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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Destaques da Tradução do Novo Mundo revisada (Parte 3): 1 Coríntios 7:36-38

Fonte da foto: http://www.jw.org/pt/noticias/noticias-2/por-regiao/mundo/testemunhas-de-jeova-lancam-edicao-grande-da-biblia/

“Mas, se alguém pensa que se está comportando de modo impróprio para com a sua virgindade, se esta estiver além da flor da juventude, e este é o modo em que deve ocorrer, faça ele o que quiser; ele não peca. Casem-se. 37 Mas, se alguém estiver resolvido no seu coração, não tendo necessidade, mas tiver autoridade sobre a sua própria vontade e tiver feito esta decisão no seu próprio coração, de manter a sua própria virgindade, ele fará bem. 38 Conseqüentemente, também faz bem aquele que der a sua virgindade em casamento, mas, aquele que não a der em casamento fará melhor.” – 1 Coríntios 7:36-38, Tradução do Novo Mundo.

Mas, se alguém, por ficar sem se casar, acha que está se comportando de modo impróprio, e se ele estiver além da flor da juventude, então isto é o que deve ocorrer: que ele faça o que quer; ele não peca. Que se casem. 37  No entanto, se alguém estiver resolvido no coração e não sentir necessidade, mas tiver controle sobre a sua própria vontade e tiver tomado no seu próprio coração a decisão de não se casar,* ele fará bem. 38  Assim também, aquele que se casa faz bem, mas aquele que não se casar fará melhor.1 Coríntios 7:36-38, Tradução do Novo Mundo revisada.


Recebi comentários de que a revisão da Tradução do Novo Mundo provocou críticas a respeito do texto acima. Há algum tempo, redigi uma série de artigos propondo um desafio saudável a católicos e a evangélicos de que apresentassem uma tradução que vertesse 1 Corintios 7:36-38 de modo coerente,  como a Tradução do Novo Mundo o faz.  Nessa série, citei diversas traduções da cristandade que vertem a passagem de modo incoerente –para não dizer, de modo absurdo – pela interpretação errada da palavra grega parthénos, a qual,  na referida passagem, tem o sentido qualificativo de “virgindade”.

Para ler a série, clique nos textos linkados abaixo:

Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 1

Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 3

Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 4

Um desafio aos católicos e aos evangélicos! – Parte 5 (Final)


Pelo fato de os tradutores das traduções da cristandade entenderem parthénos em seu sentido primário e literal (“virgem”), os tradutores pensaram que o escritor estava falando de uma pessoa à parte – uma virgem; e à base dessa interpretação, procuraram classificar essa virgem quer como “filha” quer como “noiva”. O resultado foram traduções como as abaixo:

“Entretanto, se alguém julga que trata sem decoro a sua filha, estando já a passar-lhe a flor da idade, e as circunstâncias o exigem, faça o que quiser. Não peca; que se casem. Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas domínio sobre o seu próprio arbítrio, e isto bem firmado no seu ânimo, para conservar virgem a sua filha, bem fará. E, assim, quem casa a sua filha virgem faz bem; quem não a casa faz melhor.” – 1 Cor. 7:36-38, Almeida Atualizada.

36 Se alguém julga que é inconveniente para a sua filha ultrapassar a idade de casar-se e que é seu dever casá-la, faça-o como quiser: não há falta alguma em fazê-la casar-se. 37 Mas aquele que, sem nenhum constrangimento e com perfeita liberdade de escolha, tiver tomado no seu coração a decisão de guardar a sua filha virgem, procede bem. 38 Em suma, aquele que casa a sua filha faz bem; e aquele que não a casa, faz ainda melhor.
Bíblia Ave Maria 

“Aos que ficaram noivos, mas resolveram não casar mais, eu digo o seguinte: se o rapaz sente que assim não está agindo certo com a sua noiva e acha que a sua paixão por ela ainda é muito forte e que devem casar, então que casem. Não existe pecado nisso. Mas se, pelo contrário, o rapaz não se sente na obrigação de casar, se está mesmo resolvido a ficar solteiro e se é capaz de dominar a sua vontade e já resolveu o que deve fazer, então faz bem em não casar com a moça. Assim quem casa faz bem, mas quem não casa faz melhor ainda.” – 1 Cor. 7:36-38, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Na série de artigos sobre essa passagem foram identificadas apenas três traduções, além da Tradução do Novo Mundo, que vertem de modo correto essa passagem, duas delas em inglês e apenas uma em português: a versão Darby Bible Translation, de John Nelson Darby; The Emphasized Bible (A Bíblia Enfatizada), de  Joseph Bryant Rotherham; e Bíblia Viva.

