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domingo, 2 de outubro de 2011

2 Pedro 3:7-12 se refere à destruição dos céus e da Terra literais?

Fonte da ilustração: 
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/biblia-ensina/o-que-e-o-reino-de-deus/



“Mas, pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” – 2 Ped. 3:7.


As religiões da cristandade como um todo não encontram um lugar honroso para nosso planeta no propósito de Deus. Isto se dá devido ao conceito errôneo de que todos os bons irão para o céu. Por isso, passagens como a acima são interpretadas por elas literalmente, como se o propósito de Deus fosse causar a destruição da Terra e do inteiro Universo físico.

Mas, atente para os versículos abaixo e veja como tal interpretação fundamentalista colide com o conceito bíblico sobre o céu físico e a Terra.

Implicações da interpretação literal de 2 Pedro 3:7-12

“Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” (Salmo 19:1) Teria sentido Deus destruir algo que o glorifica?

“Temer-te-ão [a Jesus Cristo] enquanto houver o sol.” (Salmo 72:5) Será que um dia os fiéis deixarão de mostrar temor respeitoso a Jesus Cristo?

“Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua.” (Salmo 72:7) A paz proveniente do Messias irá acabar algum dia?

“Louvai-o, sol e lua. Louvai-o, todas as estrelas de luz. Louvai-o, céus dos céus, E vós, águas acima dos céus. Louvem eles o nome de Jeová; pois ele mesmo deu ordem, e foram criados.  E ele os mantém estabelecidos para sempre, por tempo indefinido. Deu um regulamento, e este não passará.” (Salmo 148:3-6) O texto é claro: os céus físicos existirão eternamente.

“Em lugar de teus antepassados virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes em toda a terra.” (Salmo 45:16) Se a Terra deixar de existir, como tais “príncipes” receberão sua designação?

 “O céu é o meu trono e a terra o escabelo [banquinho] dos meus pés.” (Isaías 66:1, Al) “Glorificarei o lugar em que assentam os meus pés.” (Isaías 60:13, Al) Longe de destruir a Terra, nosso Criador irá glorificá-la por restaurar o Paraíso terrestre.

“Tua fidelidade é para geração após geração. Estabeleceste solidamente a terra para que continuasse firme.” (Salmo119:90) A continuidade do planeta Terra está ligada à fidelidade de Deus.

Portanto, qualquer aparente referência aos céus físicos e à Terra como sendo destruídos tem de ser entendida como LINGUAGEM FIGURADA, uma ALEGORIA, uma METÁFORA ou TROPOLOGIA, algo REPRESENTATIVO e SIMBÓLICO.

Um recurso linguístico e não uma fórmula doutrinal

Mas, por que 2 Pedro 3:7-12 menciona eventos catastróficos em relação aos “céus e a terra” quando na verdade trata da “destruição dos homens ímpios”? Isto se dá devido a recursos linguísticos, ou expressões figuradas, usadas na Bíblia por ocasião de livramentos e de julgamentos divinos, expressões estas que visam realçar o impacto de tais julgamentos.

Por exemplo, quando Jeová realiza atos de salvação para com seu povo, fala-se dos céus e Terra se alegrarem. Este é um típico exemplo de prosopopeia. Observe os exemplos abaixo:

“'E os céus e a terra, e tudo o que neles há, hão de gritar de júbilo sobre Babilônia, pois do norte virão a ela os assoladores’, é a pronunciação de Jeová.”  – Jeremias 51:48.

“Gritai de júbilo, ó céus, pois Jeová tomou ação! Bradai em triunfo, partes mais baixas da terra! Ficai animados, ó montes, com clamor jubilante, ó floresta e todas as árvores nela! Porque Jeová resgatou a Jacó e mostra a sua beleza em Israel.” – Isaías 44:23.

