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sábado, 6 de setembro de 2014

A Cristandade e a Doutrina da Redenção

Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102002037


“O Filho do homem [Jesus Cristo] não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” – Mateus 20:28.

Praticamente todas as religiões que se autodenominam cristãs defendem em seus pontos de fé a doutrina da Redenção, também chamada de doutrina do Resgate e doutrina da Remissão. Trata-se de um ensino fundamental do cristianismo: de que Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, para dar a sua vida para pagar os nossos pecados.

No entanto, as mesmas religiões “cristãs” negam essa doutrina básica por meio de outras doutrinas que elas defendem em seus pontos de fé. Seguem abaixo as principais doutrinas que negam a doutrina da Redenção:

1.    Doutrina da Trindade:

A cristandade ensina que, quando Jesus Cristo estava na Terra, ele era Deus-Homem. A cristandade traz essa crença desde o ano de 451 d.C, quando o Concílio de Calcedônia decidiu que Cristo tinha na Terra duas naturezas – uma humana e uma divina. Mas essa doutrina nega a doutrina da Redenção, ou Resgate. Veja por quê:

A necessidade de uma redenção, remissão ou resgate surgiu quando o primeiro homem, Adão, pecou, e após isso, transmitiu o pecado aos seus descendentes. (Romanos 5:12, 18) Uma vez que foi um homem perfeito quem pecou, seria necessário outro humano perfeito para pagar o preço do resgate, de acordo com o princípio bíblico de se dar “vida por vida”. (Êxodo 21:23, Versão Almeida Revista e Corrigida.) Trata-se do princípio da equivalência, para equilibrar a balança da justiça. Em razão disso, nenhum humano imperfeito poderia pagar o resgate pelos pecados nem de um irmão. Como diz o Salmo 49:7, 8 (Almeida Revista e Atualizada):

“Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (Pois a redenção da alma [vida] deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.)

Pela mesma razão, um anjo não poderia pagar o preço do resgate, uma vez que é superior a um homem perfeito, não havendo assim equivalência. (Salmo 8:4, 5) A respeito de Jesus, a Bíblia declara: “Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca.” (1 Pedro 2:22) Portanto, ele tinha o preço do resgate – a vida humana perfeita. Mas, se Jesus fosse Deus-Homem, não haveria equivalência, pois Adão não era Deus-Homem. Assim, a doutrina da Trindade nega o resgate.

2.    Doutrina da imortalidade da alma:

Jesus disse: “Eu vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância.” (João 3:16) Em consonância, lemos também em João 3:16: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.”

Contudo, se os humanos já têm uma alma imortal, o resgate fica nulo, pois a pessoa já teria vida eterna. Note que a Bíblia não diz que Jesus veio dar vida eterna em felicidade, mas simplesmente vida eterna. Isso torna claro que os humanos não possuem tal vida. A vida eterna é um prêmio, não algo inerente ao ser humano. Portanto, a teoria antibíblica da imortalidade da alma torna o resgate algo despropositado, sem sentido, negando-o.

3.    Destruição do planeta Terra:

Esse é outro ensino que atenta contra a doutrina da Redenção. Pois a ideia de resgate é justamente a de recuperar algo ou alguém que foi perdido (ou sequestrado). Redimir significa readquirir, reconquistar aquilo que se havia perdido. Por pecar, Adão perdeu para si e para seus descendentes a vida humana perfeita no Paraíso terrestre.

“E Deus passou a criar o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Ademais, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a.’” – Gênesis 1:27, 28a.

“E Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele.” – Gênesis 2:15.

“Depois Javé Deus disse: O homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Que ele, agora, não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e coma, e viva para sempre.” –  Gênesis 3:22, Bíblia Pastoral.

As três passagens acima evidenciam que o propósito original do Criador é de que os humanos vivam felizes e para sempre na Terra. Por conseguinte, afirmar que a Terra e a vida nela acabarão seria afirmar, primeiro, que meras criaturas são capazes de impedir Deus de cumprir seu propósito; segundo, seria afirmar que Deus muda de propósito e não cumpre sua palavra. (Contraste com Isaías 55:11.) E, por fim, seria negação da redenção, ou resgate, que visa recuperar o que foi perdido. E o que foi perdido, nesse caso, é a vida humana perfeita num paraíso terrestre.

