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domingo, 28 de setembro de 2014

Quando Cristo foi entronizado? Parte 01



Artigo contribuído, baseado no livro Preste Atenção à Profecia de Daniel! (2012, publicado pelas Testemunhas de Jeová), capítulo 9, que considera o livro bíblico de Daniel, capítulo 7. Todas as citações da Bíblia são da Nova Versão Internacional (NVI).

Opositores do único povo de Jeová Deus parecem não ter outra coisa para fazer na vida a não ser ficar escrevendo matérias contra as verdades bíblicas entendidas somente pelos verdadeiros seguidores de Cristo.
Para muitos desses opositores, a doutrina de 1914 é totalmente errada. O que não se falta na internet são sites apóstatas com artigos visando "refutar" esse ensino. As ideias são muitas, como, por exemplo: "Cristo começou a reinar em 33 EC, assim que subiu aos céus"; "607 AEC é uma data errada, a correta é 587AEC"; "a profecia dos sete tempos  de Nabucodonosor nada tem a ver com o governo de Cristo", e por aí vai.
Alguns textos também são usados para tentar "refutar" o ensino de 1914, como por exemplo:

"Que subiu ao céu e está à direita de Deus; a ele estão sujeitos anjos, autoridades e poderes." – 1 Pedro 3:22.
 "Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita, nas regiões celestiais,muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja" – Efésios 1:20-22.

Enfim, segundo a ideia dos opositores, foi sujeito ao Cristo no ano 33 EC todas as coisas debaixo dos seus pés. Assim, dizem eles, Jesus começou a reinar nos céus desde então.
O objetivo deste artigo tem uma proposta diferente: é analisar outra profecia bíblica, profecia essa que indica quando Cristo receberia o Reino: Trata-se da profecia dos quatro animais no livro de Daniel. E depois analisar alguns outros versos bíblicos para chegarmos ao entendimento correto.

              Assim o escritor começa: "No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e certas visões passaram por sua mente, estando ele deitado em sua cama. Ele escreveu o resumo do seu sonho.Quatro grandes animais, cada um diferente dos outros, subiram do mar. Os quatro grandes animais são quatro reinos que se levantarão na terra." – Daniel 7:1-3 e 17.

O primeiro animal

 "O primeiro parecia um leão, e tinha as asas de águia. Eu o observei até que as suas asas foram arrancadas, e ele foi erguido do chão de modo que levantou-se sobre dois pés como um homem, e recebeu coração de homem." – Daniel 7:4.

            
Este leão com asas retratava a mesma potência representada pela cabeça de ouro da enorme estátua de Nabucodonosor, a Potência Mundial Babilônica (607-539 AEC). Este  leão alado avançava numa conquista rápida e agressiva. Depois de algum tempo, suas asas foram arrancadas. Recebendo “um coração de homem”, a potência ficou fraca. Sem “o coração de leão”, Babilônia não mais se comportava como rei “entre os animais da floresta”. (2 Samuel 17:10; Miquéias 5:8.) Outro animal gigantesco acabou com ela.

O segundo animal

"A seguir vi um segundo animal, que tinha a aparência de um urso. Ele foi erguido por um dos seus lados, e na boca, entre os dentes, tinha três costelas. E lhe foi dito: ‘Levante-se e coma quanta carne puder! ’ – Daniel 7:5.
A potência representada pelo “urso” era a mesma simbolizada pelo peito e pelos braços de prata da enorme estátua na visão de Nabucodonosor, ou seja, a linhagem de governantes medo-persas (539-331 AEC), começando com Dario, o medo, e Ciro, o Grande, e terminando com Dario III.

              O urso simbólico estava “erguido por um lado”, talvez pronto para atacar e subjugar nações, mantendo assim o poder mundial. Outra possível explicação era que isso quisesse mostrar que a linhagem de governantes persas obteria ascendência sobre o único rei medo, Dario. 
As três costelas entre os dentes do urso podem indicar as três direções em que fez as suas conquistas: Primeiro, foi  para o norte para se apoderar de Babilônia em 539 AEC. Segundo, foi para o oeste através da Ásia Menor e para a Trácia. Por último, foi para o sul, para conquistar o Egito. Visto que o número três às vezes simboliza intensidade, as três costelas podem também enfatizar a avidez de conquista do urso simbólico.
O “urso” assim respondeu às palavras: “Levante-se e coma quanta carne puder!" Com o tempo, a Medo-Pérsia passou a governar 127 distritos jurisdicionais, e o marido da Rainha Ester, Assuero (Xerxes I), “reinava desde a Índia até a Etiópia”. (Ester 1:1) Mas essa potência seria substituída por outro animal.

O terceiro animal


"Depois disso, vi um outro animal, que se parecia com um leopardo. E nas costas tinha quatro asas, como asas de uma ave. Esse animal tinha quatro cabeças, e recebeu autoridade para governar.” – Daniel 7:6.
Este leopardo de quatro asas e quatro cabeças simbolizava a linhagem macedônia, ou  grega, de governantes, começando com Alexandre, o Grande. Alexandre, como que um leopardo ágil e veloz, atravessou a Ásia Menor, depois foi para o sul ao Egito, e seguiu até a fronteira ocidental da Índia. Seu domínio incluía a Macedônia, a Grécia e o Império Persa, podendo-se assim dizer que era maior do que o “urso” (Medo-Pérsia).
O “leopardo” ficou com quatro cabeças depois da morte de Alexandre em 323 AEC. Essas cabeças eram quatro generais de Alexandre, que em partes diferentes do território sucederam Alexandre após sua morte: Lisímaco governou a Ásia Menor e a Trácia, e Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia. Seleuco obteve a Mesopotâmia e a Síria. Por fim, Ptolomeu controlou o Egito e a Palestina.