Por outro lado, quando Jeová executa julgamento nos iníquos, fala-se dos céus e Terra como abalados, enegrecidos etc. Note como os textos abaixo exemplificam isso:

“A pronúncia contra Babilônia . . . : ‘Eis que está chegando o próprio dia de Jeová, cruel, tanto com fúria como com ira ardente, para fazer da terra um assombro e para aniquilar nela os pecadores da terra. Pois as próprias estrelas dos céus e suas constelações de Quesil não deixarão brilhar a sua luz; o sol realmente escurecerá na sua saída e a própria lua não deixará resplandecer a sua luz. Por isso é que farei que o próprio céu fique agitado, e a terra sairá tremendo do seu lugar diante da fúria de Jeová dos exércitos e diante do dia de sua ira ardente. E Babilônia, ornato dos reinos, beleza do orgulho dos caldeus, terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra.’” – Isaías 13:1, 9, 10, 13, 14, 19.

Obviamente, quando a poderosa Babilônia foi conquistada pelos exércitos medo-persas, em 539 AEC,  não ocorreram nenhuma de tais descrições catastróficas referentes às estrelas, ao sol, à lua, ou em relação à Terra. Tal linguagem figurada simplesmente é o modo de o escritor bíblico, sob inspiração divina, ressaltar o pleno impacto do julgamento divino. É uma figura de retórica conhecida como hipérbole.

“E Davi passou a falar a Jeová as palavras deste cântico, no dia em que Jeová o livrou da palma da mão de todos os seus inimigos e da palma de Saul; ‘na minha aflição eu invocava a Jeová e clamava ao meu Deus. Desde o seu templo ouviu então a minha voz, tendo nos seus ouvidos meu clamor por ajuda. E a terra começou a balouçar e a tremer; os próprios alicerces dos céus agitavam-se e balouçavam porque ele se tinha irado.’” – 2 Samuel 22:1, 7, 8.

Não há nenhum texto bíblico que dê evidência de um cumprimento literal das palavras acima na vida de Davi. Tais expressões simbólicas retratam a força do julgamento de Deus contra os iníquos ao atuar para a salvação de seus servos leais.

De modo consoante, 2 Pedro 3:7-12 segue a mesmo padrão de linguagem figurada. O texto trata do “dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios”. Para dar vigor e impacto a esse extraordinário acontecimento futuro, tal passagem usa uma linguagem figurada vívida e marcante. Isso, por si só, explicaria coerentemente o uso FIGURADO da fraseologia usada por Pedro. No entanto, podemos dizer que há algo mais envolvido em tal construção linguística. Para ressaltar isso, relatamos a seguir uma conversa que ocorreu entre dois jovens - uma Testemunha de Jeová e um batista - sobre o texto de 2 Pedro 3:7-12.

Significado do simbolismo

Depois de trazer à atenção que 2 Pedro 3:7 também faz referência aos “céus” como estando reservado para o fogo, a Testemunha perguntou ao batista:

“Quantos tipos de céus existem?”

O batista respondeu: “Três.”

“Quais são?”, perguntou a Testemunha.

“O céu de Deus, o espaço sideral e a atmosfera terrestre”, replicou o batista.

Então, a Testemunha raciocinou: “Naturalmente, o céu de Deus está fora de questão. Que dizer então dos outros ‘céus’?” Usando alguns dos textos já mencionados neste artigo, a Testemunha mostrou que nem o espaço sideral nem a atmosfera ou a expansão em volta da Terra serão destruídos. Portanto, não se enquadram na identificação dos “céus” de 2 Pedro 3:7. Diante disso, a Testemunha disse:

“Há um quarto tipo de céu que você não considerou.” Após isso, a Testemunha leu Isaías 14:12, que declara:

“Como caíste do céu, ó tu brilhante, filho da alva!”

A Testemunha de Jeová mostrou que a aplicação da passagem é ao “rei de Babilônia”. (Isaías 14:4) Após isso, a Testemunha perguntou:

“De que céu o rei de Babilônia caiu?” Diante da perplexidade do batista, a Testemunha continuou: “Não seria de sua posição qual governante? Veja o que Lucas 1:52 diz sobre a atuação de Deus.” Ele leu então o texto, que reza em parte:

“Tem derrubado de tronos homens de poder.”