4.    Guarda do sábado:

“Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas cumprir; pois, deveras, eu vos digo que antes passariam o céu e a terra, do que passaria uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da Lei sem que tudo se cumprisse. (Palavras de Jesus em Mateus 5:17, 18.)

O verbo grego traduzido por “cumprir” é pleróo, que significa “completar”, “terminar” alguma coisa já iniciada, “levar ao fim”. (Léxico do Novo Testamento Grego/Português, de Gingrich e Danker.) Desse modo, Cristo não ‘destruiu’ a Lei por violá-la, mas a cumpriu por levá-la ao fim. Esse sentido se torna claro pelas palavras seguintes de Jesus: “Antes passariam o céu e a terra, do que passaria uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da Lei sem que tudo SE CUMPRISSE”, ou seja, SE COMPLETASSE, finalizando.  – Mateus 5:18.

Comprovação adicional reside no fato de que o texto diz que Cristo veio cumprir também “os Profetas” – as profecias escritas que diziam respeito a ele. (O verbo “cumprir” foi usado uma única vez para se referir à Lei e aos Profetas.) Assim como as profecias cumpridas por Cristo ficariam apenas registradas para o nosso conhecimento, o mesmo ocorreria com a Lei, uma vez tendo sido cumprida. Se alguém tentasse cumprir novamente tais profecias seria o mesmo que dizer que Jesus não as cumpriu direito. Isso implicaria em dizer que ele não era o Messias (Cristo), e que, portanto, sua morte não teve valor algum! O mesmo se pode dizer da Lei. Se alguém tentasse cumprir toda a Lei ou parte dela (como os Dez Mandamentos), ou apenas uma lei dela (como a do sábado semanal) seria o mesmo que dizer que Cristo não a cumpriu direito, declarando-o desqualificado para ser o Messias e, por conseguinte, de ser o nosso Salvador. ISSO SERIA NEGAR O RESGATE QUE ELE PROVEU PARA A NOSSA SALVAÇÃO! 

5.    Volta de Cristo visível:

A cristandade em geral afirma que Cristo voltará visível, em forma humana, com o mesmo corpo que ele tinha na Terra. No entanto, o corpo de Cristo foi o preço pago pela nossa redenção, ou resgate:

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” – João 6:51.

Assim, afirmar que Cristo voltará no mesmo corpo carnal seria afirmar que o resgate não foi pago. Seria o mesmo que alguém pagar algo e depois requerer o valor de volta. Estaríamos sem esperança de salvação.

CONCLUSÃO

Os poucos exemplos acima mostram como os ensinos basilares das religiões em geral que se rotulam cristãs negam um ensino doutrinal fundamental do cristianismo – a doutrina do Resgate.

Prezado leitor, faça um exame honesto de sua religião. Se constatar que ela adere a tais doutrinas antibíblicas que negam o resgate, não hesite em tomar firme posição a favor da verdade bíblica. Afinal, Jesus Cristo declarou sem rodeios:

“Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem. Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” – João 4:23.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org






Um comentário:

  1. O Resgate realmente é doutrina principal do Cristianismo, pois envolve a própria missão do Cristo em derrotar o pecado.

    Doutrinas Principais do Cristianismo são essas:
    - A Divindade, Paternidade e Unicidade de Jeová
    - A messianidade e filiação divina de Jesus, o Cristo e Filho de Deus.
    - O pecado original e o resgate.
    - O Reino Messiânico de Deus e de Cristo, incluindo o Milênio.
    - A inspiração divina da Bíblia e a ação do espírito santo
    - A Ressurreição e a Vida Eterna.

    Mas tem um monte de gente aí que coloca como "doutrinas principais":
    - A Trindade - A Imortalidade da Alma - A Teologia da Prosperidade e a Confissão Positiva - Os dons de línguas, curas, profecias, sonhos, visões e exorcismos - A Sucessão Papal
    - A Missa e Transubstanciação - A Questão: Sábado x Domingo - O Arrebatamento
    - A Predestinação Calvinista - Justiça e Assistencialismo Social (Teologia da Libertação e da Missão Integral) - A veneração de Maria, Santos e Imagens.....

    Ou seja, quando não atua de forma completamente anti-bíblica, ainda assim a Cristandade consegue retirar o foco dos principais pilares do Cristianismo.

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