas as coisas pelas Escrituras, aceitando o que lhe parece ser aprovado, e rejeitando tudo mais [que pareça errado]. É para este fim, para permitir que o aluno pesquise o assunto no registro divinamente inspirado, que nos intercalarmos livremente as menções e citações das Escrituras sobre as quais construir.”[3]

 Agora compare isso com as instruções contemporâneas no quadro a seguir. 

A Sentinela de fevereiro de 2022, p. 6 par. 15

13 Como a nossa confiança nos anciãos pode ser testada? Talvez seja fácil aceitar a decisão dos anciãos se a pessoa desassociada não for nosso amigo ou parente. Mas e se o desassociado for alguém próximo de nós? Pode ser que comecemos a questionar se os anciãos realmente levaram em conta todos os fatos ou se julgaram o caso como Jeová teria julgado[Ora, é um direito intransigível questionar se um julgamento foi corretamente executado. Uma pessoa tem total direito de questionar a legitimidade de um julgamento e querer se familiarizar com os fatos para que, somente então, decida tratar alguém como desassociado. Ninguém pode ser obrigado a aceitar um julgamento que entende ter sido incorreto. A instrução aqui dada é absurda. Como poderia eu confiar nisso “sem pensar duas vezes”?]

15 “. . . Porque durante a grande tribulação pode ser que recebamos instruções que sejam difíceis de entender ou de obedecer. É claro que Jeová não vai falar diretamente com a gente. É bem provável que ele use os homens que estão na liderança para nos dar orientações. Nessa época, não vai ser o momento para questionar a orientação que recebemos, talvez nos perguntando: ‘Será que essa orientação é de Jeová mesmo, ou é uma coisa que os irmãos que estão na liderança inventaram?’ Na grande tribulação, vamos precisar confiar em Jeová e na organização dele. E isso vai depender de como estamos seguindo as orientações agora. Se você já confia nas orientações que recebe hoje e obedece sem pensar duas vezes, é bem provável que você faça o mesmo durante a grande tribulação. — Luc. 16:10.

A mensagem deste parágrafo e do referido artigo nessa revista é: acredite em cada palavra que vem do Corpo Governante. Se você fizer isso agora, provavelmente fará isso na grande tribulação. E se fizer isso na grande tribulação, será salvo. Portanto, você só será salvo se aceitar tudo que vem do Corpo Governante.

Ou seja, a salvação está sendo imputada à organização. Mas compare isso com o que disse A Sentinela de 1 de novembro de 1990, p.26, parágrafo 16:

“Como cristãos, enfrentamos desafios similares hoje em dia. Não podemos participar em nenhuma versão moderna de idolatria — seja em forma de gestos adorativos diante de uma imagem ou um símbolo, seja por imputar salvação a uma pessoa ou a uma organização. (1 Coríntios 10:14; 1 João 5:21)”.

 Os fatos falam por si só. Peço que reflita profundamente no que tem acontecido. Lembre-se: se as pessoas boas não lutarem, a guerra já está perdida. 

Se as pessoas boas não lutarem, a guerra já está perdida.

Mas existem dois grupos: O primeiro é formado por aqueles que querem essas mudanças à base da arrogância e de ameaças. E o outro, aqueles que expõem e com paciência esperam uma possível mudança, mas caso não aconteça, por confiar na base teológica desse grupo mantêm seu apoio a ela; eu fico com o segundo.

Eu acho este raciocínio um sacrilégio, além de ser imoral e contra o ensino de Cristo, e vou provar por quê. Primeiro, este raciocínio dará poder totalitário àqueles que já detêm certa medida de poder, pois eles poderão falar e fazer tudo que desejarem sob o pretexto de que, caso estejam errados, mudarão de opinião. Prezado, este raciocínio é, a meu ver, bizarro e perigoso demais.

Segundo, assim como Jesus ensinou, eu penso que, se há extrapolações, aqueles que extrapolaram devem responder perante a congregação. O Senhor disse:

(Mateus 18:15-17) 15 “Além disso, se o seu irmão cometer um pecado, vá mostrar-lhe o seu erro, somente você e ele. Se ele o escutar, você ganhou o seu irmão. 16 Mas, se não o escutar, leve com você mais um ou dois, para que, com base no depoimento de duas ou três testemunhas, toda questão seja estabelecida. 17 Se ele não os escutar, fale à congregação. Se não escutar nem mesmo a congregação, seja ele para você apenas como homem das nações e como cobrador de impostos.

Nenhuma exceção foi aberta pelo Senhor nestas palavras; portanto, não há exceções e isso se aplica a todos, inclusive ao Corpo Governante. Você concorda com Jesus?

 

Notas: 

[1] “Views from the WatchTower”, 3327.

[2] “The Ten Virgins”Zion’s Watch Tower and Herald of Christ’s Presence, outubro de 1879, reimpressão, 38. 

[3] “Worship the Lord in the Beauty of Holiness,” No. 2, Zion’s Watch Tower and Herald of Christ’s Presence, 15 de dezembro de 1896, reimpressão, 2008.

 

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