“Portanto”, continuou a Testemunha, “na Bíblia o termo ‘céus’ também descreve os governos humanos. E, como vimos, por eliminação, é o único uso de ‘céus’ que nos resta considerar. Visto que os ‘céus’ de 2 Pedro 3:7-12 se referem aos governos humanos, a ‘terra’, nesse texto, correspondentemente, se aplica à sociedade humana que está debaixo, ou sob o domínio, desses governos.”

A seguir, a Testemunha de Jeová considerou com o batista textos que corroboram esse entendimento. Observe abaixo alguns desses textos:

“Nos seus dias foi dividida a terra.” (Gênesis 10:25) “Toda a terra continuava a ter um só idioma e um só grupo de palavras.” (Gênesis 11:1) Evidentemente, a alusão é à população de pessoas sobre a Terra.

“Ó terra, terra, terra, ouve a palavra de Jeová!” (Jeremias 22:29) Somente pessoas, e não seres inanimados, podem dar ouvidos à mensagem divina.

“Portanto ouvi, ó nações! E sabe, ó assembleia, o que haverá entre eles. Escuta, ó terra!” (Jeremias 6:18, 19a) As palavras em negrito mostram o paralelo entre “terra” e outras expressões que indicam grupos de pessoas.

Jeová tem indignação contra todas as nações e furor contra todo o seu exército. E todos os do exército dos céus terão de apodrecer. E os céus terão de ser enrolados, como o rolo dum livro; e todo o seu exército terá de engelhar-se, assim como se engelha a folhagem [caindo] da videira e como [o figo] engelhado da figueira. Pois a minha espada certamente ficará encharcada nos céus. Eis que descerá sobre Edom e sobre o povo que em justiça devotei à destruição.” – Isaías 34:2a, 4, 5.

Note que a referência à destruição dos “céus” está relacionada com a execução do julgamento divino contra “nações” soberanas e “seu exército”, uma delas sendo os poderes governamentais de Edom. perito bíblico Albert Barnes comentou o seguinte sobre Isaías 34:4: “Os corpos celestes amiúde representam reis e príncipes. O sentido é que deveria haver grande destruição; que os príncipes e nobres que se opunham a Deus e a seu povo seriam destruídos.”[1]

Em resultado dessa conversa edificante e informativa, aquele batista foi induzido a raciocinar sobre parâmetros que ele ainda não havia analisado.

O quadro abaixo mostra uma análise textual do texto de 2 Pedro 3:5-12

Por que 2 Pedro 3:7-12 não se refere a uma destruição dos literais céu e Terra

1)Tal entendimento entraria em conflito com os textos bíblicos que tornam claro que os céus e a Terra literais sempre existirão, e a Bíblia não se contradiz.

2)Foi feito um paralelo com o Dilúvio (versículos 5, 6). O que foi destruído no Dilúvio? Apenas a sociedade humana iníqua foi destruída. Mas Noé e sua família, bem como o próprio globo terrestre, foram preservados. E 2 Pedro 2:5, 6 fala do Dilúvio como sendo “um modelo” da futura destruição.

3)Deus não tem nenhuma causa jurídica contra os céus e Terra literais. O Salmo 19:1 diz que “os céus declaram a glória de Deus”, e a Terra é carinhosamente chamada de “escabelo” de Deus. Tudo isso mostra que Jeová não tem nenhuma disputa contra os céus e Terra físicos.

4)O fogo literal não teria nenhum efeito sobre os céus físicos. O sol já é uma bola de fogo com temperatura de 15 milhões de graus Celsius. Que efeito teria o fogo literal sobre o sol? O fogo aqui, portanto, é simbólico. Representa a destruição que Deus causará. Uma vez que o fogo é simbólico, os “céus e a terra” que sofrerão tal destruição também o são.