Porém, certos leitores, ao se depararem com a Tradução do Novo Mundo revisada, viram que ela omite no texto principal a palavra “virgindade”, e viram tal forma de traduzir com negatividade.  Mas a verdade e que a  Tradução revisada não tirou de modo algum o brilho da Tradução anterior. Muito pelo contrário: ela conseguiu acrescentar a linguagem simplificada a esse brilho. Por que podemos dizer isso?

Porque a Tradução revisada conta com um dispositivo instrumental que a anterior não tinha: as NOTAS DE RODAPÉ. Isso permite que o texto principal use uma linguagem facilitada ao passo que as notas apontem a tradução literal.  O leitor tem duplo benefício: entendimento fácil junto com exatidão textual.

Isso é algo que não é possível com uma tradução somente literal ou com uma paráfrase (tradução livre). A tradução revisada usa linguagem fácil e mantém a literalidade nas notas. 

Assim, a expressão “por ficar sem se casar” foi indicada nas notas como sendo “com relação à sua virgindade”; a expressão “aquele que se casa é indicada nas notas como literalmente “que dá a sua virgindade em casamento”. Tal tradução transmite sim o pensamento do escritor. Pois, a congregação de Corinto era constituída predominantemente de judeus e de gentios circuncisos (que haviam anteriormente aderido à fé judaica). (At 18:1-4) E os judeus evitavam a imoralidade sexual (fornicação e adultério) e eram assim ensinados a agir desde a infância. (1 Coríntios 10:8). De modo que, para um israelita (judeu), “ficar sem se casar” seria o mesmo que ‘manter a virgindade’; e dizer aquele que se casaseria entendido como ‘dar a virgindade em casamento’.

O problema da crítica é que alguns leitores da Tradução do Novo Mundo anterior adotaram um conceito puramente literalista, achando que essa é a melhor forma de traduzir. Entretanto, temos de ter mente aberta e reconhecer que a tradução literal tem suas limitações.  Entre tantos textos que poderíamos usar para exemplificar isso, escolhi o de Provérbios 27:9.

Observe como era vertido na tradução anterior:

Óleo e incenso são os que alegram o coração, também a doçura do companheiro que se tem, devido ao conselho da alma.”

Note agora como a tradução revisada verte:

“Óleo e incenso alegram o coração, bem como a doce amizade que nasce de um conselho sincero.

E na nota de rodapé nós encontramos a tradução literal para “conselho sincero”: “Ou: ‘conselho da alma’.

Dessa forma, nada se perde nem a facilidade de compreensão nem a exatidão textual.  Ao invés de tirar tempo para criticar, os leitores farão bem em usufruir esse maravilhoso presente que foi fruto de trabalho árduo e incansável, de uma dedicação integral ao esforço sincero de traduzir a Palavra de Deus.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site oapologistadaverdade.org




3 comentários:

  1. Na verdade é isso mesmo. O cristão , ou o judeu fiel da época, se seguir os padrões de Deus, permanecerá virgem enquanto não se casar leve isso o tempo que for. De modo, que se casar é rapidamente entendido por aqueles que seguem os padrões de moral de Jeová como dando sua virgindade, ou seja, por casar-se , ela tem agora permissão perante Deus de deixar de ser virgem sem entrar em pecado.

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  2. Apologista,
    Faltou comentar o motivo da palavras virgindade ter sido tirada dali, é a ambiguidade que ficava as palavras finais
    Onde dizia que quem não desse a virgindade em casamento, faria melhor do que aquele que a desse em casamento, ora, parece uma justificativa para a fornicação, sim, pois quem fornicar, está fazendo melhor, afinal, não está entregando sua virgindade em casamento!! A revisão elimina essa ambiguidade perigosa.

    Como você disse, os judeus e prosélitos não consideravam entregar a virgindade sem o casamento, então o sentido continua o mesmo, de "celibato" voluntário em prol do ministério cristão.

    Sugiro um comentário adicional na matéria demonstrando que a comissão de revisão quis eliminar qualquer chance de haver esse possível mal entendido.

    A tradução anterior é perfeita, acontece que em prol da facilidade de entendimento e eliminação de malentendidos, o melhor foi revisar a passagem para os leitores leigos de menos instrução.

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    1. Obrigado, Saga, pelas observações. Acho que seu comentário já esclareceu o ponto para os leitores.

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