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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Deve-se optar pelo símbolo ou pela realidade? Pelo sangue ou pela vida?








Fonte da 1.ª foto: http://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/perguntas/biblia-transfusoes-de-sangue/


Irmão apologista, solicito ajuda refutar uma ilustração referente ao sangue. A ilustração é a seguinte: O sangue é símbolo da vida; ele simboliza uma realidade: a vida. O que é maior – o símbolo (que é o sangue) ou a realidade que ele simboliza (a vida)? Quando deixamos uma pessoa no hospital morrer para preservar o símbolo da vida (o sangue), não estamos na realidade dando mais valor para o símbolo (o sangue) do que para a realidade que ele simboliza (a vida)? É como um marido que tem uma esposa: a aliança de casamento dele é um símbolo do estado de casado dele. É como se ele optasse por salvar a aliança em vez de sua esposa, se tivesse de escolher entre ela e sua aliança.
Ficaria grato se o irmão refutasse essa ilustração.

Resposta:

Prezado irmão:

Em primeiro lugar, a expressão ‘deixar morrer’  é falsa. Quando alguém recusa receber transfusões de sangue, ele está exercendo seu direito de escolher tratamento médico de qualidade, isento de sangue e das péssimas consequências advindas do tratamento hemoterápico.

        A falha dessa ilustração está em afirmar que a pessoa escolhe ‘preservar o símbolo da vida – o sangue’. Isso não é verdadeiro. Quando uma pessoa recusa receber sangue, ela não está fazendo isso para respeitar o símbolo da vida, mas sim para respeitar A VIDA, que é representada pelo sangue.

  O sangue é considerado como sagrado e proibido por Deus POR REPRESENTAR A VIDA, que de direito pertence a Deus. Assim, respeitar a lei de abster-se do sangue é RESPEITAR A VIDA, que é representada pelo sangue. É simplesmente IMPOSSÍVEL e INCOMPATÍVEL respeitar a vida e desrespeitar o sangue, que a representa. É simplesmente IMPOSSÍVEL e INCOMPATÍVEL respeitar o sangue e desrespeitar a vida, que é representada por ele. Não há como optar por uma dessas duas coisas.

A comparação com a aliança de casamento não procede, pois tal aliança é um símbolo HUMANO – inventado pelos homens –, ao passo que foi DEUS quem colocou o sangue como representando a vida. – Gênesis 9:4.



O que é feito ao que representa algo é também feito à coisa representada por esse algo.



Por exemplo, a “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” era símbolo do direito de Jeová de decidir para suas criaturas o que é bom e o que é mal – símbolo da Soberania de Jeová. (Gênesis 2:17) Era impossível comer do fruto daquela árvore e ao mesmo tempo respeitar a Soberania divina, representada pela árvore.

Ademais, podemos ilustrar isso com seres pessoais, que também podem atuar como representantes de outrem.

Jesus disse: “Quem vos escuta, escuta também a mim. E quem vos desconsidera, desconsidera também a mim. Ademais, quem me desconsidera, desconsidera também aquele que me enviou.” – Lucas 10:16.

Ele deixou assim claro que o que é feito ao representante também é feito ao representado por ele. Não teria como optar por respeitar a Jesus e ao mesmo tempo desrespeitar ‘aquele que o enviou’ – Seu Pai Jeová. – João 5:23.

Assim, é IMPOSSÍVEL desrespeitar a lei de abster-se do sangue e ao mesmo tempo respeitar a vida, que é representada pelo sangue. (Atos 15:19, 20, 28, 29) Pois desrespeitar a lei do sangue incorre em também desrespeitar a vida!

O fato é que a referida ilustração desconsidera essa clara verdade bíblica – o que é feito à coisa (ou pessoa) que representa algo (ou alguém) é também feito à coisa (ou pessoa) representada por essa. Assim, essa ilustração é sofismática, ou seja, trata-se de um argumento ou raciocínio falso, que apenas parece superficialmente ser verdade. Mas, quando examinado à luz das regras estabelecidas pelas Escrituras, tal argumento é exposto como totalmente falso, sem coerência e sem verdade.

Espero que esses comentários possam ser de ajuda. Abraços.

Após eu ter dado ao indagador a resposta acima, recebi dele este comentário:

“Meu querido irmão muito obrigado, muito obrigado mesmo! … Irmão, tenho que confessar que já li matérias apóstatas.”

Isso ilustra que é perigoso se enfronhar em matérias apóstatas. Simplesmente, não vale a pena. Os incautos apenas se encherão de dúvidas persistentes – embora sem fundamento, como exemplificado pela refutação acima da falsa argumentação.

Esse irmão foi salvo da apostasia, pois, como dizem as Escrituras, “pela boca é que o apóstata arruína seu próximo, mas é pelo conhecimento que os justos são socorridos”. – Provérbios 11:9.

Mas o melhor é se alimentar da “mesa de Jeová” e evitar por completo a apostasia servida na “mesa de demônios”. – 1 Cor. 10:21.





Os artigos deste blog podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com

2 comentários:

  1. Confesso que ao ler a ilustração apostata não achei saída nem resposta pra ela... Ela parece ser uma ilustração irrefutável para quem tem pouca experiência... Meias verdades são piores que mentiras.. Foi sensacional a sua resposta Apolo, muito boa mesmo.. parabéns.

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