5)O apóstolo Pedro fez uma diferença entre (1) ‘os céus e a Terra' da “antiguidade” (v. 5), e “os céus e a terra QUE AGORA EXISTEM”. (v. 7) A expressão “os céus e a terra que AGORA existem” não poderia aplicar-se aos céus e Terra literais do versículo 5, que já existem   desde o “princípio” (Gênesis 1:1) Se fossem os mesmos “céus” e “terra” literais, Pedro não falaria que “AGORA existem”, mas falaria deles como sendo ‘os mesmos céus e a terra daquele tempo’. O versículo 6 fala do Dilúvio, que marcou o fim de um sistema iníquo de coisas e um novo começo. Portanto, “os céus e a terra que agora existem” representam a estrutura ou sistema de coisas que passou a existir após o Dilúvio, constituído de poderes governamentais e de uma sociedade humana corrupta, e que continua até os nossos dias.



Referências
[1] Veja a revista Despertai! de 22 de maio de 1978, p. 28.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org










10 comentários:

  1. Gostei muito deste assunto muito esclarecedor e tem base bíblica. Louvado seja o nome de Jeová na sua vida!

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  2. Nander Viníkcius FeRRo Parabéns , irmão continue encorajando a todos.
    [extraído do orkut.]

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  3. ╚»ɑɗʀiɑɳɑ«╝ς੭ς੭ . Esse diálogo não é pra qualquer um...rs... Tem que ser muito bom de Bíblia pra fazer uma defesa assim tão... persuasiva. Quero ser assim um dia. Amei.
    [extraído do orkut.]

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  4. Concordo realmente que em momento algum a Santa Palavra fala de destruição do mundo, são insanos todas as considerações que levam a acreditar que o Criador irá destruir o que fez com tanto amor e carinho, entretanto, hoje vimos a realidade retratada em reportagens sérias (Discovery Channel, 21.12.2012 - Não existirá fim do mundo mas a possibilidade de tempestades geomagnéticas "fritarem" a Terra ocasionando problemas nos satélites, provocando grande calamidade global. Não duvidemos do grande poder de Deus, nossas interpretações são ridículas quando confrontadas com a verdade de que nossas queixas e teorias de nada valerão no Dia de Jeová!

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  5. “Temer-te-ão [a Jesus Cristo] enquanto houver o sol.” (Sal. 72:5) Será que um dia os fiéis deixarão de mostrar temor respeitoso a Jesus Cristo?

    Comparando com Jó 14:12: "O homem também tem de deitar-se e não se levanta. Não acordarão até que não haja mais céu, nem serão despertados do seu sono."

    Usando a mesma linha de raciocínio que você usou para no Salmo 72:5, essa passagem de Jó não dá a entender que enquanto houver "céu" os mortos não serão ressucitados?

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    1. Ao analisarmos passagens semelhantes, precisamos ter o cuidado de contextualizar cada uma das declarações. No caso de Jó, sua declaração reflete seus sentimentos pessoais (Jó 42:3), ao passo que, no caso do Salmo 72, trata-se de uma profecia sobre o Reinado do Messias. Ademais, no caso de Jó, sua hipérbole retrata a situação do ponto de vista humano: ou seja, por meios humanos, seria realmente impossível que alguém voltasse a viver. Mas o mesmo Jó mostra sua confiança na ressurreição, conforme a continuação do relato. (Jó 14:13-15) Por outro lado, o Salmo 72 descreve a obediência leal que haverá entre os súditos do Messias, obediência e temor piedoso que serão eternos. – Sal 72:5.

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    2. Obrigado pela resposta. Só quero lembrar que eu não sou apóstata, sou estudante da bíblia e faço algumas perguntas "difíceis" mesmo (pelo menos pra mim é difícil rsrs).

      Eu queria que você me respondesse algumas perguntas, mas é sobre a trindade. Aqui vai algumas delas:

      Colossenses 2:9 diz que em Jesus mora toda a plenitude da qualidade divina. Jesus sendo divino, ou tendo natureza divina, não faz ele ser igual a Deus? Existe outro ser que tenha divindade igual Jesus?

      Mateus 28:18 diz que Jesus recebeu 'todo o poder no céu e na terra'. Mesmo que Jesus não fosse Todo-poderoso antes de vir a terra, o fato de ele receber TODO O PODER não mostra que agora ele é Todo-poderoso, tendo autoridade sobre tudo?