O quarto e último animal

"Na minha visão à noite, vi ainda um quarto animal, aterrorizante, assustador e muito poderoso. Tinha grandes dentes de ferro, com as quais despedaçava e devorava suas vítimas, e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os animais anteriores, e tinha dez chifres". – Daniel 7:7.
 Este animal aterrorizante começou como a potência política e militar de Roma. Com o tempo, apossou-se das quatro divisões helenísticas do Império Grego. E, no ano 30 AEC, Roma já havia emergido como a próxima potência mundial da profecia bíblica. 
Roma, subjugando tudo na sua frente, cobriu uma área que se estendia desde as Ilhas Britânicas para baixo, através de boa parte da Europa, em torno do Mediterrâneo e além de Babilônia até o golfo Pérsico.
Mas essa potência tinha dez cifres. O que significavam isso? A Bíblia responde: "Os dez chifres são dez reis que sairão desse reino. Depois deles um outro rei se levantará, e será diferente dos primeiros reis." – Daniel 7: 24.
Por causa do modo de vida licencioso da sua classe governante, Roma começou a cair e a diminuir como potência militar. Com o tempo, esse declínio de Roma tornou-se bem evidente. Esse império se desfez em muitos reinos. Visto que a Bíblia muitas vezes usa o número dez para indicar inteireza, os “dez chifres” do quarto animal representam todos os reinos resultantes da dissolução de Roma.
Mesmo assim, Roma não acabou com a remoção do seu último imperador, em 476 EC. Por muitos séculos, a Roma papal continuou a exercer domínio político-religioso sobre a Europa. Através do sistema feudal, em que a maioria dos habitantes da Europa estava sujeito a um senhor, e consequentemente a um rei, Roma exercia domínio. E todos esses reis reconheciam a autoridade do papa. De modo que o Santo Império Romano, tendo a Roma papal como ponto principal, dominou os assuntos do mundo durante aquele longo período da história chamado Era do Obscurantismo.

O chifre pequeno

"Enquanto eu estava refletindo nos chifres, vi um outro chifre, pequeno, que surgiu entre eles; e três dos primeiros chifres foram arrancados para dar lugar a ele. Esse chifre possuía olhos como os olhos de um homem e uma boca que falava com arrogância". – Daniel 7:8.
 Falando ainda mais sobre este chifre pequeno, o anjo disse a Daniel:  "Quanto aos dez chifres, deste reino se levantarão dez reis; depois deles se levantará outro; ele será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis". – Daniel 7:24.
Em 55 AEC, o general romano Júlio César invadiu a Bretanha, mas não estabeleceu ali permanentemente um povoado. Em 43 EC, Cláudio iniciou uma conquista mais permanente no sul da Bretanha. Em 122 EC, o Imperador Adriano começou a construir uma muralha desde o rio Tyne até o golfo de Solway, demarcando o limite setentrional do Império Romano.
No começo do quinto século, as legiões romanas deixaram a ilha. “No século 16”, explicou um historiador, “a Inglaterra tinha sido uma potência de segunda classe. A sua riqueza era pouca em comparação com a dos Países-Baixos. A sua população era bem menor do que a da França. Suas forças armadas (incluindo a marinha) eram inferiores às da Espanha”.

             Assim, a Bretanha era então um reino insignificante, sendo o simbólico chifre pequeno do quarto animal.

A mudança

Filipe II, da Espanha, lançou em 1588 a Armada Espanhola contra a Bretanha. A frota com 130 navios, e mais de 24.000 homens, navegou pelo canal da Mancha, apenas para ser derrotada pela marinha britânica. Ainda foi vítima de ventos contrários e de ferozes tempestades atlânticas. Este acontecimento “marcou a decisiva passagem da supremacia naval da Espanha para a Inglaterra”, disse certo historiador.
No século 17, os holandeses desenvolveram a maior marinha mercante do mundo. Contudo, com o aumento das suas colônias de além-mar, a Bretanha prevaleceu sobre a Holanda.
Durante o século 18, os britânicos e os franceses guerreavam entre si na América do Norte e na Índia, o que levou ao Tratado de Paris, em 1763. O autor William B. Willcox, diz que esse tratado “reconheceu a nova posição da Grã-Bretanha como potência européia dominante no mundo fora da Europa”.
A supremacia da Grã-Bretanha foi confirmada pela esmagadora vitória sobre Napoleão, da França, em 1815 EC. Os “três reis” que a Grã-Bretanha assim "abateu" foram a Espanha, os Países-Baixos e a França.

Devoraria toda a terra

“Ele disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos, e devorará toda a terra, e a pisará aos pés e a fará em pedaços". – Daniel 7:23.
Em meados do século 18, a Grã-Bretanha estava a caminho de se tornar a potência dominante no cenário mundial. Embora a Grã-Bretanha ganhasse predomínio, colônias na América do Norte se separaram dela. Mesmo assim, os Estados Unidos se tornaram poderosos, protegidos pela força naval britânica. Em 1914, os Estados Unidos haviam se tornado a maior potência industrial da Terra e a Grã-Bretanha havia erigido o maior império na História. Durante a Primeira Guerra Mundial, eles formaram uma parceria especial. Surgia assim a Potência Mundial Anglo-Americana.
Essa potência mundial dupla anglo-americana representa o “chifre que tinha olhos”. Esta é a potência que dita a política para grande parte do mundo atual e atua como seu porta-voz, ou “falso profeta”. — Daniel 7:8, 11, 20; Revelação 16:13; 19:20.
Na segunda parte deste artigo, iremos analisar a destruição final destes animais e o estabelecimento do Reino de Cristo; e, por fim, analisar textos bíblicos pertinentes.


Os artigos deste blog podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com



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