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terça-feira, 12 de maio de 2015

A identidade de Jesus Cristo (Parte 3)

Fonte da ilustração: http://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/biblia-ensina/quem-e-jesus-cristo/

4. Distinto de seu Pai Jeová

A parte 1 já demonstrou essa distinção, pela  comparação do Salmo 83:18 com Lucas 1:32.

Esta parte se destina mais aos unicistas, que afirmam que o Pai, o Filho e o espírito santo são três expressões do mesmo Deus - o Pai sendo a expressão de Deus no Velho Testamento, o Filho durante sua vida terrena e o espírito santo após o retorno de Jesus ao céu. (Existem variações dessa teoria.) Contudo, mesmo os trinitários, que afirmam a distinção entre o Pai e o Filho, na prática de seus argumentos várias vezes confundem a ambos. E em geral os trinitários afirmam que Jeová no Velho Testamento é o mesmo Jesus do Novo Testamento.

A teoria unicista em geral não admite a coexistência do Pai e do Filho temporalmente, isto é, ao mesmo tempo. No entanto, tal doutrina cai por terra diante da declaração em Hebreus 9:24:

“Pois Cristo não entrou num lugar santo feito por mãos humanas, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, de modo que agora comparece perante* Deus em nosso favor.” (*Nota de rodapé: Lit.: “diante da face de”.)

 Obviamente Jesus não estava diante de si mesmo. Ele e seu Pai são dois seres distintos.

Em adição, temos declarações de Cristo que tornam claro isso:

E o próprio Pai, que me enviou, deu testemunho de mim. Vocês jamais ouviram a voz dele nem viram a sua forma.” João 5:37.

Por outro lado, eles ouviram a voz e viram a forma de Jesus, o Filho do Altíssimo Jeová.

Também, na própria Lei de vocês está escrito: ‘O testemunho de dois homens é verdadeiro.’ Eu sou um que dá testemunho de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim.” – João 8:17, 18.

Dois homens são seres, ou pessoas, distintas. O mesmo se dá com Jeová e Jesus.

Jesus respondeu: ‘Se eu glorificar a mim mesmo, a minha glória não é nada. É o meu Pai quem me glorifica, aquele que vocês dizem ser o seu Deus.”– João 8:54.

Portanto, Jeová, a quem os judeus afirmavam ter como Deus, não é o mesmo ser, ou pessoa, que Jesus.

Mas alguns se utilizam de João 14:9 para tentar contestar tais fatos claríssimos. O referido texto apresenta Jesus declarando:

Jesus lhe respondeu: ‘Já faz tanto tempo que estou com vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me vê, vê também o Pai. Como é que você diz: ‘Mostre-nos o Pai’?

É curioso que, muito mais do que os unicistas, são os trinitários que fazem uso frequente dessa passagem! Diversos destes usam o texto para alegar que Jesus e seu Pai são a mesma pessoa. Óbvio que esse argumento contraria a Trindade. Outros trinitários querem extrair do texto uma suposta coigualdade entre Jesus e Jeová. Mas nada disso se sustenta. Vejamos o contexto imediato:

Não fiquem com o coração aflito. Exerçam fé em Deus; exerçam fé também em mim. – João 14:1.

Além de mostrar que o Pai é distinto do Filho, mostra que APENAS o Pai é Deus (no sentido absoluto e derradeiro – o Deus Todo Poderoso).

Vocês ouviram que eu lhes disse: ‘Vou embora e vou voltar para vocês.’ Se vocês me amassem, se alegrariam de que vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” João 14:28.

Assim, João 14:9 não afirmam nem a mistura de identidade nem a coigualdade entre o Pai  Jeová e seu Filho Jesus Cristo. (E quanto à saída pela tangente na afirmação de que João 14:9 diz respeito à natureza divina de Cristo enquanto que em João 14:28 alude à sua natureza humana, o artigo anterior já demonstrou que tal teoria das duas naturezas não passa de uma falácia.)

Para um estudo aprofundado de João 10:30 veja o artigo “João 10:30 ‘Eu e o Pai somos um’”.

O próximo artigo desta série considerará a questão de títulos e aplicações idênticos serem feitos tanto a Jeová quanto a Cristo.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site oapologistadaverdade.org






2 comentários:

  1. Sinceramente, contra fatos não há argumentos, mas apesar do artigo bem escrito tenho certeza que haverão aqueles que tentarão refutar argumentos tão solidamente embasados. Infelizmente é assim, mas não devemos nos preocupar com isso, pois a verdade sempre prevalecerá.

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  2. Não acho que seja para unicistas, pois trinitárias afirmam realmente que Jesus é Jeová.
    Os comentários unicistas e trinitaristas se misturam muitas vezes ao tentar elaborar argumentos.

    João 1:1 na Almeida é um texto unicista (implicaria que o Deus estava com o Deus), os trinitaristas gostam de usar João 10:30, 14:9 que junto com o verso anteriormente mencionado são os textos favoritos dos unicistas.

    Em João 8:58 os trinitários tentam dizer que Jesus era Jeová (O Eu Sou O Que Sou), o que implicaria em dizer que o Deus de Moisés, de Abraão, Isaque e Jacó não era o Pai de Jesus Cristo, e sim o próprio Cristo no Antigo Testamento. Ligando João 1:1 com Gênesis 1:1, trinitários chegam ao ponto de dizer que o Deus Criador de Gênesis não é o Pai e sim Cristo. Em Isaías, trinitários tentam dizer que o Jeová que o profeta viu entronizado no capítulo VI era Cristo - embora suas palavras, as palavras daquele Jeová entronizado devam ser referidas a voz do Espírito Santo, ou seja, outro raciocínio unicista, pois coloca Jeová, Jesus e o Espírito como sendo a mesma pessoa sentada no mesmo trono, aparecendo como uma só pessoa a Isaías e falando com uma voz- isso implicaria em dizer que o Deus de Isaías, mencionado durante todo seu livro na verdade é Cristo e não o Pai, ou pior ainda, que ele seja ambas pessoas ao mesmo tempo, o que deixaria o livro do profeta em franca auto-contradição com muitas passagens bem conhecidas.

    Um texto muito querido pelos unicistas é 2 Coríntios 3:17, que é usado para dizer que o Senhor Jesus é o Espírito Santo. Os trinitários pisam em terreno escorregadio ao tentar se beneficiar do mesmo, pois o Senhor ali descrito só pode ser o Filho ou o Pai, o sujeito da frase não é "A Pessoa do Espírito Santo" e sim o Senhor/Jeová, ou seja, ou se entende o verso como metonímia (abstraindo a personalidade do espírito santo) ou como uma declaração de unicismo. (colocando os dois personagem como sendo a mesma pessoa).

    A NTLH tentou contornar assim : 16 Mas o véu pode ser tirado, como dizem as Escrituras Sagradas: “O véu de Moisés foi tirado quando ele se voltou para o Senhor. ” 17 Aqui a palavra “Senhor” quer dizer o Espírito. E onde o Espírito do Senhor está presente, aí existe liberdade.- 2 Cor 3:16,17

    O que eu quero dizer é que as argumentações são trini-cistas, elas se confundem entre unicista e trinitarismo, ao ponto que a pessoa que está tentando nos convencer não parece nem saber onde quer chegar, basta a ela que estejamos errados, mesmo que ela mesma caia em contradição.

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