      Quando dizem que Jesus é deus, eu uso 1 Co 8:5 para rebater, porque lá diz que muitos são chamados de 'deuses' mas há somente um Deus. Mas sempre que eu uso essa passagem, dizem que meu raciocínio está errado, porque lá diz também que há um só Senhor, que é Jesus, mas em Dt 10:17 diz que Jeová é "Senhor dos senhores". Tem algo errado ai?

      Também uso 1 Co 15:28 pra dizer que quando passar o reinado de Cristo, ele vai se sujeitar novamente a Jeová. Mas Revelação 1:6 diz:"a ele seja a glória e o poderio para sempre." Como pode Jesus se sujeitar de novo e continuar tendo o poder "para sempre", como diz em Rev 1:6?

      Também já li um artigo aqui no blog onde explica que Jesus não tem a mesma glória que Jeová. Mas em Hebreus 1:3 diz o seguinte: "Ele é o reflexo da [sua] glória e a representação exata do seu próprio ser" Hebreus 1:3 Então se Jesus é o reflexo da glória de Jeová e é a representação EXATA de Deus, não seria correto dizer que Jesus tem a mesma glória que Jeová?

      São essas as perguntas. Por favor, faz um esforcinho pra me responder elas quando tiver tempo. Obrigado

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    3. Por serem “filhos de Deus”, os anjos também são “divinos”, ou possuem qualidade divina, divindade, do mesmo modo que os homens, por serem filhos de homens, são também humanos, possuem qualidade humana, ou humanidade.
      Jó 38:7; Sal 89:6
      Estudo Perspicaz (vol.1 pp. 689-690) comenta:
      No Salmo 8:5, os anjos também são chamados de ʼelo•hím, segundo é confirmado pela citação desta passagem por Paulo, em Hebreus 2:6-8. São chamados de benéh ha•ʼElo•hím, “filhos de Deus” (Al); “filhos do verdadeiro Deus” (NM), em Gênesis 6:2, 4; Jó 1:6; 2:1. O Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), de Koehler e Baumgartner (1958), página 134, diz: “seres divinos, deuses (individuais)”. E a página 51 diz: “os singulares deuses”, e menciona Gênesis 6:2; Jó 1:6; 2:1; 38:7. Por isso, no Salmo 8:5, ʼelo•hím é vertido por “anjos” (LXX); “semelhantes a Deus” (NM).

      Mt 28:18:
      Na Bíblia, a palavra “todo”, “todas as coisas” etc., tem também sentido relativo, que tem que ser entendido segundo o contexto. (Veja 1Co 15:27, 28) Em Mt 28:18, esse sentido é evidente pelo fato de que Jesus RECEBEU “todo o poder” (Al), quer dizer, “todo o poder” sobre as demais criações de Jeová.
      1Co 15:24-28 diz respeito ao término do Reino MESSIÂNICO, que foi produzido por Jeová para restaurar todas as coisas. Por outro lado, isso não significa que Jesus e os que governarão com ele no Reino Messiânico, quando este findar, não terão outras atividades administrativas. – Veja Re 22:5.
      1Co 8:6:
      Nesse texto, a ênfase deve ser dada nas palavras em maiúsculas:
      “Para nós há realmente um só Deus, o Pai, DE QUEM PROCEDEM todas as coisas, e NÓS PARA ELE; e há um só Senhor, Jesus Cristo, POR INTERMÉDIO DE QUEM são todas as coisas, e NÓS POR INTERMÉDIO DELE.”
      Ou seja: “há realmente um só Deus, o Pai” como a Procedência (Origem, Fonte) de tudo. Neste sentido, somente Jeová é Deus. Jesus é aludido na Bíblia como “deus” (Jo 1:1) ou “Deus” (Is 9:6), mas não é a Fonte, e sim, o intermediário, de tudo.
      Por outro lado, somente Jesus é Senhor como intermediário de todas as coisas. Pois Jeová é Senhor, mas não como intermediário, e sim como Fonte de tudo.
      Portanto, não há nenhuma contradição com o restante das Escrituras quando analisamos essa passagem dentro do real conteúdo dela.
      He 1:3
      Com relação à “glória”, o texto não mostra igualdade do Filho com o Pai, pois diz tacitamente que o Filho é “reflexo” da glória do Pai. Refletir significa receber a glória (luz) de uma fonte e defletir (transmitir) essa glória. Isso evidentemente não mostra igualdade. Também, a expressão ‘representação exata do próprio ser’ de Deus não subentende igualdade, e sim unidade. (Jo 14:9, 28; 12:49, 50) Todo o conjunto das Escrituras apoia este entendimento.

