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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Apocalipse 6:9-11 é evidência de que a alma não morre?






Um leitor escreveu: “Alguém poderia questionar qual seria a realidade por trás da visão profética das almas que clamam sob o altar do Apocalipse, no capítulo 6, após a abertura do quinto selo.”

Resposta:

No caso das “almas” descritas em Revelação 6:9-11, sabemos que as palavras originais traduzidas por “alma” (hebraico né•fesh e grego psy•khé) significam primária e diretamente um ser vivo (humano ou animal), que se move e que respira.  - Gn 1:20; 2:7.

Então, por semântica (ou afinidade de conceitos) a palavra também passou a significar a vida usufruída pela criatura, ou ser vivo respirante, a exemplo de Mateus 16:25. (Veja a nota de rodapé na Almeida Corrigida sobre Mateus 16:25.)

      Isto não existe!

Mateus 16:25, Almeida Revista e Corrigida:

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.
Nota de rodapé sobre a palavra “vida”: “ou, alma”.

Uma vez que a vida é simbolizada pelo sangue, esses dois termos – “alma” e “sangue” – passaram a ter uso intercambiável.

Gênesis 9:4:
“Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.”

Levítico 17:11:
“Pois a alma da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma nele.”

Visto que a passagem de Revelação, capítulo 6, menciona que tais “almas” se encontram “por baixo do altar” (versículo 9), o significado de “alma” nessa ocorrência tem a ver com o sangue, o qual era derramado “junto à base do altar” de sacrifícios.  

Levítico 4:7:
E o sacerdote tem de pôr um pouco do sangue sobre os chifres do altar do incenso perfumado que está na tenda de reunião, perante Jeová, e todo o resto do sangue do novilho ele derramará junto à base do altar da oferta queimada, que está à entrada da tenda de reunião.”

Por conseguinte, trata-se de outro uso de prosopopeia (personificação), como em Gênesis 4:10, onde Jeová declarou:

“O sangue de teu irmão está clamando a mim desde o solo.”

O altar (algo real) simboliza a morte sacrificial dos cristãos com esperança celestial. (Fil 3:10; 2:17) Tais cristãos foram perseguidos por “Babilônia, a Grande” – o império mundial da religião falsa, como descrito em Revelação 17:6: “E eu vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus.” Assim, é apropriado o quadro de o sangue (alma) de tais cristãos prosopopaicamente ‘gritando com voz alta’.

Mais informações podem ser obtidas neste livro (capítulo 17, pp. 100-103), que poderá ser solicitado a qualquer Testemunha de Jeová de sua localidade:




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site oapologistadaverdade.org





Um comentário:

  1. Essas “almas” se referem aos 144 mil que irão pro céu reinar com Cristo, assim como menciono o artigo.

    Compare com o texto de Apocalipse 20:4 e vejam: "Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles RESSUSCITARAM e reinaram com Cristo durante mil anos."

    Abaixo segue comentário da w07 1/1 29:

    Será que essas compridas vestes brancas foram distribuídas a poças de sangue que estavam na base do altar? Claro que não! As vestes foram dadas às pessoas cujo sangue foi derramado, por assim dizer, sobre o altar. Elas haviam sacrificado suas vidas em nome de Jesus e, na ocasião em que receberam essas vestes, foram ressuscitadas em espírito. Como sabemos disso? Pouco antes, no livro de Revelação, lemos: “Aquele que vencer estará assim vestido de roupas exteriores brancas; e eu de modo algum apagarei o seu nome do livro da vida.” Lembre-se, também, que os 24 anciãos estavam “trajados de roupas exteriores brancas, e nas suas cabeças [havia] coroas de ouro”. (Revelação 3:5; 4:4) Assim, depois que a guerra, a fome e a pestilência começaram a devastar a Terra, membros dos 144.000 que já haviam morrido, representados pelo sangue na base do altar, foram ressuscitados para a vida celestial e vestidos com simbólicas vestes brancas.

    Esses recém-ressuscitados têm de ‘descansar’, ou seja, esperar pacientemente pelo dia de vingança de Deus. Seus “co-escravos”, os cristãos ungidos ainda na Terra, precisam mostrar sua integridade diante de provações. Quando chegar o tempo para o julgamento divino, o ‘descanso’ terminará. (Revelação 7:3) Naquela ocasião, esses ressuscitados participarão com o Senhor Jesus Cristo em destruir os maus, inclusive os que derramaram o sangue de cristãos inocentes. — 2 Tessalonicenses 1:7-10.

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