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    4. Caro anônimo, compare o texto que mencionaste acima que é o de Colossenses 2:9 com Efésios 3:19:

      João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada

      Efésios 3:19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.

      Versão: Português: Nova Tradução na Linguagem de Hoje

      Efésios 3:19 Sim, embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a sua natureza.

      Versão: Português: João Ferreira de Almeida Atualizada

      Efésios 3:19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus.

      Versão: Português: João Ferreira de Almeida Corrigida e Revisada, Fiel

      Efésios 3:19 E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

      Versão: Português: Nova Versão Internacional

      Efésios 3:19 e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.

      Fica aqui a pergunta: Quem ficaria cheio de "toda a plenitude de Deus" ? Os cristãos de Èfeso. Se eu usar o seu raciocínio de Colossenses 2:9 em Efésios 3:19 chegarei a conclusão que os cristãos de ÈFESO são deuses.

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  6. Existe um desejo compulsivo de ir para o céu, porém, as credenciais pessoais não são suficientes, pelo menos da parte de muitos, mesmo sabendo que Deus deu a Terra para os filhos do homens (Salmo 115:16). Pois bem, essa busca desesperada não modifica o propósito de Deus para a Terra. Mas o que fazer se eu decidi, eu determinei por mim mesmo ir morar no céu? Bom, o próprio Deus Altíssimo ao lidar com sua nação escolhida no passado, Ele sim já havia determinado outro objetivo. Além disso, O Todo-Poderoso confirmou seu desejo de dar o lar eterno ao seu povo uma "propriedade permanente" ou uma "possessão perpétua" (Gên. 48:4). Eles estariam nessa Terra para sempre (Note Deuteronômio 4:40).

    Em algumas comparações de propósitos eternos de Deus ele compara as coisas infindáveis com coisas físicas que não têm fim. Deve-se observar que ele comparou realidades espirituais com coisas materiais duráveis, vejamos:

    Reino - Nos Salmos 89 ele fala do governo (trono)eterno que duraria para sempre. Com que coisas eternas Ele compararia este governo???? O Trono duraria para sempre... como os dias dos céus (versículo 29), duraria para sempre... como o sol (vv. 36) e duraria para sempre... como a lua (vv.37). Excelente comparação, com coisas duráveis, infinitas;

    Pacto - Além disso, Deus tem determinações que não podem ser modificados, compromissos que não podem ser invalidados. Por exemplo, fez pacto com homens e até mesmo com a nação de Israel, em que embora fosse fiel à sua promessa, nem sempre observaria igual lealdade da outra parte envolvida. Entretanto, Seu comprometimento jamais seria ser quebrado conforme Jeremias 33:19-22 e 31:35-37 dizem que sua aliança é eterna. Mas, comparada com o quê??? Sua aliança era eterna como o dia e a noite estão estabelecidos para sempre (Veja Gên. 8:22).

    Adoração - O Santuário, ou a adoração ao Deus verdadeiro tem uma base eterna. Comparada com o quê??? com a Terra que Ele "fundou para sempre".

    Essas são comparações perfeitas. As coisas de Deus são eternas. Mas, e se mesmo com as promessas de Deus as pessoas ainda insistirem que Deus deve destruir as coisas eternas - exemplos belíssimos do amor de Jeová por nós - quiserem desprezá-las e irem insistentemente para o céu??? Bem, com relação ao seu povo, seu verdadeiro povo, o próprio Jeová falou:

    "Ainda que os teus desterrados esteja para a extremidade do céu, desde ali te ajuntará o SENHOR, teu Deus, e te tomará dali." Deuteronômio 30:4

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